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Tecnologia: Rifle sem bala e pássaros treinados podem derrubar drones

Empresas e autoridades estão testando métodos de derrubar drones utilizando rifles sem balas e pássaros treinados.

Águia da policia holandesa atacando drone

Drone: águia vê aparelho como presa e leva-o para local seguro – Reprodução/YouTube

A companhia Battelle Innovations desenvolveu uma arma que emite um pulso de radiofrequência que interrompe a comunicação entre o drone e o operador.

Dessa maneira, mecanismos de auto-destruição também podem ser evitados e o aparelho cai no chão, podendo ser capturado.

Mas ele também pode ficar planando, sem obedecer a comandos, ou voltar ao seu ponto de origem.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Como não há balas, segundo a empresa, esse é um método de baixo risco para defender o espaço áereo de um país contra drones. O alcance desse rifle, entretanto, é de 400 metros.

Confira o vídeo a seguir. A reportagem continua logo abaixo.

Com a popularização de drones domésticos, a polícia holandesa tem uma abordagem diferente para combater esses aparelhos: águias treinadas.

O pássaro encara o drone como uma presa e, ao pegá-lo, leva-o para um local seguro.

A polícia nacional holandesa fez uma parceria com a companhia chamada Guard From Above, que é responsável tanto pelas águias quanto pelo treinamento antidrone.

O vídeo a seguir, em holandês, mostra o momento da captura do drone. Confira.

Algumas águias já atacaram drones domésticos por engano, como mostra o vídeo abaixo. O canal no YouTube chamado Melbourne Aerial Video recomenda: se você avistar uma ave de caça enquanto opera seu drone, pose-o.

Míssil enviado dos EUA à Europa vai parar em Cuba por ‘engano’

Um míssil Hellfire desativado que tinha sido enviado pelos Estados Unidos para a Europa para exercícios de treinamento militar no ano de 2014 acabou indo parar em Cuba devido a um erro, segundo informações do jornal americano Wall Street Journal.

Getty
O Hellfire é um míssil guiado a laser e pode ser disparado a partir de helicópteros ou drones

O míssil não tem explosivos, mas seu extravio apresenta o risco de permitir que outros países tenham acesso a sua tecnologia.

Desde 2014 as autoridades americanas tentam, sem sucesso, fazer com que Cuba devolva o Hellfire extraviado, de acordo com o The Wall Street Journal.

Investigadores americanos estão tentando determinar se o extravio foi provocado mesmo por um engano ou se foi um ato deliberado de espionagem ou sabotagem.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Um representante do governo americano confirmou a notícia para a agência de notícias Associated Press.

Tecnologia

O míssil Hellfire é guiado a laser, disparado de helicópteros ou drones e é utilizado como arma antitanques.

Citando fontes próximas da investigação sobre o extravio do míssil, o Wall Street Journal informou que ele foi enviado à Espanha, seu destino original, no começo de 2014.

O objetivo era usar o Hellfire em treinamentos militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Da Espanha, o míssil foi levado para a Alemanha e, de lá, foi enviado ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. De lá, o projétil deveria ter sido enviada de volta para a Flórida.

Mas o míssil embarcou em um voo da Air France com destino à Havana, em Cuba.

O Wall Street Journal afirma que as autoridades dos Estados Unidos temem que Cuba compartilhe informações sobre a tecnologia avançada deste míssil com países como a Coreia do Norte, China ou Rússia.

Os Estados Unidos e Cuba retomaram relações diplomáticas em julho de 2015, depois de meio século de laços rompidas.
BBC

Drones deverão ter ‘placa’ nos EUA a partir de 2016

A Administração Federal de Aviação (FAA, em inglês), entidade norte-americana que regula o setor de aviação civil, anunciou que os drones – aviões não tripulados – deverão ter uma “chapa de licença”, assim como os automóveis.

In this Feb. 13, 2014, photo, members of the Box Elder County Sheriff's Office fly their search and rescue drone during a demonstration, in Brigham City, Utah. Law enforcement, government agencies and others are itching to use drones for everything from finding lost hikers to tracking shifting wildfires. But privacy watchdogs are urging state legislatures to step in and head off any potential privacy violations. That tension is on display as more than 35 states consider drone legislation this year, according to the National Conference of State Legislatures. The bills include ways to attract an industry that could generate billions and restrictions on drone use and data collection. (AP Photo/Rick Bowmer)

Os proprietários das aeronaves nos Estados Unidos deverão registrá-las obrigatoriamente até a metade de fevereiro de 2016.

Os veículos aéreos terão um número de identidade, e a inscrição vai durar três anos e custar cerca de US$ 5.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O registro, que poderá ser feito a partir de 21 de dezembro, inclui os drones que pesam de 0,23 a 25 kg e proprietários acima de 13 anos.

Para donos mais jovens, devem ser os pais a fazer a inscrição. Quem já possui uma aeronave, pode registrá-la até 19 de fevereiro de 2016, já quem comprá-la a partir de 21 de dezembro deve fazer o registro antes de levá-la para voar.

Em Nevada, está em construção o primeiro aeroporto feito sob medida para drones.

Chamada de “Aerodrome“, a estrutura será destinada à instrução de “pilotos” e à manutenção dos veículos aéreos, mas também poderá ser usada para fins recreativos e competições.

Uma parte do local já está operando, segundo o site “Fast Company”, porém a estrutura completa estará disponível apenas em 2018.

Esse é um dos seis espaços aprovados pela FAA, mas não é o único no mundo. Há um projeto semelhante em Ruanda, embora destinado à entrega de bens essenciais e de medicamentos.

Segundo estimativas da “Aerodrome”, o mercado de drones no país crescerá mais de US$ 82 bilhões entre 2015 e 2025, gerando mais de 100 mil novos empregos.

Aeronáutica cria ‘manual de conduta’ para voos de drones no Brasil

Drones terão de voar a 30 m de altura de pessoas e não fazer acrobacias.
Velocidade máxima das aeronaves poderá ser de 55 km/h ou 110 km/h.

Drone do Ministério do Trabalho e Emprego que será usado para combater trabalho escravo no Brasil. (Foto: Divulgação/Ministério do Trabalho e Emprego)Drone do Ministério do Trabalho e Emprego que será usado para combater trabalho escravo no Brasil. (Foto: Divulgação/Ministério do Trabalho e Emprego)

Não se surpreenda se o céu do Brasil for tomado por drones. A Força Aérea Brasileira (FAB) publicou regras que regulamentam o voo desses veículos aéreos não tripulados (vants) sobre áreas urbanas habitadas e em ambientes fechados. É liberado o uso comercial dos aparelhos

Até agora, a FAB proibia voos sob áreas urbanas habitadas e com finalidade comercial. Também exigia ser informada 30 dias antes de cada voo, para liberar o espaço aéreo e evitar colisões (Veja abaixo como fica).[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

As novas normas alteram apenas o comportamento no ar, mas não mexem no modo de solicitação junto às autoridades. Tecnicamente chamados de Aeronaves Pilotadas Remotamente (RPA, na sigla em inglês), os drones necessitam de duas autorizações para alçar voo no Brasil.

O registro do aparelho deve ser feito junto à Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Em breve, as exigências devem mudar, já que a autarquia conduz uma reformulação da forma de cadastro de drones. Já os pedidos para saírem do chão são feitos ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), ligado ao Comando da Aeronáutica.

arte tipos de drone vale este vant (Foto: Arte G1)

Os novos parâmetros para que os vants possam voar foram estabelecidos pelo Decea e funcionam como um manual de conduta no ar. Eles dizem respeito somente a atividades profissionais, institucionais e governamentais. A operação aérea de vants como lazer ou hobby se enquadra em regras voltadas ao aeromodelismo.

110 km/h
Publicadas em 19 de novembro, na Instrução do Comando Aeronáutico 100-40, as regras fixam altura mínima de 30 metros para que drones se manterem distantes de pessoas e edificações. Dependendo do peso da aeronave, a velocidade máxima pode ser de 55 km/h a 110 km/h.

As normas estabelecem que drones leves mantenham uma distância mínima de 5,5 km de aviões, helicópteros, rotas aéreas conhecidas e aeroportos. Para os médios, aumenta para 9,5 km. A restrição já existia, mas não especificava a restrição a ser respeitada. Além disso, voos noturnos e as acrobacias são proibidos.

Na prática, essas normas facilitam o uso de drones em atividades profissionais sem que corram o risco de sofrer punição de Anac ou Aeronáutica. Em agosto, a Anac mantinha 19 processos administrativos em andamento, que poderiam resultar em multas de R$ 1,6 mil a R$ 5 mil.

Entre os empregos correntes dos RPAs estão filmagens, entregas de encomenda, atividades agrícolas, emprego militar e policial, mapeamento de imagens 3D, monitoramento meteorológico, patrulha de fronteiras, combate a incêndios, combate ao crime e inspeção de plataformas de petróleo.

drones_abre_escala_620VALEESSE (Foto: Editoria de Arte / G1)

Como é o registro
Atualmente, poucos vants civis são autorizados para operar no país. A documentação expedida pela Anac por meio de um chamada de Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave).

O processo exige a entrega de vários documentos e pode levar até um ano. Antes de conceder o registro, em caráter experimental, a agência avalia as condições de segurança do modelo e também a aptidão do piloto para operá-lo. As autorizações feitas até o momento foram pedidas por fabricantes, órgãos públicos e ONGs que usam os drones para fiscalização de áreas de mineração e controle ambiental.

A agência trabalha em uma legislação que facilite o registro para drones de pequeno porte, de até 25 quilos, e em normas para a formação de pilotos, manutenção das aeronaves e a criação de áreas segregadas para operação amadora.

O primeiro drone particular civil só foi liberado pela Anac em maio de 2013. O modelo pesava 15 kg e monitorou as obras da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia.

Já a FAB, além de proibir voos em áreas urbanas e populosas, só os autoriza mediante comunicação prévia ao centro de controle aéreo da região com 30 dias de antecedência. O objetivo é evitar colisão com aviões e helicópteros.

Antes da criação do manual de conduta, a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abinde) reclamava que as dificuldades de operação atrapalhavam o desenvolvimento da indústria nacional e o uso comercial dos drones.

DRONE ARTE (Foto: ARTE/G1)

Helton Simões Gomes e Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo

Programa de drones: a campanha terrorista mais extrema da modernidade

DivulgaçãoNoam Chomsky mira no programa de drones de Barack Obama, o qual ele descreve como a campanha terrorista mais extrema da história da modernidade.

 O acadêmico linguista renomado mundialmente Noam Chomsky criticou o que ele vê como hipocrisia ocidental seguindo os recentes ataques terroristas em Paris e a ideia de que existem dois tipos de terrorismo: “o deles versus o nosso.”

Em um editorial publicado segunda-feira na CNN.com, Chomsky nota como os ataques mortais à Charlie Hebdo e um supermercado semana passada incitaram milhões a protestar sob a frase “je suis Charlie” e solicitaram indagações “dentro das raízes dos ataques na cultura islâmica e explorando modos de conter a onda assassina do terrorismo islâmico sem sacrificar nossos valores.”

Nenhuma indagação do tipo na cultura ocidental e no cristianismo veio do ataque de 2011 de Anders Breivik na Noruega que matou milhares de pessoas.

Nem o ataque de mísseis pela OTAN em 1999 na sede de televisão Sérvia que matou 16 jornalistas desencadeou protestos como “je suis Charlie”.

De fato, Chomsky escreve, este ataque foi louvado pelos oficiais norte-americanos.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O advogado de direitos civis Floyd Abrams descreveu o ataque à Charlie Hebdo como “o ataque mais amedrontador ao jornalismo na história,” não é surpresa, escreve Chomsky, quando um entende “’história’ como uma categoria construída cuidadosamente para incluir os crimes DELES contra nós e excluir os NOSSOS crimes contra eles – o último não sendo crime mais defesas nobres dos maiores valores.”

Outras omissões de ataques sobre jornalistas notados por Chomsky: o ataque de Israel em Gaza este verão cujas mortes incluem muitos jornalistas, e as dezenas de jornalistas em Honduras que foram mortos desde o golpe em 2009.

Oferecendo mais prova sobre o que ele descreve como hipocrisia ocidental em relação ao terrorismo, Chomsky mira no programa de drones de Obama, o qual ele descreve como “a campanha terrorista mais extrema da modernidade.”

“Mira em pessoas suspeitas de talvez tentarem nos machucar um dia e em quaisquer infelizes que estejam no meio do caminho,” ele escreve.
Fonte;
http://www.commondreams.org/news/2015/01/19/noam-chomsky-obamas-drone-program-most-extreme-terrorist-campaign-modern-times

Tecnologia: Empresa vende drone polêmico que dispara spray de pimenta

A fabricante de um drone, uma pequena aeronave não tripulada, que dispara balas de spray de pimenta já vendeu a primeira leva de aparelhos.

Foto: Guy Martin/defenceWeb.co.za

A companhia Desert Wolf fez demonstrações do drone na África do Sul em maio (Foto: Guy Martin/defenceWeb.co.za)

A fabricante de um drone, uma pequena aeronave não tripulada, que dispara balas de spray de pimenta já vendeu a primeira leva de aparelhos.

A companhia com base na África do Sul Desert Wolf disse à BBC que já fechou a venda de 25 unidades da aeronave para uma mineradora depois de fazer demonstrações com o aparelho em uma feira de tecnologia. Segundo a empresa, o drone é uma aeronave de “controle de tumultos” e que pode enfrentar multidões “sem colocar em risco as vidas dos seguranças”.

O site da Desert Wolf afirma que o drone octacóptero Skunk tem quatro dispositivos do tipo usado em armas de paintball, cada um com capacidade para disparar até 20 balas por segundo.

Além da munição com spray de pimenta, a companhia afirma que o drone também pode ser carregado com balas de plástico e projéteis com tinta.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A máquina pode levar até 4 mil balas de uma vez e também um tipo de laser que emite luz cegante, além de um alto-falante que pode transmitir alertas para a multidão.

“Recebemos um pedido para 25 unidades (…). Não podemos revelar (o nome do) cliente, mas posso dizer que será usado por uma companhia mineradora internacional”, disse à BBC o diretor da Desert Wolf, Hennie Kieser.

Kieser também afirmou que há outros clientes interessados, alguns são companhias de segurança da África do Sul, indústrias e polícias de outros países.

Agora, a companhia pretende convidar outros clientes em potencial para demonstrações do drone na África, Europa e Américas.

Questão de segurança

Para Kieser, o drone Skunk foi desenvolvido devido aos riscos que equipes de segurança enfrentam atualmente.

“Não podemos deixar acontecer outro Lonmin Marikana e, sem policiais a pé, usando tecnologia não letal, acredito que todos ficarão mais seguros”, disse.

Lonmin Marikana é uma referência a uma greve e uma manifestação que acabou em violência em uma mina de platina na África do Sul em 2012, resultando em 44 mortos. A maior parte dos mortos era de trabalhadores, mas policiais locais também morreram.

Kieser afirmou, no entanto, que a mina de Lonmin Marikana não é um dos clientes que já encomendou o drone.

Mas nem todos parecem aprovar o uso deste tipo de dispositivo para controle de manifestações.

Noel Sharkey, presidente do grupo ativista Comitê Internacional para Controle de Armas Robóticas, afirmou que o uso destes drones representa um risco de “autoritarismo e a repressão de protestos”.

“Disparar bolas de plástico ou balas de plásticos do ar vai mutilar e matar. Usar spray de pimenta contra uma multidão de manifestantes é uma forma de tortura e não deveria ser permitido”, disse.

“Nós precisamos urgentemente de uma investigação da comunidade internacional antes que estes drones sejam usados”, acrescentou.
Leo Kelion/Editor de tecnologia da BBC

Anac vai permitir voos de drones de até 25 kg a até 120 metros de altitude

Drone foi usado pela PM do Rio em Macaé (Foto: Shana Reis/Governo do Estado do RJ/divulgação)

Proposta, apresentada à indústria, deve entrar em vigor até fim de 2014. Ideia é facilitar operação comercial de vants, o que é proibido atualmente.

PM do Rio usou drone em operação em Macaé (Foto: Shana Reis/Governo do Estado do RJ/divulgação)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pretende permitir voos de drones de até 25 quilos em lugares públicos a até 400 pés (cerca de 120 metros) de altitude com regras facilitadas.

A proposta foi apresentada às empresas da indústria de defesa que operam veículos aéreos não tripulados (vants) no país e ainda irá à consulta pública antes de ser publicada no Diário Oficial da União.

A previsão é que entre em vigor até o fim de 2014, diz a agência.

Em abril de 2013, o G1 divulgou com exclusividade que mais de 200 drones estão em operação no Brasil sem que exista regulamentação para emprego comercial destas aeronaves. Eles desempenham funções que antes dependiam de aviões e helicópteros, como a captação de imagens aéreas, buscando maior eficiência e alcance, redução de custo e mais segurança.

Atualmente, apenas 5 estão autorizadas a operar: dois israelenses de 1.100 kg da Policia Federal, um que pesa menos de dois quilos é usado pelo governo para vistorias em áreas de mineração e duas unidades da Xmobots, uma empresa do setor. Em setembro, um levantamento mostrou que várias polícias estaduais usam pequenos aviões com câmeras de forma ilegal em operações.

A proposta dividiu os drones em três categorias por peso – até 25 quilos, entre 25kg e 150 kg e acima de 150 kg – com regras diferenciadas para cada uma delas em relação ao registro do avião, operação em áreas públicas, manutenção, prevenção de acidentes e formação do piloto. As regras serão menos rígidas para aviões não tripulados de até 25 quilos e que sejam operados até o limite do campo de visão.

historico drone (Foto: Arte G1)

A ideia é facilitar a operação particular e também o uso comercial. Pela proposta da Anac, permanecem proibidos os voos de drones em áreas públicas abertas habitadas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Hoje, para a obtenção da autorização – chamada de Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) – é necessário cumprir uma série de exigências e entrega de documentos à Anac, um processo que pode levar até um ano.

Drone em festa de casamento
“A proposta apresentada pela Anac é extremamente simplificada e vai facilitar a operação de vants de até 25 quilos em relação a exigências como manuais, treinamento de piloto. As empresas terão mais facilidade para vender e operar comercialmente, fazendo filmagens aéreas, alugar para uso. Antes isso não era permitido”, afirma Antonio Castro, presidente do comitê da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abinde)que trata do tema.

“Agora, poderão usar drone para filmar um casamento em uma área privada, desde que as pessoas que entrem no local autorizem serem filmadas. O mesmo vale para um set de filmagem de novela, por exemplo. A complexidade na regulação no Brasil está diminuindo”, comemora ele.

Atualmente, cerca de 20 empresas brasileiras fabricam peças ou sistemas ou operam aeronaves remotamente pilotadas e cobravam da Anac uma facilitação nas regras para alugar ou usar comercialmente os drones.

Regras diferenciadas por categorias
Pela proposta será proibido o transporte de pessoas, animais ou artigos perigosos em vants em aeromodelos. Será proibido também o voo de vants autônomos (que decolem e pousem sozinhos, sem acompanhamento de um piloto ou operador).

Todos os pilotos que operarem drones além do alcance de visão deverão possuir licença e habilitação emitidas pelas Anac e todos as operações deverão possuir um seguro com cobertura de danos a terceiros.

Até 25 quilos
Voos de drones de até 25 quilos serão permitidos em ambientes confinados, desde que todos os presentes estejam cientes dos riscos e autorizem serem monitorados. Em locais em que haja fluxo de pessoas, deve ser autorizado formalmente pelo responsável.

Já em áreas privadas abertas, o voo de vants de até 25 quilos é permitido a até 400 pés desde que ocorra em “linha de visada visual” (ao alcance da visão), durante o dia, e que o piloto mantenha contato constante visual direto com o vant.

Os voos devem ocorrer a pelo uma distância de pelo menos 5km de aeroportos.
Tahiane Stochero/G1, em São Paulo

Caças F-16 em desuso são transformados em drones

‘Caça-drone’ fez voo de estreia na semana passada.

A Boeing adaptou caças F-16 em desuso para serem operados como drones, os aviões militares não-tripulados.

Do solo, dois pilotos da Força Aérea americana controlaram um dos caças, que fez seu voo de estreia na semana passada. A aeronave decolou de uma base aérea na Flórida e sobrevoou o Golfo do México.

caça sem tripulação | Reuters

O novo drone atingiu velocidade 1.800 km/h e fez manobras arriscadas, usadas em situações de combate.

A Boeing acredita que a novidade pode ajudar no treinamento de pilotos.

Os drones podem servir de adversários para exercícios de artilharia.

Os aviões reformados foram batizados de QF-16 e devem em breve ser usados em testes da Força Aérea americana.


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Síria, guerras “boazinhas” e hipocrisia; Rambo perdeu a utilidade.

Rambo Blog do MesquitaSíria, a falácia de guerras humanas, e o cinismo global.

Nunca existiu guerra suave nem ditador humanista. O mais é hipocrisia. Tá na história.

Qual a diferença entre ser morto por tiro de metralhadora, bomba de mísseis Tomahawks, ou sufocado por gás Sarin?

O genocídio que está acontecendo na Síria, tem em contra partida o cinismo das declarações, e atitudes do chamado mundo livre. Evidente que os USA não pretendem cometer o mesmo erro cometido no Iraque, na Líbia e no Egito. Trocar ditaduras carniceiras por ditaduras teocráticas carniceiras.

O impasse da impossibilidade de ocupação militar é que leva os USA a declarar que não irá usar infantaria para exterminar o regime de Assad, mas optar pelo uso asséptico bombardeio por mísseis teleguiados, e provavelmente “Drones“, que são aviões controlados por controle remoto, capazes de entregar uma bomba com mais precisão que uma encomenda da FedEx.

O alvo primário é Irã! Israel não quer o Irã com bomba atômica. O Irã é o inimigo de Israel. Irã, pois, naturalmente, é o inimigo dos EUA. Assim fogo com os mísseis contra o único aliado árabe do Irã que é a Síria.

Alguns estrategistas conhecedores de entrelinhas, afirmam que um ataque à Síria servirá apenas para abrir um corredor por onde passariam os caças-bombardeiros israelenses a caminho do Irã. Confira no mapa abaixo.

Mapa Síria Oriente Médio Blog do Mesquita

A Síria possui uma defesa antiaérea eficiente e moderna, o que seria um entrave para que aviões reabastecedores israelenses permitissem aos caças de Israel ter autonomia para bombardear os reatores Iranianos, e liquidar com o sonho nuclear dos descendentes de Xerxes.

O enrosco passa evidentemente pelas encrencas étnicas. A Síria está como recheio de sanduíche na briga pelo comando do Islã. De um lado a Turquia, aliada inconteste do USA, sonhando em se transformar em potência hegemônica no mundo islâmico. A Turquia é território predominantemente sunita. Do outro lado, território majoritariamente xiita está o Irã, às portas de fazer parte do clube das potências nucleares, e que por isso, ou por causa disso também deseja o comando do Islã.

Com ou sem intervenção, que palavrinha “sofismática”, dos USA  a encrenca que acontece no Iraque hoje – Xiitas x Sunitas quando as duas etnias se reuniram para derrubar Saddam Hussein – e depois da intervenção militar dos USA, a luta entre as duas etnias voltou ao ancestral morticínio, que para muitos é muito pior do que quando Saddam estava no poder.

Noves fora todos os considerandos, em minha opinião a briga real é por água. Pelas nascentes do Rio Jordão – ficam nas colinas de Golan – que foram tomadas à Síria por Israel em uma das “trocentas” guerras travadas por lá. Sem a água do Jordão nada por lá será viável.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Hoje a globalização também chegou aos conflitos, que de locais passaram a globais, pois os interesses do complexo industrial militar – como bem definiu o ex-presidente presidente Dwight D. Eisenhower, em seu discurso de despedida, ao deixar a presidência – é quem realmente define os destinos do mundo. 

Voltando ao matadouro do Assad. Muito bem. Houve uso de armas químicas. Agora respondam; que as usou? Aí o buraco, ou o sufoco é mais embaixo, pois fica impossível definir quem foi o autor. A CBN divulgou que a Rússia teria provas de que os mísseis com gases tóxicos partiram dos redutos adversários de Assad.

E mais; o que acontecerá quando um míssil teleguiado explodir um depósito de armas químicas?

Quem se opõe ao Assad – será que é por isso que o carniceiro gosta de ‘assar’ os opositores – é uma facção da Al-Qaeda. Se tirarem o cabeçudo, assume como no Egito, a turma da bomba na cintura. Eis aí o impasse.

Os USA não temem encrenca com o ex-KGB Putin, que dirige uma Rússia insignificante – econômica e militarmente –  mas que com esse blá, blá, blá “embromático” colocou a terra dos Czares e das “troikas” de volta no tabuleiro das grandes potências. Para o Putin – finge que está Putin. Trocadilho infame, mas pertinente – esse salamaleque todo virou um suculento quibe.

Com a China não é precisa nada além de um afago diplomático, pois se o ocidente fechar a torneira das compras de porcarias manufaturadas, e fechar a fonte do fornecimento de matérias primas, para tudo na carniçaria criada pelo genocida Mao. Ou seja; a China não irá optar pelo confronto militar, mas pela manutenção do mercado. “É a economia estúpido”, como disse o assessor de Mr. Bill Clinton, respondendo a uma indagação feita pelo abestado marido de dona Hilária.

Parodiando Foster Dulles, ex-secretário de Estado dos USA, as nações não têm amigos. Têm Interesses.

O negócio é sempre prometer um futuro melhor. Seja para quem e ao que for.

Ps. –  O Nobel da Paz, isso mesmo da paz, o egípcio ElBaradei vejam só, apoiou o golpe militar fratricida no Egito. As grandes potências são de um cinismo inominável. Fingem que estão fazendo alguma coisa somente para consumo da plateia.

Ps. 2 – Tehani al-Gebali, vice-presidente do Supremo Tribunal Constitucional do Egito, acusa o queniano Malik Obama, irmão por parte de pai de BO, de ligações com a organização fundamentalista Irmandade Muçulmana.

Indústria pedirá em reunião que Anac libere voo de ‘drones’ de menor porte

Levantamento inédito do G1 mostrou que vants voam no país sem regras.

Empresas querem classificação clara e liberação dos modelos de até 7 kg.
Tahiane StocheroDo G1, em São Paulo

Representantes de empresas fabricantes de drones – veículos aéreos não tripulados (vant, na sigla em português) – têm reunião marcada para o dia 4 de abril com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para discutir a regulamentação para o uso civil e com fins comerciais deste tipo de equipamento no país. A objetivo inicial do setor é classificar os diferentes tipos de vants e flexibilizar as regras de operação para modelos de menor porte.

Na segunda-feira (25), levantamento inédito feito pelo G1 apontou que mais de 200 drones voam no Brasil sem regras definidas. O número foi obtido a partir de informações passadas por fabricantes, importadores, empresas e órgãos de governos estaduais.

Entenda a proposta da indústria apresenta à Anac para uso comercial
1 – Classificação que difere drones por peso

Classe A – 2 kg ou menos
Classe B – entre 2 kg e 7 kg
Classe C – entre 7 kg e 25 kg
Classe D – entre 25 kg e 150 kg
Classe E – Acima de 150 kg

2 – Diferenciar as regras para cada classe
3 – Vants das classes A, B e C podem operar sem licença de voo ou notificação para FAB
4 – Classes A e B podem operar sem precisar de certificado de aeronavegabilitade
5 – O voo não pode ser autônomo, tem que alcançar distância máxima de 500 metros e altitude máxima de voo de 150 metros
6 – Voos não podem ultrapassar 150 metros de áreas povoadas e a 5,5 km de aeroportos
7 – As empresas que irão operar terão de ser certificadas e podem ser inspecionadas
8 – A licença será para operações de serviços de emergência, defesa civil, segurança, polícia, fotografia comercial, levantamento de dados, meio ambiente e agricultura.
Fonte: Abinde
Drones Tipos Arte 1 (Foto: Editoria de Arte / G1)

Querendo lucrar depois dos investimentos de mais de R$ 100 milhões nos últimos anos, a Associação Brasileira de Indústria de Defesa (Abimde) entregou no último dia 14 de março à Anac um requerimento pressionando a agência a permitir voos com fins comerciais e até que vants operem sobre cidades, duas coisas que não são autorizadas atualmente.

As empresas brasileiras querem ainda que os aviões não tripulados de até 7 kg possam voar sem certificação e sem expedir Notam – a notificação enviada à Aeronáutica com pelo menos 30 dias de antecedência para reserva do espaço aéreo e para alertar pilotos de aeronaves tripuladas.

“Vamos discutir uma proposta que a Abinde apresentou à Anac, uma tentativa de ao menos categorizar os vants em diversos tipos e flexibilizar algumas regras para as aeronaves não tripuladas de menor porte, permitindo que indústria avance no país”, disse Antonio Mendes de Oliveira Castro, presidente da comissão de vants da Associação Brasileira de Indústria de Defesa (Abimde), sobre a reunião que irá ocorrer em São José dos Campos (SP), onde várias indústrias do setor estão sediadas.

Segundo a Abinde, a Anac confirmou que vai à reunião. Um representante do Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea) também deve participar da discussão, pois o órgão da Aeronáutica é responsável por autorizar o voo de drones.

A agência confirmou ter recebido a proposta da Abinde e informou que tem estudos sobre a regulamentação. A agência não confirmou quem seria seu representante na reunião com os empresários do setor.

Panorama atual
A Anac trata como aviões não tripulados apenas vants com peso superior a 25 kg e que pretendem voar a mais de 400 metros de altitude, o que exclui boa parte dos drones produzidos no país.

A agência reconhece a importância do uso civil dos drones, tanto para a indústria como para a sociedade, mas afirma que, “devido aos novos desafios e características associadas ao voo remoto, são necessárias adequações na regulamentação deste tipo de aeronave para garantir níveis de segurança”.

Na prática, apenas dois vants da Polícia Federal estão aptos a voar após terem recebido um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), expedido pela Anac para casos especiais, garantia de que a agência fez a avaliação do projeto técnico e de aeronavegabilidade, atestando as condições de segurança da aeronave.

As empresas pedem também que não seja exigido que as aeronaves portem transponders (que mostram no radar sua posição) ou sensores de localização, alegando que instrumentos com essas funções são caros e não seriam necessários para a segurança aérea.

“Não pretendemos entrar em detalhes técnicos específicos, mas uma estratégica para conduzir conjuntamente avanços na regulamentação de forma rápida”, disse Oliveira Castro, representante da Abinde, destacando que as empresas esperam ouvir os argumentos da Anac e da Aeronáutica para tentar avançar nas negociações em busca de uma normatização.

“Pedimos que a regulamentação seja feita para todos aviões de até ou mais de 150 kg, pois é o parâmetro que a Europa usa. Só que precisamos com urgência que as classes menores, mais demandadas e com menor risco em caso de acidente por impacto, sejam autorizadas imediatamente, pois a regulação é muito mais simples”, defende Ulf Bogdawa, diretor da SkyDrones Aviônica, um dos autores da proposta apresentada.

A Anac informou que não possui regulamentação específica relacionada à operação de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS) com fins lucrativos e que, quando recebe um pedido para isso, o caso não é caracterizado como aeronave experimental.

A agência não informa o número de vants operantes no Brasil porque o cadastro de aviões experimentais, usado para as aeronaves remotamente pilotadas, também engloba outros tipos de modelos, não sendo possível separar só os drones.

A chegada dos ‘drones’
Os drones – zangão ou zumbido, em inglês – desempenham funções que antes dependiam de aviões e helicópteros tripulados, buscando maior eficiência e alcance, redução de custo e mais segurança (veja nos vídeos ao lado drones em ação no Brasil e voos dos dois tipos mais comuns).

A nova tecnologia virou polêmica nos Estados Unidos e em todo o mundo depois que o país desenvolveu avançados modelos armados e passou a usar regularmente os “aviões-robôs” para destruir alvos no Oriente Médio. Milhares de pessoas já foram mortas em ataques de drones, muitas delas inocentes, todas sem julgamento ou chance de defesa. Entre membros da Organização das Nações Unidas (ONU), a preocupação é de que mais países passem a utilizar os drones como arma, numa escalada das mortes à distância.

Apesar de popularizado pela controversa utilização militar, é o uso civil dos drones que pode transformar inúmeros serviços. Com formatos e tamanhos variados, o número de máquinas voadoras controladas remotamente deve crescer em ritmo acelerado nos próximos anos no país e no mundo, devido à facilidade de voo, ao baixo custo e às inovações tecnológicas preparadas para cada modelo, como uso de câmeras, filmadores, sensores de raio-x, entre outros.

Número de voos com ‘drones’ dobra
O Departamento de Controle Aéreo (Decea) foi informado oficialmente de 61 voos com vants (veículos aéreos não tripulados) em 2012 no Brasil, mais que o dobro dos 29 registrados no ano anterior, segundo números da Aeronáutica obtidos com exclusividade pelo G1. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), os pedidos foram feitos por forças policiais, órgãos públicos e empresas.

As notificações de voos de drones precisam ser feitas com antecedência de até 30 dias para que o espaço aéreo seja reservado e os pilotos de aeronaves tripuladas sejam avisados. No local em que um vant atua, aviões não podem entrar.

“As notificações, chamadas de Notam, não são uma autorização, mas avisos de reserva de espaço aéreo. Se recebemos notificação de um vant que não é registrado na Anac, damos informações de que é preciso se regularizar”, diz o major Cyro Cruz, representante do Brasil nas discussões da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO) sobre o tema. “Pode haver pessoas operando vant e que não comunicam a FAB também. Mas se isso ocorre, está fora da norma”, completa.

A Aeronáutica restringe voos de drones a altitudes acima de 150 metros (para áreas não povoadas) ou mais de 600 metros, para locais em que haja construções. A proposta do setor é seja autorizado voos a baixa altitude – até 150 metros – para vants menores.

Nesses casos, seria exigida apenas uma licença de operação para as empresas que iriam fazer uso das máquinas. O uso comercial seria autorizado para segurança pública e polícia, serviços de emergência, fotografia comercial, levantamento de dados, defesa civil, trabalhos com meio ambiente e agricultura.

“Muitos países estão ainda avaliando social e economicamente os benefícios para desenhar uma legislação que permita desenvolver as capacidades civis e comerciais da indústria nacional de drones. A AUVSI apoia extremamente iniciativas de regulação interna dos países que permitam o uso responsável e seguro destes aviões, duas coisas extremamente importantes para que o futuro”, diz Gretchen West, vice-presidente da Associação Internacional de Veículos Não Tripulados.

Segurança da Copa 2014 terá ‘drones’
A segurança do espaço aéreo brasileiro durante a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 terá apoio de pelo menos seis veículos aéreos não tripulados – vants, como os drones são chamados em português – da Polícia Federal e da Aeronáutica. Os equipamentos já serão usados para monitoramento durante os jogos da Copa das Confederações, entre 15 e 30 de junho, que servirá de teste para os eventos dos anos seguintes.