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O que se sabe sobre a nova missão do X-37B, o misterioso avião orbital da Força Aérea dos EUA

O programa do X-37B é altamente sigiloso
Será a sexta missão, e a mais importante delas, segundo a Força Aérea dos Estados Unidos.

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O X-37B, também chamado de veículo de prova orbital (ou seja, capaz de fazer um voo na órbita da Terra), decolou da estação no Cabo Canaveral (Flórida). Para autoridades americanas, esse novo lançamento permite ao país assegurar uma “superioridade no espaço”.

“A equipe X-37B continua exemplar do tipo de desenvolvimento tecnológico ágil e avançado que precisamos como nação no domínio espacial”, afirmou John Raymond, chefe de operações espaciais da Força Espacial dos Estados Unidos (USSF, na sigla em inglês), na quarta-feira.

Desta vez, a operação estará a cargo da USSF, ainda que a Força Aérea americana (dona do avião orbital) e sócios do governo tenham participado de forma ativa da etapa de testes.

Aeronave espacial tem 9 metros de comprimento
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Desde a primeira missão, em 2010, tanto o governo quanto os órgãos militares são bastante evasivos a respeito dos testes que são realizados pela aeronave. O programa é sigiloso.

No lançamento desta semana, sabe-se que o veículo levará pela primeira vez um módulo integrado para serem realizados diversos experimentos no espaço.

A aeronave, que tem menos de 9 metros de comprimento, utiliza energia solar e não é tripulada.

Ela detém o recorde do maior número de dias consecutivos de voo ao redor da Terra, alcançado na missão anterior, em outubro de 2019. Foram 780 dias em órbita.

Avião orbital já realizou cinco missões no espaço.
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‘Um grande passo’

Randy Walden, diretor de programas no departamento de rápidas capacidades da Força Aérea americana, afirma que esta sexta missão será um “grande passo” para o programa orbital.

Segundo o órgão, que não entra em detalhes, um dos objetivos da missão é “testar novos sistemas no espaço e desenvolvê-los na Terra”.

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A aeronave vai decolar da estação espacial de Cabo Canaveral, na Flórida
O que foi divulgado é que o módulo especial será anexado à popa do veículo e aumentará a capacidade de transportar carga útil e programas experimentais a serem transportados em órbita.

Um satélite

Além da implementação do módulo especial, a sexta missão do X-37B será implantar o FalconSat-8.

Trata-se de um pequeno satélite desenvolvido pela Academia da Força Aérea americana para testes em órbita.

O FalconSat-8 é uma plataforma educacional que levará cinco experimentos a serem operados pela entidade militar.

Além disso, foram incluídos experimentos da Nasa (agência espacial americana) para estudar os efeitos espaciais, como a radiação em diferentes materiais e sementes usadas para cultivar alimentos.

A aeronave vai decolar da estação espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, em 16 de maio. – Direito de imagem GETTY IMAGES

Por fim, o Laboratório de Investigação Naval dos Estados Unidos testará a transformação de energia solar em energia de micro-ondas de radiofrequência que poderia ser transmitida para a Terra.

O misterioso X-37B

Segundo a Força Aérea americana, o X-37B continua a “quebrar barreiras” no desenvolvimento de tecnologia de veículos espaciais reutilizáveis e é considerado um investimento importante para o futuro da estratégia espacial dos EUA.

O programa de aeronaves orbitais começou em 1999 e, após 11 anos, se deu a primeira das cinco missões realizadas até agora.

EUA esperam assegurar superiodade espacial com esta missão
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Por se tratar de uma operação sigilosa, não há divulgação detalhada de o que o veículo faz quando está em órbita ou do que foi realizado em voos anteriores.

No ano passado, integrantes da Força Aérea americana explicaram em um comunicado que os objetivos principais do X-37B são: tecnologias de naves espaciais reutilizáveis para o futuro dos EUA no espaço e a realização de experimentos que possam ser replicáveis e analisados na Terra.

Em 2017, o governo indicou que o veículo foi utilizado para testar sistemas de navegação, controle e direção avançada no espaço.

Além disso, foram testadas tecnologias de proteção térmica, sistemas de propulsão avançados e de voo eletromecânico e voo orbital autônomo.

Surgiram também diversas suspeitas de que a aeronave seria um dispositivo de espionagem desenvolvido para levar a bordo sensores experimentais, como câmeras de alta tecnologia e radares de mapeamento terrestre. Mas ainda não há provas que confirmem essas alegações.

Tem chamado a atenção que ele passa cada vez mais dias em órbita a cada missão.

Lua,Mineração,Espaço,Economia,Blog do Mesquita

Exploração da Lua: se a superfície lunar virar um campo de mineração, quem será seu dono?

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Buzz Aldrin na Lua em 1969: ‘uma desolação magnífica’, disse ele

Faz quase 50 anos que o astronauta americano Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a andar na superfície da Lua. “Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade”, disse ele na ocasião.

Pouco depois, foi a vez do seu colega Buzz Aldrin dar uma volta pelo Mar da Tranquilidade, uma região lunar localizada na face visível da Lua, e constatar: “uma desolação magnífica”.

Desde aquela missão da Apollo 11, em julho de 1969, a Lua se manteve praticamente intocada – ninguém pousa lá desde 1972. Mas isso pode mudar em breve: há diversas empresas e nações interessadas em explorá-la e, possivelmente, minerar suas superfícies em busca de recursos como ouro, platina e minerais de terras raras muito usados em eletrônicos.

Nesse caso, quais seriam as regras que guiarão a exploração e a posse desses elementos? Há alguma salvaguarda da preservação da paisagem lunar, ou será que o satélite da Terra poderá ser alvo de uma corrida por recursos, sob interesses comerciais e políticos?

No início deste mês, a China conseguiu fazer pousar na Lua a sonda Chang’e-4, que, pela primeira vez na história, fez brotar uma semente de algodão na superfície lunar – um passo significativo. Pequim talbém almeja montar ali uma base de pesquisas.

Exploração lunar

Já a empresa japonesa iSpace quer construir uma “plataforma de transporte entre a Terra e a Lua” e fazer uma “exploração aquática” por ali.

A posse em potencial de corpos celestiais está em discussão desde que a exploração espacial começou, durante a Guerra Fria. Enquanto a Nasa planejava suas primeiras missões lunares, a ONU elaborou um Tratado do Espaço Sideral, assinado em 1967 por países como EUA, a então União Soviética (hoje Federação Russa), Reino Unido e Brasil.

O tratado atesta que “o espaço sideral, incluindo a Lua e outros corpos celestiais, não devem ser sujeitos a apropriação nacional por reivindicação de soberania, por meios de ocupação ou uso ou por nenhum outro meio”.

Também afirma que “a exploração e o uso do espaço sideral devem ser conduzidos para o benefício e pelos interesses de todos os países e devem ser de propriedade de toda a Humanidade”; “a Lua e outros corpos celestiais devem ser usados para propósitos exclusivamente pacíficos”.

Joanne Wheeler, diretora da empresa especializada em temas espaciais Alden Advisers, descreve o tratado como a “Carta Magna do espaço”. O texto, diz ela, torna o ato de fincar uma bandeira na Lua – como fizeram Armstrong e seus sucessores – na prática “sem sentido”, por não conferir “nenhum direito vinculante” a indivíduos, empresas ou países.

A posse e os direitos de mineração da Lua não importavam muito em 1969. Mas, com os avanços tecnológicos, a exploração dos recursos lunares com fins comerciais se tornou uma possibilidade mais real, embora ainda um pouco distante.

Uma 'escritura de posse da Lua' de 1955
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Uma ‘escritura de posse da Lua’ de 1955; presença de minérios valiosos deve despertar corrida de países e empresas ao corpo celeste

Em 1979, a ONU estabeleceu um Acordo de Governança das Atividades dos Países na Lua e em Outros Corpos Celestiais, mais conhecido como Acordo da Lua. Ele estipulava novamente que o uso lunar deve ser apenas pacífico e que a ONU deve ser avisada onde e por que, caso alguma organização decidisse construir uma estação espacial ali.

“A Lua e seus recursos naturais são patrimônio comum da Humanidade”, diz o texto, atestando que normas internacionais devem ser estabelecidas para “governar a exploração de tais recursos quando esse tipo de exploração estiver prestes a se tornar factível”.

O problema com o Acordo da Lua, porém, é que apenas 11 países o ratificaram. E os principais agentes da exploração espacial – EUA, China e Rússia – não estão entre eles.

De qualquer modo, diz Wheeler, “não é tão fácil” pôr em prática as determinações desses tratados, uma vez que se depende da incorporação dos documentos internacionais às legislações dos países signatários, para que se possam obrigar pessoas e empresas a obedecê-los.

A professora Joanne Irene Gabrynowicz, ex-editora-chefe do Journal of Space Law (Diário da Lei Espacial, em tradução livre), concorda que tratados internacionais “não oferecem qualquer garantia”. Para pôr em práticas, as normas determinadas por eles é necessária “uma mistura complexa de política, economia e opinião pública”, diz ela.

Além disso, os tratados existentes, que rejeitam a posse individual de corpos celestiais, ganharam um desafio a mais nos últimos anos.

Em 2015, os EUA aprovaram a Lei de Competitividade Comercial do Espaço, reconhecendo o direito de seus cidadãos a possuir quaisquer recursos que eles minerassem de asteroides. A lei não se aplica à Lua, mas seu princípio pode ser facilmente estendido ao satélite.

Broto germinado pela China na LuaDireito de imagem CLEP
O broto germinado pela China na Lua evidencia interesse dos países em explorar esse corpo celestial

Eric Anderson, cofundador da empresa exploratória espacial Planetary Resources, descreve a legislação americana como “o maior reconhecimento de direitos proprietários da história”.

Em 2017, Luxemburgo aprovou uma lei própria, dando os mesmos direitos de posse a recursos encontrados no espaço. À época, o vice-premiê Etienne Schneider disse que tal medida transformaria o pequeno país “um líder e pioneiro europeu nesse setor”.

O anseio de explorar e comercializar existe, e países têm aparentado estar cada vez mais dispostos a ajudar suas empresas a concretizá-lo.

“A mineração, seja com a intenção de trazer materiais à Terra ou armazená-los e processá-los na Lua, evidentemente é o oposto de não causar nenhum dano (como preveem os tratados internacionais)”, opina Helen Ntabeni, advogada do Naledi Space Law and Policy, um escritório de advocacia britânico especializado em temas espaciais.

Ela acrescenta, ainda, que é possível argumentar que os EUA e Luxemburgo “coagiram” sua própria saída das normas estipuladas pelo Tratado do Espaço Sideral. “Sou muito cética (da ideia) de que serão preservadas as noções altamente morais de o mundo explorar conjuntamente o espaço, como nações igualitárias”, opina ela.

Lua cheiaDireito de imagem GETTY IMAGES
Tratados estipulam limites ‘pacíficos e coletivos’ à exploração lunar, mas alguns países já se moveram para fazer leis próprias a respeito
Foguete,América do Sul,Tecnologia,Aeronáutica,Espaço,Blog do Mesquita

O gigante foguete europeu que está sendo erguido na selva sul-americana

Foguete,América do Sul,Tecnologia,Aeronáutica,Espaço,Blog do MesquitaUnidade de lançamento europeia está sendo construída em solo latino-americano

Para se ter a melhor vista da base de lançamento espacial em Kourou, na Guiana Francesa, é preciso subir uma colina íngreme em meio à floresta tropical. A caminhada é árdua. Mas isso não é o pior do trajeto.

No topo, as árvores dão lugar a uma plataforma de observação de madeira com o letreiro “Casa Araignées” (“Casa de Aranhas”) na entrada. Por todos os lados, há aranhas do tamanho de uma mão, e suas teias cobrem as vigas de madeira.

É necessário passar por elas com cuidado (a ideia de se enredar numa teia de aranha gigante é realmente aterrorizante) para observar a paisagem da floresta e as torres de lançamento de três foguetes: Ariane 5, Soyuz e Vega.

O maior deles, o Ariane 5, voa desde 1996 e, apesar de uma missão inaugural catastrófica, provou ser a maneira mais confiável no mundo para lançar satélites em órbita e além. Um Ariane 5 transportou recentemente a gigantesca espaçonave BepiColombo no primeiro estágio de sua longa viagem a Mercúrio. Também lançou alguns dos maiores satélites de telecomunicações, meteorologia e navegação do mundo.

Mas pegar carona em um Ariane 5 sai caro. Lançá-lo custa em torno de US$ 100 milhões (R$ 370 milhões) – os custos exatos raramente são divulgados. Concorrentes mais novos, como a SpaceX, de Elon Musk, prometem o mesmo serviço com economia de dezenas de milhões de dólares.

Em resposta, a Europa está construindo o Ariane 6 – um foguete multi-estágio de 62 metros de altura, capaz de lançar espaçonaves médias e grandes em diferentes órbitas. Com seu desenvolvimento custando 2,4 bilhões de euros (R$ 10 bilhões) e financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA), tudo no novo lança-foguetes foi projetado para ser mais barato e mais eficiente que o Ariane 5.

guindaste e andaimesDireito de imagem RICHARD HOLLINGHAM
Obras seguem com velocidade para cumprir prazo de inauguração

“Nosso objetivo é fazer algo que seja muito atraente em termos de preço e serviço aos clientes”, diz Charlotte Beskow, chefe da ESA em Kourou, que admite que o custo não é o único fator. “Nós também temos a vontade política de ter nosso acesso próprio ao espaço para não dependermos dos outros.”

Equipado com motores avançados e novos impulsionadores sólidos, o Ariane 6 terá versões regulares e supersônicas, dependendo da massa e do destino orbital da carga útil. Também está adquirindo uma nova plataforma de lançamento e um pórtico – uma estrutura que os engenheiros franceses do projeto descrevem carinhosamente como “Torre Eiffel móvel”.

Mais moderno

Até agora, o pórtico de 90 metros de altura é apenas uma estrutura gigante de vigas. Mas, nos próximos meses, ele será coberto por painéis de metal. Ao contrário de seu predecessor, o Ariane 6 será montado horizontalmente e depois içado na torre de lançamento para finalizar montagem, abastecimento e teste. Portanto, algumas horas antes do lançamento, toda a estrutura será removida em trilhos para liberar espaço para o foguete na plataforma de lançamento.

“Foi o que fizemos nos velhos tempos do Ariane 4 e é o que fazemos com o Vega e o Soyuz, então é uma tecnologia comprovadamente eficaz”, diz Beskow. “Desta vez, estamos fazendo isso em escala maior, mas é mais rápido, mais eficiente, permite que as pessoas trabalhem em condições seguras e, do ponto de vista meteorológico, é mais conveniente”.

O lançamento desde o equador – onde a Terra gira mais rápido que em outras latitudes – ajuda a dar um impulso extra no foguete rumo à órbita. O lado negativo é o clima tropical. As áreas externas estão repletas de algas, musgo e mofo. Por isso, o interior da torre de lançamento será climatizado e cercado por pára-raios para proteger o foguete e a equipe.

aranhasDireito de imagem RICHARD HOLLINGHAM
A plataforma de observação com vista para o local de lançamento é o lar de uma população de aranhas enormes

Atualmente, são necessários 35 dias para preparar um Ariane 5 para o lançamento. Os foguetes precisam ser transportados entre diferentes instalações em uma extensa rede ferroviária. Com o Ariane 6, o objetivo é reduzir esse tempo para apenas 12 dias.

“O produto final será muito simples, muito aerodinâmico, ficará elegante – é assim que economizaremos tempo”, diz Beskow. “Haverá menos manipulações, operações, transporte e gargalos – ele deverá oferecer tempos de resposta mais rápidos, maneiras mais rápidas de chegar ao espaço.”

Desafio de engenharia

Mas a construção de uma nova plataforma de lançamento é apenas parte do desafio da engenharia. O mais impressionante está abaixo do solo. Da superfície, a plataforma de lançamento vai se parecer com a uma placa de aço e concreto, mas, uma vez concluída, sua estrutura de suporte alcançará cerca de 30 metros abaixo do solo.

De cada lado, um par de túneis de 20 metros de largura será construído para afunilar o escapamento das chamas e transportar a água jogada no foguete durante o lançamento.

“Nós chamamos isso de dilúvio – jogamos muita água para reduzir as vibrações no lançador e na carga útil”, explica Beskow. “Isso também reduz efeitos colaterais tóxicos, por isso é muito importante”.

Neste momento, o complexo de lançamento europeu é um vasto canteiro de obras com 600 trabalhadores empregados em dois turnos. Enquanto observo a cena, sete guindastes altos e finos balançam, concreto e entulho surgem à frente, faíscas voam enquanto os técnicos soldam as vigas, e há um barulho constante.

Com o primeiro Ariane 6 saindo da linha de produção em 2019, e o primeiro lançamento previsto para 2020, o tempo está acabando. Mas o engenheiro responsável, Frédéric Munos, exala uma confiança tranquila. Afinal de contas, esta é a sua quinta plataforma de lançamento.

andaimesDireito de imagem RICHARD HOLINGHAM
Os engenheiros do projeto se referem a ele como uma ‘Torre Eiffel móvel’

“Nós temos de fazer isso corretamente, com bom design e sem acidentes”, diz Munos, com naturalidade. “Ficaremos satisfeitos no primeiro lançamento, que será visto pelos olhos do mundo.”

No início deste ano, quando a SpaceX lançou seu Falcon Heavy no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, milhares de pessoas viajaram para assistir ao lançamento. Como a Guiana Francesa é relativamente isolada, menos pessoas devem testemunhar pessoalmente o lançamento de um Ariane 6.

“O problema é que ele está em um local ideal, porém remoto. Adoraria que mais pessoas viessem aqui para vê-lo, assim como vão para Houston e Kennedy”, afirma. “Este é um ativo europeu e observá-lo será de cair o queixo.”

Se você decidir fazer uma visita, lembre-se apenas de uma coisa: cuidado com as aranhas gigantes.
BBC

Militarização do Espaço

A projeção do poder militar para a dominação.

A paranoia da Guerra Fria pode ter facilitado a corrida espacial décadas atrás, mas um novo relatório conclui que os projetos militares ainda ocupam quase a metade de todo o gasto mundial em recursos espaciais.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Os Estados Unidos são, de longe, o maior gastador em programas espaciais relacionadas com a defesa, mas o seu conhecimento técnico também torna o país mais dependente de tais sistemas, de acordo com o relatório “Space Security 2010”.

Os esforços americanos para projetar poder militar através do globo ajudaram a dirigir tal dependência do poder espacial, disse o analista militar e de segurança John Pike, que dirige GlobalSecurity.org.

“Se queremos explodir alguém, nós temos que ir para o outro lado do planeta, e precisam de muito suporte espacial para fazê-lo”, disse Pike, que não esteve envolvido na elaboração do relatório. [Conceitos de Armas Espaciais mais Destrutivas]

Essa dependência pode deixar os EUA mais vulneráveis ​​a medidas anti-satélite destinadas a contratação de plataformas orbitais vigilantes do país. Enquanto os EUA, a China e a Rússia têm talvez os recursos mais avançados para a destruição de satélites, a Índia também anunciou planos para desenvolver capacidades anti-satélite.

Olhos no céu.

De acordo com o novo relatório, o Departamento de Defesa dos EUA tem destinado 10,7 bilhões de dólares para impulsionar as capacidades espaciais em 2009. Mas esse número não inclui o dinheiro para o Escritório Nacional de Reconhecimento, a Agência Nacional Geo-espacial, ou a Agência de Defesa de Mísseis.

Muito dos gastos com defesa está focado em satélites que fornecem serviços como comunicações, inteligência, reconhecimento e vigilância, bem como previsão do tempo, navegação e aplicações de orientação de armas.

Os Estados Unidos opera cerca de metade dos 175 satélites militares dedicados do mundo que estavam no espaço no final de 2009, de acordo com o Índice de Segurança Espacial, um consórcio de pesquisa internacional que compilou o relatório “Space Security 2010 “.

Pike considerou a contagem dos satélites militares dos EUA “significativamente baixa”, e disse que uma contagem de 115 satélites pela União dos Cientistas Interessados chegou muito mais perto. A Rússia dizia-se operar com um quarto dos satélites militares com 38, e China tinha 12.

O número russo “soa bem”, disse Pike em um e -mail. Ele ressaltou que é apenas um terço do número total de satélites militares soviéticos que estavam no ar durante a Guerra Fria.

A dependência dos EUA em potência espacial vai muito além de satélites militares dedicados. Muitos de seus sistemas de navegação e de segmentação também dependem de satélites do Sistema de Posicionamento Global que orientam os usuários de smartphones civis e motoristas.

A Força Aérea lançou o primeiro de uma frota planejada de 12 satélites GPS ultra-precisos em maio de 2010.

A Rússia impôs a sua própria constelação de satélites, conhecida como Global Navigation Satellite System (GLONASS). Isso tem o seu próprio orçamento de US $ 1 bilhão.

Sistemas Shoot-Down.

EUA, China e Rússia têm atualmente os sistemas de mísseis terrestres mais avançados que podem destruir satélites, de acordo com o relatório, os EUA e a China fizeram demonstrações deles nos últimos anos.

Em 2007, a China abateu um satélite meteorológico inoperante com um míssil lançado do solo, e a Marinha dos EUA derrubou um satélite espião extinto com um míssil lançado a partir de um navio em 2008.

A Rússia mostrou indícios de capacidades anti-satélite em 1980.

Esses países também têm acesso a programas avançados de lasers que podem ofuscar temporariamente ou cegar a ótica sensível de satélites em órbita baixa da Terra.

Durante a Guerra Fria, tanto os EUA e quanto a Rússia tentaram desenvolver sistemas de ataque espaciais que poderiam atingir alvos terrestres com armas ou lasers nucleares. Mas esses países parecem ter se afastado de tais sistemas “Star Wars” nos últimos anos. Os programas de interceptores de mísseis espaciais dos Estados Unidos têm enfrentado cortes no financiamento, sendo assim os militares dos EUA têm se focado em lasers na terra ou no ar.

Futuro do poder espacial.

Algumas tecnologias espaciais ou capacidades podem ou não ter possibilidades militares, de acordo com diferentes intenções e pontos de vista nacionais.

As manobras de satélite secretas recentes da China provavelmente são testes representados das futuras capacidades de encontro espaciais, segundo analistas. No entanto, uma notícia russa sugeriu que a China poderia usar manobras similares para inspecionar satélites estrangeiros.

O avião espacial X-37B da Força Aérea dos EUA, pode permitir aos militares dos EUA substituir rapidamente os satélites abatidos durante um conflito. O avião espacial também tem atraído a especulação sobre as armas militares secretas, mas tal papel parece improvável a analistas.

Por enquanto, aos Estados Unidos parece provável se manterem na liderança das capacidades espaciais de suporte militar. Isso faz parte da sua meta atual de manutenção do poder militar no mundo.

“Até que a China descubra uma necessidade urgente de defender o Canal de Panamá dos Imperialistas Ianques, não vejo (esse) desenvolvimento das capacidades de projeção de poder globais das quais o espaço é um componente integrante,” escreveu Pike.

Sua confiança nas capacidades espaciais deixa os militares dos EUA solitários em termos de vulnerabilidade, se futuros adversários decidirem derrubar os satélites de apoio.

Fonte: http://www.darkgovernment.com/news/military-money-focused-on-space/

Stratolaunch o maior avião do mundo

Maior avião do mundo sai à pista

o avião mais grande do mundoO Stratolaunch, fora do hangar no deserto de Mojave. APRIL KELLER AFP

O Stratolaunch, do cofundador da Microsoft Paul Allen, foi projetado para colocar foguetes em órbita

O avião Stratolaunch, uma gigantesca aeronave de duas cabines e uma asa de 117 metros de envergadura, criado para colocar foguetes em órbita, saiu na quarta-feira, dia 31 de maio, pela primeira vez do hangar onde está sendo montado no deserto de Mojave (Califórnia) para seus primeiros testes.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

O maior equipamento voador já construído é um projeto da companhia Stratolaunch Systems, do multimilionário filantropo e cofundador da Microsoft Paul Allen. O lançamento de teste está previsto para 2019.

O maior avião do mundo é formado por dois corpos, unidos por sua asa de 117 metros — mais do que o comprimento de um campo de futebol profissional —, mede 72 metros da ponta à cauda e sua altura máxima é de 15 metros na cauda.

Tem seis motores como os usados por um Boeing 747 e pesa 227 toneladas. Foi criado para carregar foguetes e satélites a baixas órbitas da Terra, desde que a carga não pese mais de 590 toneladas. O aspecto é de um catamarã aéreo.

O avião se desloca por terra graças a suas 28 rodas, com as quais terá de percorrer e tomar velocidade de decolagem durante os 3,6 quilômetros de pista de que vai precisar para alçar voo, diante dos dois quilômetros necessários para um avião comercial convencional.

Já no ar, o plano consiste em subir até uma altitude máxima de 10,6 quilômetros, colocar a carga em órbita e voltar.

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“Isso marca o fim da fase inicial de construção da aeronave e o início da fase de testes em terra (…): motores e taxiamento [deslocamento pela pista] antes do primeiro voo”, afirmou Jean Floyd, presidente da empresa, em um comunicado em função do início da fase de teses.

“O Stratolaunch está em vias de realizar seu primeiro teste de lançamento [ao espaço] em 2019”, afirmou Floyd.

O plano é colocar em órbita um foguete Pegasus XL, usado normalmente para transportar satélites. O foguete iria para decolagem no meio das duas fuselagens do avião gigantesco.

“Isso marca um passo histórico em nosso trabalho para alcançar a visão de Paul G. Allen de dar acesso à órbita baixa da Terra”, acrescentou o executivo.

O comunicado da empresa anuncia que nos próximos meses “começarão os testes de terra e voo” nas pistas do Mojave. O objetivo é fazer a primeira demonstração de lançamento em 2019.
Com dados do El Pais

Tecnologia: Não poderemos viver mais mil anos na Terra, diz Hawking

Stephen Hawking: cientista britânico ressaltou que há muitos experimentos ambiciosos programados para o futuro.

Stephen Hawking
Da EFE

O físico Stephen Hawking afirmou nesta quarta-feira que a exploração espacial deve continuar, já que o futuro da humanidade depende disso, pois os homens não conseguirão sobreviver mais mil anos sem ir “além de nosso frágil planeta”.

Hawking participou da terceira jornada do Festival Starmus que reúne cientistas e músicos em Tenerife e La Palma, nas Ilhas Canárias, na Espanha, entre eles 11 prêmios Nobel, em uma edição que se desenvolve sob o lema: “Além do horizonte, um tributo a Stephen Hawking”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O cientista britânico ressaltou que há muitos experimentos ambiciosos programados para o futuro, como mapear a posição de bilhões de galáxias, além de utilizar os supercomputadores para compreender melhor “nossa posição” no Universo.

Talvez, algum dia, seja possível utilizar as ondas gravitacionais para olhar para trás, em direção à origem do próprio Big Bang, afirmou o premiado físico, que se mostrou convencido de que a humanidade deve “continuar explorando o espaço para seu futuro”.

Hawking fez um balanço emotivo de sua vida em uma conversa intitulada “Minha breve história” – em referência a seu famosíssimo livro “Uma breve história do tempo” – e assegurou que viveu um tempo glorioso realizando pesquisas sobre física teórica.

“Nossa imagem do Universo mudou bastante nos últimos 50 anos e fico feliz de ter feito uma pequena contribuição”, disse aquele que é considerado um dos cientistas mais influentes do mundo.

Para Hawking, nós humanos não somos mais do que conjuntos de partículas que, no entanto, estão próximas de compreender as leis que nos governam, “e isso é uma grande vitória”.

A cosmologia se transformou em uma ciência de precisão em 2003 com os resultados do satélite Wmap, que produziu “um mapa maravilhoso das temperaturas do fundo cósmico a um centésimo de sua idade atual”.

Nele, é possível perceber como a atração gravitacional desacelera a expansão de uma região do Universo, até que eventualmente colapsa sobre si mesma para formar galáxias e estrelas.

Esse mapa “é a pegada da estrutura de tudo o que há no Universo”, opinou Hawking, que afirmou que agora o satélite ESA Planck produziu outra imagem com uma resolução muito mais alta e que, com ela, talvez seja possível detectar a marca das ondas gravitacionais, algo como “ter a gravidade quântica escrita no céu”.

Stephen Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, justo 300 anos depois do nascimento de Galileu, mas calcula que nesse mesmo dia devem ter nascido outras 200 mil pessoas no planeta, e lembrou que, apesar de sua péssima caligrafia, os companheiros de escola o chamavam de Einstein.

Hawking já falava no colégio sobre a origem do Universo e se nisso havia intervenção divina. Quando entrou na Universidade de Cambridge, a cosmologia em geral não era algo ainda muito desenvolvido e o jovem Hawking se dedicou a ler a teoria geral da relatividade “sem chegar a compreendê-la a fundo”.

Foi naquela época que ele começou a perceber que algo não estava bem com seu corpo, já que não tinha facilidade para remar, nem para patinar sobre o gelo e ficou deprimido ao ver como seu estado de saúde piorava rapidamente e não sabia se viveria o suficiente para finalizar sua tese.

Este foi o início da esclerose lateral amiotrófica da qual padece, uma doença que o ajudou a ver que “cada novo dia era uma recompensa”, conforme ele mesmo destacou, e que o encorajou a ter curiosidade e, por mais difícil que a vida possa parecer, a estar consciente de que “sempre há alguma coisa que alguém pode fazer bem feito: o que importa é não se render jamais”.

Nasa cria voo virtual da Nebulosa Carina fotografada pelo telescópio Hubble

Voe em um ninho de estrelas
Esta é uma foto da majestosa nebulosa Carina, um titã gelado de hidrogênio e poeira na Via Láctea, capturada pelo Hubble.


A NASA a transformou em um modelo volumétrico 3D, para você voar lá dentro.