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O desafio da economia diante das mudanças climáticas

Apesar de crescimento econômico ameaçar o clima, ele é necessário, sobretudo em países mais pobres. Perante este impasse, especialistas defendem que o capitalismo passe a priorizar investimentos sustentáveis.    

Painel solar e área de floresta ao fundoPainel solar: produção de energia renovável é um dos pontos-chave para uma guinada rumo à economia verde

Em seu romance de ficção científica de 2012 News From Gardenia (Notícias de Gardênia, em tradução livre), o autor Robert Llewellyn observa um mundo que acaba ficando bem. Os seres humanos vivem harmoniosamente com o ambiente natural ao seu redor. O capitalismo de mão pesada parece ter entrado em colapso, substituído por uma troca local de bens e serviços. As comunidades parecem mais saudáveis ​​e felizes, mas é uma catástrofe global inespecífica na história que forçou a mudança.

O arco narrativo é tal que Greta Thunberg também concordaria com ele. O crescimento econômico é um “conto de fadas” que mata o planeta, disse a jovem ativista em setembro. “Desacelerem por opção agora”, pediu ela aos líderes da Cúpula da Ação Climática da ONU, “ou as mudanças climáticas nos forçarão a fazê-lo – talvez mais cedo do que mais tarde”.

Sublinhando seu ponto de vista, o movimento Greve pelo Futuro (nome internacional: Fridays For Future) de Thunberg convoca um Dia sem Compras nesta sexta-feira (29/11), em plena Black Friday, uma tradição comercial dos EUA que se segue ao Dia de Ação de Graças e dá a largada para a temporada de compras de Natal.

Para a maioria dos economistas, no entanto, uma solução de baixo ou nenhum crescimento para as mudanças climáticas não é algo a ser levado a sério e certamente não pode ser aplicado em escala global. “O campo da Greta é mais um fenômeno econômico avançado”, diz à DW Adam Tooze, professor de história da economia na Universidade de Columbia. “Está no domínio da política razoável para economias avançadas dizer que não precisamos de mais crescimento.”

A agricultura e as mudanças climáticas

Ele acrescenta, entretanto, que isso não se aplica às economias mais pobres e em desenvolvimento, que enfrentam uma “genuína escolha difícil” entre atender às “necessidades humanas existenciais” – como água potável, saneamento e assistência médica – e buscar a rápida descarbonização necessária para atender às metas do Acordo de Paris sobre o aquecimento global.

“Isso coloca a maior parte do ônus da descarbonização nos países ricos”, frisa Tooze. “Neles, o desafio é menor, mas de modo algum é uma questão fácil em termos de tecnologia e política”. Economistas como Tooze defendem, ao invés de uma escolha radical por um não crescimento, puxar as alavancas existentes do capitalismo global para alcançar o crescimento sem pegada de carbono.

Uma dessas alavancas são os bancos centrais, que, segundo Tooze, poderiam projetar políticas monetárias que favoreçam soluções climáticas como energias renováveis, tecnologia de baterias e captura de carbono em larga escala, além de tornar menos atraentes os investimentos sujos.

Com a flexibilização quantitativa (QE, na sigla em inglês) de volta à caixa de ferramentas do banco central para estimular as economias estagnadas, Tooze quer que o Banco Central Europeu “se comprometa a comprar tantos títulos verdes quanto puder, sem excluir investidores privados”.

“Não há realmente nenhum caso para bancos centrais ou gestores de reservas cambiais estrangeiras ainda continuarem subscrevendo um status quo de combustíveis fósseis, que sabemos que não é sustentável”, afirma o especialista.

A ideia causa arrepio a alguns bancos centrais, especialmente ao Bundesbank, o Banco Central alemão, que se opõe à QE de maneira mais ampla e é “muito crítico” à chamada QE verde. “Nossa missão é a estabilidade de preços, e a neutralidade do mercado é fundamental para nossa política monetária”, disse o presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, no mês passado em Frankfurt.

Capital verde

Em outras palavras, é trabalho dos políticos, não dos bancos centrais, colocar o dedo na balança, despejando trilhões de dólares de capital em prol da desaceleração do aquecimento global.

Outras instituições financeiras são menos nervosas. No início deste mês, o Banco Europeu de Investimento (BEI) anunciou que deixaria de apoiar projetos de combustíveis fósseis até o final de 2021. Isso retiraria de hidrocarbonetos cerca de 2 bilhões de euros em financiamento anual proveniente da União Europeia (EU).

Os analistas de financiamento climático saudaram a decisão do BEI, observando que ainda há muito mais a ser feito. O financiamento climático global total atingiu 612 bilhões de dólares em 2017, um recorde, antes de cair para 546 bilhões de dólares em 2018, de acordo com um relatório anual divulgado neste mês pela Iniciativa de Política Climática (CPI), think tank ambientalista que presta consultoria sobre investimentos verdes.

A entidade calcula que sejam necessários 3,8 trilhões de dólares a cada ano para atingir as metas climáticas de Paris.

Usinas termoelétricas vistas no horizonte, diante do pôr do sol“Intervenção governamental para deter mudanças climáticas tem que ser muito mais agressiva”, alerta especialista

“A verba não basta”, diz Barbara Buchner, diretora de finanças climáticas da CPI. “Mas reservar apenas alguns pontos percentuais do investimento total para a ação climática nos levaria muito mais longe.”

Buchner quer ver uma “transformação econômica total”, que, antes de mais nada, significa acabar com o carvão, eletrificar o transporte, além de produzir e distribuir energia renovável suficiente para assegurar que a eletricidade seja livre de carbono. “A tecnologia existe”, diz. “Ou pode existir em breve, caso sejam dados incentivos suficientes para pesquisa e desenvolvimento em larga escala.”

Revolução Industrial como exemplo

“Esse tipo de transformação já aconteceu anteriormente”, afirma Ashoka Mody, economista da Universidade de Princeton. Ele deposita suas esperanças de crescimento econômico climaticamente neutro em parte, e talvez ironicamente, no ponto de virada histórico que iniciou a mudança climática: a Revolução Industrial. Naquela época, como agora, o sistema econômico global mudou fundamentalmente; e então, como agora, a transição produziu vencedores que lucraram e perdedores que precisaram de compensação.

A comparação de Mody, no entanto, vem com uma ressalva: sem uma ameaça iminente, a revolução industrial do século 19 foi se desenvolvendo à medida que a tecnologia e as práticas de negócios evoluíam. A adoção foi mais orgânica.

O rápido aumento da temperatura global, como previsto no relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) de 2018, significa que “não podemos esperar”, diz ele. “A intervenção governamental precisa ser muito mais agressiva”, alerta.

Embora exista um amplo consenso de que tanto uma taxação séria sobre o carbono quanto uma regulamentação forte são necessárias, Mody defende principalmente a última. “Normas funcionam. Restrições levam à inovação”, afirma, citando como exemplo o Clean Water Act (lei da água limpa) de 1972, que forçou a indústria dos EUA a encontrar modos de limitar a poluição da água e continuar lucrativa.

Para Mody, a questão não é se a economia pode crescer, mas como. “Tantas pessoas ainda são desesperadamente pobres”, observa. “Em seu nível mais básico, o crescimento econômico é o que permite que as crianças se saiam melhor que seus pais”, diz. “Sem crescimento, as pessoas vão perder o incentivo para participar da vida cívica.”
WD

Jeremy Rifkin,Energia,Combustíveis Fósseis,Energia Renovável,Blog do Mesquita,Foto Stephan Roehl

“Estamos diante do fim das energias fósseis” – Jeremy Rifkin; sociólogo e economista

Jeremy Rifkin,Energia,Combustíveis Fósseis,Energia Renovável,Blog do Mesquita,Foto Stephan RoehlO sociólogo e economista Jeremy Rifkin (Denver, 1943) previu o fim do trabalho muito antes de todos os ‘think tanks’ do mundo. Fotografia de Stephan Roehl do mundo anunciassem que as máquinas ocupariam a maioria dos postos de trabalho na indústria.

Pergunta. O senhor afirma que em breve teremos energia gratuita. Acredita que os gigantes da energia permitirão que isso aconteça?

Resposta. No ponto em que estamos, é irrelevante o que esses gigantes digam porque isso já está acontecendo. A segunda revolução industrial já atingiu o pico e está em pleno declínio. O elefante na sala é a mudança climática: estamos diante de mudanças radicais no planeta nos próximos 50 anos, não em dois séculos. Precisamos de uma nova abordagem econômica e devemos enfrentar a questão fundamental de como produzimos.

P. Essa terceira revolução parece em algo com as anteriores?

R. Em todas as grandes mudanças econômicas convergiram três fatores: o primeiro é a comunicação; o segundo, as novas fontes de energia que impulsionam a economia; o terceiro as formas inovadoras de transporte que são mais eficazes. Assim, a segunda revolução industrial nasceu nos Estados Unidos com a eletricidade centralizada, o telefone, o rádio e a televisão, e o petróleo barato do Texas. Henry Ford colocou todos na estrada. Isso continuou durante um século, mas em julho de 2008 tudo desabou quando o preço do petróleo atingiu o recorde de 147 dólares o barril. A economia entrou em colapso porque tudo dependia das energias fósseis e nucleares. Com os preços atuais, essas empresas não são competitivas, não podem se manter com preços inferiores a 40 dólares o barril, todas vão à falência. Chegamos ao final da segunda revolução industrial, baseada em combustíveis fósseis.

P. E como isso levará à energia de custo zero?

R. Como a economia vai crescer se estiver conectada a infraestruturas do passado que atingiram seu pico de produtividade nos anos noventa? Já atingiu o máximo, e isso muitos partidos políticos, de esquerda ou de direita, não entendem, embora os empresários estejam começando a entender. Por exemplo, na Espanha, podem ser feitas todas as reformas trabalhistas que se quiser, ou criar incentivos para novos investimentos, mas não fará nenhuma diferença porque as empresas estão conectadas a uma infraestrutura obsoleta.

P. Como se encaixam nisso as novas formas da Internet?

R. O capitalismo ainda não sabe como lidar com essa economia colaborativa. Eu considero que é um novo sistema econômico, assim como foram o capitalismo e o socialismo. Está aqui para ficar, embora agora pareça algo muito nebuloso. Já vimos o que aconteceu com as comunicações, agora vamos ver o que acontece com a energia e os transportes. A tecnologia digital leva a custos marginais próximos de zero. Os jovens estão produzindo e compartilhando sua própria música, o custo de produzir com qualidade de estúdio é quase zero e jovens compartilham o resultado por quase nada. O mesmo acontece com os vídeos. Os jornais e as revistas estão vivendo isso com as redes sociais. As pessoas contribuem para o Wikipedia por nada, o conhecimento do mundo está se democratizando. Muitos pensaram que isso só acontecia no mundo virtual, não no real, mas o que eu afirmo é que quando você aplica isso na Internet das Coisas essa diferença desaparece. Estamos vendo isso na energia, no transporte e na logística. Por exemplo, na Alemanha, com cujo Governo trabalho há décadas, a energia eólica e solar está aumentando muito rapidamente com um custo marginal zero. Em 10 anos será de 40% e até 2040 será de 100%. É um progresso semelhante ao dos microchips dos computadores: nos anos 40, havia um par de computadores e custavam milhões de dólares, mas depois veio o chip Intel e agora temos computadores em telefones que custam 25 dólares na China que são mais poderosos dos que foram usados para enviar o homem à lua. Ainda se ignora que vai acontecer o mesmo processo com a energia solar e eólica: em 1978, um watt solar custava 78 dólares, agora custa 50 centavos. E em 18 meses custará 35 centavos.

P. E como se resolve o problema da acumulação? Porque essa energia exige que haja luz ou vento…

R. Chegaremos a isso. Uma vez que se paga pela infraestrutura, depois os custos são zero. O vento ou a luz não nos mandam a conta. Há vários fatores fundamentais que determinam que isso funcione, um deles é a conectividade necessária para o transporte e a logística. Temos que fazer todos ao mesmo tempo. A Alemanha e a Dinamarca estão se movimentando muito mais rápido do que outros e estão tendo sucesso. No ano passado, um dia houve tanta energia solar e eólica que tivemos preços negativos. É grátis. Insisto: não é uma teoria.

P. Que outros países estão na liderança?

R. A China está ciente de que perdeu a primeira revolução industrial e parte da segunda. Estou viajando constantemente para lá e agora eles reagem muito rápido. Investem muito na digitalização da eletricidade, de modo que milhões de chineses possam produzir sua própria energia solar e colocá-la na rede. Ninguém fala sobre isso.

P. Que implicações isso terá?

R. Quando tivermos toda essa energia será possível o transporte sem motorista via GPS. Os jovens estão evoluindo da propriedade de veículos ao acesso à mobilidade. É uma mudança gigantesca no conceito de transporte, acelerado pelo negócio de carros compartilhados. As empresas estão conscientes de que cada vez mais circularão menos carros: para cada veículo compartilhado, 25 são eliminados. Os carros representam o terceiro maior emissor de carbono. Acredito que isso acabará eliminando 90% dos automóveis e a imensa maioria dos que restarem será de veículos elétricos sem motorista. Não só os veículos terrestres como carros e trens, mas também no oceano.

P. Essas mudanças chegarão a tempo? Porque a poluição que afeta as grandes cidades chinesas ou no México está tornando inabitáveis esses lugares.

R. Eu sinceramente não sei. O relógio avança a toda velocidade. Trabalho com isso desde os anos 70 e ninguém antecipou o ciclo que estava sendo criado. O estudo mais recente, publicado na Science em março, afirma que o derretimento da Antártida é muito mais rápido do que pensamos e que as correntes de água mudarão, produzindo tempestades gigantescas em todo o planeta, nunca vistas antes. Dentro de um século, muitas cidades costeiras estarão sob a água. A humanidade está enfrentando o momento mais decisivo e terrível da sua história como espécie. Por outro lado, as tecnologias que nos ajudam a combater isso podem avançar muito nas próximas décadas ou anos. Inclusive ainda mais no mundo em desenvolvimento porque carece de infraestruturas. Precisamos de três gerações totalmente comprometidas, não cometer muitos erros e uma boa liderança.

P. Todas as suas teorias parecem muito mais fáceis de aplicar em países desenvolvidos. As ideias para transformar Copenhagen na cidade mais verde do mundo não parecem fáceis de replicar no México ou em Pequim.

R. Estou trabalhando com o Governo chinês. O que eu digo lá e também na União Europeia é que estão construindo um mundo novo, mas continuam investindo em infraestruturas pertencentes à segunda revolução industrial, não à terceira. É preciso mudar as prioridades. Que tipo de cidade estamos construindo? Com a terceira revolução industrial, não há nenhuma razão pela qual não possamos construir cidades menores dentro das grandes metrópoles, cidades-satélites, e com imensas reservas ecológicas entre elas. Podemos realizar reflorestamentos maciços em cidades entre meio milhão e dois milhões de habitantes. E isso poderá ser feito porque poderemos nos mover de um lugar para outro de forma mais rápida e limpa. Os carros como conhecemos hoje não estarão aqui dentro de 20 anos.

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Você sabia que o Brasil tem uma “usina de ondas” no Ceará?

Você sabia que o Brasil tem uma “usina de ondas” no Ceará?

E que tal transformar a energia da onda em energia elétrica? Essa é a ideia da usina localizada no quebra-mar do Porto de Pecém, no Ceará. Projetada para começar a operar em 2020, apesar de ter começado a construção em 2012, a iniciativa é a primeira da América Latina!

O projeto é de pesquisadores da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e a natureza da tecnologia é 100% brasileira. Estima-se que o espaço gerará 100 quilowatts para abastecer o principal porto cearense. Para se ter uma ideia, é possível atender aproximada 60 famílias locais.

Com equipamentos de baixo impacto ambiental, a principal inovação é a construção em módulos, que permite a ampliação da capacidade. Cada módulo é formado por um flutuador, um braço mecânico e uma bomba conectava a um circuito de água doce. A medida que as ondas “chacoalham”, as bombas hidráulicas são acionadas e fazem a água doce circular em um ambiente de alta pressão. Logo em seguida a água doce vai para um acumulador, com água e ar comprimidos em uma câmara hiperbárica.

Segundo os pesquisadores, o Brasil tem oito mil quilômetros de extensão litoral que poderia receber uma usina similar e gerar aproximadamente 17% da atual capacidade instalada. Para essa unidade, o investimento será de 18 milhões de reais.

Assista ao vídeo abaixo para entender mais sobre a solução:

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Solaroad abre primeira ciclovia solar

Tire as crianças da pista de bicicleta solar! Eles estão bloqueando o sol! Eles estão em US $ 3,7 milhões de bicicletas fotovoltaicas e ciclovias de concreto pré-moldado, rodando todos os 230 pés, que vão gerar energia suficiente para fornecer eletricidade suficiente para três casas!

Ambiente & Ecologia,Energia,Energia Renovável,SolaroadInstalação Solaroad

Agora eu não quero chover no desfile de bicicletas de ninguém, mas todas as reclamações que tivemos com o projeto da estrada solar de Scott Brusaw se aplicam aqui em espadas. O pessoal da Solaroad, que construiu esta ciclovia na Krommenie, perto de Amsterdã, admite que por causa do ângulo (quase plano), esses painéis solares irão gerar apenas 30% do que um painel convencional montado no teto produziria. Eles também são protegidos por vidro temperado texturizado pesado, que provavelmente custa muito mais do que os painéis solares nos dias de hoje.

O The Guardian observa que “Um acabamento não adesivo e uma ligeira inclinação servem para ajudar a chuva a remover a sujeira e assim manter a superfície limpa, garantindo a máxima exposição à luz solar”, mas nem todos pensam que farão o trabalho.

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© Solaroad via Gizmodo

Na Revista Renewables, Craig Morris não tem tanta certeza e diz “Por favor, apenas pare”. Ele questiona se os painéis chegarão perto de 30% de um painel convencional.

Eu vou adivinhar que a sujeira, vidro temperado (para dar ao caminho uma superfície decente para pneus de bicicleta), e sombreamento reduzem muito mais a produção de energia, provavelmente por algo próximo a 100% (significando> 65%, se você seguir meu caminho). matemática). Sem o vidro, as pessoas provavelmente cairiam de suas bicicletas com bastante frequência.

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© Solaroad via twitter

Agora devo tentar e ser otimista e positivo sobre a marcha do progresso solar, e note que a) este é um projeto piloto, um teste de três anos para ver quanta energia pode gerar e quão segura a estrada está sob diferentes condições de energia. b) A geração solar é apenas uma das coisas que eles estão tentando, em última análise, fazer uma visão muito maior e grandiosa do que uma estrada pode fazer. Neste PDF, ele observa:

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© TNO

Uma estrada de energia solar oferecerá uma oportunidade única para integrar diferentes funções na superfície da estrada. Os sensores que coletam informações sobre a circulação do tráfego podem ajudar a melhorar o gerenciamento do tráfego ou até mesmo permitir a orientação automática do veículo. Outras funções possíveis são marcações rodoviárias variáveis, luzes LED ‘tag-along’ e aquecimento no inverno. E, eventualmente, um sistema de transferência de energia sem fio para veículos.

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Mas ainda acho difícil pensar em um lugar pior para colocar painéis solares do que na estrada, exceto talvez no meu subsolo. Mais em Solaroad.nl se estiver funcionando novamente.
Lloyd Alter.

Maior torre de energia solar do mundo é construída em deserto de Israel

Usina de Ashalim ficará pronta no primeiro trimestre de 2018

A Usina de Ashalim, em construção, em Israel
Foto: Divulgação

Na paisagem das areias do deserto do Negev, no sul de Israel, uma torre de 250 metros de altura – o equivalente a um prédio de 50 andares – se destaca. Trata-se da torre da usina solar de Ashalim, parte do esforço das autoridades israelenses para produzir, até 2020, 10% de sua energia através de fontes renováveis; hoje, este porcentual é de 2,5%.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

A mais alta do mundo em um projeto de energia solar térmica concentrada (Concentrating Solar Power – CSP, em inglês), a torre de Ashalim é circundada por 50.600 espelhos controlados por computador (heliostatos), distribuídos por uma área de 3 km². Esses espelhos acompanharão a movimentação do sol de modo a refletir luz sobre uma caldeira localizada no alto da torre, durante o maior tempo possível ao longo do dia.

A radiação solar infravermelha capturada pelos espelhos e refletida sobre a caldeira criará um processo térmico de vapor que moverá enormes turbinas, gerando energia elétrica “limpa”. Quando pronta, no primeiro trimestre de 2018, a usina de Ashalim produzirá 121 megawatts de energia solar, suficientes para iluminar 125 mil casas, evitando a emissão anual de 110 mil toneladas de dióxido de carbono.

“A eletricidade será gerada a partir do vapor da mesma forma que geraria uma usina de gás ou de carvão, mas a energia não vem de combustíveis fósseis e sim do sol. É uma obra de porte para quem quer investir em energia limpa”, diz o engenheiro uruguaio Jacinto Durán-Sanchez, diretor-geral da usina solar.

Espelhos e torre da Usina de Ashalim ao fundo
Espelhos podem ser controlados remotamente e ficam próximos a torres de wi-fi, para garantir conexão sem interrupção | Foto: Felipe Wolokita

Conexão 24h

Os espelhos serão controlados remotamente até mesmo por telefones celulares dos engenheiros e diretores. Diariamente, a areia do deserto acumulada sobre eles terá de ser retirada.

“Os heliostatos vão estar inclinados, levando os raios de sol e o calor até a caldeira para levar a água a um vapor de 600 graus. Cada heliostato tem seu comando individual e remoto. Entre os espelhos há torres de wi-fi para assegurar que estejam conectados 24h por dia”, explica o engenheiro argentino Claudio Nutkiewicz, outro latino-americano envolvido no projeto.

No mundo, existem atualmente apenas 10 usinas heliotérmicas com capacidade superior a 121 MW. A maior é a de Ivanpah, no deserto do Mojave (EUA), inaugurada em 2014, com capacidade projetada de 392 MW. Mas ela conta com três torres de 190 metros de altura cada uma (40 andares), que recebem luz de 173.500 heliostatos.

As turbinas da usina solar
Usina de Ashalim tem custo estimado de US$ 570 milhões | Foto: Daniela Kresch

O projeto de Israel é mais humilde no número de espelhos (um terço), mas inova ao contar com apenas uma torre dez andares mais alta – que teria potencial maior na produção energética com custo menor do que o de erguer diversas torres. Novos megaprojetos com torres altíssimas (ao invés de várias mais baixas) estão em andamento. Uma delas, na Austrália, chegará perto da de Ashalim. A Aurora Solar Energy terá uma torre de 227 metros de altura (48 andares).

A usina solar (ou heliotérmica) de Ashalim tem custo estimado de US$ 570 milhões e, faz parte de um projeto mais amplo, o Megalim, uma joint-venture entre a General Electric (GE), a BrightSource (empresa americana de energia solar que também construiu a usina de Ivanpah) e o fundo israelense Noy (que investe em infraestrutura, com participação do Banco Hapoalim, o maior do país).

No total, o projeto é estimado, em US$ 820 milhões, incluindo mais duas obras complementares: uma para armazenamento de energia solar de noite e outra de uma usina com tecnologia fotovoltaica para produzir ainda mais energia. Juntos, os três projetos solares gerarão cerca de 310 MW – cerca de 2% das necessidades de Israel.

Mas as usinas heliotérmicas também têm críticos. Nos Estados Unidos, ambientalistas apontam para o fenômeno de aves mortas encontradas nas proximidades dessas centrais elétricas. Eles afirmam os pássaros são incinerados pela luz refletida pelos espelhos, que pode alcançar 600° centígrados.

Energia renovável tem impacto ecológico

Painéis solares podem dizimar insetos

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Painéis solares podem dizimar populações de insetos frágeis, de acordo com um novo estudo que levanta dúvidas sobre o impacto ambiental de algumas formas de energia renovável.

Cientistas descobriram que insetos aquáticos, como a efemérida, podem confundir painéis fotovoltaicos brilhantes com poças de água, das quais dependem para se reproduzir.

“O efeito de painéis solares em insetos aquáticos ainda não foi pesquisado”, diz Bruce Robertson, cientista do Departamento de Energia dos EUA no laboratorio de Bioenergia de Grandes Lagos, em Michigan.

“É evidente que o pior local para se colocar uma instalação solar é nas proximidades de lagos e rios, onde os insetos seriam facilmente atraídos.”

Os insetos confundem os painéis com água porque ambos refletem horizontalmente luz polarizada – um truque ótico no qual as ondas de luz vibram na mesma direção.

Muitos insetos começaram a detetar esta luz polarizada como um meio seguro de achar água, particularmente em ambientes áridos.

Eles se acasalam sobre os painéis, o que os torna vulneráveis a predadores, e colocam ovos na superfície, onde morrem, informa o Guardian.


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Energia renovável e Ambiente

É incontestável que o uso de energia solar é uma fonte não poluente, renovável, e econômica, compensando a médio prazo o investimento.

Traduzindo em cálculos, para um imóvel com quatro pessoas, por exemplo, seriam necessárias seis placas solares, suficientes para reduzir a conta de energia elétrica em pelo menos 30%.
José Mesquita – Editor


Energia renovável tem impacto ecológico. Painéis solares podem dizimar insetos.

Painéis solares podem dizimar populações de insetos frágeis, de acordo com um novo estudo que levanta dúvidas sobre o impacto ambiental de algumas formas de energia renovável.

Cientistas descobriram que insetos aquáticos, como a efemérida, podem confundir painéis fotovoltaicos brilhantes com poças de água, das quais dependem para se reproduzir.

“O efeito de painéis solares em insetos aquáticos ainda não foi pesquisado”, diz Bruce Robertson, cientista do Departamento de Energia dos EUA no laboratorio de Bioenergia de Grandes Lagos, em Michigan.

“É evidente que o pior local para se colocar uma instalação solar é nas proximidades de lagos e rios, onde os insetos seriam facilmente atraídos.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Os insetos confundem os painéis com água porque ambos refletem horizontalmente luz polarizada – um truque ótico no qual as ondas de luz vibram na mesma direção.

Muitos insetos começaram a detetar esta luz polarizada como um meio seguro de achar água, particularmente em ambientes áridos.

Eles se acasalam sobre os painéis, o que os torna vulneráveis a predadores, e colocam ovos na superfície, onde morrem, informa o Guardian.
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