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Elizabeth Barrett Browning – Poesia – Como te amo?

Como te amo?
Elizabeth Barrett BrowningArtes Plásticas,Desenhos,Henry Asencio,Blog do Mesquita

Como te amo? Deixa-me contar de quantas maneiras.
Amo-te até ao mais fundo, ao mais amplo
e ao mais alto que a minha alma pode alcançar
buscando, para além do visível dos limites
do Ser e da Graça ideal.
Amo-te até às mais ínfimas necessidades de todos
os dias à luz do sol e à luz das velas.
Amo-te com liberdade, enquanto os homens lutam
pela Justiça;
Amo-te com pureza, enquanto se afastam da lisonja.
Amo-te com a paixão das minhas velhas mágoas
e com a fé da minha infância.
Amo-te com um amor que me parecia perdido – quando
perdi os meus santos – amo-te com o fôlego, os
sorrisos, as lágrimas de toda a minha vida!
E, se Deus quiser, amar-te-ei melhor depois da morte.

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Elizabeth Barrett Browning – Poesia

Ama-me por amor
Elizabeth Barrett BrowningElizabeth Barrett Browning,Poesia,Literatura,Blog do Mesquita

Ama-me, por amor do amor somente,
Não digas: Amo-a pelo seu olhar,
O seu sorriso, o modo de falar
Honesto e brando. Amo-a porque se sente

Minh’alma em comunhão constantemente
Com a sua”. Por que pode mudar
Isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
Do tempo, ou para ti unicamente.

Nem me ames pelo pranto que a bondade
De tuas mãos enxuga, pois se em mim
Secar, por teu conforto, esta vontade

De chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
Me hás de querer por toda a eternidade

Gustave Carmichael Schmalz,Elizabeth Barrett Browning,Poesia,Literatura,Artes Plásticas

Elizabeth Barrett Browning – Poesia

Soneto 43
Elizabeth Barrett BrowningGustave Carmichael Schmalz,Elizabeth Barrett Browning,Poesia,Literatura,Artes Plásticas
 
Amo-te quando em largo, alto e profundo
Minh’alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.
 
Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.
 
Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.
 
Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quisesse,
Ainda mais te amarei depois da morte.
 
Pintura de Gustave Carmichael Schmalz
Elizabeth Barrett Browwning recebe Robert Browning

Elizabeth Barrett Browning – Versos na tarde – 25/08/2016

Como te amo II
Elizabeth Barrett Browning ¹

Ama-me por amor do amor somente.
Não digas: ” Amo-a pelo seu olhar,
O seu sorriso, o modo de falar
Honesto e brando. Amo-a porque se sente

Minh’alma em comunhão constantemente
Com a sua”. Por que pode mudar
Isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
Do tempo, ou para ti unicamente.

Nem me ames pelo pranto que a bondade
De tuas mãos enxuga, pois se em mim
Secar, por teu conforto, esta vontade

De chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me, por amor do amor, e assim
Me hás de querer por toda a eternidade.

¹ Elizabeth Barrett Browning
* Durham, Inglaterra – 6 de Março de 1806 d.C
+ Florença, Itália – 29 de Junho de 1861 d.C


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Elizabeth Barrett Browning – Versos na tarde – 31/08/2016

Parte: não te separas
Elizabeth Barrett Browning ¹

Parte: não te separas! Que jamais
Sairei de tua sombra. Por distante
Que te vás, em meu peito, a cada instante
Juntos dois corações batem iguais.

Não ficarei mais só. Nem nunca mais
Dona de mim, a mão, quando a levante
Deixará de sentir o toque amante
Da tua, – ao que fugi. Parte: não sais!

Como o vinho, que às uvas donde flui
Deve saber, é quanto faço e quanto
Sonho, que assim também todo te inclui

A ti, amor! minha outra vida, pois
Quando oro a Deus, teu nome ele ouve e o pranto
Em meus olhos são lágrimas de dois.

¹Elizabeth Barrett Browning
*Kelloe, Inglaterra – 6 de março de 1806 d.C
+Florença, Itália – 29 de junho de 1861 d.C


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Elizabeth Barrett Browning – Versos na tarde – 08/12/2015

Soneto XIV
Elizabeth Barrett Browning ¹

Ama-me por amor do amor somente
Não digas: «Amo-a pelo seu olhar,
O seu sorriso, o modo de falar
Honesto e brando. Amo-a porque se sente

Minh’alma em comunhão constantemente
Com a sua.» Porque pode mudar
Isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
Do tempo, ou para ti unicamente.

Nem me ames pelo pranto que a bondade
De tuas mãos enxuga, pois se em mim
Secar, por teu conforto, esta vontade

De chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
Me hás de querer por toda a eternidade.

Tradução: Manuel Bandeira

¹ Elizabeth Barrett Browning
* Kelloe, Inglaterra – 6 de março de 1806 d.C
+ Florença, Itália – 29 de junho de 1861 d.C


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Elizabeth Browning – Versos na tarde

SONETO XII
Elizabeth Browning

Ama-me por amor do amor somente
Não digas: «Amo-a pelo seu olhar,
O seu sorriso, o modo de falar
Honesto e brando. Amo-a porque se sente

Minh’alma em comunhão constantemente
Com a sua.» Porque pode mudar
Isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
Do tempo, ou para ti unicamente.

Nem me ames pelo pranto que a bondade
De tuas mãos enxuga, pois se em mim
Secar, por teu conforto, esta vontade

De chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
Me hás de querer por toda a eternidade.

Tradução: Manuel Bandeira

Elizabeth Barrett Browning
* Durham, África do Sul – 6 de Março de 1806 d.C.
+ Florença, Itália – 29 de Junho de 1861 d.C