Tópicos do dia – 25/04/2012

12:02:53
 Palavras do ator Wagner Moura sobre o Pânico na TV, em carta aberta, divulgada no globo.com:

“Quando estava saindo da cerimônia de entrega do prêmio APCA, há duas semanas em São Paulo, fui abordado por um rapaz meio abobalhado. Ele disse que me amava, chegou a me dar um beijo no rosto e pediu uma entrevista para seu programa de TV no interior. Mesmo estando com o táxi de porta aberta me esperando, achei que seria rude sair andando e negar a entrevista, que de alguma forma poderia ajudar o cara, sei lá, eu sou da época da gentileza, do muito obrigado e do por favor, acredito no ser humano e ainda sou canceriano e baiano, ou seja, um babaca total. Ele me perguntou uma ou duas bobagens, e eu respondi, quando, de repente, apareceu outro apresentador do programa com a mão melecada de gel, passou na minha cabeça e ficou olhando para a câmera rindo. Foi tão surreal que no começo eu não acreditei, depois fui percebendo que estava fazendo parte de um programa de TV, desses que sacaneiam as pessoas. Na hora eu pensei, como qualquer homem que sofre uma agressão, em enfiar a porrada no garoto, mas imediatamente entendi que era isso mesmo que ele queria, e aí bateu uma profunda tristeza com a condição humana, e tudo que consegui foi suspirar algo tipo “que coisa horrível” (o horror, o horror), virar as costas e entrar no carro. Mesmo assim fui perseguido por eles. Não satisfeito, o rapaz abriu a porta do táxi depois que eu entrei, eu tentei fechar de novo, e ele colocou a perna, uma coisa horrorosa, violenta mesmo. Tive vontade de dizer: cara, cê tá louco, me respeita, eu sou um pai de família! Mas fiquei quieto, tipo assalto, em que reagir é pior.

” O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice ”

O táxi foi embora. No caminho, eu pensava no fundo do poço em que chegamos. Meu Deus, será que alguém realmente acha que jogar meleca nos outros é engraçado? Qual será o próximo passo? Tacar cocô nas pessoas? Atingir os incautos com pedaços de pau para o deleite sorridente do telespectador? Compartilho minha indignação porque sei que ela diz respeito a muitos; pessoas públicas ou anônimas, que não compactuam com esse circo de horrores que faz, por exemplo, com que uma emissora de TV passe o dia INTEIRO mostrando imagens da menina Isabella. Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice. Amigos, a mediocridade é amiga da barbárie! E a coisa tá feia.

” Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência ”

Digo isso com a consciência de quem nunca jogou o jogo bobo da celebridade. Não sou celebridade de nada, sou ator. Entendo que apareço na TV das pessoas e gosto quando alguém vem dizer que curte meu trabalho, assim como deve gostar o jornalista, o médico ou o carpinteiro que ouve um elogio. Gosto de ser conhecido pelo que faço, mas não suporto falta de educação. O preço da fama? Não engulo essa. Tive pai e mãe. Tinham pais esses paparazzi que mataram a princesa Diana? É jornalismo isso? Aliás, dá para ter respeito por um sujeito que fica escondido atrás de uma árvore para fotografar uma criança no parquinho? Dois deles perseguiram uma amiga atriz, grávida de oito meses, por dois quarteirões. Ela passou mal, e os caras continuaram fotografando. Perseguir uma grávida? Ah, mas tá reclamando de quê? Não é famoso? Então agüenta! O que que é isso, gente? Du Moscovis e Lázaro (Ramos) também já escreveram sobre o assunto, e eu acho que tem, sim, que haver alguma reação por parte dos que não estão a fim de alimentar essa palhaçada. Existe, sim, gente inteligente que não dá a mínima para as fofocas das revistas e as baixarias dos programas de TV. Existe, sim, gente que tem outros valores, como meus amigos do MHuD (Movimento Humanos Direitos), que estão preocupados é em combater o trabalho escravo, a prostituição infantil, a violência agrária, os grandes latifúndios, o aquecimento global e a corrupção. Fazer algo de útil com essa vida efêmera, sem nunca abrir mão do bom humor. Há, sim, gente que pensa diferente. E exigimos, no mínimo, não sermos melecados.

No dia seguinte, o rapaz do programa mandou um e-mail para o escritório que me agencia se desculpando por, segundo suas palavras, a “cagada” que havia feito. Isso naturalmente não o impediu de colocar a cagada no ar. Afinal de contas, vai dar mais audiência. E contra a audiência não há argumentos. Será?”

12:10:01
Política de educação no Brasil é retórica de demagogos
Nenhum governo no Brasil, em nenhuma época, de qualquer ideologia, teve ou tem compromisso com a educação. Para atestar basta visitar qualquer escola pública das periferias das grandes cidades, bem como verificar o salário dos professores.

12:18:08
Lula, blindagens e Sérgio Cabral
Leio no jornal: “PMDB admite convocar Lula para blindar Governador Sérgio Cabral na CPI do Cachoiera.”
Pergunto: blindar com uma peneira?

15:21:28
Brasil: da série “por que (não) me ufano do meu país.”
1. 1/4 dos membros da CPI do Cachoeira responde a algum tipo de processo judicial.
2. Collor de Mello,indiciado em 2 processos, e Cândido Vacarezza,PT, esse ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, unidos na fermentação da massa da pizza.
3. PT e oposições “assoprando” as brasas do forno.
Ps. Quem quiser saber o currículo processual de suas ex-celências clique aqui.


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Fernando Henrique Cardoso: recalcado e sem grandeza histórica

FHC é um recalcado sem grandeza

“O presunçoso FHC, gaguejando mais do que nunca, tropeçando nas palavras, com dificuldade para falar, disse um monte de sandices no programeco que tucanou de vez, caiu a máscara, Manhattan Conection.

O gênio de palha FHC não se conforma, a exemplo de todo PSDB, com a surra que pegaram de Lula nas urnas.

Não tem a grandeza de admitir que Lula fez muito em beneficio da população.

Tanto que deixa a Presidência da República com 87% de apoio popular.

FHC é um oceano de mágoas. Mas não perde a pose de sábio de meia pataca. O enfadonho FHC também é mesquinho com o ex-presidente Collor.

Não tem aquilo roxo para admitir que foi Collor quem abriu o mercado brasileiro à economia internacional.

FHC e outros indecorosos não têm a decência de proclamar que todos os presidentes que sucederam Collor, seguiram o projeto econõmico traçado pelo atual senador do PTB.

Não dizem, por má-fé e burrice, que leis do governo Collor estão em vigor, trazendo benefícios para o cidadão.

Enfim, cada um dar o que tem. FHC é podre.”

Vicente Limongi Netto/Tribuna da Imprensa


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Senado Federal; toma posse mais um “sem-votos”

Brasil: da série “o tamanho do buraco”

Do Jornal do Brasil
Por Márcio Falcão
Senado tem agora 18 sem-voto

Ada Mello assume interinamente o mandato. Sua maior credencial: é prima de Fernando Collor
A galeria de senadores suplentes ganhou ontem um novo e curioso personagem. Diante de uma platéia de três dos 81 senadores, Ada Mello assumiu a vaga deixada pelo primo, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que vai se dedicar à campanha do filho Fernando James (PTB), candidato a prefeito de Rio Largo (cidade vizinha a Maceió). Assistente social e psicóloga – considerada braço direito de Collor, Ada foi à tribuna se justificar. Admitiu ser uma “estreante” na política, uma vez que nunca ocupou nenhum cargo eletivo antes de ser empossada senadora.

Mesmo com sua passagem programada para até 120 dias, Ada deve ficar por pouco mais de um mês na Casa, mas deixa o Senado com prerrogativas e status de ex-senadora. A nova representante de Alagoas se junta a outros 17 colegas que chegaram ao Senado sem um único voto.