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Brexit:

Caso o “Brexit” seja mesmo implementado – o parlamento tem que criar e aprovar uma lei para fazer valer a ‘pool’ – , vai ser usado como “motivo” para fabricar a próxima crise econômica, a exemplo de 2008, já que a economia mundial está à beira do colapso.Brexit,União Europeia,Economia,UK,Inglaterra,Euro,Libra Esterlina,Blog do Mesquita

Como a economia mundial está à beira da explosão – o dólar não tem lastro. É papel pintado -, o cartel de banqueiros vai por a “culpa” no “Brexit”.

PS. E irão aproveitar para imprimir mais trilhões e trilhões de dólares americanos, a exemplo de 2008.


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Economista afirma que Alemanha é o país mais desigual do euro

“Em nenhum outro lugar os pobres permanecem com tanta frequência pobres, e os ricos, com tanta frequência ricos”, diz chefe do instituto econômico DIW, criticando distribuição de riqueza, salários e mobilidade social.

Morador de rua em Stuttgart

Morador de rua em Stuttgart

A Alemanha é “um dos países mais desiguais do mundo industrializado”, afirma o presidente do instituto econômico alemão DIW, Marcel Fratzscher, em seu livro Verteilungskampf: Warum Deutschland immer ungleicher wird (Luta por distribuição: por que a Alemanha fica cada vez mais desigual), publicado neste mês.

Fratzscher afirma que em nenhum outro país da zona do euro a desigualdade é tão grande como na Alemanha, onde os 10% mais ricos detêm dois terços da riqueza do país. A desigualdade, no entanto, não se manifesta só na distribuição de riqueza, mas também nos salários: a lacuna entre as remunerações mais elevadas e as mais baixas vem aumentando, afirma.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A mobilidade social também deixa a desejar, segundo o economista. “Em nenhum outro lugar os pobres permanecem com tanta frequência pobres, e os ricos, com tanta frequência ricos”, critica. De acordo com Fratzscher, 70% dos filhos de pais com formação superior vão para a universidade, enquanto que, entre os filhos de pais com um nível menor de escolarização, a taxa é de 20%.

Alimentando o planeta

Questionado pelo jornal Die Zeit sobre sua interpretação incomum dos dados econômicos do país, Fratzscher afirmou que o problema está nos outros economistas. “Minha suposição: eles acreditam que a desigualdade pertence a uma economia de mercado em bom funcionamento, porque ninguém mais iria se esforçar se todos ganhassem o mesmo”, disse.

Para o presidente do DIW, a desigualdade na Alemanha é alta não porque a economia de mercado funciona bem, mas porque ela não funciona. “Eu não quero fazer os ricos ficarem mais pobres, mas os pobres ficarem mais ricos.”

Fratzscher afirma que, nos últimos anos, o governo alemão aumentou a ajuda social para compensar a crescente desigualdade salarial, com trabalhadores que ganham pouco tendo a renda complementada pelo Estado.

“Ludwig Erhard, o pai da economia social de mercado, disse certa vez que o Estado deve garantir que todos possam cuidar de si mesmos com as próprias forças e possibilidades. Se as pessoas só conseguem sobreviver com a ajuda de auxílio social, isso contradiz tal ideal”, disse o economista ao Die Zeit. “Precisamos garantir que as pessoas possam viver de seus salários, em vez de serem dependentes do Estado.”

Para Fratzscher, uma das soluções-chave seria o governo investir em educação. Apoio desde a creche, boas condições de aprendizado e uma melhor qualificação permitiriam que também os mais vulneráveis economicamente pudessem avançar por conta própria, diz o economista, citado pelo jornal Tagesspiegel.

Discrepância entre regiões

O aumento da distância entre ricos e pobres e entre diferentes regiões da Alemanha também é destacado num estudo atual da Fundação Friedrich Ebert. “As disparidades regionais estão se solidificando na Alemanha e, em parte, até aumentando”, afirma o documento.

Os pesquisadores analisaram 20 indicadores relacionados à remuneração, educação e estrutura etária, por exemplo, em mais de 400 localidades do país.

Ainda há uma lacuna entre o leste e o oeste, herança da divisão entre Alemanha Oriental e Ocidental. “Passado um quarto de século da Reunificação Alemã, o país ainda não é unitário em termos econômicos e demográficos”, afirma o estudo.

O leste da Alemanha apresenta um desenvolvimento abaixo da média, e a diferença entre leste e oeste, existente desde a Reunificação, voltou a aumentar nos últimos anos, aponta o documento. Em muitas áreas da antiga Alemanha Oriental, a renda familiar média é de 1.315 euros, enquanto que em regiões no sul e no oeste, ela chega a até 3.294 euros.

Além da diferença entre leste e oeste, há também uma discrepância entre o norte e o sul. Não apenas áreas da antiga Alemanha Oriental dependem de regiões fortes do sul do país, mas também do oeste e do norte. Já os estados da Baviera e de Baden-Württemberg, no sul, são particularmente bem-sucedidos.

Outro aspecto apontado pela Fundação Friedrich Ebert é que o leste da Alemanha está envelhecendo rapidamente, enquanto sobretudo regiões prósperas do sul do país e nos arredores de Hamburgo, no norte, têm mais crianças.
DW

G20: Saída da Grã-Bretanha da UE geraria ‘choque global’

Os ministros das Finanças do grupo que reúne as maiores economias do mundo – o G20 – fizeram um alerta de que a saída da Grã-Bretanha da União Europeia (UE) poderia representar um “choque” para a economia global.

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Os britânicos devem definir em referendo no dia 23 de junho se saem ou ficam no bloco europeu.

O alerta do G20 foi incluído na declaração conjunta divulgada neste sábado após um encontro de dois dias na China, na qual o ministro da Fazenda brasileiro, Nelson Barbosa, esteve presente.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, ressaltou em entrevista à BBC durante o evento, que a questão do referendo é de “extrema gravidade”.

“Os líderes financeiros das maiores economias do mundo deram seu veredito unânime dizendo que a saída da Grã-Bretanha seria um choque para a economia global. E se seria um choque para a economia global, imagina o que seria para a Grã-Bretanha”, disse. “Seria uma jornada aventureira pelo desconhecido (…). Isso é extremamente grave”.

Osborne negou que o governo britânico tenha pedido para o G20 incluir a questão do referendo em seu comunicado oficial.

“Há países na mesa (de negociações), como os Estados Unidos (…) e a China que francamente não fazem o que qualquer um pede para eles fazerem”, disse.

Segundo uma autoridade ligada a comitiva britânica, a questão teria sido levantada no encontro do G20 justamente pelos americanos e chineses, além de Christine Lagarde, presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI).

CAmeron (Getty)O premiê britânico David Cameron é a favor da permanência na UE
Image copyright Getty

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, do Partido Conservador, apoia a permanência do país na UE.

Há, porém, outros líderes do mesmo partido que são a favor de uma saída do bloco, como o prefeito de Londres, Boris Johnson

Para o ex-ministro das Finanças Nigel Lawson, o alerta do G20 não faz sentido porque 15 de seus membros nem sequer fazem parte da UE. “Os britânicos não vão gostar que o G20 diga o que eles devem fazer. E essa ideia de que a saída da Grã-Bretanha da UE pode causar um choque econômico é absurda”, disse.

“Quinze membros do G20 estão fora da UE e isso não causou choque econômico. Na realidade, a maior parte deles está indo melhor economicamente do que muitos membros da UE.”

Para o líder do Partido Independente do Reino Unido (Ukip), Nigel Farage, que também defende a saída do bloco europeu, o anúncio do G20 “não foi uma surpresa”.

“São camaradas se ajudando”, diz ele. “Isso não impressiona os eleitores.”
BBC

Economia: Rendição da Grécia, miséria do euro e do capitalismo

Humilhação imposta a Atenas é aviltante até nos detalhes. Mas esclarece algo: limitar-se à lógica da aristocracia financeira é o túmulo dos projetos transformadores.

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Os governantes da Europa que retornaram de Bruxelas a suas capitais, após a maratona de negociações que manteve a Grécia na zona do euro, com enorme custo para a soberania política do país, definiram um novo cenário político para o continente. Ele é ameaçador. Ao forçar o governo de Alexis Tripras a uma rendição abjeta – ignorando os pedidos de alguns de seus vizinhos, em particular a França – a Alemanha exerceu com estrondo, talvez pela primeira vez após a reunificação, seu poder no palco europeu.

Desde que o Syriza, partido grego de esquerda, foi eleito, em janeiro, sobre uma plataforma de acabar com as políticas de “austeridade” impostas pela União Europeia (UE), tornou-se óbvio que Angela Merkel, a chanceler alemã e governante de facto da Europa, reteve a chave que permitiria resolver a crise.

Por duas vezes nos últimos meses – primeiro em março e depois na semana passada – expressei a esperança de que a chanceler ultrapassasse a ideologia econômica conservadora alemã, uma espécie de “ordoliberalismo”, e os preconceitos germânicos contra os europeus do Sul. Ele poderia conceber uma solução que, embora obtendo concessões significativas do governo grego, preservasse os ideais de comunalidade e solidariedade que supostamente sustentam a UE. Tragicamente, a chanceler foi incapaz de corresponder ao desafio.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Ao invés de adotar o manto de uma estadista europeia, ela colocou-se ao lado de seu ministro de Finanças linha-dura, Wolfgang Schäuble, forçando Atenas a rastejar diante de seus credores, sob pena de deixar a zona do euro – uma opção à qual a sociedade grega se opunha. Agora que Tsipras voltou a Atenas, ele enfrenta a tarefa indesejável de persuadir o parlamento grego a aprovar o que talvez seja o acordo mais impositivo e invasivo entre uma nação avançada e seus credores desde a Segunda Guerra Mundial. Se o Parlamento grego recusar a ceder ao acerto, o país não receberá mais dinheiro, seu governo será forçado a dar calote em mais empréstimos, seus bancos entrarão em colapso e ele será forçado a lançar sua própria moeda.

Uma declaração de seis páginas emitida na tarde de segunda-feira pelos governantes da zona do euro estabeleceu os termos da rendição grega. O documento foi redigido em termos que parecem escolhidos para infligir humilhação máxima sobre Tsipras e seus companheiros do Syriza. Tome-se, por exemplo, o papel de um dos credores da Grécia, o Fundo Monetário Internacional (FMI), que muitos gregos culpam pelas políticas de “austeridade” impostas como condições, nos empréstimos de 2010 e 2012. Nas últimas duas semanas, à medida em ia sendo forçado a recuar em todos os pontos, Tsipras insistiu que, sob um novo acordo, a Grécia poderia ao menos ver o FMI pelas costas.

Ao contrário. A declaração frisa que quando estados-membros da zona do euro requerem assistência do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, em inglês – um fundo de resgate, baseado em Luxemburgo e estabelecido em 2012), eles estão obrigados a pedir ajuda ao FMI. “Esta é uma pré-condição para que o eurogrupo aceite um novo programa do ESM”, diz o texto, e prossegue: “Portanto, a Grécia requerirá apoio contínuo do FMI (monitoramento e financiamento) a partir de maço de 2016”.

E sobre a reestruturação da vasta dívida grega, que Tsipras também queria tornar parte do acordo? A declaração diz que o eurogrupo (essencialmente, os ministros de Finanças da eurozona) aceitam considerar a sustentabilidade da dívidas, mas apenas após a implementação, pela Grécia, dos termos do novo empréstimo, para satisfação das “instituições” que irão supervisioná-lo – ou seja, atemida “troika”, que reúne o Banco Central Europeu (BCE), a Comissão Europeia e o FMI.

“O eurogrupo permanece pronto a considerar, se necessário, possíveis medidas adicionais, visando assegurar que as necessidades de financiamento [da Grécia] permanecerão em nível sustentável”, diz a declaração. “Estas medidas estarão condicionadas à completa implementação das medidas a serem acordadas num possível novo programa, e serão consideradas após a primeira conclusão positiva de uma revisão”. Mesmo neste caso, as ações a ser consideradas serão modestas. “O encontro do euro frisa que reduções nominais da dívida não podem ser adotadas”, prossegue o texto.

Os credores aceitaram algum recuo num único aspecto. Modificaram ligeiramente uma proposta que obrigará a Grécia a transferir ativos nacionais avaliados em 50 bilhões de euros para um novo fundo de privatização, com sede fora da Grécia, administrado por estrangeiros e encarregado de leiloar bens pela melhor oferta. Quando o tema emergiu, no sábado, num documento interno do ministro das Finanças alemão que vazou, houve quem enxergasse a imposição como um objeto de barganha, suscitado para forçar concessões do Syriza em outras áreas.

De maneira alguma. Nas negociações da madrugada, entre Merkel, Tsipras, o presidente francês François Hollande e o presidente do Conselho Europeu, Donal Tusk, a chanceler alemã teria dito que o fundo era uma das “linhas vermelhas” da qual não recuaria. Sob pressão dos franceses e gregos, os alemães aceitaram ao final que localizar o fundo de privatização fora da Grécia seria uma humilhação muito extrema. Insistiram, no entanto, no essencial. A declaração emitida na segunda esclarece que o fundo terá sede em Atenas e será “gereniado pelas autoridades gregas, sob supervisão das Instituições Europeias relevantes”.

Exceto por esta mínima concessão, os gregos foram submetidos a uma lição cruciante sobre o funcionamento de uma zona monetária que, para muitos países europeus, converteu-se em camisa de forças. Os alemães têm as chaves dos cadeados que trancam as correias. No combativo estilo que o tornou famoso, Yanis Varoufakis, o ex-ministro das Finanças grego descreveu o acordo como um “novo tratado de Versalhes” e ligou-o a um “golpe de Estado”.

Tal linguagem deveria se usada com cuidado, ao descrever um continente que assistiu a tanto conflito, extremismo e ditadura. Não houve uma guerra, e a Grécia ainda é uma democracia. Mesmo agora, o parlamento grego tem poderes para rejeitar o acordo e coordenar uma retirada grega do euro. De fato, uma das críticas que podem ser feitas a Tsipras e Varoufakis é que eles não desenvolveram mais seriamente a opção de uma saída, durante os cinco meses que gastaram em disputas com os credores da Grécia. Apesar de todos os riscos e dificuldades que acompanhariam tal escolha, ela ofereceria o perspectiva de permitir à Grécia, ao fim, libertar-se e seguir seu próprio caminho.

Mas se o que aconteceu durante o fim de semana não equivale exatamente a um golpe, foi uma exibição rude de poder, por parte da Alemanha e uma lembrança apavorante da lógica impiedosa de uma união monetária dominada por credores e economia pré-keynesiana.Nas palavras de Paul De Grawe, um conhecido economista belga que ensina na London School of Economics, um “alicerce do futuro modo de governo” da zona do euro foi cimentado no fim de semana: “Submeta-se aodomínio alemão ou saia”. Nos próximos anos e décadas, a Alemanha corre o risco de descobrir que muitos europeus preferirão a segunda opção.
Por John Cassidy | Tradução: Antonio Martins

Economia: Grécia: Tsipras e Putin fecham acordo de 2.000 milhões para prolongar gasoduto russo

O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, conseguiu um acordo de 2.000 milhões de euros sobre a extensão do gasoduto russo na Grécia, um acordo que não é bem visto em Bruxelas.

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O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, conseguiu um acordo de 2.000 milhões de euros sobre a extensão do gasoduto russo na Grécia, um acordo que não é bem visto em Bruxelas.

Tsipras foi recebido por Vladimir Putin durante uma hora e meia, à margem do fórum económico internacional organizado pela Rússia, e disse esperar que este projeto, cujo financiamento será avançado por Moscou, abra a porta a “vastas possibilidades de cooperação”.

“Sabemos a situação difícil em que estão e em que o vosso povo se encontra”, afirmou por sua vez o chefe de Estado russo que se congratulou com o reforço “de iniciativa grega” da cooperação entre os dois países.

O protocolo, assinado pelo ministro grego da energia, Panagiotis Lafazanis, prevê prolongar o gasoduto TurkStream, entre a Rússia e a Turquia, até ao território grego a partir do próximo ano.

Se este acordo de princípio se confirmar, os trabalhos devem ser realizados por uma sociedade detida em partes iguais pela Rússia e pela Grécia mas financiada totalmente por um crédito do banco de desenvolvimento russo VEB, de acordo com o ministro russo da energia, Alexandre Novak.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A aproximação de Atenas a Moscou não se limita, no entanto, ao gás. Segundo o porta-voz do Kremlin Dmitri Peskov, citado pelas agências russas, os dois chefes de estado discutiram também meios para organizar a importação russa da produção agrícola grega, ainda que não esteja em causa dar uma ajuda financeira direta.

Este acordo surge num momento em que Atenas está num braço-de-ferro com Bruxelas para evitar um possível incumprimento de pagamentos por parte da Grécia, depois de os ministros das Finanças da zona euro terem estado reunidos no Luxemburgo na quinta-feira, num encontro que terminou sem acordo.

A menos de duas semanas de expirar o programa de assistência financeira do país e da data limite para a Grécia pagar 1,6 mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (ambas a 30 de junho), Atenas continua longe de chegar a um compromisso com os seus credores internacionais.

As reformas que mais afastam Atenas e credores prendem-se com cortes nas pensões, sobretudo nos complementos das reformas mais baixas, e subidas no IVA (imposto sobre o consumo, especialmente nos medicamentos e eletricidade). No excedente orçamental primário (que exclui os juros da dívida) há um entendimento no valor a alcançar, mas é preciso chegar a acordo quanto às medidas para lá chegar.

O Governo grego quer ainda uma estratégia para lidar com a elevada dívida do país, o que poderia ser feito através de uma nova reestruturação, uma solução que parece ser tema ‘tabu’ na Europa.

Sem acordo, a Grécia – com os cofres públicos praticamente sem dinheiro – fica à beira do descumprimento e mesmo de uma saída da zona euro (o famoso ‘Grexit’).

Analista diz que Alemanha planeja secretamente participar do BRICS

A ideia seria detonar cada vez mais o Dólar entrando para o BRICS; EUA temem que a potência da Europa entre para o grupo

O analista financeiro Jim Willie sensacionalmente afirma que a Alemanha está se preparando para abandonar o sistema unipolar apoiado pela NATO e os EUA em favor de unir as nações BRICS, e que é por isso que a NSA foi pego espionando Angela Merkel e outros líderes alemães.

Em entrevista à dos EUA Watchdog Greg Hunter, Willie, um analista de estatística que tem um PhD em estatísticas, afirmou que a verdadeira razão por trás do recente escândalo de vigilância da NSA segmentação Alemanha foi centrado em torno do medo dos Estados Unidos de que o grande centro financeiro da Europa está olhando para escapar a partir de um colapso do dólar inevitável.
“Eu acho que eles estão olhando para obter detalhes sobre ajudar a Rússia sobre dumping ao dólar. Eu acho que eles estão à procura de detalhes para um movimento secreto para a Alemanha para fugir do dólar e juntar os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Isso é exatamente o que eu acho que eles vão fazer “, disse Willie.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
No início deste mês, os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), anunciou a criação de um novo $ 100.000.000.000 dólar anti-dólar alternativa banco FMI a ser baseada em Xangai e presidido por Moscou.
Putin lançou o novo sistema, dizendo que foi projetado para “ajudar a prevenir o assédio dos países que não concordam com algumas decisões de política externa feitas pelos Estados Unidos e seus aliados,” um sinal claro de que a Rússia e outros países do BRICS estão se movendo para criar um novo sistema econômico que é contraditório com o FMI eo Banco Mundial.
Oferecendo uma visão sobre a atitude da elite ocidental em relação à Rússia, comentários feitos por nomes como o ex-embaixador americano no Iraque Christopher R. Hill sugerem que Moscou está cada vez mais sendo visto como um Estado pária. Em abril, Hill disse que a resposta da Rússia à Ucrânia crise fez com que Moscou tinha traído a “nova ordem mundial” tem sido uma parte de nos últimos 25 anos.
Em outro sinal de que as nações BRICS estão se movendo para criar um modelo inteiramente novo multi-polar contraditório para o oeste, os cinco países também estão construindo um backbone de Internet alternativa que irá contornar os Estados Unidos, a fim de evitar a NSA de espionagem.
Willie também liga o movimento da Alemanha para a filmagem da semana passada para baixo da Malásia Airlines Flight 17, que tem sido explorada por os EUA e Grã-Bretanha para pressionar por sanções mais severas sobre a Rússia, apesar do fato de que eles tiveram pouco efeito até agora e só parecem ser prejudicar os interesses comerciais dos países da Europa continental.
“Aqui está o grande, grande conseqüência. Os EUA estão basicamente dizendo Europa você tem duas opções aqui. Junte-se a nós com a guerra contra a Rússia. Junte-se a nós com as sanções contra a Rússia. Junte-se a nós em constante guerra e conflitos, isolamento e destruição à sua economia e da negação do seu abastecimento de energia e remoção de contratos.
Junte-se a nós com esta guerra e sanções, porque nós realmente gostaria que você mantenha o regime dólar indo. Eles vão dizer que estava cansado do dólar. . . . Estamos empurrando Alemanha. Não se preocupe com a França, não se preocupe com a Inglaterra, se preocupar com a Alemanha. Alemanha tem 3.000 empresas que fazem negócios ativo no momento. Elesnão vão se juntar a sanções-período. ”
Portal americano Info Wars

A Europa é a principal ameaça para a economia mundial?

A zona do euro dá sinais de desalento. O pacote de austeridade implementado após a crise não funcionou, o desemprego segue em níveis recorde, dois de seus principais países, França e Itália, estão em recessão, o fantasma da deflação avança e o conflito na Ucrânia parece não ter fim.

Euro | Crédito: AFP

Desemprego na Zona do euro atinge níveis recorde

Nem sequer o motor da economia alemã foi suficiente para estancar a queda de crescimento nos 18 países que usam o euro como moeda.

De abril a julho, a economia alemã contraiu 0,2%. A Zona do euro, por sua vez, teve crescimento nulo (0%).

A última tentativa de reverter tal cenário foi tomada na quinta-feira, 4, quando o Banco Central Europeu (BCE) anunciou um pacote para estimular os empréstimos no bloco e evitar a recessão.

Cerca de 1 trilhão de euros (R$ 3 trilhões) podem ser injetados na economia.

Além disso, os juros caíram mais uma vez, passando de 0,15% ao ano para 0,05% ao ano. Os detalhes da operação, contudo, só serão conhecidos no mês que vem.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Segundo Simon Tilford, vice-diretor do Centro para a Reforma Europeia, entidade sediada em Londres, o euro tornou-se “o elo mais fraco” da economia global.

“O único atenuante é que o mundo acabou se adaptando a uma crise de anos. Mas a Zona do euro é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos e tem um impacto direto sobre outras regiões”, disse ele à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

Austeros x Keynesianos

A nível global, a zona do euro é a região que registrou o pior crescimento em 2013 e que também deve crescer menos neste ano e no próximo, bem abaixo dos Estados Unidos, dos emergentes asiáticos ou da África Subsaariana.

A região também vive um dilema do ponto de qual modelo econômico seguir. Os europeus estão polarizados entre a austeridade imposta pela Alemanha (com o apoio da Holanda, Áustria, Finlândia e até Espanha) e o aumento do gasto público defendido por França e Itália (apoiados por Portugal e Grécia) para combater os efeitos da crise.

A recente turbulência no gabinete do presidente francês, François Hollande, é o melhor exemplo de como essa dicotomia austero-keynesiana se reflete em cada país.

No caso da França, o “socialismo liberal” do novo ministro da Economia, Emmanuel Macron, acabou se sobrepujando ao modelo keynesiano-intervencionista encarnado pelo ministro de Renovação Industrial, Arnaud Montebourg.

Trabalhadores espanhóis | Crédito: AFP

Desemprego na Zona do euro atinge níveis recorde

“A mudança que François Hollande defendia em conjunto com a Itália e a Espanha para combater a austeridade defendida pela Alemanha não aconteceu. O resultado é que a austeridade de Angela Merkel segue fortalecida. O problema é que essa austeridade também não tem dado muito resultado”, diz Tilford.

Cúpulas

A vitória frágil da austeridade aconteceu na última cúpula dos 28 países da União Europeia (18 da Zona do euro mais dez que mantiveram suas moedas), no final de agosto.

Diante dos dados econômicos negativos e o risco de agravamento da crise, os líderes europeus defenderam, no início do encontro, a necessidade de medidas urgentes.

Mas em que consistiram as medidas aprovadas?

No próximo dia 7 de outubro, vai ser realizada uma nova cúpula, a terceira em menos de um ano sem resultados expressivos.

Os encontros cada vez mais constantes se devem em grande parte à necessidade de os líderes europeus responderem ao público interno ante as suas promessas, por necessidade ou convicção, sob as bandeiras da austeridade ou do keynesianismo.

O problema é que o tempo está se esgotando, pelo menos economicamente.

A crise europeia, que começou nos setores bancário e financeiro (2008) e se tornou soberana, é hoje, também, uma crise de crescimento.

Alemanha, França e Itália, que juntas respondem por dois terços do PIB na área do euro, estão ou à beira de uma recessão (Alemanha), ou estagnada (França) e com quase nenhum crescimento desde o lançamento do euro há 15 anos (Itália).

O restante não pode compensar a queda dos três gigantes e nenhuma estratégia alternativa se vislumbra no horizonte.

“Não há investimento estatal porque a austeridade fiscal reina. Não há investimento privado porque o setor só quer se endividar novamente quando tiver certeza que a crise já passou. Já os consumidores não estão gastando por causa das dívidas acumuladas e pela cautela frente à atual conjuntura econômica. O resultado é que não há como retomar o crescimento”, diz Tilford.

Para piorar a situação, o think-tank DER estima que a crise na Ucrânia poderia custar para a Europa cerca de 400 bilhões (R$ 1,1 trilhão) devido às perdas resultantes das exportações, do financiamento do Estado ucraniano e dos negócios no setor de energia. O país mais atingido seria a Alemanha.

BMW | Crédito: Reuters

Economia alemã dá sinais de desaceleração

Super Mario?

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, reconheceu que a política atual não estava dando o resultado esperado em uma conferência da autoridade monetária no último dia 22 de agosto.

Draghi disse que faria “tudo o que fosse necessário” para evitar uma queda maior da inflação (também chamada de “deflação”).

A declaração lembrou outra intervenção bem sucedida do italiano em 2012, quando discorreu sobre como as taxas de juros da Itália e da Espanha poderiam colocar em risco a sobrevivência da Zona euro.

A declaração valeu-lhe o apelido “Super Mario”. O dilema agora é se Draghi conseguirá reproduzir os feitos do personagem que lhe inspirou na economia real.

Em junho, o BCE cortou novamente as taxas de juros, que estão em seu nível mais baixo desde que a criação do euro, e prometeu empréstimos mais baratos a bancos para aumentar o volume de crédito à produção e o consumo.

Mas a luta que Draghi trava com a Alemanha no BCE diz respeito ao afrouxamento monetário, conhecido em inglês como “quantitative easing”.

Protestos na Espanha | Crédito: AFP

Protestos eclodiram nas principais cidades europeis contra as medidas de austeridade

Por esse sistema, o banco central europeu compra títulos de governos na mão de bancos privados para aumentar a liquidez dessas instituições e permitir-lhes ter dinheiro para emprestar, o que, em última análise, ajuda a movimentar a economia.

A política vem sendo aplicada nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Japão, com resultados distintos.

Parte desse capital adicional impulsionou o crédito, mas também levou à especulação financeira, especialmente nos chamados países emergentes, incluindo o Brasil e Chile, causando instabilidade nos mercados.

Sobrevivência do euro

Diante desse cenário, o fantasma de uma eventual dissolução da zona do euro – prenunciada com a crise da dívida soberana em 2010 – volta a rondar a região.

Entre as razões pelas quais isso ainda não aconteceu estão o custo multimilionário e a extrema instabilidade que seria trazida com a re-adoção das moedas nacionais (fraco, peseta, lira, marco alemão, etc).

No entanto, em sua edição de agosto, para marcar os dez anos de criação da moeda comum europeia, a revista britânica The Economist afirmou que o perigo ainda está no ar.

“Se o euro continuar a trazer estagnação, desemprego e deflação, as pessoas vão acabar por abandoná-lo. O risco que um ou mais países optem por esse caminho cresce a cada dia”, assinalou a revista.

Mario Draghi | Crédito: Getty

Presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi ganhou o apelido de ‘Super Mario’

Essa crise política se manifestou nas eleições para o Parlamento Europeu em maio deste ano com o crescimento de partidos extremistas e xenófobos, de um lado, e com apostas sobre uma Europa sem o euro, de outro.

Tilford, do Centro para a Reforma Europeia, diz acreditar que o euro só sobreviveu até agora porque não houve “crises políticas graves”.

“Houve protestos, novos movimentos e partidos, mas nada que não seja administrável”, diz.

“É uma faca de dois gumes, pois criou uma complacência na classe política que parece esperar que, de uma forma ou de outra, que essa situação se resolverá sozinha. O resto do mundo terá que conviver por mais tempo com crise na Zona do euro”.
Marcelo Justo/Da BBC Mundo

Margareth Thatcher, Pinhochet, Mandela, Euro e Epitáfios

EpitáfioBlog do Mesquita1. Estou muito consciente que você (Augusto Pinochet) trouxe de volta a democracia ao Chile. Quero agradecer por você começar uma nova era no Chile, uma era fundada em democracia verdadeira”
2. “Nelson Mandela é um terrorista”
Frases de Mrs. Thatcher

1 A. Considerar Pinhochet um democrata, e ser incensada por uns que hoje consideram Chávez, eleito é pleito fiscalizado por Jimmy Carter, como ditador, é um dos problemas próprios dos que padecem da cegueira ideológica, de todas as vertentes, e que tendem a só olhar para um único ponto que lhes seja conveniente.
Por isso é que que abomino indignação seletiva.

2 A. Quanto a Mandela, consta que Mrs. Thacher, posteriormente participou de esforços diplomáticos para a libertação do líder sul-africano, mas, no meu entender, a ação meritória, pesquisarei o fato, não invalida o destempero verbal infeliz e mentiroso, mas perfeitamente viável vindo de quem veio.

3. No campo econômico ela tomou medidas necessárias à época, considerando-se o momento em que se encontrava a economia britânica. No entanto, se por catequese dela, ou por primária absorção catequética, governantes outros aplicaram o que se convencionou adjetivar de “Thatchismo”.

4. A meu sentir o resultado foi a “debacle” econômica da Europa que se vê atualmente. Penso que só assim, aplicação generalizada do “Thachismo”, é que se chegou ao ponto de uma ‘ilhotinha’ como Chipre, colocar a economia mundial de joelhos rogando preces a todos os santos e oráculos.


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Economia, euro, capitalismo e trabalho

A mudança social na Europa e a economia brasileira
A Espanha é um exemplo importante da mudança que está ocorrendo nos países da periferia do capitalismo europeu.

Carlos Frederico Alverga

Depois da especulação imobiliária e hipotecária que provocou a quebra das principais instituições financeiras espanholas, as quais foram socorridas por cerca de 40 bilhões de euros da União Européia, o governo espanhol tratou de baixar um pacote de ajuste fiscal aumentando impostos e reduzindo os gastos públicos, incluindo cortes no seguro desemprego, aumento do copago (parcela do preço do medicamento paga pelo cidadão), privatização da saúde, supressão da gratificação natalina dos servidores públicos etc, medidas dessa natureza para assegurar a existência de recursos para o pagamento do serviço da dívida pública, cujos títulos estão em mãos, principalmente, dos bancos alemães.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Juntamente com isso, têm sido aprovadas reiteradas reformas que reduzem ou flexibilizam os direitos trabalhistas, de modo a baratear tanto a contratação quanto, principalmente, a demissão dos trabalhadores, medidas que estimulam a contratação temporária e a precarização dos empregos, além de enfraquecer tanto os sindicatos quanto a negociação coletiva.

Como os países da Zona do Euro não podem mais desvalorizar a moeda, a forma que encontram para aumentar a competitividade internacional dos produtos que fabricam é reduzir ao máximo os custos trabalhistas. Pensam que só assim poderão ter um mínimo de chance para concorrer com produtos fabricados na China, onde a mão de obra é baratíssima e os direitos trabalhistas não existem. A China pratica um dumping escancarado, além de manter a moeda demasiadamente desvalorizada para favorecer suas exportações, sem que a OMC a sancione de forma mínima.

Capitalismo

Essa sucessão de medidas demonstra a força do fator capital e a debilidade do fator trabalho no capitalismo contemporâneo, bem como o desmantelamento do sistema de proteção social dos países do Sul europeu. Toda a parte do Tratado da União Européia (UE) que trata de direito laboral e da proteção social é formada por regras do tipo “soft law”, ou seja, direito não vinculante que os Estados membros não são obrigados a obedecer.

As sucessivas reformas trabalhistas na Espanha têm sido realizadas de modo a fortalecer o poder privado unilateral do empresário individual para encerrar a relação contratual de assalariamento e enfraquecer o poder coletivo das entidades sindicais e da negociação coletiva.

Uma diferenciação importante a fazer é que, na Europa, a tradição sempre foi a da negociação coletiva direta entre patrões e empregados por meio das respectivas entidades sindicais, na elaboração dos chamados convênios coletivos, sem que houvesse Lei estabelecendo os direitos trabalhistas, como ocorre na CLT no caso do Brasil. Isso porque, até há algum tempo atrás, os sindicatos eram fortes na Europa e fracos no Brasil, onde ainda são débeis.

Fim do diálogo

A tradição européia é de diálogo social, mas, com o triunfo político do neoliberalismo e a adesão da social democracia ao ideário neoliberal, o poder privado unilateral do empresariado está cada vez mais forte e os sindicatos cada vez mais fracos, e a decorrência disso é que os trabalhadores europeus estão cada vez mais próximos de se tornarem desempregados, inclusive com menos seguro desemprego, enquanto os bancos espanhóis são salvos pelo dinheiro da União Européia.

É um pesadelo o que está acontecendo para os espanhóis que vivem de salário, inclusive os servidores públicos. A verdade é que, infelizmente, toda essa sorte de acontecimentos vai chegar ao Brasil, e nós, trabalhadores brasileiros, seremos as vítimas.
Tribuna da Imprensa