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Dólar: A ordem financeira mundial poderá entrar em colapso?

Convencido de que a ordem financeira global baseada em dólar
poderá entrar em colapso em breve?Globalismo,Mundo,História,Economia,Blog do Mesquita

No momento, o status do dólar apoiado pelo petróleo da OPEP permite que a moeda desfrute do status do meio de troca mais estável e procurado no comércio. No entanto, vários países e atores não estatais procuraram recentemente mudar esse estado de coisas, propondo outras moedas, ouro ou mesmo criptomoedas como um substituto.

O Escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos EUA, o poderoso órgão estatal que coordena a inteligência doméstica e estrangeira da comunidade de inteligência dos EUA, publicou um anúncio de emprego procurando por PhDs para avaliar ameaças ao sistema global do dólar.

A publicação, que apareceu na rede de oportunidades de emprego Zintellect da Oak Ridge Institution for Science and Education, que é frequentemente usada por agências federais dos EUA, parece ser real e está buscando candidatos que possam “fornecer novas informações úteis que não estão disponíveis hoje” para permitir os EUA “preparem-se para cenários que ameaçam minar o dólar como moeda de reserva mundial”.

© Foto: OAK RIDGE INSTITUTE DE CIÊNCIA E EDUCAÇÃO
Captura de tela de um anúncio de emprego na rede de anúncios de empregos Zintellect do Oak Ridge Institute for Science and Education.

A publicação explica que o status do dólar como moeda de reserva mundial oferece à América muitas vantagens e oportunidades, incluindo “jurisdição sobre crimes financeiros” associados a transações em dólares e a capacidade de “nivelar efetivamente sanções” contra países ou entidades à vontade.

O ODNI enfatiza que “os EUA mantêm o domínio internacional em grande parte devido ao seu poder financeiro e autoridades” e parecem querer que as coisas continuem assim.
Infelizmente, as notas postadas, vários fatores, incluindo o crescente poder econômico de países como China e Índia, bem como criptomoedas, ameaçam a supremacia do dólar.

O anúncio de trabalho, aplicável a cidadãos norte-americanos com um PhD e associado a um credenciado universidade norte-americana, faculdade ou laboratório do governo, bem como não-cidadãos empregados acima noemeados de ‘pesquisa conselheiro’, que tenham “profundo conhecimento” em áreas como economia, finanças e mecanismos bancários emergentes e alternativos. Curiosamente, a postagem também pede habilidades em terra e geociências, ciências ambientais e marinhas, vida saúde e ciências médicas, e nanotecnologia.

O projeto de pesquisa pede aos candidatos que “aproveitem todas as informações disponíveis, bem como avanços recentes em estatísticas aplicadas, inteligência artificial e aprendizado profundo” para determinar a causa mais provável esperada do declínio do dólar, o prazo envolvido e as prováveis ​​perspectivas econômicas e nacionais. consequências de segurança.
Os candidatos em potencial têm até 28 de fevereiro de 2020 para se inscrever e devem enviar um currículo e preencher uma inscrição detalhada. Não há informações sobre salários ou benefícios está disponível. Presumivelmente candidatos aprovados seriam pago em dólares.

© AP PHOTO / JACQUELYN MARTIN
Nesta foto de arquivo de 15 de novembro de 2017, um trabalhador manuseia folhas impressas de notas de dólar no Bureau of Engraving and Printing em Washington.

Tendência Anti-Dólar

A Rússia ajudou a liderar a acusação de contestar a hegemonia do dólar nos últimos anos, depois de acusar Washington de “abuso total” de seu status cobiçado e de “uso cada vez mais agressivo de sanções financeiras”. No mês passado, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, confirmou que a Rússia continuaria “sua política voltada para a gradual desdolarização da economia”.Economia,Capitalismo,Blog do Mesquita 01

Uma vez que um dos maiores investidores em dólares e dívida dos EUA, Moscou diminuiu gradualmente a grande maioria de suas participações no Tesouro e aumentou a participação de ouro, yuan, euros e outras moedas no lugar do dólar na sua reserva de mais de US $ 500 bilhões.

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Além disso, parceiros comerciais russos, incluindo China, Turquia e Índia, concordaram com o uso de moedas locais para grandes acordos comerciais e contratos relacionados à defesa, em parte para permitir que contornem as restrições às sanções dos EUA.

No final do ano passado, a gigante russa de energia Rosneft, uma das maiores empresas de petróleo e gás do mundo, caiu o dólar a favor de euros em contratos de exportação. O Ministério das Finanças da Rússia também brincou com a idéia de mudar para euros em todo o comércio com a União Europeia.

USA x BRICS; uma pedra no meio do caminho da NWO.

Estávamos no caminho. Aí os rentistas se uniram aos USA.

Em pouco tempo os BRICS se transformou em um novo centro de poder, preparando um comércio sem o papel pintado do dólar como referência, o que evidentemente não agradou os USA. Leiam:

Em 1990, os países que compunham o BRICS – Brasil, Rússia, China e África do Sul – respondiam apenas por 25% da produção mundial. Em 2015 respondiam por 56%; representavam 85% da população mundial e controlavam 70% das reservas financeiras mundiais.

Somente em 2015, os Brics contribuíram com US$ 2 trilhões ao PIB global, criando efetivamente outra Itália em um ano.

Entenderam ou precisa desenhar?

Irã, Putin e o enterro do dólar

Tapete persa para dólar: te pego na saída!Tapete persa para dólar: te pego na saída!

 

Recentemente, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, encontrou-se com o presidente Vladimir Putin e explicou ao líder russo como isolar os Estados Unidos.

Segundo o líder iraniano, os dois países podem isolar Washington de várias maneiras, inclusive, eliminando o dólar através de sua substituição “por moedas nacionais em transações bilaterais ou multilaterais”.

O aiatolá também sublinhou que a cooperação de Moscou e Teerã na Síria mostra que os dois países conseguem “atingir objetivos comuns em situações desafiadoras”.

Temer: Governo saldará 2017?

‘Financial Times’: Temer pode não chegar ao final do mandato em 2018A saída de Yunes, um amigo próximo do presidente desde que eles estavam na escola de direito, significa que Temer perdeu sete funcionários de seu gabinete, incluindo seis ministros do governo, em pouco mais de seis meses

 A saída de Yunes, um amigo próximo do presidente desde que eles estavam na escola de direito, significa que Temer perdeu sete funcionários de seu gabinete, incluindo seis ministros do governo, em pouco mais de seis meses.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Reportagem fala que presidente e aliados estão sendo acusados de corrupção.

Matéria publicada nesta quinta-feira (15) pelo Financial Times comenta que o principal assessor de Michel Temer, José Yunes é a figura mais próxima do presidente a se afastar após ser acusado de participar do esquema de corrupção conhecido como Lava-Jato.

Reportagem do Times observa que em meio ao conturbado cenário do país, o presidente anunciou medidas para estimular a economia, enquanto ele luta para salvar sua administração das investigações sobre corrupção.

O pacote de medidas destinadas a ajudar as empresas e os consumidores a pagar as suas dívidas e a impulsionar áreas que vão desde o setor imobiliário até o varejo ocorre quando Temer está abaldo com a saída de José Yunes, seu assessor, figura-chave de seu governo, avalia o Financial Times.

A saída de Yunes, um amigo próximo do presidente desde que eles estavam na escola de direito, significa que Temer perdeu sete funcionários de seu gabinete, incluindo seis ministros do governo, em pouco mais de seis meses – principalmente por conta de escândalos envolvendo alegações de corrupção.

“Nos últimos dias, Senhor Presidente, vi o meu nome arrastado pela lama”, escreveu  Yunes na sua carta de demissão, publicada no jornal Valor Econômico.

“Eu repudio com toda a força de minha dignidade esta ignominiosa história.”

O diário britânico afirma que o partido do Movimento Democrático Brasileiro, de Michel Temer, é o maior do Congresso, mas está cada vez mais cercado pela investigação da Petrobras, que se baseia em alegações de que os políticos estavam alinhados com gerentes e contratados para extrair subornos da empresa.

Executivos da Odebrecht, maior construtora do Brasil, estão divulgando seus acordos de delação premiado com promotores como parte da sondagem da Petrobras, implicando Temer e muitas figuras importantes de seu governo e partidos aliados no Congresso.

Temer negou qualquer irregularidade. Mas os escândalos, combinados com a sua incapacidade de fazer progressos significativos em torno da economia, reduziram os baixos índices de aprovação de Temer, colocando em dúvida a capacidade de seu governo sobreviver até final do mandato, analisa o Financial Times.

De acordo com o Financial Times, o presidente agradou os mercados financeiros ao pressionar as reformas econômicas pelo Congresso a uma velocidade recorde desde que chegou ao poder este ano, após o impeachment de Dilma Rousseff mas isto não é tudo e será preciso muio mais para resistir a onda de delações da Odebrecht, que parece uma metralhadora potente, capaz de detonar o Congresso inteiro do Brasil,

“Medidas estão sendo tomadas para nos tirar da recessão, a recessão que encontramos quando entramos no governo”, disse Temer.

Alguns analistas acreditam que a impopularidade da administração de Temer é sua maior vantagem. O número de pessoas que classificam o governo como “bom ou excelente” caiu para 10 por cento em dezembro, contra 14 por cento em julho, de acordo com o analista Datafolha.

“Esse é um paradoxo que a maioria dos meios de comunicação ainda não percebeu”, disse Fernando Shüler, cientista político da escola de negócios Insper da capital paulista.

“Só um governo que não tem nada a perder, que tem poucas chances de reeleição, se dedicaria a tais reformas estruturais impopulares”.

China continua a descer a ladeira. Como previsto.

Sem pretensão à pitonisa, escrevi lá em 2010 que era técnica e economicamente impossível um país crescer constantemente a 10% anualmente. Ali já ficava claro que era contabilidade de “talhadeira e marreta”.

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A chefona do BC americano, FED, afirmou que as condições financeiras da China, a segunda maior potência econômica, podem prejudicar o ritmo de crescimento dos EUA.

Em relação à China, a queda do yuan teria intensificado a incerteza sobre a política cambial chinesa, pois teria aumentado a volatilidade do mercado financeiro, derrubando os preços das commodities.

Detalhe: a China é a maior investidora dos Títulos do Tesouro em papel pintado, ops, dólares, do Tio Sam.

Quanto ao Brasil, pra variar estamos no fio da navalha. Enquanto a PEC monopoliza discussões – não adianta o trololó de parte a parte pois só aumentará o tamanho do buraco, se a recente desvalorização da moeda chinesa se intensificar, o Brasil será inundado de produtos chineses, que devem comprar cada vez mais barato a matéria-prima brasileira.

Ps. Pros lados dos Bilderbergse dos aquinhoados com a Conferência de Bretton Wood, houve-se espoucar de foguetes e estouros de “Veuve Clicquot”
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Offshores escondem milhões de multinacionais norte-americanas

As 50 maiores empresas dos EUA terão enviado cerca de 1,4 biliões de dólares (1,2 biliões de euros) para paraísos fiscais entre 2008 e 2014.

Offshores escondem milhões de multinacionais norte-americanas

O montante, superior ao Produto Interno Bruto de Espanha, México e Austrália, foi colocado a salvo de tributação através de uma rede secreta de cerca de 1600 sociedades criadas em offshores, afirma a Oxfam.

Num relatório divulgado faz hoje uma semana, a organização não-governamental acusa as principais beneficiárias de apoio dos contribuintes norte-americanos de estarem no topo deste opaco esquema, e recorda que, no mesmo período, entre garantias públicas e ajudas federais, as multinacionais em causa receberam do erário público qualquer coisa como 11 biliões de dólares.

Aquela evasão fiscal custa às finanças dos EUA aproximadamente 111 mil milhões de dólares, calcula ainda a Oxfam.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De acordo com a mesma fonte, citada por agências internacionais, a Apple (181 mil milhões de dólares), General Electric (119 mil milhões), Microsoft (108 milhões) e Pfizer (74 mil milhões) encabeçam a lista, mas nela encontram-se igualmente gigantes financeiras como o Bank of America, Citigroup, JPMorgan Chase ou Goldman Sachs, a construtora automóvel Ford e a aeronáutica Boeing, a Exxon-Mobil, a Coca-Cola, a Intel e a IBM.

Favorecimento

Sublinhando que o fosso entre ricos e pobres tem vindo a agravar-se continuamente nos últimos anos, a Oxfam considera que para tal contribui o facto de os ganhos de crescimento económico não estarem a ser distribuídos por quem cria riqueza.

“Não podemos continuar numa situação em que os ricos e poderosos evadem impostos deixando para os restantes o pagamento da factura», frisou o principal consultor fiscal da organização, Robbie Silverman.”

Nos EUA, as 50 maiores empresas suportaram apenas, entre 2008 e 2014, um bilião de dólares em impostos, tendo sido favorecidas por uma taxa média 8,5 pontos percentuais inferiores à taxa legal, e tendo recebido 337 milhões de dólares em incentivos fiscais.

A Oxfam alerta, porém, que este não é um cenário exclusivo das companhias sediadas em território norte-americano, mas, antes, generalizado e extensível a cerca de 90 por cento das grandes empresas mundiais, estima a ONG, para quem o prejuízo causado em países pobres custa 100 mil milhões de dólares em receitas tributárias por ano.
Osvaldo Bertolino

O mundo chacoalha e nós caímos

Com poder moderado de reverberação (por enquanto) as dúvidas com relação à economia internacional inflaram um bocado nos últimos dias. Até então, a China monopolizava os receios com a ameaça de um menor crescimento de sua economia.

Economia Mundial,Crise,Blog do Brasil,China

O preço do petróleo corria por fora, caindo ao menor nível da década e incitando os grandes produtores a fecharem suas bombas para equilibrar a oferta no mercado internacional.

De repente os bancos europeus entraram na roda evidenciando o enfraquecimento persistente das economias da zona do euro depois da crise de 2008/09.

Desta vez, diferentemente do que aconteceu na quebradeira de oito anos atrás, o problema não é a exposição aos títulos podres que inundavam o mercado à época.

Agora, é o baixo crescimento aliado à taxa de juros negativa e baixíssimo apetite por consumo que coloca os bancos na linha de tiro dos investidores.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Banco ganha dinheiro emprestando dinheiro. Com o atual nível de juros na zona do euro e sem crescimento das concessões de crédito, a margem de lucro dos bancos cai. Se fosse só isso, tudo bem.

O que o investidor mais teme, e por isso está derrubando o preço das ações de instituições europeias, é quanto a retaguarda protetora do sistema.

Até agora, o Banco Central Europeu e os governos de cada país estavam bancando (literalmente) os riscos e perdas dos grandes bancos. Mas este caixa parece ter acabado.

Antes de virar uma crise de fato, a chacoalhada atual testa níveis de confiança, de eficiência das políticas econômicas e de fôlego da administração pública europeia em lidar com a letargia dos países do continente.

O chato é que esse teste pode custar caro e adiar aquela recuperação e estabilidade esperadas pelo menos para os mais ricos.

Caso até dos Estados Unidos – lá, a presidente do banco central americano (FED, Janet Yellen), corroborou a percepção de risco e alertou que a maior economia do mundo pode sentir o baque do cenário atual e suspender a trajetória de crescimento e normalização das estratégias financeiras adotadas desde 2008 – adiando também uma nova alta dos juros dos EUA e um fortalecimento do dólar.

Enquanto o mundo chacoalha, o Brasil tomba.

O mercado financeiro local segue o fluxo internacional: Bovespa cai, dólar sobe. Numa interpretação mais realista é possível dizer que o país já tombou há um tempo e agora pode ser atropelado pela boiada solta lá fora.

Na prática deveremos sentir dois efeitos diferentes pelo mesmo motivo.

O dólar, apesar de ter subido nesta quinta-feira (11), deve assumir uma trajetória de desvalorização no curto prazo. Com o dólar mais barato, diminui a pressão sobre a inflação brasileira. Por outro lado, a queda no preço da moeda americana enfraquece as exportações – uma das únicas fontes de manutenção da atividade na economia doméstica. Sem contar que, se o mundo crescer menos, quem vai comprar mais de nós?

Ainda é impossível prever se este será um novo ciclo negativo para a economia internacional ou apenas uma fase de adaptação ao mundo novo pós-crise de 2008. Qual seja, um mundo com menos dinheiro no bolso e pouca coragem para gastar.

Se eles lá estão com a carteira mais magra, aqui no Brasil nem carteira carregamos mais – o desemprego e a inflação levaram tudo.
por Thais Herédia/G1

Bolsas da China sofrem baque com novas preocupações sobre a economia

A Bolsa de Xangai encerrou o pregão desta sexta-feira (15) com uma queda de 3,6%, aos 2.900,97 pontos, chegando ao menor nível em quase cinco meses.

“As oportunidades não têm precedentes, mas os desafios também não”, disse o responsável máximo pelos negócios estrangeiros do gigante asiático nesta quinta-feira
“As oportunidades não têm precedentes, mas os desafios também não”, disse o responsável máximo pelos negócios estrangeiros do gigante asiático nesta quinta-feira

O mercado, com perdas acumuladas de 20,6% desde a máxima de dezembro, entrou no chamado “território baixista”. Em Shenzhen, o índice local caiu 3,4%, a 1.796,13 pontos.

O movimento foi motivado por indicadores de crédito que frustraram o mercado e também com a notícia, do jornal chinês International Finance News, de que bancos do gigante asiático estariam negando ações de empresas como garantia para empréstimos. [ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De acordo com números do Banco do Povo da China (PBoC, o Banco Central chinês), os bancos do país liberaram 597,8 bilhões de yuans (US$ 90,7 bilhões) em empréstimos em dezembro do ano passado, contra os 708,9 bilhões de yuans de novembro.

Analistas contavam com um resultado bem melhor, em torno dos 700 bilhões de yuans.

Nas bolsas asiáticas, também houve baixas. No Japão, o Nikkei fechou com queda de 0,54%, aos 17.147,11. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,50%, aos 19.520,77 pontos. Em Seul, o índice Kospi se desvalorizou 1,11%, aos 1.878,87 pontos.

Em Sydney, o S&P/ASX 200 teve queda de 0,34%, a 4.892,80 pontos. Em Manila, contudo, o PSEi teve alta de 0,64%, a 6.449,50 pontos.

O conselheiro de Estado da China Yang Jiechi alertou nesta quinta-feira (14) para a possibilidade de uma nova crise financeira global.

“Não é possível descartar por completo a possibilidade de vermos acontecer uma nova crise econômica, e o problema não devia ser negligenciado”, destacou em evento.

>> Conselheiro de Estado da China diz que mundo pode enfrentar nova crise

O índice de Xangai tinha registrado alta de quase 2% nesta quinta-feira, enquanto as bolsas asiáticas tiveram recuo, afetadas pela desvalorização em Wall Street em meio a temores em relação à economia global, e também pelas baixas na cotação do petróleo.

Um dia antes, havia sido registrado um movimento contrário, uma queda superior a 2% nas bolsas chinesas e alta em torno de 1% nas asiáticas.
JB

Economia: O dólar merece ser a principal moeda do mundo?

Dólar

Segundo o FMI, 62% das reservas internacionais são em dólar

O flerte da maior economia do mundo com a possibilidade de um calote em seus credores impulsionou questionamentos à credibilidade do dólar como a moeda por excelência do sistema econômico internacional.

Para analistas, a percepção de que os títulos soberanos americanos são um “porto seguro” foi corroída pela queda de braço entre democratas e republicanos no Congresso para autorizar o Tesouro a continuar rolando as suas dívidas a partir desta quinta-feira.

O debate sobre encontrar alternativas para uma moeda que assuma o papel vital que o dólar tem na economia mundial já existe há décadas, mas voltou com força desde que a polarização do Congresso americano passou a injetar volatilidade extra no sistema financeiro.

Atualmente, os Estados Unidos gozam de um status ímpar: podem chegar perto de decretar um default ao mesmo tempo que estampam a melhor classificação de risco possível para seus títulos soberanos – AAA –, reservada aos países com grande capacidade de pagar as suas dívidas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A agência de classificação de risco Fitch questionou esse status ao colocar os títulos americanos em perspectiva “negativa” na quarta-feira passada.

A agência observou que as incertezas da última semana “arriscam afetar a confiança do dólar como moeda de reserva mundial por excelência, ao pôr em dúvida a boa fé e o crédito” do país.

Dois anos atrás, a agência Standard & Poors cumpriu o mesmo script diante de impasse semelhante no Congresso. A S&P rebaixou a categoria dos títulos soberanos americanos citando dificuldades no Congresso de “lidar com os desafios orçamentários de médio e longo prazo até 2013”.

“Isso tornará, na nossa visão, o perfil fiscal dos Estados Unidos significativamente mais fraco que o de outros (títulos) soberanos (com classificação) ‘AAA'”, escreveu a agência à época.

Status privilegiado

O papel do dólar — e dos ativos denominados em dólar — na economia mundial é ilustrado pelos volumes da moeda que outros países mantêm em suas reservas internacionais, principalmente na forma de títulos soberanos.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, os bancos centrais mantêm 62% das suas reservas internacionais — US$ 3,8 trilhões de um total de US$ 6,1 trilhões — em dólar.

Em comparação, o montante em euros alcança US$ 1,45 trilhão, ou 24% do total, de acordo com o FMI. A instituição notou que a proporção de euros nas reservas internacionais permanece abaixo do ápice atingido em 2009, quando 28% delas se compunham da moeda comum europeia.

Outro indicador importante: a moeda americana continua “sem competição” no mercado de câmbio, estimado em US$ 5,3 trilhões por dia pelo Banco de Compensações Internacionais em abril. O dólar era utilizado em 87% de todas as transações deste mercado.

“As nossas reservas são proporcionalmente mais concentradas no dólar porque é a moeda que todo mundo aceita”, sintetiza o professor do Departamento de Relações Internacionais da PUC-SP Geraldo Zahran, coordenador de pesquisa do Observatório Político dos Estados Unidos (Opeu).

“Faz sentido pautar as suas reservas internacionais em dólar. Só que os americanos estão exaurindo a confiança que todo mundo depositou na economia deles. Se isso (as desavenças no Congresso) continuar, o que se imagina é que os países vão começar a buscar alternativas”, ele acredita.

Que alternativa?

A grande questão é qual seria a alternativa à moeda americana no sistema internacional. Existe uma percepção, como definiu o megainvestidor George Soros, de que “o dólar é a moeda mais frágil (do mundo) à exceção de todas as outras”.

Com o euro em crise – pelo endividamento e más perspectivas de crescimento de vários países da área que usa a moeda —, os analistas acreditam que o yuan chinês estaria em posição de oferecer uma alternativa à moeda americana.

Zahran diz que a China, um grande país exportador e importador, poderia começar a pressionar seus parceiros comerciais a aceitar a sua moeda em trocas de bens e serviços.

Entretanto, no momento, o yuan ainda não é amplamente aceito nas transações internacionais.

Já o iene japonês tem tido uma participação decrescente como moeda de reserva internacional (menos de 4% das reservas dos BCs), segundo o FMI.

Há alguns anos o FMI vem defendendo que seria possível implementar uma “moeda” baseada em seus Direitos Especiais de Saque (SDR, na sigla em inglês). Os SDR são instrumentos usados pelo Fundo para realizar empréstimos que podem ser convertidos em qualquer moeda nacional através de um câmbio calculado a partir de uma cesta de moedas.

Esta opção teria a vantagem de evitar um dilema econômico identificado pelo economista belga Robert Triffin em 1960, o de que “quando você atrela a moeda de reserva internacional a uma moeda nacional, você permite que esse país viva além das suas posses”, como explica o professor Zahran.

“Você permite a esse país contrair dívidas indiscriminadamente porque todo mundo compra essa moeda.”

Mudança gradual

No longo prazo, muitos analistas nos Estados Unidos não acham negativo o debate sobre encontrar uma alternativa para o dólar no sistema econômico mundial.

Mas qualquer que seja o caminho, todos concordam que seria uma mudança gradual.

Países como a China e o Japão, que juntos detêm mais de US$ 2,4 trilhões em títulos do Tesouro americano, não estão interessado em se desfazer dos seus papeis repentinamente e corroer o seu valor de mercado — o que causaria também uma redução no valor das suas reservas.

Impacto semelhante seria sentido no Brasil, que detêm US$ 256 bilhões em títulos dos Estados Unidos.

“No curto prazo, muito pouca coisa vai acontecer. Isso é algo para a gente ficar observando no médio e no longo prazo”, diz Zahran.

“É interessante acompanhar como a China vai se posicionar, seus pronunciamentos e a variação das suas reservas”, afirma o professor.

“Por outro lado, se os Estados Unidos botarem a casa em ordem e passarem a gastar menos do que arrecadam, a economia deles cresce, a relação dívida-PIB fica menor e o dólar volta a se fortalecer.”
Pablo Uchoa/BBC Brasil em Washington

Tópicos do dia – 28/02/2012

08:23:47
Justiça condena União a pagar R$ 30 mil para delegado da PF.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a decisão que condena a União a pagar $ 30 mil de indenização por danos morais para um delegado da Polícia Federal.

Ele foi acusado de desacato durante o curso de formação da entidade e, depois disso, impedido de tomar posse mesmo após ter sido aprovado em concurso público.

Os ministros negaram somente a solicitação de danos patrimoniais referentes ao salário que deixou de ganhar no período, cerca de R$ 700 mil ao longo de 55 meses.

Desta forma, foi determinada a reintegração do candidato à Academia Nacional de Polícia e o pagamento de R$ 30 mil, correspondentes à perda de oportunidade de tomar posse, retardada por alguns anos.
Claudio Humberto

08:30:32
Brasil: da série “Pérolas do ENEM”.
“O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se afogavam dentro d’água.”
Cacete! Isso é que é imaginação surrealista! De onde se tira tal dedução?

08:38:21
Alta do petróleo ameaça queda dos juros
A alta nos preços do petróleo tornou-se o novo risco no radar da equipe econômica, que teme efeito negativo sobre a inflação e, por tabela, na política de redução de taxas de juros do Banco Central, informa reportagem de Valdo Cruz, publicada na Folha desta terça-feira a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O receio é que a disparada no valor do barril do óleo –que subiu 14% em janeiro e fechou ontem em US$ 124 – por conta da crise no Oriente Médio não seja revertida e provoque dois movimentos.
A possibilidade de um novo “choque do petróleo” virar o “grande risco” econômico de 2012 já foi tema de discussão no Palácio do Planalto.


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