PT e PSD fazem concluiu e enterram a CPI da Petrobras

Corrupção Ratos Políticos Blog do MesquitaSão farinhas do mesmo saco. Há anos que escrevo que PT e PSDB são siameses. Dois bandos de safados. Eu já havia escrito no blog e aqui que o acordo era o seguinte: vocês não mexem nos Tremsalão de São Paulo e nós enterraremos o Petrolão.

O acordo é pra valer, pois ambos os lados têm interesse de acobertar seus medalhões, estejam eles vivos ou mortos.

Aguardem que estou apurando o acordo envolvendo o jatinho do Eduardo Campos – figurativamente caiu talvez pelo excesso do peso do caixa 2 – e o apoio da família do “de cujus” à candidatura do Aécio.

Essa era a mudança pregada por Aécio Neves?

Ou alguém acredita que a safadeza seria tramada caso ele não tivesse concordado? Entendo que quem tem um capital de 51 milhões de votos, teria força suficiente para impedir o concluiu.

A imprensa ignora falar em Nilton Monteiro e Marco Aurélio Carone. Tenho certeza que muita gente iria ficar chocada se dessem um google pra saber quem são essas pessoas. E o Paulo Preto do Rodoanel?

Enquanto eleitores tucanos, petistas, coxinhas e petralhas se digladiam como otários, os donos do poder se regozijam e saem no fim de semana para tomar uma propina juntos.

Me apiedo dos ingênuos, das almas prenhes de boa vontade, dos que tomam partido desses partidos, e “parabenizo” aos trouxas que ficaram se agredindo verbalmente nas redes sociais durante as campanhas eleitorais.

No escurinho da CPI, PSDB e PT se entendem

Política PT PSDB farinha do mesmo saco Blog do MesquitaSob refletores, Aécio Neves fez um pronunciamento de mostruário no plenário do Senado. Peito estufado, soou enfático: “Chamo a atenção desta Casa e dos brasileiros para o que vou dizer.” As frases saltavam-lhe dos lábios embebidas de sangue.

“Qualquer diálogo tem que estar condicionado especialmente ao aprofundamento das investigações e exemplares punições daqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história desse país, já conhecido como petrolão.”

Com loquacidade ensaiada, Aécio aproveitou os mais de 51 milhões de votos que recebeu dos brasileiros para elevar a estatura da oposição. Longe dos holofotes, no entanto, o PSDB dialogou com o PT para rebaixar o teto na CPI da Petrobras.

A portas fechadas, tucanos, petistas e Cia. definiram o que não desejam investigar. No melhor estilo uma mão suja a outra, tiraram de cena políticos e operadores que estão pendurados de ponta-cabeça no noticiário sobre o escândalo da Petrobras.

Pelo lado do PT, foi à gaveta o requerimento de convocação do tesoureiro João Vaccari Neto, acusado de fazer o traslado da propina da Petrobras até as arcas do petismo. Enfurnaram-se também as convocatórias da senadora Gleisi Hoffmann e do seu marido, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações). Ela foi delatado como beneficiária de uma youssefiana de R$ 1 milhão para a campanha de 2010. Ele foi apontado como uma espécie de agenciador.

No jogo de proteção mútua, o tucanato tirou de cena um potencial depoente chamado Leonardo Meirelles. Trata-se do empresário que, investido da autoridade de laranja do doleiro Alberto Youssef, declarou à Justiça Federal ter repassado propinas extraídas de negócios da Petrobras para o deputado pernambucano Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB federal, já morto.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Os acertos que transformaram o discurso de Aécio em palavras cenográficas foram feitos numa reunião a portas fechadas, antes do início da sessão da CPI. O repórter Gabriel Mascarenhas conta que o deputado petista Marco Maia, relator da comissão, achou tudo normalíssimo: “Gente, foi um acordo político, feito por todos os presentes, que se resolveu, em função da falta de densidade das denúncias, não produzir nenhum tipo de oitiva neste momento.”

O deputado tucano Carlos Sampaio dançou conforme a música, um chorinho bem brasileiro: “Decidimos excluir os agentes políticos e os citados nas delações premiadas. Abrimos mão de ouvir Gleisi e Vaccari. Todo mundo concordou.” Repita-se, por eloquente, a última frase: “Todo mundo concordou”. Espanto! De novo: “Todo mundo concordou”. Pasmo! Mais uma vez: “Todo mundo concordou”. Estupefação.”

No escurinho da CPI, tucanos, petistas e toda a banda muda do Congresso desistiram também de quebrar os sigilos bancários, fiscais e telefônicos das empreiteiras acusadas de fraudar contratos na Petrobras. Optou-se, veja você, por requerer explicações por escrito. Estipulou-se um prazo: dez dias. A CPI ameaça torcer o nariz de quem desobedecer.

Sempre se soube que empreiteiras enxergam na testa dos políticos apenas o código de barras. E, de tempos em tempos, surge uma CPI para revelar os atalhos que levam os congressistas para proveitosos diálogos com potenciais financiadores.

Horas antes de Aécio discursar sobre suas condições para o diálogo, Dilma Rousseff dissera no Planalto que, passada a eleição, é hora de “desmontar os palanques”. Na CPI, as “condições” e o “palanque” já sumiram. Ali, tucanos e petistas estreitam a inimizade e exercem seu último privilégio, que é o de poder escolher seus próprios caminhos para a desmoralização.

Por sorte, sempre que a Polícia Federal e o Ministério Público entram numa jogada, como na Operação Lava Jato, a promiscuidade pode acabar na cadeia.
Blog Josias de Souza

Eleições 2014: O mistério está no ar. Ou estava.

Lobo Cordeiro Blog do MesquitaUma rede de empresas fantasmas e laranjas… Naquele avião, não estava o voo do novo.

Se o Brasil fosse um ente, com um centro organizador do pensamento, seria o caso de lhe propor um desafio: escolher, afinal de contas, que democracia pretende ter — desde, é claro, que fizesse uma escolha prévia: decidir se pretende ou não continuar na trilha democrática.

Leio que Marina Silva deixou para revelar, na entrevista de hoje ao Jornal Nacional, a sua explicação para o grave imbróglio do avião sem dono que serviu à campanha do PSB.

Ele não transportou apenas Eduardo Campos. A própria Marina foi sua usuária. O aparelho era apenas a parte voadora de uma estrutura de campanha que continua a servir a agora candidata titular.

Reportagem levada ao ar, nesta terça, pelo Jornal Nacional, evidencia a existência de um esquema obviamente criminoso envolvendo o avião. E não estamos falando apenas de crimes eleitorais. Também os há de outra ordem.

Resta evidente que há uma rede de empresas fantasmas para disfarçar a origem do dinheiro — vindo de onde? Pessoas foram usadas como laranjas na operação, algumas delas, é bem possível, sem que nem mesmo soubessem.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Vamos repetir, no caso no avião, o mesmo paradigma empregado no caso do mensalão? Vamos considerar que aquela que acabou sendo a beneficiária principal de um esquema criminoso não tem de responder nem politicamente por ele? Não estou aqui a inferir que Marina soubesse, necessariamente, das tramoias e das lambanças. A questão principal, no que lhe diz respeito, é de natureza política, não penal.

No debate desta terça-feira, na Band, a candidata insistiu na tecla da “nova política”. Mais de uma vez, pregou a necessidade de o país se livrar do que considera “polarização” entre PT e PSDB, mesmo reconhecendo o que considera heranças positivas dos dois partidos. Deu a entender que, com ela, a coisa é diferente.

Vamos aguardar, então, as suas justificativas logo mais. Qualquer coisa que não seja a admissão de um crime eleitoral escancarado, óbvio, indisfarçável, será apenas expressão de uma farsa.

Ocorre que, numa sociedade democrática, existem leis, que devem ser cumpridas. Se crime houve — e houve —, Marina é também beneficiária de seus efeitos. A sua candidatura deriva daquela estrutura; aliás, ela só é candidata porque aquele avião se tornou uma espécie de protagonista de uma narrativa, não é mesmo?

Por muito menos, vereadores, prefeitos e deputados tiveram cassados seus mandatos. Não é verdade, então, que Eduardo Campos e Marina estivessem a tecer a rede de uma nova política. Ao contrário: nada mais velho do que tudo o que se sabe sobre o avião e sua, esta sim, rede de empresas fantasmas e laranjas.

Estou curioso para saber que resposta dará Marina 14 dias depois do acidente. Que os brasileiros ouçam a sua explicação. E que decidam se estamos, mesmo, diante do novo ou se, de novo, o velho lobo se finge de cordeiro.

Naquele avião, está claro, não estava o voo do novo.
Por Reinaldo Azevedo

Especialistas nos EUA e França veem jato de Campos ‘invertido’ em vídeo

O avião que transportava o candidato à presidência Eduardo Campos e seis outras pessoas pode ter voado “invertido”, ou seja, “com a barriga para cima” antes de sofrer a queda, segundo alguns especialistas ouvidos pela BBC Brasil na França e nos Estados Unidos.

Local do acidente do avião que levava Eduardo Campos, em foto de 14 de agosto (Reuters)

É possível que, ao arremeter, o avião estivesse a uma velocidade baixa em relação ao peso, diz analista

O avião Cessna Citation caiu em Santos, no litoral de São Paulo, no dia 13. A BBC Brasil pediu a especialistas em aviação para analisar o vídeo que mostra a aeronave ainda no céu, poucos segundos antes de sua queda.

O vídeo foi divulgado nesta semana por uma afiliada da TV Globo. As imagens do momento da queda foram filmadas por uma câmera instalada em um prédio em construção.

O especialista em aviação Jean Serrat, ex-piloto da Air France e ex-vice presidente do Sindicato Nacional dos Pilotos de Linha (SNPL) da França, acha que o avião estava invertido pouco antes da queda e ressalta que, se isso ocorreu, foi erro de pilotagem.

“É possível pensar que na hora de arremeter (procedimento em que o piloto, durante um pouso que não pode ser efetuado, decide voltar a subir) o avião estivesse a uma velocidade muito baixa em relação ao seu peso”, diz Serrat.

“Isso ainda é mais acentuado se o piloto estiver fazendo uma curva para mudar a trajetória”, diz Serrat. “Uma asa do avião pode ter perdido a sustentação, fazendo com que o avião virasse e ficasse em posição invertida, caindo de costas em alta velocidade”, afirma o especialista, ressaltando que se trata de uma hipótese.

“Como a altitude era muito baixa, o piloto não tinha mais tempo para retomar o controle e fazer manobras para recuperar o voo”, acrescenta o ex-piloto.

“Ou o piloto não fez os procedimentos corretos com o flat da asa ou não estava na velocidade adequada no momento de arremeter o avião. O avião caiu em grande velocidade e com ângulo de descida muito superior ao normal”, acrescenta.

Para Gérard Arnoux, ex-presidente do Sindicato dos Pilotos da Air France (SPAF), que realizou investigações paralelas sobre o acidente com o voo Rio-Paris da companhia aérea, em 2009, o piloto do Cessna que transportava Campos “perdeu o controle” da aeronave.

“O avião caiu com uma inclinação muito forte e com velocidade muito elevada”, diz Arnoux.

Mas diferentemente de outros especialistas ouvidos pela BBC Brasil, Arnoux diz não achar, ao observar as imagens do vídeo, que o avião estivesse invertido no momento da queda.

‘Fora de controle’

Após assistir ao vídeo, o especialista americano Peter Goelz, ex-diretor da National Transportation Safety Board (NTSB), agência responsável pela investigação de acidentes aéreos nos EUA, também destacou o fato de o avião parecer estar invertido.

“Parece que o piloto perdeu completamente o controle”, disse Goelz à BBC Brasil.

Ao comentar a hipótese de desorientação espacial do piloto, o americano diz que “é possível ocorrer”, mas salienta que, “em um avião como o Citation, que tem sistemas de controle de voo muito sofisticados, é pouco provável que seja apenas isso, deve haver algo mais”.

Segundo especialistas, desastres aéreos costumam ser resultado de um conjunto de fatores.

Apesar de ressaltar que é muito difícil, neste momento, determinar o que causou o acidente, Goelz acredita que os investigadores também irão concentrar sua atenção, entre outros fatores, sobre as condições meteorológicas na hora do desastre.

Pressão

O americano destaca que um dos fatores observados nesse tipo de acidente é a possível pressão sobre a tripulação para voar mesmo com mau tempo. Goelz lembra que houve nos EUA vários casos de acidentes aéreos com políticos eleitos ou candidatos em condições semelhantes.

Em 2000, o governador do Estado do Missouri, Mel Carnahan, morreu em um desastre aéreo durante sua campanha para o Senado. O avião, um Cessna pilotado pelo filho do candidato, caiu em uma área de floresta durante uma tempestade, matando as três pessoas a bordo.

Em 2002, o senador Paul Wellstone, de Minnesota, que buscava a reeleição, morreu 11 dias antes do pleito, em um acidente que matou outras sete pessoas, entre elas sua mulher e sua filha, também durante mau tempo.

“Como há um candidato ou autoridade eleita a bordo, e ele tem um compromisso, há maior pressão sobre a tripulação para completar o voo, completar a missão”, afirma Goelz.

“Tenho certeza de que as pessoas (investigando o acidente no Brasil) estão preocupadas com isso. Que esta tripulação queria completar sua missão para o candidato. E com o tempo ruim. Em circunstâncias normais, sem o candidato no avião, talvez não o tivessem feito.”

Técnicos americanos da NTSB, da Federal Aviation Administration (FAA), autoridade da aviação civil dos EUA e da Cessna, fabricante da aeronave, com sede nos EUA, foram enviados ao Brasil para auxiliar nas investigações. Também foram enviados técnicos do Canadá, país da fabricante do motor, a Pratt & Whitney Canada.
Daniela Fernandes e Alessandra Correa/Da França e dos Estados Unidos para a BBC Brasil

Eleições 2014 e a tolice do pinga-fogo do Jornal Nacional

Marionete Manipulação Mídia Blog do MesquitaFalando para um público telespectador de largo espectro, e com seu tempo restrito, não se vá exigir do Jornal Nacional aprofundamento nas entrevistas com candidatos a presidente da República.

Mas não precisaria ser tão primário. Uma coisa é falar para o Homer Simpson; outra é deixar para os Homers Simpsons a preparação das perguntas.

Grande entrevista é aquela que extrai do entrevistados o máximo de informações relevantes.

Dois dos melhores entrevistadores  – Marilia Gabriela, na TV, Mônica Bérgamo, no jornal – agem quase como ombro-amigo do entrevistado, tornam-se próximas e acabam levando o que querem: Marília expondo o íntimo de seus entrevistados; Mônica, as questões delicadas.

O entrevistador imaturo pretende que a entrevista seja uma luta de boxe, da qual só ele sairá vencedor. E quando a luta tem 15 minutos de duração, sua intenção é liquidar tudo com a bala de prata, o murro definitivo.

Mas há que se ter um mínimo de conteúdo para encurralar três políticos tarimbados.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Nas três entrevistas, o “ponto alto” foi perguntar do aeroporto para Aécio Neves, do cargo da mãe no TCU para Eduardo Campos e do “mensalão” para Dilma.

Tudo bem que os Homers Simpson queiram perguntas óbvias. E tudo bem que nada se conseguirá extrair dos entrevistados, a não ser respostas óbvias. Afinal, o show prescinde de aprofundamentos maiores.

Mas insistir nas perguntas, como se tivesse montado na lógica mais elevada vira prosa tatibitate.

Os erros de Bonner:

  1. Perguntas longas demais para conteúdos óbvios demais. É como bolo duro coberto com creme de leite. Toca a massarocar creme de leite em cima para disfarçar a falta de sabor.
  2. Toda pergunta longa – mesmo que eventualmente bem elaborada – permite várias rotas de saída para o entrevistado. E essas rotas sempre terminam em respostas longas e evasivas.
  3. Impaciência demais com as respostas longas, motivadas pelas perguntas longas, é grosseria. Desta vez, na entrevista com Dilma, Bonner não contou com o monitoramento sábio de Fátima Bernardes, sinalizando calma com as mãos.
  4. Interrupção das respostas do entrevistado. Convida-se a pessoa para ir à sua casa – o Jornal Nacional – para interrompê-lo a toda hora, querendo que a resposta se encaixe na pergunta a golpes de marreta. Pelos cálculos dos leitores, Boner interrompeu Dilma 21 vezes.

O resultado final das três entrevistas é zero. Quem gosta do candidato achará que ele foi o máximo; quem não gosta, que ele foi o mínimo. Nos jornais e na Internet haverá uma atoarda de gritos a favor ou contra pensando que o Homer é tão Simpson a ponto de se deixar levar por torcidas de Twitter.
por: Luis Nassif

A lei de sigilo em investigações de acidentes aeronáuticos

Atenção achistas, conspiradores e fanáticos.

A Lei 12.970 – sigilo em investigações de acidentes aéreos – foi proposta pelos militares em 2006, logo após a CPI da Crise Aérea, criada depois do acidente envolvendo um avião da Gol (onde morreram 154 pessoas).
As novas regras em vigor foram elaboradas pelos militares em 2006 e vem sendo aperfeiçoadas por 8 anos. Alguém pegou essa notícia, tirou a data e espalhou na web como se fosse recente.

Além disso, a Lei ainda foi aperfeiçoada no Congresso Nacional desde então, depois dos acidentes com o avião da TAM, em 2007 (com 199 mortes), e da Air France, em 2009.
O objetivo da aprovação das novas regras é o de proteger as denúncias, os depoimentos e as análises ainda em andamento dos casos, mas, basicamente, não muda muita coisa em relação à lei anterior, apenas “dificulta” o vazamento de informações sobre investigações em andamento.

O texto atual autoriza a polícia e a Justiça a usarem os dados das caixas-pretas (como as conversas na cabine) dos aviões como provas em inquéritos.
Diz o artigo 88-D; “Se, no curso de investigação Sipaer, forem encontrados indícios de crime, relacionados ou não à cadeia de eventos do acidente, far-se-á a comunicação à autoridade policial competente.”


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Eleições 2014,Polarização sobre Dilma na Copa terá efeito sobre campanha?

Desde o seu início, a Copa do Mundo tem intensificado um ambiente de polarização política no Brasil que já está influenciando as campanhas dos principais candidatos à Presidência, observam analistas ouvidos pela BBC Brasil. Segundo eles, essa polarização pode continuar tendo um impacto sobre as campanhas até as eleições de outubro.

Torcedora no Mané Garrincha (AFP)

Centenas de torcedores foram ao Mané Garrincha apenas para participar do burburinho em volta do estádio

O debate ganhou corpo logo na abertura do Mundial, quando torcedores no estádio em São Paulo vaiaram e xingaram a presidente Dilma Rousseff.

Candidatos da oposição aproveitaram o gesto para criticar a presidente, enquanto que políticos ligados ao governo – entre os quais o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – atribuíram a postura à falta de educação do público no estádio. Alguns recorreram à expressão “elite branca”, cunhada pelo ex-governador paulista Cláudio Lembo, para definir o grupo presente na arena.

Devido ao alto preço dos ingressos, os jogos do Mundial têm sido marcados pela menor presença de brasileiros das camadas mais pobres da sociedade nas arquibancadas. Estes acabam acompanhando a festa do lado de fora – o que reforça essa visão de que este seria um Mundial “elitista”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Apesar de reconhecerem um aumento da polarização política associado ao Mundial, os analistas ouvidos pela BBC não chegam a uma conclusão sobre os efeitos desse ambiente sobre a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Se por um lado o discurso associado à polarização mobiliza a militância, para um analista, por outro lado, o próprio PT é hoje parte da elite, o que cria uma contradição. Além disso, se Dilma optou por se afastar dos estádios para evitar mais desgaste à sua imagem, por outro lado a posição da presidente pode ter se fortalecido, ao ser vista como “vítima” das ofensas na abertura do Mundial.

PT ‘mobilizando militância’

Para Ricardo Ismael, professor de ciência política da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio, “ao dividir o país entre quem é da elite branca e quem não é, deixa-se de discutir os reais problemas do país”.

Possivelmente teremos uma das eleições mais polarizadas da história em termos de ricos versus pobres.” Maria do Socorro Souza Braga

“Não se chegará a lugar nenhum com esse discurso, que não faz qualquer sentido do ponto de vista sociológico”.

Segundo ele, ao dizer que os xingamentos a Dilma haviam partido da elite, Lula e o PT buscavam mobilizar militantes do partido. “Esse é um discurso batido, mas que ainda funciona para a militância.”

Na prática, no entanto, Ismael avalia que, desde que chegou à Presidência, há 12 anos, o PT convive bem com setores da elite brasileira e tornou-se, ele próprio, parte da elite política do país.

Maria do Socorro Souza Braga, professora de ciência política da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos/SP), ressalta que os acontecimentos na abertura da Copa – e as reações que geraram – evidenciaram “uma grande divisão na sociedade brasileira” e terão impacto na eleição.

“Possivelmente teremos uma das eleições mais polarizadas da história em termos de ricos versus pobres”, ela afirma.

Recuo de Aécio

Braga avalia que os xingamentos tiveram efeitos contraditórios. Por um lado, diz ela, eles afetaram a imagem de Dilma e a desencorajaram a ir a outros jogos da Copa – o que deve dificultar que ela use o Mundial em seu favor.

Por outro lado, segundo a professora, as ofensas suscitaram uma forte reação contrária, que acabou por favorecer Dilma, a vítima dos insultos.

A reação negativa, diz Braga, fez até com que o principal opositor de Dilma na disputa presidencial, o tucano Aécio Neves, mudasse sua postura em relação ao episódio.

Inicialmente Aécio disse que o comportamento da torcida era uma resposta à “arrogância” de Dilma, mas ele acabou por defender que as críticas à petista não ultrapassem “os limites do respeito pessoal”.

Eduardo Campos (e), Dilma Rousseff (c) and Aécio Neves (d), candidatos à presidência do Brasil (Reuters)

Comportamento dos torcedores durante a Copa alimenta debate político

Eduardo Campos, o candidato do PSB à Presidência, afirmou que Dilma “colheu o que plantou”, mas que “talvez a forma (xingar a presidente) não tenha sido a melhor de expressar esse mau humor, essa discordância”.

Postura conciliadora

Em entrevistas recentes, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, adotou postura mais conciliadora que Lula e outros dirigentes petistas ao afirmar que os xingamentos a Dilma no estádio não haviam partido somente da “elite branca”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Segundo Carvalho, é um engano achar que apenas brasileiros endinheirados estão insatisfeitos com o governo e que “o povo pensa que está tudo bem”.

A opinião de Carvalho encontra ressonância no público que assistia a Brasil e Camarões numa feira próxima ao estádio de Brasília, na segunda-feira.

Sem dinheiro para comprar ingressos para o jogo, os torcedores haviam se aglomerado na porta do estádio sem qualquer esperança de entrar, apenas para acompanhar o burburinho e tirar fotos em meio à multidão.

A BBC Brasil perguntou a seis deles o que haviam achado dos xingamentos a Dilma na abertura. Três condenaram a atitude, e outros três disseram que, se estivessem no estádio, teriam engrossado o coro.

Esdenis Cunha diz que Dilma “fez por merecer (os xingamentos)”. Para ela, Lula não poderia ter se queixado da educação do público no estádio “porque não fez nada para educar o povo quando era presidente”.

Já Jéssica Ribeiro, de 21 anos, diz que os que ofenderam a presidente em São Paulo deveriam ter esperado pela eleição para expressar seu descontentamento.

“Eles (torcedores) estavam lá no bem-bom e resolveram vaiar? Achei muito feio.”
João Fellet/Da BBC Brasil em Brasília

Joaquim Barbosa pretende escrever livro

Blog do Mesquita Juristas - Ministro Joaquim Barbosa STFJoaquim Barbosa viaja para Miami logo depois de deixar a presidência do Supremo Tribunal Federal e sua cadeira de ministro, dia 30.

Pretende ficar por um tempo longo nos Estados Unidos, com um projeto específico: escrever um livro onde muitos capítulos serão dedicados ao mensalão, mas não se limitará ao episódio.

Sua trajetória até a mais alta corte nacional de justiça merecerá igual destaque.

Tem gente tremendo desde já, supondo que em função de sua personalidade, Barbosa não usará meias palavras nem poupará pessoas.

Da discriminação que sofreu no Itamaraty até a campanha que vem sofrendo por parte de advogados dos mensaleiros, nomes e situações serão apresentados por inteiro.

Quanto à realidade política atual, o ministro tomou a decisão de não apoiar nem Aécio Neves nem Eduardo Campos, apesar dos seguidos telefonemas do ex-governador mineiro e das visitas recebidas por dirigentes do Partido Socialista.

Para ele, os dois candidatos diferem muito pouco dos atuais detentores do poder.

Dias atrás, ficou chocado ao ver nos jornais fotografias de Aécio com Jorge Piciani ao lado e Jair Bolsonaro ao fundo.

[ad name=”Retangulo – Anuncios – Esquerda”]Da mesma forma, não entende como Eduardo Campos se apoia numa aliança com a política canavieira atrasada do Nordeste. Desses candidatos, tem dito a amigos, quer mesmo é distância.

Não vai apoiar ninguém, na sucessão presidencial.

Até o momento em que deixar a toga, Joaquim Barbosa poderá produzir mais surpresas, como a desta semana, quando renunciou à condição de relator do processo do mensalão.

Seu gesto é atribuído à atuação dos advogados dos mensaleiros, que passaram a comportar-se politicamente visando pressioná-lo e partindo para insultos pessoais.

Agora mesmo pediu ao Procurador Geral da República que denuncie o advogado de José Genoíno por crimes de calúnia, difamação e injúria.

Há quem imagine, também, que o ainda presidente do Supremo abandonou a relatoria do mensalão para não sofrer o constrangimento de ver colegas derrubando suas decisões, como a de que antes de cumprir um sexto de suas penas, os mensaleiros não tem direito a trabalho externo.

O novo relator, Luís Roberto Barroso, irá rever os pedidos os advogados dos réus.

Ainda que de propósito deixando passar o prazo para candidatar-se às eleições de outubro, Barbosa não afasta, para no futuro, seu ingresso na política. Mas nada para já.

Registrou, apenas, que nas pesquisas recentes recebeu apoio de 26% dos consultados.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Eleições 2014: Crescem divergências entre PSB e Marina Silva

PSBarina Silva,Eduardo Vampos,Eleições 2014,Blog do MesquitaVolto a repertir. São dois farsantes a serviço do Lula. O Collor pernambucano é Lula até aos subterrâneos de Hades, e essa “angelical” Sucuri amazônica é Petista até a última folha de uma palmeira de pupunha.
José Mesquita


O mau desempenho de Eduardo Campos nas pesquisas fez crescer no PSB o debate interno sobre as limitações que a parceria com Marina Silva e sua Rede impõem ao projeto presidencial da legenda. Além de discordar nos detalhes, os integrantes da coligação começam a se desentender no essencial.

No detalhe, o PSB contrariou Marina ao aprovar em São Paulo a aliança com o governador tucano Geraldo Alckmin. No essencial, os correligionários de Campos estão incomodados com a aversão da candidata a vice ao fechamento de acordos que poderiam aumentar o tempo de propaganda da coligação no rádio e na tevê.

Nesse ponto, o incômodo se alastra para outro partido que integra a caravana de Campos, o PPS. Presidente da legenda, o deputado Roberto Freire ecoa, em privado, a preocupação dos operadores do PSB com o nanismo eletrônico da candidatura, que dispõe, por ora, de pouco mais de dois minutos de propaganda.

Há uma semana, Freire teve uma conversa com Alckmin, cuja reeleição o PPS também apoia. Os dois conversaram sobre o interesse de Gilberto Kassab, do PSD, de tornar-se vice na chapa de Alckmin. Freire manifestou-se a favor, desde que Kassab desistisse de apoiar, no plano nacional, a reeleição de Dilma Rousseff.

Lero vai, lero vem Alckmin também revelou-se incomodado com a hipótese de associar-se a Kassab sem que ele se desvinculasse de Dilma. O governador tucano ainda não digeriu o fato de o atual vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, do PSD de Kassab, ter virado ministro de Dilma.

Freire enxergou na conversa com Alckmin uma oportunidade para alargar a coligação de Campos. Sugeriu ao presidenciável do PSB que tentasse atrair Kassab para o seu projeto. Para checar a disposição de Kassab, decidiu-se acionar o ex-senador catarinense Jorge Bornhausen, cujo filho, o deputado Paulo Bornhausen, é, hoje, presidente do diretório do PSB em Santa Catarina.

Em diálogo com Kassab, seu amigo desde o tempo em que ambos coabitavam o DEM, Bornhausen verificou que o mandachuva do PSD não soou 100% avesso à ideia de rever a promessa de apoiar Dilma. Conforme já noticiado aqui, em troca da garantia da posição de vice na chapa de Alckmin, Kassab admitiu pelo menos a hipótese de empurrar o seu partido para uma neutralidade na disputa federal.

Os aliados de Campos querem mais do que isso. Entre quatro paredes, a cúpula do PSB de São Paulo, que indicou o deputado Márcio França para o posto de segundo na chapa de Alckmin, se dispõe a abrir mão da posição se Kassab entregar o tempo de propaganda do PSD federal para Campos.

O problema é que o êxito eventual de uma articulação como essa provocaria um curto-circuito nas relações com Marina. Pode-se acusar a líder da Rede de tudo, menos de incoerência. Para Marina, a lógica eleitoral é como a gravidez: nenhuma mulher pode estar um pouquinho grávida, como não se pode defender uma política um pouco nova.

Numa entrevista que concedeu ao blog em outubro de 2013, logo depois de firmar a parceria com Eduardo Campos, Marina fixou os seus limites: “Não queremos subordinar essa visão de política de país à lógica de que é o ajuntamento de partidos para ter mais tempo de televisão que vai ser o determinante”, disse.

Sem meias palavras, Marina declarou que, “com certeza”, não admitiria uma aliança com Kassab (assista abaixo). Quer dizer: ninguém pode alegar agora que fechou um acordo com a ex-senadora no escuro. Ficou entendido desde o início que, se personagens como Kassab entrassem na coligação por uma porta, Maria poderia se retirar por outra, levando consigo o prestígio materializado nos 20 milhões de votos que amealhou na sucessão de 2010.

Pesquisa feita por um grande instituto a pedido do PSB revela que o volume de intenção de votos de Campos cresce na razão direta da associação do nome dele com o de Marina. É graças a essa perspectiva de crescimento que os correligionários de Campos ainda trazem na coleira suas opiniões sobre a estrela da chapa. Mas a harmonia, por artificial, é cada vez mais frágil.

Nesta segunda-feira, Marina estará em Belo Horizonte. Terá um encontro com a seção mineira da Rede, dará uma palestra e concederá entrevistas. Muito provavelmente, ela realçará mais uma divergência em relação ao PSB. Em Minas, como queria Marina, o partido de Campos distanciou-se do PSDB de Aécio Neves.

Diferentemente do que sucedeu em São Paulo, o PSB mineiro optou por lançar uma candidato próprio ao governo estadual. Porém, escolheu o deputado federal Júlio Delgado, velho aliado do tucanato, para encabeçar a chapa. Maria e sua Rede pegam em lanças por outro nome: o médico e ambientalista Apolo Heringer Lisboa.

Evocando os vínculos de Delgado com o PSDB mineiro, Apolo refere-se a ele como candidato “laranja”. Sustenta que a convenção estadual do PSB para a escolha do candidato a governador vem sendo organizada “de forma manipulada e viciada, bem aos padrões da velha política”, sem respeitar “a democracia interna e a ética.”
blog josias de Souza