Tópicos do dia – 12/09/2012

14:54:19
Mãe localiza pela internet filho desaparecido há 22 anos.

A diarista curitibana Meri Terezinha Gomes, de 46 anos, comemora o fato de ter localizado o filho Jackson Gomes pela internet após 22 anos. Meri afirmou, em entrevista ao G1, que o filho desapareceu quando tinha quatro anos de idade quando foi obrigado pelo pai a seguir para uma cidade de Rondônia, onde ele residia.

Desde então, ela não teve mais notícias. “Nós tínhamos acabado de nos separar naquela época. O Jackson morava comigo e com a minha mãe. Após a separação, o pai dele foi embora para Rondônia. Meu filho, que até então não sabia que eu era a mãe dele, foi obrigado a ir também. O pai dele prometeu que ia mandar notícias, e por isso eu deixei que ele fosse. Mas depois eles sumiram, e eu nunca mais consegui contato”, explicou Meri.

Perfil de Jackson no Twitter mostra uma das mensagens em que ele procurou pela mãe (Foto: Reprodução / Twitter)
Meri disse ainda que chegou a ir a programas de televisão e de rádio para procurar o filho, mas que não obteve sucesso. Ela contou também que pediu para um outro filho cadastrar o caso em um site de pessoas desaparecidas, mas que também não obteve êxito. “Eu fazia de tudo para tentar encontrar o Jackson. Meu filho mais velho foi mexendo e encontrou uma lista com todos os brasileiros que tinham o mesmo nome dele. Depois de muito procurar, ele foi cruzando os nomes de pai e mãe. Daí caiu direto no perfil do Twitter do Jackson”.
Eu não me dei conta do tempo, mas acho que ficamos umas três horas no telefone”

“Eu nem acreditei quando achamos. Meu Deus, quase tive um ataque do coração”, brinca Meri. Ela disse que só depois de ter localizado o filho, descobriu que ele também estava a procura dela.
“Foi emocionante. Eu não me dei conta do tempo, mas acho que ficamos pelo menos umas três horas no telefone. Ele me contou que soube que eu era a mãe dele quando ele tinha 17 anos. Disse que depois disso, também começou a me procurar”, relatou a mãe.

Jackson atualmente tem 26 anos e é porteiro de uma escola na cidade Colniza, no Mato Grosso. “Quando eu descobri sobre a minha mãe fiquei louco de vontade de conhecê-la. Eu também fiz de tudo para procurar. Além do Twitter, fiz também perfil no Facebook, no Orkut e todos os sites de relacionamento que eu achei que poderiam me ajudar. Consegui tudo sozinho porque não tive muita ajuda do meu pai. Tudo graças à internet. Se não fosse isso, acho que eu não conseguiria encontrá-la nunca mais”.
Reencontro
Por enquanto os dois só se falaram pelo telefone. “Desde que nos localizamos a gente se fala todas as noites. Tem muita coisa para contar”, contou Meri, que confessa ter vontade de reencontrar o filho pessoalmente, mas por enquanto não têm condições financeiras. “Ele quer conhecer os irmãos e o resto da família. E eu também quero saber como ele está, afinal, já se passou muito tempo”.
O rapaz também ralatou a dificuldade em tentar encontrar a mãe pessoalmente. “Eu estou me virando aqui. Tô tentando trabalhar dobrado para ver se eu consigo comprar logo a passagem para ir até o encontro dela”.
Adriana Justi/G1

14:57:12
Senado: pessoas com deficiência terão cotas em programas de qualificação.

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta (12) o projeto de lei que obrigada os programas e ações de qualificação profissional financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) a destinarem 10% das vagas a deficientes físicos. De acordo com a autora da proposta, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), as empresas obrigadas a preencher quotas de contratação previstos em lei não encontram no mercado pessoas com deficiência aptas a ocupar as vagas oferecidas. O projeto segue para votação na Câmara.
coluna Claudio Humberto 

15:03:04
Joaquim Barbosa: Um relatório memorável!

Deixando de lado as preferências político-partidárias e guardando-se a devida e sempre recomendada “distância emocional dos fatos” (royalties para a brilhante jornalista Leda Flora), há de se ressaltar o trabalho hercúleo do eminente ministro Joaquim Barbosa, na elaboração do relatório do processo do Mensalão.

Hercúleo, porque exigiu horas e horas de trabalho estafante e monótono, na leitura atenta e organização dos inúmeros documentos que foram examinados para a elaboração do brilhante trabalho do relator.

A peça elaborada por este douto juiz prima pela isenção, é minuciosa, técnica e demontra todo o embasamento intelectual e o profundo conhecimento jurídico processual do ministro. Isso tudo, sem deixar de levar-se em conta  sua coragem e dessassombro em questionar atitudes pouco recomendáveis de pessoas até então consideradas intocáveis.

Joaquim Barbosa foi claro e preciso em tipificar os delitos cometidos, por cada um dos réus, sem se deixar levar por paixões políticas ou ideológicas de quaisquer espécies.

Seu trabalho enobrece a função judicante e reacende no coração do jurisdicionado a confiança, até então, muito abalada, no Poder Judiciário. Por todas essas razões, o trabalho deste grande julgador será sempre lembrado como uma das melhores peças já elaboradas por um membro de nossa mais Alta Corte de Justiça.

Que o honrado ministro Joaquim Barbosa guarde para sempre em sua memória que toda essa geração de brasileiros, que ora acompanha seu trabalho, tem imensa honra em tê-lo como seu representante no Supremo Tribunal Federal!
José Carlos Werneck/Tribuna da Imprensa


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Subsídios à economia custam oito vezes mais que o Bolsa-Família

“O Brasil optou novamente por acelerar o desenvolvimento, que aumenta a arrecadação e o emprego e assim, diminui a divida e possibilitará o equilíbrio fiscal que levará a corte significativo na taxa Selic… Enfim, ao desenvolvimento sustentado.”

“A Bolsa Banqueiro aqui falada vai deixar os banqueiros menos preocupados com seus amados ganhos, permitindo o corte da SELIC… o último indicador macroeconômico fora de controle.”

Já assistimos os Tupiniquins a esse filme.

Quem vai pagar essa conta no final? Já é clássica a certeza de que não existe almoço grátis.
O Editor


Programas são chamados extra-oficialmente de Bolsa-Empresário, Bolsa-Banqueiro e Bolsa-Mutuário

O governo federal mantém um sistema de “bolsas” que vai muito além do Bolsa-Família.

O Bolsa-Empresário custará aos cofres públicos este ano cerca de R$ 30 bilhões. O Bolsa-Banqueiro, entre R$ 60 bilhões e R$ 70 bilhões. Há, ainda, o Bolsa-Mutuário, estimada pela Caixa Econômica Federal em R$ 32 bilhões.

As três têm em comum o fato de funcionarem como um subsídio do Estado à economia. Somadas, equivalem a quase oito programas Bolsa-Família.

Em um tema tão amplo, as opiniões de especialistas divergem bastante. A maioria, porém, é favorável ao Bolsa-Mutuário, oficialmente chamado de Minha Casa, Minha Vida.

Bolsa-Empresário é uma definição do ex-diretor do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman.

Trata-se do dinheiro que o Tesouro Nacional vem emprestando para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiar empresas. Desde o estouro da crise global, em 2008, o governo decidiu ampliar o orçamento da instituição.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Ao final de junho, segundo dados do BC, os créditos do Tesouro ao BNDES somavam R$ 272 bilhões.

O subsídio (quase R$ 18 bilhões em 2011) é calculado com base na diferença entre a taxa de juros que o banco cobra em seus empréstimos (TJLP, hoje em 6% ano) e a que o Tesouro paga para se financiar (Selic, atualmente em 12,5%).

Schwartsman inclui ainda o subsídio implícito nas transferências do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao BNDES, algo próximo de R$ 12 bilhões. “Ou seja, o Bolsa-Empresário equivale a pouco menos de dois Bolsa-Família”, afirmou.

O responsável pelo termo Bolsa-Banqueiro é o professor da Faculdade de Economia e Administração da USP Simão Silber. Ele refere-se ao custo do governo para continuar acumulando reservas internacionais (hoje em US$ 352,5 bilhões). Para Silber, o grande beneficiado, hoje, da política do governo de continuar comprando dólares é o sistema financeiro, uma vez que o montante atual é mais do que suficiente para proteger o País de crises.

Ele e outros economistas lembram que, em 2008, quando explodiu a crise global, o Brasil tinha menos de US$ 210 bilhões em reservas, dinheiro que se mostrou suficiente para atravessar a grave turbulência.

Nos cálculos do economista e consultor Amir Khair, ex-secretário de Finanças do município de São Paulo, o País gasta hoje entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões por ano para manter e acumular as reservas.

O custo resulta da diferença entre os juros com que o governo remunera os títulos públicos nacionais (Selic) e a rentabilidade das reservas, aplicadas principalmente em papéis emitidos pelo Tesouro dos EUA. Isso só ocorre porque o governo brasileiro não compra os dólares das reservas com superávit fiscal. Ele precisa endividar-se para fazê-lo.

“A gente não precisa desse nível de reservas”, disse Khair. Para ele, a política de compra de dólares pelo governo traz um efeito adicional: valoriza a moeda americana.

“Na medida em que o País fica mais seguro aos olhos do investidor internacional, mais dinheiro atrai de fora, o que reforça a tendência de valorização do real.” Apesar da piora da crise, o dólar ainda acumula perda de quase 4% ante o real. Sexta-feira, fechou a R$ 1,605.

Khair também é crítico da política do governo que transfere recursos do Tesouro para companhias privadas por meio do BNDES. “As empresas têm de saber se virar dentro de seu mercado”, afirmou.

“Com esse dinheiro, eu reforçaria os programas sociais. Prefiro mil vezes um Bolsa-Família, que dá mais retorno para a sociedade.”

Para Marcelo Moura, do Insper, a ação cada vez maior do BNDES (neste ano, a previsão é de desembolsos de R$ 145 bilhões) “distorce o mercado”.

Leandro Modé/O Estado de São Paulo