Câmara aprova projeto que torna crime invasão de computadores

Texto aprovado prevê prisão de três meses a um ano para quem usar de forma indevida a internet.

Estimulados pelo episódio envolvendo a atriz Carolina Dieckmann, os deputados aprovaram nesta terça-feira, 15, projeto tornando crime invasão de computadores, violação de senhas, obtenção de dados sem autorização, a ação de hackers e a clonagem de cartão de crédito ou de débito – os chamados cybercrimes.

Fotos da atriz nua foram furtadas e vazadas na internet e teriam chegado a sites pornográficos.

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“O projeto criminaliza o uso indevido da internet.

Ele vai permitir punir atos como os que atingiram Carolina Dieckmann.

O projeto vai produzir uma transformação importante no uso da internet no Brasil”, comemorou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

Ele comandou uma votação relâmpago, que durou menos de cinco minutos, surpreendendo os autores e relatores do projeto, que ainda discutiam algumas pequenas alterações no texto. O projeto segue para votação no Senado.

“O crime de phishing, que teria acontecido com a atriz, será punido no nosso projeto”, afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos autores da proposta aprovada.

O chamado phishing é o envio de mensagens de spam contendo links para sites falsos que, ao serem acessados, baixam programas no computador alheio, permitindo devassar dados.

O texto aprovado prevê prisão de três meses a um ano para quem “devassar dispositivo informático alheio, conectado ou não a rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, instalar vulnerabilidades ou obter vantagem ilícita”.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A mesma pena é aplicada para quem produz, oferece, distribui, vende ou difunde programa de computador com o intuito de permitir a invasão de computador alheio. A pena será maior – prisão de seis meses a dois anos – se a invasão resultar em obtenção de conteúdo de comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais e industriais e informações sigilosas.

A pena aumenta de um terço à metade se o crime for praticado contra os presidentes dos três Poderes nos três níveis – federal, estadual e municipal. No caso de falsificação de documentos, como cartão de crédito e de débito, a pena é de prisão de um a cinco anos e multa.

O deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), autor de outro projeto tratando de crimes da internet reclamou. Ele queria que o texto de sua autoria, tramitando na Comissão de Ciência e Tecnologia, fosse votado primeiro.

“Há pressão para votar por causa da Carolina Dieckmann. É uma vaidade política querer aprovar esse projeto (o do deputado Paulo Teixeira). O governo quer mostrar ação, mas de uma maneira ineficaz”, disse Azeredo.

O projeto do tucano é polêmico e abre brecha para punir ações cotidianas e corriqueiras de usuários da rede de computadores.
Denise Madueño/O Estado de S.Paulo

Sites usam código escondido para encontrar câmeras roubadas na web

Fotógrafo John Heller recuperou sua câmera um anos depois de ela ser roubada

Quem teve sua câmara digital roubada pode ter boas chances de encontrá-la graças a serviços de rastreamento oferecidos na internet.

Dois sites oferecem o serviço, o britânico stolencamerafinder e o americano CameraTrace.

Ambos se aproveitam de um código embedado nas fotos tiradas por câmaras digitais – ou pelo menos pela grande maioria delas.

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Esse código, conhecido como EXIF data, traz informações como marca, modelo e número de série da máquina.

Os sites são capazes de rastrear fotos tiradas pelas câmeras roubadas que foram postadas na internet, seja onde for – em sites como Facebook ou Flickr, por exemplo.

Quando fotos tiradas com máquinas roubadas são detectadas, o cliente recebe os detalhes e pode acionar a polícia.

Rastreamento
[ad#Retangulos – Anuncios – Direita]Foi assim que o fotógrafo americano John Heller, da Getty Images, conseguiu recuperar seu equipamento digital, avaliado em US$ 9 mil, roubado em um centro cultural em Hollywood, em 2010.

Quase um ano depois do roubo, Heller, através do CameraTrace, encontrou fotos tiradas com sua câmera, uma Nikon D3, que tinham sido postadas no Flickr.

Com ajuda da polícia, descobriu-se que as imagens foram postadas por outro fotógrafo profissional, que tinha comprado a máquina no eBay, sem saber que era roubada, e Heller conseguiu recuperar sua câmera.

História semelhante é a de Kevin Hayes, contada pelo jornal australiano Sidney Herald, que teve sua câmera roubada, uma Canon EOS 5D, quando passeava pelas ruas em Melbourne.

Ele soube do site stolencamerafinder através da dica de um internauta.

Com uma foto antiga tirada com a câmara roubada foi possível fazer o registro e iniciar a busca, que acabou encontrando outras fotos tiradas com a mesma máquina em uma conta no Flickr, de um tatuador em Sydney.

As informações foram encaminhadas para polícia australiana, e Hayes recuperou a câmera.
BBC

Internet. Cuidado! Surgem os vírus do natal

A cambada de malfeitores virtuais, todo ano nesta época, sai em campo para “pegar” os incautos.

Vírus de Natal

“Entediado? Quer ganhar um bocado de dinheiro antes do Natal mas não tem os programas certos? Temos a solução para seus problemas: nosso kit de malware vai trazer de volta o espírito de Natal e é o presente perfeito para seus amigos, em versões profissional, padrão e básica.”

A mensagem acima anuncia a venda na web de um software do mal para roubar usuários desprotegidos nesta época natalina, um prato cheio para crackers de plantão. Todo cuidado é pouco com os dados pessoais no computador e as compras online nestes meses de novembro e dezembro (na verdade, no ano inteiro, mas especialmente nesta época).

O kit em questão oferece possibilidades de invadir navegadores web (Internet Explorer, Firefox e Opera), o programa de planilhas Excel e o leitor de PDFs Adobe Reader, entre outras coisas. O alerta vem deste artigo, em inglês.

do blog Segurança Digital

Crimes virtuais: brasileiro é processado nos Estados Unidos

EUA abrem processo contra brasileiro acusado de fazer ataques virtuais

Da Folha Online

Um tribunal de New Orleans (EUA) aceitou denúncia contra o brasileiro Leni de Abreu Neto, 35, acusado de controlar uma rede de computadores utilizada para fazer ataques virtuais a instituições bancárias e servidores de grandes empresas. Caso seja condenado, ele pode pegar até cinco anos de prisão e três anos de liberdade assistida.

O brasileiro foi preso na Holanda no dia 29 de julho, após quatro meses de investigações, realizadas por agentes do FBI e por policiais da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos e da Superintendência Regional da PF em São Paulo e da polícia holandesa.

Além do brasileiro, um holandês também foi preso sob acusação de participar do esquema. Segundo o departamento de Justiça dos Estados Unidos, mais de 100 mil computadores no mundo foram afetados pela ação do grupo.

Eles são acusados de utilizar uma rede de “computadores zumbis” na ação — essas máquinas são controladas por piratas virtuais por meio de programas invasores. O equipamento “dominado” pode ser usado para disparar spam, promover mais ataques ou furtar informações pessoais.

Quando foi preso na Holanda, o brasileiro estava supostamente negociando a venda de acesso a essa rede de computadores, por cerca de 25 mil euros (R$ 60 mil). Ele permanece detido no país e aguarda procedimentos legais para ser extraditado para os Estados Unidos.