McCain quer desonerar o etanol brasileiro

Para analistas brasileiros, sempre que tem eleições para a presidência dos Estados Unidos, a opinião é a de que a vitória de uma candidato republicano, é melhor para o Brasil. Argumentam que os republicanos são mais liberais em matéria de comércio exterior.

Como esperado, o candidato republicano John McCain, já revela que terá um tratamento diferenciado, para melhor, em relação ao etanol brasileiro e, principalmente, acena com a possibilidade da entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU.

McCain quer se aproximar do Brasil
Do O Estado de S.Paulo – De Patrícia Campos Mello

O candidato republicano John McCain quer acabar com a tarifa de importação sobre o etanol brasileiro e eliminar o subsídio ao etanol de milho americano. Ele também apóia a entrada do Brasil no Conselho de Segurança da ONU e no G-8.

Durante três dias da semana passada, a reportagem do Estado acompanhou McCain em campanha por Nova York, Boston, Filadélfia e Washington. E constatou que o republicano tem mais ligações com o Brasil que os brasileiros imaginam.

Seu jatinho de campanha é um Embraer 190, da Jet Blue. McCain já esteve várias vezes no Rio de Janeiro nos anos 50, quando namorou uma carioca.

Se for eleito presidente dos EUA, o candidato republicano deve se aproximar do Brasil, nação que elogia por sua política de energia limpa.

“Cometemos uma série de erros ao não adotar uma política energética sustentável – um deles são os subsídios para o etanol de milho, que eu avisei em Iowa que iriam destruir o mercado e foi de fato o que aconteceu: o etanol de milho está causando um sério problema de inflação”, disse McCain em entrevista ao Estado em Boston.

“Além disso, está errado impor uma tarifa de US$ 0,54 por galão de etanol de cana brasileiro, que é muito mais eficiente do que o etanol de milho.”

Já o candidato democrata Barack Obama defende uma cooperação energética com o Brasil, mas não quer acabar com a tarifa nem com o subsídio.