Sobre filhos, ex-amores e o jogo sujo da política

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Cloaca Máxima, Roma

Concordo quase que na íntegra com a opinião do jornalista. Contudo, saliento, – reforçando o que ele nomina de jogo sujo – que a cloaca é pouso permanente para que entra na política. Tal como sogras e amantes, a política é para sempre. Não existem maneiras que as excluam do currículo de ninguém.
José Mesquita

 


Lula e Collor, eleições 1989 (Foto: Divulgação)
Lula e Collor, eleições 1989 (Foto: Divulgação)

Em 1989, no programa de televisão do então candidato a presidente Fernando Collor, achei repugnante ver a enfermeira Mirian Cordeiro acusar Lula de tê-la pressionado para que abortasse uma filha dele.

Hoje, acho igualmente repugnante ver a jornalista Mirian Dutra afirmar que o ex-presidente Fernando Henrique a pressionou para que abortasse um filho dele.

Por sinal, dois exames de DNA provaram que o pai é outro.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

As duas não hesitaram em usar e expor seus filhos para se vingar de ex-amores. A Mirian Cordeiro foi regiamente paga por Collor para dizer o que disse.

A Mirian Dutra… Não creio que falou por dinheiro. Já não precisa.

Lula sustentou a filha que teve com a enfermeira e cobriu-a de afeto.

FHC sustentou a jornalista e o filho, reconheceu-o antes mesmo de ter certeza que era seu filho, e se relaciona com ele até hoje. Presenteou-o com um apartamento em Barcelona.

O que os partidários de Colllor naquela época fizeram contra Lula para desgastar sua imagem é a mesma coisa, anabolizada pelas poderosas redes sociais, que os partidários de Lula, hoje, fazem contra FH para desgastar a dele.

Com uma diferença: FHC não é candidato a nada. Então por que o atacam?

Os partidários de Collor atacaram Lula para impedi-lo de vencer a eleição.

Os partidários de Lula atacam FHC para tentar salvar Lula do buraco em que ele se meteu.

Em tempo: Lula e Collor, hoje, são aliados. No passado, Lula foi cabo eleitoral de FH, candidato a senador.
Por:Ricardo Noblat

 

Janot pede a cassação do mandato de Fernando Collor

Ex-presidente e senador do PTB foi denunciado pela PGR por lavagem de dinheiro e corrupçãoA Procuradoria-Geral da República encaminhou denúncias no ano passado ao Supremo Tribunal Federal pedindo que os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Benedito de Lira (PP-AL).
Ex-presidente e senador do PTB foi denunciado pela PGR por lavagem de dinheiro e corrupção.

Também foram denunciados os deputados federais Vander Loubet (PT-MS), Nelson Meurer (PP-PR) e Arthur Lira (PP-AL) percam os cargos para os quais foram eleitos caso sejam condenados na Operação Lava Jato, após o fim de uma eventual ação penal.

De acordo com a reportagem, nas peças encaminhadas à Corte, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede “a decretação da perda de função pública para o condenado detentor de cargo ou emprego público ou mandato eletivo, principalmente por ter agido com violação de seus deveres para com o Poder Público e a sociedade”.

Estadão destaca que o requerimento tem como base o artigo 92 do Código Penal, que prevê a sanção quando penas por crimes como abuso de poder ou contra a administração pública for igual ou superior a um ano e maior que quatro anos nos demais casos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A denúncia contra Collor – sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro – foi oferecida em agosto do ano passado ao Supremo e é mantida até o momento em segredo de Justiça, mas a informação foi confirmada ao Estado.

“As investigações indicam que Collor recebeu R$ 26 milhões em propina entre 2010 e 2014 por um contrato de troca de bandeira de postos de combustível assinado pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobrás, e por outros contratos da estatal com empreiteiras e que são alvo da Lava Jato”, diz o jornal.

Procuradoria suspeita que Collor tenha lavado dinheiro com obras de arte

A Procuradoria-Geral da República suspeita que o senador Fernando Collor (PTB-AL) tenha feito lavagem de dinheiro por meio de compra de obras de arte milionárias.

Os indícios surgiram nas investigações da operação Lava Jato, após busca e apreensão em endereços de um restaurador que teria feito a mediação da venda de quadros ao parlamentar, de acordo com informações da “Folha de S.Paulo” desta quinta-feira (14).

Após as denúncias de que Collor teria comprado obras de arte em espécie, os investigadores obtiveram notas fiscais que comprovam vendas de pelo menos R$ 1,5 milhão ao senador.

Ao jornal, a assessoria do senador informou que o acervo é constituído em parte por herança familiar e que a denúncia de lavagem de dinheiro é “absolutamente infundada”

Em julho do ano passado, durante apreensão de carros de luxo na casa de Collor, a Polícia Federal também encontrou um quadro de Di Cavalcanti. Segundo a denúncia, a obra teria sido adquirida por R$ 2 milhões.

Fernando Collor já foi denunciado pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, por lavagem de dinheiro e corrupção. No ano passado, o senador polemizou na tribuna do Senado ao xingar publicamente Janot.
As informações são do Estado de S. Paulo.

Collor chama Janot de fascista, sujeitinho a toa e diz que ele tenta constranger Senado

Collor,Blog do MesquitaQuero ver essa valentia quando “elle” estiver “hospedado” na Papuda. Não há mais como voltar ou jogar a sujeira para debaixo do tapete. As máscaras caíram e está todo mundo nu.

Todos salafrários, só querem salvar suas peles. O povo! A o povo que se dane. Mas, o mais trágico é a inquietante pergunta: Onde está a tal da oposição?

Será que também tem rabo preso neste lamaçal? O acórdão que está sendo urdido é tão escancarado, que é de se estranhar o tamanho do silêncio.
José Mesquita


 

O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) voltou a atacar, nesta segunda-feira (24), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, durante discurso na tribuna do Senado.

Collor chamou Janot de “figura tosca” e o acusou de “arbitrariedade” na denúncia apresentada no âmbito da Operação Lava Jato contra ele e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por corrupção e lavagem de dinheiro.

O senador voltou a reclamar por não ter sido ouvido pelos investigadores antes de a denúncia ser entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF). Collor também chamou Janot de “sujeitinho à toa, sem eira nem beira” e disse que o procurador-geral é um “fascista da pior extração”. “Ele está esterilizando, e ele conhece bem isso, os poderes da República que garantem a nossa democracia”, completou.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Há meses venho denunciando o perfil dessa figura tosca de Janot. A começar pelos sucessivos vazamentos de informação que correm em segredo de Justiça. […] Até hoje sequer fui ouvido para esclarecer mentiras e embustes politicamente arquitetados pelo senhor Janot. Meu depoimento foi marcado e por duas vezes desmarcado, na véspera dos mesmos”, disse Collor.

“Não poderia deixar de trazer essa incoerência e arbitrariedade do procurador-geral da República. […] Depois de tanto arbítrio, onde foi parar o direito de ampla defesa? Onde foi parar o contraditório? E a presunção de inocência?”, questionou.

Collor e Cunha foram denunciados na última quinta-feira (20) por Janot por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras investigado na operação. O procurador-geral pediu a condenação dos dois sob a acusação de terem cometidos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com as investigações, Collor teria recebido, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões como pagamento de propina por contratos firmados pela BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Ele nega.

Collor encerrou seu discurso com uma citação do filósofo grego Plutarco: “Nada revela mais o caráter de um homem do que seu modo de se comportar quando detém um poder e uma autoridade sobre os outros: essas duas prerrogativas despertam toda paixão e revelam todo vício”.

A assessoria de Rodrigo Janot informou que o procurador-geral da República não iria comentar o caso.

Esta não foi a primeira vez que Collor atacou Janot da tribuna do Senado. No dia 5 de agosto, o senador xingou o procurador-geral da República em discurso. “Afirmações caluniosas e infames! Filho da puta”, afirmou Collor em tom mais baixo, mas que foi captado pelo microfone.

O senador criticava o despacho do procurador, que negou a devolução de seus carros de luxo. Collor afirmou que eles foram comprados por empresas legalmente constituídas e das quais é sócio majoritário.

Em documentado enviado ao Supremo Tribunal Federal, Janot disse que não há razão para devolver os carros de luxo — uma Lamborghini, uma Ferrari, um Bentley e um Land Rover — apreendidos mês passado na casa do senador. Janot também afirmou que o grupo do parlamentar recebeu R$ 26 milhões de propina no período entre 2010 e 2014.

Collor afirmou que as empresas não são de fachada e foram legalmente constituídas. As parcelas de pagamento dos carros que estariam em atraso seria uma questão comercial. “Não podendo, jamais, em tempo algum, sob risco de grave ação judicial a quem afirme que tal atraso se deve a falta de recursos escusos.”
Jornal do Brasil

Quais podem ser as consequências políticas da denúncia contra Cunha?

Eduardo Cunha, Frank Underwood,Corrupção,Blog do MesquitaA denúncia apresentada na quinta-feira pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao STF (Supremo Tribunal Federal) é uma nova fonte de desgaste para o principal opositor do governo, o que tende a trazer benefícios para a presidente Dilma Rousseff e enfraquecer a oposição.

No entanto, o alcance desses impactos depende ainda da decisão dos ministros do STF de aceitar ou não a denúncia e tornar Cunha réu, observam analistas e políticos ouvidos pela BBC Brasil.

Por enquanto, a maioria dos deputados tem defendido o direito de Cunha de prosseguir como presidente da Casa e se defender. No entanto, é crescente o número de deputados que defendem seu afastamento. Uma nota defendendo sua saída já tem o apoio de parlamentares de dez partidos – PSOL, PSB, PT, PPS, PDT, PMDB, PR, PSC, PROS e PTB.

Cunha foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob a acusação de participar do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

Ele é acusado de receber propina de US$ 5 milhões (R$ 17 milhões) para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobras, o que ele nega. Na denúncia, é pedida a condenação do presidente da Câmara por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A ex-deputada federal Solange Almeida (PMDB), atual prefeita de Rio Bonito (RJ), também foi denunciada sob a acusação de corrupção passiva. Outra denúncia foi apresentada contra o senador Fernando Collor (PTB-AL), mas ainda não tornada pública porque algumas das delações que o incriminariam ainda são sigilosas.
Entenda quais devem ser os impactos políticos da denúncia contra o presidente da Câmara.

Governo x oposição

Rodrigo Janot,Blog do Mesquita

Denúncia apresentada ao Supremo por Janot enfraquece Cunha, na opinião de analistas

Para o cientista político e professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná) Renato Perissinotto, a denúncia contra Cunha é mais um fator de desgaste para presidente da Câmara, que já vinha perdendo poder desde a semana passada.

Ele afirma que líderes empresariais e grandes jornais nacionais e estrangeiros, como O Globo e o americano The New York Times, se manifestaram nos últimos dias, por meio de entrevistas e editoriais, a favor da governabilidade e contra as decisões de Cunha de colocar em votação projetos que elevam os gastos do governo.

“Essa denúncia é mais um ponto nesse processo de desgaste. De saída, representa o enfraquecimento de um dos mais contundentes adversários do governo”, afirma o professor.

Na sua avaliação, as acusações contra Cunha também são uma notícia negativa para políticos de oposição, como os tucanos, que têm se alinhado com o presidente da Câmara nas críticas e nas votações contra o governo.

“Ele agora faz parte de todo esse escândalo de corrupção que está sendo investigado, e qualquer tentativa de se aliar ao Cunha também passa a ter os custos desse problema”, acrescenta.

Por todos esses fatores, Perissinotto diz acreditar que as chances de um impeachment da presidente Dilma Rousseff caíram muito nas últimas duas semanas. É Cunha, como presidente da Câmara, que teria o poder de colocar a questão em votação.

No entanto, o cenário político atual torna mais difícil que isso ocorra, ainda mais porque decisões das últimas semanas indicam que os julgamentos que correm contra Dilma no TCU (Tribunal de Contas da União) e no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ainda vão demorar para ser concluídos.

Após acusação de que recebeu US$ 5 milhões de propina, Cunha rompeu com o governo Dilma.

Mais instabilidade

O professor de ciência política da UnB (Universidade de Brasília) David Fleischer também considera que a denúncia contra Cunha é um fator negativo para a oposição e que reduz as chances de que o impeachment seja votado.

No entanto, pondera que o peemedebista ainda é forte na Câmara e pode dar mais trabalho para a presidente.

“Isso pode gerar mais instabilidade porque pode aumentar a raiva dele. Ele pode ainda atrapalhar muita coisa (ao definir as pautas de votação)”, diz.

O especialista lembra que, em 2005, o então presidente da Câmara Severino Cavalcanti se afastou do cargo devido a denúncias envolvendo valores muito menores – acusações de ter recebido propina mensal de R$ 10 mil da empresa que gerenciava o restaurante da Casa.

“Por muito menos, Severino foi afastado. Mas ele não tinha um controle sobre a Câmara como Cunha tem. Cunha foi eleito pela maioria absoluta e tem um poder muito consolidado sobre os deputados”, observou.
“Agora, nós também não sabemos para onde vai a Lava Jato, pode ser que apareçam mais denúncias contra ele. Há um crescente grupo de deputados que querem afastá-lo. Se esse grupo ganhar mais força, isso pode diminuir o controle dele sobre a Câmara”, ressaltou.

Afastamento?

Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) diz que parlamentares de nove partidos querem saída de Cunha.
A maioria dos deputados vem mantendo um discurso cauteloso sobre a situação de Cunha, destacando que ele não está condenado e terá direito a se defender.
O PSOL é o único partido que em bloco defende o afastamento do peemedebista da presidência da Casa. Mas, segundo o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), parlamentares de outros nove partidos já manifestaram o mesmo desejo – PSB, PT, PPS, PDT, PMDB, PR, PSC, PROS, PTB.

Os nomes ainda estão sendo colhidos e serão apresentados na próxima terça-feira.
Os pernambucanos Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Silvio Costa (PSC) já vinham defendendo o afastamento de Cunha mesmo antes de a denúncia ser apresentada por Janot.

O petista Alessandro Molon foi um dos que engrossaram o coro: “Não há dúvida de que o deputado Eduardo Cunha deve se afastar da presidência da Câmara imediatamente, para preservar a Casa e para que não continue usando o poder que o cargo lhe dá para sua defesa pessoal”, disse à BBC Brasil.

Os parlamentares que cobram a saída do peemedebista afirmam que ele está usando a estrutura da Câmara para atrapalhar as investigações. Um episódio que alimentou essas críticas foi a contratação da empresa Kroll pela CPI da Petrobras, com o objetivo de investigar alguns dos delatores do esquema de corrupção.

Defesa

Em defesa de Cunha, deputados dizem que mais denúncias vêm aí, incluindo a relacionada a Renan.
Muitos deputados, porém, mantêm o apoio para que Cunha permaneça no cargo.
Ouvidos pela BBC Brasil, Marcus Pestana (PSDB-MG) e Alceu Moreira (PMDB-RS) defenderam o direito dele de permanecer na cadeira mesmo se o STF aceitar a denúncia e torná-lo réu.

“Por que as outras autoridades que têm denúncias semelhantes não têm tratamento semelhante? Por que só ele e o Collor (foram denunciados)? Há de se perguntar se há outros interesses além do fato em si”, questionou Moreira.

“Até que se transite em julgado, uma ampla defesa é um direito capilar. Se fosse por desmoralização, a Dilma já tinha que ter saído, o Lula tinha que estar preso”, argumentou.

Pestana diz que não concorda com a “teoria da conspiração” e acredita na independência do Ministério Público na condução das investigações. Mas concorda com o argumento de que Cunha ainda vai se defender.
“Não cabe a nós da oposição blindar nem acusar. Ele, como todos os outros, tem direito à presunção da inocência. Isso não vai parar no Cunha, vai chegar no presidente do Senado (Renan Calheiros) e em mais de 50 parlamentares”, concluiu.

No caso de o STF tornar Cunha réu, no entanto, é esperado um novo desgaste na sua rede de apoio. “Se o Judiciário aceitar (a denúncia) e a partir daí ele se tornar réu, nós vamos reunir a bancada e o partido para encaminhar o afastamento ou o que tiver que fazer”, observou o líder do PPS, Rubens Bueno.
BBC

Governo Dilma é cúmplice do Cunhão

Eduardo Cunha é o mais competente e melífluo adversário de Dilma. O crápula foi gestado e produzido, passo-a-passo, dia apos dia, para tornar-se um alvo a ser abatido. Só que este governo é tão estupido em suas manobras que findou chamando a atenção de todo mundo para essa tramoia.

Dilma Rousseff,Eduardo Cunha, Blog do Mesquita

Eu já tenho uma entendimento complementar que vê a corja toda junta e misturada. A idéia, comandada pelos Bilderbergs, é manter a nação desmoralizada, para não dar tempo do povo pensar. inclusive os alfabetizados e formadores de opinião. No topo dessa amoral cadeia – sem trocadilhos, por favor – está a revista Veja.

Para alguns – coniventes ou cegos – quem elegeu Eduardo Cunha presidente da Câmara foi a oposição. O candidato do governo era Arlindo Chinaglia, do PT. A oposição elegeu Cunha exatamente para ficar conspirando contra o governo da Dilma.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Cunha já rouba desde que foi tesoureiro da campanha do Collor. O PSDB e demais que o elegeram sabiam muito bem que se tratava de um safado e pilantra. Mas essa turma não está nem aí, eles querim mais era ver o circo pegar fogo, é a turma do “Quanto pior melhor”, a mesma que elegeu Severino Cavalcanti nos anos Lula.

Mas, como legalista, também cultivo os princípios e normas da Constituição Federal. Entendo a sede de sangue de todos os que são pró e contra “a tudo isso que está aí”.

Assim Eduardo Cunha é inocente até que se prove o contrário. Assim como ainda são inocentes Gleise Hoffman, Humberto Costa, Fernando Collor, Ciro Nogueira, Renan Calheiros, Dilma Rousseff, Edinho Silva, Luiz Inácio Lula da Silva.

Por que Janot não denunciou a Gleise Hoffman, Dilma Rousseff que foi citada 11 vezes pelos delatores, Lula 8 vezes, e Edinho Silva 2 vezes? Porque só o Cunha? – pergunta um diabinho atrás da minha orelha.

Se o eleitor, principalmente o eleitor informado – pouquíssimos mas, formam opinião – continuar elegendo e reelegendo corruptos, os Bilderbergs continuaram deixando a Taba Tapuia sem salvação.

Na imprensa esquerdistas e fascistas ‘gourmets’ continuam com o mesmo discurso discurso dos anos 70, quando eu estava fazendo minha primeira graduação.

PS. É interessante, aliás altamente recomendável, observar a ficha dos demais membros da mesa diretora da Câmara Federal.

Não há clima para impeachment, mas tudo pode mudar, diz deputado que comandou queda de Collor

No comando da Câmara dos Deputados, um dos quadros mais importantes do PMDB precisa decidir se dá início a um processo de impeachment do presidente da República.

Juliana Mutti/Agência ALRS
“Potencialmente há um risco, sim, de uma crise político-institucional”, afirma Ibsen Pinheiro, presidente da Câmara durante o impeachment de Collor | Foto: Juliana Mutti/Agência ALRS

Esse cenário, que nos futuros meses pode vir a ser realidade para Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é conhecido pelo hoje deputado estadual Ibsen Pinheiro (PMDB-RS).

Presidente da Câmara durante o processo de impeachment de Fernando Collor, em 1992, o peemedebista, de 80 anos, disse à BBC Brasil não ver agora uma crise política que justifique afastar Dilma Rousseff. Mas que há, sim, potencial para isso.

Ele afirmou que Cunha deveria mostrar sua inocência em relação às acusações na Operação Lava Jato – segundo um delator, o peemedebista recebeu US$ 5 milhões (mais de R$ 15 milhões) de propina no esquema de corrupção na Petrobras, o que ele nega.

Gaúcho de São Borja, Ibsen é jornalista e advogado – foi promotor e procurador. Comandou a Câmara de 1991 a 1993, mas acabou cassado em 1994 após ser ligado ao escândalo dos Anões do Orçamento e ficou inelegível por oito anos. Hoje, preside o PMDB gaúcho.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Confira os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – Como o senhor vê esses movimentos que pedem o impeachment de Dilma?

Ibsen Pinheiro – Vejo muitos movimentos político-partidários que considero desautorizados pela realidade. Não acho que exista um clima de impeachment por qualquer critério técnico do Tribunal de Contas [da União], do Judiciário. Uma crise política, que gera às vezes efeitos inesperados, primeiro tem que se instalar como tal.

Estamos numa crise econômico-social e também administrativa, que é a incapacidade do poder público de responder à crise econômica. Não estão presentes os elementos da crise política. Há um grau de artificialismo nessas palavras de ordem. O que pode ocorrer é que as circunstâncias mudem.

BBC Brasil – São apontadas duas razões para afastar Dilma: uma é via TSE, pelas eventuais doações ilegais de campanha por empresas da Lava Jato, e outra via Congresso, caso o TCU condene as “pedaladas fiscais”.

Ibsen – Não posso imaginar que uma circunstância tão dramática como o afastamento de um governo eleito ocorra por decisão de sete juízes do tribunal eleitoral ou por ministros do TCU, por uma questão técnica.

Qualquer questão de campanha se resolve nos limites da Justiça Eleitoral. Ela não tem o condão de interferir, nesse grau, na vida do país. Assim como uma decisão do TCU. O Congresso, ao examinar uma questão dessa natureza, não dispensa os aspectos técnicos. Mas os determinantes são os critérios políticos.

 

Não nego que haja um potencial que possa desembocar numa crise institucional. Alinho três fatores que podem produzir esse resultado: crise econômico-financeira, incapacidade do poder público de responder a ela e falta de gosto ou jeito da presidente para lidar com esses temas.

BBC Brasil – Vê chances de o Congresso afastá-la?

Ibsen – Lembro de que, em 1992, tive de interromper tudo para receber parlamentares australianos. A chefe da delegação pediu licença para abordar temas do Brasil, estavam muito ligados na nossa crise.

E perguntou: “o senhor acha possível que, após 20 anos de ditadura, o primeiro presidente eleito seja afastado? Acha possível somar dois terços de votos?”. Respondi: “Dois terços, acho impossível. Mais fácil é a unanimidade.”

Numa circunstância de normalidade, não há dois terços para afastar um presidente. Agora, a anomalia resultante de uma crise política pode criar um ambiente tal que os votos [como] no caso de Collor sejam meramente simbólicos. O combustível foi a crise.

BBC Brasil – Como o senhor vê o papel do PMDB?

Ibsen – O PMDB está condenado a uma espécie de dupla militância. É parceiro do governo na sua sustentabilidade, mas não gêmeo univitelino, porque não é o centro do governo.

Com todo o seu tamanho, o PMDB é periférico. Tem compromisso com a ordem institucional, com o apoio ao governo na sua preservação. Mas, se o governo for atingido, talvez tenha de demonstrar que não é o governo.

Janine Moraes/Agência Câmara
Para Ibsen, o PMDB é periférico, está fora do centro do governo, mesmo com a convocação de Michel Temer para “remendar” a articulação política | Foto: Janine Moraes/Agência Câmara

BBC Brasil – A Lava Jato colocou o PMDB em posição desconfortável. Como avalia isso?

Ibsen – O que fica sob suspeita é toda a atividade político-partidária. Um pouco por suas distorções, e aí os partidos merecem o grau de culpa, mas também porque a repercussão das distorções da política é maior que a de outras áreas da vida institucional.

Nosso sistema público tem funcionamento precaríssimo. O Judiciário acumula processos numa quantidade absurda, não responde às necessidades da população.

A política é criminalizada num grau que não é injusto pelas deformações, mas é pela falta de isonomia, pois toda a máquina pública tem a eficiência comprometida.

BBC Brasil – Como avalia a presidência de Cunha na Câmara?

Ibsen – Em algumas coisas teve um papel positivo, como o de colocar a Casa para deliberar e trazer à pauta questões relevantes. Outra é a Câmara não agir como anexo do Executivo. Isto ocorreu com as presidências petistas.

É claro que não é preciso, nem possível, ignorar a pauta do governo, a vinda do Senado. Mas a Câmara deve ter independência.

Desagrada que ele tenha abandonado, na reforma política, o centro da questão, para ficar na periferia. Também não me agrada ver um ou outro ato de mera hostilidade ao Executivo.

BBC Brasil – Como vê o rompimento dele com o governo, acusando-o de prejudicá-lo na Lava Jato?

Ibsen – Não acho que isso tenha causado [um problema institucional] porque não mudou essencialmente o posicionamento dele. Sobre a investigação, não tenho meios de opinar. Não posso ser solidário sem saber dos fatos, mas também não posso condená-lo.

Entendo que, para aquilo que tenha de administrar como árbitro, não vá praticar facciosismos. Vai administrar com imparcialidade as relações com os demais poderes. Espero que assim seja.

Quanto às acusações, tem a seu favor a presunção da inocência. Mas, num clima dessa natureza, quase que se inverte o ônus da prova. É preciso, pelo menos ao agente político, mostrar sua inocência. Não basta dizer que a acusação tem que demonstrar a culpa.

BBC Brasil – Cunha deveria deixar a presidência da Câmara? A acusação combina com o cargo?

Ibsen – Pode até não combinar, mas o afastamento de alguém eleito pelos representantes do povo pode ser uma violação. Diferente é o ministro que, acusado, procura o presidente e diz: “meu cargo está à sua disposição, me afasto para não causar constrangimento”.

Não é adequado o chefe de um Poder se afastar por uma acusação, isso seria um precedente perigoso.

BBC Brasil – O senhor é do PMDB, presidia a Câmara e comandou um processo de impeachment. Vê paralelo com o momento atual?

Ibsen – O paralelo que vejo é um pouco forçado, mas é uma projeção. O impeachment do Collor, em setembro, ou mesmo agosto, tinha uma lógica avassaladora, avançava com grande ímpeto. Mas, se recuarmos a março, abril, é parecido com o ambiente atual. Não havia clima para cogitar o afastamento.

O processo de impeachment que acolhi, se não me engano, foi o 14º ou 15º pedido. Os anteriores mandei arquivar. Alguns, muito bem fundamentados. E mandei arquivar, pura e simplesmente.

BBC Brasil – Por que?

Ibsen – Um processo de impeachment não é um processo penal, é político. Têm que estar presentes todas as circunstâncias do processo político, a representatividade dos autores do pedido, no caso os presidentes da ABI, OAB, o ambiente no país, a opinião pública. E estas condições, presentes em agosto, não estavam em março.

Qualquer tentativa de adivinhar seria um pouco arriscada agora. Se hoje não há, não sei se ali adiante não haverá as condições para um processo semelhante.

Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Ibsen Pinheiro afirma que, poucos meses antes do processo de impeachment de Fernando Collor, não havia “clima” para afastar o então presidente | Foto: Gustavo Lima/Agência Câmara

BBC Brasil – O rompimento entre Cunha e governo pode antecipar um processo de impeachment?

Ibsen – Não acho que o presidente da Câmara, na solidão do seu gabinete, que é onde tudo termina, deixe de perceber todas as implicações de um processo dessa natureza. Ninguém chega ao cargo para decidir as questões com seus humores.

É por isso, aliás, que esse tipo de decisão é solitária. O presidente da República, da Câmara, do Senado escuta. Mas decide sozinho.

BBC Brasil – Recorda-se do momento de sua decisão no caso Collor?

Ibsen Pinheiro – Lembro muito. Ouvi tanto lideranças políticas como assessores. Mas sempre tive clareza de que a decisão de acolher o processo era minha. A decisão de levar ao plenário e sobre o rito também. Por melhor que fosse a assessoria, e por mais competentes que fossem as opiniões políticas que recolhia, no fim é presidente da Câmara que decide. E essa decisão é política.

Cunha não vai decidir essas questões com seus humores. Pode até dizer algumas coisas que correspondam seus humores. Mas quem o conhece pode achar que isso é também um processo calculado de impacto. Acho eu. Na decisão ele será equilibrado como deve ser o chefe de um dos Poderes da República.

BBC Brasil – O senhor passou por um processo de cassação, ficou inelegível. Alguma mágoa?

Ibsen – Não fui vítima de uma conspiração que alguns tivessem urdido. Fui vítima de uma conjugação. Tinha alta visibilidade e não tinha poder político. Isto faz de você um alvo. É cogitado para presidente da República, é lembrado. Isso desperta em torno do seu nome o ambiente de conflito político. E você não tem a aparelhagem que é o cargo de líder, presidente. Voltei para a planície.

Isto numa análise do quadro. Numa análise pessoal, aprendi algumas coisas. Uma delas é que o ódio só faz mal ao seu depositário. Não a seu alvo. Considero-me um privilegiado, meu sofrimento se desfez em vida, e é tão frequente que isto só se supere no obituário.

BBC Brasil – Pensa em voltar à Câmara?

Ibsen – Não penso. Já não me candidatei em 2010, estava no mandato 2007-2011. Acho que tive um bom mandato, dediquei-me à Justiça tributária, especialmente à questão dos royalties.

Acredito que teria uma eleição relativamente tranquila, mas não quis voltar. Fui de lá afastado pela cassação. Acho que queria, talvez como sentimento íntimo, voltar e sair por vontade própria, e não pela alheia. Acredito que cumpri isso.

Com aquilo roxo, Collor ameaça: “Se eu for preso vai faltar cela, vai muita gente comigo, isso eu garanto”

Nova fase da Lava Jato, o Doleiro que está preso, acusado de lavagem de dinheiro. Auxiliar de Youssef disse, em delação premiada, disse que entregou dinheiro para Collor.

Senador Fernando Collor,Corrupção,Políticos,Lava Jato,Blog do Mesquita

A Polícia Federal está investigando se o doleiro Alberto Youssef mandou entregar dinheiro para o senador Fernando Collor, do PTB de Alagoas. O doleiro está preso, acusado de fazer a lavagem do dinheiro da corrupção na Petrobras.

Além do apartamento do Senado e da Casa da Dinda, a Polícia Federal fez buscas em dois endereços do senador Fernando Collor, do PTB: um em Maceió e outro em São Paulo. Rafael Ângulo Lopez, auxiliar do doleiro Alberto Youssef, disse em delação premiada que entregou dinheiro para Collor nesses dois lugares.

Na investigação contra o senador, aparecem ainda outras nove pessoas e empresas. Entre elas, Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro do governo Collor. A casa dele também foi apontada, por Rafael Ângulo, como local de entrega de valores.

E Carlos Alberto de Oliveira Santiago, ex-sócio da empresa Aster Petróleo, em São Paulo, onde a polícia encontrou mais de R$ 3,5 milhões.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Segundo os investigadores, Carlos Santiago seria o elo entre Collor e possíveis fraudes na BR Distribuidora. As buscas feitas nas casas de dois ex-diretores da BR Distribuidora têm a ver com essas suspeitas de corrupção.

A Polícia Federal tinha ordem de apreender nos endereços de Collor bens de luxo que pudessem ter sido comprados com dinheiro de supostos crimes pelos quais ele está sendo investigado no Supremo Tribunal Federal, como corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

Um desses bens é um Lamborghini, carro que vale R$ 2,5 milhões. Ele está registrado em nome da empresa Água Branca Participações, com sede em São Paulo, da qual Collor é sócio com a esposa. Os investigadores suspeitam que seja uma empresa de fachada que pode ter sido usada para lavar dinheiro.

O carro tem uma dívida de IPVA de R$ 250 mil. Outro carro apreendido, uma Ferrari, também tem dívida de IPVA, de quase R$ 86 mil.

O advogado de Collor, Rogério Marcolini, disse que o Lamborghini, a Ferrari e também o Porsche apreendidos na terça-feira (14) não estão na declaração do senador à Justiça Eleitoral porque ou estão em nome da empresa ou estão financiados, em sistema de leasing, e ficarão no nome da financiadora até que sejam quitados.

A Operação Politeia também fez buscas na casa do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A Polícia Federal quer saber qual a ligação do parlamentar com a construtora UTC, de Ricardo Pessoa.

A defesa do senador Fernando Collor não quis comentar a suspeita de que houve pagamento de propina em endereços dele porque ainda não obteve acesso aos autos que motivaram as buscas. Segundo o senador, os eventuais débitos de IPVA estão sendo pagos.

A defesa de Rafael Ângulo Lopes também não quis comentar a reportagem.

Pedro Paulo Leoni Ramos afirmou ter total disposição em prestar esclarecimentos às autoridades.

O senador Ciro Nogueira disse que os últimos atos da Justiça fazem parte do processo de investigação e afirmou confiar na apuração.

Carlos Alberto de Oliveira Santiago não foi encontrado e a assessoria da empresa Aster Petróleo não respondeu à reportagem.

A assessoria do STF informou que o tribunal vai dar acesso aos autos a uma série de investigados, entre eles o senador Fernando Collor de Mello.
Fonte: Blog PensaBrasil

Eleições 2014: Aécio dá uma mordida no recato na grande área

Política Justo Veríssimo Chico Anysio Blog do MesquitaNo futebol, costuma-se distinguir uma ‘falta necessária’ de uma ‘falta desnecessária’. A falta é tida por ‘necessária’, por exemplo, quando o zagueiro perde a bola e deixa o atacante rival na cara do gol. Troca-se o risco do cartão pela esperança de que o cobrador erre o chute ou o goleiro feche a trave.

A falta é ‘desnecessária’ quando se caracteriza pela maldade gratuita.

Nesses casos, ainda que o juiz não flagre, a infração expõe o transgressor ao julgamento instantâneo da arquibancada.

Na Copa do Mundo, nenhuma falta foi tão desnecessária quanto a dentada que o uruguaio Luiz Suárez cravou, traiçoeiramente, no ombro do italiano Chiellini.

O juiz deixou barato. Mas a execração do craque dentuço foi unânime e universal.

Pois bem. Nesta quarta-feira, Aécio Neves deu uma de Suárez. Desferiu uma mordida no recato dentro da grande área da peleja sucessória.

Mostrou os dentes ao comemorar, diante de câmeras e microfones, o drible que dera em Dilma Rousseff, atraindo para sua coligação o governista PTB, partido do presidiário Roberto Jefferson.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Muito mais gente já desembarcou e o governo ainda não percebeu”, disse o presidenciável tucano, preparando a dentada. “Vão sugar um pouco mais. E eu digo para eles: façam isso mesmo, suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado”, acrescentou, fechando a mandíbula.

Aécio reagia a um comentário de Dilma. Discursando horas antes na convenção do PSD de Gilberto Kassab, que confirmou a adesão à sua reeleição, a presidente da República criticara os políticos que firmam acordos por “conveniências” e não por “convicções”.

“É muito importante assumir e cumprir compromissos na política, isso é inegociável”, dissera Dilma, abespinhada com o fato de que alinhavara o apoio do PTB num almoço com a cúpula da legenda. Posara para fotos ao lado de personagens duros de roer, como Fernando Collor. E, no fim das contas, não levou o tempo de propaganda eletrônica do agora ex-aliado.

“Lealdade é uma das bases da política feita com grandeza”, queixou-se Dilma perante os convencionais do PSD, legenda nascida de uma costela do DEM. “Não é subordinação cega, é respeito mútuo e zelo pela palavra empenhada. Engana-se quem acha que essa espécie de esperteza funciona. Ela tem vida curta. Na vida política, não podemos prescindir do respeito e da civilidade”

Poucas vezes a questão de meios e fins foi tão presente como nessa fase em que os candidatos ao amor da República trocam caneladas na disputa pelo tempo de publicidade eleitoral no rádio e na tevê.

Dilma falou em “política feita com grandeza”, “convicções”, “respeito” e “civilidade” num dia em que, cedendo à chantagem do PR do mensaleiro Valdemar Costa Neto, passou na lâmina o pescoço do ministro dos Transportes, César Borges. É um “acinte”, atacou Aécio. É “a mercantilização da política.”

De fato, aumentar a vitrine eletrônica devolvendo ao PR o acesso às arcas dos Transportes é um abracadabra para a caverna de Ali-Babá. Mas como qualificar o conselho de Aécio aos silvérios do governo senão como outro acinte?

Submetido à frase do candidato mais bem-posto da oposição —“Eu digo para eles: façam isso mesmo, suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado”— o eleitor olha ao redor e fica tentado concluir que a eleição virou uma loteria sem prêmio.

Troca-se a ilusão de que é possível começar tudo de novo pela convicção de que o voto é apenas um equívoco incontornável que se renova de quatro em quatro anos. Não chega a ser uma sucessão presidencial. No máximo, muda o chefe dos vampiros. No mínimo, nem isso.
blog Josias de Souza

PC Farias – Começa o julgamento do assassinato do tesoureiro do Collor

PC Farias Blog do MesquitaAlagoas:  júri popular pela morte de PC Farias e namorada começa nessa segunda.

O julgamento dos quatro policiais militares acusados da morte do ex-empresário Paulo César Farias e a namorada dele, Suzana Marcolino, ocorridos em junho de 1996, começa às 13h desta segunda-feira no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió (AL). Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva irão responder por homicídio qualificado por omissão.

As mortes ocorreram em uma casa de veraneio na praia de Guaxuma, na capital alagoana. PC Farias, como era conhecido o empresário, ganhou notoriedade após assumir a função de tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

O promotor de Justiça criminal Marcos Mousinho fará o papel da acusação e alega que os militares estão respondendo pelo ilícito penal porque respondem pela co-autoria dos duplo assassinato. Para o Ministério Público, que aguarda pelo julgamento há 17 anos, os réus eram os responsáveis pela segurança particular de PC Farias e, por este motivo, tinham a obrigação de zelar pela vida da vítima.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Eles tinham a missão de salvaguardar a integridade física do PC Farias e, se assim não o fizeram, ou é porque sabiam que o crime seria cometido e não se movimentaram para impedi-lo ou, talvez, tenham participação direta nas mortes. Os PM’s até alegaram que a Suzana teria assassinado o próprio namorado, todavia, os laudos periciais que estão acostados nos autos comprovaram que a tese de homicídio seguido de suicídio está descartada”, explicou o promotor.

Segundo ele, durante o julgamento serão usadas as provas que constam no processo para mostrar que, se os acusados não foram os autores materiais, deveriam, no mínimo, ter evitado as mortes. “Em caso de condenação, a pena varia entre 12 e 30 anos para cada crime, ou seja, o tempo de prisão deverá ser multiplicado por dois porque a ação penal envolve duas vítimas fatais”, esclareceu a autoridade ministerial.

O júri
O julgamento será iniciado após o juiz Maurício Brêda confirmar as presenças dos 15 jurados convocados para compor o Conselho de Sentença. Depois dessa etapa, será feita a chamada das testemunhas, que serão 27 ao todo. No primeiro dia, ele deverá ocorrer entre às 13h e às 20h e, durante o restante da semana – a previsão é que continue até a sexta-feira (10) -, das 8h às 20h.

“Esta promotoria criminal convocou cinco testemunhas e dois peritos. É a quantidade de pessoas suficientes para comprovar que não houve a prática de um assassinato e, depois, um suicídio”, alegou Marcos Mousinho. As demais testemunhas foram arroladas pelos quatro réus.

As primeiras pessoas a serem ouvidas serão as testemunhas. Como são 27 até o momento, o MPE acredita que os depoimentos deverão durar, pelo menos, dois dias. Na sequência, os peritos serão interrogados e, por último, sentarão no banco dos réus os acusados.

Os crimes
Paulo César Farias e Suzana Marcolino foram assassinados na madrugada do dia 26 de junho de 1996, em uma casa de praia em Guaxuma. À época, o empresário respondia a vários processos e estava em liberdade condicional. Ele era acusado dos crimes de sonegação de impostos, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. Sua morte chegou a ser investigada como queima de arquivo, haja vista que a polícia chegou a suspeitar que o ex-tesoureiro poderia revelar nomes de outras pessoas que teriam participação nos mesmos ilícitos.

Entretanto, a primeira versão do caso, que fora apresentada pelo delegado Cícero Torres e pelo legista Badan Palhares, apontou para crime passional. Suzana teria assassinado o namorado e, na sequência, tirado a própria vida. A versão foi contestada pelo médico George Sanguinetti, que descartou tal possibilidade e, mais tarde, novamente questionada por uma equipe de peritos convocados para atuar no caso. Os profissionais forneceram à polícia um contralaudo que comprovaria a impossibilidade, de acordo com a posição dos projéteis, da tese de homicídio seguido de suicídio.