Exército Brasileiro: batalhões de engenharia dão exemplo de eficiência e integridade

É assim que se faz. Não consegui entender por que todas as obras públicas não são entregues aos batalhões de Engenharia do Exército. O único trecho pronto, com custo inferior ao previsto do canal de transposição do Rio São Francisco, é o que foi executado pelo Exército Brasileiro.

EXÉRCITO COMPLETA REFORMA DO AEROPORTO DE GUARULHOS SEIS MESES ANTES DE VENCER O PRAZO DE ENTREGA. DE QUEBRA  DEVOLVE 150 MILHÕES  DO PREVISTO.

Exército termina reforma de guarulhos antes do prazo vencer e ainda devolve 150 milhões.

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Após entregar obra de reforma do aeroporto de Guarulhos antes do prazo previsto, Exército Brasileiro devolve aos cofres públicos R$ 150 Milhões, proveniente da redução do custo da obra.

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Obra: Reforma do Aeroporto de Guarulhos
Valor estimado: R$ 430 Milhões
Valor gasto: 280 Milhões
Órgão executor: Exército Brasileiro
Obs: Obra concluída antes do Tempo Previsto.


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Meio ambiente e indigenismo – a integridade territorial brasileira sob ameaça

Desde a colônia, e a história está aí para comprovar, que os brasileiros são um povo entreguista. 

Entendo ser muito panfletária essa generalização de ONGs. Como em tudo existem as sérias e as aproveitadoras. 

A preservação ambiental é essencial na mudança do atual modelo econômico agroexportador. 

Migramos, sem avaliar as conseqüências econômicas e sociais, de produtores de açúcar, café, e agora somos meros fornecedores de soja e álcool. 

José Mesquita – Editor


Os movimentos indigenista e ambientalista internacionais atacam em dois flancos, num jogo perigoso para a economia e até para a integridade territorial do nosso País.

Por um lado, retardam e até impedem obras de infraestrutura, como as indispensáveis hidrelétricas e as estradas que permitiriam o escoamento da gigantesca produção agrícola do Centro-Oeste.

No outro flanco, conseguem transformar terras produtivas em inúteis reservas indígenas e ambientais, criando tal instabilidade jurídica sobre a propriedade que, se não inviabiliza, muito prejudica a produtividade.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

As ONGs, a Funai e o Ibama são peças de manobra.

Fazem pressões internacionais, inviabilizam a agricultura, desrespeitam as nossas leis e facilitam a venda de vastos territórios a estrangeiros.

O resultado é que as demarcações indígenas e reservas florestais estão sob o controle de ONGs internacionais.

As pressões estrangeiras deveriam ser enfrentadas com altivez e tanto a Funai como o Ibama deveriam ser extintos por serem prejudiciais ao País.

Fico envergonhado quando o meu Exército, mal orientado, auxilia alguma dessas nocivas entidades.

A participação na ONU na problemática indígena só fez potencializar o sentimento separatista naquelas comunidades.

Mesmo com boa vontade não se pode negar que a política indigenista seguida desde antes da Nova República deu margem para uma convivência com o gentio, plena de atos violentos, à margem da lei, criminosos mesmo, na medida em que os silvícolas, na luta pelos seus desígnios, se julgam no direito de ameaçar, sequestrar, bloquear estradas, cobrar pedágios, incendiar postos policiais, invadir e ocupar propriedades rurais, um terrorismo desusado a que não estávamos acostumados quando palmilhávamos um chão que, até então, não estava submetido ao “sistema de cotas”.

Sabemos o que acontecerá nos verdadeiros “curdistões” Ianomami e Raposa Serra do Sol, quando a ONU resolver garantir-lhes a independência, ou mesmo quando países hegemônicos mobilizarem suas as Forças Especiais para a arregimentação das tribos naquelas riquíssimas reservas numa guerra de quarta geração.

Ainda é fácil prevenir. Difícil será remediar.
Gelio Fregapani /Tribuna da Imprensa

Roberto Freire e o comunismo de oportunismo

Recebo e-mail, mais um, em exaltação ao lamacento Roberto Freire, repassado por um ex-oficial, que sempre conheci cerrando fileiras intransigentemente conta qualquer pessoa com o mais leve tom avermelhado que remetesse a comunismo.

Inacreditável que esse honrado oficial pregue loas para um desqualificado comunista de oportunismo chamado Roberto Freire.

Interessante, na realidade trágico e lamentável, como o mundo dá voltas, e me leva cada vez mais a não entender a natureza humana, regada pelo inexplicável, fazer de um comunista notório, um pulha de substrato da ditadura do proletariado, Roberto Freire, antes execrado e perseguido como nocivo à democracia, ser transformar em ícone por alguns remanescentes do movimento de 1964, tão somente, por oportunismo, externar aversão ao Lula.

Meu pai, já falecido, me ensinava; não existe e nem existirá ex-comunista. O combativo General Almir Macedo de Mesquita, com 40 anos de serviços prestados, com fervor e desprendimento à gloriosa arma de artilharia, nossa última esperança que é o Exército Brasileiro, deve estar se revirando na tumba ao ver companheiros de caserna incensando pulhas da categoria desse comunista oportunista.

Tópicos do dia – 11/10/2012

08:20:43
Eleições 2012: Serra é multado por propaganda eleitoral durante culto religioso

O candidato a prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), foi multado no valor de R$ 5 mil por fazer propaganda eleitoral em um templo religioso. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), o ato ocorreu durante um culto realizado no final de agosto quando pastor Jorge Alexandre, da Igreja Apostólica Maravilha de Cristo, se referiu a Serra como “futuro prefeito de São Paulo” e também pediu votos de maneira expressa para o candidato.

“Além da propaganda irregular feita pelo pastor, o próprio candidato subiu ao púlpito e fez propaganda eleitoral em benefício próprio, mencionando sua candidatura, com pedido de voto”, afirmou o juiz Manoel Luiz Ribeiro. Serra pode recorrer da decisão proposta pelo Ministério Público Eleitoral.
coluna Claudio Humberto

08:22:02
Corregedoria Geral instaura processo administrativo e suspende Demóstenes Torres

A Corregedoria Geral do Ministério Público do Estado de Goiás (CGMP-GO) instaurou nesta quarta-feira (10), Processo Administrativo Disciplinar contra o ex-senador e Procurador de Justiça, Demóstenes Torres, com o objetivo de apurar violação de deveres funcionais em razão de condutas reveladas pela Operação Monte Carlo, que teve como alvo a organização criminosa liderada por Carlinhos Cachoeira. Segundo a Corregedoria, após obter provas junto ao Senado Federal, foi revelada a necessidade de instauração do processo e a suspensão de Demóstenes até definitivo julgamento.

08:56:12
Comandante do Exército adverte para desnacionalização da indústria da defesa

A desnacionalização da chamada indústria da defesa é preocupante. As multinacionais estão entrando com força no mercado nacional, para ocupar um setor altamente estratégico. Em recente evento da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (Adesg) , aqui no Rio, tive a oportunidade de assistir a um importante discurso do Comandante do Exército, general Enzo Peri, em que demonstrou preocupação com o assunto.

Na abertura da reunião, o presidente da Adesg, Pedro Berwanger, pronunciou um breve discurso, em que abordou a importância da chamada Força Terrestre em tempo de guerra e de paz, como parceira da sociedade brasileira em seu desenvolvimento socioeconômico.

EMPRESAS NACIONAIS

O dirigente da Adesg citou a atuação do Exército na fixação das fronteiras e na construção de vias no interior do país, além de sua presença permanente na garantia constitucional do cumprimento da lei e da ordem. Em seguida, falou sobre a campanha da FEB na Itália e se emocionou, por ser filho de um pracinha, o Tenente Berwanger.

Ao agradecer a homenagem, o comandante do Exército, general Enzo Peri, disse que as Forças Armadas precisam estar à altura da importância que o Brasil hoje tem no cenário internacional, como sexta maior economia do mundo. Nesse sentido, afirmou ser necessário um maior repasse de recursos para reequipar e manter as três Armas e defendeu que a indústria de defesa tenha a participação de mais empresas brasileiras, porque está havendo desnacionalização do setor. Fez então uma pausa e reforçou: “Eu me refiro a empresas genuinamente brasileiras”.

Ao final, o General Enzo lembrou que as pesquisas indicam que 72% dos brasileiros dão credibilidade às Forças Armadas, como principal instituição do país. “Os outros 28% ainda vão chegar lá; é que eles ainda não nos conhecem”, destacou, sorrindo.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

09:07:37
Ministro Joaquim Barbosa:

“No Brasil, coisas absurdas são admitidas como as mais naturais. Por exemplo, filhos e mulheres de juízes advogarem nas cortes em que seus parentes atuam. Se você fizer uma interpretação rigorosa do devido processo legal, da igualdade de armas que o juiz deve conceder às partes, pode chegar à conclusão de que essa prática é ilegal.”


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Roubo a caixa eletrônico: um preocupante desafio à inteligência policial

Na madrugada do primeiro dia de 2012, sob o barulho causado pela queima de fogos da virada de ano, criminosos tentaram arrombar um caixa eletrônico do Bradesco, no estacionamento do Supermercado Lopes, na região do guia Capão Redondo, na zona sul de São Paulo.

Um dos moradores testemunhou a ação. A polícia, ao chegar ao local, encontrou a porta de vidro do quiosque do caixa destruída, alguns fogos de artifício próximo à máquina e um suposto explosivo fixado no caixa. Há suspeita que tenham levado duas caixas com dinheiro. Uma equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais foi acionada e detonou o material explosivo encontrado.

Chegou a quase 150 o número de casos de ataques a caixas eletrônicos ocorridos no horário noturno, na Região Metropolitana de São Paulo em 2011. Foram 62 ações na capital paulista e outras 83 nas demais cidades da Grande São Paulo. Em 102 dos 145 casos, os bandidos utilizaram explosivos. O saldo foi de 45 pessoas presas, várias delas policiais militares, e 14 mortas em confronto com a polícia. O mês de maio foi o que mais registrou esse tipo de crime: foram 31.

Também na madrugada do primeiro deste 2012, dez assaltantes explodiram dois caixas eletrônicos, em Denise, a 208 quilômetros de Cuiabá. Pelo menos 25 pessoas, que estavam em uma lanchonete próxima ao banco, foram feitas reféns. Segundo a polícia, as vítimas foram posicionadas em frente ao banco para que a ação não chamasse atenção. O bando usou dinamite para o arrombamento, mas só havia cheques nos caixas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Em todo o Brasil foram centenas de casos em 2011. Tal fato pressupõe que a orientação da Febraban para que sejam usados, numa estratégia dissuasória de tal prática criminosa, dispositivos que tornam as notas manchadas ou se incendeiem, após a explosão dos caixas eletrônicos, tem sido inócua ou certamente nem sempre funcione.

Tais fatos coincidem com o roubo de explosivos no Brasil que cresceu 170% entre os anos de 2009 e 2010 no país, diz o Exército. Em 2010, mais de uma tonelada foi levada por criminosos. A carga é usada principalmente para ataques a caixas eletrônicos, segundo a polícia. Conforme o relatório do Exército, no total, 1,06 tonelada de emulsão de nitrato de amônia e de dinamite foi roubada ou furtada de pedreiras e obras em sete estados brasileiros no ano de 2010. São estes explosivos, segundo autoridades policiais, que estão sendo usado para explodir caixas eletrônicos em todo o país.

O perigo, a meu ver, é que não está descartado o emprego de tais artefatos em ataques do narcoterrorismo no país para outros alvos e objetivos definidos. É preciso estar alerta para tal possibilidade.

A quantidade de emulsão e dinamite levada pelos criminosos em 2010 foi 170% maior do que a de 2009, quando foram furtados ou roubados 392quilos, segundo o Exército. Os dados, segundo o Centro de Comunicação Social da instituição, são da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, órgão subordinado ao Comando de Logística do Exército Brasileiro.

O delegado Antônio Barros, gestor do Departamento de Repressão a Crimes Patrimoniais de Pernambuco, e que investiga a série de ataques a caixas eletrônicos no estado, qualifica o uso de explosivos para arrombar caixas eletrônicos como “uma nova modalidade criminosa que vem se instalando pelo país, principalmente no Nordeste”.

“Estes explosivos são roubados normalmente de pedreiras ou obras em estradas. Alguns criminosos usam os explosivos sem terem conhecimento e acabam destruindo as agências. Outros pesquisam na internet e vão testando a quantidade até acertar. É um crime que está estourando em todo o Brasil” afirma o delegado.

Em recente depoimento, ao computar os resultados da ação conjunta, entre junho e dezembro de 2011, nas fronteiras brasileiras, entre integrantes das Forças Armadas e das Polícia Federal e policiais estaduais, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, declarou que durante a ação repressiva e de fiscalização, foram aprendidos 8 mil quilos de explosivos e agrotóxicos, não tendo sido divulgado especificamente o montante de explosivos apreendidos.

Há, portanto, por quase todo o país quadrilhas especializadas em explodir e roubar caixas eletrônicos onde quer que se encontrem. Ou seja, há em mãos de perigosos delinquentes quantidade considerável de artefato de guerra de alto poder de destruição. A questão deve preocupar cada vez mais as autoridades policias e dirigentes de bancos que precisam, com dados da inteligência policial, desenvolver mecanismos de defesa mais eficazes para frear o perigo iminente.
Milton Corrêa da Costa/Tribuna da Imprensa

Denit: General Jorge Ernesto Fraxe coloca ordem na bagunça

Novo diretor do órgão, Jorge Fraxe imprime estilo militar no comando, com hierarquia e quadros do Exército. Até telefone é atendido por ajudante de ordens

A crise no Ministério dos Transportes despertou em servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) um forte sentimento por mudanças.

O escândalo de corrupção paralisou o órgão, atingiu a autoestima dos funcionários e criou uma expectativa por novos rumos na autarquia.

Toda a cúpula foi trocada pela presidente Dilma Rousseff e, há quase um mês, quem está no comando do Dnit é o general do Exército Jorge Ernesto Pinto Fraxe, de 58 anos. Agora, o sentimento dos servidores, nestes primeiros dias de Fraxe como diretor-geral, é outro: “O Fraxe está militarizando o Dnit.

Até para receber um telefonema quem primeiro atende é um capitão ou um sargento do Exército”, relata um funcionário ao Correio.

Fraxe cercou-se de militares na linha de frente do Dnit, reproduz constantemente jargões do Exército, hierarquizou o comando e a relação com os subordinados e vem adotando medidas duras na retomada de licitações e obras tocadas pelo órgão.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Seu estilo é semelhante ao adotado à frente da Diretoria de Obras de Cooperação do Exército, último cargo exercido antes de ser alçado à Diretoria-Geral do Dnit. O general gosta de explicações longas, didáticas e detalhadas sobre um projeto de engenharia. Mas evita a imprensa e se irrita com informações publicadas pela mídia.

“Cuidado com esse imaginário de vocês de que toda obra tem corrupção por causa de aditivos. Aditivos não são demônios”, disse o general numa das raras entrevistas à imprensa, no último dia 9, ao lado do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

O Correio já mostrou que, na antiga ocupação, Fraxe assinou R$ 19,9 milhões em aditivos para obras da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e outros 14 termos em convênios do Exército com a Companhia Docas do Maranhão (Codomar). No dia da sabatina no Senado, em 23 de agosto, Fraxe passou boa parte do tempo explicando o porquê desses aditivos.

Sabatinado e empossado no Dnit, o general se cercou de colegas da caserna.

O chefe de gabinete é um capitão do Exército. A segurança e o transporte particular também seriam feitos por militares, segundo relatos de servidores.

O diretor executivo do Dnit — segundo cargo mais importante na hierarquia do órgão — atuou ao lado de Fraxe no Exército. “Tive a oportunidade de trabalhar com o general no Exército”, disse o diretor executivo, Tarcísio Gomes de Freitas, durante sua sabatina no Senado. Os dois foram sabatinados na mesma ocasião. Tarcísio começou sua carreira no Exército e depois ingressou no quadro de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU).

Empreiteiras

Uma das primeiras ações de Fraxe à frente do Dnit foi abrir conversas com empreiteiras já contratadas. Primeiro, ele viajou a Minas Gerais, onde se reuniu com representantes de oito consórcios de empresas projetistas.

“O anel viário de Belo Horizonte está o caos”, disse na ocasião. Na semana passada, voltou a se reunir com empresários, desta vez na sede do Dnit, em Brasília. A conversa foi com empresas responsáveis pela supervisão das obras.

Fraxe anunciou mudanças nas licitações do Dnit, com menos restrições na seleção, uma forma de atrair mais concorrentes. O anúncio foi feito com o ministro Passos. A todo instante, o general cochichava no ouvido do ministro os detalhes sobre as novas regras.

“Tenho de montar uma verdadeira operação de guerra para tirar da velocidade zero editais e projetos que estão parados”, disse quando lhe foi concedida a palavra. O diretor-geral do Dnit garantiu que vai diminuir a delegação de obras para execução pelo Exército. “O Exército participa de obra pública porque precisa se adestrar para a guerra e para a cidadania.”

Um parlamentar próximo ao general diz que o estilo que Fraxe imprimiu na diretoria do Dnit será reforçado nos próximos meses. “É um estilo duro, de monitoramento permanente, de valorização da gestão. Será uma gestão na base da mão de ferro.”

Quem é ele

Neto de imigrante sírio, Jorge Ernesto Pinto Fraxe nasceu em Boa Vista, capital de Roraima, em 1953. Foi criado em propriedades rurais dos municípios de Caracaraí e Mucajaí. “Conheço a Amazônia um pouquinho, graças a Deus”, disse na sabatina do Senado, em 23 de agosto. A família de Fraxe vive em Manaus: são seis irmãos ao todo.

Ele ingressou no Exército em 1972, na Academia Militar das Agulhas Negras. Três anos depois, diplomou-se oficial de engenharia. Hoje, é general da Divisão Combatente do Exército. Fraxe atuou principalmente na Amazônia, mas esteve também no Nordeste, no Centro-Oeste e no Sul do país. Suas missões estiveram relacionadas à execução de obras públicas.

O último cargo foi o de diretor de Obras de Cooperação do Exército.

Entre as obras que gerenciou, estão a BR-174, de Manaus a Boa Vista; a BR-401, de Boa Vista até a fronteira com a Guiana; a BR-101, no Nordeste; uma adutora no Seridó Potiguar, no semiárido do Rio Grande do Norte; e um gasoduto ao longo dos rios Urucu, Solimões e Negro, na Amazônia. Em 2009 e 2010, como diretor de Patrimônio do Exército, foi responsável pela instalação de pontes metálicas em regiões onde enchentes carregaram as de concreto.

Justiça Militar condena quatro militares por desvio de R$ 10 milhões

Eis um dos motivos pelos quais o Exército Brasileiro tem credibilidade junto ao povo.

Diferentemente dos ladrões que assolam a política nacional em todos os níveis, os militares abaixo, foram condenados e após a condenação, pelo tempo de pena, perderão a patente.

É importante notar que foram julgados por outros militares que não fizeram uso do famigerado “corporativismo” para absolve-los.
O Editor


STM condena quatro militares por desvio de R$ 10 milhões

Quatro militares da reserva do Exército foram condenados pelo Superior Tribunal Militar (STM), nesta quinta-feira, pela formação de esquema de corrupção na 1ª Região Militar, no Rio de Janeiro.

Eles emitiam ordem bancária para o favorecimento ilícito de “laranjas” e depois sacavam o dinheiro. A fraude causou um prejuízo de R$ 10 milhões.

O coronel Airton Quintella de Castro Menezes, apontado como coordenador do esquema, foi condenado a 10 anos de prisão. O coronel Márcio Domeneck Salgado pegou sete anos.

Os outros dois envolvidos, o capitão Adilson Alves Pinheiro e o sargento Luis Alberto Caldeira dos Santos tiveram a pena atenuada por terem confessado o crime. Eles vão cumprir sete anos de prisão.[ad#Retangulos – Direita]

Em julho de 2009, o Conselho Especial de Justiça para o Exército decidiu, em primeira instância, condenar os quatro acusados.

A apelação apresentada pelos militares foi parcialmente atendida pelo STM, que considerou outras condições para a fixação da pena.

Segundo o relator do caso, ministro William Barros, foi necessário impor uma sanção mais rigorosa ao coronel Airton Menezes que “coordenou o esquema criminoso durante todo o exercício”, como ordenador de despesas da 1ª Região Militar.

O sargento Luis Alberto Santos confessou que recebia por mês R$ 1 mil do coronel Menezes para participar do esquema, alterando os dados das ordens bancárias para o desvio do dinheiro.

O sargento entrou para reserva em 1998, mas permaneceu em atividade até 2003.

Ele alegou em depoimento que, somente graças ao coronel, pode manter-se em situação irregular no Exército, com a finalidade de participar do esquema.

O Globo

Dilma quer Forças Armadas nas ruas até a copa do mundo de 2014

Dilma quer Exército no Rio até a Copa e planeja espalhar modelo pelo Brasil

Satisfeita com ação no Alemão, presidente eleita já cogita, entre outras medidas, o patrulhamento da Baía de Guanabara pela Marinha

Troca. Parceria benéfica também para as Forças Armadas

Foto: Wilton Junior/AE

Baía de Guanabara patrulhada pela Marinha. Envio de tropas e equipamentos militares para cercar e livrar outras comunidades fluminenses do tráfico e garantir investimentos sociais nesses lugares. Repetição da parceria entre polícias e Forças Armadas em outras capitais com problemas de segurança.

O sucesso da invasão no Complexo do Alemão, no domingo, deixou a presidente eleita, Dilma Rousseff, entusiasmada e vai servir de modelo a novas ações em seu mandato, que acaba cinco meses depois da Copa de 2014.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O Rio de Janeiro foi considerado um excelente “laboratório”, com resultados “mais do que satisfatórios”, para testar o uso de Exército, Marinha e Aeronáutica no combate ao crime.

Por isso, deve ser repetido. O tema foi debatido na noite de anteontem em Brasília durante reunião entre o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, a presidente eleita e o futuro ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.

O relato do encontro entre o grupo foi feito ao Estado por Pezão. Das três horas de reunião, duas foram ocupadas pela parceria. “Nós não queremos cargos nem ministério. Queremos ajuda das Forças Armadas na segurança pública e para fazer obras dentro das favelas”, disse Pezão.

Segundo o vice-governador, o modelo de parceria entre Exército e polícia deve nortear a política de segurança pública da presidente eleita, que vai suceder dois mandatos presidenciais duramente criticados pela omissão no setor. “Dilma se mostrou entusiasmada em poder colocar tanto homens quanto equipamentos à disposição.

Quando assumiu, o governador Sérgio Cabral disse que até o fim do mandato iria entregar todos os territórios livres de milícias e do tráfico. Esse objetivo se torna mais concreto com a parceria que nos foi oferecida”, afirmou Pezão.

Na avaliação do vice-governador, a parceria será benéfica também para as Forças Armadas. “Sempre se ouve aquela crítica: “Estão (os militares) ajudando no Haiti, por que não ajudam o Rio de Janeiro e o Brasil?”

Isso vai mudar depois da experiência que tivemos aqui”, diz. O governador Sérgio Cabral ainda participa hoje de reunião com o comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, para discutir os rumos da operação.

Lula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ontem que as Forças Armadas continuarão combatendo o tráfico de drogas no Rio por tempo indeterminado.

Em entrevista após visita às obras da Usina Hidrelétrica de Estreito, no Estado do Maranhão, ele ressaltou que o governo federal está determinado a ajudar o Estado a resolver o problema da criminalidade. “(As tropas) vão ficar o tempo que for necessário para garantirmos a paz”, disse.

Lula ressaltou a importância da parceria dos governos federal e estadual para as ações contra o tráfico. E observou que o governo federal só pode enviar tropas após pedido formal do governador, como prevê a Constituição.

“Eu fiquei feliz por o Sérgio Cabral ter pedido apoio. Nós não podemos interferir. Ele teve sensibilidade, humildade e competência de pedir o apoio e prontamente atendemos”, disse.

Lula observou ainda que foi no seu governo que as Forças Armadas passaram a atuar com poder de polícia na vigilância das fronteiras. “Agora, conseguimos que façam o controle das fronteiras.”

O presidente também destacou que o governo estuda a compra de aviões de Israel para o patrulhamento e o combate ao crime organizado. “Vamos controlar melhor nossas fronteiras”, prometeu.

Bruno Paes Manso/O Estado de S.Paulo
COLABOROU LEONÊNCIO NOSSA

Sai o Exército e entra a droga

A inominável ação criminosa, contra os jovens moradores do Morro da Providência, no Rio, teve a mais parcial cobertura que a imprensa costuma cometer. O que interessa para os marrons jornalistas é o sensacionalismo.

Até agora somente se crucifica, injustamente, o Exército, e não se aborda o comportamento criminoso, e impune, dos traficantes que torturaram e mataram os jovens. Nenhuma reportagem foi feita sobre os bárbaros traficantes do Morro da Mineira.

Provocar essa parcialidade, parece ser técnica dos narcotraficantes, para afastar a presença do Estado, em quaisquer de seus estamentos, e manter incólume o poder sobre as populações das áreas por eles, os narcotraficantes, controladas.

Sai o Exército, volta o tráfico na Providência

De O Globo Online:

Um dia após o Exército deixar o Morro da Providência, no Centro, depois de a Justiça Eleitoral do Rio ter embargado as obras do projeto Cimento Social, traficantes voltaram nesta quarta-feira a marcar seu território, como revela reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta quinta-feira ( acesso à íntegra somente para assinantes ).

Em algumas casas recém-reformadas pelo projeto, apareceram inscrições com as iniciais de uma facção criminosa – as letras foram escritas com pedaços de tijolo.

Policiais militares do Grupamento de Policiamento de Áreas Especiais (Gpae) faziam o patrulhamento na favela, enquanto carros das Rondas Ostensivas Nazareth Cerqueira (Ronac) circulavam no entorno do morro.

Exército. Comando deu parecer contra ação na favela

A Constituição Brasileira define com clareza as funções constitucionais das Forças Armadas. Em nenhuma delas estão previstas atividades policiais.

Cada vez que a violência urbana se acerba, os políticos, pressionados pela população, exigem que as Forças Armadas saiam a campo para desempenhar funções policiais. Nessas ocasiões, civis lúcidos e Militares responsáveis, alertam para o desvio que se pretende fazer nas atribuições das Forças Armadas.

Mesmo assim, e sob enorme pressão, os militares para atender aos clamores da população, destinam tropas para ações policiais. Aí, acontece o que se teme. A tropa treinada para ações contra inimigos externos, não está preparada para lidar com marginais. Que essa conta de agora, seja debitada ao Senador Marcelo Crivella, que foi o responsável pela exigência ao Exército para deslocar tropas para os morros no Rio de Janeiro.

Da Folha de São Paulo
De Raphael Gomide e Eliane Cantanhêde:

Comando deu parecer contra ação na favela

Em parecer encampado pelo Comando do Exército, em Brasília, o Comando Militar do Leste (CML) alertou para os riscos da participação militar no projeto Cimento Social no morro da Providência, no Rio. Foi, porém, voto vencido. O Palácio do Planalto seguiu a sugestão do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), e o projeto virou convênio dos ministérios de Cidades e da Defesa.

O comandante do CML, general-de-exército Luiz Cesário da Silveira Filho, enviou o parecer ao comandante do Exército, general Enzo Peri. Discorreu sobre os riscos do contato de militares com bandidos, falou sobre a possibilidade de haver tiroteios e até mortes de civis com balas perdidas. Seu temor era que os militares estariam em áreas conflagradas, mas sem flexibilidade legal para real combate ao crime.

Cesário é a maior autoridade do Exército na região que abrange Rio, Minas e Espírito Santo. No documento, ele considerava equivocada e arriscada a atuação da Força nas obras e na segurança de pessoal na favela. Enzo, porém, não teve margem para negociar.