Brasil: da série “A história sempre volta para cobrar”

Sou mesmo um sentimental incorrigível.

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Sempre vou às lagrimas quando contemplo tão terna e emocionante fotografia.
Aécio e Fidel, aquele um santo, esse um demônio, em edificante momento de admiração explícita e incontida. Sniff! Sniff! Sniff![ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Twitter: Inglaterra quer censurar redes sociais

Ouço daqui os ruídos de Cromwell, Thomas Moore e Locke, entre outros, revirando-se na tumba com o avanço do Estado Fascista na velha Albion.

Justiça britânica pune com quatro anos de cadeia, jovens que usaram o Twitter para apoiar recentes distúrbios.

Sem emprego, economia em baixa, sem perspectivas à vista o que resta aos jovens senão protestar?

O governo quer autorização para censurar redes sociais.

Igualzinho a Cháves, Fidel, Hu Jintao, Mubarack, Kadafi… Querem tirar o sofá da sala.

Contra a censura. Sempre!

PS. Acusar as redes sociais de indutoras de rebeliões, além de uma estupidez patente do desconhecimento tecnológico, bem como é uma manobra para desviar a atenção da verdade dos fatos.

Já está provado, ver exemplos recentes no Irã, Egito, Líbia e agora na Síria, que tecnologia se combate com tecnologia, e não com polícia.

Dependessem as revoluções das ações das redes sociais a Revolução Francesa de 1789 ainda estaria aos pés da Bastilha.


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Internet – O poder dos blogs

Enquanto a mídia tradicional vai perdendo leitores, e influência – constata-se isto na  simples comparação dos númeos das tiragens dos jornais e revistas e, nas quedas continuadas de audiência. Fica claro, também, o estrago causado com a adoção de um jornalismo mais sensacionalista e menos reflexivo – o espaço opinativo independente e plural, é ocupado pelos blogs. Esses, são em muitos países a única forma de resistência às ditaduras bem como o único canal de informações que consegue superar a truculência censória dos Cháves, Fidéis e cambada. Aqui e alhures! Confira artigo do jornalista Elio Gaspari no O Globo.

O espectro do blog ronda o comunismo. A guerrilha da filóloga micreira de Havana já incomoda os septuagenários de Sierra Maestra
Por Elio Gaspari

COMEÇOU UMA bonita briga, a da ditadura cubana com os blogueiros. Os septuagenários veteranos da Sierra Maestra têm uma nova guerrilha pela frente. Em vez de viver escondida no mato, ela está na rede de computadores e seu símbolo mais visível é Yoani Sanchez, uma micreira filóloga de 32 anos que publica a página “Generación Y” (1,2 milhão de visitas em fevereiro). No lugar dos fuzis, cabos, pen-drives e celulares com câmeras.

À primeira vista, os velhotes têm vantagem. Havana tem um só ponto de navegação pela internet acessível ao público. Fica numa pequena sala e custa 5 dólares por hora (um terço do salário mensal da terra). Dos 11 milhões de cubanos, só 200 mil têm acesso à rede, passando pelo único provedor, que pertence ao governo. Essa modalidade de bloqueio é burlada por um mercado negro de senhas e de acessos noturnos em empresas estrangeiras ou mesmo em agências estatais. Até parabólicas clandestinas já apareceram e a maior parte delas é usada para baixar músicas ou filmes.

No caso de Yoani (www.desde cuba.com/generaciony), seu blog vai completar o primeiro ano de existência e está hospedado num sítio alemão. Ela transmite suas mensagens valendo-se de algumas astúcias. Numa, fantasia-se de turista alemã, entra num hotel e despacha o texto previamente gravado. Não se pode dizer que o blog seja um palanque de dissidentes, mas, mesmo assim, no último fim de semana o Grande Irmão envenenou-o com filtros que dificultavam o acesso dos cubanos ao endereço. Yoani informa que já conseguiu se desvencilhar da macumba: “A reprimenda é tão inútil que dá pena, tão fácil de burlar que vira incentivo”.

A moça tem muita graça. Raúl Castro libera os eletrodomésticos e ela saúda a chegada dos aparelhos de ar refrigerado, lembrando que as torradeiras virão daqui a dois anos: “Nesse ritmo, as antenas parabólicas chegarão lá pela metade do século e meus netos conhecerão os GPS quando estiverem na adolescência”. Ouvindo o discurso de posse do comandante Raúl, ela se considerou um Champollion reencarnado, decifrando os hieróglifos da pedra da Roseta, “mais fáceis de desentranhar que o estatismo tedioso da política cubana”.

Yoani lista outros dez blogs da ilha. Um, o Havanascity, com bonitas fotografias da cidade. Outro, “Lo que yo y otros pensamos sobre la realidad cubana”, é pesado como o próprio nome. Todos carregam um certo gosto pela literatura. Lembram a lição de um engenheiro de computadores de São Petersburgo que, nos últimos meses do comunismo, recomendava: “Se você quer achar a democracia nesta cidade, procure a música”.

Nos anos 80 o banqueiro George Soros financiou o movimento democrático da Tchecoslováquia doando computadores, copiadoras e aparelhos de fax à Fundação Carta 77. Em 1991, durante a tentativa fracassada de golpe na Rússia, foram as máquinas de fax que garantiram a comunicação dos aliados de Boris Yeltsin.

Comparados com a versatilidade da rede e dos pen drives, os equipamentos de Soros são carroças.

Por enquanto, os blogs cubanos são mercadoria para consumo externo, pois na ilha eles só estão acessíveis para a nomenklatura ou a turma do mercado negro. Se Raúl Castro não puder conviver nem com isso, suas prometidas mudanças acontecerão em 2131, quando completará 200 anos.