Tecnologia – Profissões do Futuro

Guia do espaço e designer de órgãos: Organização lista dez profissões do futuroThinkstock

Foi-se o tempo em que as respostas para a pergunta “o que você quer ser quando crescer?” eram apenas “médico”, “advogado” e “professor”.

Futuras gerações devem ter opções muito mais criativas, como “guia turístico do espaço” ou “designer de órgãos do corpo”.

É o que diz o relatório Tomorrow Jobs, feito em parceira pelo Future Lab, consultoria que tenta prever tendências em 14 áreas, e a Microsoft Surface, área da empresa voltada para estudantes.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

O relatório descreve dez empregos que não existem hoje mas que, segundo a consultoria, existirão em dez anos.

“Tenho que ser honesto: alguns empregos desta lista surpreenderam até a gente, e não é muito fácil nos surpreender”, disse à BBC Steve Tooze, futurologista do Future Lab.

De acordo com o Departamento de Empregos americano, 65% dos estudantes de hoje irão trabalhar em carreiras que ainda não existem.

Veja abaixo os empregos do futuro:

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1. Arqueólogo de lixo espacial

Sua tarefa será localizar e explorar destroços de materiais na órbita da Terra. Também farão tours guiados em naves abandonadas e satélites fora de uso, enquanto coletam, arquivam e decifram cada item recuperado.

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2. Especialista em armazenamento de memória

O relatório prevê que, no final dos anos 2020, interfaces cérebro-software que antes eram usadas apenas por neurocientistas irão se popularizar. Com isso, as pessoas poderão ler e capturar pensamentos, memórias e sonhos.

Esses especialistas teriam a função de ajudar os usuários a aumentar a capacidade de armazenamento de suas mentes. Com isso, elas poderão acessar mais lembranças e experimentá-las quando quiserem.

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3. Estrategistas de recuperação da natureza

Com a previsão de que a população da Terra ultrapasse os 9 bilhões, os ecossistemas naturais estarão no limite em 2025. Esse profissional irá reconstruir ecossistemas usando fauna e flora de todo o mundo. A ideia é que ele possa reintroduzir plantas e animais extintos em diversas regiões, além de ajudar os animais a migrarem quando necessário.

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4. Profissional de inovação de bateria

O estudo prevê que, em alguns anos, haverá um aumento do uso de energias renováveis, como solar e eólica. Porém, será preciso ter energia armazenada para dias em que não haja sol ou vento

Quem fará isso são esses profissionais, que combinarão diferentes elementos para inventar novos tipos de armazenagem de energia. Eles também irão supervisionar a instalação de supercarregadores para lidar com a demanda crescente por energia gerada pelo aumento do uso da “internet das coisas”.

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5. Designer de partes do corpo

Futurologistas preveem que, com os avanços da tecnologia, a média de idade dos humanos supere os cem anos. Isso vai acontecer com a popularização das técnicas de substituição de órgãos e tecidos humanos.

O designer de órgãos vai projetar membros que combinem com o tom de pele e musculatura, além de criar novas aparências ou aumentar a funcionalidade de membros para determinadas funções ou esportes.

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6. Designer de ambientes virtuais

Por volta de 2025, milhões de pessoas passarão uma boa parte do dia trabalhando, jogando ou viajando em ambientes de realidade virtual. Mas essa experiência precisará ser imersiva a ponto que quase não seja possível diferenciá-la do mundo real. Por isso, será preciso ter profissionais como arquitetos e design de interiores que trabalhem apenas no ciberespaço.

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7. Ativista de ética tecnológica

Na próxima década, o relatório prevê que a tão esperada era dos robôs finalmente chegará. Eles poderão ser assistentes pessoais, técnicos de trabalhos manuais ou atendentes de serviços aos consumidor, por exemplo. Mas eles roubarão os empregos das pessoas? Quem irá regular isso? É aí que entra a figura do ativista, que atuará junto a governos para decidir o que os robôs podem ou não podem fazer.

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8. Comentarista de cultura digital

Acredita-se que o sucesso de redes sociais de apelo visual, como Instagram e Pinterest, mostre que as novas gerações se engajem cada vez mais com a cultura por meio de imagens. Por isso, será necessário ter alguém que transforme cultura e artes em imagens, além de adaptar a cultura de marcas a essa nova realidade.

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9. Biohacker freelance

Um ambiente antes restrito a acadêmicos irá se abrir para profissionais que não precisam publicar artigos ou dar aula e, com isso, podem explorar mais sua criatividade.

O relatório prevê que, em dez anos, a medicina também passará a se aproveitar de crowdsource e soluções inovadoras na busca de vacinas, antibióticos e curas de doenças. A ideia é que esses profissionais freelance se unam em ambientes online e usem ferramentas de edição de genes, por exemplo, para buscar curas de doenças.

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10. Criação na área de dados da internet das coisas

Muita gente não sabe, mas já está usando a internet das coisas, com carros e eletrônicos que têm softwares que coletam dados. A tendência é que isso aumente – seu tênis pode reunir dados sobre sua corrida para você, por exemplo.

O profissional dessa área irá unir e interpretar esses dados, de forma a oferecer mais serviços úteis para o consumidor.

Procura-se: homem, solteiro

Recrutamento onlineDireito de imagemGETTY IMAGES

Como headhunters podem estar perseguindo você no Facebook

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]Há quatro meses, a neozelandesa Lisa Dorahy navegava pelo Facebook quando viu um anúncio de emprego surgir em seu feed de notícias.

Ela não estava à procura de um novo trabalho e aquela era uma das poucas vezes em que Dorahy, uma ocupada mãe de três crianças, teve tempo de dar uma passeada pelas redes sociais.

Mas o post que procurava por uma assistente em meio-período em uma empresa de recrutamento parecia perfeito para ela.

Ela clicou no link e se candidatou. Três dias depois, foi chamada para uma entrevista, e na semana seguinte já começava no novo emprego. Hoje, Dorahy entende que o anúncio tinha como alvo alguém exatamente com seu perfil.

Recrutamento seletivo

Smartphone
Certas redes sociais contam com um movimento diário de 1 bilhão de usuários, o que atrai os headhunters – Direito de imagemALAMY

Anúncios de emprego no Facebook não são um fenômeno recente – você certamente já viu algum em sua página. Mas é possível que você também tenha notado anúncios para funções ou setores normalmente fora da sua área de atuação.

Isso provavelmente resulta da busca de headhunters por pessoas com habilidades e experiência como as suas, com base em informações que o Facebook “aprendeu” sobre você a partir do seu comportamento no site.

À medida que mais headhunters começam a usar esse recurso, alguns especialistas também alertam sobre o outro lado da moeda: a possibilidade de que o Facebook também seja usado para que os headhunters obtenham informações que podem servir para discriminar e eliminar possíveis candidatos, como idade, etnia, religião e gênero.

Tudo funciona da seguinte maneira: o Facebook Ads é um serviço que permite que empresas paguem para postar anúncios no feed de notícias ou nas laterais do feed dos usuários da rede social. Quando publica um anúncio, a empresa pode escolher o tipo específico de pessoa que ela quer atingir, com base em dados como idade, gênero, interesses, etnia, religião e muito mais.

A BBC Capital entrou em contato com o Facebook, mas a empresa se recusou a comentar sobre a prática de recrutamento seletivo na plataforma.

Mas o Facebook não é a única rede social que permite publicidade direcionada. Qualquer plataforma que colete dados sobre seus usuários pode oferecer esse serviço. O Google+ ou o Instagram (que pertence ao Facebook) são dois exemplos, enquanto o LinkedIn permite a headhunters criar anúncios com base na idade e no sexo, mas não na etnia nem na orientação sexual do usuário.

Um bilhão de possibilidades

Jorgen Sundberg
Segundo Jorgen Sundberg, especialista em marketing digital, 10% dos headhunters britânicos fazem anúncios direcionados – Direito de imagemLINK HUMANS

Jorgen Sundberg, fundados da agência de marketing digital Link Humans, em Londres, acredita que 10% das 20 mil empresas de recrutamento da Grã-Bretanha estejam usando os anúncios direcionados do Facebook para encontrar profissionais. “Dentre todas as empresas de tecnologia, o Facebook é, indiscutivelmente, o que possui mais informações sobre qualquer pessoa”, explica Sundberg.

Um porta-voz do Facebook afirmou que a empresa não divulga dados sobre o número de headhunters que utilizam a ferramenta, e se recusou a comentar mais sobre o assunto.

“Com 1,13 bilhão de usuários ativos por dia, o Facebook é um lugar onde você pode encontrar candidatos para todo tipo de emprego”, afirma Tony Restell, sócio da agência de mídias sociais Social-Hire, com sede na Grã-Bretanha. “Analistas do mercado financeiro têm as mesmas chances de querer se conectar com amigos do que motoristas de caminhão. Por isso, o Facebook tem uma penetração enorme em vários setores da economia.”

Essa grande variedade de usuários faz com que os anunciantes sejam específicos e precisos ao buscar seus alvos. Quando não o fazem, acabamos recebendo aqueles anúncios que não fazem o menor sentido para nós.

Mas, segundo Restell, o Facebook não quer dar margens a erros. A empresa compensa os anunciantes oferecendo preços mais baixos se a audiência estiver interessada no post, enquanto cobra mais daqueles cujos anúncios não são populares.

Procura-se: homem, solteiro

Emily Richards
A headhunter Emily Richards usa o Facebook para 30% das vagas que tem para preencher – Direito de imagemGRAHAM WARMAN PHOTOGRAPHY

A neozelandesa Emily Richards, chefe de Dorahy na firma de recrutamento Human Connections Group, usa o Facebook para preencher um terço das vagas disponíveis na empresa.

Por cerca de US$ 14 (ou R$ 46), um anúncio pode atingir até 10 mil pessoas, dependendo do perfil desejado – algo que, para Richards, é uma opção com uma ótima relação custo/benefício.

Mas a empresária também se diz “totalmente ciente” da capacidade das companhias de usar o direcionamento para acabar eliminando certos perfis “indesejados”. “Se colocada nas mãos erradas, a ferramenta pode ser extremamente prejudicial para a igualdade de gêneros, a igualdade racial e tudo aquilo para o qual trabalhamos tanto para evitar.”

Com o objetivo de testar a precisão de um anúncio direcionado, a BBC Capital fez uma simulação no Facebook. A primeira opção foi apenas por homens com idades entre 18 e 25 anos, morando em Nova York. Em seguida, excluímos todos os que têm filhos ou que são casados ou comprometidos. É possível até fazer escolhas por apenas algumas etnias. Excluímos ainda todos os vegetarianos, veganos e pessoas que “curtem” chocolate.

O anúncio final para uma “Superestrela das Redes Sociais” foi logo aprovado pelo Facebook e publicado para cerca de 430 mil homens jovens, solteiros, sem filhos e carnívoros.

O que diz a lei

Davida Perry, sócia do escritório de advocacia Schwartz & Perry, de Nova York, acredita que a prática de direcionar anúncios de emprego através do Facebook Ads pode levar à violação de várias leis.

Nos Estados Unidos, uma lei federal proíbe que o recrutamento seja feito de maneira a discriminar pessoas por sua idade, raça, religião, sexo, estado civil, saúde e orientação sexual.

Portanto, mesmo que os anúncios não sejam necessariamente discriminatórios, o processo de direcionamento – através de selecionar certos perfis e excluir outros – pode ser.

Mas para Perry, apesar de o processo usado para postar anúncios direcionados poder ser ilegal, é muito difícil provar que há discriminação.

A política de publicidade do Facebook diz que anunciantes “não devem usar as opções de direcionamento para discriminar, assediar, provocar ou denegrir usuários”. Esses anunciantes também são obrigados a assegurar que sua propaganda está de acordo com a lei.

Apesar dos riscos, especialistas em recrutamento online pedem para que as pessoas não pensem no cenário mais negativo.

Sundberg faz uma analogia com “a Força” da saga Star Wars: os anúncios direcionados podem ser usados pelo lado negro, mas também pode servir para um bem maior.

“Há todo tipo de gente no mundo, mas de maneira geral, trata-se de uma forma legítima de se conseguir o que se quer”, afirma.
Jessy Edwards/BBC

O jovem que passou do pior vendedor de telefones a guru da tecnologia

O britânico Jacyn Heavens vendia telefones celulares com tanto sucesso que conseguiu até comprar uma Ferrari aos 24 anos. Mas o começo da carreira do jovem, hoje com 33 anos, não foi dos melhores.

EPOS NowA carreira de Jacyn Heavens começou com péssimo rendimento e broncas do chefe – Image copyrightEPOS NOW

Três anos antes da compra da Ferrari, em 2004, depois de ter trabalhado em uma companhia de seguros, Heavens conseguiu um emprego como vendedor de celulares em Norwich, leste da Inglaterra. Mas não conseguia vender nada, até que um dia, quando o chefe quase o demitiu, a trajetória dele teve uma reviravolta.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

“Antes de começar tinha imposto uma meta de dobrar meu salário básico, mas o único problema era que eu tinha que trabalhar. Os celulares estavam no auge, mas isso não era o que eu queria. Não consegui fazer nenhuma venda sequer.”

O chefe logo se cansou da falta de rendimento do funcionário. “Fora do escritório e não volte até que consiga fazer uma venda!”, disse o chefe a Heavens.

“Assim que entrei no carro comecei a chorar. Liguei para a minha mãe e falei que eu era um inútil, que tinha que deixar de trabalhar naquilo.”

Apesar da crise de choro, Heavens decidiu ficar no emprego e criou uma estratégia para conseguir vender telefones.

Jacyn HeavensNão são muitos os jovens de vinte e poucos anos que conseguem comprar uma Ferrari – Image copyrightJACYN HEAVENS

E hoje Jacy Heavens é o fundador e presidente da Epos Now, uma das empresas com crescimento mais rápido na área de tecnologia na Grã-Bretanha.

Segurança econômica

Em 2004 o trabalho de Heavens era muito simples: ele fazia telefonemas, um atrás do outro, para tentar vender celulares para empresas e sempre recebia um não como resposta.

O jovem então percebeu que a razão de nenhuma empresa estar interessada no que ele vendia era que ainda faltava muito para o fim dos contratos que já possuíam com empresas de telefonia celular.

Então, ao invés de tentar vender telefones, Heavens começou a perguntar para as empresas quando seus contratos iam acabar.

EPOS NowA Epos Now conta com 260 funcionários – Image copyrightEPOS NOW

Depois, ele fez uma lista incluindo as empresas e datas e, quando via que o fim do contrato de uma empresa se aproximava, ligava para oferecer renovação de equipamentos.

Assim ele começou a fechar muitas vendas.

“Na lista dos empregados que mais vendiam eu estava na posição 500 entre 500 pessoas. Mas quando comecei com minha estratégia, de repente passei para o 200º lugar e depois para o 50º e, em pouco tempo, acabei virando o número um”, contra o empreendedor.

Vendo o sucesso do jovem, uma empresa de telefonia celular de Londres ofereceu um emprego e, quando chegou na cidade, Heavens continuou aumentando as vendas e começou a receber comissões.

Com tanto sucesso na capital britânica, ao completar 24 anos ele tinha “segurança financeira suficiente” para comprar uma Ferrari.

Apesar disso, dois anos depois Heavens decidiu abandonar o mundo das vendas.

“Estava um pouco queimado. Decidi voltar para Norwich e simplesmente relaxar.”

“Tinha chegado ao topo nas vendas. Consegui tudo o que poderia conseguir. Então pensei em abrir um bar com um amigo”, contou.

Oportunidade

Jacyn HeavensHeavens (esq.) reconheceu que não tinha experiência nenhuma para gerenciar um bar – Image copyrightJACYN HEAVENS

Depois de abrir o bar em Norwich, em 2009, Heavens percebeu o quanto ele não sabia sobre gerenciamento de bares, apesar de seus pais já serem donos de um.

“Mas o maior problema chegou quando começamos a ganhar dinheiro. Fizemos as contas e aí nos demos conta de todos os custos: fornecedores, telecomunicações, banda larga, produtos de limpeza etc.”

Foi então que ele descobriu que precisava de um ponto de venda eletrônico. Um sistema informatizado que, em geral, tem uma tela sensível e o software permite que pequenos comerciantes comprovem facilmente quais são seus lucros e gastos.

Heavens pesquisou o preço do que já existia no mercado para atender aos comerciantes e achou tudo muito caro para ele e para outros, cerca de US$ 8 mil (quase R$ 26 mil).

Neste momento ele viu uma oportunidade de negócios: produzir uma versão sistema por menos de um quarto do preço.

E, para isso, Heavens vendeu a Ferrari, voltou a hipotecar sua casa e decidiu entrar no mercado de pontos de venda eletrônicos.

Assim a Epos Now nasceu em Norwich em 2011 com hardware importado da China.

EPOS NowNo começo a Epos Now comprava seu sistema de software mas, depois, teve que criar um sistema próprio – Image copyrightEPOS NOW

E, para comprar o Epos Now, o pequeno comerciante pode baixar o sistema a um preço de US$ 1,3 mil (cerca de R$ 4,2mil).

As vendas foram um sucesso.

Mas nem tudo foi tranquilo. Há um ano o negócio enfrentou um grande problema quando seu fornecedor de software abandonou a empresa.

A Epos Now teve que encontrar e contratar seu próprio especialista imediatamente para continuar no ramo.

“Ninguém sabe se vai ter sucesso (quando começa um negócio), mas é preciso se comprometer e superar qualquer problema”, afirmou Heavens.

Faturamento

De acordo com Heavens hoje a Epos Now fatura US$ 2,6 milhões por ano (cerca de R$ 73,4 milhões). O produto já entrou nos mercados da Alemanha e Estados Unidos e a empresa abriu escritório em Orlando, na Flórida.

EPOS Now
Os escritórios da EPOS Now agora se parecem com os escritórios de grandes empresas de tecnologia – Image copyrightEPOS NOW

Mas o jornalista especializado em tecnologia Adrian Marte alerta que empresas como a Epos Now precisam encarar um número cada vez maior de competidores no setor, que oferecem seus produtos a um preço mais baixo, devido as grandes quedas de preços do hardware.

Heavens, por sua vez, confia na empresa e já declarou que ela deve chegar a um faturamento anual de US$ 133 milhões em cinco anos (mais de R$ 432 milhões).

“Todo mundo está me oferecendo dinheiro para comprar a empresa. No ano passado tive uma oferta de US$ 66,5 milhões (mais de R$ 216 milhões).”

“Mas não faço isso por dinheiro, faço porque é divertido. Gosto das negociações e de fechar acordos”, acrescentou o empreendedor.

Comportamento – A exigente (e instável) geração do milênio

São confiantes, não se sentem presos aos seus empregos. É duro aprender a lidar com essa turma.

Geração Y,Educação,Comportamento,Blog do Mesquita

É cada vez mais difícil contratar e reter talentos. Os profissionais mais jovens estão chegando ao mercado com expectativas exageradas sobre sua carreira, que geralmente não coincidem com as de seus empregadores.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

São representantes da chamada geração do milênio, também conhecida como geração Y. Uma radiografia extensa desses jovens, nascidos entre 1980 e 2001, acaba de sair nos Estados Unidos sob o título The Troph Kids Grow Up: How the Millennial Generation Is Shaking Up the Workplace (“Os garotos premiados cresceram: como a geração do milênio transforma o ambiente de trabalho”), escrita pelo jornalista americano Ron Alsop, do Wall Street Journal.

Quem são esses jovens?

Segundo Alsop, eles cresceram num ambiente superprotetor. Mimados por pais e professores, foram habituados a receber troféus – eis a origem do título do livro – por suas conquistas infantis. Têm uma confiança elevada nas próprias competências e costumam se irritar quando o empregador não partilha dessa avaliação.

“Acham que têm condições de se tornar CEO de um dia para o outro”, diz Alsop. Esses jovens começam agora a ocupar as vagas deixadas pelos baby boomers – como são conhecidos os nascidos entre a Segunda Guerra e 1960 –, que estão se aposentando.

Suas expectativas são muito maiores do que as das gerações que os precederam. De acordo com uma pesquisa da CareerBuilder, o maior site de emprego dos Estados Unidos, eles querem de imediato salários altos (74%), horários flexíveis (61%), promoção antes de completar um ano na empresa (56%) e um pouco mais de tempo livre e férias (50%).

Exigentes, precisam da atenção constante de seus chefes. Avaliações anuais não são suficientes. Querem saber com freqüência como estão se saindo no trabalho. Ao mesmo tempo, ficam aborrecidos quando recebem críticas. Alsop sugere que sejam repreendidos de forma cuidadosa, sob o risco de que abandonem a empresa.

“Gostam de ser estimulados a toda hora, mas nem sempre recebem de forma positiva as sugestões para melhorar seu desempenho”, disse Steve Canale, gerente de recrutamento da General Electric, em entrevista a Alsop.

A hierarquia das empresas também não assusta esses jovens profissionais. “Querem ser tratados como colegas, não como subordinados, e esperam acesso livre a seus chefes, mesmo ao CEO, para defender suas idéias brilhantes”, afirma Alsop.

Apesar das exigências que fazem a suas empresas, os integrantes da geração do milênio não se sentem amarrados a elas. Se o trabalho deixa de ser gratificante, o abandonam sem pensar duas vezes, até porque não os incomoda a idéia de voltar para a casa dos pais, se necessário.

Num levantamento realizado pela Michigan State University e pelo site MonsterTrak, dois terços desses jovens afirmaram que, provavelmente, “surfarão” de um emprego para outro durante suas carreiras.

O autor de The Troph Kids Grow Up acredita que as empresas terão de se adaptar, em alguma medida, à geração do milênio para conseguir reter seus talentos. Precisam de suas habilidades tecnológicas, de sua capacidade de trabalhar em equipe e de sua competência para executar vários trabalhos ao mesmo tempo.

É fundamental, segundo Alsop, que mostrem claramente as oportunidades à disposição desses jovens, caso permaneçam na empresa.
da Época

The Guardian anuncia 250 demissões para ser rentável em três anos

Katharine VinerEmpresa enfrenta com urgência “uma mudança radical” e espera que as saídas sejam voluntárias

Katharine Viner. Gorka Lejarcegi

O jornal britânico The Guardiananunciou planos de cortar 250 postos de trabalho para equilibrar contas que resultaram no último ano em perdas de 58,6 milhões de libras (307 milhões de reais).

No total, a equipe do diário no Reino Unido se reduzirá em 18%, o equivalente a 310 empregos, já que outros 60 postos permanecerão sem reposição porque não será renovado o contrato dos atuais ocupantes.

A empresa acredita, segundo informação publicada em sua edição online, que todos os cortes serão alcançados com saídas voluntárias.

Os planos da editora de The Guardian e The Observer, a edição dominical do jornal, incluem a reestruturação das partes menos rentáveis do negócio para tentar sair dos números vermelhos em três anos. Entre outras medidas, a empresa abandona o projeto de transformar um galpão ferroviário em um espaço para eventos.

O Guardian Media Group conta com uma equipe de 1.960 pessoas. Um total de 750 pertence à área editorial, da qual serão cortados 100 funcionários. Os outros 150 postos serão eliminados em outras áreas do negócio.

Os 210 trabalhadores fora do Reino Unido não estão incluídos nas previsões de redução do quadro. Os custos trabalhistas do grupo representam a metade do total.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Em um correio eletrônico à equipe, a diretora de The Guardian, Katherine Viner, e o diretor-executivo, David Pemsel, afirmam que “o volátil ambiente dos meios” desencadeou “uma necessidade urgente de atuação radical”. “Nosso plano de ação tem um objetivo: garantir a integridade jornalística e a independência financeira de The Guardian para a perpetuidade”, acrescentam.

Em janeiro, The Guardian apresentou um plano de três anos com o objetivo de conseguir o saneamento das contas para o exercício 2018-2019. As medidas incluem reduzir em 20% os custos, o que equivale a 262 milhões de reais, potencializar novas fontes de receita e um novo modelo de assinatura.

A ediçãoonline de The Guardian é aberta e gratuita, e conta com 7,35 milhões de usuários únicos por dia. É o segundo jornal diário britânico com mais tráfego, depois doMail Online.

The Guardian está com perdas há mais de uma década, mas a empresa se encontra entre as editoras mais seguras financeiramente no país. O Guardian Media Group possui importante receita procedente do Auto Trader, negócio de anúncios classificados da indústria automobilística. A propriedade do grupo está em mãos do Scott Trust, cujo compromisso é garantir a independência financeira e editorial de The Guardian.

O ano de 2015 foi devastador para o setor dos meios de comunicação. Segundo explica o próprio jornal, “grandes empresas, como Google e Facebook, monopolizaram o mercado de publicidade” e “o crescimento das empresas de telefonia móvel torna mais difícil obter ganhos econômicos”.

As receitas com publicidade impressa no Reino Unido caíram 25%. O jornal The Independent deixará de ser publicado em papel na semana que vem e outros grupos jornalísticos também fizeram cortes em sua equipe.

Os lucros dos jornais líderes do mercado, The Daily Telegraph, The Sun e The Daily Mail, caíram 40% na última década. E o Financial Times, por sua vez, foi vendido no final do ano passado para o grupo japonês Nikkei.

Há apenas duas semanas, porém, foi colocado no mercado um novo jornal impresso no Reino Unido. Trata-se de The New Day, propriedade do Trinity Mirror, o maior grupo editorial britânico.

É o primeiro diário impresso lançado no país em 30 anos, tem 40 páginas, sai a um preço inicial de 25 pences (1,3 real) e não possui edição online.
ElPaís

Algemas de ouro: O outro lado do paraíso das empresas de tecnologia

Por trás de todo os benefícios fascinantes, existe o real motivo de as empresas ‘mimarem’ seus empregados.

O outro lado do paraíso das empresas de tecnologia
Os privilégios são “algemas de ouro” para manter os funcionários presos às suas mesas (Foto: Flickr)
As empresas de software supostamente são um paraíso para os “nerds talentosos”. Não só os funcionários recebem salários fantásticos, como também têm uma série de benefícios adicionais, como refeições preparadas por chefs cordon bleu, academia de ginástica e de ioga no local de trabalho, lavanderia, ônibus para levá-los e buscá-los no trabalho, entre outros privilégios.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Afinal, essas empresas têm poucos recursos além dos cérebros de seus funcionários. E a batalha para conquistá-los está cada vez mais intensa à medida que a revolução digital reconfigura a dinâmica do mundo empresarial.

Gigantes como Google e Facebook estão procurando fortalecer sua posição no centro dessa nova economia com o investimento maciço em pesquisa e na expansão em outras áreas. As startups menores também querem atrair talentos; por sua vez, as fábricas estão reagindo à revolução digital com a contratação de programadores e outros especialistas em informática para digitalizar seus produtos.

Esse novo mundo está criando uma geração de talentos acostumada a receber salários altos e benefícios diferenciados. As maiores empresas estão construindo sedes fabulosas: a “nave espacial” da Apple, projetada por Norman Foster, terá um espaço de 260 mil m2 e na nova sede sustentável e futurística do Google os escritórios ficam dentro de uma enorme cúpula transparente.

Algumas empresas, como a Netflix, oferecem férias “ilimitadas” aos seus funcionários. O Facebook está oferecendo até US$20,000 às funcionárias que queiram congelar seus óvulos.

No entanto, uma carreira como desenvolvedor de software ou engenheiro de computação não é uma garantia de satisfação. Em 2015, uma pesquisa realizada com 5 mil especialistas em computação, tanto em empresas de tecnologia como em outros setores, pelo aplicativo TINY Pulse, especializado em monitorar a satisfação de empregados em seus locais de trabalho, revelou que muitos deles sentem-se alienados, sem perspectiva, subestimados e confusos.

Só 19% dos especialistas em TI disseram que se sentiam felizes em seus empregos e 17% mencionaram que a empresa valorizava o trabalho deles.

O descontentamento era ainda maior do que em outros setores: só 36% dos profissionais da área de tecnologia viam uma carreira definida à sua frente, em comparação com 50% de profissionais da área de marketing e mercado financeiro; só 28% dos que trabalhavam no setor de tecnologia entendiam a visão da empresa comparados aos 43% de outros setores; por fim, 47% disseram que tinham boas relações com seus colegas de trabalho em comparação com 56% de profissionais de outras áreas.

As empresas de tecnologia que oferecem benefícios especiais aos seus funcionários não são movidas por um sentimento genuíno de generosidade. Elas proporcionam esses privilégios porque exigem tanto das pessoas, que elas não têm tempo para mundanidades como almoçar fora ou levar roupas para a lavanderia.

Como observou Gerald Ledford da Escola de Administração da Universidade de Southern California, os privilégios são “algemas de ouro” para mantê-las presas às suas mesas. E os que são apenas competentes, além de serem descartáveis, trabalham duro enquanto as estrelas brilham.
Fontes:
The Economist-The other side of paradise

Robôs x empregos: a automação vai fechar mais vagas do que criar?

Carros que dirigem sozinhos, serviços de entregas feitos por robôs, softwares cuidadores de idosos e “serpentes” cirurgiãs.

Reuters

Alguns especialistas acreditam que robôs podem substituir humanos em determinadas tarefas

A automação promete ganhos milionários para as empresas do setor, mas o que acontece com as pessoas que executam as mesmas tarefas que esses robôs? A nova tecnologia vai ajudá-los a trabalhar de forma mais eficiente ou vai colocar seus empregos em risco?

A discussão ainda é polêmica entre acadêmicos, com alguns convictos de que passar o trabalho para as máquinas aumentará o desemprego, enquanto outros acreditam que a automação vai trazer prosperidade.

Bob, por exemplo, é um guarda de segurança robô que patrulha o local de trabalho, monitorando as salas em 3D e relatando anomalias. Ele é fruto da imaginação de cientistas da Universidade de Birmingham, que insistem que a máquina irá “apoiar os seres humanos e aumentar as suas capacidades”, apesar das preocupações de que a tecnologia poderia, eventualmente, substituir os agentes de segurança humanos.

O Exército dos Estados Unidos, por sua vez, está analisando a substituição de milhares de soldados por veículos de controle remoto para tentar evitar cortes radicais de tropas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Ascensão dos robôs

Carl Frey, pesquisador da Universidade de Oxford que estudou a ascensão de trabalho computadorizado, ganhou as manchetes quando previu que a automação colocaria até 47% de empregos americanos em “alto risco”.

Sua previsão foi atacada como sendo exagerada por Robert Atkinson, presidente da Fundação Tecnologia da Informação e Inovação, com sede nos Estados Unidos.

Mas Frey mantém sua previsão, insistindo que o número não é tão chocante quando se considera que o processo pode levar duas décadas. Os dois discordam sobre os números, mas concordam que mais máquinas estão chegando ao local de trabalho. No ano passado, o número de robôs industriais vendidos no mundo atingiu um recorde de 179 mil, de acordo com a Federação Internacional de Robótica. Alemanha, Japão e Estados Unidos tornaram-se grandes investidores em tecnologia automatizada, mas há sinais claros de intensificação do uso de máquinas mesmo em países onde o trabalho fabril, que costuma ter salários baixos, é comum.

A China, por exemplo, se tornou no ano passado o maior comprador mundial de robôs industriais. E, de acordo com Frey, as máquinas estão entrando na Índia também. “A Nissan usa robôs industriais para a produção de seus carros no Japão”, diz ele, “mas nós já estamos vendo exemplos do mesmo tipo de empresas tornando-se automatizadas na Índia.” Empresas em todo o mundo estão investindo em tecnologias que podem automatizar uma nova gama de postos de trabalho.

Na Alemanha, por exemplo, a empresa de robótica Kuka está testando uma câmera de TV sem cinegrafista para transmissão ao vivo que promete oferecer uma imagem livre de trepidação. A BBC já usa um sistema de câmera robótica diferente em seus estúdios. Enquanto isso, no Japão, a fabricante de robótica Yaskawa produziu uma robô de dois braços que pode montar produtos em linhas de produção com destreza semelhante à humana.

Rethink Robotics

O robô Baxter foi criado para trabalhar na linha de produção

A Foxconn, uma montadora de iPhones com base na China que emprega mais de um milhão de pessoas, disse à BBC que está investindo em tecnologias de automação para ajudar a absorver sua intensa carga de trabalho. Mas não são apenas as máquinas físicas que estão em ascensão – software “bots”, que simulam ações humanas repetidas vezes, também estão remodelando o local de trabalho.

Em março, o Los Angeles Times publicou automaticamente uma notícia de última hora, graças a um algoritmo que gera uma pequena reportagem quando ocorre um terremoto. E o aplicativo de chamada de taxi Uber, tem a vantagem sobre os concorrentes de combinar automaticamente carros vazios com passageiros sem a necessidade de operadores humanos. Travis Kalanick, fundador do Uber, já afirmou que poderá reduzir os custos ainda mais quando substituir a frota por veículos sem condutor.

Empregos ‘em risco’

Frey diz que o desenvolvimento tecnológico só vai acelerar nos próximos anos. Seu estudo de 2013 descobriu que, de uma amostra de 702 ocupações, quase metade corria o risco de ser informatizada. Alguns trabalhos, como dentista, dependem de capacidade de diagnóstico avançada e, assim, são menos suscetíveis de substituição por uma máquina.

Também são seguras profissões como treinadores esportivos, atores, trabalhadores da área social, bombeiros e, mais obviamente, padres. Mas datilógrafos, agentes imobiliários e vendedores estão entre as ocupações consideradas com alta probabilidade de automatização no futuro, afirma. “Fiquei um pouco surpreso quando chegamos ao número de 47%”, ele disse à BBC.

Getty Images

A empresa japonesa Kokoro criou um robô-recepcionista para escritórios

“Mas a linha entre o homem e a máquina está se tornando cada vez mais tênue. Estamos vendo alguns trabalhos que já foram automatizados, mas ainda não na dimensão em que acreditamos que eles estarão nas próximas décadas.”

Anos de expansão

O professor Atkinson observa que há “um verdadeiro temor de que nós estejamos rumando para a automatização de tanto trabalho que não haverá mais nada para as pessoas fazerem”.

Ele diz acreditar, no entanto, que essas preocupações sejam exageradas. “Nossas estimativas internas são de que, na melhor das hipóteses, um terço dos empregos atuais poderia ser automatizada com a tecnologia existente hoje.” “Mas um dos erros que as pessoas fazem nesta teoria é que não fazem qualquer distinção entre as funções e os empregos.”

“Uma máquina pode fazer uma determinada função, mas os trabalhos da maioria das pessoas envolvem várias funções diferentes. Você não pode automatizar todas as tarefas com uma única máquina.”

Ele acrescenta que a automação só irá melhorar a vida das pessoas: “Meu argumento é que quando uma empresa reduz os custos, a receita extra irá inevitavelmente voltar para os acionistas e empregados. Isso aumenta os gastos do consumidor e cria mais empregos.”

Frey concorda que tal cenário utópico é possível, mas argumenta que as empresas devem se planejar com antecedência para alcançá-lo. “Os últimos 20 anos nos ensinaram que alguns locais se adaptaram bem à revolução do computador e alguns não.” “Muitos estudos têm mostrado como os computadores substituíram o trabalho em muitas das antigas cidades industriais, mas, ao mesmo tempo, esses computadores têm criado uma série de ocupações em outros lugares.”

“Alguns prosperam com as mudanças, e outros não. Tudo depende de como você se adapta.”
Rob Crossley/BBC

PSDB, Partidos Políticos brasileiros e o duplipensar

Duas caras Blog do MesquitaContinua, sei é inglório o discurso acerca, a me impressionar o nível de desonestidade intelectual dos partidos políticos brasileiros.

Todos esses “ajuntamentos” de interesseiros praticam com requinte cirúrgico a canalhice do duplipensar¹.

Quando do início do programa “Mais médicos” – e aqui não me detenho no mérito do programa por não ser minha seara a avaliação da validade ou não das políticas públicas de saúde – os partidos de oposição ao governo federal, desfiaram, através de seus parlamentares através de veemente discursos das tribunas legislativas bem como através de todas as mídia disponíveis, suas (deles) condenações ao programa.

Entre os argumentos utilizados por tucanos de alta plumagem como o Senador Álvaro Dias, estava a acusação segundo a qual o programa “Mais Médicos” estava “subtraindo” – a oratória desse senador é prenhe de sofismas – empregos de profissionais médicos brasileiros. Novamente não entro no mérito objetivo desse argumento.

Agora chego ao ponto; no sul do Brasil, segundo informe da Folha de S. Paulo, trabalhadores são “importados” do Uruguai para suprir carências de mão de obra em diversos setores da economia. O mesmo jornal informa que o Paraná está importando caminhoneiros da Colômbia. Uáu!

Até esse momento não li nem ouvi nenhuma estrela do PSDB reverberar absolutamente nada contra essa usurpação de postos de trabalho de brasileiros.

O PSDB também não manifestou nenhum interesse, como agiu em relação ao programa dos médicos estrangeiros, nem exigiu nenhuma investigação para determinar se existem, ou não, intermediações, e se as há, de que tipo nessas importações de mão de obra, nem muito menos se há perda de remuneração em relação aos salários dos trabalhadores brasileiros, nem se existe alguma perda nesses salários em favor dos intermediários.

Fica a impressão que se o trabalhador importado não for cubano, nada há de significativo para que o poleiro se agite.

¹Duplipensar é o ato de aceitar simultaneamente duas crenças contraditórias como corretas, muitas vezes de distintos contextos. O duplipensar é irmão siamês da hipocrisia e da imparcialidade. Uso um léxico mais próximo dos cientista sociais está relacionado é um dissonância cognitiva, onde dois argumentos causam conflito.


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