Governo do mefisto: quando pior é impossível

Usando todo o seu arsenal de corrupção, Mefisto conseguiu poder imenso para montar o governo de seus sonhos.

Por:Paulo Metri – Conselheiro do Clube de Engenharia,RJ
Através dele, terá a possibilidade de impor todo o saco de maldades que possui. Para apoderar-se do governo, abusou das bruxarias dos insidiosos comunicadores do capital. Aliás, Mefisto e o capital sempre se deram muito bem. Trocam figurinhas sobre como enganar o povo a cerca das maldades que são perpetradas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
Mefisto, buscando impingir o máximo sofrimento na população mais carente, irá “adequar” ou qualquer outro verbo que eufemisticamente representa “cortar” a dotação do programa de prolongamento da vida com dignidade para os pobres. Por “ter saúde” também representar “ter uma vida digna”, ele já incumbiu seus ministros mefistetes de executar cortes nos programas de saúde.
O gênio do mal se vangloria, em roda pequena, ao retirar direitos trabalhistas e conquistas sociais conseguidos desde o governo Vargas. Mefisto exulta ao reprimir direitos civis, conquistados na Constituição de 1988 e atinge o ápice do prazer ao privatizar órgãos e conceder serviços do Estado.
Mefisto semeia sua erva daninha em todas as áreas. Por exemplo, ele quer um ensino fundamental que forme robôs para o mercado e, não, cidadãos. Acha que a cultura esbanja recursos com a Lei Rouanet. O mefistete da Educação chamou um ator, que é conhecido energúmeno, para dar sugestões sobre a política do seu Ministério.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário não é necessário. Negros e mulheres não são bons ministros. Aliás, estes devem ficar enaltecidos por não terem sido chamados para serem Ministros do Mefisto. O próprio já disse que sabe lidar com bandidos, referindo-se, em ato falho, a seus ministros.
Mefisto e a mídia que lhe suporta querem acabar com a universidade pública, com o argumento enganoso que ricos podem pagar e a frequentam. A universidade pública precisa atrair as mentes mais brilhantes da sociedade, não importando se são ricos ou pobres, para dar a eles formação humanitária, que nenhum ente privado consegue dar, para que a elite de pensamento assim formada venha a impactar positivamente nossa sociedade. Creio que nem tudo hoje está perdido em parte devido à existência no país, há anos, de universidades públicas, formando pensadores que se espraiam por diversos locais da sociedade.
Mefisto entrega a maior riqueza nacional, o Pré-Sal, às inimigas da sociedade brasileira, quais sejam, Chevron, Shell, Exxon, BP, Total etc. São nossas inimigas porque promovem ações que representam prejuízo para a nossa sociedade, como ficar com a maior parte da lucratividade do Pré-Sal, não garantir o abastecimento nacional, não priorizar compras e empregos locais, não ter zelo pelo nosso meio ambiente etc.
Mefisto é abrangente, pois não esquece um setor. Aposentados e pensionistas vão ajudar no pagamento de juros aos rentistas, abrindo mão de parte dos seus merecidos aumentos, pois são politicamente frágeis e, assim, não precisam ser atendidos. Se o número de mortes aumentar, devido ao aumento da inanição e da carência de atendimento médico, Mefisto esclarece que se trata dos excluídos por terem nascido em grupo de risco. Nasceram em casebres, ao lado de valas negras, de pais debilitados, com muita fome e em meio à brutalidade. Enfim, segundo ele, deram azar na vida.
Mefisto, sempre ele, quer colocar o Brasil como país subordinado ao atual país hegemônico do mundo, no melhor estilo de “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”, haja vista o assunto morto e enterrado da base de Alcântara, que está sendo agora ressuscitado.
O Brasil de Mefisto será o das empresas estrangeiras mais os poucos capitais nacionais e os rentistas. Contudo, tudo dourado, bem escamoteado, exemplarmente travestido pela mídia alienante. Mídia psicotrópica, alucinante e desfiguradora da realidade. Carregando um povo ludibriado, perdido, incapacitado de escolher as opções boas para ele próprio.

Brasil: democracia sem povo e direitos sociais

Democracia sem povo
Jorge Folena/Tribuna da Imprensa

Dentro da crise de representatividade política que impera em todo o mundo, constatamos também no atual processo eleitoral em curso no Brasil a ausência do povo nos debates, com os dirigentes partidários aproveitando-se dessa apatia para tentar direcionar o voto e a vontade do cidadão.

Este é um grave problema do atual sistema político, que necessita urgentemente ser revisado, mas de que forma e por quem?

Democracia x direitos sociais

A democracia consiste na participação de todos nas decisões políticas tomadas pela sociedade organizada, e o estado de direito é o respeito às ordens emanadas pelos poderes constituídos (Legislativo, Executivo e Judiciário).[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O estado democrático de direito é a base da sociedade contemporânea, sendo um dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição). Todavia, como se pode dizer que vivemos num estado democrático de direito, quando os direitos inerentes à pessoa humana não são respeitados?

O artigo 6º da Constituição prevê que são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância e a assistência social.

Na verdade, nenhum destes direitos fundamentais é respeitado no País. Não há escola pública de qualidade. Os trabalhadores são mal remunerados. O déficit de habitação é gigantesco, particularmente nos centros urbanos, com a população vivendo de forma insalubre em favelas e com altíssimos índices de doenças que já deveriam ter sido erradicadas, como a tuberculose e a dengue.

Vivemos num estado policial em que o cidadão pobre é marginalizado e perseguido pelos agentes públicos que deveriam garantir sua segurança. A violência doméstica é uma tônica, seja diante de mulheres ou filhos indefesos, aliada à ausência de proteção à maternidade e à infância.

A Previdência e Assistência Social dos trabalhadores foi degradada, transferindo-se suas receitas para empreendimentos apartados do interesse dos segurados, inclusive com a maciça concessão de isenções de contribuições sociais sem contrapartida de reposição.

Diante deste quadro, como é possível se afirmar que vivemos numa sociedade em que impera o “Estado Democrático de Direito”, uma vez que em nenhum momento o povo é chamado a debater os destinos do País, nos temas diretamente relacionados aos seus interesses?

Na estrutura liberal vigente, o povo é apenas tutelado por meio de representações políticas, expressas nas decisões dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, quando deveria ser educado para ter condições de se manifestar e compreender o processo político.

O sistema privilegia os mais ricos e não há espaço para a disputa eleitoral livre e aberta. Os representantes das diversas camadas sociais não disputam com igualdade, pois o poder do capital prevalece no sufrágio. Isto é a comprovação de que inexiste democracia, mas um estado em que a ordem é fazer valer o poder da minoria que detém o controle dos meios de produção.

A liberdade de expressão e a informação

Em todo o mundo tem se disseminado a “invasão” de grupos multinacionais de especulação financeira que controlam os veículos de comunicação, sendo que um deles, no Brasil, se apresenta com o sugestivo título de “Grupo de Defesa da América.”

O assunto me fez relembrar Osny Duarte Pereira, quando afirmou que “o país que dominar a imprensa de outro tem o controle sobre a opinião pública, porque se o povo for erroneamente informado pela rádio, pelas revistas e jornais, fará seus julgamentos também erradamente, visto que o poder de adivinhar não existe.” (Quem faz as leis no Brasil?)

Não se discute que é fundamental a liberdade de expressão, assegurada constitucionalmente (artigos 5º, IX e 220). Todavia, muitas vezes, por trás dela se escondem poderosos interesses contrários à nação, sob o patrocínio de grupos multinacionais ou de seus bem remunerados representantes locais.

Se antes agiam disfarçadamente, agora atuam livremente, sem qualquer constrangimento, temor ou pudor. Temos que dizer não a essas formas de enfraquecimento da soberania nacional, pois constituem violação à Constituição do Brasil.

Vale lembrar que a História registra diversos casos em que os meios de comunicação foram empregados para atacar governantes que apenas se colocaram contrários à entrega das riquezas nacionais e à exploração de seu povo.