Um olhar fora da bolha: Fatos & Fotos 12/07/2020

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Pintura de Floriano Teixeira

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Grafitti – Autor Desconhecido

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Da série: “Fique em Casa”

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Arquitetura – Residências
Capadócia,Turquia

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Grafitti

– Série Sereníssima – XII
Escultor inglês vive West Sussex, UK.

William Knight (British,1872-1958)
“At Sunset” s/d

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Da série: “FiqueEmCasa”

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Brasil da série:
“Sem humor não dá para agüentar
o tranco neste hospício”

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Sonho de ditaduras: “A Escola sem Patido”.
Com partidos, permitidos só os que lambem rabos.

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Com todas a vênias, Ministro Gilmar Mendes, discordo. Não é o exército, mas os nanicos de pijama subordinados ao capetão.
O Exército está se associando a “genocídio” na pandemia do novo coronavírus,” diz Gilmar Mendes – Ministro do STF participou de debate neste sábado (11) ao lado de Luiz Henrique Mandetta e Drauzio Varella.

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Da série:”Assim é se lhe parece”!

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Entenda como o Facebook relacionou
fake news à família Bolsonaro.

Envolvimento direto de funcionário do presidente. A investigação, que partiu da Atlantic Council’s Digital Forensic Research Lab (DFRLab), descobriu que administradores dessas redes estavam diretamente ligados aos gabinetes dos filhos do presidente, Eduardo e Flávio Bolsonaro e a outros deputados do Partido Social Liberal (PSL). Essa ação do Facebook e DRFLab é inédita no Brasil e exigiu a colaboração de pesquisadores associados na América Latina.

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Emil Nolde
Rain over a Marsh, c. 1938

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PANDEMIA DE CORONAVÍRUS

Dois cientistas vinculam maior gravidade da covid-19 a DNA herdado dos neandertais. Os suecos Svante Pääbo, ganhador do Princesa de Astúrias, e Hugo Zeberg sustentam que uma variante genética de origem neandertal tem “trágicas consequências” hoje.

Um estudo preliminar com 35.000 pacientes detectou uma taxa de mortalidade por covid 19% maior nesses cidadãos originários do sul da Ásia em comparação com os grupos classificados como “brancos”.

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Gravura de Hiromi Sumida

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Uma país que acha linda a primeira criança e quer exterminar a segunda, não deu certo!

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Francis Bacon – Superficialidade Popular

Como se a multidão ou os mais sábios em nome da multidão não estivessem prontos a dar passagem muito mais àquilo que é popular e superficial do que ao que é substancial e profundo; pois a verdade é que o tempo parece ter a natureza de um rio ou correnteza, que carrega até nós tudo o que é leve e inflado, mas afunda e afoga tudo aquilo que tem peso e solidez.

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Breve em uma escola perto de você

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Trump livra a cara do amigo do peito.

O presidente Donald J. Trump ordenou uma clemência executiva para comutar a injusta sentença de “Roger Stone“, acrescentando que Roger Stone “já sofreu muito” Hahaha.
“Com essa comutação, Trump deixa claro que existem dois sistemas de Justiça na América: um para seus amigos criminosos e outro para todos os outros”, disse Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara.

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Da série: “Fique em Casa”

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Mortes crescentes entre Xavantes

A situação é tensa também entre os Xavantes, etnia de 23 mil pessoas que vive em uma área fragmentada em nove terras indígenas no Mato Grosso. Já são mais de 200 casos de infecção confirmados e 23 óbitos em decorrência da Covid-19, segundo dados do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei).

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Da série: “Fique em Casa”

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Em um mês, terra indígena do Vale do Javari registra aumento de 630% em casos confirmados de Covid-19

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Forças Armadas,Exército,Brasil,Governo,Bolsonaro

Existe um pacto secreto entre Bolsonaro e o Exército?

Forças Armadas,Exército,Brasil,Governo,Bolsonaro

Jair Bolsonaro atende a cerimônia de graduação na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende.- Foto PAULO WHITAKER REUTERS

Ainda se escreverá muito sobre o cara e coroa da forte presença militar no Governo de Jair Bolsonaro que pode superar a dos governos da ditadura. Por enquanto, são especulações. Será positivo ou negativo ao Brasil? Essa convergência da presença militar e religiosa, a cruz e a espada, em uma Presidência consagrada nas urnas, teria todos os elementos para aparecer como um retrocesso dos governos progressistas do Partido dos Trabalhadores. E até um perigo aos valores democráticos.

Há, entretanto, quem comece a observar que os generais presentes no Governo podem significar uma garantia democrática contra os arroubos autoritários de Bolsonaro e seus filhos que parecem querer governar com ele. É o que acha, por exemplo, Jair Krischke do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, que afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que “o equilíbrio para a observância dos princípios democráticos está vindo dos militares”.

Frente ao silêncio, por exemplo, do Presidente e do ministro da Justiça, Moro, sobre o caso da suposta corrupção que ronda o senador eleito, Flávio, o filho mais velho do Presidente, foi o general e Vice-presidente do Governo, Hamilton Mourão, que falou mais claro. Mesmo insistindo que ainda “não se trata de um caso do Governo”, e sim pessoal do senador, interrogado dias atrás pela GloboNews, foi taxativo: “Se há crime que seja julgado de acordo com a lei”. E acrescentou: “Qual é a grande glória da democracia? A lei. A lei é fundamental no sistema democrático. E mais, a lei serve para todos”.

Por sua vez, Leonardo Sakamoto, doutor em Ciências Sociais e Conselheiro da ONU na luta contra o trabalho escravo, disse ao correspondente da RFI de Genebra, Rui Martins, sobre o fato de que os militares que entraram no Governo se mostram mais preocupados com a Constituição do que os civis. Segundo ele, “se por um lado preocupa (essa grande presença do Exército), já que a sociedade elegeu um governo civil e não militar, por outro, e isso é o mais interessante, boa parte dos militares escolhidos por Bolsonaro parece mais moderada, racional e atenta em seguir a Constituição do que alguns ministros civis”. E cita entre estes últimos os da Educação e das Relações Exteriores que, afirma, “deram declarações e escreveram textos preocupante em relação aos direitos da coletividade”.

Bolsonaro sem dúvida soube jogar para chegar à presidência derrotando a esquerda com as duas preferências da sociedade como o são o Exército e a Igreja que aparecem, diante da crise da política, como as duas instituições mais confiáveis à maioria dos brasileiros. As duas realidades, a militar e a religiosa, servem por sua vez ao novo Presidente como escudo e garantia contra a mediocridade de sua biografia.

O Presidente alertou seus seguidores que seu fracasso significaria “a volta de Lula e do PT ao governo”. Para evitar esse possível fracasso, o ex-paraquedista Bolsonaro se blindou no Governo com a cúpula militar. Hoje o Exército está presente não somente em quase um terço dos ministérios como conta com 45 membros, entre eles 18 generais e 11 coronéis, espalhados em 21 áreas de infraestrutura que lidarão com bilhões de orçamento. Algo que não aconteceu sequer durante os governos da ditadura. Os militares, a partir dos governos de FHC, saíram pela primeira vez até do ministério do Exército, que passou ao controle de um civil. Eles voltaram aos quartéis.

Para Bolsonaro, a aposta arriscada de militarizar o Governo e o Estado pode ser uma faca de dois gumes. Mas também pode ocorrer o mesmo aos militares. Ao aceitar uma presença tão maciça em um governo saído das urnas, um fracasso comprometeria também sua credibilidade diante da sociedade. Eles sabem, como o Presidente, que neste caso eles também ficariam expostos e em evidência diante da sociedade. E a esquerda, muito provavelmente, voltaria a governar. Uma possibilidade tão temida por eles que, para evitá-la, apoiaram abertamente Bolsonaro para chegar ao Planalto.

Ficará, de fato, para a história a famosa publicação no Twitter de 18 de setembro de 2018, do à época comandante do Exército, Villas Boas, às vésperas de uma decisão crucial do STF sobre a possibilidade de colocar Lula em liberdade. Nela, o comandante lembrava que o Exército “repudiava a impunidade” e que “estava atento às suas missões institucionais”. O Supremo deixou Lula na cadeia e o Supremo Tribunal Eleitoral o impediu de ser candidato ao aplicar contra ele a lei da Ficha Limpa. O Presidente Bolsonaro teve o caminho aberto. Já eleito presidente, agradeceu a Villas Boas pela publicação com essas palavras: “O senhor é um dos responsáveis por eu estar aqui”. E acrescentou enigmático: “O que conversamos morrerá entre nós”.

Esse possível pacto secreto, quase de sangue, que o Presidente Bolsonaro e o Exército, dizem, levarão para a tumba, é o grande enigma do novo Governo direitista. De acordo com Bolsonaro se trata de uma “nova era” para o Brasil. Ninguém, entretanto, ainda se atreve a prognosticar seu fim e o que isso poderia significar. Será cara ou coroa?

General Eduardo Villas Boas e o orçamento

O general Eduardo Villas Boas, comandante do Exército, usou seu perfil no Twitter para criticar o aperto orçamentário que a força terrestre está sofrendo; “a instituição está enfrentando um grave contingenciamento de recursos.

Conduzo seguidas reuniões sobre a gestão dos cortes orçamentários impostos ao @exercitooficial. Fazemos nosso dever de casa, mas há limites”

Segundo fontes militares, está praticamente paralisando os programas estratégicos do Exército, como o Sisfron, sistema de vigilância de fronteiras; contingenciamento de recursos é resultado do caos econômico de Henrique Meirelles e Michel Temer: enquanto Meirelles produziu um rombo anual de R$ 160 bilhões e estourou a meta, Temer gastou R$ 13,4 bilhões só pra se salvar; com isso, governo agora é obrigado a cortar em serviços básicos, como a defesa do País.

Ps, Experimentem seguir o Gal. no @exercitooficial., em vez de, por mau exemplo,o MBL..[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Exército agiliza obras no país e as empreiteiras se queixam

Depois de retardarem obras importantes para o país, as empreiteiras privadas criticam quando o Exército é acionado para garantir as obras prioritárias.

Exército Brasileiro

A eficiência, honestidade e a rapidez do Exército na execução de obras de construção e reforma pelo país estão incomodando as empreiteiras, que se queixam de “concorrência desleal” por parte da corporação.

O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão, reclamou esta semana da participação do Exército Brasileiro em obras desenvolvidas pelo governo federal. “O setor da construção civil não vê com bons olhos a atuação do Exército em obras como duplicação de estradas e construção de aeroportos. Não há necessidade de os militares assumirem obras desse tipo”, disse.

“O Exército é hoje a maior empreiteira do país”, reclama também João Alberto Ribeiro, presidente da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias. Segundo ele, poucas construtoras no país têm hoje uma carteira de projetos como a executada pelos batalhões do Exército. No PAC, há 2.989 quilômetros de rodovias federais sob reparos, em construção ou restauração, com gastos previstos em R$ 2 bilhões. Destes, 745 quilômetros – ou R$ 1,8 bilhão – estão a cargo da corporação. “Isso equivale a 16% do orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes neste ano”, disse.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, da Diretoria de Obras de Cooperação (DOC), do Departamento de Engenharia e Construção do Exército (DEC), rebateu as declarações dos representantes das empreiteiras e afirmou que “a atuação dos militares só ocorre quando é bom para o país e para a instituição”. O general declarou que “algumas das obras assumidas pelos militares eram consideradas prioritárias e estavam tendo problemas para serem tocadas pela iniciativa privada”. “A gente não pleiteia obras. Elas são oferecidas e aceitamos quando elas são importantes para o desenvolvimento do país e para nosso treinamento”, destacou. No auge das obras, 12 mil soldados atuaram na construção civil para o governo.

Ele lembra, por exemplo, que havia uma briga no consórcio vencedor da licitação para a duplicação da BR-101 e que as empresas fugiam do início das obras da transposição do São Francisco. A alegação para o retardamento do início das obras era que o canteiro ficava no polígono da maconha. O general conta que o Exército fez um trabalho social na área e que dois hospitais chegaram ser montados na região, para atendimento à população.

Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) estão sendo conduzidas pelos militares. Os militares receberam R$ 2 bilhões nos últimos três anos para executar duplicações de estradas, construção de aeroportos, preparar novos gasodutos e iniciar a transposição do Rio São Francisco. No total seriam 80 obras.

A transposição do São Francisco é o caso mais emblemático. Enquanto os trechos que ficaram sob a responsabilidade do Exército estão quase prontos, a parte que cabe às empresas privadas está atrasada ou paralisada. Em Floresta (PE), onde o percentual de execução não passa de 13%. Em outros lugares chega só a 16%. Nos trechos feitos pelo Exército, a obra avançou 3 vezes mais que os das empreiteiras no Eixo Norte (80% está concluída) e 5 vezes mais no Eixo Leste. Por sua vez as empresas privadas estão pedindo mais dinheiro para continuar as obras.

As empresas privadas, algumas delas organizadas em cartéis, depois de retardarem obras importantes para o país, de exigirem reajustes absurdos nos preços, criticam quando o Exército é acionado para garantir as obras prioritárias. Elas alegam uma suposta “concorrência desleal’. Segundo os empreiteiros, a participação expressiva dos militares “inibe o investimento e impede a geração de empregos”.

“O Exército não é um construtor. Quem pensa que vamos concorrer com as empresas está equivocado. Só atuamos para treinar nosso pessoal”, disse o general, que afirma que contrata empresas privadas para a construção de pontes e viadutos.

Os militares também fizeram obras para estatais – como as clareiras na selva para a construção do gasoduto Coari-Manaus, e para outros níveis de governo, como a atual construção do Caminho da Neve, estrada que Santa Catarina quer abrir para unir Gramado (RS) a São Joaquim (SC), favorecendo o turismo de inverno.

Estima-se que, quando concluídas, as obras entregues ao Exército terão um custo até 20% menor para os cofres públicos. “A corporação não pode lucrar com os serviços que presta”. Como emprega os próprios oficiais e soldados, já remunerados pelo soldo, o custo da mão de obra deixa de ser um componente do preço final da empreitada. Por tudo isso, o Exército está desempenhando um papel fundamental na infraestrutura necessária para o Brasil.

Adriano Benayon:  A lavagem cerebral que se faz secularmente, no Brasil e no mundo, em torno da intervenção do Estado na economia, teve êxito em convencer a maioria dos cidadãos de que a iniciativa privada deve prevalecer, e o Estado deve ficar fora de qualquer atividade na esfera produtiva e mesmo financeira.  Isso,  aliás, ajudou a reduzir a resistência as liquidações de entidades estatais e as corruptíssimas privatizações impulsionadas por Collor e por FHC.

Esse convencimento penetrou fundo, notadamente os da classe média, de que fazem parte os militares – trabalhados nesse sentido pela propaganda anticomunista (que confunde comunismo até com nacionalismo)  capitalizando a ojeriza ao comunismo, em função, inclusive, de serem permanentemente recordados da tentativa de revolução comunista em 1935.

É de notar que a intervenção do Estado na economia e, em especial, a execução de atividades industriais por meio de empresas estatais ocorre em todos os países que avançaram econômica e tecnologicamente e não apenas nos que a iniciaram a partir do regime comunista, como é o caso da China.

Mas a manipulação dos fatos e a desinformação faz misturar e confundir tudo, a ponto de associar toda atividade estatal a socialismo ou comunismo.

Curiosa e paradoxalmente, muitos militares não se dão conta de que o Exército –  Marinha e Aeronáutica também – são entes estatais, que tem realizado obras de  , infra-estrutura, em lugar de empreiteiras privadas,  com melhor qualidade e custo bem inferior.

Recordemos as realizações do CTA (Centro Tecnológico da Aeronáutica) e ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica) cujos trabalhos viabilizaram o surgimento da EMBRAER, de resto, como empresa estatal, depois criminosamente privatizada.

Na Marinha, citemos os projetos de enriquecimento de urânio e a construção do submarino nuclear, lastimavelmente prejudicados pela pressão imperial, pelo retardamento por falta de verbas e limitações nos projetos por imposição política.

Assim como ocorre na área militar, já ocorreu, em grande escala e em muitos setores, em estatais civis, em que persiste, embora alvejada, há muito tempo, pela artilharia imperial, a Petrobrás, cujas realizações estupendas deveriam ser melhor conhecidas de todos, se não estivéssemos num país virtualmente ocupado, material e mentalmente pela oligarquia financeira angloamericana e seus agentes.

Por fim, é importante ter presente que iniciativa privada e capitalismo são duas coisas completamente diferentes: se predominar o controle dos grupos financeiros e econômicos privados até sobre o Estado o que acontece é a inviabilização da iniciativa privada, ou seja, as pequenas e médias empresas veem seus mercados potenciais completamente fechados com a ocupação deles pelos carteis das grandes empresas.

No Brasil essa situação é ainda mais determinante da pobreza econômica e social, porque os maiores concentradores são empresas transnacionais, que desde sua implantação no País têm transferido para o exterior quantias fabulosas, múltiplos incalculáveis do valor que atribuíram falsamente a seus investimentos diretos no País.

Isso determinou a divida externa, que desembocou depois na interna, outro fator principal da enorme sucção de recursos do País, que, juntamente com as transferências ao exterior, causa as crises em nossa economia, cada vez mais agudas.

Todas essas crises estão ligadas à desnacionalização e à concentração da economia, as quais, entre outros efeitos, produziram a desindustrialização e à financeirização.
Fonte: Carta Maior

Exército e ordem pública

General Adriano: Exército está pronto para promover a ordem pública


Os generais Modesto e Adriano recebem cumprimentos no salão nobre do Comando Militar do Leste

Após deixar o cargo de comandante militar do Leste, o general Adriano Pereira Júnior afirmou agora à noite que os dois maiores legados de sua gestão foram a criação de uma sala  de coordenação e controle para grandes eventos, de Primeiro Mundo, e a comprovação de que o Exército tem condições técnicas e pessoal capacitado para trabalhar na questão da ordem pública, “quando necessário, de forma episódica”.

O oficial — que agora vai chefiar a área de logística do Ministério da Defesa — afirmou que o sucesso da organização da Rio+20 confirma que o Estado do Rio está preparado para a realização de grandes eventos.

Em solenidade de transmissão de cargo — presidida pelo comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e com a presença do ministro da Defesa, Celso Amorim, e do governador Sérgio Cabral — assumiu o posto de comandante militar do Leste o general Francisco Carlos Modesto, de 60 anos, 44 dos quais no Exército.[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]

O general Modesto disse que o Exército está pronto para cumprir qualquer missão designada pelo comando da força, por determinação da presidência da República, ao ser indagado se os militares podem voltar a participar de forças de pacificação na cidade.

Após a solenidade, o novo comandante militar do Leste, general Modesto disse que há possibilidade de avanço na integração entre os serviços de inteligência do Exército e dos órgãos de segurança pública do Estado do Rio, a despeito do envolvimento de agentes da lei com a corrupção e o crime organizado.

— Não podemos condenar toda uma instituição por causa do erro de alguns. Esses têm que ser isolados e punidos na forma da lei — afirmou o general, que atuou na área de inteligência como assessor do Centro de Inteligência do Exército (CIE).

Em seu discurso, o general Adriano agradeceu a colaboração da imprensa durante sua gestão e em todas as grandes operações do Comando Militar do Leste — com a pacificação dos complexos da Penha e do Alemão, assim como a segurança da Rio+20 e os trabalhos de resgate de vítimas das chuvas, que atingiram a Região Serrana, no ano passado.

— Unidas, as instituições têm o poder de recuperar o que às vezes aparentar ser irrecuperável — afirmou o general, a um grupo de jornalistas, após a cerimônia, realizada no salão nobre do Palácio Duque de Caxias, onde funciona a sede do Comando Militar do Leste, no Centro do Rio.

A coordenação pelo Exército da segurança de grandes eventos tem sido alvo de polêmica dentro do governo. Uma corrente defende que o comando fique com o Exército, enquanto que outras são favoráveis que a coordenação seja feita pelo Ministério da Justiça, com a Polícia Federal. A greve dos policiais federais fortaleceu a posição favorável ao comando ficar com o Exército.
blog Ancelmo Gois

Um general afinado com sua época

Eis um general de Exército realista, pragmático, e que não vai além dos seus chinelos.

Trata-se do novo diretor-geral do Departameto Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Jorge Ernesto Pinto Fraxe.

Sabatinado, ontem, no Senado, ele prometeu uma gestão voltada para coibir irregularidades, mas foi logo admitindo não ter autoridade para estender a “faxina ética” às superintendências regionais do Dnit controladas pelo PR.

O PR mandou no Dnit até Dilma dizer chega.

Então anunciou que adotaria uma postura de independência diante do governo e que devolveria os cargos que ocupa.

A nova postura, de fato, começou a ser ensaiada.

O líder do PR na Câmara dos Deputados assinou o requerimento para a criação da CPI da Corrupção.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Quantos ao cargos… Fora os que Dilma tomou, o PR não devolveu nenhum.

Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, está empenhada em trazer o PR de volta à base do governo.

Se for preciso contemplar o partido com novos cargos, tudo bem.

De volta à sabatina do general.

Ele estaria disposto a substituir dirigentes regionais do Dnit?

– Não vou dizer:
“Se ele (o superintendente) não for o líder que eu quiser, vou tirar, vou isso, vou aquilo”. Seria leviano da minha parte estar fazendo aqui gracinha, dizendo um negócio desses. Se estão ali, é porque foram indicados por negociação política – respondeu Jorge Ernesto.

Eis um general contemporâneo.

blog do Noblat