Tópicos do dia – 29/08/2012

08:29:23
Coligações partidárias. Esqueçam a pantomima do julgamento do mensalão e os novos heróis da moralidade.

Mas vamos lá. Como é o sistema político brasileiro?
1. Permite coligações de partidos os mais heterogêneos ? Sim.
2 O financiamento de campanha eleitoral é exclusivamente público? Não.
3. Os partidos são obrigados a passar o chapéu no empresariado, se quiserem concorrer com chances? Sim
4. Os pautados pela mídia acreditam que o mensalão é coisa de agora? Sim

08:55:02
Com os pés no chão, pois toga não levita!

A lei não prevê caixa 2, é claro, mas trata caixa 2 como infração menor. Essa excrescência permite que essa corrupção domine todas as eleições desde Deodoro.
Por conta disso é que o mensalão tucano teria passado despercebido e estaria funcionando até hoje, se a bandalheira do Lula e asseclas não tivesse vindo a lume.
Só quando descobriram a existência do cínico Delubio Soares e seu imoral “recursos não contabilizados” é que descobriram, por tabela, o mensalão tucano (e mesmo assim, com uma enorme má vontade em aprofundar as investigações, com medo de atingir Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin).
A lei é assim. É uma porcaria de lei, porque empreiteiras, bancos e até bicheiros (!) financiam campanhas, em geral buscando vantagens futuras nos governos.
O mais é por que a selecinha não ganhou a olimpíada, e descobriram que o Neymar só tem topete.

10:00:01
Serra não consegue mais dormir: Paulo Preto vai depor na CPI e ameaça contar tudo

Não tem Lexotan que dê jeito. José Serra não consegue se livrar da insônia desde que o ex-diretor da estatal paulista Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido entre os tucanos como Paulo Preto, convocado para depor esta quarta-feira na CPI do Cachoeira, avisou que dirá à comissão que os seus atos à frente da empresa eram de conhecimento do então governador Serra, que hoje é candidato à Prefeitura de São Paulo.

Paulo Preto foi convocado pela CPI para esclarecer suspeitas de superfaturamento na obra de ampliação da marginal Tietê, uma das principais vias da capital paulista, contratada na gestão de Serra (2006-2010).
A ampliação da marginal era responsabilidade de consórcio liderado pela construtora Delta – empresa da qual o empresário Carlinhos Cachoeira é sócio oculto, de acordo com a Polícia Federal.

Reportagem de Cátia Seabra e Breno Costa, na Folha, revela que Paulo Preto antecipou a interlocutores a disposição de afirmar que Serra era sua “bússola” na Dersa e que, para comprovar, dispõe de documentos assinados por ele. Ele estaria também disposto a admitir que se valeu do prestígio entre empresários para ajudar a arrecadar, de forma legal, recursos para a campanha de Serra à Presidência, em 2010.

Além de se defender das acusações de que é alvo, o engenheiro decidiu dividir a responsabilidade de suas ações com o tucano após o fracasso de uma articulação com o PT para impedir que sua convocação fosse engavetada.
Há dois meses, petistas propuseram acordo pelo qual votariam contra a convocação de Paulo Preto desde que a oposição desistisse de chamar Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), rechaçou a oferta, segundo tucanos, sob orientação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), desafeto de José Serra, segundo a Folha.
Informados da disposição do ex-homem-forte da Dersa, emissários tucanos tentaram reabrir as negociações com o PT. Mas já era tarde.

O depoimento de Paulo Preto ocorrerá um dia após o de Pagot, outra testemunha potencialmente explosiva. Ou seja, a fala de Pagot pode vir a pautar os questionamentos ao ex-diretor da Dersa.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

13:15:02
Mensalão e Ordenações Filipinas

Voltando ao tempo das Ordenações Filipinas que previa aplicação de pena cruel:
Caso condenado, cada mensaleiro deve ser condenado a ler as obras completas de José Sarney.

19:41:26
Mensalão: Thomaz Bastos muda o tom, mas diz que nenhum mensaleiro será preso antes de 2013

Como os primeiros resultados do julgamento do mensalão, o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos mudou o tom, já não fala em absolvição da maioria. Em entrevista ao repórter Fernando Rodrigues, da TV Folha-UOL, o ex-ministro previu que o julgamento do mensalão só será concluído em 2013. E garantiu que, antes disso, nenhum dos réus, mesmo se condenado agora, será preso.

Bastos calcula o tamanho das penas

Em entrevista ao programa “Poder e Política”, projeto da Folha e do portal UOL, Thomaz Bastos calculou que no ritmo atual o julgamento tomará o mês de setembro e “poderia até entrar em outubro”.

Depois, só em “alguns meses” será publicado o acórdão –a compilação de todos os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal e com as eventuais penas para quem for condenado.

Traduzindo tudo isso: a Justiça brasileira precisa mudar suas práticas. Afinal, condenar um réu à prisão e deixá-lo solto, preparado para fugir, até a publicação da sentença (no caso, do acórdão), é um procedimento de uma estupidez sesquipedal, como se dizia antigamente.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa


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CPMI Cachoeira e laranjas

Perillo, Agnelo, Sérgio “guardanapo na cabeça” Cabral e Cachoeira, são fichinhas.

Tenham tenso!

E por isso a CPMI não anda senão em círculos.

Queremos CPMI completa, inclusive com o depoimento do Pagot, DNIT, e não a CPMI do Governo de Goiási.

Estão adubando o laranjal.

E o PAC


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Tópicos do dia – 04/06/2012

14:34:05
Todos contra Pagot

Cresce a mobilização entre a maioria dos partidos para evitar a convocação de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor geral da Dnit, na CPI do Cachoeira. A essa altura do campeonato, a avaliação pragmática dos integrantes da CPI ouvidos pelo blog é de que Pagot não interessa a ninguém.

Desde que começou a fazer acusações a conta gotas, integrantes do PT estão preocupados com as várias entrevistas do ex-diretor do Dnit. Há temor de que ele volte sua artilharia para obras do PAC, vitrine do governo petista.

O núcleo palaciano já foi alertado por integrantes do próprio PR de que Pagot está fora de controle.

Tucanos estão incomodados com acusações de Pagot envolvendo campanhas do PSDB.

Peemedebistas estão em alerta em relação ao fato de Pagot estar levantando acusações contra a Delta e o próprio PR, ex-partido de Pagot, está assustado desde que, em entrevista ao Jornal das Dez, ele acusou integrantes do partido de agirem no Ministério dos Transportes em favor da empreiteira.

blog do Camarotti/G1

15:10:12
PF abre centro de ataques cibernéticos

A Polícia Federal (PF) inaugurou nesta segunda (4) um Centro de Monitoramento do Serviço de Repressão a Crimes Cibernéticos em Brasília. Segundo a PF, o local servirá como um instrumento de prevenção e investigação a ataques cibernéticos contra sistemas de informação e infraestruturas críticas do Governo Federal. O centro está equipado com as mais modernas ferramentas de análise de dados e inteligência policial. Para a PF, o investimento se justifica por conta dos mais de dois mil ataques por hora nas mais de 320 redes do Governo Federal. “O objetivo do centro inaugurado será identificar e acompanhar, continuamente, os responsáveis por estes ataques, permitindo uma ação mais rápida e eficaz”, informa, em nota, a PF.
coluna Claudio Humberto

15:20:02
CPI do Cachoeira: Taques formaliza pedido de convocação de radialista

 O senador Pedro Taques (PDT-MT) formalizou nesta segunda-feira (4), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, seu pedido para convocar o radialista goiano Luiz Carlos Bordoni. Segundo o senador, é preciso ouvir o radialista porque ele declarou à imprensa que recebeu dinheiro da Alberto & Pantoja Construções para prestar serviço à campanha do governador Marconi Perillo, em 2010. Para a Polícia Federal (PF), trata-se de uma empresa de fachada do empresário Carlinhos Cachoeira – preso por chefiar uma quadrilha de jogos ilegais no Goiás. De acordo com Pedro Taques, parte do pagamento, no valor de R$ 45 mil, foi feito em um depósito na conta da filha do radialista, Bruna Bordoni, que já trabalhou no gabinete do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). “A transferência consta no laudo da Polícia Federal do inquérito da operação Monte Carlo e foi feita em 14 de abril de 2011”, diz o senador no pedido de convocação.

15:26:52
Senador Aloysio Nunes do PSDB votou pela convocação dos governadores à CPMI do Cachoeira.

O senador tucano Aloysio Nunes Ferreira informa pelo Twitter que votou pela convocação dos governadores Agnelo Queiroz,PT, Marconi Perillo,PSDB e Sérgio Cabral,PMDB à CPMI do Cachoeira.

16:12:50
Faustão terá que pagar R$ 40 mil por chamar consultora de “Gisele Bucho”

O apresentador Fausto Silva e a Rede Globo foram condenados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 40 mil de indenização por danos materiais e morais à consultora de moda Ana Lucia Zambon.Durante o “Domingão do Faustão”, o apresentador entrevistava a atriz Carolina Dieckman sobre estética e ditadura da magreza quando exibiu uma foto de Ana Lucia ao lado da foto da modelo Gisele Bündchen e chamou a consultora de “Gisele Bucho”.
Ana Lucia moveu uma ação contra a emissora e contra o apresentador alegando que sua imagem teria sido usada sem autorização. Na ocasião, o juiz da 17ª Vara Cível da Capital, José Paulo Camargo Magano, determinou o pagamento de uma indenização de R$ 133 mil. A emissora apelou e o TJ-SP reduziu o valor da indenização para R$ 40 mil.
“A exposição da imagem da autora não guarda nenhuma relação com interesse público, a justificar argumentação desenvolvida sob a ótica de liberdade de imprensa”, afirmou o juiz no processo. A decisão ainda cabe recurso da emissora.

F5/UOL


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Tópicos do dia – 03/06/2012

11:18:55
Marconi Perillo quintuplica patrimônio e omite bens.
Desde que assumiu o governo de Goiás pela primeira vez, em 1998, Marconi Perillo (PSDB) multiplicou por cinco seus bens declarados. De R$ 299,5 mil em 1998, saltou para R$ 1,503 milhão em 2010. Mas Marconi, que foi convocado para prestar depoimento na CPMI do caso Cachoeira, possui um patrimônio que vai além do que está escrito. Em pesquisas nos cartórios goianos, O GLOBO identificou pelo menos cinco imóveis que não constam das declarações entregues à Justiça Eleitoral. Um deles, adquirido em 7 de janeiro de 2008, é uma área de mais de um milhão de metros quadrados, que tem entre os compradores Marcelo Henrique Limiro Gonçalves, ex-sócio de Carlinhos Cachoeira na ICF, empresa que faz teste de medicamentos em Anápolis (GO).
O Globo –> mais aqui

11:24:43
Delta fatura novos contratos públicos
Mesmo alvo de CPI e sob a ameaça de ser considerada inidônea pela Controladoria-Geral da União (CGU), a empresa Delta Construções ampliou seu faturamento no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e na Prefeitura do Rio de Janeiro nos últimos 30 dias. Conforme informações do jornal Estado de S.Paulo, a superintendência do Dnit em Mato Grosso do Sul homologou, no dia 16, concorrência vencida pela Delta, cujo valor é de R$ 30,9 milhões. O edital estabelece execução de obras de revita. A Delta ainda faturou novas verbas para obras do Dnit em andamento em outros cinco Estados no mês passado. Anteontem, o Diário Oficial da União publicou extrato com o quinto termo aditivo em favor da empreiteira para a conservação e recuperação da BR-242. Os demais aditivos publicados nos últimos 30 dias foram destinados para obras da Delta no Espírito Santo, Pará, Piauí e Tocantins.
coluna Claudio Humberto

11:33:00
Humilhada por Lula no Programa do Ratinho, tratada como velharia “sem entusiasmo”, Marta falta à festa de lançamento da candidatura de Haddad e irrita PT

Preterida na escolha do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, a senadora Marta Suplicy faltou ontem à festa de lançamento da campanha de Fernando Haddad e causou forte constrangimento à cúpula do partido. A atitude da ex-prefeita, que não deu explicação para sua ausência, irritou o ex-presidente Lula e o pré-candidato, que preparou discurso com elogios à gestão dela no município (2001-2004). “Fiquei chateado, né? Todos nós gostaríamos que ela estivesse aqui”, disse Haddad. Questionado se Marta deu alguma justificativa, ele foi lacônico: “Não”. O presidente municipal do PT, vereador Antonio Donato, afirmou não ter sido avisado dos motivos da senadora: “Pergunta para ela”.

Marta confirmou presença, mas faltou sem avisar a ninguém e deixou o celular desligado, assim como seus assessores. A ausência inesperada levou petistas a cometer gafes em sequência. Num dos primeiros discursos, o senador Eduardo Suplicy, ex-marido da senadora, anunciou que ela chegaria “a qualquer momento”. O deputado Paulo Teixeira chegou a escrever no Twitter que ela estava no ato, mas logo se corrigiu: “Ops, errei! A Marta não está aqui! Rs”.

Apesar do desconforto, os petistas se esforçaram para não melindrar a ex-prefeita. Ela foi elogiada em quatro discursos, inclusive nos de Lula e do pré-candidato. Impaciente com o que ainda parecia um atraso de Marta, Suplicy enviou um torpedo: “Você está sendo fortemente aguardada. Abs, Eduardo”. Ela não respondeu. Na saída, o senador ligou para a ex-prefeita diante de jornalistas, mas teve que deixar recado na caixa postal. “Olá, Marta. É Eduardo. Quando puder, me ligue. Agora já acabou a convenção.”
Bernardo Mello Franco e Mariana Carneiro/Folha de S.Paulo

11:39:53
Sobre o caso do mensalão, o maduro e o podre
Discorrendo sobre o caso do mensalão, o ministro Carlos Ayres Britto, presidente do STF, disse: “O que a sociedade quer é compreensível: o julgamento do processo, sem predisposição, seja para condenar, seja para absolver. O processo está maduro, chegou a hora de julgá-lo.”

Ex-procurador da República, eleito senador depois de passar 15 anos fornecendo matéria prima para os julgamentos do Judiciário, Pedro Taques (PDT-MT) discorda de Ayres Britto: “O processo do mensalão está passando de maduro, já está quase podre.”

Taques escora sua avaliação na atmosfera de “mexerico e fococa” que se seguiu ao encontro do ministro Gilmar Mendes com Lula, no escritório do ex-ministro e ex-presidente do Supremo Nelson Jobim. Gilmar insinuou ter sido chantageado por Lula para retardar o julgamento do mensalão. Lula e Jobim negaram.

Taques e a torcida do Flamengo acham que “alguém está mentindo.” Para o senador, o processo do mensalão, que deveria ser objeto apenas da análise técnica dos julgadores, converteu-se em “bate-boca de boteco.” Algo que “a República não merece.”

De fato, ninguém merece. Mas a encrenca deixa um ensinamento: quando apressam o julgamento de um processo premidos pelas ruas, os magistrados arriscam-se a errar o alvo. Quando retardam demasiadamente o julgamento de um processo a ponto de incendiar o asfalto, viram alvo.
blog Josias de Souza


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Tópicos do dia – 02/06/2012

10:47:45
Ex-diretor do DNIT acusa Serra de caixa 2 e diz que pediu doações em nome do PT
Em uma longa entrevista à revista Istoé, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot, denunciou o que seria o submundo das eleições presidenciais de 2010. Ele afirmou que a campanha do tucano José Serra teria sido financiada por recursos desviados da obra do Rodoanel, em São Paulo, e que teria sido aconselhado por lideranças petistas a procurar empreiteiras para conseguir doações à candidatura de Dilma Rousseff.

Segundo Pagot, o ex-diretor da empreiteira Dersa, Paulo Preto, pediu um aditivo de R$ 260 milhões para o trecho sul do Rodoanel, obra de infraestrutura na Grande São Paulo, a pedido de líderes tucanos. Para o ex-diretor do DNIT, o dinheiro era para grandes decanos do PSDB:
“Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, dispara.

Ele ainda afirmou categoricamente que o desvio de verbas da obra para o caixa 2 da campanha de José Serra era amplamente conhecido nos meios empresariais.

“Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o Rodoanel financiava a campanha do Serra”.

Tesoureiro do PT pediu para arrecadar recursos, garante Pagot

As denúncias de Luiz Antonio Pagot respingam também na campanha da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, o então tesoureiro da campanha petista, o deputado José De Filippi (SP), teria o pedido para procurar empreiteiras de grande e médio porte, a fim de arrecadar doações legais para o partido, usando sua influência enquanto diretor de um órgão que administra bilhões em obras públicas.

“Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”.

Pagot apontou, com base na lista de doadores de campanha do PT, 15 empresas que teriam sido cooptadas por ele: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia.

Questionado sobre a moralidade de um administrador público procurar empresas para conseguir doações de campanha, ele respondeu com agressividade:

“Ora, qual agente público, ministro que nunca fez isso em época de eleição? Essa porra toda que você tá vendo aí é culpa do financiamento de campanha”, questiona.

CPMI do Cachoeira: “Muitos têm medo do que eu posso contar”

Pagot adota um discurso desafiador quando a CPMI que investiga os tentáculos da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira entra em pauta. O ex-diretor do DNIT se coloca à disposição da comissão, mas desdenha de seus participantes:

“Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar”, argumenta.
Jornal do Brasil

11:20:55
Começou o arrego econômico. China e Índia desaceleram.
De Adam Smith a Keynnes, de Ricardo a Krugman, o mais elementar estudioso de economia sabia ser impossível um país, China, crescer a descomunais 10% ao ano. A ‘debacle’ viria mais cedo ou mais tarde. Na capitalista – há,há,há – China, 400 milhões vivem em guetos capitalistas – a maioria operários reduzidos a condições análogas as de escravos – enquanto 900 milhões de outros chineses vivem ainda a era do neolítico.
1. A China é campeã mundial de acidentes do trabalho
2. Os operários industriais trabalham jornadas esticadas e ganham o equivalente a US$ 400 ou US$ 500 mensais (e até menos), enquanto no Japão, EUA e União Europeia ganham mais de US$ 3 mil. Gerentes e técnicos de alta especialização – raros e bem pagos – recebem cerca de US$ 2.500 por mês (média), quando no mundo desenvolvido ganham acima de US$ 5 mil mensais.
3. Mesmo esse descompanso salarial está apavorando as multinacionais, que, acreditem, consideram que tais níveis salarias estão onerando o custo de produção, e já estão migrando para Tailandia, Vietnã e Bangladesh onde o salário médio de um operário industrial é de US$ 280 mensais (média), chegando no Vietnã a irrisórios US$ 100.
4. Capital não tem pátria nem compromisso com bem estar e desenvolvimento de nenhum país.
José Mesquita – Editor

15:24:06
Brasil: da série “A vida como não deveria ser”.
Perguntado como seu constituinte, Carlos Cachoeira, com todos os bens bloqueados pela justiça iria pagar seus (dele) milionários honorários – R$15 milhões de reais – o probo advogado Márcio Thomás Bastos deu a seguinte, e singela, explicação: “… em casos assim, amigos costumam liquidar a fatura”.
Ah é, é?

16:28:44
Brasil: da série “A vida como não deveria ser”
Na Veja que circula nesse FS: “PT orienta deputados a atacar ministros na CPI do Cachoeira”.
O documento teria sido preparado por petistas com o objetivo de coordenar ações dos companheiros que integram a CPI mista do Cachoeira.
Na lista de alvos:
Gilmar Mendes, e Roberto Gurgel, procurador-geral da República.
De acordo com a matéria da revista são ainda alvos preferenciais: oposicionistas, a imprensa e membros do Judiciário que, de alguma maneira, possar ter ou venham a ter alguma participação para que o mensalão seja julgado no STF. Para Gilmar Mendes estariam reservardos os seguintes assuntos: ‘O processo da Celg no STF’, ‘Satiagraha’, Fundos de Pensão, Protógenes’, ‘Filha de Gilmar Mendes’ e ‘Viagem a Berlim’.
O chefe, quer dizer, o líder do PT na Câmara Federal, deputado Jilmar Tatto, evidentemente, nega tudo.


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Corrupção trafega solta no Ministério dos Transportes

Um dos melhores símbolos do estágio de degradação a que chegou o Ministério dos Transportes sob controle do PR e auspícios do lulopetismo é Frederico Augusto de Oliveira Dias.

Pois Fred, ao cumprir expediente no mal-afamado Dnit sem pertencer aos quadros do departamento, é a prova viva de como a repartição pública foi privatizada pelos interesses da baixa política.

O clandestino Frederico, segundo confirmou o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, tratava no Dnit dos interesses do virtual chefe da Pasta, o mensaleiro Valdemar Costa Neto, deputado por São Paulo pelo PR e tido como o grande negocista de toda a rede de corrupção montada no setor desde o início do primeiro governo Lula.

Parece sem fim a sucessão de malfeitos no ministério. Apenas no quesito corrupção com nepotismo, surgiram dois casos: o enriquecimento vertiginoso de Gustavo — filho do ex-ministro Alfredo Nascimento, presidente do PR —, patrocinado pela influência do pai; e contratos de obras públicas repassados à construtora da mulher de José Henrique Sadok de Sá, diretor-executivo do Dnit, afastado quando circulou a denúncia.

Há inúmeras evidências de superfaturamento para financiar o pagamento de propinas por empreiteiros, dinheiro que, no mínimo, abasteceria o caixa dois do PR.

Na outra ponta desta rede de corrupção estão milhares de quilômetros de estradas em condições precárias.

Como informa reportagem do GLOBO: no ano passado, do 1,5 milhão de quilômetros de estradas existentes no país, só 212 mil, ou 13%, estavam pavimentados.

Esta é a face perversa de todo esquema de corrupção na esfera pública: gastam-se bilhões em contratos, e os principais beneficiários não são os usuários das estradas, mas empresas de livre trânsito em Brasília e políticos que vivem de vender “facilidades” para empreiteiros.

Como os do PR flagrados em delito.

Quando estourou o escândalo que arrastou o ministro Alfredo Nascimento, junto com Luiz Pagot, diretor-geral do Dnit, e fez Valdemar Costa Neto mergulhar para fugir do noticiário, Jorge Hage, controlador-geral da União, foi sucinto e certeiro: “O Dnit tem o DNA da corrupção.”

De 2009 para 2010, ano eleitoral, o total de contratos firmados pelo departamento sem licitação aumentou 33%. Apenas no ano passado — não por acaso de eleições —, o Dnit pagou, com dinheiro do contribuinte, R$ 228,2 milhões por obras não licitadas.

Gastos em “gerenciamento ambiental” são astronômicos, também feitos, em certos casos, sem concorrência.

Uma empresa de nome Contractor deverá receber R$ 66,8 milhões para fazer este gerenciamento num trecho de apenas 6,2 quilômetros da BR-101, no contorno rodoviário de Vitória, Espírito Santo.

Uma conta aritmética simples chega ao custo de R$ 10,7 milhões por cada mil metros.

A abertura da caixa-preta do Ministério dos Transportes confirma que o brasileiro está no pior dos mundos: recolhe ao Estado bilhões em impostos, mas quase nada recebe em troca, enquanto parte do dinheiro desaparece nos desvãos da fisiologia que passou a imperar em Brasília a partir de janeiro de 2003.

O Globo

Ministério dos Transportes e a ponte na China

Não há corrupção sem corruptor. Nem tão pouco sem a conivência e/ou omissão de Presidente, Ministro, DNIT, Empreiteiros, Políticos, etc.

Porque a Abin que não investiga esses caras antes de a posse ser feita?

E o Gabinete de Segurança Institucional que não alerta a presidente dos processos aos quais respondem essas pessoas? Serão as revistas semanais mais competentes pra revelarem o envolvimento dessas pessoas em todo tipo de desvios, nepotismos e corrupção?
O Editor 


Caso o ainda diretor Pagot e os representantes do Planalto se acertem nesse fim de semana e ele se mantenha discreto, sem fazer maiores revelações nos depoimentos à Câmara e ao Senado, mesmo assim as informações sobre o Ministério sempre acabarão vazando, como aconteceu semana passada com o impressionante vídeo da IstoÉ demonstrando que o ministro Alfredo Nascimento, há mais de 8 anos no cargo, não sabia nada sobre estradas e era feito de marionete pelo deputado Waldemar Costa Neto, que funcionava como se fosse o verdadeiro ministro e tinha até sala privativa no gabinete.

O pior são as comparações entre os custos da construção civil no Brasil do governo Lula Rousseff e nos outros países. Como se sabe, a China acaba de inaugurar a ponte da Baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao.

Tem 42 km de extensão, bem mais do que o dobro da Rio-Niterói, que tem 16 km.

Construída em apenas quatro anos, a gigantesca obra custou o equivalente a R$ 2,4 bilhões.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na internet, circula um estudo comparativo realizado pelo matemático gaúcho Gilberto Flach, com base no projeto da nova ponte do Rio Guaíba, em Ponte Alegre, recentemente aprovado pelo Dnit de Pagot.

Com 2,9 quilômetros de extensão, a obra brasileira vai custar R$ 1,16 bilhão e também deverá ficar pronta em quatro anos. Espantado, o matemático começou a fazer as contas, que foram publicadas pelo jornal Zero Hora, o mais importante do Rio Grande do Sul.

Os números indicam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída apenas em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões, vejam só que absurdo.

E se a Baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte chinesa não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões.

Além disso, se a construção da ponte sobre o Rio Guaíba fosse na China, como a corrupção seria logo descoberta, tal a disparidade dos números, os criminosos teriam execução rápida e suas famílias ainda seriam obrigadas a pagar pela munição gasta no fuzilamento.

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa