Cachoeira diz que vai colocar a boca no trombone

Impressionante como tudo parece modismo na taba dos Tupiniquins.

Agora todo e qualquer malfeitor – Cachoeira, Marcos Valério… – têm algo a dizer sobre a sujeira sob os tapetes da política brasileira.

Mas nenhum fala nada dos corruptores. Parece até que todo esse ervanário caiu de paraquedas no bolso dos políticos.

Simultaneamente, como que por milagre, alguns nominhos fatos e versões quase não se houve o sussurro nas sarjetas – Perillo, Policarpo Jr, Azeredo, Arruda, a pasta rosa, a fita da Veja, o grampo Gilmar Mendes X Demóstenes Torres…

Apesar das denúncias do Senado Fernando Collor, não percebo nenhum movimento do neopaladino da moralidade brasileira para investigar as relações do procurador Roberto Gurgel com a revista Veja.

Se essa Cachoeira desaguar, o PSDB e demais partidos correm o risco de afogamento.
José Mesquita – Editor


Cachoeira ameaça: “Sou o Garganta Profunda do PT”

Enigmático, contraventor deixa prisão em Goiânia dizendo que revelará tudo que sabe “amanhã”, após conversar com seu advogado.

Ele também prometeu revelações sobre a Delta.

“Vou falar de alguns personagens que a Delta tem participado da vida deles (sic). Esses personagens estão na CPI”, disparou[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O contraventor Carlinhos Cachoeira adotou um tom enigmático e ameaçou fazer revelações bombásticas ainda esta semana ao deixar a prisão em Goiânia por volta das 18h50 desta terça-feira.

De dentro do carro, em rápido contato com os jornalistas, disse que é o “Garganta profunda do PT”.

Ele também afirmou que vai falar quem está envolvido em negócios da Delta. A informação é do jornal O Popular, de Goiânia.

Garganta profunda é como ficou conhecido um informante do jornal The Washington Post na década de 70 no escândalo de Watergate que acabou derrubando o presidente dos EUA Richard Nixon.

Posteriormente foi revelado que o tal “Garganta Profunda” era o então vice-presidente do FBI W. Mark Felt.

Cachoeira tinha um sorriso meio amarrado no rosto e disse que a justiça foi feita. Sua liberação foi concedida pelo desembargador federal Tourinho Neto.

“Justiça foi feita né… este processo vai ser trancado, pois as provas foram colhidas ilegalmente”, disse Cachoeira.
Brasil247

Tópicos do dia – 29/08/2012

08:29:23
Coligações partidárias. Esqueçam a pantomima do julgamento do mensalão e os novos heróis da moralidade.

Mas vamos lá. Como é o sistema político brasileiro?
1. Permite coligações de partidos os mais heterogêneos ? Sim.
2 O financiamento de campanha eleitoral é exclusivamente público? Não.
3. Os partidos são obrigados a passar o chapéu no empresariado, se quiserem concorrer com chances? Sim
4. Os pautados pela mídia acreditam que o mensalão é coisa de agora? Sim

08:55:02
Com os pés no chão, pois toga não levita!

A lei não prevê caixa 2, é claro, mas trata caixa 2 como infração menor. Essa excrescência permite que essa corrupção domine todas as eleições desde Deodoro.
Por conta disso é que o mensalão tucano teria passado despercebido e estaria funcionando até hoje, se a bandalheira do Lula e asseclas não tivesse vindo a lume.
Só quando descobriram a existência do cínico Delubio Soares e seu imoral “recursos não contabilizados” é que descobriram, por tabela, o mensalão tucano (e mesmo assim, com uma enorme má vontade em aprofundar as investigações, com medo de atingir Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin).
A lei é assim. É uma porcaria de lei, porque empreiteiras, bancos e até bicheiros (!) financiam campanhas, em geral buscando vantagens futuras nos governos.
O mais é por que a selecinha não ganhou a olimpíada, e descobriram que o Neymar só tem topete.

10:00:01
Serra não consegue mais dormir: Paulo Preto vai depor na CPI e ameaça contar tudo

Não tem Lexotan que dê jeito. José Serra não consegue se livrar da insônia desde que o ex-diretor da estatal paulista Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido entre os tucanos como Paulo Preto, convocado para depor esta quarta-feira na CPI do Cachoeira, avisou que dirá à comissão que os seus atos à frente da empresa eram de conhecimento do então governador Serra, que hoje é candidato à Prefeitura de São Paulo.

Paulo Preto foi convocado pela CPI para esclarecer suspeitas de superfaturamento na obra de ampliação da marginal Tietê, uma das principais vias da capital paulista, contratada na gestão de Serra (2006-2010).
A ampliação da marginal era responsabilidade de consórcio liderado pela construtora Delta – empresa da qual o empresário Carlinhos Cachoeira é sócio oculto, de acordo com a Polícia Federal.

Reportagem de Cátia Seabra e Breno Costa, na Folha, revela que Paulo Preto antecipou a interlocutores a disposição de afirmar que Serra era sua “bússola” na Dersa e que, para comprovar, dispõe de documentos assinados por ele. Ele estaria também disposto a admitir que se valeu do prestígio entre empresários para ajudar a arrecadar, de forma legal, recursos para a campanha de Serra à Presidência, em 2010.

Além de se defender das acusações de que é alvo, o engenheiro decidiu dividir a responsabilidade de suas ações com o tucano após o fracasso de uma articulação com o PT para impedir que sua convocação fosse engavetada.
Há dois meses, petistas propuseram acordo pelo qual votariam contra a convocação de Paulo Preto desde que a oposição desistisse de chamar Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), rechaçou a oferta, segundo tucanos, sob orientação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), desafeto de José Serra, segundo a Folha.
Informados da disposição do ex-homem-forte da Dersa, emissários tucanos tentaram reabrir as negociações com o PT. Mas já era tarde.

O depoimento de Paulo Preto ocorrerá um dia após o de Pagot, outra testemunha potencialmente explosiva. Ou seja, a fala de Pagot pode vir a pautar os questionamentos ao ex-diretor da Dersa.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

13:15:02
Mensalão e Ordenações Filipinas

Voltando ao tempo das Ordenações Filipinas que previa aplicação de pena cruel:
Caso condenado, cada mensaleiro deve ser condenado a ler as obras completas de José Sarney.

19:41:26
Mensalão: Thomaz Bastos muda o tom, mas diz que nenhum mensaleiro será preso antes de 2013

Como os primeiros resultados do julgamento do mensalão, o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos mudou o tom, já não fala em absolvição da maioria. Em entrevista ao repórter Fernando Rodrigues, da TV Folha-UOL, o ex-ministro previu que o julgamento do mensalão só será concluído em 2013. E garantiu que, antes disso, nenhum dos réus, mesmo se condenado agora, será preso.

Bastos calcula o tamanho das penas

Em entrevista ao programa “Poder e Política”, projeto da Folha e do portal UOL, Thomaz Bastos calculou que no ritmo atual o julgamento tomará o mês de setembro e “poderia até entrar em outubro”.

Depois, só em “alguns meses” será publicado o acórdão –a compilação de todos os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal e com as eventuais penas para quem for condenado.

Traduzindo tudo isso: a Justiça brasileira precisa mudar suas práticas. Afinal, condenar um réu à prisão e deixá-lo solto, preparado para fugir, até a publicação da sentença (no caso, do acórdão), é um procedimento de uma estupidez sesquipedal, como se dizia antigamente.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa


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Tópicos do dia – 21/08/2012

14:42:10
Eleições 2012: Erundina acusa PT de comprar apoio de Paulo Maluff.

Afirma a deputada Luiza Erundina do PSB de S. Paulo, que o partido dos trabalhadores fez a negociata para garantir maior tempo na propaganda eleitoral — que não é gratuita!Nós, os abestados é que pagamos. Em 8 anos, o horário eleitoral custou R$ 4 bilhões à União, e como a União vive de nossos impostos… —   TV. “Houve barganha: o Maluf exigiu a Secretaria de Habitação, que tem obras, no governo do Geraldo Alckmin em troca do apoio à candidatura do José Serra”, disse. “Como o Alckmin se negou a dar a secretaria, ele veio para o Haddad. A presidenta Dilma deu para o Maluf uma secretaria nacional com mais recursos orçamentários. Foi pago para que o Maluf se coligasse com o PT”, acusou.

16:33:26
PSDB terá voto em separado na CPI do Cachoeira.

Certos de que o relator da CPI mista do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), deverá pedir o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), os tucanos já estão preparando voto em separado, com acusações contra os contratos firmados entre o governo federal e a Delta Construções, ligada ao bicheiro. A ordem do partido aos membros da CPI é centrar fogo na Delta a partir desta semana.

CPI da Delta
O PSDB também concentra esforços no cruzamento de dados a fim de tentar descobrir vínculos da Delta com o governo federal.

Pior que está, fica
O PSDB pediu a convocação de Íris Rezende, mas nem toca em Sérgio Cabral. Sem força na CPI, não quer comprar briga com o PMDB.

Acordão
Em reação, o PMDB ameaça convocar governador Simão Jatene (PA), do PSDB, mas quer mesmo é colocar panos quentes na discussão.
coluna Claudio Humberto

16:56:20
Duas questões aguardam votação no Supremo Tribunal Federal (STF): o direito de greve dos policiais civis e o direito do governo de descontar dias parados do salário dos grevistas, ainda sem data marcada.

O primeiro passo para que os assuntos sejam colocados em votação já foi dado, a chamada repercussão geral.
No procedimento, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, manifesta que reconhece a importância do assunto e o coloca na espera para ser julgado.  No caso do direito de greve dos policiais civis, Lewandowski, lembrou que não há regras para a interrupção dos trabalhos da categoria, por isso, a Justiça deve se posicionar sobre o assunto.

“Diante da ausência de norma regulamentadora da matéria, fica demonstrada a relevância política e jurídica do tema”, disse o magistrado, ao decidir colocar o caso em julgamento.
coluna Claudio Humberto

17:50:32
Tasso e Luizianne almoçam juntos no Paço

A prefeita Luizianne Lins almoça nesse momento no Paço Municipal com o ex-senador Tasso Jereissati. A reunião foi acertada quando os dois conversaram ao participar do casamento do filho do dono da Marquise, José Carlos Ponte, em Guaramiranga, dois sábados atrás. Oficialmente, o pretexto é a apresentação, por Tasso, do projeto de expansão do Iguatemi.

O clima entre os dois, que no passado foi de muita turbulência, troca de críticas e confrontos políticos, há algum tempo que parece viver um novo momento. Mais tranquilo. Na segunda quinzena de abril, por exemplo, Tasso e Luizianne sentaram-se lado a lado no Teatro José de Alencar quando do evento organizado pela TV Jangadeiro para marcar sua volta à Rede Bandeirantes de Televisão. Em clima de bons amigos, conversando animadamente.

O almoço de hoje poderia ter acontecido sexta-feira passada, mas terminou adiado por incompatibilidade de agendas. Apesar do esforço, de parte a parte, de dar ao encontro caráter puramente empresarial ou meramente administrativo, é muito difícil que a petista e o tucano não dediquem uma parte do tempo de conversa para o cenário político.

O encontro, impensável quando se projetava a campanha eleitoral de Fortaleza no seu início, já consta entre os fatos mais surpreendentes da política de 2012. Fica a dúvida, que apenas o tempo permitirá uma resposta: será um evento isolado ou haverá desdobramentos?

Vale destacar que desde quando Ciro Gomes deixou o Paço Municipal para assumir o governo do Estado, muito tempo atrás, que Tasso Jereissati lá não pisava. E a responsável pela proeza de levá-lo de volta ao histórico local viria a ser, exatamente, uma das suas adversárias mais implacáveis. Coisas da política.
Guálter George/blog segunda leitura


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PSDB reúne membros da CPI do Cachoeira para tentar tirar Perillo do foco

E a população que acreditava que corrupto era somente o PT. Caem as vestais do DEM, Arruda e Demóstenes, e as imaculadas do PSDB, Eduardo Azeredo, indiciado pelos mesmos ilícitos dos mensaleiros no STF, e agora o mais furibundo dedo acusador anti-petista, Marconi Perillo.
Estão todos chafurdando na mesma sarjeta. O próximo será o governador do Rio Serginho Cabralsinho do PMDB. Aguardem.
José Mesquita – Editor


Mesmo posando com o discurso de união em torno de Perillo, caciques da legenda admitem desconforto

Na fotografia, um PSDB unido e sorridente em torno da defesa intransigente do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

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Nos bastidores, alguns parlamentares da sigla continuam defendendo que Perillo deve se licenciar do partido para não atrapalhar o desempenho tucano nas eleições municipais.

Ontem à tarde, durante coletiva, o presidente do partido, deputado Sérgio Guerra (PSDB-PE), fez um esforço grande para atestar que não há divergências internas em relação à situação do governador de Goiás.

“Confiamos no Perillo”, repetiu mais de uma vez.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Após afirmar que os petistas transformaram a CPI do Cachoeira num tribunal de exceção, declarou que a Polícia Federal está sendo instrumentalizada politicamente.

Um dia antes, caciques do PSDB afirmaram que, com a divulgação recente de novo relatório da PF, Perillo deveria se explicar novamente porque a situação, que já era considerada grave, havia chegado ao limite.

Saiba mais…
PSDB classifica de fraudulentas acusações contra Marconi Perillo
Suplente de Demóstenes é homem de confiança de Marconi Perillo
Perillo questiona relator da CPMI do Cachoeira e pede mais isenção
Prefeito de Palmas não convence colegas de partido em CPMI do Cachoeira
Demóstenes será substituído por ex-marido de mulher de Cachoeira

Denúncias da revista Época apontaram que a construtora Delta teria pagado R$ 500 mil de propina ao governador para que ele liberasse R$ 9 milhões referentes a dívidas do governo de Goiás com a empreiteira.

A transação teria sido realizada por meio da venda da casa de Perillo.

O imóvel foi comprado por Cachoeira com recursos de empresas fantasmas abastecidas pela Delta.

Sérgio Guerra utilizou grande parte do tempo para atacar o PT.

Minimizou a investigação da PF e fez uma defesa genérica do governador.

Para ele, a estratégia é requentar denúncias contra Perillo com o objetivo de desviar o foco do chamado mensalão, que será julgado em agosto.
Correio Braziliense 

CPMI Cachoeira ou como se desmoraliza o Congresso Nacional

A fartura com que o STF supre os convocados para depor nas CPIs com habeas corpus, desde sempre, provavelmente será instrumento para o silêncio tumular que Fernando Cavendish, “boss” da Delta Construções irá portar para nada dizer na CPMI do Cachoeira.

Por outro lado, por reiteradas manifestações de que deseja “colocar a boca no trombone”, o ex todo poderoso homem do DNIT, Luiz Pagot, poderá fazer revelações que justificarão a instalação da então confraria de “pizzaiolos”, formada por elementos de todos os partidos que infelicitam essa pobre e depauperada nação Tupiniquim.

Ps. Certamente o enigmático Paulo Preto, também convocado, aparecerá em plenário com a boca devidamente selada com a cola da conivência.
José Mesquita – Editor


CPI do Cachoeira: Desmoralização institucional do Congresso.

Não há desserviço pior para a democracia que a desmoralização de suas instituições. A CPI, que, no passado recente, serviu de instrumento para o impeachment de um presidente da República e para a cassação de parlamentares corruptos, é hoje palco de espetáculos políticos.

A política do espetáculo não passa disto: um jogo de cena, em que nada é para valer, mas que transmite ao espectador desinformado – a maioria – a ideia de que algo de importante está em jogo, sobretudo quando não está.

Esta semana, a CPI do Cachoeira, depois de resistir durante seguidas sessões em convocar o presidente da Delta, Fernando Cavendish, detentor da maioria das obras do PAC e suspeito (vá lá) de estar atrelado ao esquema do contraventor, decidiu intimá-lo. Aparentemente, um gesto de rigor e isenção.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No duro, porém, um engodo. Outro. No mesmo dia em que a CPI aprovou a convocação de Cavendish, adotou, paralelamente, uma regrinha que autoriza o depoente que não quiser falar – e dispuser para tanto do aval do Supremo Tribunal Federal – a se retirar do recinto sem ser incomodado por ninguém.

Ou seja, Cavendish, que apelará à mesma regra que permitiu que Cachoeira zombasse em silêncio da CPI, será poupado de ouvir impropérios e perguntas incômodas.

Apenas comunicará, por meio de seu advogado, que está sob a proteção da Constituição, que lhe garante o direito de não produzir provas contra si mesmo. Feito isso, agradecerá o convite – que, na verdade, é uma intimação – e se retirará. Em silêncio.

Nesses termos, para quê CPI, se ao intimado nem mesmo é imposto o desconforto de ter de dizer que permanecerá em silêncio, de ouvir perguntas que lhe mostram em que grau de suspeitas está envolvido? O mais grave, porém, é o ilusionismo.

O eleitor, que não articula as duas informações, pois só teve conhecimento de uma – a da convocação -, supõe que a maioria, enfim, admitiu, pondo de lado seus interesses partidários, a importância do depoimento daquele personagem para as investigações. Honesta maioria, imaginará.

Passará, então, a respeitá-la, sem perceber a trapaça de que é vítima. Ao se dar conta, em algum momento, agravará sua frustração – com as CPIs, com o Congresso, com a democracia.

A partir daí, passará a ser menos inflexível – ou mesmo simpático – ao discurso autoritário, concluindo que a ditadura, apesar de todos os pesares, é menos permeável à corrupção (o que, sabemos, não é verdade) – e mais funcional.

Nenhum governo desmoralizou mais as instituições que os do PT. Nenhum dos três Poderes foi poupado. O Mensalão tingiu de lama Executivo e Legislativo, numa manobra sem precedentes na já de si tão depreciada história da República brasileira.

Tão grave – ou mais ainda – que o Mensalão é a tentativa de negá-lo, como lembrou recentemente o ex-procurador Geral da República, Antonio Fernando de Souza, que encaminhou a denúncia ao STF, classificando seus mentores de “organização criminosa”.

Pois nessa tentativa estão envolvidos o ex-presidente Lula, o ex-deputado e ex-ministro José Dirceu e diversos outros próceres da República. Nem percebem – ou fingem não perceber – que, ao fazê-lo, estão incriminando as instituições responsáveis pela condução do processo: o Ministério Público, que encaminhou a denúncia, e o STF, que a aceitou.

Lula, não satisfeito em negar o Mensalão, sustentando o disparate de que não passou de uma tentativa de golpe de Estado – não obstante ter pedido desculpas por ele -, ainda se deu o direito de pressionar juízes do STF para tentar adiar o julgamento.

Nem mesmo o Itamaraty, instituição de Estado que nem mesmo o regime militar profanou, foi poupado. Tornou-se um instrumento a serviço do PT e do Foro de São Paulo, intervindo em questões internas de países vizinhos não alinhados ideologicamente com o governo, como ocorreu antes em Honduras e agora no Paraguai.

Em meio a tal reboliço, a imprensa, claro, não poderia escapar. É, ao contrário, alvo predileto dessa ação predadora, desde o início. Uma vez amordaçada, como pretende o plano de comunicação do PT, nada mais obstará a política de terra arrasada em curso.
Ruy Fabiano/blog do Noblat

Pedro Simon cobra Pagot na CPI do Cachoeira

Falando na tribuna do senado, O Senador Pedro Simon cobrou o que o Brasil, exceto os partidos políticos, quer: depoimento de Luiz Pagot, ex-chefão do DNIT na CPI que investiga as maracutaias da quadrilha do Cachoeira.

Aliás, saliente-se que desde o começo das denúncias , Pagot se ofereceu para ir depor.

Mas os parlamentares de todos o todos os partidos fogem de Pagot como o diabo da cruz.
José Mesquita – Editor


Pedro Simon cobra convocação de Pagot e Cavendish pela CPI
Senador mencionou notícias de que teria havido um acordo com vários partidos pra evitar a convocação do ex-diretor do Dnit e do dono da Delta…

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (4), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu a convocação imediata de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e de Fernando Cavendish, dono da empresa Delta Construções, para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as conexões políticas e empresariais de Carlinhos Cachoeira.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Pagot se colocou à disposição para ir à CPI para revelar detalhes sobre pressões da Delta para obter contratos do Dnit. A Delta – empreiteira de Cavendish, além de uma das maiores participantes de contratos do PAC – foi apontada pela Polícia Federal como envolvida com o esquema de Carlinhos Cachoeira, para o qual transfereria recursos por meio de empresas fantasmas.

Pedro Simon mencionou notícias que teria havido um acordo com vários partidos pra evitar a convocação de Pagot e Cavendish e, assim, encerrar os trabalhos da CPI.

O senador pediu ao presidente, ao relator e aos membros da CPI que não façam esse suposto acordo, pois isso seria uma humilhação para o Congresso Nacional.

– Uma decisão como essa é algo que eu não posso acreditar – lamentou Simon.

O senador disse que, com a repercussão das notícias sobre o acordo, talvez a CPI não reúna quórum para a sessão prevista para esta quinta-feira (5).

Ele chegou a dizer que pode pedir o fim da CPI e a fiscalização sobre sua atuação, se o acordo se confirmar. Simon lembrou que a CPI não foi pedida pela oposição, mas foi ideia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agência Senado

Tópicos do dia – 24/06/2012

13:42:37
Egito: eleições apontam para mais um Estado teocrático?

Islamita ganha eleição no Egito, e os palestinos comemoram
A Junta Militar respeitou as pesquisas. Seu chefe, marechal Hussein Tantawi, anunciou neste domingo a vitória do candidato da Irmandade Muçulmana Mohammed Mursi nas eleições presidenciais.

“O marechal Hussein Tantawi parabeniza o doutor Mohammed Mursi por conquistar a presidência da república”, afirmou a rede de televisão estatal, fazendo com que milhares de egípcios lotassem a famosa praça Tahrir, no centro do Cairo, onde se concentraram as manifestações da chamada Primavera Árabe.

Militantes comemoraram a vitória de Mursi, agitando bandeiras e cartazes do líder islâmico. Segundo as agências de notícias France Press e Associated Press, “Deus é o maior” e “abaixo o regime militar” eram alguns dos slogans entoados pelos manifestantes, enquanto fogos de artifício eram lançados, depois que a comissão eleitoral declarou formalmente o candidato da Irmandade Muçulmana como vencedor.

A vitória de Mursi também foi comemorada pelos palestinos em Gaza, e o movimento islamita Hamas afirmou que era um “momento histórico”, porque o ex-ditador egípcio Hosni Mubarak colaborava com Israel no bloqueio de Gaza.

Agora, os palestinos estão otimistas de que o novo líder egípcio vai melhorar as relações com o empobrecido território de.Gaza, que tem uma faixa de 15 km de fronteira com o Egito no deserto do Sinai.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

13:51:31
Julgamento do mensalão só depende de Lewandowski, o ministro do Supremo que é amigo pessoal de Lula

Segundo o repórter Tiago Rogero, da Agência Estado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou  que acredita na conclusão do julgamento do processo do mensalão ainda no mês de agosto. O cronograma prevê o início do julgamento no primeiro dia do mês, desde que o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, libere a tempo os documentos para votação. Ayres Britto disse não teme nenhum tipo de atraso.
“É possível que o julgamento termine no próprio mês de agosto, se tudo correr normalmente e dentro do cronograma que estabelecemos. Aquele calendário estabelecido já levou em consideração a complexidade do caso”, disse o ministro.

A prorrogação do STF prevê sessões diárias da Côrte, de cinco horas, entre 1 e 14 de agosto, para ouvir a acusação do Ministério Público Federal e as defesas dos 38 acusados de envolvimento no principal escândalo de corrupção do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir do dia 15 começarão a ser revelados os votos dos ministros.

Ayres Britto tem motivos para estar animado, porque  o ministro-revisor Ricardo Lewandowski, que é amigo íntimo de Lula,  reafirmou que concluirá seu voto até o final deste mês, pois em julho o Supremo entra em recesso e os ministros não têm a dignidade cívica de fazer uma exceção e trabalhar extraordinariamente nesse período.
Se Lewandowski não concluir o voto em junho, só o fará em agosto, o que atrasará a votação. Mas espera-se que ele conclua. E  lembremos que no final de agosto Cezar Peluso deixa o Supremo, por completar 70 anos. Ou seja, o prazo fatal para julgar o mensalão é 30 de agosto. E depois, em outubro, quem sai é o próprio Ayres Britto, ficando o STF com apenas 9 ministros, se até lá não for nomeado o substituto de Peluso.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

14:52:49
Cavendish: pau que nasce torto…

O empresário Fernando Cavendish será julgado amanhã na CVM, num caso antigo.
O inquérito CVM 13/2005 investiga operações de “dólar futuro” do dono da Delta em sete pregões da BM&F, em 2003.

14:56:50
Ex-funcionária processa o FBI por ter sido perseguida por ser ‘sexy’.

Ex-funcionária do FBI (polícia federal americana) no estado do Novo México e cantora profissional, Erika Bonilla entrou com um processo contra o órgão, alegando que sofreu assédio e discriminação, porque vários de seus ex-colegas tinham inveja de sua aparência sexy e de sua carreira como cantora latina, segundo a emissora de TV “ABC News”.
G1

15:01:55
Ministério da Fazenda multa Banco Rural que financiou o mensalão.

O Ministério da Fazenda manteve uma multa de R$ 1,6 milhão aplicada ao Banco Rural por ocultar as evidências de lavagem de dinheiro nas transações do mensalão. A condenação administrativa, imposta em primeira instância pelo Banco Central, atingiu ainda dois ex-diretores do banco que são réus no processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal). Os ex-dirigentes José Roberto Salgado e Ayanna Tenório Tôrres de Jesus foram multados e proibidos de ocupar cargos de direção em instituições financeiras.
Folha.com


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