Mais um na porta de sáide de um Ministério

Desautorizado pelo telefone, e de Nova York, o ministro Geddel Vieira Lima não tem outra saída senão pedir para sair

Acusado pelo presidente Michel Temer de possuir uma posição personalíssima a respeito de anistiar quantos praticaram o Caixa Dois em todas as eleições, o ex-deputado baiano deixou claro ter sido um dos  artífices da malograda emenda que anistiava todo mundo, no Congresso e fora dele, por haver doado e recebido dinheiro podre.
O ministro-chefe da Secretaria de Governo é o segundo, da trinca do barulho dos ministros palacianos que pretendiam atropelar o presidente da República, opinando mais do que ele, e na contramão.
Romero Jucá já havia sido defenestrado do ministério do Planejamento.
Agora falta Eliseu Padilha, da Casa Civil, que igualmente vem batendo de frente com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
Há semelhança entre Michel Temer e Itamar Franco, que também não deixava ministros esquentarem lugar quando batiam de frente com ele.
Ambos caíram de paraquedas no palácio do Planalto, vice-presidentes que eram de dois presidentes vitimados pelo impeachment.
E ambos, Itamar o tempo todo e Michel ao menos por enquanto, não colocavam amizades acima de suas obrigações.
Inscreve-se no rol dos inusitados o tratamento dado pelo falecido senador mineiro ao seu melhor amigo e chefe da Casa Civil, Henrique Hargreaves, quando acusado de irregularidades.
O então presidente mandou que se afastasse para dispor de melhores condições para defender-se. Demitido, provou estar sendo vítima de uma armação. Quando absolvido no Judiciário, retornou com tapete vermelho e tapinhas nas costas.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Tópicos do dia – 27/02/2012

09:07:14
Empresa pagará R$ 150 mil por dispensa de motorista com HIV.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu condenar a empresa Vix Logística S.A. pela dispensa discriminatória de um ex-motorista portador do vírus HIV.
A Vix terá de pagar R$ 150 mil por danos morais aos herdeiros do trabalhador, que morreu em 2008.
Para a empresa, a dispensa ocorreu por necessidade de contenção de despesas, sem vínculo com a doença do ex-motorista.
Porém, o trabalhador foi demitido em 2004, sem justa causa.
Depois, mesmo doente e desempregado, ele conseguiu outro emprego em uma empresa de transportes em São Caetano do Sul (SP).
No TST, o ministro Walmir Oliveira da Costa entendeu que os precedentes da Corte quanto à configuração da dispensa arbitrária, por ato discriminatório, de empregado portador do vírus HIV amparam o acórdão regional e deu ganho de causa ao trabalhador.

09:08:42
Primavera Árabe poderá “florir” na China.
Não serei surpreendido se “a tal primavera árabe”, devidamente estimimulada pelo capital incomodado, “florir”, em breve, na China.

09:10:04
Autoridades ajudam a abafar episódio da advogada que a máfia infiltrou no governo.
Quando não é ex-esposa, é, digamos, “uma amiga”, mas a verdade sempre aflora, mesmo no poleiro de galinheiro em que está transformada essa infelicitada rés pública.
Veja/Leia mais -> aqui


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Exoneração é diferente de Demissão

Da série: Camões, socorro!

Volto a comentar as impropriedades praticadas por jornalistas, quando usam terminologia jurídica. Os meios de comunicação têm a obrigação de, além de informar, contribuir para a educação da população.

Apesar da exigência de curso superior e do auxílio dos preciosos Manuais de Redação existente nas redações, os jornalistas continuam cometendo erros crassos nos textos, principalmente quando o assunto envolve o universo jurídico. Um dicionário jurídico, seria uma boa aquisição para esses profissionais.

As repercuções da saída da Ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, abriu espaço para os, digamos, desamparados do Aurélio.

Aprendam: demissão, é pena, no sentido de punição. Ninguém pode pedir demissão pois não é ato de vontade próprio.

O correto é exoneração, que é ato voluntário, quando solicitado pela própria pessoa, ou decisão unilateral imposta por quem de direito.