Brasil: Paulo Preto surge em cena e pode arrastar José Serra

Ufa! Até que enfim! Lembram quantas vezes perguntei aqui pelo Paulo Preto? Pois é! “Apareceu a margarida”.

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A bomba ambulante Paulo Preto – o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o ‘Ômi’ que mandava nas obras do Rodo Anel de São Paulo – chegou a enviar recado com essa sutileza: “não me abandonem na estrada que não morrerei ‘atropelado’ sozinho” – finalmente foi citado na delação da Odebrecht como o operador do Çerra/PSDB.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]
O engenheiro teria repassado R$35 Milhões, via caixa 2, para a campanha de Çerra à presidência da República em 2010.
Parte do dinheiro foi transferida por meio de conta na Suíça, em um acerto com o ex-deputado federal Ronaldo Cezar Coelho, ex-PSDB e hoje no PSD, que fez parte da coordenação política da campanha.
O caixa 2 d do PSDB/Çerra foi operado pelo ex-deputado federal Márcio Fortes (PSDB).
Como sempre aparecem contas secretas na Suíça. E como sempre a mídia TV não abre o bico. E por falar em “bico” adivinhem o porque do silêncio dos cretinos?
Ministro das Relações Exteriores, que é formalmente o porta voz do País no exterior, renuncia, ou o tucano vem a público explicar o “enrosco”, ou processa seus caluniadores. A continuar assim – estão na fila os ministros, Geddel, Padilha e Picciani – o ministério do FrankTremer terminará governando do xilindró.
Na foto; Alckmin, Paulo Preto – assinalado com a seta vermelha – Çerra, e na ponta esquerda outro delator que encalacrou a vida do Çerra, o dono da Camargo Correia, também um ‘doador’ para os impolutos das penas sujas.
Ps. Çerra é vírus mortal no PSDB, tanto quanto Lula o é para o PT. Com dois “medalhões” desses no comanda do “imbroglio” – o termo italiano usado é a propósito. Pensem! – seja materializado o que narra Machado, o de Assis, no conto ‘Teoria do Medalhão’, e, talvez, quem sabe, deem um jeito na República de Curitiba. As denúncias contra ambos, Çerra e Lula, não podem ter tratamentos diferentes.

Brasil: Imagem da elite criminosa repercute nas comunidades desempregadas como exemplo à criminalidade

Impunidade,Brasil,Crime Colarinho Branco,Blog do MesquitaTudo o que tem acontecido no Rio de Janeiro e também no Brasil é, sim, decorrência do desemprego e da crise social.

Mas é fruto, principalmente, do mau exemplo da elite brasileira, que nestes últimos anos mostrou sua cara desmascarada pelo juiz Sérgio Moro.

Os grandes corruptores, os grandes ladrões, só por delatarem, têm suas penas reduzidas e voltam para suas mansões milhardárias, que sequer foram sequestradas.

Os grandes empresários da área de construção esperam que, conquistada a redução de pena, consigam sair do país e ir para suas mansões no exterior que compraram com dinheiro roubado do Brasil.

No momento em que o Brasil enfrenta uma crise de proporções jamais vistas em sua história — hoje, em um país com 200 milhões de habitantes, 180 milhões estão à margem da dignidade –, somado a crise que o mundo enfrenta, sem qualquer referência política ou religiosa, a convulsão social parece se aproximar.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Os corruptos e os corruptores, cinicamente, devolvem o que talvez seja um Pixuleco do prejuízo que deram ao país. Só a Petrobras representava 60% do investimento brasileiro.

As famílias dos desempregados veem seus filhos indo para a delinquência, por falta de emprego. Outros filhos, com mais sorte, conseguiram estudar nas universidades públicas brasileiras, e agora recebem um chute quando ouvem que se deve “dar prioridade aos formados no exterior”.

Pobre dos professores brasileiros, além de não receberem os salários, são responsabilizados quando seus formandos são preteridos pelos formandos de professores no exterior.

Se olharmos um pouco pra trás, vamos ver que a crise de 2008 foi antecedida pela quebra daquele banco da Tailândia, com uma falência de $ 30 bilhões, nas mãos de jovem de 38 anos que com certeza se formou numa dessas faculdades que impressionam o poder.

A polícia do Rio, sem receber, e a de outros estados, também sem receber, têm seus policiais assassinados porque parece que o crime tem mais dinheiro do que o Estado.

O dinheiro do Estado foi roubado pelos delinquentes que, mesmo com as cabeças raspadas, recebem o privilégio que os pobres quando são presos não têm: são soltos.

O Ministério Público com seus grandes procuradores, e a Polícia Federal, com sua legião de bravos policiais, se veem humilhados quando após meses de investigação são hostilizados, como se aquilo que apuraram não estivesse correto.

Suas presas são soltas como pássaros enjaulados, porque não são pássaros, são abutres.

O que pode pensar o filho de um advogado desse Ministério Público, ou de um agente da PF, quando dizem que seus pais supostamente “não cumpriram como deveriam cumprir” as suas atividades profissionais?

Além disso, o salário deles é de um tamanho tão reduzido que seus filhos não podem ter formação no exterior.

O que deve pensar um jovem humilde, desfavorecido pela sorte, quando vê que a sorte de um criminoso de “colarinho branco” é diferente da sorte de um criminoso de sandália de dedo iguais as que ele usa? Com certeza, eles devem pensar em revolta.
JB

Delatores apontam cinco novas contas de Eduardo Cunha no exterior

Empresário disse que foi cobrado por Eduardo Cunha em encontros pessoais“O deputado dizia: ‘Ricardo, vocês estão atrasados e precisam regularizar pagamentos”

Empresário disse que foi cobrado por Eduardo Cunha em encontros pessoais.

Dois empresários da Carioca Engenharia acusam o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de ter recebido propina em pelo menos cinco contas mantidas no exterior, sem o conhecimento das autoridades brasileiras.

Quatro contas secretas já haviam sido reveladas em outubro, colocando não apenas o deputado em uma situação delicada com a Justiça, como também sua esposa e a filha.

Se as contas apontadas pelos empresários forem realmente ligadas ao Cunha, serão nove contas bancárias do deputado no exterior.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

As informações são da Folha de S. Paulo, que teve acesso a uma tabela de transferências bancárias no exterior dos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, apresentada no acordo de delação premiada da Lava Jato.

O objetivo das propinas pagas a Cunha, de acordo com os empresários, seria a liberação de verbas do fundo de investimentos do FGTS para o projeto do Porto Maravilha, no Rio, que a Carioca Engenharia teve a concessão em consórcio com a Odebrecht e a OAS.

O aliado de Cunha, Fábio Cleto, ocupou uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal e o conselho do fundo de investimento do FGTS, e seria uma influência no suposto acordo.

A tabela indica transferências de US$ 3,9 milhões entre 2011 e 2014 a contas no exterior, que teriam sido indicadas pelo próprio deputado federal.

As contas seriam as seguintes:
Korngut Baruch no Israel Discount Bank, Esteban García no Merrill Lynch, Penbur Holdings no BSI, Lastal Group no Julius Bär e Lastal Group no Banque Heritage.

Ricardo Pernambuco Júnior, segundo a reportagem do jornal paulista, disse que foi cobrado por Eduardo Cunha em encontros pessoais.

“Nestas reuniões, o deputado dizia: ‘Ricardo, vocês estão atrasados e vocês precisam regularizar os pagamentos’.”

Em resposta, Eduardo Cunha negou que tenha recebido valores ou participado do esquema apontado pelos empresários, e que não poderia comentar pontos específicos por não ter tido acesso aos documentos apresentados à justiça.