Como sobreviver ao fim do mundo: veja como evitar principais ameaças

Pandemias, guerras nucleares, alterações climáticas e desastres naturais: conheça algumas das maiores ameaças globais e o que você pode fazer para evitá-las.

É muito comum especular sobre como sobreviveríamos ao fim do mundo, principalmente durante a juventude e com toda a produção hollywoodiana em torno do tema. Além disso, 2020 tem sido um ano bastante apocalíptico.

Podemos levantar aqui diversos fatos que indicam que 2020 está nos fazendo pensar seriamente sobre como sobreviver à um possível apocalipse, como uma pandemia mundial que têm matado milhares de pessoas diariamente, incêndios florestais sem precedentes, nuvens de gafanhotos que mais nos fazem lembrar das 10 pragas do Egito, cigarras zumbis que são controladas por um fungo e até macacos roubando amostras de sangue com coronavírus na Índia.

Apesar de levantarmos muito a questão atualmente, não é de hoje que somos ‘treinados’ para sobreviver em situações apocalípticas. Em 1952, em plena Guerra Fria, o governo americano contratou o escritor Raymond J. Mauer para criar uma animação sobre como as crianças deveriam “se agachar e se cobrir” para se proteger no caso de um ataque nuclear. E quem não se lembra de Bear Grylls de “À prova de Tudo” que ensinava qualquer pessoa comum sobre como permanecer vivo apenas do que a natureza nos oferece.

Guerra nuclear deixaria 34 milhões de mortos em poucas horas


A primeira bomba atômica da história foi lançada pelos Estados Unidos em Hiroshima, matando milhares de civis. Créditos: Pixabay

Guerra nuclear
Existem cerca de 14 mil armas nuclear no mundo e 90% delas tem como seus proprietários a Rússia e os Estados Unidos, afirma o cientista atmosférico e especialista nuclear Professor Brian Toon.

“Se você chegar a cerca de um quilômetro ou mais [da explosão], a onda de pressão é tão intensa que derrubará prédios de concreto”, disse Toon. “E em algum lugar naquela zona, há uma explosão de radiação da bomba, basicamente metade das pessoas expostas a isso morreria em uma ou duas semanas de queimaduras de radiação em sua pele e envenenamento por radiação”, completa Toon.

Mesmo se você sobreviver ao primeiro impacto, este tipo de explosão gera incêndios que empurram a fumaça para a estratosfera, fazendo com que o sol fiquei bloqueado por cerca de 10 anos, derrubando as temperaturas de volta às experimentadas pela Terra na última era do gelo.

A maneira de sobreviver nesta situação é procurar um abrigo no subsolo. Atualmente, existem lugares que oferecem este tipo de serviço, como o Condomínio Survival, no Kansas, que cobra por volta de US $ 1 milhão a estadia. A melhor solução, no entanto, é impedir que as bombas sejam lançadas, doando para organizações que trabalhem pelo desarmamento nuclear.

Pandemia

Estamos sofrendo na pele os efeitos de uma pandemia mundial e aprendendo intensivamente com ela. Seja lavando as mãos, que deveria ser um hábito antigo, usando máscara de proteção e fazendo o isolamento social, é importante continuar fazendo sua parte para evitar a propagação do vírus.

Sobreviver a uma pandemia é um jogo de espera, infelizmente. A solução é confiar nos especialistas treinados e nos demais profissionais de saúde pública e privada que estão na linha de frente colocando suas vidas em risco.
Já são mais de 20 milhões de infectados pela COVID-19 no mundo. Créditos: Pixabay

Os desastres naturais e alterações climáticas

Diferentemente de uma pandemia, os desastres naturais como terremotos ou tornados vêm sem qualquer aviso, dando apenas alguns minutos para quem for tomar uma decisão que pode valer sua vida. A tecnologia tem sido uma importante aliada nesses casos. Pesquisadores estão desenvolvendo maneiras de rastrear sinais infrassônicos de tornados e tentando prever erupções de vulcões com drones e lasers, por exemplo.

Já a alteração climática é uma emergência global que vem sendo discutida há algum tempo. Incêndios devastadores na Austrália, elevação dos mares ameaçando Veneza e a elevação da temperatura da terra são apenas alguns dos indícios que alertam sobre como devemos mudar nossos hábitos.

Neste caso, cada um deve fazer sua parte, diminuindo o uso de energia, dirigindo menos, escolhendo marcas sustentáveis nas compras, sabendo mais sobre como suas roupas são feitas, reduzindo a dependência do uso de plástico, diminuindo o consumo de carne e, principalmente, escolhendo representantes políticos que tenham características de preservação ambiental.