Tópicos do dia – 21/05/2012

08:15:38
Cavendish, o dono da Delta Construções, começa a falar. Por ora nos bastidores.
(…) Nos bastidores, Cavendish tem falado. E muito. Ele usou interlocutores de sua confiança para divulgar suas mensagens. Uma delas foi endereçada aos políticos. Seus soldados espalharam a versão de que a empreiteira destinou cerca de 100 milhões de reais nos últimos anos para o financiamento de campanhas eleitorais — e que o dinheiro, obviamente, percorreu o bom e velho escaninho dos “recursos não contabilizados”. Uma informação preciosa dessas deveria excitar o ânimo investigativo da CPI do Cachoeira. Os mensageiros de Cavendish também procuraram solidariedade na iniciativa privada. A arma foi ressaltar que o caixa dois da Delta, que serviu para financiar campanhas, segue um modelo idêntico ao de outras empreiteiras, inclusive usando os mesmos parceiros para forjar serviços e notas fiscais frias. A mensagem é: se atingida de morte, a Delta reagiria alvejando gente graúda. Como o navio nazista Bismarck, a Delta afundaria atirando. Faria, assim, um bem enorme ao interesse coletivo, mas seria mortal aos interesses privados. Os mensageiros de Cavendish têm espalhado que a mesma empresa fornecedora de notas frias da qual sua construtora se servia abastecia outras duas grandes empreiteiras.
Otávio Cabral e Daniel Pereira/Veja

08:30:22
Mesmo em primeira instância, mensalão ainda não teria sido julgado, diz ministra
A ministra Camen Lúcia, que preside o Tribunal Superior Eleitoral e integra o Supremo Tribunal Federal, negou demora em demasia para o início do julgamento do processo do mensalão. Ela acha inclsive que o julgamento ainda não teria sido realizado mesmo que o processo tramitasse em primeira instância, tendo em vista sua complexidade. Apesar disso, a ministra afirmou que tem estudado o caso e por isso está em condições de julgar. No total, são 38 réus, incluindo o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, parlamentares, digentes do PT e empresários, como Marcos Valeerio, que seria o operador do esquema de suborno a deputados e senadores para votar favoravelmente projetos de seu interesse. Segundo o ministro Carlos Ayres Britto, presdente do STF, se o julgamento do mensalão não for concluído até 30 de junho, ficará para o ano que vem.
coluna Claudio Humberto

08:59:10
Cachoeira tenta evitar novamente ida à CPMI
Está marcado para amanhã, terça feira, o depoimento do contraventor Calos Cachoeira à CPMI que apura as ligações perigosas com o senador Demóstenes Torres, e mais dúzias de políticos, empresários e figurões da República.
Acontece que o depoimento pode não acontecer.
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir hoje se mantém ou não a decisão que desobriga o bicheiro de falar à CPMI. Se o ministro mudar de ideia e determinar que Cachoeira compareça à comissão, o advogado do bicheiro (o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos) já avisou ontem que ele permanecerá calado.
Bastos quer mais três semanas de prazo, liberação das 90 mil horas de áudio, montagem de equipe de dez pessoas para analisar o material e acesso com mais liberdade a Cachoeira para avaliarem juntos os documentos. Integrantes da comissão, no entanto, dizem não haver motivo para o adiamento e reclamam do comportamento da defesa.
com informações do O Globo

12:42:49
Escritor curitibano Dalton Trevisan vence o Prêmio Camões 2012.
Organização divulgou nome do homenageado nesta segunda (21), em Lisboa.
Contista de hábito recluso e de prosa peculiar vai receber 100 mil euros.
O escritor curitibano Dalton Trevisan foi homenageado com o Prêmio Camões, o mais importante da Língua Portuguesa. A organização do prêmio divulgou a informação na manhã desta segunda-feira (21), em Lisboa, através do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. O autor vai receber 100 mil euros pela distinção (cerca de R$ 268 mil).

A escolha do autor de “O Vampiro de Curitiba“, de 1965, foi unânime pelo júri da 24ª edição do prêmio, formado por seis representantes de Portugal, Brasil, Moçambique e Angola. Foi por esta obra que o homenageado passou a ser chamado de Vampiro de Curitiba, associando também ao estilo de vida dele de reclusão. Trevisan não gosta de dar entrevistas nem de ser fotografado e dificilmente é visto nas ruas.
Ele é reconhecido por ser um dos grandes contistas da Língua Portuguesa e de ter uma prosa peculiar. Entre as obras mais conhecidas estão “Ah, é?”, “A Guerra Conjugal”, “A Polaquinha”, “Arara Bêbada”, “111 Ais”, “Pico na Veia” e “O Anão e a Ninfeta”, lançado em 2011.
G1

21:14:53
CPMI do Cachoeira: manobra para novo adiamento do depoimento do contraventor, não “cola”
Ministro Celso de Mello do Supremo Tribunal Federal autoriza depoimento de Cachoeira à CPI, reconsiderando a decisão tomada na última semana. Depoimento será amanhão, 22, terça.


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