Editora Abril agoniza em praça pública

Em 1989, a revista Veja deu uma capa que provocou uma barulhenta polêmica. Cazuza estava morrendo de AIDS, e seu emagrecimento avassalador vinha sendo acompanhado por todos em fotos. Na etapa final, Cazuza parecia uma caveira.

Capa Veja,Cazuza,Aids,Blog do Mesquita

A capa da Veja estampava Cazuza na etapa final com a seguinte chamada: agonia em praça pública.

A Veja matou em vida Cazuza.

Era um tempo em que os autores não assinavam textos na Veja. Aos curiosos, quem escreveu o texto final foi Mario Sergio Conti, um dos jornalistas mais maldosos que conheci. (Hoje, MSC faz os espectadores dormir num programa de entrevistas na Globonewzzzzzzzz.)

Bem, mas o que eu ia dizer é que, passados cerca de 25 anos, a Veja poderia dar uma outra capa na mesma linha agônica.

Apenas, em vez de Cazuza, o personagem seria a Editora Abril, que publica a Veja.

A Abril parece também estar com AIDS, não na versão controlável de hoje, mas no modelo fatal dos dias de Cazuza.

O emagrecimento da editora é extraordinário.

Nesta semana, no que já se tornou uma rotina, mais revistas foram fechadas (ou despachadas para a semimorte na Editora Caras, da qual os Civitas são sócios) e mais demissões foram feitas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Entre alguns ex-abrilianos, houve uma comoção.

No Facebook, uma jornalista veterana que trabalhou mais de vinte anos na Abril postou a informação e disse que sentia vontade de chorar.

Mas ponderaram a ela que a Abril de hoje em nada parece com a Abril de um passado já remoto.

A alma da empresa se transformou, ou se revelou, ainda não tenho meu diagnóstico definitivo, mesmo tendo passado 25 anos na empresa.

A Abril é maligna.

A Veja faz mal ao país. Pratica um jornalismo criminoso – ou de exceção, como definiu seu diretor Eurípides Alcântara, seja lá o que isso representa.

Mente, distorce, estimula o ódio e a divisão entre os brasileiros. Investe sem pudor nenhum contra a democracia, como se viu na capa lançada um dia antes do segundo turno das últimas eleições. O único objetivo era interferir, com um golpe sujo, no resultado.

A Veja se infestou de discípulos de Olavo de Carvalho, o que significa uma visão de mundo ultraconservadora, homofóbica e outras coisas sinistras do repertório dos olavetes.

A ex-abriliana chorosa se confortou quando lhe foi dito, por algumas pessoas, que já não era a Abril dela.

Ela reconheceu que já não lia nada da Abril fazia muito tempo, por discordar inteiramente da linha da Veja e da empresa. “Sequer em consultório de dentista”, afirmou.

A Abril agoniza em parte como resultado da emergência da Era Digital, e em parte como fruto da inépcia de seus donos.

Como um dinossauro, a editora não conseguiu se adaptar aos novos tempos. Demorou para aceitar que a internet ia engolir a mídia impressa (e as demais, como agora ficou claro).

Numa de minhas últimas conversas com Roberto Civita, pouco antes de eu sair da Abril, ele me perguntou, aflito: “Onde estão as fotos como as da Life?”

Ora, elas estavam, e estão, na internet, mas Roberto não conseguia enxergá-las.

Hoje, você vê a Abril fazendo bobagens extraordinárias na internet. Uma das maiores, e escrevi sobre isso, é a TVeja.

Veteranos jornalistas têm conversas intermináveis sob uma câmara em geral estática, numa negação completa à cultura digital.

No canal da TVeja no YouTube, você encontra os resultados desse voo cego. Visualizações miseráveis, às vezes na casa das dezenas.

É claro que ninguém da Veja e da Abril se deu ao trabalho de pesquisar melhores práticas mundiais de tevê no jornalismo digital.

Quanto dura a agonia?

Revistas têm consistentemente cada vez menos leitores e cada vez menos anunciantes.

Como carruagem ou filmes para máquinas fotográficas, revistas se transformaram num produto em extinção.

E o que Abril sabe, ou sabia, fazer era revistas.

É previsível que num prazo entre curto e médio sobrem do quilométrico portfólio da Abril umas três ou quatro revistas, e mesmo assim condenadas, elas também, à morte.

Veja, Exame, talvez a Claudia, talvez a 4 Rodas, e vamos parando.

Um próximo passo inevitável vai ser a saída do caro prédio da Marginal do Pinheiros.

A Abril alugava as duas torres. Já devolveu uma, e não deve tardar a entregar a outra também.

Quanto aos funcionários, os que sobreviveram aos cortes recentes sabem que podem perfeitamente estar no próximo. E isso faz da Abril uma empresa tóxica para trabalhar.

Uma coisa particularmente bizarra é que mesmo agonizando e fazendo bobagens notáveis, a Abril, pela Veja, dá aulas diárias ao governo de como administrar o país.

Parece o Estadão, que uma vez publicou um editorial no qual dizia: “Como vínhamos alertando a Casa Branca etc etc.” Os Mesquitas não conseguiam deixar de pé seu jornal, e mesmo assim ofereciam conselhos ao presidente americano.

Não creio em outra vida, em nada disso. Sou um clássico e irremediável ateu.

Mas fico aqui pensando que Cazuza bem que merecia, de algum lugar, observar a Veja sofrer a agonia em praça pública que ela impiedosamente colocou na capa sobre ele em 1989.

Governo anuncia corte de verbas á Editora Abril e a Rede Globo

Blog Lei e Ordem 77 PL - Imprensa Cidadão KaneApós um 2014 repleto de lutas, a presidente Dilma anunciou o corte de verbas á editora Abril responsável pela revista VEJA e a Rede Globo com o Jornal Nacional, agora elas deixaram de receber mais de 6,1 milhões reais, economia para os cofres públicos

Parece que o governo não se esqueceu da matéria da Revista Veja baseada em fofocas e tem cortado o mal pelas pontas.

Anúncios da Petrobrás, Caixa Econômica e Banco do Brasil serão cancelados com a representante-mor do golpismo midiático brasileiro.

Só com a petrolífera, a revista da “suposta matéria baseada em fofoca de WhatsApp” vai deixar de arrecadar 6.1 milhões de reais. E parece que não para por aí, os cortes vão se estender à revista Época, que hoje em dia, mais parece uma área de lazer tucana.

Não compactuamos com mentirosos, disse a presidente Dilma.

A guerra política está chegando ao cool financeiro. Cortes dessa magnitude (nessas revistas que estão sendo usadas como marionetes da direita) podem ser um tiro certeiro naquilo que chamamos hoje em dia de “mídia golpista”.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A editora Abril e a Globo vão começar a se preocupar com outros meios de comunicação do grupo, que podem ser atingidos com essa restrição de anúncios. O Partido dos Trabalhadores já deixou bem claro que a revolta não é pelas denuncias, mas sim por divulgá-las sem aval da Policia Federal e sem provas concretas.

Três grandes estatais colocaram mais de 250 milhões de reais inserções na Globosat no ano de 2013.

Se o governo federal cortar “por ai” , a oposição midiática vai perceber que essa historia de malhar a Dilma Rousseff é um horrendo e amargo negócio.

Ops, ainda falta os Correios…esse vai fazer falta no caixa da Platinada…
Fonte:Portal Metrópole

A velha mídia tem credibilidade?

Mída,Educação,Lavagem Cerebral, Blog do MesquitaA velha mídia tem credibilidade? Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acesso à internet no Brasil cresceu 143,8% de 2005 a 2011. A proporção de internautas no Brasil chegou a 50,1%, em 2013. Não é pouca coisa num país de dimensões continentais, forte desigualdade social e uma população de mais de 200 milhões de pessoas.

Um dos inegáveis efeitos dessa democratização é o acesso a fontes alternativas de notícias. A opinião,que antes era formada, basicamente, a partir do Jornal Nacional e revista Veja (maior audiência e maior circulação do país, respectivamente) tem agora portais, sites, blogs e redes sociais contribuindo para sua análise.

Se você é a favor da multiplicidade de discursos, com liberdade de expressão para todos, então essa é uma ótima notícia.

Mas, se você olhar pelo ponto de vista dos jornalões… Não é de hoje que a relevância da mídia pulverizada via web representa uma forte ameaça ao poderio hegemônico dos mais tradicionais jornais, canais de TV e revistas de todo o mundo. Nos últimos anos, eles precisaram montar seus sites, liberar notícias de graça (com comentários), aumentar a participação do leitor e reduzir drasticamente o volume de exemplares impressos (alguns extinguiram de vez a versão impressa).

Tudo para tentar manter suas posições no mercado jornalístico. No Brasil, os maiores e principais jornais, revistas e canais de TV, são comandados por apenas seis famílias e uma “igreja”: Abravanel (SBT), Civita (Abril), Frias (Folha), Marinho (Organizações Globo), Mesquita (O Estado de S.Paulo), Saad (Band) e Record (Universal). Esses grupos, bem como seus ancestrais, mantiveram por décadas seguidas o monopólio da formação da opinião pública no Brasil.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O problema deles é que a crescente inserção digital permite que qualquer estudante, empresário, jornalista, padeiro ou faxineiro divulgue informações e fatos que não ganharam destaque nesses veículos, contestando versões e reportagens que seriam encaradas como verdade absoluta. Muitos sites e blogs independentes dessas estruturas já ganharam corpo, com públicos próprios que não vão aceitar mais como 100% da verdade o que aparecer na mídia tradicional, simplesmente porque agora eles têm acesso às outras faces das notícias, o que antes era muito improvável.

Além disso, os sites independentes passaram a “furar” os grandes. Estão mais próximos dos fatos e noticiam antes, mais rápido e sem ter que passar por uma grande estrutura. Hoje, muitas vezes, uma notícia que surge em um blog marginal e termina por pautar a grande mídia. É um sinal de que o pêndulo detentor da opinião pública brasileira aos poucos se afasta das sete famílias.

Uma regulamentação mais decente

Nestas eleições, combates nas redes sociais foram travados usando links de matérias “jornalísticas” como provas para argumentações. Nesse momento, levanta-se a questão da credibilidade dessas matérias. Uma notícia publicada na Folha tem o mesmo peso de uma divulgada pela Record? Uma notícia do G1 tem o mesmo peso de uma do blog Mídia Sem Máscara? Em resumo: uma notícia de um site da mídia tradicional tem mais valor do que uma da nova mídia? Evidente que o peso da repercussão instantânea é maior nos sites dos grandes. Mas, e o peso da verdade?

Há “zilhares” de exemplos de verdades manipuladas pela grande mídia nas últimas décadas por simples irresponsabilidade ou para atender aos interesses políticos do veículo (e não o interesse da sociedade), mas são exemplos totalmente desconhecidos do grande público. Só para citar os mais recentes, podemos lembrar que o Brasil da grande mídia jamais conseguiria sediar uma Copa do Mundo em 2014.

Já o caso mais recente é a histórica matéria “Eles sabiam de tudo”, sobre Lula e Dilma, publicada em Veja. Um perfeito manual inverso de jornalismo: “como não fazer”. Não se trata de ser contra ou a favor do viés político, pois os veículos têm liberdade (apesar das acusações de que vivemos numa ditadura) para assumir suas ideologias e muitos o fazem. Errado é alardear imparcialidade e não ser imparcial.

Pior ainda é publicar “reportagens” (entre aspas mesmo) sem checar a veracidade dos fatos, ou a confiabilidade da fonte, buscando influenciar fortemente resultados de uma eleição presidencial. No caso específico, o próprio advogado representante do doleiro Alberto Youssef, Antonio Basto, disse: “Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida.” Logo, é mentira. O pior é que tem gente que gosta de ser enganada.

Checagem dos fatos e confiabilidade da fonte são coisas básicas, mas que podem ser relativizadas quando o objetivo não é fazer jornalismo.

Diante desse e de muitos outros maus exemplos de jornalismo da mídia tradicional, está claro que é preciso regulamentação mais decente para impedir que a mídia faça de trouxa toda uma população, sem limite nenhum para inventar o que quiser.

Está claro também, que desprezar o que se diz em blogs e sites alternativos é besteira, pois a informação pode e deve ser conhecida por todos os ângulos possíveis. Aí, sim, podemos orientar nossas opiniões.
Por Ricardo de Barros Bonchristiani Ferreira, jornalista/Observatório da imprensa

País estranho esse Brasil de Dilma e Veja

Marionete Manipulação Mídia Blog do MesquitaPaís estranho o Brasil. Como dizia Tom Jobim, “o Brasil não é para amadores”. Interessante é que a Veja, desanca com o PT e Governo e o governo e/ou empresas estatais e de economia mista são anunciantes importantes da Veja.

Dilma tenta tirar Lula do caminho e Lula tenta tirar Dilma do dele e a guerra do poder pelo poder continua. Quando disse lá atrás(com meus amigos), que as manifestações eram obra do LULA, para tirar Dilma do caminho, muita gente dizia que era muita “teoria da conspiração”.

Pior é que tem quem acredita na imprensa isenta. Enquanto o maior e único anunciante de peso for o GOVERNO, nunca teremos algo assim.

Quando li sobre a dita “teoria da conspiração”, sobre o domínio econômico do governo com a imprensa, para censurar as mesmas, não acreditava, mas hoje vejo que é a pura realidade.

Proibiram as propagandas de cigarros, que era a maior fonte de receita publicitária, depois tentaram proibir as de bebida, não conseguiram, mas restringiram e hoje o maior anunciante é o GOVERNO, seja com propagandas institucionais, seja das estatais.

Tá tudo dominado !

País estranho o Brasil. Apesar de ser alvo prioritário da  revista Veja, jornalista revela agora, que D. Dilma recebeu dono da Abril antes da revista Veja publicar reportagem montada contra Lula e Rosemary Noronha.


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Veja e o apoio a copa

Apoio à Copa reforça inflexão editorial de Veja

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Edição deste fim de semana destaca as ameaças ao Mundial de 2014, defende medidas de segurança e traz um editorial em que a revista assume posição favorável à realização da “Copa das Copas”.

Quinze dias atrás, outra capa ressaltava a grande oferta de empregos no Brasil, num claro sinal de paz enviado ao poder; num momento em que as revistas perdem influência e são desafiadas pela migração de leitores para outras plataformas, sobretudo a internet, os black blocs do jornalismo se mostram mais tolerantes[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A revista Veja foi, é e sempre será avessa a todos os governos trabalhistas, a qualquer tipo de nacionalismo e nunca deixará de ser antipetista. É algo que está gravado no DNA da Editora Abril.

No entanto, há algo de novo nas margens do Rio Pinheiros, em São Paulo. Nas últimas três semanas, duas capas foram claramente alinhadas com o discurso oficial.

Uma destacava a grande oferta de empregos no Brasil. Outra, a deste fim de semana, traz um relatório oficial sobre ameaças à Copa de 2014 e defende que todas as medidas de segurança sejam tomadas.

Mais importante do que a capa em si é o editorial “A favor da Copa”, em que a revista assume sua posição editorial diante do torneio. “Não se pode admitir que uma minoria de descontentes resolva recorrer a meios violentos para impedir a realização do evento. Isso é terrorismo. Cabe, portanto, ao Estado brasileiro coibir com os meios de que dispuser, dentro da lei, as manifestações terroristas em território nacional”, diz o texto.
A publicação informa também ter recebido com alívio a informação de que o governo se mostra preparado para garantir a paz durante o torneio.

“Nesse contexto, foi com alívio que a sucursal de Veja em Brasília apurou que as autoridades estão alertas quanto aos focos de distúrbios que se formam com a intenção explícita de atrapalhar ou até impedir a realização da Copa do Mundo”, prossegue o editorial.

Com este posicionamento, tomado num momento em que as revistas estão mergulhadas numa profunda crise financeira, os black blocs do jornalismo se afastam dos black blocs das ruas.

E uma Copa com tranquilidade pode ser decisiva também nas eleições que ocorrerão apenas três meses depois.
Fonte: Brasil 247

O futuro da Abril e das grandes empresas de mídia

Intenet Jornais Impressos Blog do MesquitaO futuro da Abril, como o de todas as grandes empresas de mídia, é mais ou menos como o de uma fábrica de carruagem quando surgiram os automóveis.

Não sobrou nenhum fabricante de carruagem.

A Abril, para ficar na imagem, sabe que carro não vai produzir, porque sua competência está toda voltada para as carruagens.

Mas está tentando achar outro espaço para evitar o cemitério.

É o que todos já sabemos, e é o que disseram esta semana ao jornal Valor Giancarlo Civita, primogênito de Roberto Civita, e o executivo Fábio Barbosa, presidente executivo da empresa.

Este espaço se chama educação. Mais que livros, que como as revistas estão sumindo por força da internet, a aposta se concentra em escolas.

Outras grandes empresas de mídia do mundo já disseram o que pensam a respeito do futuro da mídia impressa.

A News Corp, de Murdoch, separou seus negócios em dois. A área de entretenimento, à frente da qual está a Fox, ficou num lado. A de mídia – jornais como os britânicos Times e Sun e o americano Wall St Journal – foi para o outro.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A Time Warner fez o mesmo movimento. Separou as revistas e a área de entretenimento.

Em ambos os casos, o objetivo da separação foi evitar que o colapso de jornais e revistas afete os outros negócios.

A Abril não tem nem a Fox e nem a Warner para se agarrar. Daí a esperança depositada na educação.

Na transição, serão certamente desacelerados, ou simplesmente eliminados, os investimentos em revistas. Em pouco tempo, é difícil imaginar que sobrevivam, na Abril, mais revistas que Veja, Exame, 4 Rodas e Claudia.

Mesmo elas estarão menores e menos influentes a cada dia, pela excelente razão de que ninguém mais dá bola para revistas de papel.

O refúgio na educação, ainda que funcione, marcará uma nova etapa na vida da Abril. Educação está longe de dar o poder de influência que a mídia dá, e a rentabilidade é muito menor.

Os filhos de Roberto Civita provavelmente gostariam de vender a divisão de revistas, da qual só virão más notícias daqui por diante. Ao contrário do pai, eles não gostam de revistas. Jamais foram postos para trabalhar nelas, ao contrário do que o patriarca Victor Civita fez com os filhos Roberto e Richard.

Uma vez, no período em que respondi a Gianca na Abril, ele me contou que detestava revistas porque, criança, via o pai gastar o final de semana na leitura delas e não com os filhos.

Querer vender é uma coisa. Poder vender, outra.

Mas aí entra um paradoxo, uma espécie de ajuste de contas da história com gente que mamou no Estado.

Vigora na mídia uma inacreditável reserva de mercado. O Brasil se abriu à competição estrangeira nos últimos vinte anos, mas a mídia – por seu poder de intimidação – continuou protegida.

Estrangeiros podem comprar apenas 30% das ações das empresas. No caso da Abril, isso já foi feito.

Durante muitos anos, a reserva ajudou. Você ficava livre de competidores temíveis de mercados mais avançados.

Mas agora veio a ressaca. A reserva limita severamente as possibilidades de vender uma empresa. Quem, no Brasil, teria dinheiro para comprar uma grande empresa de mídia?

Não será surpresa se as empresas se juntarem, em algum momento, para reverem uma legislação que as favoreceu absurdamente. Se você quer vender e cair fora do negócio, a reserva já não significa nada senão um obstáculo à venda.

Com o mesmo entusiasmo cínico usado para defender a reserva – a Globo chegou a falar no risco de propaganda comunista se uma emissora chinesa se instalasse no Brasil – as companhias de mídia defenderão o oposto.

Vai ser interessante acompanhar os próximos anos na mídia.
Por: Paulo Nogueira, jornalista baseado em Londres, é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Demissão de Danuza Leão e Nelson Mota é emblema da crise estrutural da mídia

Demissão da colunista de elite da Folha de S. Paulo vem acompanhada de dezenas de cortes no jornal da Barão de Limeira; Editora Abril pronta para iniciar processo de enxugamento de até 10% de seu pessoal; Estadão, onde o também demitido Nelson Motta acusou internautas de “relincharem”, definha em praça pública; Valor, joint venture Folha-Globo, diminui redação; com monopólio no Rio, família Marinho preserva as Organizações Globo, mas não se sabe até quando.

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As torres de papel da mídia tradicional estão caindo. Uma a uma. A informação livre em circulação pela internet, mídia que todos os números e pesquisas apontam como a de maior e mais rápida ascensão entre o público brasileiro, fustiga os alicerces nada sólidos daquela que já foi chamada “grande imprensa”.

Os custos de operação, as dificuldades logísticas e a falta de visão de presente e futuro dos líderes de negócios dos jornais e revistas – obnubilada na fixação pelo passado — formam o conjunto responsável pela debacle.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Um processo acelerado pela miopia ideológica da famílias detentoras aplicada às linhas editoriais de cada veículo, todas elas convergentes a um conservadorismo pulverizado em praticamente todas as seções jornalísticas – Política, Economia, Cidades, Esportes etc. Um atraso que quebra a sincronia das rotativas com a visão de mundo mais ampla e plural do leitor atual. Um fracasso contratado.

A demissão da colunista de elite Danuza Leão, da Folha, revelada nesta quinta-feira 6, é emblemática da situação de crise estrutural da mídia de papel. Em seus livros, Danuza sempre se apresentou como uma socialite cheia de bons conselhos a dar, mas, pouco a pouco, em seu espaço no diário da família Frias, foi empunhando a pá ideológica que cavuca o fosso sempre profundo que separa ricos de pobres, emergentes de quatrocentões.

Foi perdendo, a cada golpe, atratividade de leitura, acumulando adversários entre os leitores, diminuindo, assim, pelas opiniões isoladas do resto do mundo, sua razão de estar ali, tratada a pão-de-ló por 12 anos. Não precisava, neste sentido, a colunista ter troçado dos leitores, reclamando da democratização das viagens pelo exterior, de modo a lamentavelmente ser possível encontrar o porteiro de seu próprio prédio em lazer em Paris (aqui)!

DESCOLAMENTO DO PÚBLICO

Danuza, no entanto, não é a única a padecer neste momento. Entre jornalistas, comenta-se que ela apenas entrou no corte de cerca de 40 profissionais promovido pela Folha ao longo desta semana. Um “passaralho”, como se diz na categoria profissional, que vai sendo baixando aos poucos, já há alguns meses, na redação do concorrente Estadão. Ali, um famoso colunista que rodou foi o crítico musical Nelson Motta. O mesmo fenômeno de descolamento em relação ao público ocorreu com ele.

Ao longo de sua história de quase 50 anos em torno da música e do entretenimento, Nelsinho, como é chamado, construiu uma imagem de simpatia. Bastou, porém, ter seu próprio espaço emoldurado num jornal conservador, para se deixar contaminar pelo entorno. Ao comentar os posts de leitores de 247, onde a expressão é livre e aberta, de modo a que cada posição seja conhecida e, nessa medida, respeitada e discutida, Nelsinho registrou que só ouvia “relinchos”. Foi escorraçado nas mídias sociais (aqui). Sem escalas, trocou uma posição de queridinho por tantos para a de ridicularizado por muitos mais. Dançou.

HORA DA ABRIL

Na maior editora de revistas da América Latina, a situação promete ser ainda mais dramática. Reconhecia-se entre a diretoria, meses antes da morte do presidente Roberto Civita, a necessidade de promover mudanças internas que produzissem uma economia de até R$ 100 milhões anuais em custos. Civita, ciente da imagem de superioridade que a Abril sempre prezou, barrou até o final as propostas de profundos cortes de pessoal que pousaram em sua mesa. Agora, porém, sob a direção de seu filho Giancarlo, o prognóstico entre os profissionais da empresa é que se inicie uma verdadeira Noite de São Bartolomeu, na qual até 10% dos mais de nove mil funcionários da organização poderão ser degolados. Com 52 revistas em seu portfolio atual, habitando um prédio com mordomias como piscina que lhe custa estimados US$ 1 milhão mês, a Abril só encontra lucro em uma ou outra operação, jamais em todas. É provável, assim, que títulos desapareçam. No carro-chefe Veja, cuja redação quintuplicou de tamanho nos últimos quinze anos, sem que o mesmo acréscimo tivesse se dado em seu conteúdo jornalístico, ao contrário — há cada vez menos notícia, cada vez mais editorialização –, as aparências devem ser mantidas. Isso, entretanto, ainda é incerto.

Na mídia especializada, como o jornal Valor Econômico, a crise estrutural também já se achega. Produzir a partir do zero, todos os dias, redigir, editar, diagramar, imprimir e distribuir um jornal custa muito caro, até mesmo para um veículo que, na prática, detém o monopólio da publicidade legal no País. Quando a coluna do lucro começa a ter números encolhidos, a alternativa empresarial é, salvo raríssimas exceções, enxugar a folha de pagamentos. É o que está acontecendo lá, onde vagas estão sendo congeladas e vínculos empregatícios formais vão sendo substituídos por mão de obra sazonal.

Barbeiragens empresariais se somam ao grave momento da mídia tradicional. Na Record que tirava quadros da Globo a preço de ouro e bateu a emissora dos Marinho na cara disputa pelas Olimpíadas de Londres, a conta chegou na forma de 400 demissões apenas esta semana.

INTERNET QUEBRA RECORDES

Enquanto isso, a audiência na internet quebra recordes dia a dia, provocando uma saudável disseminação de informações por meio de jornais, revistas, tevês e blogs especialmente criados para este veículo de alta velocidade, farta concorrência e vasto acesso. Cria-se aqui um ambiente de briga de mãos limpas, honesta, onde os “sem rotativa” e os “sem antena” passam a ter iguais condições de disputar o interesse do leitor, a atenção das fontes, o respeito do mercado publicitário e, sobretudo, adquirem influência no circuito que nasce com bases populares e alcança os formadores de opinião.

Os tempos estão mudando. A mídia tradicional descobriu, na última hora, que o passado não mais é capaz de corrigir seus excessos corporativos, erros gerenciais e choques com uma nova e numerosa classe de leitores. Pagam pelo desastre comercial provocado pela soberba os profissionais que ajudaram a construir cada uma dessas máquinas. É o capitalismo em estado bruto mostrando sua velha e vincada face assustadora.
Brasil 247

Pânico na editora Abril

Precedente inglês já coloca Veja em pânico

: A decisão do parlamento inglês, país com tradição libertária muito maior do que o Brasil, de criar um órgão externo para fiscalizar as atividades dos meios de comunicação assusta a Editora Abril; segundo Veja, será usada pelos “liberticidas” para constranger a imprensa livre; na Inglaterra, Rebekah Brooks, ex-diretora do News of the World, de Rupert Murdoch, será investigada pelo esquema de grampos ilegais liderado pelo extinto jornal; no Brasil, Carlos Cachoeira realizava os grampos ilegais e, com seu braço na mídia, liderado por Policarpo Júnior, de Veja, pressionava políticos e governos

247 – A história é conhecida. Mais ou menos na mesma época, no início do ano passado, dois escândalos paralelos eclodiram.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Na Inglaterra, foi descoberta a conexão entre um esquema de grampos ilegais, que envolvia policiais e jornalistas do News of the World, de Rupert Murdoch. Jornalistas e policiais foram presos e o jornal foi extinto, não sem antes pedir desculpas ao público, em sua última edição. Mais recentemente, a Inglaterra, um país de tradição libertária, aprovou uma nova regulamentação para a mídia, que cria um órgão externo para fiscalizar a atividade de jornais, revistas e demais meios de comunicação.

No Brasil, a Operação Monte Claro, da Polícia Federal, expôs as vísceras da organização do bicheiro Carlos Cachoeira, que, antes desse episódio, era chamado de “empresário de jogos” pela revista Veja. Especializado em todo tipo de interceptações, muitas vezes ilegais e clandestinas, o grupo de Cachoeira possuía um braço forte nos meios de comunicação, cuja peça mais forte era Policarpo Júnior da revista Veja.

O desfecho aqui, no entanto, foi bem diferente. Graças a um acordo entre veículos conservadores de comunicação e o PMDB, Policarpo não foi convocado pela CPI do caso Cachoeira. Embora o relatório tenha citado o nome de vários jornalistas, nenhum foi indiciado, uma vez que o texto de Odair Cunha (PT-MG) não foi nem sequer apreciado pela comissão.

Mas Veja, no entanto, parece ter informações que a amedrontam. Na edição desta semana, a revista aborda o caso do News of the World e diz que ele será empregado no Brasil com fins torpes. “A medida interrompe 300 anos de liberdade de imprensa e vai ser aproveitada pelos liberticidas no Brasil”, diz o texto, numa reportagem interna.

Mais do que isso, com tremenda desfaçatez, o diretor de redação, Eurípedes Alcântara, também aborda o caso no editorial “Crime e Castigo”, com imagem do News of the World, como se Veja não tivesse nada a ver com a discussão. Diz Eurípedes que a regulação prejudica a liberdade e que a função da imprensa séria é “de ser os olhos e ouvidos da nação na busca da verdade e na vigilância constante sobre os poderosos”.

O fato incontestável, no entanto, é que, em vários momentos, Veja foi olhos e ouvidos de Cachoeira em defesa dos interesses privados do próprio bicheiro, na sua relação de extorsão sobre os poderosos.

Mídia impressa em crise: demissões na Veja

A grande mídia está a caminho da extinção, porque não vendem jornais e revistas suficientes para custear as edições.

Se as tiragens são baixas, a publicidade vai embora.
Como é feita a distribuição das verbas publicitárias dos governos para a imprensa. Obedece a normas? Segue algum critério? Porque a Abril pedir suporte financeiro pro governo federal é de uma cara-de-pau inacreditável!
José Mesquita – Editor


CRISE DA MÍDIA DE PAPEL PEGA A ABRIL: 150 DEMISSÕES

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Grupo dirigido por Roberto Civita e Fábio Barbosa não descarta novos cortes; nove revistas editadas na torre da avenida Marginal, em São Paulo, sofrem perdas de pessoal; grande aposta é a divisão de livros didáticos Abril Educação; cortes sucedem fechamento do Jornal da Tarde, do Grupo Estado, e do tradicional Correio do Povo, de Campinas[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A crise da mídia que veicula conteúdo em papel não poupa ninguém.

Depois do fechamento, nas últimas semanas, do Jornal da Tarde, do Grupo Estado, e do diário Correio do Povo, editado em Campinas e um dos mais tradicionais do interior de São Paulo, agora os problemas atingem o mundo das revistas.

Numa decisão comunicada à última hora a seus funcionários, a Editora Abril promoveu no início desta semana cerca de 150 demissões em áreas ligadas a nove de suas publicações. Além de jornalistas, foram cortados empregos na área administrativa.

O Grupo Abril, liderado pelo presidente do Conselho, Roberto Civita, e pelo ex-banqueiro Fábio Barbosa, que tem missão executiva, está passando por transformações.

A grande aposta, ali, é a divisão Abril Educação, na qual seus executivos vislumbram possibilidades de grandes negócios em parceria com os governos federal e estaduais, na área de material didático.

No campo editorial, a Abril manteve intacta a estrutura da revista Veja. A publicação vai se constuíndo em um dos principais veículos de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Os cortes desta semana podem ser sucedidos por novas demissões. O portal Imprensa informa que o maior corte foi na revista Quatro Rodas (sete, no total), além de Claudia (três) e Manequim (três).

Outras demissões forem nas revistas Alfa, Vip, Men’s Health, Viva Mais, Máxima e Club.
De acordo com a apuração do portal, a Editora Abril não descarta outros cortes — que estariam sendo feitos devido a “ajustes no balanço da empresa”.
Fonte:Brasil247

Tópicos do dia – 17/09/2012

10:40:10
William e Kate entram na Justiça contra revista que publicou fotos íntimas

Kate Middleton é, constantemente, perseguida por fotógrafos
O príncipe William e a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, oficializaram nesta segunda-feira um processo criminal na França, em resposta à publicação de fotos íntimas do casal real.
Representantes do casal confirmaram que “ações legais por violação da privacidade começaram hoje na França contra os editores da revista Closer”, a qual publicou uma série de imagens de Kate topless em um banho de sol.

Uma corte em Nanterre confirmou à Reuters que o processo foi oficializado e que os editores da Closer serão ouvidos em uma audiência nesta segunda-feira.
As fotos de Kate sem a parte de cima do biquíni foram reproduzidas por sites internacionais, pelo jornal Irish Daily Star e pela revista italiana Chi. Esta última defendeu a publicação das fotos, alegando que elas são uma “crônica da realidade”.
O correspondente da BBC em Paris, Christian Fraser, explica que, sob a rígida legislação francesa, a publicação deve configurar uma invasão de privacidade.
O casal real também pede uma medida cautelar que retire a edição da Closer de circulação e que impeça que as imagens sejam republicadas.
Batalha judicial
Se condenada, a edição da revista Closer com as fotos terá que ser recolhida das bancas de jornais imediatamente. Mas a decisão do tribunal parisiense terá poder apenas sobre meios de comunicação franceses e não impede a publicação das fotos na italiana Chi, que pertence ao mesmo grupo de mídia e anunciou uma edição especial com uma versão estendida, com 26 fotos, da série de fotos de Kate topless.
Ambas as publicações pertencem à empresa Mondadori Media Group, do ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi.
O correspondente da BBC em Paris diz que a lei francesa determina indenizações ou multas de dezenas de milhares de euros e, em teoria, a editora da revista poderia se condenada a um ano de prisão.
A editora já saiu em defesa da publicação e sugeriu que a revista francesa teria fotos ainda mais íntimas do casal, ainda não publicadas.
Os donos do jornal Irish Daily Star, do grupo Shell and Independent News and Media, condenaram a decisão de publicar as imagens e disseram que não foram consultados.
Nenhum jornal britânico publicou as imagens. Representantes de tabloides como o Daily Mail e o The Sun disseram que nenhum jornal “responsável” sequer “tocaria nessas fotos”.
William e Kate se encontram nas Ilhas Salomão, no Oceano Pacífico, representando a Rainha Elizabeth 2ª em comemorações do Jubileu de Diamante.
BBC Brasil

10:50:56
Governo aumenta gasto com anúncios

Os gastos com propagandas para os meios de comunicação têm aumentado neste período eleitoral.  Em julho, R$ 16,2 milhões foram pagos a jornais, rádios, TVs e sites pela Secom (Secretaria de Comunicação Social), órgão vinculado à Presidência e responsável pela maior fatia da publicidade da administração direta — estatais não entram nessa conta. De abril a junho, foram repassados, ao todo, R$ 13,4 milhões para veículos de comunicação — em três meses somados, portanto, os gastos foram menores do que os registrados apenas em julho. O valor é ainda o dobro do verificado em julho de 2011: R$ 8,1 milhões. Esse montante representa a média dos desembolsos mensais da Secom ao longo dos 19 meses do governo Dilma Rousseff.
Folha de São Paulo.

11:29:39
Ministro Dias Toffoli tem até hoje a oportunidade de lustrar sua (dele) biografia, se declarando suspeito para participar do julgamento do Zé Dirceu e cia.

Não fiquem surpresos se finalmente o Ministro Dias Toffoli se declarar suspeito, e não votar nos processos nos quais os mensaleiros com os quais tenha mantido relações de amizade e/ou trabalho.
PS. O que regula o impedimento ou suspeição de um juiz em qualquer tribunal é o que está grafado nos arts.134 e 135 do Código de Processo Civil. A palavra “defeso”, abaixo, significa “não é permitido”

Art. 134 – É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário:
I – de que for parte;
II – em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como órgão do Ministério Público, ou prestou depoimento como testemunha;
III – que conheceu em primeiro grau de jurisdição, tendo-lhe proferido sentença ou decisão;
IV – quando nele estiver postulando, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consanguíneo ou afim, em linha reta; ou na linha colateral até o segundo grau;
V – quando cônjuge, parente, consanguíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta ou, na colateral, até o terceiro grau;
VI – quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica, parte na causa.

Art. 135 – Reputa-se fundada a suspeição de parcialidade do juiz, quando:
I – amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes;
II – alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parentes destes, em linha reta ou na colateral até o terceiro grau;
III – herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes;
IV – receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo; aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio;
V – interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes.

17:11:54
Dilma deu ordem para Guido Mantega se retirar de evento da editora Abril.

Após cancelar almoço que teria no Hotel Unique, em São Paulo, com o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, no mesmo sexta-feira (14) em que a revista Veja chegaria às bancas com denúncias devastadoras que atruibuem a chefia do esquema do mensalão ao ex-presidente Lula, a presidenta Dilma antecipou sua viagem a Porto Alegre, na sexta-feira, e ficou muito irritada quando soube que o ministro Guido Mantega (Fazenda) a representava em umevento da revista Exame, da editora Abril. Por telefone, Dilma ordenou que Mantega abandonasse imediatamente a tradicional festa “Maiores e Melhores”, da revista. O ministro se levatou sem prévio aviso da mesa de debates da qual participava, ao lado do prêmio Nobel de Economia Paul Krugman e do próprio Civita, para se retirar em definitivo do recinto, diante de dezenas de empresários. Os dois gestos foram interpretados como um protesto do governo pela matéria da revista Veja “Os Segredos de Valério”.
coluna Claudio Humberto 


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