Brasileiro é eleito para a Corte de Justiça em Haia

Com amplo apoio da ONU

O governo brasileiro anunciou a eleição do professor Antônio Augusto Cançado Trindade para a Corte Internacional de Justiça, em Haia. O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, comemorou, pois, desde o início do ano passado, Amorim vinha coordenando uma campanha em âmbito internacional para garantir uma vaga na Corte Internacional para Cançado. O brasileiro teve que desbancar o forte candidato colombiano Rafael Návea, apoiado pelo governo dos Estados Unidos.

“O governo brasileiro recebeu com grande satisfação a eleição hoje (nesta quinta) do professor brasileiro Antônio Augusto Cançado Trindade para o cargo de juiz da Corte Internacional de Justiça (CIJ), com mandato de nove anos, a partir de 2009″, diz nota divulgada pelo Itamaraty.

Cançado Trindade teve o apoio de 163 membros da Assembléia Geral das Nações Unidas e de 14 membros do Conselho de Segurança da ONU. “A votação do professor Cançado Trindade na Assembléia Geral foi a maior da história das eleições para a Corte”, destacou a nota.

Cançado é professor de Direito Internacional Público na Universidade de Brasília e no Instituto Rio Branco e membro da Academia de Direito Internacional da Haia. Também é titular do Instituto de Direito Internacional, na Bélgica. A vaga o professor chegou a ser cobiçada pela ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie.

do O Globo

Amazônia. Raposa Serra do Sol – Tribos, não nações!

O “olho grande” das grandes potências que controlam o mundo, não “desgrudam” da Amazônia. Sob as mais sutis insinuações, intenções veladas e movimento subterfúgios, jogam pesado no propósito de retirar a região da soberania nacional.

Uma das ações mais descaradas é utilizar as tribos, por elas nominadas de “nações”, ou ainda mais insanamente, de “povos indígenas”, para justificar a necessidade da internacionalização da região.

Agora, o Papa Bento XVI, recebeu um grupo de índios — viajam financiados por uma das 100 mil ONGS que atuam na Amazônia — e, extrapolando as funções de pastor, “Herr” Ratzinger — “herr” significa senhor — intrometeu-se nos assuntos internos do Brasil.

Para os que não conhecem o Direito Internacional Público, o Papa, além de chefe da Igreja Católica, é também Chefe de Estado, no caso o Estado do Vaticano e, portando, manda a norma diplomática, tácita, que um chefe de Estado não deve opinar sobre assuntos internos de outra nação.

Tribos, não nações!
Carlos Chagas – Tribuna da Imprensa

Insurgiu-se Romeu Tuma quando, em debate nesta semana, um de seus colegas referiu-se à existência de nações indígenas incrustadas no território nacional. Para ele, trata-se de tribos instaladas sob a proteção do estado brasileiro, que por sua vez exprime a nação politicamente organizada.

Alertou o senador paulista para o risco de que, se a moda pegar, logo algum organismo internacional proclamará a independência dessas nações, separando-as do território nacional.

Por falar no assunto, o que acharia o leitor caso o presidente Lula recebesse padres ligados à Teologia da Libertação e sustentasse, junto deles, que a missa não deve voltar a ser oficiada em latim, como o Papa Bento XVI acaba de autorizar?

A reação geral seria de que o governo brasileiro não deveria intrometer-se em questões religiosas afetas à Igreja Católica.

Pois a recíproca é verdadeira.

Receber índios da Raposa-Serra do Sol no Vaticano ainda se explica, mas declarar que aquela reserva deve ser contínua e não intermitente é assunto que só a nós interessa…