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Aumenta confiança de industriais brasileiros na economia

Indústria: segundo estudo, a confiança aumentou em oito dos 19 segmentos industriais analisados.Indústria

O índice que mede a confiança dos industriais brasileiros na economia aumentou ligeiramente no último mês, de 74,7 pontos em novembro para 75,9 pontos em dezembro, mas ainda está longe do nível que tinha no final de 2014 (86,5 pontos), segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

Apesar do aumento de 1,1 ponto em dezembro em comparação com o mês anterior, o chamado Índice de Confiança da Indústria (ICI) apenas recuperou parte do terreno perdido mês passado, quando caiu 1,4 ponto em relação a outubro, segundo o estudo publicado pelo centro de estudos econômicos da Fundação Getulio Vargas (FGV).[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A evolução de dezembro foi provocada por um aumento de 1,9 ponto no Índice de Expectativas (IE), o componente que mede a previsão dos industriais para os próximos seis meses e que em dezembro subiu 77 pontos, assim como por um aumento de 0,4 ponto do Índice da Situação Atual (ISA), no qual os consultados avaliam a conjuntura, que ficou em 75,2 pontos.

Segundo o estudo, a confiança aumentou em oito dos 19 segmentos industriais analisados.

A Coordenadora de Pesquisa, Tabi Thuler Santos, considerou positivo o aumento do ICI no último quadrimestre de 2015, mas explicou que, “como os indicadores registraram seus mínimos históricos ao longo do segundo semestre e o atual aumento ainda é tímido, é preciso esperar novos avanços para confirmar uma mudança de trajetória”.

Os resultados deste estudo são baseados na consulta a 1.126 empresas feita entre os dias 1º e 21 de dezembro.
Fonte: Ag. EFE

Economia: Brasil, mesmo em recessão, vira um negócio da China

A venda de fatia do BTG Pactual na Rede D’Or São Luiz para o Government of Singapore Investment Corporation (GIC) esta semana representa a mais recente investida do capital estrangeiro no País e reforça uma ideia alentadora: a de que nem a recessão, nem a crise política estão sendo suficientes para afastar o interesse dos investidores pelos ativos brasileiros, que são vistos como relativamente baratos.

Quarto do hospital de alto padrão da Rede D'Or

Hospital da Rede D’Or: os asiáticos, principalmente os chineses, parecem ser a onda da vez

E os asiáticos, principalmente os chineses, parecem ser a onda da vez.

Dados compilados pela Bloomberg sobre participação de países asiáticos selecionados nas operações de Fusão & Aquisição no Brasil mostram um aumento de 222% do volume financeiro nos últimos três meses quando comparado ao mesmo período do ano passado.

O apetite asiático contrasta com o desempenho de outras regiões que tradicionalmente são fortes como origem de investimentos. As compras originadas da Europa caíram 68% e as dos Estados Unidos 28% no mesmo período, embora seus números absolutos ainda sejam maiores do que os da Ásia.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Para Pablo Spyer, diretor da Mirae Asset Corretora no Brasil, a percepção de que o Brasil ficou barato após a desvalorização do real ajuda a atrair os investidores. Ainda que alguns prefiram esperar altas adicionais do dólar por verem riscos de mais turbulências, outros não querem perder oportunidades, pois sabem que a oferta de boas empresas é finita. Ele observa que há “muito apetite”, sobretudo por parte de investidores chineses, coreanos, japoneses e de Cingapura.

A participação da Three Gorges no último leilão de hidrelétricas mostra que o interesse chinês por alvos tradicionais, como infraestrutura, segue elevado. Mas o horizonte é mais amplo. A Azul acertou a venda de fatia de 23,7% para HNA Group, por R$ 1,7 bi. Pablo Spyer lembra que apenas uma pequena parcela da população na China tem passaporte. Isso sugere elevada demanda reprimida, o que deve se refletir também em outros investimentos relacionados à aviação e ao turismo, como em hotéis. Bancos, hospitais, alimentos e transportes são outros segmentos que interessariam ao país.

A China tem US$ 3,5 trilhões em reservas e a desaceleração do crescimento no país amplia a busca por diversificação, segundo o diretor da Mirae. “Desde 2008, o real state é um investimento persistentemente negativo na China, o que também está levando os chineses a procurar as mais diversas alternativas. Parte desse fluxo está sendo direcionada para cá.”

Os investidores asiáticos têm uma visão de longo prazo e não se assustam com notícias negativas no curto prazo, como a queda profunda do PIB no terceiro trimestre, diz Spyer. “Todos acreditam que, no longo prazo, o Brasil vai melhorar e muito.”|

O fluxo cambial reflete parcialmente esta realidade ambígua, em que pelo menos parte dos investidores parece não se deixar levar pelos riscos imediatos que têm gerado volatilidade na bolsa e no dólar. Apesar da crise, o Brasil recebeu, em termos líquidos, US$ 11,7 bilhões no acumulado deste ano. Só em novembro, até o dia 27, o fluxo foi positivo US$ 4,1 bilhões.

No Ocidente, popularizou-se a ideia de que palavra “crise”, em chinês, seria escrita com dois ideogramas, um significando “perigo” e o outro, “oportunidade”. Com um dólar comprando quase quatro reais, o segundo significado parece estar sendo levado a sério.

Josué Leonel, da Bloomberg
Com a colaboração de George Lei, Jorge Xavier De Oliveira e Davison Santana.

O Brasil, o FMI… E o povo?

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Depois de fazer 17 acordos para a tomada de empréstimos e até de aplicar pelo menos dois calotes, o Brasil agora vai ao FMI (Fundo Monetário Internacional) para investir. Aplicará US$ 10 bilhões, equivalentes a 5% das reservas nacionais, hoje situadas em US$ 200 bilhões. Numa leitura simplista, isso poderia levar à ufanista impressão de que o país venceu suas dificuldades e está investindo seus excedentes no banco onde no passado costumava tomar emprestado. Excelente figura para um governo populista, especialmente na chegada do período eleitoral, quando ocorre o maior volume de distribuição de “bondades”.

Espera-se, no entanto, que esta decisão de investir no Fundo não tenha nada em relação às próximas eleições. Que seja apenas uma opção técnica e de política internacional compatível com o atual estágio da economia brasileira. E que esse desembolso não venha a prejudicar o cumprimento das tarefas internas do governo.

Num país como o nosso que, apesar das muitas riquezas potenciais, sempre viveu de chapéu na mão, soa falso encontrar o governo emprestando dinheiro público para solucionar o problema da economia internacional. A crença geral é de que não temos nem para solucionar nossas dificuldades. Se tivéssemos, certamente a saúde, a segurança pública, a educação e tantos outros setores não seriam o caos que tanto sofrimento causa ao povo.

O presidente Lula e seus auxiliares da área econômica terão de se desdobrar para explicar ao povo a razão de estarem mandando o dinheiro brasileiro para o FMI em vez de aplicá-lo nas necessidades sociais. Terão, inclusive, de esclarecer quais os fatores que os levaram a investir no Fundo, tão xingado por eles próprios, em seus tempos de oposicionistas. Diziam, naquela época, que o FMI, com os juros que cobrava da dívida brasileira, era o grande culpado da miséria nacional. Mas, quando chegaram ao poder, pagaram o resto que o Brasil ainda devia e, hoje, vão colocar lá o nosso dinheiro.

Da mesma forma, é inadmissível que os cofres públicos brasileiros continuem realizando empréstimos para os países vizinhos que, na maioria das vezes, comem o nosso dinheiro e ainda colocam-se contra nossos interesses. Recentemente viu-se a Bolívia expropriando a preço vil as instalações da Petrobras naquele país e promovendo uma alta injustificada no preço do gás natural vendido o Brasil. O Paraguai teve o Brasil como tema da campanha eleitoral do atual presidente, que insiste em elevar as tarifas de Itaipu, a hidrelétrica que o Brasil construiu na divisa com aquele país e se comprometeu a comprar a energia que o Paraguai não consegue consumir. O Equador também tentou dar o calote e Chávez está pleiteando dinheiro brasileiro para a Venezuela.

Não há questão humanitária ou de desenvolvimento regional que justifique um país necessitado deixar de atender o seu povo para aplicar no exterior. Se continuar aplicando o nosso dinheiro para solucionar os problemas de outros países, o governo corre o risco de transformar-se num verdadeiro algoz do seu próprio povo. E isso não é bom para ninguém, nem mesmo para os governantes…
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da ASPOMIL
(Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo)

do Reporter Diário