Para presidente da Dell Brasil, momento econômico não assusta e demanda mais investimentos

Para presidente da Dell Brasil, momento econômico não assusta e demanda mais investimentosLuis Gonçalves aponta que fabricante aproveita tempos de incerteza para se fortalecer e se preparar para retomada

A carreira de Luis Gonçalves na Dell começou há 16 anos, quando o executivo assumiu a função de gerente de contas.

De lá para cá, ele conquistou diversas posições de prestígio na empresa, até chegar no ano passado à presidência da fabricante no Brasil. Sua trajetória até ocupar a cadeira máxima da companhia foi resultado de uma transição muito bem planejada, de acordo com ele, e que busca acelerar as estratégias que já estavam em andamento.

“Meu direcionamento é fortalecer o portfólio de soluções, expandir o mercado por meio do crescimento de canais, alcançar o primeiro lugar em linhas importantes e ampliar algumas linhas que definem esse portfólio, como software e serviços”, afirma Gonçalves.
 
Na entrevista que segue, o executivo fala sobre seu desafio à frente da operação nacional e relata que o cenário econômico atual não o assusta. Ao contrário, o encoraja a buscar novas formas de crescer. “Nos momentos de dificuldade as grandes empresas, as que estão mais preparadas, que têm mais vigor, entendem que existem oportunidades de se fortalecer ou se preparar para o momento da retomada”, conta. Confira abaixo a entrevista na íntegra.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]
 
IT Forum 365 – Depois de pouco mais de um ano no cargo, quais mudanças e resultados destaca de sua gestão?
Luis Gonçalves – Tive a feliz oportunidade de estar onde estou. Na realidade, foi a execução de uma estratégia que já estava estabelecida e no ano passado conseguimos acelerar. Minha chegada não causou interrupção nessa trajetória. Foi uma transição muito bem planejada pela companhia. Estou há 16 anos na Dell e o Raymundo Peixoto [ex-presidente da Dell Brasil que deixou o cargo para assumir a vice-presidência de soluções Enterprise para a América Latina] já vinha fazendo um trabalho nesse sentido. A grande virtude da Dell foi fazer uma transição de presidentes sem realizar uma ruptura na trajetória de crescimento. Foi uma transição tranquila, muito bem realizada, com gente que estava alinhada com essa estratégia e demos continuidade. 
 
Desde então, meu direcionamento é fortalecer o portfólio de soluções, expandir o mercado por meio do crescimento de canais, alcançar o primeiro lugar em linhas importantes e expandir algumas linhas que definem esse portfólio, como software e serviços. Em software, por exemplo, no ano passado, crescemos mais de dois dígitos. Foi um salto expressivo em um mercado que está em atenção, mas a Dell conseguiu mostrar vigor. Foi um êxito de todas as áreas e da liderança que soube manter esse ritmo.
 
IT Forum 365 – Qual seu desafio atual na condução da Dell Brasil?
Gonçalves – Conseguir lidar com a situação econômica e passar por esse momento sem comprometer a execução da estratégia. O País tem muitas oportunidades. Queremos crescer e continuar investindo. Queremos que as condições econômicas se mantenham em ritmo de melhora para converter isso em resultados para a empresa. Os desafios, hoje, estão mais no âmbito externo do que interno, ou mesmo de necessidade do cliente. Os clientes têm demandas de toda a ordem, seja por que estão em jornada para a nuvem ou porque precisam fortalecer a segurança, por exemplo. As necessidades não cessaram, mas como as organizações estão com questões orçamentárias mais delicadas, estamos mais próximos, ajudando-as a passarem por esse momento, levando soluções que inovadoras, mas que, ao mesmo tempo, caibam no orçamento. 
 
IT Forum 365 – Qual o desafio de PCs no Brasil, que ainda é um mercado importante por aqui?
Gonçalves – Temos uma marca muito forte e nossa reputação é excelente. Agora, o mercado está com restrições e os clientes mais rigorosos em suas escolhas, porque cada real investido deve trazer um retorno maior, portanto, o processo é mais seletivo. Por esse motivo, as marcas de maior reputação, e que possibilitam uma rica experiência, se tornam a opção deles. Para nós, é um momento positivo. Agora, o CIO precisa pensar mais no longo prazo e quer uma máquina que tenha reputação, boa assistência e valor agregado. Outro item importante é que sempre agregamos soluções aos produtos para atender necessidades, como uma suíte de proteção que temos que já vem embarcada e que é uma plataforma aberta. Nossa filosofia é levar soluções abertas e modulares. 
 
IT Forum 365 – Como observam o mercado de flash e qual o posicionamento da Dell nesse setor?
Gonçalves – Já incorporamos flash em diversas soluções, mas não acreditamos que seja ‘bala de prata’. Há clientes que já estão preparados para adotar essa tecnologia e outros em fase de entender como usar. Queremos ajudá-los nessa jornada. Nossas matrizes de armazenamento já contam com soluções 100% flash e outras híbridas. Assim, o cliente decide qual dado levar para o flash, até porque os perfis de empresas são diferentes e as necessidades distintas. Flash é uma tendência e deve ser o padrão em um futuro próximo, mas estamos vivendo a curva de adoção. 
 
IT Forum 365 – Qual a sua perspectiva para 2015? Você vê oportunidades ou cenário mais estável?
Gonçalves – Nos momentos de dificuldade as grandes empresas, as que estão mais preparadas, que têm mais vigor, entendem que existem oportunidades de se fortalecer ou se preparar para o momento da retomada. O Brasil já viu essa crise acontecer diversas vezes, não é a primeira, nem a última, e entendemos que na hora da retomada, precisamos estar preparados. 
 
Por isso, continuamos o investimento no Brasil, com a parceria com a Ingram Micro, a nacionalização de linhas de produtos e a ampliação da capacidade fabril. Tudo isso para crescer porque o Brasil ainda é o sétimo maior mercado de TI no mundo e tem possibilidade de ser o quinto ou o quarto. Quando se pensa em longo prazo, é só um momento e precisa ser gerenciado. Essa é a minha função. Não nos assusta e pode-se criar oportunidades, já que nossos concorrentes podem não ter o mesmo vigor. É hora de investir.
Por: Débora Oliveira/IT Forum 365

Tablet que vira netbook chega ao Brasil no início do ano, diz Dell

Tela reversível de 10 polegadas do 'Inspiron Duo' possibilita usá-lo como tablet e netbook.

Produto será lançado nos EUA nas ‘próximas semanas’.
Tablet e smartphone ainda não têm data de lançamento no Brasil.
Tela reversível de 10 polegadas do ‘Inspiron Duo’ possibilita usá-lo como tablet e netbook.

A Dell anunciou nesta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa em São Paulo, que o Inspiron Duo, tablet que se transforma em netbook, chegará ao mercado brasileiro no início de 2011, mas ainda não tem data definida.

Segundo Carlos Augusto Almeida, gerente de produtos da companhia, o produto será lançado nos Estados Unidos “nas próximas semanas”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Durante o evento, a Dell também apresentou o tablet Streak, de 5 polegadas, e o smartphone Venue Pro, que foi lançado oficialmente nos EUA nesta semana.

O Brasil foi o primeiro país fora dos EUA em que o smartphone da companhia foi mostrado. Os dois produtos ainda não têm data de lançamento no Brasil.

Segundo Steve Felice, presidente mundial para consumidor final e pequenas e médias empresas, a Dell irá lançar o tablet Streak de 7 polegadas no ano que vem.

A versão de 10 polegadas também está sendo produzida, mas ainda não há previsão de lançamento.

O tablet roda o último sistema operacional do Google, Android 2.2, e funciona também como celular.

Felice ainda disse que, segundo as últimas projeções, o Brasil está caminhando para se tornar um dos cinco países que mais vende computador no mundo.

Por isso, a empresa tem muitos planos para o país. “O Brasil tem o maior nível de satisfação em relação aos produtos da Dell, conforme pesquisas aplicadas mundialmente”, disse Felice.

A Dell lançou nesta terça-feira (9) no Brasil o notebook “XPS14” que, segundo Felice, possui o melhor recurso de áudio disponível no mercado.

O produto é, também, o primeiro laptop no país que permite realizar streaming de vídeo em HD no programa Skype.

O aparelho já chegou às lojas brasileiras por R$ 2,6 mil.

Tablet Streak, de 5 polegadas, já está disponível em lojas dos Estados Unidos

Laura Brentano/Do G1

Windows Phone 7 chega no final do mês


Aparelho da HTC com Windows Phone 7. (Foto: Divulgação)

Nove aparelhos com Windows Phone 7 chegam no final do mês

Celulares serão vendidos em alguns países da Europa, Ásia e nos EUA.

Ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

A Microsoft apresentou nesta segunda-feira (11) nove aparelhos com o novo sistema operacional Windows Phone 7 que chegarão às lojas da Europa, Ásia e dos Estados Unidos para as vendas de Natal.

Segundo a assessoria de imprensa da companhia, ainda não há previsão de lançamento de celulares com o novo sistema no Brasil.

A partir de 21 de outubro, alguns países da Europa e da Ásia já começarão a vender os novos smartphones, e no início de novembro, os aparelhos com o sistema da Microsoft chegarão aos Estados Unidos.

Os celulares com o Windows Phone 7 foram apresentados por Steve Ballmer, presidente-executivo da Microsoft, em uma coletiva de imprensa em Nova York.

“A Microsoft e os seus parceiros estão apresentando uma experiência diferente de celulares”, disse Ballmer.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Entre os parceiros que irão fabricar aparelhos com o sistema estão Dell, HTC, LG e Samsung.

Os novos celulares são integrados com programas da Microsoft, como Xbox LIVE, Microsoft Office Mobile, Zune, Windows Live e Bing.

“Hubs” e botões fixos

O Windows Phone 7 tenta repetir a experiência bem sucedida da Apple.

Os botões físicos dos aparelhos são padronizados: os fabricantes terão de disponibilizar a tecla “Windows”, que volta para a tela inicial, a tecla “voltar”, para retroceder uma tela na navegação, e o botão de busca, com ícone em formato de lupa.

O usuário que comprar o aparelho com o sistema só poderá baixar softwares aprovados pela Microsoft, disponibilizados no Windows Phone Market Place.

Steve Ballmer apresenta os nove aparelhos com Windows Phone 7. (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

Os ícones na tela –separados entre “trabalho” e “vida pessoal” – não abrem programas específicos, mas sim conteúdo organizado em “hubs”, ou portos centrais temáticos.

Desta forma, o ícone de fotos serve para entrar nas imagens tiradas pela câmera do celular, mas também nas disponibilizadas por seus contatos em redes sociais como o Facebook.

Alguns dos aparelhos lançados nesta segunda-feira. (Foto: Emmanuel Dunand/AFP)

É possível também criar “hubs” para acompanhar todo o conteúdo on-line de um contato específico.

Você pode, por exemplo, adicionar um ícone – que muda de acordo com cada atualização de conteúdo – para seguir tudo o que sua namorada te enviar por e-mail, torpedo ou mesmo publicar no Twitter, Facebook, Orkut, LinkedIn. Não importa a rede, mas sim a pessoa.

Uma vantagem em relação ao iPhone é a facilidade em criar atalhos para seleções específicas de música.

Na demonstração ao G1, Valdez criou, com poucos cliques, um “hub” para acessar toda sua coleção de discos do U2.

Depois, adicionou outro, para o disco “Death Magnetic”, do Metallica. O telefone transformou fotos da banda e a capa do disco em um ícone.

Do G1, em São Paulo

Notebook Toshiba com duas telas

Toshiba lança portátil com duas telas para brigar com iPad e Kindle

Libretto, portátil da Toshiba com duas telas, chega ao mercado japonês em agosto. Portátil pode ser usado como livro eletrônico.

Uma das telas pode funcionar como teclado virtual.

Aparelho custará quase três vezes mais do que concorrentes.

A Toshiba lançou nesta segunda-feira (21) um computador portátil de pequeno porte equipado com duas telas que pode ser usado como leitor eletrônico. O aparelho, chamado Libretto, coloca a empresa em competição com o iPad, da Apple, e o Kindle, da Amazon.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O produto pode ser usado tanto como um notebook convencional com uma das telas servindo como teclado virtual, quanto como leitor eletrônico.

Ele estará disponível para comercialização no Japão no final de agosto e, posteriormente, na Europa, Estados Unidos e outros mercados.

A Toshiba lançou o W100 Libretto em um evento em Tóquio, que marcou os 25 anos de lançamento pela empresa do primeiro laptop do mundo, em 1985.

A companhia espera que a unidade de PCs, que teve um prejuízo de 8,8 bilhões de ienes (US$ 97 milhões) no ano encerrado em março, atinja o equilíbrio no ano fiscal que terminará em março de 2011.

O Libretto lançado nesta segunda-feira, que também enfrenta forte concorrência da Sony, não deve abalar o mercado de leitores eletrônicos no curto prazo, considerando que a Toshiba ainda precisará firmar acordos com provedores de conteúdo.

Libretto, portátil da Toshiba com duas telas, chega ao mercado japonês em agosto.

Libretto chega ao mercado japonês em agosto.

Mais do que experiência de “consumo” passiva

Entretanto, os executivos da empresa ressaltaram que o aparelho, que segundo eles deve ser vendido a 120 mil ienes (US$ 1.320) no Japão – ante US$ 489 do Kindle e US$ 499 do iPad mais barato – oferece mais do que uma experiência de “consumo” passiva.

“O iPad da Apple provavelmente está criando um novo mercado em termos de consumo de informação, navegação e leitura de livros”, afirmou o presidente-executivo da unidade de produtos digitais da Toshiba, Masahiko Fukakushi.

“Mas quando se trata de criação ou de produção… o que estamos fazendo ainda tem muito valor. Queremos continuar fazendo as duas coisas.”

A Toshiba é a quarta maior fabricante de notebooks no mundo depois de HP, Acer e Dell.

Reuters

Patrões esquisitos

Numa escala de 1 a 10, qual seu grau de esquisitice? Se você acha que não passa de um, então não procure emprego na Zappos. Se for 10 talvez seja esquisito demais, mas suas chances de conseguir emprego são melhores.

Antes de maiores explicações, vamos dar dois cenários de empresas diferentes com conexões taiwanesas. A Foxconn, com sede em Taiwan, tem 700 mil empregados, 400 mil deles em Shenzen, no sul da China, onde fabricam componentes eletrônicos para Apple, Dell, Hewlet-Packard. Peças do iPhone e do iPad saem de lá.

Os empregados da Foxconn trabalham onze horas por dia, às vezes 13 dias seguidos sem folga. Dormem nove em cada dormitório, mal sabem os nomes dos companheiros de quarto, só comem no bandejão da empresa. Qualquer tipo de lanche fora das horas de refeição é proibido. O limite de hora extras na China é de 36 horas por mês, mas na Foxconn muitos empregados fazem 112 horas.

No fim das contas ganham US$ 1 por hora. Os banhos são frios. Estas condições do capitalismo chinês parecem piores do que os das empresas inglesas descritas por Marx e Engels, aqueles dois críticos do capitalismo selvagem inglês do século 19.

Só este ano, houve 13 suicídios ou tentativas de suicídio na Foxconn, entre eles o de Ma Chiangquian, que discutiu com o chefe e, como castigo, foi limpar privadas. Em depressão e absolutamente infeliz, saiu da fábrica pela janela do nono andar. O suicídio de Ma já aumentou os salários na fábrica e os patrões anunciaram mudanças de atitude. Nós, consumidores dos produtos chineses, vamos pagar a conta e as consequências da inflação que vem por aí.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na Zappos, com sede em Las Vegas e presidida pelo taiwanês Tony Hsieh, os empregados ditam os “valores essenciais” – “hardcore values” -, uma espécie de código de valores e comportamento da empresa.

Os pais de Tony Hsieh vieram de Taiwan como imigrantes, e os três filhos cresceram em cima dos livros e instrumentos musicais. Esperavam que eles acrescentassem MDs, PhDs e outras abreviações preciosas aos sobrenomes. Tony estudou em Harvard, não acrescentou nada ao nome, mas junto com outro colega criou a LinkExchange que foi comprada pela Microsoft por US$ 265 milhões. Ele tinha 24 anos.

No livro que lançou esta semana, aos 37 anos, ele conta que vendeu a empresa porque tomou pavor dela depois que cresceu de 10 para 100 empregados. Ele e o sócio não conseguiam sair da cama para ir trabalhar.

Com o dinheiro, Tony Hsieh comprou parte da Zappos, uma empresa que vende sapatos pela internet. Na época, faturava US$ 1,6 milhão por ano. O problema dele de dinheiro já tinha sido resolvido (como presidente da Zappos, ganha R$ 5 mil por mês) com a venda da LinkExchange.

O que ele queria era criar um lugar que desse prazer de trabalhar, revolucionar o capitalismo, como sugere o título do livro, Delivering Happiness: A Path to Profits, Passion and Purpose. (em tradução livre, Entregando Felicidade: Um caminho para Lucros, Paixão e Proposito).

Uma das primeiras decisões dele quando assumiu a Zappos foi pedir a todos uma lista de sugestões do que deveriam ser os 10 valores essenciais (“hardcore values”) da empresa. Chegaram a 37 propostas que foram reduzidas para 10, entre elas, “crie diversão e um pouco de esquisitice no trabalho”. Vem daí a pergunta sobre quão esquisito é o candidato que pede emprego na Zappos.

Este patrão escreve que se interessa tanto pelo conteúdo das respostas como pelas reações à pergunta: “A Zappos prefere as pessoas que sejam diferentes, todos nos somos meio esquisitos”, diz Hsieh.

Será preciso ser meio esquisito para vender sapatos? Talvez, mas este não é o ponto. A Zappos quer produzir o empregado feliz que dá lucro para a empresa. Não importa o produto. Um dia por ano – Bald and Blue Hair Day – , Hsieh raspa a cabeça de vários empregados, que escrevem a letra Z nas carecas, nas bochechas ou pintam seus cabelos de azul, a cor da Zappos.

Esta é apenas uma das demonstrações de dedicação e apreço a empresa que paga bons salários, raramente demite, oferece refeições de graça, jogos e outras distrações durante o trabalho, horários flexíveis, excelente seguro de saúde.

Você compra os sapatos pela internet, mas se precisar esclarecer dúvidas vai conversar com algumas das pessoas mais solícitas deste pais. Pode falar sobre as vantagens e desvantagens dos modelos dos sapatos. Ou sobre qualquer assunto. O tempo que quiser. Para reduzir custos, a maioria das empresas transferiram suas centrais telefônicas de atendimento ao cliente para a Índia e outros países. O da Zappos fica em Las Vegas.

A Zappos, segundo a revista Fortune, é a 15ª melhor empresa para se trabalhar nos Estados Unidos. Esta também entre as empresas que lideram as listas dos empregados campeões de lealdade. Desde a entrada dele, as vendas da Zappos subiram de um US$ 1,6 milhão por ano para US$ 1 bilhão.

Hsieh ainda não está feliz. Quer empregados que cheguem ao trabalho sapateando nas nuvens.

Lucas Mendes/BBC Brasil

Twitter rendeu 6,5 milhões de dólares a Dell

Um perfil no Twitter já gerou mais de 6,5 milhões de dólares de receita para a fabricante americana de computadores Dell, de acordo com o site Mashable, especializado em mídias sociais.

A conta @DellOutlet, com mais de 1,5 milhão de seguidores – e três milhões de conexões com outros sites sociais – , triplicou as vendas online pelo serviço de microblog nos últimos meses, diz a companhia.

Ainda que o valor seja mínimo quando comparado às receitas totais de 60 bilhões de dólares obtidos no ano passado, o lucro via Twitter é considerado uma referência de bom uso (leia “de modo lucrativo”) das redes sociais.

O perfil da Dell estimula a compra pela internet com links de promoções pelo site e também costuma responder dúvidas e reclamações de usuários.

Guilherme Pavarin/INFO Online

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Mulheres iniciam processo de US$ 500 milhões contra a Dell

A fabricante norte-americana de computadores Dell enfrenta uma ação coletiva por supostas práticas discriminatórias em relação às mulheres e a funcionários de mais de 40 anos, que reivindicam US$ 500 milhões.

“Falar que não existe um teto para as mulheres na Dell é um eufemismo. Na verdade, há, sim, um teto e é de cimento”, comentou o advogado Steven Wittels, que representa as partes litigantes nesse assunto.

“Quando a Dell publicar suas estatísticas e sua documentação sobre salários, promoções e demissões, acreditamos que a verdade aparecerá e que as acusações de discriminação de nossos clientes estarão justificadas”, acrescentou um dos advogados que trabalha no assunto, David Sanford, citado em um comunicado.

Os advogados destacam que a comissão executiva que dirige a Dell é integrada por 14 homens e que os postos mais altos da empresa são ocupados em 80% por homens.

Quatro mulheres que tinham cargos de responsabilidade em Recursos Humanos na Dell iniciaram a ação em nome de “milhares de empregados atuais e de ex-funcionários da Dell, mulheres e pessoas mais velhas afetadas, de forma desproporcional, pela onda de demissões de 2007 e 2008”, que somaram 8.000 postos eliminados, segundo uma nota.

As quatro demandantes, que foram demitidas da Dell, alegam que, quando eram funcionárias, tiveram rejeitadas suas promoções e chegaram até a ouvir que seria impossível avançar na empresa.

da France Press, em Nova York

Computadores: Pc ultra portátil substituira laptop

Com crise, PCs ultraportáteis devem roubar espaço dos laptops
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da Reuters, Folha Online

Os fabricantes de computadores pessoais estão apostando nos ultraportáteis, mais baratos, para compensar possíveis perdas com as vendas de laptops, em razão da desaceleração econômica.

Esses pequenos PCs, conhecidos também como netbooks, já começam a roubar espaço dos laptops comuns. Segundo o instituto Gartner, as vendas de ultraportáteis alavancaram a comercialização mundial de computadores no terceiro trimestre deste ano, fazendo com que o mercado crescesse 15% no período, em relação ao ano passado, com um volume de 80,6 milhões de unidades.

Por enquanto, apenas dois ou três fabricantes de computadores, como a Asustek e a Acer, de Taiwan, devem ter escala suficiente para obter sucesso no segmento. A Acer tomou o primeiro lugar da HP nos mercados de Europa, Oriente Médio e África durante o terceiro trimestre justamente devido à força dos netbooks.

Segundo analista, os fabricantes vão registrar queda nas vendas de laptops, devido aos ultraportáteis. “O mercado ficou bastante sangrento”, disse Lillian Tay, analista do Gartner. “A fim de obter sucesso nesse jogo, é preciso volume. As empresas precisam ganhar dinheiro com o volume.”

Até um terço das vendas de netbooks refletem a troca dos desktops e laptops pelas novas máquinas, dizem os analistas. A explicação é que compradores precisam de um computador apenas para navegar na internet, verificar e-mails e ver fotos, e não utilizam mais todos os recursos de um computador maior.

Os ultraportáteis são voltados a tarefas básicas e acesso à internet. Eles têm como principais características dimensões reduzidas (como a de um livro), tela que vai de sete a dez polegadas e menos de 2 kg (às vezes não chega a 1 kg) de peso.

Em geral os preços desses aparelhos variam entre US$ 300 e US$ 800 nos EUA, dependendo de fatores como marca e configuração. Modelos com configuração mais robusta podem custar mais.

A preocupação de que a oferta de laptops mais baratos em meio a uma desaceleração da economia mundial só sirva para “canibalizar” as vendas dos computadores tradicionais pode explicar a decisão da maior fabricante mundial de computadores, a HP, de rejeitar esse mercado crescente.

A segunda maior produtora mundial, a Dell, também demonstra pouco entusiasmo por esse mercado, oferecendo uma linha de produtos que alguns analistas consideram limitada.