• mqt_for@hotmail.com
  • Brasil
Brasil,Escola,Educação,Pobreza,Blog do Mesquita PL

Nas escolas, retrato de um país empobrecido

O pano de prato vermelho adorna há dias a tampa do fogão e não existe expectativa de que ele seja retirado dali em breve: não há comida para preparar no barraco em que Alessandra, de 36 anos, mora com cinco filhos – o mais velho de nove anos e o menor de 16 dias. As crianças, em férias escolares, pulam e correm agitadas, se escondem entre as vielas, e Alessandra sabe que em breve chegará o momento em que elas vão pedir para almoçar.

“Me corta o coração eles quererem um pão e eu não ter. Já coloquei os meninos na escola pra isso mesmo, por causa da merenda. Um pouquinho de arroz sempre alguém me dá, mas nas férias complica”, afirma Alessandra, que, desempregada, coleta latinhas na favela de Paraisópolis, em São Paulo, onde mora. No dia da entrevista à BBC News Brasil, os filhos de Alessandra iriam recorrer à casa da avó para conseguir se alimentar.

Alessandra não tinha comida para oferecer aos filhos em férias: “me corta o coração eles quererem um pão e eu não ter pra dar” Foto: Mariana Sanches

O drama de Alessandra não é incomum. As férias escolares – quando muitas crianças deixam de ter o acesso diário à merenda – intensificam a vulnerabilidade social de muitas famílias em todo o país. Embora variem em conteúdo e qualidade – às vezes são apenas bolacha ou pão, em outras, são refeições completas de arroz, feijão, legumes e carne – as merendas ocupam função importante no dia a dia de certos alunos. Para essas crianças, nos períodos sem aulas é que a fome, uma ameaça ao longo de todo ano, se torna uma realidade a ser enfrentada.

No Paranoá Parque, conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida que fica a 25 minutos de distância do Palácio do Planalto, em Brasília, as crianças passam os dias livres empinando pipa, de estômago vazio. “No final da tarde, elas me pedem, ‘tia, tem um pãozinho aí para mim?’ Se chega pão de doação, acaba tudo em um minuto”, conta Maria Aparecida de Souza, líder comunitária no bairro. Foi ali que, em 2017, um menino, na época com oito anos, desmaiou de fome durante as aulas e virou notícia nacional. Ele estudava em um colégio a 30 km de distância de sua casa, onde recebia como refeição apenas bolacha e suco. De lá para cá, a situação dos quase 30 mil moradores da área não parece ter melhorado.

“É muito desemprego, mães com cinco, seis ou oito filhos que não têm nada dentro de casa. Nem mesmo colchão, gás para cozinhar ou cobertor para este frio. Nas férias, algumas mulheres não têm o que dar aos filhos. Tenho 48 anos, sempre trabalhei nisso (assistência comunitária), e nunca vi a coisa tão ruim quanto está agora. Temos aqui no bairro 285 famílias em situação de miséria total”, diz Souza.

‘Se eu pagar a prestação da casa, não temos o que comer’

Embora não haja estudos nacionais que indiquem o tamanho da insegurança alimentar durante o período de férias escolares, uma série de indicadores comprova a evolução da pobreza no país e o modo como ela incide sobre as crianças.

De acordo com a Fundação Abrinq, que fez cálculos a partir de dados do IBGE, 9 milhões de brasileiros entre zero e 14 anos do Brasil vivem em situação de extrema pobreza.

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde (Sisvan) identificou, no ano retrasado, 207 mil crianças menores de cinco anos com desnutrição grave no Brasil.

A mais recente pesquisa de Segurança Alimentar do IBGE, de 2013, apontava que uma a cada cinco famílias brasileiras tinha restrições alimentares ou preocupação com a possibilidade de não ter dinheiro para pagar comida.

Se a pesquisa fosse feita hoje, a família da faxineira Marinalva Maria de Paula, de 57 anos, se enquadraria nessa condição. Com uma renda de R$ 360 mensais para três adultos e uma criança, ela se vê cotidianamente frente a decisões dramáticas:

“Se eu pagar a prestação do apartamento ou a conta de água, não temos o que comer. Quando a situação aperta, prefiro dar comida pra minha neta e durmo com fome”, conta Marinalva, que teme despejo do prédio do Conjunto Habitacional (COHAB) em que mora, em São Paulo, por falta de pagamento do valor do imóvel e do condomínio.

A vasilha de arroz funciona como um termômetro da aflição de Marinalva: no dia da entrevista, restavam apenas dois dedos de cereal no pote. Com as férias da criança, de 3 anos, a comida que avó consegue manter nos armários acaba mais cedo e é preciso partir em busca de doações. O fenômeno que acontece na casa da faxineira já havia sido identificado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) em 2008, quando um terço dos titulares do Bolsa Família declaravam em pesquisa que a alimentação da família piorava durante as férias escolares.

Marinalva e a neta em busca de doações para garantir a alimentação da família Foto: Mariana Sanches

“Quando minha filha me deu essa neta pra criar, ela me disse: ‘mãe, ou você pega a menina, ou eu vou matar ela de fome’. Eu aceitei e agora estou nessa situação. Passo as noites acordada pensando, vou vivendo de pinguinho. Minha neta levanta de manhã e quer o pão dela, e eu me viro e me rebolo, porque na escola ela recebe, e em casa eu não posso dizer pra ela que não tem pão.”Marinalva não consegue emprego formal há quatro anos. Ela está muito longe de atingir a renda mínima familiar, estimada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em R$ 4.214, 62, para suprir sem carências as necessidades com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência dos quatro integrantes da casa. O valor, calculado em julho, equivale a quatro vezes o salário mínimo atual, de R$ 998.

Fome e obesidade nas escolas públicas

Na outra ponta do problema, professores e gestores escolares em diferentes partes do país confirmaram presenciar situações de fome à BBC News Brasil. A pedido dos profissionais, alguns entrevistados não serão identificados para não expor ou estigmatizar escolas e alunos.

“De fato há uma crise no país, e a percepção de que o aluno vai para a escola para comer é real, a gente é que aproveita a ida dele para ensinar”, afirmou Maria Izabel Noronha, presidente do sindicato dos professores da rede estadual paulista (Apeoesp) e deputada estadual (PT-SP).

Na favela carioca do Complexo da Maré, a coordenadora do Projeto Uerê, Yvonne de Mello, que oferece refeições e aulas complementares a alunos de 6 a 18 anos, corrobora as palavras de Maria Izabel: “Neste ano e no ano passado, tenho recebido crianças que não conseguem aprender de maneira nenhuma. Não porque têm deficiência mental, mas porque não se alimentaram direito. Tive duas crianças no Uerê que desmaiaram. (A criança) começa a passar mal, a vomitar. Quando vai ver, não houve alimentação no dia anterior”, relata.

Na periferia de Belém (PA), Lilia Melo, professora do ensino médio, conta que a colônia de férias da escola pública onde ensina ganhou adesões depois que passou a oferecer lanches.

“Esses dias, servi bolo com suco e vi um dos alunos levantando em direção a sua mochila. Depois percebi que ele deixou de comer para guardar para mais tarde. Perguntei por que, e ele não disse nada. Dei mais um pedaço e ele comeu. Na saída ele revelou: ‘professora, tô levando pro meu irmão’. Ele tem um irmão de quatro anos. Então, há aqueles que levam ‘para mais tarde’, mas que no fundo querem garantir para seus familiares.”

Em escolas de São Paulo, a insegurança alimentar aparece mesmo durante o ano letivo, após poucos dias sem aula. “Percebo que na segunda-feira os alunos chegam com muita fome, não comeram o suficiente no fim de semana. O cardápio da segunda não é um dos preferidos deles, mas, ainda assim, as crianças comem mais do que a média dos outros dias”, afirma o diretor de uma unidade de ensino na zonal sul.

Um professor da rede pública paulistana relembra o caso de uma aluna do período noturno que, sem comida em casa, trazia o filho menor para também se servir da merenda. “Com certeza algumas crianças no período de férias ficam desprovidas de uma refeição”, conclui.

“Testemunhos de pessoas em áreas de vulnerabilidade social realmente indicam que (a merenda escolar) acaba sendo a garantia de consumo mínimo de alimentos durante o ano letivo para parte das crianças”, explica à reportagem Elisabetta Recine, professora e coordenadora do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília.

“Considerando as projeções de que a pobreza e extrema pobreza devem aumentar, as crianças devem sofrer as consequências disso.”

Simultaneamente à fome, há outro problema a ser enfrentado: as crianças brasileiras estão cada vez mais obesas, incluindo as de baixa renda. O excesso de peso não revela uma alimentação de qualidade. É, na verdade, sinal do contrário disso – há um aumento expressivo do consumo de alimentos baratos e ultraprocessados, ricos em calorias mas pobres em nutrientes, aponta um estudo publicado neste mês pela Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde da Fiocruz Bahia.

Com isso, uma parte ainda pequena, mas preocupante das crianças de baixa renda, enfrenta uma dupla carga: a desnutrição aliada à obesidade.

“A obesidade tem crescido e vem atingindo cada vez mais a população menos favorecida socioeconomicamente”, diz em comunicado Natanael Silva, um dos autores da pesquisa.

“A insegurança alimentar transcende a quantidade de comida”, agrega Maria Paula de Albuquerque, pediatra nutróloga do Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Cren), entidade que atua em São Paulo.

Desnutrição atrapalha o ensino?

Para evitar que alunos famintos tenham dificuldade de aprendizagem, algumas escolas instituem um rápido lanche antes do início das aulas, assim as crianças conseguem esperar pelas refeições sem perder o foco no conteúdo em classe.

Diferentes pesquisas acadêmicas indicam que o acúmulo de deficiências nutricionais – seja causado pela fome, seja pelo consumo de alimentos de baixa qualidade – pode causar impacto na habilidade de aprendizado infantil.

“É difícil afirmar que a nutrição seja a causa específica e única de problemas no desenvolvimento infantil, quando a criança sofre também com um sistema educacional que não é adequado e com a falta de estímulos. Mas é um entre tantos fatores desse ciclo de pobreza cruel”, aponta Albuquerque.

Ela ressalta, porém, que esse ciclo pode ser rompido, permitindo que mesmo crianças em situação de extrema vulnerabilidade atinjam seu potencial. “Ainda que viva em situações adversas, a criança é um infinito de possibilidades. Seu cérebro tem enorme plasticidade para absorver novos hábitos. É importante, porém, fortalecer também quem cuida delas. Não conseguimos melhorar a condição de uma criança sem melhorar também a situação de sua família.”
Por Paula Adamo Idoeta e Mariana Sanches, na BBC Brasil

Educação,Violência,Escolas,Brasil,Blog do Mesquita

Por que isolar as escolas não resolve o problema da violência?

Educação,Violência,Escolas,Brasil,Blog do MesquitaIngrid Matuoka, Centro de Referência em Educação Integral

Na esteira de outros episódios de violência causados por armas de fogo em escolas brasileiras, como Realengo (RJ) e São Caetano do Sul (SP), ambos em 2011, e o de Goiânia (GO), em 2017, a morte de 9 pessoas na Escola Estadual Raul Brasil em Suzano (SP) e um comerciante, reacende o debate sobre como prevenir esse tipo de violência no espaço escolar.

O aumento da vigilância e policiamento, a construção de grades, cercas e muros foram consideradas por alguns representantes do poder público e da sociedade como soluções para o combate à violência — fechando assim as escolas para o território e a comunidade.

Mas há outros caminhos. Na contramão dessa proposta, a Educação Integral se espelha em estudos de segurança pública e experiências de escolas que, mesmo em territórios que convivem com a violência urbana cotidiana, abriram suas portas para a comunidade e se conectaram com o entorno para enfrentar problemas dentro e fora da sala de aula.

A socióloga e educadora Helena Singer e o especialista em direito da criança e do adolescente Ariel de Castro Alves analisam as possibilidades para lidar com a violência no espaço escolar.

Fechar ou reduzir o acesso às escolas
Após um episódio de violência, é comum que as escolas procurem meios para aumentar a vigilância, o policiamento, fechando-se para o território e a comunidade.

Para Helena Singer, contudo, esse método não parece eficaz. No Brasil, todos os maiores episódios violentos nas escolas foram causados por pessoas que tinham algum vínculo com a escola e, portanto, teriam acesso ao espaço da mesma maneira.

“No caso de Suzano, os dois homicidas eram ex-estudantes. Mesmo com portão fechado e catraca, se eles pedissem, possivelmente entrariam”, diz a socióloga.

“Catracas, bibliotecas trancadas e portões fechados denunciam a desconfiança da escola em relação aos estudantes e funcionários, e portanto, estes acabam se reconhecendo como indivíduos indignos de confiança, além de contaminar com insegurança as relações, sejam eles alunos ou professores”, explica Singer.

Armar professores?
Sobre os crimes causados por armas de fogo em escolas dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump defendeu a possibilidade de armar os professores. Essa ideia já ressoa pelo Brasil.

“O que causa o homicídio é o acesso à arma. Não houvesse arma, não haveria homicídio”, resume Helena Singer. Segundo o jornal The Washington Post, 80% das armas utilizadas por crianças e adolescentes em tiroteios dentro de escolas americanas desde 1999 vieram de suas casas ou de amigos e parentes.

Na proposta de armar os professores, além de responsabilizá-los indevidamente pela prevenção de uma tragédia, a mensagem passada para educadores e estudantes é preocupante.

“Para os educadores, pode prevalecer a noção de que infância e juventude são casos de polícia. Para as crianças, que veem policiais armados nas ruas para defender cidadãos, ao ver um professor armado, surge a hipótese de que entre eles pode haver um assassino”, afirma a socióloga.

Abrir a escola e conectar pessoas
Caminhos alternativos aos de aumentar o isolamento das escolas e outros procedimentos de controle e vigilância, dizem respeito a promover o movimento contrário, de abertura e conexão.

Escolas como o Cieja Campo Limpo e a EMEF Campos Salles, em bairros de alta violência urbana, são exemplo exitosos. Há, ainda, bairros e outras instituições que, por meio da revitalização e ampliação de espaços de convivência, afastaram a violência.

“A relação de pertencimento da escola com a comunidade é fundamental para evitar situações de violência. As escolas deveriam abrir aos finais de semana e os professores mediadores poderiam estabelecer as relações comunitárias, com as famílias, com ONGs e com colaboradores”, explica Ariel de Castro, que promoveu esse trabalho em São Bernardo do Campo (SP) entre 2009 e 2013.

Durante a atuação, por meio da mediação de conflitos, e a atuação conjunta entre as escolas estaduais e municipais, universidades, assistência social, saúde, polícias, Fundação Criança, Fundação Casa, promotorias e Vara da Infância e Juventude, conselhos tutelares, com organizações não-governais e entidades privadas, o especialista relata que viu uma diminuição de 60% dos atos infracionais nas escolas públicas da cidade.

“Quando há mais confiança nas pessoas, há menos violência”, diz Helena Singer, destacando que as escolas devem ser um centro de confiança entre professores, família e comunidade, onde podem ser acolhidos e orientados sobre formas pacíficas de resolver conflitos na relação com o território, vizinhos, organizações, e outros agentes.

“A escola é um dos centros comunitários de maior importância. Só em Suzano, eram quase mil alunos na escola, o que significa cerca de 4 mil pessoas envolvidas pensando em familiares de professores e alunos. É um poder enorme de conexão e transformação”, sugere Singer.

Além dessas ações, Ariel de Castro lembra que é preciso que as escolas possam contar com o apoio de equipes técnicas especializadas (psicólogos, assistentes sociais e pedagogos), e cultivem mais espaços para debates sobre temas relacionados à diversidade e cidadania.

“A melhor prevenção [à violência] é por meio do diálogo e dos vínculos entre estudantes e educadores, para que os jovens alertem sobre situações de riscos e violência presentes e futuras. O caso de Suzano também mostra a necessidade de ampliar as discussões sobre cidadania, tolerância, direitos humanos, segurança pública, desarmamento, cultura de paz, e enfrentamento ao fascismo e nazismo, misoginia, racismo, e homofobia nas escolas”, destaca o advogado.

(#Envolverde)

Ricardo Velez Rodrigues,Ministro da Educação,Brasil,Escolas,Educação,Blog do Mesquita,Bolsonaro

Escolas de elite surpreendem em carta contra ministro da Educação

Ricardo Velez Rodrigues,Ministro da Educação,Brasil,Escolas,Educação,Blog do Mesquita,BolsonaroEscolas de elite que trabalham a educação com viés construtivista divulgam carta crítica ao ministro Ricardo Vélez Rodriguez. Texto de Vélez é citado na carta.

Um grupo de escolas de elite, de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, divulgou uma carta endereçada ao ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, pedindo atenção especial à educação e para que ele não permita que “o país entre numa rota de retrocesso”.

Divulgado na última quarta-feira (2), o documento é assinado pelas instituições Escola Barão Vermelho (BH), Colégio Mangabeiras Parque (BH), Escola Parque (RJ), Escola da Vila (SP) e Escola Viva (SP), que integram o grupo de educação construtivista Critique.

Todas trabalham a educação com viés construtivista e são consideradas colégio de elite, com mensalidades que giram em torno de 4 mil reais.

Na carta, o grupo critica as afirmações do chefe do MEC de que as escolas e os professores estão infiltrados ensinando “ideologia de gênero” e “doutrinação marxista”. “Isso soa como um discurso anacrônico que remete aos anos da guerra fria no século 20. E é, mais uma vez, um deslocamento da questão realmente grave que é a da dificuldade de tornar as crianças e jovens brasileiros aprendizes eficientes e preparados para os desafios do mundo atual”, diz o texto

Para os educadores, o problema das escolas não são “ideologias de esquerda em sala de aula, mas a incapacidade do sistema de conseguir que os alunos aprendam”.

O grupo cita a desvalorização da figura do professor como uma das justificativas para o descrédito do sistema. “Antes podemos nos lembrar da ausência de apreço que se tem, no Brasil, pela escola e a pouca valorização que se dá ao professor, à sua ação e formação”, escreve.

A carta cita um dos artigos de Vélez Rodriguez, intitulado “Um roteiro para o MEC” (que não está mais disponível online) em que ele afirma que se preocupa com “uma estrutura armada para desmontar valores tradicionais da nossa sociedade, (…) da família, da religião, da cidadania, em suma, do patriotismo”.

“Asseguramos que o que existe, de fato, é a dificuldade de aprender dos alunos. Para tanto, os professores não necessitam de vigilância, mas de formação e de valorização”, reforça o texto das escolas.

Sobre as críticas ao Enem, feitas tanto pelo ministro da Educação quanto pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, o grupo afirma que “a prova não é elaborada por pessoas mal intencionadas que desejam prejudicar jovens”.

“A prova é construída por professores que tentam ligar o conhecimento a diversos contextos, que é o que se busca hoje na educação escolar. Quando Vossa Excelência diz que a ‘prova tem que avaliar realmente os conhecimentos. O aluno não pode ter medo de levar pau’ não é claro como Vossa Excelência significa o conhecimento. Para nós, conhecer é conseguir aplicar o conhecimento em diversas situações, é estabelecer relações entre os saberes, é saber usar na vida o que se aprendeu”, afirma.

Pelo extenso currículo e biografia do ministro, as escolas afirmam que “com tanto lastro intelectual, é difícil acreditar que V. Excia considere a Escola sem Partido “providência fundamental”. Para eles, quem defende o projeto é “um grupo de amadores, que carece de saberes básicos sobre educação, e que divulga fantasias sobre influência de partidos políticos sobre estudantes”.

Leia a carta na íntegra:

“Senhor Ministro da Educação,

Nossa longa e ampla experiência na escola nos impele ao dever de contribuir para a atual discussão sobre a educação escolar brasileira. Precisamos começar por esclarecer que o problema de nossas escolas não são ideologias de esquerda em sala de aula, mas a incapacidade do sistema de conseguir que os alunos aprendam. São muitas e complexas as razões que trouxeram a Educação Básica aos péssimos resultados que se repetem há alguns anos. Mas, certamente, entre as muitas principais delas, não estão ideologias de esquerda. Antes podemos nos lembrar da ausência de apreço que se tem, no Brasil, pela escola e a pouca valorização que se dá ao professor, à sua ação e formação. Para citar apenas duas bastante relevantes.

A insistência em enfatizar problemas ideológicos serve apenas para desviar o foco do problema real e prejudica o aprimoramento da educação escolar, tão essencial para que o país se torne viável. A Educação Básica é um problema nacional importante e grave demais para que se reduza a acusações a pretensas maquinações de esquerda.

Considerar que a escola ensina e a família e a igreja promovem a educação moral é uma opinião desatualizada, pois o desenvolvimento moral é inseparável do desenvolvimento intelectual, e a educação das crianças não se limita a memorizar informações e fatos. O conhecimento existe em um contexto, numa abordagem que, necessariamente, envolve o desenvolvimento emocional, social, intelectual, moral e físico do aluno.

Confundir educação moral – que temos como objetivo construir a autonomia do sujeito – com moral religiosa obscurece o conhecimento e relega a aprendizagem a uma pedagogia transmissiva obsoleta.

Aguardamos de Vossa Excelência um projeto coerente, fundamentado, lógico e sensato para enfrentar as dificuldades da nossa educação escolar que precisa cumprir sua função de garantir que as novas gerações compreendam e contribuam para o aperfeiçoamento da sociedade.

Não concordamos que – num país em que muitos alunos não chegam a aprender a ler – se tenha como meta principal vigiar professores e criar Conselhos de Ética, nas escolas, para “zelarem pela “reta” educação moral dos alunos”. Excelência, escola é lugar de falar de alfabetização, comunicação, pensamento lógico, científico, humanidades, moral, tudo o que fundamenta o acervo cultural da humanidade. O pensamento moral implica transformação interna do sujeito, que se constrói discutindo ações e conhecimentos, e não com punição e obediência.

No texto “Um roteiro para o MEC”, Vossa Excelência se preocupa com “uma estrutura armada para desmontar valores tradicionais da nossa sociedade, (…) da família, da religião, da cidadania, em suma, do patriotismo”. Asseguramos que o que existe, de fato, é a dificuldade de aprender dos alunos. Para tanto, os professores não necessitam de vigilância, mas de formação e de valorização.

Alertamos que a Escola sem Partido, que Vossa Excelência considera “uma providência fundamental”, não está atualizada com as pedagogias contemporâneas, discutidas e estudadas em todos os países do mundo que se preocupam com formar gerações que consigam interpretar a realidade, em sua complexidade, para lidar com as transformações radicais decorrentes do mundo digital.

A acusação de que supostas ‘educação de gênero’ e ‘ideologia marxista’ estão infiltradas na escola soa como um discurso anacrônico que remete aos anos da guerra fria no século 20. E é, mais uma vez, um deslocamento da questão realmente grave que é a da dificuldade de tornar as crianças e jovens brasileiros aprendizes eficientes e preparados para os desafios do mundo atual.

O Brasil precisa se educar para o novo mundo, criado pelas novas tecnologias, com questões demasiadamente desafiadoras para a humanidade. Não há tempo a perder com convicções vetustas que parecem ignorar que a humanidade foi capaz de levar o homem à Lua, que é capaz de manipular genes, descobrir curas para doenças, inventar máquinas que facilitam a vida, tudo isso porque a espécie humana é dotada de mentes curiosas, criadoras e inventivas. Essa capacidade de pensar, discutir, refletir e trocar conhecimento trouxe a humanidade até aqui. Cercear essa capacidade é preocupante e, mais ainda, se nossa educação básica é sabidamente ruim, com menos discussão, troca e reflexão certamente não vai melhorar.

Quanto ao exame do Enem, Senhor Ministro, a prova não é elaborada por pessoas mal intencionadas que desejam prejudicar jovens. Não, pelo contrário, a prova é construída por professores que tentam ligar o conhecimento a diversos contextos, que é o que se busca hoje na educação escolar. Quando Vossa Excelência diz que a “prova tem que avaliar realmente os conhecimentos. O aluno não pode ter medo de levar pau” não é claro como Vossa Excelência significa o conhecimento. Para nós, conhecer é conseguir aplicar o conhecimento em diversas situações, é estabelecer relações entre os saberes, é saber usar na vida o que se aprendeu. Não consideramos que conhecimento são conteúdos memorizados e descontextualizados. Quanto ao receio de o aluno de ser reprovado deve-se à má qualidade da educação escolar e não a intenções perversas de quem corrige as provas.

Senhor Ministro, sua biografia informa que é autor de mais de 30 obras e professor emérito da Escola de Comando do Estado Maior do Exército. Também é mestre em pensamento brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); doutor em pensamento luso-brasileiro pela Universidade Gama Filho; e pós-doutor pelo Centro De Pesquisas Políticas Raymond Aron. Com tanto lastro intelectual, é difícil acreditar que V. Excia considere a Escola sem Partido “providência fundamental”. Afinal, é um grupo de amadores, que carece de saberes básicos sobre educação, e que divulga fantasias sobre influência de partidos políticos sobre estudantes dentro de escolas de Ensino Fundamental e Médio. Com tanto embasamento cultural, esperamos que Vossa Excelência não aceite esses ataques ao conhecimento.

Concordamos com sua opinião de que “doutrinação não é boa para o aluno, nos primeiros anos, no ensino básico, fundamental”, mas vamos mais longe: doutrinação não é boa nunca. O que forma a consciência cidadã é a discussão e a dúvida, o que é muito diferente de reprimir a expressão e incentivar a denúncia, ação altamente deseducativa do ponto de vista moral.

Falar sobre gênero, senhor ministro, é falar de um conceito moral muito mais amplo, que abrange ideais de respeito e aceitação do outro, essenciais para o convívio. Todos têm a liberdade de ser como são, sem moldes determinados. Isso é respeitar o indivíduo, sem regulamentação do que ele é por decreto, numa interpretação oposta a que Vossa Excelência manifestou numa entrevista.

Saber que planeja melhorar as condições do ensino, nas escolas municipais, para “resgatar a qualidade do nosso ensino” é alvissareiro, porém ficou faltando esclarecer como isso será proposto e realizado.

Como educadores que dedicaram sua vida profissional à escola, pedimos que Vossa Excelência não permita que o país entre numa rota de retrocesso, a partir da instituição escolar. Para assegurar a laicidade da educação, como prevista na constituição brasileira, pedimos que não deixe que a exploração da credulidade dos despossuídos, por meio da religião, se imiscua no processo da educação escolar. O conhecimento e a cultura são patrimônio de um país. A arte atravessa a História da Humanidade e é expressão de civilização, que não pode ser demonizada.

E, com sua formação, Vossa Excelência sabe que criacionismo e darwinismo não são histórias equivalentes para serem objeto de opção. Crença e conhecimento são coisas muito diferentes. Uma é fé, e outra é ciência.

Até aqui, senhor ministro, suas declarações deixaram a desejar. Ainda aguardamos um plano criterioso que assegure a aprendizagem que vai preparar nossas crianças e jovens para enfrentarem, entre outros muitos desafios, o aquecimento global, as mudanças climáticas, as questões éticas da manipulação genética, da inteligência artificial, e os muitos problemas ainda desconhecidos, mas que sabemos que virão com a transformação cada vez mais rápida da realidade.

Brasil: Ocupação das Escolas e a Guerra Híbrida

Sindicatos, Partidos Políticos e MBL inflamam tensões nas ocupações das escolas.

mentirasverdadesblog-do-mesquita

Asnos! Com todo o respeito aos ruminantes.
A jovenzinha do discurso meloso na Assembleia Legislativa do Paraná, é filha de um militante do PT.

Decorou bem direitinho o ‘script’. Fez o que seu papai com ela ensaiou.

Enquanto os alunos das escolas públicas perdem aulas, meu neto, por exemplo, está em aula hoje, sábado, no Farias Brito – os alunos das escolas privadas se adiantam e estarão qualificados para o mercado de trabalho, – enquanto as turmas das ocupações, sem entrar no mérito das reivindicações, ficarão para trás.

E é exatamente esse “filtro” que o sistema quer. Essa estratégia de dificultar acesso ao conhecimento de uma camada específica do estrato social em países em desenvolvimento, é muito bem aplicada pelos que implementam a pouco conhecida “Guerra Híbrida“.

Estratégia definida na Convenção de Bretton Wood, 1944, e operacionalizada pelos Bilderbergs.

Acordem bobinhos. Vocês são mera massa de manobra a serviço do sistema.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Tecnologia e Educação:A ciência da computação vai virar o novo inglês?

Futura CodeFutura Code School: cursos incluem desde oficinas, de dois dias, até cursos regulares, de até 3 anos.

Nigri é fundador e sócio de uma escola de programação, a Futura Code School. A ideia de começar esse negócio surgiu depois de um pedido do presidente Barack Obama a crianças americanas: “Não comprem um novo videogame. Desenvolvam um”.

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Nem jovem, nem programador, Nigri ouviu as palavras do presidente. “Quando assisti [ao vídeo no qual Obama diz isso], pensei: ‘É o Obama se dirigindo às crianças e pedindo para que elas aprendam a programar. O que isso significa?’”, conta a EXAME.com.

O pedido de Obama fazia parte do projeto “Hour of Code”, que conta com ícones como Bill Gates, cofundador da Microsoft, e Mark Zuckerberg, cofundador e CEO do Facebook. Com as palavras de Obama ainda ecoando em sua cabeça, Nigri uniu-se ao sócio e físico Mário Menezes. Da parceria nasceu a escola que ensina ao público de seis a 17 anos os conceitos da programação.

Localizada no bairro de Perdizes, em São Paulo, a escola oferece cursos usando um sistema de aprendizado simples e lúdico. As aulas têm como base a criação de jogos e aplicativos. Para isso, são utilizadas plataformas como Scratch, Blockly e Stencyl, que “ilustram” códigos por meio de blocos. A ideia é ensinar a lógica da programação antes das linguagens em si.

A Futura Code também atende a escolas que desejam incluir a programação em sua grade curricular. A instituição tem uma vertente social que inclui parcerias com ONGs e oferece aulas gratuitas para crianças que não têm condições de pagar.

SuperGeeksSuperGeeks: o curso regular se divide em nove fases e envolve uma imersão por todas as áreas – Foto:Divulgação/SuperGeeks Jardins

Mais do que uma brincadeira

Também adotando plataformas de programação em blocos, a Supergeeks é outra escola que investe na tendência. O fundador Marco Giroto morou nos Estados Unidos e percebeu que a presença da disciplina nas escolas já estava mais consolidada.

“Quando cheguei, notei um movimento em prol da ciência da computação. Quis trazer a ideia ao Brasil”, relembra. Marco aprendeu a programar aos 12 anos e acredita que a experiência foi importante. “Aprender a programar fez com que meu pensamento se tornasse lógico, com facilidade para resolução de problemas. A criatividade também é constantemente usada e treinada.”

Ele e a esposa, Vanessa Ban, deram início ao projeto no final de 2013. A ideia era oferecer aulas a escolas, mas nenhuma instituição procurada se interessou. A alternativa foi abrir uma unidade própria; hoje já são mais de 30 pelo país. A escola atende a alunos de sete a 16 anos e a duração dos cursos varia de um mês a cinco anos (este é dividido em nove fases e envolve programação avançada).

EXAME.com acompanhou uma aula na unidade SuperGeeks Jardins, em São Paulo. Turmas de até 12 alunos integram um jogo online estilo RPG no qual cada aluno é um personagem. Participar positivamente, como respondendo a perguntas, dá pontos ao aluno e faz com que ele suba de nível. O oposto ocorre caso o aluno atrapalhe a aula.

O fundador enfatiza que a habilidade não deve ser encarada somente como rumo profissional. “A programação não serve só para a criança se tornar programadora; não aprendemos matemática para sermos matemáticos e biologia para sermos biólogos. São coisas relacionadas à nossa vida, e com a programação não é diferente.”

Reinventando o tradicional

A expansão dessa área tem feito com que instituições tradicionais se adaptem. O Colégio Elvira Brandão, de São Paulo, reestruturou as disciplinas de tecnologia e passou a incluir a programação no cotidiano dos estudantes.

Enquanto no ensino integral os alunos têm um currículo extra dedicado à tecnologia, no regular os professores incluem a programação como ferramenta no ensino das matérias escolares.

“A escola tem 112 anos e está consciente de que, se não se reinventar, não sobrevive mais 100 anos”, explica Renato Judice, diretor da instituição. Ele detalha que as mudanças, adotadas a partir de 2015, estão sendo aos poucos absorvidas pelos alunos. “Muitos dão retorno positivo e demonstram empolgação; outros ainda estão se acostumando”, explica.

O novo inglês?

Mitchel Resnick, diretor do grupo Lifelong Kindergarten, do MIT Media Lab, defendeu que aprender programação é tão importante quanto ler ou escrever. Já no Brasil, tem sido comum comparar a importância dessa habilidade com a do aprendizado de inglês.

“Há 20, 30 anos, houve o boom das escolas de inglês, que não eram consideradas tão importantes. Com o tempo, essa habilidade passou a ser mais necessária”, diz Jayme Nigri, da Futura Code. “A programação é, também, uma linguagem universal, mas não tenho a convicção de que chegou para substituir o inglês.”

Já para Marco Giroto, da SuperGeeks, o inglês corre o risco de perder sua posição. “Vejo o aprendizado da ciência da computação como mais importante”, diz. Ele destaca que a nova geração tem motivos para ir atrás desse aprendizado. “O pessoal que vai estar trabalhando daqui a 10 anos, terá dificuldade maior de arrumar emprego se não tiver esse conhecimento. A língua mais falada no mundo é o mandarim, mas poderíamos dizer que é o binário.”
Ana Laura Prado/EXAME.com

Linguagem de programação: o novo curso de idioma das escolas

São José dos Campos entra na corrida global para atrair alunos para o novo campo

Alunos em escola de São José dos Campos.
Alunos em escola de São José dos Campos. PMSJC 

Considerado um dos maiores inimigos do aprendizado na escola, o celular é geralmente banido da sala de aula por causar dispersão e falta de atenção. Mas é cada vez mais difícil separar os jovens de seus aparelhos móveis, dispositivos que manejam com destreza desde os primeiros anos escolares.

Para aproveitar a proximidade dos estudantes com as novas tecnologias, algumas escolas estão incentivando o aprendizado de programação em sala. A escola municipal Elizabete de Paula Honorato, na periferia de São José dos Campos, vem implementando um laboratório de robótica, games e realidade aumentada a pedido dos próprios alunos, com recursos levantados por meio do Projeto Escola Interativa, programa da prefeitura que tem como objetivo equipar as 119 escolas da rede com infraestrutura tecnológica.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
A iniciativa busca aproveitar o potencial econômico da cidade, que abriga um dos maiores parques tecnológicos do país, onde se localizam mais de 300 empresas e instituições do setor. Por meio do projeto, a escola já recebeu o kit de notebooks, tablets, projetores interativos e acesso a rede wi-fi, para que alunos e professores acessem o conteúdo de bibliotecas virtuais públicas no mundo todo.

Um dos alunos que motivaram a criação do laboratório na escola é Leonardo Henrique Garcia, de 12 anos, que na sétima série começou a programar jogosporque, um dia, descobriu um link diferente dentro do site gratuito que os professores lhe indicaram como referência de estudos, a plataforma Khan Academy (que reúne uma vasta biblioteca virtual de conteúdo referente ao ensino fundamental e médio).

Navegando pela plataforma, entrou em um link sobre computação e, em seguida, sobre linguagem de programação, como Scratch (do MIT) e Java Script. Quando se deu conta, estava criando jogos de raciocínio lógico, pois matemática é a aula que ele mais gosta. “Passo bastante tempo jogando no computador. Desenvolver jogos virou um hobby para mim. Ainda não sei se quero trabalhar com isso, mas gosto muito”, conta o tímido aluno.

Os professores perceberam que Leonardo tinha talento para tecnologia quando conseguiu resolver, com linguagem de programação, um problema técnico que impedia que o blog da escola, criado por um grupo de alunos há alguns anos, fosse atualizado

Os professores perceberam que Leonardo tinha talento para tecnologia quando conseguiu resolver, com linguagem de programação, um problema técnico que impedia que o blog da escola, criado por um grupo de alunos há alguns anos, fosse atualizado. Hoje, o aluno coordena o conteúdo da página, atividade que realiza em paralelo a outro blog que mantém, de dobraduras.

Ele também foi escolhido para ser um dos monitores do Laboratório de Educação Digital e Interativa (Ledi), um projeto desenvolvido pela prefeitura da cidade que reúne, em um prédio exclusivo no centro, atividades de computação, programação, audiovisuais e robótica.

Aos 12 anos, Leonardo começou a desenvolver jogos de computador
Aos 12 anos, Leonardo começou a desenvolver jogos de computador PMSJC 

O Ledi também faz parte do projeto Escola Interativa e foi inaugurado este ano. O centro é aberto para a comunidade e para os 60 mil alunos da rede de ensino, e oferece aulas gratuitas de programação e oficinas de computação.

Lá, Leonardo colaborou, junto com um grupo de alunos da rede e de estagiários, todos vindos de graduações tecnológicas de universidades do local, para o desenvolvimento de um jogo educativo que será utilizado em sala nas escolas da cidade, o Sanja Runner – Sanja é como os habitantes se referem a São José dos Campos.

O jogo ensina história, geografia e até matemática por meio de um roteiro elaborado pelos desenvolvedores do Ledi. “Um menino faz a lição de casa, que é sobre os pontos históricos de Sanja, e, cansado, acaba dormindo sobre as anotações. Quando acorda, nota que o trabalho sumiu. Seu cachorro pegou e saiu correndo pela cidade. O personagem precisa recuperar a lição. A cada folha recuperada, uma informação sobre a história do município aparece na tela para o jogador.

Para passar para uma nova fase, o aluno precisa responder a um quiz sobre aquilo que aprendeu”, explica Yoji Kojio, de 24 anos, aluno de ciências da computação da Unifesp e estagiário do Ledi. O game, lançado no final de junho, é uma espécie de Sonic e Mário World educativo e já virou sucesso entre os alunos.

Cenário do Sanja Runner.
Cenário do Sanja Runner. PMSJC 

“A tecnologia está presente na vida dos jovens e já mudou a forma como os alunos interagem e aprendem em sala. Nada mais razoável do que incentivar essas habilidades e aproveitá-las em um modelo de ensino que se torna cada vez mais multidisciplinar”, afirma o vice-diretor da escola Elizabete Honorato, Pablo Jacinto de Oliveira.

No colégio, estão matriculados hoje 1.200 alunos do ensino fundamental e da EJA, ensino de jovens e adultos. Segundo o gestor, a maioria tem até mais de um celular. “As escolas precisam se adaptar às novas demandas de ensino, treinando professores e abrindo oportunidades de aprendizado com ferramentas interativas.

Não apenas por causa do mercado de trabalho, mas também porque os alunos se sentem mais motivados quando utilizamos ferramentas que já fazem parte do dia a dia deles”, complementa.
ElPaís

Politização da infância? Acirramento chega ao playground e preocupa terapeutas

No meio da aula, uma criança desenha a presidente Dilma sendo enforcada, provocando polêmica entre os colegas, deixando a professora confusa e a mãe, em desespero.

Image copyright Thinkstock

A cena, ocorrida em uma escola de São Paulo, dá a medida de como o clima de acirramento político que vive o país está afetando as crianças e deixando pais e escolas sem saber como agir.

O clima de tensão está inclusive deixando as salas de TV, de aula e as ruas e virando assunto de terapia infantil ou entre terapeutas da área.

“Tenho consultório há mais de 20 anos, atendendo crianças de todas as idades. E posso afirmar que nunca vi nada parecido. Nunca um mesmo tema permeou as questões de todas as crianças, seja diretamente ou nas brincadeiras”, diz psicanalista Ilana Katz, doutora em Psicologia e Educação pela FE/USP e pesquisadora do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (LATESFIP/USP).[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

BBC Brasil – Como o clima de acirramento político está afetando as crianças?Em entrevista à BBC Brasil, a especialista fala do clima de ódio e como ele afeta as crianças, sobre as consequências de levá-las a protestos e o que significa vê-las gritar “não vai ter golpe” ou bater panelas na varanda. Ela explica como lidar e conversar com meninos e meninas sobre tolerância em tempos de ódio.

Ilana Katz – As crianças são muito porosas e elas certamente estão sendo afetadas por esse clima de ódio. É algo muito impressionante, e perigoso. Minha percepção é a de que estamos ensinando nossas crianças a odiar e a ver o diferente como inimigo. Essa é a cara do nosso tempo.

BBC Brasil – É razoável levar criança em protestos?

Ilana – É claro que os pais podem convidar os filhos a irem em protestos, desde que a ideia seja transmitir um valor e não puxar isso pelo lado afetivo. Ou seja, é legal querer introduzir um pensamento, mostrar para a criança o que está em jogo, falar da história do país, contar dos avós… Mas não se pode deixar que a criança fique com a ideia de que “se eu for no protesto, meu pai vai me amar mais.” As crianças são muito suscetíveis a isso, precisam dessa aprovação.

BBC Brasil – Por quê?

Ilana – Elas se submetem a essa condição infantil de ser amada pelo outro. Para serem admiradas, elas repetem o que o pai, a mãe ou o amigo fazem, inclusive odeiam.

‘O convite dos pais tem de ser sempre para o pensar. Vai bater panela, filho? Por quê?’ Image copyright AP

BBC Brasil – Seria melhor blindar as crianças desse debate, ainda que parcialmente?

Ilana – Fala-se muito em politização da infância. Mas essa é uma expressão ruim, porque ser político é estar na pólis, é participar. E a criança é um acontecimento na cidade, assim como todos nós. E, hoje, não é mais possível blindar as crianças do que acontece em volta delas.

BBC Brasil – Antigamente era mais fácil fazer isso?

Ilana – É claro que antes se tinha mais controle. Se a mãe dizia ‘não pode ver novela’, a discussão acabava aí. Hoje, quando a mãe sai para trabalhar, a criança vê a novela – ou qualquer outro programa em questão – no YouTube e pronto. Assim, a proibição tem um outro lugar. Um lugar de onde é mais fácil de se fugir.

BBC Brasil – E qual a sua reação ao ver uma criança xingando figuras políticas, algo que temos visto ultimamente?

Ilana – Para mim, isso é o horror. E onde já se viu uma criança brigar com outra por questões políticas? Vemos que elas usam termos que não usaria normalmente, ou seja, mal sabe o que está dizendo.

BBC Brasil – Então elas estão apenas repetindo os pais ou os amigos?

Ilana – As crianças vão conosco nas nossas escolhas. Elas não falam por si em termos de conteúdo – não dá para esperar que elas saibam o que estão dizendo em um momento tão complicado. Mas elas falam por si quando vemos a posição delas. E a posição de muitas é a do ódio. E é como estávamos falando, odeiam porque o pai odeia, xingam porque a mãe xinga.

BBC Brasil – Mas muitos pais acham importante mostrar suas convicções nesse momento. Qual a melhor maneira de se fazer isso?

Ilana – Em qualquer tipo de cenário, é preciso lembrar que há uma diferença fundamental entre a experiência reflexiva e a postura de se transmitir o ódio. Uma coisa é falar das minhas lutas para os meus filhos, é eles me verem triste ou irritada quando há uma notícia negativa nesse sentido. Outra coisa completamente diferente é transmitir a intolerância ao que é diferente. É me ver xingando alguém que pensa diferente dessa minha convicção.

Image copyright Thinkstock

BBC Brasil – Vemos muitas crianças estressadas por esse clima de acirramento. Dizer para um filho que essa discussão não é para a idade dele ou que ele não precisa se posicionar é válido para aliviar essa tensão?

Ilana – Seria razoável inclusive para um adulto dizer que ele não precisa se posicionar, embora nesse momento seja complicado, mesmo que você tente. Mas as crianças precisam ter isso claro, sim. Elas devem saber que podem ter essa dúvida. Porque é justamente essa condição de dúvida que dá lugar para a opinião do outro.

Precisamos dizer para as crianças que ela não precisa concordar com a mãe e o pai ou que ela pode achar legal só uma parte do que o professor ou o amigo falou.

Evidente que os pais podem dar limites e não explicar determinado assunto, mas cada vez isso vai ter menos efeito. Isso precisa vir junto com uma experiência que seja ao mesmo tempo de afeto e de reflexão.

BBC Brasil – Está faltando isso? Exemplo?

Ilana – As crianças são mais suscetíveis ao que a gente transmite do que ao que a gente explica. Dizer que tem de respeitar e depois mandar alguém calar a boca não funciona.
Dizer isso, sem fazer o seu filho se sentir um idiota por querer algo com o qual você não concorda. É a maneira como você explica, é a experiência da tolerância entre pais e filhos. Tudo começa aí.Se seu filho quer um jogo de videogame que você não quer dar, não tem nenhum problema em dizer não, claro. Mas você pode dizer que não vai comprar porque é, sei lá, um jogo em que as pessoas se matam e você não quer isso dentro de casa.

BBC Brasil – Há crianças, especialmente as pequenas, que querem bater panela porque é divertido ou gritar “não vai ter golpe” para agradar ao amigo. Como os pais devem lidar com esse tipo de situação?

Ilana – O convite dos pais tem de ser sempre para o pensar. Vai bater panela, filho? Por quê? Por que vai bater no pixuleco? Você sabe o que isso significa? E vale sempre mostrar a posição do outro.

BBC Brasil – Estamos falhando em mostrar para as crianças a posição do outro?

Ilana – O que me surpreende é a questão do maniqueísmo. A condição do maniqueísmo moral é própria da infância. É o bem e o mal, a princesa e a bruxa, o mocinho e o bandido. Essa é a forma de pensar infantil. Mas o que estamos vendo são adultos virando maniqueístas. É responsabilidade do adulto mostrar que a vida não é assim, que uma pessoa acertou aqui e errou ali. É preciso pode transmitir para as crianças que vamos ter que viver com isso e não apesar disso.

É preciso abrir esse encontro para um espaço para ser um local de pensamento e não uma crença ou uma fé. E para isso, é preciso que haja lugar para a diversidade.

BBC Brasil – E qual o papel da escola em um momento desses?

Ilana – A escola tem a obrigação ética de ensinar o diálogo entre diferentes. Ensinar a suportar a experiência da alteridade, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro.

As famílias também deveriam ter esse papel, claro. Você deveria estar aberto a ouvir que seu filho pensa ou vota diferente, mas sabemos que nem sempre é assim.

Já a escola que não tem escapatória. É sua função desconstruir esse maniqueísmo e ensinar os alunos a aceitar a sustentação do espaço dos outros.
Mariana Della Barba/BBC

O tabu da educação inclusiva no ensino privado

A maioria das escolas particulares ainda resiste em matricular alunos com deficiências graves. Uma nova lei chega para forçá-las a abraçar a inclusão. 

O tabu da educação inclusiva no ensino privado
Constituição determina que a educação inclusiva é dever de todas as instituições de ensino, e não somente as públicas (Foto: Wikipédia)

Em 2001, apenas 20% dos alunos com necessidades especiais matriculados em escolas públicas frequentavam classes comuns junto a alunos considerados “normais”, Em 2014, esse número saltou para 93%, segundo dados do Censo Escolar.

O cenário é bem diferente nas escolas particulares, onde cerca de 80% dos alunos com necessidades especiais permanecem, atualmente, segregados em instituições especializadas ou classes especiais.

Agora, uma nova lei obriga as escolas particulares a se adaptarem para receber alunos com qualquer grau de deficiência, vetando a cobrança de valores adicionais aos familiares destes alunos e aumentando a punição para escolas que recusarem a matrícula.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/15) entrou em vigor em janeiro de 2016 sob os protestos de um sindicato que reúne escolas particulares, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen).

A Confenen entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal para tentar derrubar as exigências feitas na lei à iniciativa privada.

A Confenen alega que o direito de propriedade e a função social das escolas particulares estão sendo violados pela lei. O sindicato diz que seus professores não têm preparo para educar alunos com qualquer grau de deficiência e que, sem repassar os custos da inclusão às famílias beneficiadas, as novas obrigações levariam à desestruturação do ensino e ao fechamento de escolas particulares, pois lançariam sobre elas encargos e custos proibitivos que são de responsabilidade do poder público.

“Estão confundindo educar com socializar, ou colocar no meio dos outros, e isso não resolve. A pessoa com deficiência precisa de tratamento especial para evoluir e o custo é altíssimo. Ele vai ser enganado que está recebendo o tratamento que necessita quando não vai receber”, diz Pedro Dornas, presidente da Confenen, para quem “a obrigação de oferecer educação especializada a deficientes é do poder público”.

Já os que defendem a inclusão escolar em todas as instituições de ensino dizem que as escolas particulares estão preocupadas apenas com o lucro enquanto esquecem que sua função principal é a formação integral da pessoa e a transformação dos alunos em pessoas mais solidárias.

“A escola particular exclui qualquer criança e não somente aquela com deficiência”, diz Ielva Maria Ribeiro, professora de educação especial da rede pública de São Gonçalo, no Rio. “A maioria não quer qualquer tipo de pessoa que não tenha sucesso na escola, que não vá passar no vestibular. Seguem a lógica de que quem tira dez aperta a mão do diretor, quem não tira não aperta.”

Uma liminar da Confenen pedindo a suspensão da lei de inclusão foi indeferida pelo relator da ação no STF, o ministro Edson Fachin, mas o plenário do Supremo ainda precisa avaliar a matéria. O julgamento, que deveria acontecer em março, foi adiado a pedido da Confenen.

A inclusão na prática

A pedagoga Maria Teresa Égler Mantoan, coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade da Unicamp, cita a Constituição e normas anteriores à nova lei que definem  a inclusão escolar como um dever de toda instituição de ensino, e não somente das públicas.  Maria Teresa rejeita os cálculos da Confenen e diz que os custos das adaptações e dos recursos necessários para acomodar alunos com deficiências não são proibitivos. “Não precisa ter um professor de educação especial para cada aluno.

Basta ter um profissional capacitado para a escola inteira”, diz. “Esse professor de Atendimento Educacional Especializado vai estudar todos os casos da escola, verificar as necessidades de cada aluno, fazer parcerias, buscar recursos e apoios que façam com que esses alunos possam participar de uma aula, que é igual para todo mundo, na sala de aula comum.”

Quanto à avaliação desses alunos, Maria Teresa explica que a inclusão traz uma grande mudança. A avaliação de todos os alunos – e não somente daqueles com deficiência — passa a se concentrar na evolução do indivíduo por ele próprio e não por uma média.  O ensino continuará a se basear na passagem de ano, mas a avaliação é feita em função da capacidade de cada um.

“Argumentar que a educação especial e restritiva tem que substituir a educação comum para pessoas com deficiência é um pensamento do século passado”, diz. “A gente aprende em ambientes desafiadores e comuns de educação que não discriminam, não têm preconceitos, não restringem, não limitam a educação para alguns.”

Professora de Atendimento Educacional Especializado (AEE) na Creche Municipal José Calil Abuzaid e no Instituto de Educação Clélia Nanci, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, Ielva Maria acompanha um total de 14 alunos em ambas as instituições. Ela explica que sua principal função como professora de AEE não é reforçar o conteúdo aprendido em sala de aula, mas oferecer recursos que possam ajudar os alunos com necessidades especiais a superarem as barreiras do aprendizado.

“Na Clélia Nanci [escola de ensino médio] temos a Paula. De um dia para o outro, a Paula acordou com baixa visão por conta de uma toxoplasmose e era definitiva. Disponibilizamos para ela um recurso ótico, uma régua de ampliação, que para ela foi suficiente”.

Ielva garante que a estratégia funciona até para crianças com as deficiências mais profundas, mesmo quando o problema é intelectual ou comportamental. Diz que uma boa escola disponibiliza uma série de recursos para o aluno conseguir realizar exatamente aquilo que ele tem condição de fazer, potencializando as habilidades dele.

“O Elias tem autismo, está no sexto ano e estava à beira de uma reprovação. A princípio ele mal falava e não olhava para mim quando eu conversava com ele. O que fizemos na sala de recursos? Pensamos: quais as dificuldades do Elias? Começamos a fazer um trabalho com jogos, com incentivo à leitura na biblioteca e o inserimos em um grupo de alunos com habilidades de superdotação, o que deu muito certo. Não trabalhamos o conteúdo da sala. Esses alunos passaram a ser um círculo de amigos dele”.

Até para os casos mais extremos Ielva garante que “sempre tem um caminho”. Um de seus alunos da creche tem paralisia cerebral e microcefalia, mas desenvolveu a fala e alguns movimentos das mãos. “Fazemos treinos de pegar coisas maiores e menores, de mover de um lugar para o outro, usamos o plano inclinado e hoje quando a professora trabalha os animais em sala, ele já está conseguindo colocar os que ficam na água, na terra, com animaizinhos cortadinhos com velcro atrás”.

Ielva diz que o professor comum não precisa ter especialização para trabalhar com alunos deficientes, pois é o professor de AEE que deve orientá-lo, inserindo o AEE no projeto da escola e dando visibilidade a ele.

“Tem o professor que se vitimiza e diz que não está preparado, mas este não trabalha bem com ninguém. E tem outros que acham que é preciso saber muito além do que já sabem, quando na verdade não precisam. Quando você tira esse medo desses professores, quando você tira essa venda dos olhos, eles conseguem fazer um trabalho muito bonito”.
Opinião&Notícia/Joana Duarte

Violência e Educação

Leio no Jornal O Povo: “Fortaleza é a 13ª cidade mais violenta do mundo”

Aí alguns outros leitores perguntam o que fazer, após sugerirem as soluções paliativas de sempre, com ênfase na questão policial.

Sem investimentos maciços em educação – professores qualificados e bem remunerados, escolas em tempo integral, inclusive com cursos profissionalizantes para alunos e pais aos sábados e domingos, atividades esportivas e artísticas – e efetiva distribuição de renda, ambas com resultados a médio e longo prazos, não há polícia que resolva.
<hr /> [ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 17/11/2011

09:05:31
Energia não vem da tomada.

Circula um vídeo com atores globais perorando sobre hidrelétricas.
Lembrem-se: Atores são entidades que não tem personalidade própria, apenas lêem o que lhes é dado para ler! É provável que não saibam a diferença entre represa e eclusa.

Por que o vídeo não apresenta opiniões favoráveis à obra? Sem as hidrelétricas esses ecochatos, no conforto de Ipanema, não teriam energia pra fazer e divulgar esse vídeo de baboseiras.

Por que o vídeo não apresenta opiniões favoráveis à obra? Sem as hidrelétricas esses ecochatos, no conforto de Ipanema, não teriam energia pra fazer e divulgar esse vídeo de baboseiras.

Por que não fazem um vídeo demosntrando o perigo da imbecilização de novelas, Faustão e outras ameaças à sanidade mental dos indefesos cidadãos, que não tem TV por assinatura?

Para esse ecochatos a comida vem do supermercado e a energia da tomada.

Energia gerada por hidrelétrica não requer o uso de combustíveis para a produção de energia, pois converte a energia potencial gravitacional da água represada nas barragens através de turbinas diretamente para energia elétrica. O preço desta energia não varia. Por não depender de combustíveis, o preço é constante. Para produzir energia hidrelétrica, um país não precisa importar combustível. É uma energia não poluente e renovável, pois não queima nenhum tipo de combustível. A energia elétrica gerada não depende da queima de quaisquer tipos de gases e matérias de partículas, sem criar poluição do ar. A água das barragens pode ser utilizada para a irrigação de lavouras, melhorando a produtividade agrícola no decorrer do ano, além de prevenir inundações. Nas imediações da barragens a água do reservatório pode ainda ser utilizada para a criação de espaços públicos de lazer e de prática de esportes.

17:40:54
Que seja!
“Dilma vai comprar 2.600 ônibus para transporte escolar de 60 mil alunos cadeirantes, em todos os estados, até 2014.
Anuncia hoje no lançamento do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Segundo o Censo de 2010, há no país 45,6 milhões de pessoas com alguma deficiência. É quase um quarto da população.”
O Globo

17:48:54
Mais um!
OAB lança selo para divulgar instituições de ensino satisfatórias.
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, anunciou que a entidade lançará na próxima quarta (23), às 11h, o Selo OAB. A publicação trará os nomes das instituições de ensino que apresentam índices satisfatórios de qualidade no ensino em Direito, a partir do cruzamento dos dados do último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), divulgado no semestre passado, e os últimos resultados obtidos nas mais recentes edições do Exame de Ordem Unificado.
Coluna Claudio Humberto 


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]