Corruptos: No centro do poder há décadas

Partidos Políticos,Corrupção,Blog do MesquitaNa lista divulgada pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, salta aos olhos a quantidade de parlamentares do PP.
O Partido Progressista tem nada menos que 31 políticos de um total de 49 nomes nessa relação enviada ao STF.
São 29 deputados (sendo que 18 estão atualmente exercendo seus cargos) e 3 senadores de um total de 12.

Aqui cabe um exercício de história. Para começar: quem é o Partido Progressista? O PP nasceu de uma costela do PDS, que sucedeu a Arena, o partido que governou depois do golpe de 1964. É o partido que abriga Paulo Maluf e Jair Bolsonaro, além de outros conhecidos parlamentares ligados ao golpe. Ou seja, é um partido que conhece a fundo a Petrobras há 50 anos.

O segundo partido com maior presença na lista é o PMDB, que comandou a Petrobras durante todo o governo Sarney (1985-1990), sucedendo a ditadura. Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia, está na lista.

Nos anos 70 no Maranhão, em plena ditadura, Lobão era um jornalista por quem o então presidente Ernesto Geisel nutria grande simpatia. Consta que Geisel teria pedido ao influente senador da época, Victorino Freire, que Lobão fosse transformado numa grande liderança no Maranhão.

Outra presença significativa na chamada “lista de Janot” vem do PTB (Partido trabalhista Brasileiro): o senador Fernando Collor de Mello, ligado ao seu ex-secretário de assuntos estratégicos do Departamento de Inteligência Pedro Paulo Leoni. O ex-presidente da República teve o apoio de todos os partidos da elite brasileira nas eleições de 1989.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A lista de Janot ainda tem um segmento do PT, partido odiado, como disse o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira em recente entrevista à Folha de S. Paulo, por todos os outros grandes partidos que representam a maioria do Congresso.

Outro nome na lista é o do senador Antonio Anastasia (PSDB), ex-governador de Minas e cria de Aécio Neves. O delator, o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como “Careca”, revelou à PF que teria levado R$ 1 milhão a uma casa em Belo Horizonte sem saber a identidade do destinatário. Ele diz ter entregue nas mãos de Anastasia e afirma ter reconhecido o político posteriormente, através de fotos. Então esse dinheiro não era para o político mineiro?

A lista de Janot tem 49 políticos. Fica a questão: e os grandes corruptores do Brasil? Onde estão aqueles grupos de sempre, que operam nas sombras há décadas. São os donos de concessões de estradas, de aeroportos, empresas de comunicações, empresas de energia, bancos. Eles representam cerca de 70% do empresariado brasileiro.

E alguns envolvidos na Operação Lava Jato querem agora criar uma CPI contra o Ministério Público para fazer com ele o mesmo que foi feito com um magistrado no Rio de Janeiro. Por uma conduta irresponsável, o juiz foi transformado em delinquente e o empresário corrupto em santo.

Será que o erro do juiz deve ofuscar os crimes de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada praticados pelo empresário, que acabaram lesando em até R$ 7 bilhões o BNDES e comprometeram obras importantes para o Rio?

O mesmo não pode acontecer em Brasília. As investigações devem seguir, sem pressões políticas ou econômicas para que tenhamos um julgamento baseado nas leis e nas garantias constitucionais. Mas é importante saber separar o joio do trigo e identificar quais são os grupos mais poderosos que saqueiam o dinheiro do povo brasileiro há décadas.

Tópicos do dia – 25/09/2012

12:08:46
Um tucano surpreende no Recife.

O PSB pode ganhar no primeiro turno, mas em Recife a grande sensação das eleições é o candidato tucano Daniel Coelho. Ele ultrapassou o petista Humberto Costa e está em segundo lugar fazendo uma campanha diferente. Ele tem 35% das intenções de voto entre os jovens de 16 a 24 anos. Usa sandálias, veste-se como riponga, prega o fim do caciquismo e tem grande apoio da comunidade GLS.

Ele é a única estrela do programa de TV de sua campanha, em que não aparece qualquer dos figurões do partido, como o ex-presidente Fernando Henrique, o senador Aécio Neves (MG) ou o presidente nacional do PSDB, o deputado Sérgio Guerra (PE).
Ilimar Franco/O Globo

16:44:56
Apagão: deputado quer explicações sobre apagão de energia no Nordeste

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB) prometeu nesta segunda-feira (24) cobrar explicações do Ministério das Minas e Energia e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o apagão na tarde do último sábado (22) que atingiu sete estados. Segundo Imbassahy, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) já havia prometido que o fato não se repetiria porque o sistema elétrico brasileiro é “robusto” e “seguro”. “Um sistema robusto e seguro não desliga sete estados ao mesmo tempo. O ministro precisa nos informar sobre o que está acontecendo, porque alguma coisa não está funcionando bem”, disse o deputado. Imbassahy garante que vai se pronunciar sobre o tema amanhã (25) na Câmara e, logo em seguida, enviará um ofícios aos órgãos competentes pedindo as explicações.
coluna Claudio Humberto 


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STJ manda esconder verdade real que incrimina o clã Sarney

A interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para prova de investigação criminal e em instrução processual penal, observará o disposto nesta lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça.

No presente caso, ao que se divulgou, as operações foram devidamente fundamentadas pelo Ministério Público e pelo juiz de 1a. instância.

O STJ afirma que as provas foram obtidas ilegalmente.

Quem praticou a legalidade foram os investigados aproveitando as brechas do art. 5º, inciso XXII da Constituição Federal.
O Editor 


Caros. Hoje sinto vergonha do Brasil.

Vivemos numa república bananeira.

Prova provada de crimes cometidos por Fernando Sarney são anuladas.

O juiz não teria fundamentado suficientemente a decisão que resultou em coletas de provas incriminatórias.

Quer dizer que os indicativos que convenceram o juiz precisavam ser melhor expostos.

Em nome de uma falso garantismo, consagra-se a impunidade de um país de predadores potentes e poderosos.

Para a 6ª Câmara do Superior Tribunal de Justiça, o juiz fundamentou insuficientemente a decisão que autorizou a quebra de sigilo bancário e de dados telefônicos de Fernando Sarney, filho de José Sarney, presidente do Senado e ex da República.

Como consequência foram anuladas todas as provas produzidas em razão delas.

Em outras palavras, tirou-se a validade de prova provada de cometimento de crimes.

Virou omelete sem ovo.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Com base nas interceptações e dados telefônicos, ficou caracterizado que Fernando Sarney e sua esposa movimentaram R$ 2 milhões sem origem conhecida, lavaram dinheiro, desviaram recursos públicos e realizaram tráfico de influência no Ministério de Minas e Energia, comandado por Edison Lobão, maranhense da bancada sarneyzista.

Para o cidadão comum fica difícil de entender como uma “decisão insuficiente” acaba, no fundo, “suficiente” para descobrir tantos deslavados crimes.

Na verdade, o juiz de primeiro grau acertou em cheio ao autorizar, com base nos indicativos trazidos pela Polícia Federal na Operação Boi Barrica (rebatizada Faktor), as interceptações e as coletas de dados.

Numa das interceptações, o chefe do clã, José Sarney, e a sua filha governadora, Roseana Sarney, restaram flagrados a acertar nomeações para cargos no governo Lula.

Com as provas anuladas, frise-se mais uma vez, a acusação ficou vazia, ou seja, nada restou a incriminar Fernando Sarney.

Fez-se Justiça ? Claro que não. Consagrou-se, mais uma vez, a impunidade.

Na exposição de motivos do Código de Processo Penal, datada de 8 de setembro de 1941, ficou registrado que nos autos (inquérito ou processo) não haveria lugar para “espiolhar” nugas, ou seja, catar quinquilharias para se anular provas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Essa lição, e a exposição de motivos é fonte interpretativa doutrinária, foi desconsiderada.

Para os ministros do STJ, o juiz motivou a decisão (cumpriu a Constituição, diga-se), mas não de maneira suficiente. Ora, o que é suficiência para os ministros?

Pelo resultado obtido, a decisão do juiz tinha lastro de suficiência e abriu caminho para a vinda aos autos de provas irrefutáveis de que Fernando Sarney cometeu crimes.

Na investigação e no processo busca-se a verdade real. E a verdade real foi excluída (anulada) pelo STJ.

PANO RÁPIDO. Como regra, poderosos e potentes conseguem bons resultados na Justiça apesar de provas provadas de participação em crimes.

Já se chegou a anular até filmagem de coautor de crime de corrupção a passar dinheiro aos agentes públicos que queriam “comprar” (caso Satiagraha). No popular: flagrado ao passar a bola.

Até quando em nome de um falso garantismo a Justiça vai proteger criminosos poderosos (órgão e agentes com poder de Estado) e potentes (endinheirados que fazem tráfico de influência e corrompem)?

Wálter Fanganiello Maierovitch/Terra Magazine
Jurista e professo

Usinas nucleares no Brasil

O problema das usinas em si, creio, é menores diante da realidade de serem construídas com o “jeitinho brasileiro”.

Aí que mora o perigo.

Afinal os Tupiniquins são famosos pelas gambiarras que criam.

Se no Japão, com toda a seriedade dos governantes está acontecendo uma tragédia…
O Editor


Brasil vai adiar projeto de novas usinas nucleares

Tragédia : Incidente no Japão atrasará projetos, admite a Eletronuclear

O acidente no Japão deverá atrasar os projetos brasileiros na área de energia nuclear e enriquecimento de urânio.

O adiamento é admitido pela própria Eletronuclear, empresa controlada pela estatal Eletrobrás, responsável pelas operações de Angra 1 e 2, as duas únicas usinas nucleares do Brasil.

“Não há razões racionais para que o atraso dos projetos ocorra, mas infelizmente isso é algo inevitável, deverá haver uma demora nos projetos”, disse ao Valor Leonam dos Santos Guimarães, assistente da presidência da Eletronuclear.

Segundo Guimarães, não há previsão de paralisação nas obras de Angra 3. O prazo de conclusão da usina, porém, corre riscos de ficar comprometido. Não seria a primeira vez. Angra 3, instalada no litoral carioca, começou a ser erguida em 1976, mas foi paralisada dez anos depois. Em 2007, as obras foram retomadas. A previsão atual é entrar em operação em 2015.

Guimarães disse que Angra 3 foi desenhada com o que há de mais moderno em práticas de segurança e que não há razões para mudar o projeto.

“Numa situação como essa ocorrida no Japão, o que acontece é um aprimoramento de técnicas, novos processos são incorporados em todo o mundo, mas não há grandes mudanças a fazer.”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O temor de contaminação o Japão também coloca na berlinda o anúncio das cidades brasileiras que receberiam as quatro novas usinas nucleares previstas pelo governo.

O Ministério de Minas e Energia (MME) vinha trabalhando em ritmo acelerado no projeto, e o ministro Edison Lobão queria anunciar neste mês os principais candidatos para sediar as instalações.

A expectativa é de que sejam investidos cerca de R$ 30 bilhões na construção das quatro usinas, cada uma com capacidade de 1.000 MW, elevando a potência do parque nacional de usinas nucleares para 7.300 MW até 2030.

Para Lobão, os planos de energia nuclear são projetos de longo prazo do país e não serão afetados.

Segundo Moacyr Duarte, pesquisador da Coppe, pós-graduação de engenharia da UFRJ, que participou dos estudos das novas usinas, não está prevista a instalação no litoral, mas no interior do país.

“Essa decisão está atrelada a questões ambientais e sócio-financeiras”, comentou. A meta era que já no ano que vem fossem iniciadas as obras da primeira central na região Nordeste, provavelmente nas margens do Rio São Francisco.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), propôs ontem retomar o debate sobre a implantação de usinas nucleares no país. “Se [as usinas] já sofreram no passado algumas restrições, acredito que agora, com esse problema do Japão, vamos ter que parar um pouco para pensar”, afirmou.

O momento delicado também pode adiar o plano do governo para enriquecimento de urânio, que é o combustível das usinas nucleares.

Está na agenda da presidente Dilma Rousseff o investimento de R$ 3 bilhões na construção de duas fábricas para realizar no país 100% desse processo. O Brasil tem uma das maiores reservas de urânio do mundo, mas hoje precisa do apoio de empresas do Canadá e da França para abastecer suas usinas.

Para o especialista em engenharia nuclear Aquilino Senra, vice-diretor da Coppe, as discussões sobre a geração de energia nuclear tendem a ganhar um caráter mais emocional e ideológico, o que prejudica o entendimento sobre o assunto. “A aceitação pública vai cobrar um novo debate sobre o assunto, mas espero que isso traga apenas um retardamento de projetos, e não um retrocesso.”

A participação da energia nuclear na matriz energética do país ainda é pequena. Em 2009, representava 1,8% do total, com 2 GW gerados por Angra 1 e 2. A projeção é que salte para 3,4 GW, ou 1,9% do total em 2019.

“Ainda é cedo para falarmos em interrupção ou mudança de projetos, são decisões que devem ser tomadas de forma mais tranquila”, disse Edson Kuramoto, presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben). “O Brasil, no entanto, precisa decidir o que quer para seu futuro energético.”

André Borges/Valor

Documento contradiz versão de Sarney

Senador alega que Rodrigo Cruz citado em discurso não é seu afilhado de casamento. Denúncia desmente

Em nota divulgada nesta quinta-feira, 6, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tenta confundir com uma informação equivocada. O senador diz na nota que na quarta-feira, 5, em seu discurso no plenário, referiu-se a “Rodrigo Miguel Cruz” quando disse desconhecer “Rodrigo Cruz”.

Sarney alega que “Rodrigo Miguel Cruz” é o nome que aparece na representação protocolada pelo PSOL no Conselho de Ética no dia 30 de junho. Seria, segundo o senador, um ex-funcionário de sua filha Roseana. “É este que está relacionado na denúncia do PSOL, que se baseia em O Estado de S. Paulo”, afirma Sarney.

Não é bem assim. A representação do PSOL não cita nenhum “Rodrigo Miguel Cruz”. Refere-se, na página 4 do texto, a “Rodrigo Cruz” e cita um link do portal do Estadão com a lista de apadrinhados e parentes de Sarney envolvidos em atos secretos.

No site, ao clicar no nome de “Rodrigo Cruz”, surge a descrição de que ele é a pessoa que se casou com Mayanna Maia, filha de Agaciel Maia, no dia 10 de junho. Sarney foi padrinho do casamento. Rodrigo Cruz foi nomeado por ato secreto em 19 de janeiro de 2006.

“Rodrigo Miguel Cruz” citado por Sarney trabalhou entre 2003 e 2007 no gabinete de Roseana e do então senador e hoje ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Ele não aparece em atos secretos, nem na representação do PSOL.

Leandro Colon – O Estado de S. Paulo

Família Sarney retira nome de aliados de logradouros e prédios públicos no Maranhão

Brasil: da série “só dói quando eu rio”!

Em meio a novas denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a família do senador preocupa-se em retirar o nome de parentes e aliados políticos de logradouros públicos do Maranhão.

Maranhão Prédios Públicos com nomes da família Sarney

Na noite de ontem, a governadora do Estado, Roseana Sarney (DEM), enviou ofício ao Tribunal de Contas solicitando a retirada de seu nome do prédio da instituição. O edifício foi construído em 2002 durante seu segundo mandato estadual.

A reportagem do UOL Notícias apurou junto a fontes do Palácio dos Leões, sede do governo estadual, que a governadora tomou a iniciativa antes de reassumir o cargo no último dia 10 de julho.

A informação foi confirmada posteriormente pela assessoria de comunicação do Estado, que afirmou que o ofício foi enviado no dia 1º de julho. A assessoria do tribunal não foi localizada para comentar o assunto.

Duas recentes decisões do Tribunal de Justiça do Maranhão determinaram a retirada dos nomes de políticos de logradouros públicos, com o argumento de desrespeito ao princípio constitucional da “impessoalidade”.

Esta semana, a Justiça do Maranhão mandou retirar o nome do ex-governador e atual ministro de Minas e Energias, Edison Lobão, de uma avenida litorânea e de uma escola pública no centro de São Luís.

Também foi determinada a retirada do nome do vice-governador, João Alberto (PMDB), do Centro de Processamento de Dados do Estado.

Em abril, a Justiça já havia mandando retirar o nome de Roseana Sarney da Passarela do Samba, local em São Luís onde ocorrem os desfiles de carnaval.

A decisão acatou uma ação popular, impetrada pela deputada estadual petista Helena Heluy, em 2004, quando a avenida foi batizada com o nome da governadora, na época exercendo mandato no Senado.

Na década de 90, o prédio do Tribunal Regional do Trabalho da 16º Região em São Luís foi batizado com o nome do senador José Sarney.

Em 2006, acatando ação movida pelo Ministério Público Federal, a Justiça determinou a retirada do nome do local.

Francisco Junior no UOL

Senado: Lobão é uma vovozinha para a nora milionária

Quem disse que as estorinhas infantis não podem ser reescritas? Aqui mais uma prova de que isso não só é possível, como também uma amostra que nem todo lobo, lobinho ou Lobão, é mau. Pros deles, né Tupiniquins? Assim não tem heróico caçador que possa salvar a vovozinha.

O editor


Lobão presenteou nora com cargo no Senado

A farra do nepotismo no Senado beneficiou até a herdeira de um dos maiores colecionadores de arte do país. Um mês depois de se casar com Márcio Lobão, filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a advogada Marta Martins Fadel Lobão ganhou de presente um cargo no gabinete do sogro.

Graças a Lobão, que se licenciou do Senado no ano passado, ela recebeu 16 meses de salário como assessora parlamentar em Brasília. Marta é filha de Sergio Fadel, grande colecionador de arte.

A nomeação da nora do ministro está registrada nos boletins de pessoal do Senado que vieram à tona com o escândalo dos atos secretos. Sua designação para o cargo comissionado foi assinada pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, em 31 de outubro de 2001 – exatos 39 dias após o casamento. A exoneração sairia em 17 de fevereiro de 2003.

O Globo – De Bernardo Mello Franco

Sarney: descoberto mais um afilhado pago pelo senado

Como se diz no Ceará: égua!!!!. Não tem fim não? Dessa forma o cara vai dar de goleada nos demais 80 “inocentes” senadores no quesito “eu não sabia de nada”.

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Descoberto mais um afilhado político de José Sarney (PMDB-AP) que faz parte da folha de pagamento do Senado. Anote o nome: Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho.

Está lotado desde 1995 no gabinete de senador que foi de Edison Lobão (PMDB-MA), atual ministro das Minas e Energia por indicação de Sarney, e que agora é de Edison Lobão Filho (PMDB-MA).

Pereira Filho ganha em torno de R$ 3.200,00 mensais, segundo me confirmou há pouco por telefone Lobão Filho. Mas não dá um único dia de trabalho no Senado.

O que faz Pereira Filho?

Ele é Diretor Administrativo/Financeiro da Fundação José Sarney, em São Luis, e também coordenador de eventos. Preside ainda a Associação dos Amigos do Bom Menino, ligada à Fundação.

Pode ser encontrado durante alguns dias da semana no Convento das Mercês, construção do século XVII, inaugurado com um sermão do padre Antônio Vieira, um dos mais notáveis pregadores da Cristandade.

É no convento que funciona a Fundação José Sarney, uma espécie de memorial do atual presidente do Senado que reune ali tudo que diga respeito à sua trajetória política – livros, condecorações, documentos e até o carro que usou quando foi presidente da República entre 1985 e 1989.

No final dos anos 80, o convento estava em ruínas. Sua recuperação custou R$ 10 milhões ao então governador do Maranhão Epitácio Cafeteira – que em seguida o doou à Fundação da Memória Republicana, criada por Sarney. Mais tarde, a fundação adotou o nome do seu criador.

A Constituição proibe a doação de bens públicos.

Lobão Filho levou um susto quando lhe telefonei no meio da tarde:

Quem é Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho?

Quem?

Raimundo Nonato Quintiliano Pereira Filho

Não sei quem é.

É funcionário do gabinete do senhor.

Do meu? Não conheço.

Dê uma olhadinha aí por mim. Raimundo trabalha na Fundação José Sarney, em São Luis.

Vou ver e lhe telefono.

Há pouco, Lobão Filho me telefonou. Confirmou o que eu já sabia. “Ele presta serviços ao meu pai no Maranhão”, justificou. “E deve prestar serviços também a Sarney”.

Bingo! Lobão Filho está certo.

(Ironia: no Senado, neste momento, Sarney discursa dizendo que sua vida sempre esteve a serviço da ética.)

blog do Noblat

Senado. Sarney da o fora!

Parodiando o operístico Roberto Jefferson com o inesquecível “saí daí Zé, depressa” ao se dirigir ao então todo poderoso Zé Dirceu, quando do escâdalo do mensalão, chegou a hora do “fora Sarney”. Diante do assalto cometido contra o bolso dos Tupiniquins pela corja engalanada no senado, é fácil concluir que o Severino do restaurante era aprendiz de punguista. Ainda por cima, ou por baixo, essa cambada teima em fazer CPI. Pra investigar os outros!

O editor

Sarney,Política,Senado Federal,Senadores,Políticos,Comportamento,Corrupção,Nepotismo,Saúvas,BrasilOu o Brasil acaba com as saúvas ou as saúvas acabam com o Brasil

Sai, Sarney!

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Vez por outra lemos a respeito de político japonês que se matou depois de ter sido acusado de corrupção.

O mais recente foi Toshikatsu Matsuoka, ministro da Agricultura, em maio de 2007. Ele aceitou suborno de um empresário e pediu reembolso de despesas que sempre foram cobertas por seu gabinete.

A ser processado e talvez preso, preferiu se enforcar.

O próximo domingo será um dia tristemente histórico para a Inglaterra. Pela segunda vez, um presidente da Câmara dos Comuns, o equivalente à nossa Câmara dos Deputados, renunciará ao cargo, acusado de má conduta. O primeiro a renunciar foi Sir John Trevor em 1695. Seu crime? Ter embolsado grana de um comerciante em troca do apoio à aprovação de uma lei.

Michael Martin, 63 anos, presidente da Câmara dos Comuns há quase dez, não se vendeu a ninguém nem tirou vantagens ilícitas do cargo. Mas foi conivente com os colegas que tiraram.

Deputados com direito a verba para bancar moradia em Londres conseguiram reembolso por gastos para consertar quadras de tênis, limpar fossas, comprar cadeiras de massagem e aparelhos de televisão de tela plana. Os mais ousados cobraram até pelo aluguel de filmes pornográficos.

O cordato Martin avalizou os desmandos. Uma vez que eles foram descobertos pela imprensa, tentou encobri-los. Como a tarefa se revelou impossível, pediu ajuda à polícia para identificar as fontes de informações dos jornalistas. A polícia nem se mexeu.

Por fim, Martin se rendeu. Seguirá o exemplo dado por Trevor há 314 anos.

Aqui já assistimos a renúncia de presidentes da Câmara e do Senado enrolados em denúncias de quebra de decoro. Foi o caso de Severino Cavalcanti, presidente da Câmara. E de Jader Barbalho, Antonio Carlos Magalhães e Renan Calheiros, presidentes do Senado.

Diferentemente de Trevor no passado, e agora de Martin, eles não abandonaram os cargos premidos pelo sentimento de vergonha. Renunciaram para não ser cassados. Foi um ato sem vergonha. Assim puderam preservar os direitos políticos e voltar ao Congresso reeleitos.

José Sarney está no olho do furacão que varre o Senado desde que ele foi eleito em fevereiro último para presidi-lo pela terceira vez. A primeira foi em 1995.

O que existe de podre no Senado não é obra exclusiva dele. Um presidente do Senado não pode tudo, muito menos sozinho.

Mas é um escárnio Sarney continuar fingindo que nada tem a ver com a crise mais grave da história do Senado. Não apenas tem a ver: Sarney é o principal responsável por ela. A semente da crise foi plantada no primeiro mandato dele como presidente do Senado.

“Eu só tenho a agradecer ao Dr. Agaciel Maia pelos relevantes serviços que ele prestou”, disse Sarney ao se despedir do ex-diretor-geral do Senado, defenestrado da função devido à crise.

Agaciel foi nomeado por Sarney. Ao longo de 14 anos, acumulou poderes e cometeu toda a sorte de abusos com a concordância explícita ou velada de Sarney e dos que o sucederam no comando do Senado.

Na semana passada, ao som da música do filme “O Poderoso Chefão”, Agaciel casou a filha Mayanna sob as bênçãos de Sarney, Renan Calheiros e de dois outros ex-presidentes do Senado – Garibaldi Alves e Edison Lobão.

Para lá do inchaço do quadro de funcionários do Senado, do pagamento de horas extras não trabalhadas, da criação de diretorias fantasmas, da homologação de licitações suspeitas e da assinatura de decretos secretos, há fatos que dizem respeito diretamente a Sarney e que o deixam mal na foto.

Dono de imóvel em Brasília e inquilino da mansão destinada ao presidente do Senado, Sarney recebeu durante mais de um ano auxílio-moradia de R$ 3.800,00 mensais reservada a senadores sem teto.

Flagrado, primeiro negou que recebesse. Depois se apropriou do mote de Lula e disse que não sabia.

Um neto de 22 anos de Sarney assessorou durante mais de um ano o senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). Foi a maneira que Cafeteira encontrou, segundo admitiu, de agradecer ao pai do rapaz por tê-lo reaproximado de Sarney.

Há uma sobrinha de Sarney lotada no ex-gabinete da filha dele no Senado, Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão. E há outra empregada no gabinete do senador Delcídio Amaral (PT-MTS) em Campo Grande. Essa ganha sem trabalhar.

É possível acreditar que o pai da crise esteja de fato empenhado em resolvê-la? Ou que reúna condições para tal? E quem disse que seus pares estão interessados em refundar o Senado?

A essa altura, uma só coisa depende de fato de Sarney: a renúncia à presidência do Senado para atenuar as nódoas recentes de sua biografia.

blog do Noblat

Petróleo. Camada pré-sal pode unir PT, DEM e PSDB

Parece que pela primeira vez, nas últimas décadas, na taba dos Tupiniquins, os caciques estão pensando nos caras-pálidas. Assim, é possível que suas (deles) ex-celências esqueçam o próprio umbigo.

Oposição admite discutir a nova estatal do petróleo.
PSDB: ‘Não gostamos de estatal, mas veremos com calma’
DEM: ‘Maioria é contra, mas tem uma corrente que defende’

Do blog do Josias de Souza

Despertada pelo barulho que vem do Planalto, a oposição resolveu entrar no debate do pré-sal. PSDB e DEM programaram para esta semana as primeiras reuniões inspiradas pela necessidade de destrinchar o tema. O encontro dos tucanos está previsto para quarta. O dos ‘demos’, para quinta. Ambos em Brasília. As duas legendas tentam uniformizar os respectivos discursos em relação a um tema que vai desaguar no Congresso.

Como explorar as novas reservas petrolíferas farejadas na costa brasileira, a mais de 6 mil metros de profundidade? Curiosamente, os oposicionistas vão à mesa em posição mais convergente com o governo do que se poderia supor. A idéia mais controversa em discussão no Planalto é a que prevê a criação de uma nova estatal petrolífera.

Ouça-se o que dizem a respeito os presidentes do privatista PSDB e do liberal DEM:
Primeiro o tucano Sérgio Guerra (PE): “A gente não gosta de estatal. Mas, nesse caso, é preciso analisar com calma. Precisa ver como seria essa nova estatal.”
Agora, o ‘demo’ Rodrigo Maia (RJ): “Em princípio, a maioria é contra a nova estatal. Mas tem uma corrente que defende. Vamos abrir o debate sem posições fechadas.”

Neste alvorecer do debate, o discurso da oposição coincide com a pregação de Lula noutro ponto: ninguém discorda da tese de que o pré-sal reclama cuidados especiais. Para Lula, a nova riqueza deve ser convertida em inversões na educação. Precisa ser usada para “resolver o problema dos milhões de pobres” brasileiros.

“O pré-sal é novidade relevante”, concorda Sérgio Guerra. “É importante do ponto de vista tecnológico, econômico e empresarial. Acho que dá para aprovar alguma coisa até 2010. Tem muito tempo. Dá para analisar com calma.”

“Se for verdadeiro o volume de petróleo anunciado, o Brasil muda de patamar no mercado internacional do petróleo”, ecoa Rodrigo Maia. “Não há como ficar alheio a isso.” O “volume” que Rodrigo deseja ver confirmado não é, de fato, negligenciável. Alça à casa dos 80 bilhões de barris. O bastante para converter o Brasil na sexta potência petrolífera no mundo.

Medido pela cotação atual do petróleo (US$ 112 o barril), o pré-sal valeria algo em torno de US$ 9 trilhões. Cerca de sete vezes o PIB do país.

A discussão promete. Um pedaço da oposição não parece tão disposto a transigir. “Essa história de estatal me soa a malandragem”, diz, por exemplo, José Aníbal (SP). Líder do PSDB na Câmara, Aníbal lembra que, para arrancar o óleo do fundo do mar, serão necessários “investimentos altíssimos.” Acha que o timbre nacionalista de Lula, “em vez de trazer os investidores para a empreitada, afugenta-os.” Por isso, declara-se “totalmente contrário” à nova estatal. O lero-lero em torno do pré-sal está, por ora, recoberto por uma camada de especulação. Na semana passada, porém, Lula começou a limpar o terreno. Esclareceu que uma comissão do governo estuda mudanças à Lei do Petróleo. Foi baixada em 1997, sob FHC. Instituiu a quebra do monopólio da Petrobras.

Com essa lei, abriu-se para as companhias estrangeiras o mercado nacional de prospecção e exploração de petróleo. Algo que, a depender de Lula, deve mudar no caso do pré-sal. A nova riqueza, no dizer do presidente, não vai ficar “na mão de meia dúzia de empresas.”

Deve-se ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia) a idéia de retirar das mãos da Petrobras a gestão das mega reservas. Inspirou-se no modelo da Noruega. A proposta não é consensual nem dentro do governo. Sérgio Gabrielli, o petista que preside a Petrobras, torce o nariz.

Acha que bastaria o governo aumentar a participação da União nos royalties e tonificar a cota -“participação especial”- que as empresas são obrigadas a repassar ao Estado. O DEM parece mais próximo de Lobão do que de Gabrielle. Eleito pelo Rio, o Estado que mais recebe royalties do petróleo, Rodrigo Maia não quer mexidas nessa área. Quanto à nova estatal, lembra que a da Noruega tem limitações legais para contratar e pagar salários. “Aqui, podemos fazer o mesmo, definindo em lei uma estrutura enxuta.”

Rodrigo acrescenta: “Não entraremos nessa discussão com posições fechadas. Por sermos liberais temos de ser contra estatal? Não necessariamente. Somos contra o inchaço da máquina. Se for uma coisa enxuta, não vejo razões para não debater.”

Como se vê, a tentativa de Lula de reeditar campanha getulista da década de 40 sob novo slogan -“O pré-sal é nosso”- encontra mais eco na oposição do que poderia supor o mais ferrenho governista.