Twitter é o primeiro a medir os estragos das grandes catástrofes

O Twitter serve para importunar e assediar, mostrando a cara ou escondido atrás do avatar. Pode ser a mais banal das distrações, mas também ajuda a saber, em meio ao caos posterior a uma catástrofe natural, quais áreas afetadas foram mais danificadas e medir os estragos com precisão. Além disso, consegue detectá-los antes da chegada das equipes de reconhecimento.

Destruição após o furacão Sandy nos EUA, em 2012. REUTERS LIVE

Atrás do barulho das conversas na rede social se esconde um termômetro preciso e prático. Quanto maior a gravidade de um desastre em uma região concreta (um bairro de uma cidade, por exemplo) cada tuiteiro que vive nela publica mais mensagens na rede. A relação direta, confirmada por um estudo publicado na sexta-feira na revista Science Advances, também pode ser vista do outro lado: se o Twitter mostra certos sinais de agitação entre os afetados por um desastre logo após este ocorrer, é possível saber quais lugares foram mais atingidos e, desta forma, permite realizar estimativas do custo econômico dos estragos em pouco tempo.

O Twitter emite um alerta sobre as regiões mais afetadas pelo furacão, mas é preciso saber visualizá-lo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“A rede social é um dos primeiros veículos de comunicação utilizado pelos afetados nos países mais desenvolvidos para comunicar que algo mais grave está acontecendo”, diz Esteban Moro, matemático especializado em sistemas complexos da Universidade Carlos III de Madri, que participou da pesquisa.

“O bom das redes sociais é que nós [os cientistas] contamos com sensores do lado de fora [seus usuários] que dão informação a todo momento: mensagens, fotos, vídeos. Saber como utilizar esses sensores para extrair informação em tempo real é valioso, mas podemos até mesmo nos antecipar a alguns problemas prevendo o que vai acontecer graças a essa informação”. Os pesquisadores, entretanto, se mostram cautelosos e afirmam que seu método é somente “uma ajuda a mais” a quem também avalia catástrofes.

O fenômeno pesquisado pelo estudo é o furacão Sandy, que devastou a Costa Leste dos Estados Unidos e o Canadá em 2012, ceifou a vida de 219 pessoas e causou 50 bilhões de dólares (180 bilhões de reais) em perdas. “Vimos que, depois da chegada do Sandy em Nova York, foram publicados mais tuítes por pessoa nas áreas que, mais tarde, foram comprovadamente as mais afetadas”, diz Manuel Cebrián, outro autor do estudo, de seu laboratório de Dinâmicas Humanas em Melbourne (Austrália).

Ele ressalta que essa correlação não aparece dois ou três dias depois, “quando outras fontes já tiveram tempo de realizar o cálculo dos estragos”, e sim com um intervalo de “três ou quatro horas”.

O Twitter emite um alerta sobre as áreas que mais precisam de ajuda, mas é preciso saber visualizá-lo. Os pesquisadores analisaram centenas de milhões de tuítes em 50 áreas metropolitanas dos Estados Unidos. Sabiam que existia uma relação entre a rota do furacão e o aumento da atividade da rede social dos habitantes da região.

Mas ficaram surpresos com a força da relação com seu impacto de uma variável “pouco convencional” como o tipo de sentimentos (de muito negativos a muito positivos) e outras mais quantitativas (o número de tuítes por pessoa e os tuítes totais). Os pesquisadores confrontaram esses dados com os das seguradoras que mais tarde visitaram as áreas e fixaram em dólar o impacto dos estragos.

“A novidade do estudo é que, a partir da opinião subjetiva das pessoas, é possível antecipar o estrago objetivo causado”

Usar os dados não foi tarefa fácil: “Se naturalmente já existe ruído e confusão no Twitter, imagine os criados em uma situação como a que nós estudamos, com pessoas atingidas por uma catástrofe e que tuítam em meio a ela”, comenta Manuel Cebrián. Por isso, primeiro precisaram identificar no caudal do Twitter as mensagens que se referiam a essa circunstância e delas, as que vinham dos afetados.

Depois, resgataram as que se dirigiam à Administração para pedir ajuda. Por último, homogeneizaram os dados de milhares de relatórios de peritos, que fixavam as indenizações. “São três realidades que agora sabemos que estão diretamente relacionadas: o que as pessoas acreditam que está acontecendo, o que realmente está acontecendo, e o que o Twitter captura”, frisa o pesquisador, que trabalha para o principal órgão de pesquisa da Austrália, o CSIRO. “A novidade do estudo é que, a partir da opinião subjetiva das pessoas, podemos antecipar o estrago objetivo causado”, afirma com convicção.

Estragos (em dólares per capita) em cada distrito.
Estragos (em dólares per capita) em cada distrito. Y. Kryvasheyeu / E. Moro / M. Cebrián
Número de tuitadas enviadas por cada 100.000 habitantes em cada distrito.
Número de tuitadas enviadas por cada 100.000 habitantes em cada distrito. Y. Kryvasheyeu / E. Moro / M. Cebrián

Distrito a distrito

O estudo, além disso, permite o desenho de mapas muito detalhados, chegando até mesmo ao nível dos códigos postais. Acertar a resolução desse mapa foi uma das tarefas mais difíceis enfrentadas pela equipe de pesquisadores. Reconhecem que não inventaram nenhum método estatístico novo (os cálculos necessários já existiam muito antes do Twitter), mas precisaram aperfeiçoá-los. “Tentamos extrair dados e relações na escala de códigos postais, mas é preciso tomar cuidado, por verificar tão detalhadamente cada pequena área, podemos não obter dela dados suficientes para tirarmos conclusões sólidas”, diz Manuel Cebrián. Para a sorte do estudo, o Twitter lança “um volume enorme” de dados de regiões como as atingidas pelo Sandy, onde a rede social está tão implantada.

Mesmo assim, a equipe levou “meses” para comprovar qual era o nível máximo de detalhes que poderiam se permitir: a região, a cidade e o bairro. E não em uma só cidade, mas nas 50 dos Estados Unidos analisadas pelo estudo e comparadas entre si pelos pesquisadores para demonstrar que o termômetro é eficaz em qualquer lugar em que for aplicado. Também estenderam a análise do furacão a outros fenômenos (inundações, tornados, terremotos e até mesmo um movimento de terra), mas sempre em território norte-americano. “A geografia dos EUA é muito variada, mas podemos inferir que nossa medição funcionar em diversos lugares e para diferentes desastres”, confirma Cebrián.

Uma vez criado o método, o passo seguinte é aplicá-lo em outros pacientes. Os pesquisadores se atrevem a generalizar seu uso para qualquer região com uma geografia, demografia e nível econômico semelhantes aos Estados Unidos; “como a Europa e talvez a Austrália”, diz Manuel Cebrián. Para outras regiões do planeta, o pesquisador se mostra cauteloso porque, em sua opinião, não basta saber que o nível de penetração do Twitter é alto em uma área para se ter a certeza de que é possível aplicar o termômetro quando ela sofrer um desastre.

A REDE SOCIAL QUE ANTECIPA O DESEMPREGO

Manuel Cebrián e Esteban Moro já utilizaram o Twitter para antecipar a evolução do emprego em cada província espanhola e agora colaboram com a UNICEF para modificar o modelo e aplicá-lo no sudeste asiático.

Pode causar surpresa o fato de que em lugares tão castigados pela pobreza e com pouca penetração social das redes é possível utilizar um método baseado no Twitter, mas Manuel Cebrián pede para que seja visto de outra forma: “Justamente porque existem menos medidores padrão nesses países, como as estatísticas e as pesquisas de desemprego da Espanha, os dados não convencionais como os das redes podem ocupar seu espaço e suprir em parte essa carência”
El País

Governos que enganam a si mesmos

O problema endêmico da quantificação e manipulação estatística de dados nas economias centralizadas.

Governos que enganam a si mesmos
Funcionários sabem que seus empregos (e às vezes suas vidas) dependem de atingir essas metas e, assim, os números são alterados (Foto: Wikimedia)
No final da década de 1980, Mikhail Gorbachev tentou corajosamente recuperar a economia da antiga União Soviética, bastante deteriorada em comparação com a situação econômica dos países ocidentais.
Mas como Robert Service revelou em seu livro The End of the Cold War: 1985-1991, nem mesmo Gorbachev percebeu o estado tão crítico da economia soviética. Service teve acesso aos registros das reuniões do Politburo.
A partir da leitura desses documentos ficou evidente que os números oficiais das despesas com defesa em proporção ao PIB haviam sido subestimados. Em geral, as estatísticas não eram confiáveis.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
Em determinada ocasião, os negociantes de armas soviéticos tentaram fazer um acordo com Ronald Reagan e descobriram constrangidos que não sabiam quantos mísseis nucleares o país tinha.

Esse problema é endêmico em  países com economias centralizadas. Os governos estabelecem metas no seu escalão superior; os burocratas e funcionários do partido sabem que seus empregos (e às vezes suas vidas) dependem de atingir essas metas e, assim, os números são alterados para cumpri-las. Além disso, quase sempre as metas estão erradas.

No final da década de 1980, a maioria dos países ocidentais substituiu a economia baseada na produção industrial por uma concentração maior no setor de serviços, mas a antiga União Soviética continuou obcecada com a produção de ferro e aço.

O colapso dos preços da energia expôs os problemas reais da economia.

Gorbachev não estava disposto a dar ajuda financeira aos países comunistas do Leste Europeu,  nem para seu mérito eterno, de fazer uma intervenção militar para apoiá-los.

Por fim, os cidadãos desses países conseguiram depor seus governantes.

A Argentina e a Venezuela são exemplos recentes da manipulação de dados econômicos. No caso da Argentina, o governo Kirchner alterou sistematicamente os índices da inflação.

A Venezuela, um país com grandes reservas de petróleo, administrou tão mal a economia que agora enfrenta um enorme déficit orçamentário, uma inflação galopante e a falta de produtos básicos de consumo nas prateleiras dos supermercados.

E os que tentaram mostrar os números reais foram acusados de ajudar os especuladores estrangeiros.
The Economist-Self-deluding governments

Brasil e violência: números estarrecedores

Violência urbana Homicídios Blog do MesquitaApavorantes estatísticas comparativas.
Por Pedro Valls Feu Rosa ¹

Quem não se lembra do filme “Apocalypse Now“, um clássico dirigido por Francis Ford Coppola retratando os horrores da Guerra do Vietnã?

Eram cenas chocantes mostrando helicópteros sendo derrubados a tiros de metralhadora e pessoas morrendo como moscas.

Naquela guerra o exército norte-americano lutou ferozmente durante dez longos anos, perdendo 58.198 soldados. Enquanto isso, só no ano de 2003, o pacífico Brasil, que não estava em guerra, perdeu 51.043 filhos assassinados pelas suas ruas.

Há também a Segunda Guerra Mundial, reputada o maior conflito da história. O exército norte-americano lutou praticamente no mundo inteiro – desde os campos da Europa até o Oceano Pacífico. Enfrentou desde os tanques de guerra nazistas até os kamikazes japoneses.

Nesta guerra, que durou uns cinco anos, os Estados Unidos perderam 291.557 soldados em combate. Enquanto isso, entre 2002 e 2006, 243.232 brasileiros morreram assassinados em nossas cidades, que vivem em paz.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

E que dizermos da Primeira Guerra Mundial? Em uns quatro anos de conflito encarniçado pelas trincheiras da Europa, 53.402 soldados norte-americanos foram mortos em combate. Enquanto isso, só no ano de 2005, a população brasileira assistiu 47.578 homicídios, algo espantoso para um país que vive em paz!

Diante destes dados resolvi fazer umas contas. Verifiquei quantos soldados norte-americanos morreram em combate na Guerra do México, Guerra Hispano-Americana, I Guerra Mundial, II Guerra Mundial, Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã, Guerra do Golfo, Guerra do Iraque e Guerra do Afeganistão.

Cheguei a 666.056 baixas ao término de uns 34 anos de batalhas terríveis. Enquanto isso, em apenas 16 anos (1990 a 2006), 697.668 civis brasileiros morreram a tiros, facadas ou pauladas pelas ruas deste tranquilo país.

Já horrorizado diante destes números, fiz mais alguns cálculos e constatei algo assustador: o Exército dos Estados Unidos em guerra perde uma média de 53,67 soldados por dia. Já o Brasil, usufruindo de uma paz absoluta, perde 119,46 habitantes assassinados por dia – mais do que o dobro! Talvez devêssemos nos alistar nas Forças Armadas dos EUA – lá deve ser mais seguro e menos violento!

Voltei às planilhas.

Constatei que nos cerca de cinco anos da Segunda Guerra Mundial, a pior de todos os tempos, o número de soldados mortos em combate dos exércitos da Bélgica, Bulgária, Canadá, Tchecoslováquia, Dinamarca, Grécia, Holanda, Noruega, Austrália, Índia, Nova Zelândia e África do Sul somados foi de 166.914. Nós não precisamos de cinco anos de guerra para tanto – só entre 2000 e 2003 enterramos, absolutamente em paz, 193.925 compatriotas!

Durante aqueles cinco anos de guerra a França, invadida pelos nazistas, perdeu 201.568 soldados. A Itália, sob Mussolini, 149.496. E o Brasil, durante cinco anos de paz e sossego (2001 a 2005), viu serem brutalmente assassinados 244.471 civis.

Fico a lembrar da imagem de um helicóptero da Polícia abatido a tiros em pleno Rio de Janeiro.

Dentro daquela frase de Victor Hugo, segundo quem “as ilusões sustentam a alma como as asas a um pássaro”, ficamos a defender o orgulho nacional dizendo ter sido aquele um episódio isolado. Sustentamos, com o peito inflado por um falso patriotismo, que normalmente este imenso país vive em paz. Em paz? Só se for aquela famosa “paz dos cemitérios”.

¹Pedro Valls Feu Rosa é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo

Internet: Estatísticas, dados e projeções atuais sobre a Internet no Brasil

Segundo o Ibope Media, somos 94,2 milhões de internautas tupiniquins (dezembro de 2012)[1], sendo o Brasil o 5º país mais conectado[2].

De acordo com a Fecomércio-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011[3]. O principal local de acesso é a lan house (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet[4].[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Internautas ativos

50,7 milhões de usuários acessam regularmente a Internet[5]. 38% das pessoas acessam à web diariamente; 10% de quatro a seis vezes por semana; 21% de duas a três vezes por semana; 18% uma vez por semana. Somando, 87% dos internautas brasileiros entram na internet semanalmente[6].

Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope//NetRatings, o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais.[7].

Gráfico exibindo o crescimento da internet nas residências, com uma penetração de 8,6% em 2001 até 20,4% em 2007

Tempo médio de navegação

Desde que esta métrica foi criada, o Brasil sempre obteve excelentes marcas, estando constantemente na liderança mundial. Em julho de 2009, o tempo foi de 48 horas e 26 minutos, considerando apenas a navegação em sites. O tempo sobe para 71h30m se considerar o uso de aplicativos on-line (MSN, Emule, Torrent, Skype etc)[8]. A última marca aferida foi de 69 horas por pessoa em julho de 2011[9].

Comércio eletrônico

Em 2008 foram gastos R$ 8,2 bilhões em compras on-line[10]. Em 2009, mesmo com crise, foram gastos R$ 10,6 bilhões[11]. 2010 fechou com R$ 14,8 bilhões, atingindo 1/3 de todas as vendas de varejo feitas no Brasil[12] e em 2011 foram gastos R$ 18,7 bilhões[13]. Ainda assim, apenas 20% dos internautas brasileiros fazem compras na internet; aqueles que ainda não compram, não o fazem por não considerar a operação segura (69%) ou porque não confiam na qualidade do produto (26%)[14].

Publicidade on-line

A internet se tornou o terceiro veículo de maior alcance no Brasil, atrás apenas de rádio e TV[15]. 87% dos internautas utilizam a rede para pesquisar produtos e serviços[16]. Antes de comprar, 90% dos consumidores ouvem sugestões de pessoas conhecidas, enquanto 70% confiam em opiniões expressas online[17].

Venda de Computadores

São 60 milhões de computadores em uso, segundo a FGV, devendo chegar a 100 milhões em 2012[18]. 95% das empresas brasileiras possuem computador[19]. A difusão da Internet está diretamente associada ao crescimento do número de computadores, que têm suas vendas impulsionadas pelos seguintes fatores: aumento do poder aquisitivo, crescimento do emprego formal e do acesso ao crédito, avanço da tecnologia, baixa do dólar e isenção de PIS e Cofins sobre a venda de computadores e seus componentes[20].

Banda larga

Modem com LEDs acessos
Foto: Declan Jewell

Atingimos 10,04 milhões de conexões em junho de 2008: um ano e meio antes do previsto, já que essa era a projeção para 2010[21]. Quanto ao volume de dados, o incremento foi de 56 vezes de 2002 até 2007. E a projeção é de um aumento de 8 vezes até 2012[22]; o número de conexões móveis cresceu de 233 mil para 1,31 milhão em um ano[23]; Sistemas gratuitos de banda larga sem fio (Wi-Fi) funcionam nas orlas de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon, nos Morros Santa Marta[24] e Cidade de Deus[25] e em Duque de Caxias[26]. Estão nos planos: São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Nilópolis, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Cantagalo e 58km da Avenida Brasil[27], todos no Rio de Janeiro.

13% dos internautas brasileiros tem uma velocidade de banda larga de 128 a 512 Kbps; 45% tem 512 Kbps a 2 Mbps; 27% usa 2 Mbps a 8 Mbps[28] Se compararmos com os números de outubro de 2011, perceberemos a migração dos usuários para velocidades superiores.

Resoluções de tela

Desde agosto de 2008, fazemos um estudo informal sobre a resolução de tela utilizada pelo internauta brasileiro. Hoje, nota-se que as resoluções estão cada vez mais pulverizadas. O negócio agora é o design adaptável!

Média brasileira de resolução de tela – Abril/2012
Largura Agosto/2008 Agosto/2009 Abril/2010 Abril/2012 Total internacional[29]
até 800px 15% 7,73% 4,10% 1,50%
até 1024px 65,1% 47,88% 45,48% 26,69% 18,09%
até 1280px 19,9% 30,16% 34,57% 17,93% 20,45%
até 1440px 5,80% 7,32% 30,79% 23,47%
até 1920px 4,44% 3,53% 5,62% 12,50%

Navegadores

Outra importante referência: qual navegador os brasileiros andam usando? Veja a tabela abaixo, ligue o fod@-se pro IE6 e seja mais feliz!

Navegadores utilizados pelos brasileiros – Abril/2012
Navegador Agosto/2009 Abril/2010 Abril/2012 Internacional[30]
Chrome 4,20% 11,10% 41,64% 25,30%
Firefox 28,42% 33,18% 20,80% 24,30%
IE8 14,09% 21,62% 15,00% 12,70%
IE9 12,86% 10,72%
Safari 0,91% 2,21% 4,13% 6,40%
IE7 30,59% 23,05% 1,87% 5,38%
IE6 21,38% 8,35% 0,50%
Opera 0,41% 0,49% 0,45% 2,10%

Segundo dados da Net Applications, em março de 2011 o mercado estava assim dividido: Internet Explorer (56,77%), Firefox (21,74%), Chrome (10,93%)[31].

Desigualdade Social

A desigualdade social, infelizmente, também tem vez no mundo digital: entre os 10% mais pobres, apenas 0,6% tem acesso à Internet; entre os 10% mais ricos esse número é de 56,3%. Somente 13,3% dos negros usam a Internet, mais de duas vezes menos que os de raça branca (28,3%). Os índices de acesso à Internet das Regiões Sul (25,6%) e Sudeste (26,6%) constrastam com os das Regiões Norte (12%) e Nordeste (11,9%)[32].

No Mundo

O número de usuários de computador vai dobrar até 2012, chegando a 2 bilhões. A cada dia, 500 mil pessoas entram pela primeira vez na Internet[33] e são publicados 200 milhões de tuítes[34]; a cada minuto são disponibilizadas 48 horas de vídeo no YouTube[35]; e cada segundo um novo blog é criado[36]. 70% das pessoas consideram a Internet indispensável[37]. Em 1982 havia 315 sites na Internet[38]. Hoje existem 174 milhões[39].

© 2007-2013 Leonardo Antonioli. Alguns direitos reservados. Entre em contato.

A imagem dos fios que ilustra esta página é de autoria de Groupe ANT.

IBGE mostra aumento de acesso à web no Brasil, mas desigualdade ameaça inclusão

Como fica evidente no texto abaixo, os dados do IBGE se referem ao período entre 2005 e 2008.
Em 2010, o número de internautas, no Brasil, ultrapassou 80 milhões de conectados.
O equivalente à população inteira da Alemanha ou duas vezes a da Argentina!
O Editor


O número de usuários de internet cresceu 75,3% no Brasil entre 2005 e 2008, e boa parte dos novos incluídos na rede pertencia à baixa renda, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira.

A desigualdade social e educacional, no entanto, ainda prejudica a inclusão digital no país.

Mais da metade dos brasileiros tem celular
40% dos estudantes não têm acesso à internet
Acesso à web aumenta 75,3% entre 2005 e 2008

Em 2008, 56,4 milhões de brasileiros com dez anos ou mais acessavam a internet (34,8%), contra 31,9 milhões em 2005.

O aumento no acesso à internet ocorreu tanto entre os homens — de 21,9% em 2005 para 35,8% em 2008 — como entre as mulheres — de 20,1% para 33,9%.

Os jovens são a maioria dos usuários –o maior percentual foi registrado na faixa etária entre os 15 e os 17 anos (62,9%).

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Enquanto isso, o ranking da Internet World Statis coloca o Brasil atrás de países da América do Sul como Argentina (48,9 por cento), Chile (50,4), Uruguai (38,3) e Colômbia (45,3).

“Os avanços de 2005 a 2008 foram fantásticos, mas ainda vivemos uma apagão digital que está ligado aos níveis de educação e distribuição de renda”, afirmou o coordenador de um suplemento da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE.

Na Europa, o nível de acesso atinge 52%; na Oceania, 60,4%; e na América do Norte, 74,2% da população. A média da América Latina ficou em 30,5%, contra 19,4% na Ásia.

Do total de novos usuários no Brasil, 17 milhões ganham até dois salários mínimos per capita ao mês. “O acesso à internet está mais democratizado no Brasil”, disse o coordenador da pesquisa, Cimar Pereira Azeredo.

De acordo com o IBGE, 40% dos estudantes brasileiros não tinham acesso à internet no ano passado. Segundo pesquisadores do instituto, o dado impressiona porque a rede é usada com foco no estudo por 90% dos estudantes.

Acessos

A maioria dos usuários (83,2%) acessou a internet em 2008 para se comunicar com outras pessoas. Os dados apontam uma mudança no uso da web, que, em 2005 era acessada, principalmente, para fins educacionais e de aprendizado.

De acordo com o instituto, também aumentaram os acessos para atividades de lazer. Além disso, 48,6% das pessoas acessaram a internet para ler jornais e revistas.

Segundo o IBGE, no entanto, o país ainda tinha no ano passado 104 milhões de pessoas que não acessavam a internet, mas o contingente diminuiu em relação a 2005, quando eram 120,3 milhões de brasileiros sem acesso à web. Entre os motivos apresentados estão: não achavam necessário ou não queriam (32,8%), não sabiam utilizar a web (31,6%) e não tinham acesso a computador (30,0%).

Os maiores percentuais de usuários de internet estão na região Sudeste (40,3%), Centro-Oeste (39,4%) e Sul (38,7%), já nas regiões Norte (27,5%) e Nordeste (25,1%) têm os menores percentuais. A pesquisa aponta ainda que no Norte e Nordeste, os centros públicos de acesso pago lideraram a navegação entre pessoas com acesso à internet em diferentes lugares. No Norte a porcentagem chegou a 56,3%, enquanto no Nordeste chegou a 52,9%. Nessas regiões, o uso da web residencial ficou em 34,1% e 40%, respectivamente.

LAN houses

Nas regiões consideradas mais pobres do país, o acesso ganhou velocidade, de acordo com a pesquisa. Na região Norte, o total de usuários passou de 12% para 27,5% da população com dez anos ou mais de estudo. No Nordeste, passou de 11,9% para 25,1%.

“Vários fatores explicam o maior acesso entre os mais pobres. O acesso está mais barato e as LAN houses estão mais espalhadas pelo país. Além disso, a renda do brasileiro e a escolaridade aumentaram em reação a 2005”, disse o coordenador do IBGE.

A pesquisa mostra que as residências superam locais de trabalho no acesso à web no Brasil. Em 2008, 51,7% dos internautas do país acessaram a rede mundial de computadores de casa e 35,2% a partir de LAN houses, contra 49,9% e 21,9% em 2005, respectivamente. Nas regiões mais ricas do Brasil, os percentuais de acesso são bem mais elevados. como na região Sudeste, em que o índice foi de 40,3%.

“O Brasil tem uma das piores distribuições de renda no mundo e não é novidade que essa diferença social tenha reflexo também no acesso à internet. A desigualdade de renda é um empecilho para um maior acesso”, disse Azeredo.

Rendimento

O levantamento revelou que as pessoas que apresentaram os mais altos rendimentos médios mensais per capita de R$ 1.900 foram as que acessaram à internet para fazer compras e pagar contas. Já as pessoas de renda baixa (cerca de R$ 1.000) entram para se comunicar com outros internautas e para lazer.

Ainda de acordo com a pesquisa, o rendimento per capta das pessoas que acessaram a web no trabalho foi de R$ 1.523, enquanto o dos internautas domésticos ficou em R$ 1.336 (os mais elevados). Os menores rendimentos per capta foram os dos usuários de centros públicos de acesso gratuito (R$ 825) e de LAN houses (R$ 536).
Reuters/Folha Online

LEIA MAIS SOBRE A PESQUISA DO IBGE
Maioria dos internautas usa web para se comunicar com outras pessoas
LAN houses e residências superam locais de trabalho no acesso à web no Brasil
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Veja o que existe em arquivo sobre acesso a internet
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Serviço que mostra dados públicos em forma gráfica estreia no Google Labs

Empresa reuniu 13 bancos de dados públicos para oferecer visualização de indicadores como educação, economia e salários, entre outros.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O Google Labs, serviço que reúne as iniciativas online em teste no Google, acaba de abrir o acesso dos internautas a mais uma experiência: o Google Public Data Explorer.

Divulgado nesta segunda-feira (8/3) por meio do blog da empresa, o Public Data Explorer é uma ferramenta de visualização dos dados públicos armazenados pelo Google – mais precisamente, estatísticas fornecidas por órgãos oficiais.

A iniciativa é um complemento a outras que o Google já havia anunciado, como o acesso aos dados de pesquisas do Banco Mundial. Desta vez, o Google selecionou cerca de 80 das pesquisas mais populares sobre dados estatísticos globais, para apresentá-los de diversas formas gráficas.

Garimpo

A lista dos temas escolhidos para garimpo de dados inclui comparação dados escolares, desemprego, população, salários, estatísticas de crime e de saúde, desastres, PIB, pobreza, preço do petróleo, custo de vida e até os nomes próprios mais populares.

“Para nos ajudar a priorizar melhor que dados incluir neste recurso, analisamos de forma anônima os logs de busca para descobrir padrões nos tipos de busca que as pessoas estão fazendo”, explicou o estatístico Jürgen Schwärzler, da equipe de Dados Públicos do Google, no blog da empresa.

Por enquanto, os dados são extraídos de 13 bancos de dados, fornecidos por entidades como Banco Mundial, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD), o US Census Bureau e o Eurostat, entre outros.

Os gráficos podem ser incluídos em blogs e sites, e o Google avisa que está aberto à participação de provedores adicionais de dados.

IDGNow

Internet. Saiba que tamanho tem a web

Saiba qual é o tamanho da internet

Gigante

O Bing, da Microsoft, diz que existem mais de 1 trilhão de páginas na internet. O Google já indexou mais de 1 trilhão de endereços. Existem, portanto, mais endereços na rede do que pessoas na Terra, cuja população atual é de mais de 6,7 bilhões.

Saiba o tamanho da internet

Isso significa que existem cerca de 150 páginas de internet para cada pessoa do mundo.

“Se você passar apenas um minuto lendo todo site que existe, você ficaria ocupado por 31 mil anos. Sem dormir”, diz o site News.com.au

Vejam aqui a reportagem completa, em inglês.

Folha Online

Estatísticas mundiais atualizadas em tempo real: População, governo, economia, educação, ambiente, alimentação, água e energia

estatisticas-mundiais-atualizados-em-tempo-real

Worldometers é parte do Projeto Estatísticas em Tempo Real, que é gerido por uma equipa internacional de programadores, pesquisadores e voluntários com o objetivo de tornar ao mundo as  estatísticas disponíveis relevantes  de um grande público ao redor do mundo.

Fontes são selecionados cuidadosamente para incluir apenas os dados publicados pelas mais reputadas organizações e estatística no mundo.

Os contadores que são apresentados em tempo real os números são baseados em Worldometers‘ algoritmo que transforma as mais recentes e mais precisos os dados estatísticos disponíveis, juntamente com a sua progressão estimada para computar o número atual em milisegundo para ser exibido em cada contador baseado no tempo específico fixado em cada relógio do computador do visitante.

Criminalidade diminui em S. Paulo durante a greve da Polícia Civil

Brasil: da série “só dói quando eu rio”!

Greve da Polícia Civil diminui dados de criminalidade em São Paulo

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo divulgou nesta sexta-feira as estatísticas de criminalidade no terceiro trimestre deste ano, que registrou queda de 4,8 % em relação ao mesmo período do ano passado. A secretaria relacionou a diminuição do número de determinadas ocorrências à greve dos policiais civis, iniciada em 16 de setembro.

O terceiro trimestre de 2008 registrou um aumento de 11% no tráfico de drogas em comparação ao mesmo período do ano passado, mas teve uma queda em relação ao segundo trimestre deste ano, com a diminuição da atividade policial. Durante a paralisação dos policiais civis, houve uma queda de 19% no número de registros.

O número de furtos caiu em comparação ao segundo trimestre deste ano, mas teve um aumento de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2007.

Segundo a secretaria, o índice de criminalidade está em queda desde 1999. A pasta afirma que os índices de criminalidade crescem quando o desemprego é maior.

O número de homicídios dolosos (com intenção) diminuiu e alcançou o índice de 10,3 por 100 mil habitantes. O objetivo do governo é atingir o índice de dez homicídios por 100 mil habitantes, considerado um nível de países desenvolvidos aceitado pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Neste terceiro trimestre, o número de homicídios culposos (sem intenção de matar) continua na frente dos homicídios dolosos, com 1.240 casos contra 1.107, comparado ao mesmo trimestre de 2007. Foram registradas 55 ocorrências a menos do que no segundo trimestre de 2008.

Do dia 1º de janeiro a 30 de setembro foram registrados 3.199 casos de homicídios dolosos, contra 3.654 no mesmo período de 2007.

De acordo com os números divulgados, o roubo de veículos também registrou queda. Nos três primeiros trimestres de 2007 foram 50.778 casos, contra 44.502 neste ano –uma redução de 12%. Também houve redução do número de seqüestros –em relação ao mesmo trimestre do ano passado foi de 63,33%. A média de seqüestros dos anos de 2003 a 2007 era de 25 a 30 casos, e a média deste trimestre é de 12.

O número de roubos de cargas subiu para 1.721 casos e aumentou em relação ao segundo trimestre de 2008 e ao terceiro trimestre de 2007.

da Folha OnlineTatiana Santiago