Os dez maiores devedores de IPTU em SP: clube, shoppings, hospital, faculdades e até empresa da própria Prefeitura

IPTUOs dez maiores devedores de IPTU da Prefeitura de São Paulo têm débitos que somam R$ 507 milhões. Entre eles estão clubes, shoppings, hospitais, faculdades e até a SPTuris, empresa que tem a própria Prefeitura como acionista majoritária (veja lista abaixo). Essa dívida chega perto do montante de R$ 650 milhões que a Prefeitura vai arrecadar a mais caso a proposta de aumento de IPTU seja aprovada pela Câmara dos Vereadores.

A Prefeitura tenta receber os atrasados em disputas judiciais que se arrastam por vários anos. Em alguns casos, os devedores não reconhecem a dívida, como é o caso dos Correios, que alegam isenção fiscal na justiça. Em outros, as empresas negociaram e pagam os débitos em parcelas, como é o caso da SPTuris.

A lista de todos os devedores de IPTU da cidade foi elaborada em junho deste ano pela Procuradoria Geral do Município (PGM). De lá para cá, algumas situações mudaram, como é o caso da Fundação Cásper Líbero, que recebeu imunidade da área ocupada pela fundação para o ano de 2005. Mas a cobrança na justiça continua.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O documento da PGM serviu de base para os trabalhos da CPI do IPTU da Câmara dos Vereadores. O relatório da CPI será fechado em dezembro e vai sugerir mudanças ao Executivo para tentar resolver o problema dos inadimplentes. O vereador Antonio Donato (PT), relator da CPI fala de uma das sugestões.

– Há falhas de procedimento de cobrança de IPTU. É para estas falhas que vamos sugerir mudanças, como a integração de sistemas. O sistema de dados não integrado abre espaço para contestação judicial, um problema que atravessa várias gestões.

O vereador completa que a proposta do prefeito Gilberto Kassab, de aumentar em até 40% o IPTU de imóveis residenciais e em até 60% de imóveis comerciais, pode gerar ainda mais contestações na justiça. Isso também aumentaria o tamanho do calote. Questionada, a Secretaria Municipal de Finanças não esclareceu o total da dívida do IPTU no município. Informou que a inadimplência em 2009 está em 10,5%. Em 2004, chegou a 18%.

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) informou que aderiu ao programa de parcelamento de impostos da Prefeitura e está em dia com as parcelas.

A SPTuris disse que renegociou a dívida do IPTU em junho de 2006 e parcelou por meio do PPI (Programa de Parcelamento Incentivado), da Prefeitura. O parcelamento foi em pouco mais de 300 vezes. Desde a renegociação, a SPTuris voltou a pagar o que a Prefeitura cobra anualmente de IPTU, cerca de R$ 2 milhões.

O Shopping Eldorado informou que paga o IPTU regularmente, em âmbito judicial, desde 2002, quando foi aplicado o aumento progressivo da taxa.

Os Correios disseram que por força do Decreto-Lei 509/69 são equiparados à Fazenda Pública, portanto, gozam de imunidade tributária recíproca.

O Shopping Interlagos disse que contesta na justiça a cobrança de IPTU por ter verificado “inconsistências no lançamento do tributo”. Por estar discutindo na justiça, os depósitos estão sendo feitos em juízo. Para o shopping, por este motivo ele não deveria constar como devedor no relatório da procuradoria.

O Jockey Club, o Hospital Santa Catarina, o Palmeiras foram procurados pela reportagem, mas não responderam até o momento da publicação da notícia. A Fundação Cásper Líbero e a Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social não atenderam às ligações.

Os maiores devedores segundo relatório da PGM

1. Jockey Club – R$ 147 milhões
2. Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social – R$ 91 milhões
3. Shopping Interlagos – R$ 54 milhões
4. Ceagesp – R$ 47 milhões
5. Correios – R$ 46 milhões
6. Hospital Santa Catarina – R$ 29 milhões
7. SPTuris – R$ 28 milhões
8. Palmeiras – R$ 24 milhões
9. Fundação Cásper Líbero – R$ 21 milhões
10. Shopping Eldorado – R$ 20 milhões

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Problemas financeiros levam Michael Jackson a leiloar objetos para pagar dívidas

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É, o rei da música Pop Internacional, que foi o único cantor a vender mais cópias de discos, no Álbum “Thriller“, agora tem que vender os seus objetos pessoais para pagar dívidas. Que fim melancólico!

Alguns dos objetos mais conhecidos de Michael Jackson irão a leilão, no dia 22 de abril nos Estados Unidos, na esperança de arrecadar cerca de US$ 3 milhões para pagar dívidas do Rei do Pop.

Entre os itens estão o famoso par de luvas usado pelo cantor em 1983 no clipe do hit “Billie Jean“, figurinos de shows, jóias, um luxuoso ônibus usado em suas turnês, além de pinturas, esculturas, prêmios e jogos de fliperama.

Espera-se que as luvas, completamente cobertas de cristais Swarovski, sejam arrematadas por US$ 19 mil. Os portões do rancho Neverland também vão a leilão para tentar arrecadar entre US$ 20 mil e US$ 30 mil, assim como a jaqueta preta usada pelo cantor em 1984, quando colocou seu nome na calçada da fama de Hollywood. O objeto mais caro do leilão é um Rolls Royce customizado para Jackson em 1999, estimado entre US$ 140 mil e US$ 160 mil.

O leilão, que acontecerá no hotel Beverly Hilton, em Los Angeles, vai durar quatro dias. De acordo com os organizadores do evento, será uma rara oportunidade para os fãs terem contato com o mundo de Michael Jackson.

Fã poderão dar lances pessoalmente ou pela internet, e o leilão será transmitido ao vivo pelo canal de TV americano Auction Network.

Apesar de seus problemas finaneiros, o Rei do Pop, de 50 anos, vai doar parte do que for arrecadado para a instituição de caridade MusiCares, que ajuda músicos necessitados.

Os problemas financeiros de Michael Jackson começaram em 2003, depois de ter sido acusado de molestar sexualmente um menino.

da Folha

Crise Econômica; vamos falar de gastos públicos

Paul Krugman *O Estado de São Paulo

O índice Dow Jones está subindo até as alturas! Não, está em queda livre! Não, está em forte alta! Não, está…

Deixemos isso de lado. Enquanto o mercado de ações maníaco-depressivo domina as manchetes, a história mais importante está nas desanimadoras notícias sobre a economia real. Agora, está claro que o resgate dos bancos é apenas o começo: a economia não-financeira também precisa desesperadamente de ajuda.

E para oferecer essa ajuda, teremos de deixar de lado alguns preconceitos. Na política, está na moda falar contra os gastos do governo e exigir responsabilidade fiscal. Mas no momento, um aumento nos gastos do governo é exatamente o que o médico receitou e a preocupação com o déficit orçamentário deve ser adiada.

Antes de chegar nesse ponto, vamos falar da situação econômica. Nesta semana, aprendemos que as vendas no varejo despencaram de um precipício e o mesmo ocorreu com a produção industrial. O número de desempregados está num patamar associado a recessões graves e o índice de manufaturados medido pelo escritório do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) da Filadélfia está caindo no ritmo mais rápido em quase 20 anos. Todos os sinais apontam para um declínio econômico terrível, brutal e longo.

Quão terrível? A taxa de desemprego já está acima dos 6% (e critérios mais amplos de medição do desemprego já registram valores de dois dígitos). É agora praticamente certo que o desemprego vá superar os 7% e, possivelmente, até os 8%, fazendo desta a pior recessão do último quarto de século.

E quanto vai durar? Poderia de fato durar bastante tempo.

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