Eleições 2010 – Entenda como funciona a eleição para deputado federal, estadual e distrital

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Contagem divide os votos primeiro pelo partido e depois pelos candidatos.
Sistema faz com que nem sempre os mais votados sejam eleitos.

No próximo domingo, 3 de outubro, eleitores vão às urnas em todo o Brasil para eleger presidente da República, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais. Para os três primeiros cargos, a eleição é majoritária, ganhando quem tem mais voto. No caso dos deputados, no entanto, o sistema é proporcional, e os escolhidos são definidos após muitos cálculos. Estão em disputa nestas eleições 513 vagas na Câmara dos Deputados e 1.059 vagas nos legislativos dos estados e do Distrito Federal.

Na urna, os eleitores vão digitar quatro números para escolher seu candidato a deputado federal e cinco números para optar para deputado estadual ou distrital. Os dois primeiros números são sempre o do partido do candidato. O número do partido é importante porque nas eleições proporcionais é pelos partidos ou coligações que são divididas as cadeiras no Legislativo.

Veja matéria completa no blog www.saiunojornal.com.br:
Eleições 2010 – Entenda como funciona a eleição para deputado federal e estadual

Eleições. Eleitores analfabetos são maioria

Brasil: da série “O tamanho do buraco”!

Do blog do Josias de Souza

Há mais eleitores analfabetos do que com ‘canudo’. Cerca de 130 milhões de brasileiros portam ‘título de eleitor’.

Entre eles há uma legião de 8 milhões (6,13%) de iletrados. 20,4 milhões (15,6%) lêem e escrevem ‘mal e porcamente’.

Somente 4,6 milhões (3,51%), concluíram o curso superior.

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Fonte: Agência Câmara

Entre os eleitores que decidirão os rumos políticos dos municípios neste domingo (5) há 28,4 milhões sem nenhuma instrução ou com nível precário de educação formal.

Chega-se a esse número impressionante a partir da soma dos eleitores analfabetos (8 milhões) com os que lêem e escrevem “mal e porcamente” (20,4 milhões).

No topo da pirâmide educacional há escassos 4,6 milhões de eleitores com o ensino superior completo.

Somando-se os eleitores com canudo aos que entraram na universidade, mas não concluíram o curso (3,3 milhões), chega-se a 7,9 milhões de pessoas.

Em matéria de perfil educacional, o maior contingente é o de eleitores com o primeiro grau incompleto: 44,5 milhões de brasileiro (34,08% do total de votantes).

Vêm a seguir, os eleitores com ensino médio incompleto: 23,6 milhões (18,10%); os que concluíram o ensino médio: 15,8 milhões (12,20%); e os que terminaram o primeiro grau: 10,1 milhões (7,76%).

É essa massa que vai digitar nas urnas deste domingo (5) os números dos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores que darão as cartas nos 5.563 munícipios do país nos próximos quatro anos.

Do total de municípios, 936 (16,8%) são habitados por uma maioria de eleitores analfabetos ou semi-alfabetizados.

São pessoas que declararam ao TSE, na hora de obter o título de eleitor ou quando há recadastramento eleitoral, que são analfabetas ou que lêem e escrevem sem jamais ter sentado num banco de escola.

O quadro é especialmente dramático em Alagoas. Ali, os municípios com predominância de eleitores iletrados ou com baixa instrução somam 63%.

No Piauí, na Paraíba e em Pernambuco, os municípios submetidos à mesma precariedade educacional do eleitorado somam 53%.

Um eleitor de baixa escolaridade não é necessariamente um eleitor politicamente incapaz. Pode, obviamente, discernir entre os candidatos sérios e os enganadores.

Mas é inegável que o flagelo educacional brasileiro constitui terreno fértil para a proliferação da picaretagem política.