Protestos do dia 16 vão poupar Cunha e focar em impeachment, dizem lideranças

Os três principais movimentos que lideram os protestos anticorrupção – Movimento Brasil Livre (MBL), Revoltados Online e Vem Pra Rua – não se deixam distrair pelo risco de serem criticados por uma suposta “indignação seletiva”. O objetivo das manifestações convocadas para este domingo será essencialmente um: derrubar a presidente Dilma Rousseff .

Protesto em Brasília em maio de 2015 | Foto: Reuters
Apesar de suspeita de envolvimento em corrupção, Cunha é tido como aliado por líderes de movimentos anti-PT

Nem mesmo os recentes relatos de delatores do esquema de corrupção da Petrobras de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, teria recebido US$ 5 milhões (R$ 17,5 milhões) de propina, fazem os líderes dos protestos titubearem.

O peemedebista é visto como um aliado na implementação de um processo de impeachment e por isso deve ser poupado no dia 16. É Cunha quem tem o poder de decidir pôr em votação na Câmara um pedido de impeachment da presidente.

 

“O que nós concordamos com o Vem para Rua e o Revoltados Online é que o mote geral da manifestação deve ser realmente o ‘Fora Dilma'”, afirmou à BBC Brasil Fábio Ostermann, um dos líderes do MBL.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Para Ostermann, “misturar as pautas” interessa ao PT, que tenta transformar Cunha num “bode expiatório”.

“Claramente, não está funcionando. É importante ter senso de prioridade nesse momento. Se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tiver suas contas a acertar com a Justiça e com a população, isso vai se dar na hora certa. Certamente não é o dia 16 de agosto”, acrescentou.

Foto: Arquivo pessoa

Ostermann, do MBL, acusa Aécio Neves de ser “oportunista”

O líder do Revoltados Online, Marcello Reis, vai na mesma linha. Ele diz que nenhum político corrupto será poupado pelo movimento, mas que no momento o foco é no governo federal.”Não queremos passar o vagão na frente da locomotiva. Então, todas as conversas que tivemos com Cunha sempre foram pela apresentação do impeachment (de Dilma).”

“É um protesto específico pela saída da presidente, seja (por meio de) impeachment, cassação ou renúncia”, disse, resumindo o objetivo do dia 16.

Rogério Chequer, do Vem pra Rua, afirma que as manifestações se concentram no impeachment e no fim da corrupção, mas que devem atingir com mais força os petistas.

“Eu acho que as críticas vão ser maiores na relação com os fatos que têm sido revelados e comprovados. O PT já foi condenado por caso de 2005 (Mensalão).”

Apesar da oposição declarada ao governo Dilma, Cunha tem declarado publicamente que não vê base jurídica para o impeachment, até mesmo se o Tribunal de Contas da União recomendar a rejeição das contas federais de 2014. Isso porque agora trata-se de um novo mandato da presidente.

Os movimentos contam com as mobilizações de domingo para mudar esse quadro.

“Acredito que o dia 16 vai mudar o quadro político. Se for maior que os protestos de março, político tem medo do povo. Com certeza na semana seguinte teremos novidade, ou o Cunha vai votar o impeachment ou a Dilma vai baixar a crista e renunciar”, defende Reis.

E o depois?

Apesar do objetivo comum de derrubar a presidente, as principais lideranças do movimento não têm consenso sobre qual o caminho a seguir depois disso.

Reis, do Revoltados Online, diz que, caso o vice-presidente, Michel Temer, assuma no lugar de Dilma Rousseff, o movimento também pedirá também seu impeachment.

“Acredito que Temer seja cúmplice de todos os roubos do PT. O PMDB não está livre da culpa, não. Caso venha uma estratégia de sair Dilma Rousseff e entrar Temer, nós também vamos pleitear a saída do Temer”, disse.

Já Ostermann, do MBL, e Chequer, do Vem Pra Rua, dizem que Temer seria a saída “constitucional”.

Eles não apostam no caminho de uma cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque o julgamento das contas da campanha eleitoral da chapa petista tende a ser um processo longo, dada a possibilidade de recursos que o direito à defesa garante.

Se a chapa fosse cassada com menos de dois anos de mandato, novas eleições seriam convocadas. Esse é o cenário preferido do senador tucano, Aécio Neves, que acredita que ganharia um novo pleito, após ter sido derrotado na eleição de 2014.

Foto: Arquivo pessoal
“Nós temos que ir para a solução constitucional. Não acho que é questão de apoiar o Temer ou não”, diz Chequer, do Vem Pra Rua

“Nós temos que ir para a solução constitucional. Não acho que é questão de apoiar o Temer ou não, é o que temos para hoje, por causa da Constituição. Nós vamos respeitá-la. O que o Temer vai fazer, eu não sei. A gente vai ver o que ele vai fazer”, disse Chequer.

“Você vai me perguntar: você gosta do Temer, apoia o Temer? Claro que não. Até porque quem elegeu o Temer vice foram as mesmas pessoas que elegeram a Dilma. Mas nós temos o procedimento constitucional que precisa ser respeitado”, afirma Ostermann, para quem Aécio está sendo “oportunista”.

Apesar de não declararem apoio à estratégia do presidente do PSDB, os líderes dos movimentos veem com bons olhos o apoio do partido às manifestações.

A legenda está usando as inserções a que tem direito na rede aberta de TV para convocar a população para o protesto do dia 16 – mas sem fazer referência aos pedidos de impeachment.

As lideranças tucanas estão divididas sobre a questão, e por isso o partido não se manifestou oficialmente a favor da medida. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin são contra.

Alckmin está mais interessado em disputar as eleições para presidente de 2018 contra o PT. Já Serra, embora não tenha se posicionado publicamente, estaria articulando assumir como ministro na Fazenda num eventual governo Temer.

As lideranças do PSDB na Câmara e no Senado, o deputado Carlos Sampaio e o senador Cássio Cunha Lima, têm se manifestado abertamente pela saída da presidente. Ambos são alinhados com Aécio.

“Amigos, dia 16 de agosto, vamos voltar às ruas de todo o país não mais para protestar e exigir mudanças. Agora vamos pedir o impeachment da Dilma (sic) responsável maior por um governo corrupto, mentiroso e incompetente!”, escreveu Sampaio no Facebook, dia 23 de julho.

Contra Dilma ou contra todos?

Protesto na Avenida Paulista em abril de 2015 | Foto: AFP
Apesar do objetivo comum de derrubar a presidente, as principais lideranças do movimento antigoverno não têm consenso sobre qual o caminho a seguir depois disso

Apesar do forte discurso anticorrupção, as manifestações tem apresentado um claro viés antigoverno e anti-PT desde as primeiras edições em março e abril, acredita Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP.

Ele vem acompanhando de perto os protestos realizados de São Paulo e conduziu uma pesquisa sobre os manifestantes que compareceram à Avenida Paulista em abril.

Os questionários revelaram um forte sentimento contra o sistema político em geral, mas que acaba sendo verbalizado com mais força contra o governo federal, por uma estratégia das lideranças dos movimentos.

Entre os entrevistados, 73% disseram não confiar em qualquer partido.

“Nossa pesquisa apontou para uma descrença muito generalizada no sistema político, mas tendo foco específico no governo federal como uma exemplificação máxima desse desgaste da representação política”, notou.

“Ao focar na Dilma e não no Cunha, os líderes do protesto fazem uma abordagem seletiva que submete a indignação generalizada contra todos os políticos dos manifestantes a uma estratégia política deles que é focada na Dilma, mesmo quando sobre ela recaem menos acusações que sobre o Cunha, acrescentou.

Para o cientista político da USP Álvaro Moisés, é natural que o governo federal e a presidente sejam os principais alvos dos protestos.

“Em qualquer situação política no Brasil, o foco principal é o governo. O Executivo é quem tem mais poder, tem uma máquina administrativa inteira a seu dispor. É claro que, quando você tem o crescimento de uma perspectiva antipolítica, o primeiro lugar que o protesto foca é o Executivo, é natural”, afirma.

“Não acho que seja uma escolha seletiva: vamos focar na presidente mas não vamos focar no presidente da Câmara. É evidente que quem está no governo central tem muito mais exposição do que quem está em cargos que, embora importantes, têm menos visibilidade”, acrescentou
Mariana Schreiber/BBC

Políticos e verborragia

Speech Maker --- Image by © Images.com/CorbisFruta que caiu! É uma praga – como dizia o Odorico Paraguaçu – a capacidade dos burocratas em exercer o “trololó enrolatício”.

Não importa a qual partido o elemento pertença. Ou que seja um burocrata oriundo do setor privado. Sentou na cadeira de “otoridade”, e a nova “ex-celência” solta logo a verborragia do cinismo sofismático.

Ontem o sinistro – é sinistro mesmo, e, não, erro de grafia – da economia convocou entrevista coletiva para comunicar medidas para desentortar a economia da Taba Tapuia.

Pronto. Foi logo lascando que faria um “ajuste econômico”.
Ajuste econômico é o cacete!!!
O néscio anunciou foi aumento de impostos. Cascalho!

A primeira medida que todo governante incompetente toma ao chegar ao poder é aumentar impostos.
“A demagogia é a capacidade de vestir as idéias menores com palavras maiores”. Abraham Lincoln


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Eleições 2014, bolsa família e o Padre Antonio Vieira

Espanto Blog do Mesquita 02Quando assisto o empenho dos que chafurdando na lama de lá querem contaminar a tudo e a todos, lembro de Seronato, um personagem do Padre Antonio Vieira sobre o qual comenta Sidônio Apolinar:

“Seronato está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos e em os fazer. Não era zelo de justiça senão inveja. Queria acabar com todos os ladrões do mundo para roubar ele só”.

Nada como um dia atrás do outro! E do outro também!
Ah!, o “pragmatismo” dos políticos brasileiros! Eis aí algo que impressiona, e torna os Tupiniquins mera massa de manobra para os mais rasteiros interesses eleitoreiros.

Esse tipo de embromação panfletária é prática de toda a corja. De todos, eu disse de todos, os partidos políticos.

Na tribuna, vestais, sempre apontado a falta dos outros. Nos bastidores Mefístoles cozinhando no mesmo caldeirão a receita do engôdo para manter o domínio dos currais eleitorais.

Olhem só que “pragmáticas” declarações tucanas que encontrei vasculhando uma hemeroteca:
“Vamos assumir o que fizemos e discutir o que queremos. Vamos desmistificar essa questão de que o partido é contra essas políticas”, disse, poucos dias antes de falecer o então presidente do PSDB,  deputado Sérgio Guerra (PE).

Os tucanos, no entanto, destacarão que Lula merece “aplauso” por manter e ampliar o Bolsa-Família.
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Dilma Rousseff: “vamos construir 270 aeroportos regionais”

Essa senhora como diz Zé Bedêu o derradeiro abestado crédulo ali na Praça do Ferreira – a angelical criatura acredita que o Paulo Coelho, apesar de mago e alquimista, não sabia que estava participando de uma treta na comi$$ão (CBF/FIFA) que foi fazer lobby pela Copa de 2014 – só pode “tá variando”.

Não deve fazer a menor idéia do que seja construir um aeroporto.

Nem que seja de “Play Mobil”.


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Eleições 2014: Eduardo Campos, Marina Silva, Ongs e ‘otras cositas mas’

Duas caras Blog do MesquitaTodos, eu disse todos, o farsantes que militam na política Tapuia necessitam de doses maciças de “memoriol”.

Li com atenção inclusive nas entrelinhas, o discurso do ex-aliado siamês até a semana passada do PT, Eduardo Campos, no lançamento da sopa de letrinhas, pegue na rede de arrastão, para a disputa da Presidência da República dessa infelicitada Taba.

Pois bem; está lá que “é preciso colocar em primeiro lugar os interesses estratégicos do país!” Lindo não?

Ex-celência para colocar em “primeiro lugar os interesses estratégicos do país” é preciso combinar com as ONGs internacionais das quais Dona Marina Silva é uma “rede”.

Assisti a formação da rede da campanha Campos Mariana.

Agora aguardarei assistir de braços dados no palanque o “Socialista” Eduardo Campos e a ex-integrante do Partido Revolucionário Comunista, Marina Silva de braços dados com figuras como os Bornhausen de Santa Catarina.

A política é dinâmica, mais aí já é o exagero da falta de caráter.


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Campanhas políticas e o cínico espanto com a corrupção generalizada e genérica.

Demagogia,Humor,Cartuns,Blog do Mesquita

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Camp

Eleições 2014,médicos cubanos e bolsa família

Demagogia Blog do MesquitaQuero ver, por coerência, qualquer candidato, qualquer um, de qualquer partido – principalmente aqueles cujos parlamentares esbravejam nas tribunas contra o programa – subir em palanque e dizer que vai acabar com o bolsa família, e despachar de volta aos países de origem os médicos estrangeiros.

Du-vi-dê-ó-dó.


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