Absurdo: Presidente da CUT fala pegar em armas. E continua solto!

Platão,Blog do MesquitaIsso é abertamente um chamado para a guerra civil. E no Palácio do Planalto, na presença da Presidente da República, que se manteve silente, e quando interviu usou luvas de pelica.

Parece que os fanáticos – e o são muitos de ambos os loados da insanidade, mas quero me ater a esse fato específico – estão navegando sem ventos contrários. Ao contrário; seus “Incitatus” quadrupedes ideológicos galopam livres leves e soltos, sem brida e sem arreios, nas campinas da impunidade.

Se esse irresponsável dirigente da CUT – não darei o nome para não fornecer palanque para o idiota – acha que o que expele sua caixa craniana infestada de “Entamoeba histolytica” irá intimidar alguém para não ir participar das manifestações de domingo, enganou-se. Esse tipo de dialética somente municia a já aguerrida massa dos que desejam protestar no próximo domingo.

Há ódio de ambos os lados, é claro. Grupos, melhor dizendo, mentecaptos, ou em Cearencês, um “magote” de ruminantes de ambos os lados que instrumentalizam o ódio dos outros como arma política.

E é aí que aparecem políticos, e protótipos de políticos – em Fortaleza a manifestação é organizada por um pretenso aspirante a cargo eletivo, e ainda conta com a presença nefasta do deputado homofóbico (aquela “doçura” de ser humano, que afirmou preferir ver um filho morto em um acidente, do que o ver de mão dadas com um “bigodudo”. Mas isso é debate Freudiano para outra ocasião) – para aproveitarem a ribalta da massa insatisfeita com o governo.

Elite e anti-elite estão servindo de trampolim para esses grupos politiqueiros disfarçados de movimentos sociais, ou de bastiões da democracia. São ambos ainda mais catequizados e menos idealistas do que o “lumpenproletariat” que verbalizava Marx.

Quem toma a parte pelo todo… Quem generaliza… Quem não vê distinções… Não faz análise nenhuma.

Precisam todos – situação e oposição – deixarem a caverna de Platão para se civilizarem e aceitarem a divergência sem precisar desejar imolações pirotécnicas qual Torquemadas neo-medievais.

Eu escuto, não discuto, apenas dou risada.

Ps. Só existem duas trilhas, loucura ou hipocrisia, não consigo ver ninguém como inimigo ainda, pois não encontrei alguém importante o suficiente para isso.


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Zé Dirceu quer oposição a favor

Esse cidadão está provocando o desemprego dos humoristas.

O mensaleiro Zé Dirceu, e o bando de censores circundantes são beócios com viés de déspotas!

Por mais que se sofisme não dá para esconder que todos os governos, de todos os matizes, sonham mesmo é com a posse de ferramentas legais que os permitam calar quem se lhes opõe.
O mais é conversa fiada.
O Editor


O PT realizou nesta sexta (25), em São Paulo, o seu ‘Seminário Nacional por um Novo Marco Regulatório para as Comunicações.

Escalado como palestrante, o ex-chefão da Casa Civil José Dirceu tachou de “ridículo”o discurso que confunde regulação com censura.

O que o petismo deseja, disse Dirceu, é mais pluralismo.

A alturas tantas, o “chefe da quadrilha do mensalão” expôs o miolo da picanha:

“Lamento que não tenha [no Brasil] um jornal também de esquerda, que seja a favor do governo, que em todos os países têm.” Hummmmm!?!

Segundo ele, o jornal a favor inexiste “porque os proprietários [de veículos de comunicação] são contra nós…”

“…Foram a favor do golpe de 1964, a favor de governo de direita, elegeram o Collor e o Jânio Quadros.

Fizeram campanha dia e noite contra nós, o PT…”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“…Fizeram campanha contra o o governo, o presidente Lula, a CUT e o MST.

Isso é natural, eles têm o direito de fazer. O que precisa é de pluralismo.”

Sob os militares, o sindicalista Lula ganhou visibilidade nacional graças à exposição midiática que obteve.

Sob Collor, o ex-PT das CPIs, em especial o ex-deputado Dirceu, serviu-se da imprensa para vazar os dados sigilosos que roeram o governo de fancaria.

Sob Lula, Dirceu queria um jornal que ocultasse o mensalão, que digerisse a tese das verbas não contabilizadas, que atestasse a inocência da camarilha.

Dirceu almeja para o Brasil um Gramma, o jornal oficial de Cuba.

É improvável que consiga. Faltam investidores e leitores. O grão-petê poderia se mudar de país. Falta nexo.

O ex-todo-poderoso prefere permanecer nesta Pasárgada em que usufrui da amizade de reis e rainhas. Não vê razões para abandonar esta terra de palmeiras vistosas e mercado pujante.

Aqui, os sabiá$ das “consultorias” gorjeiam sem qualquer tipo de regulação.

De raro em raro, a imprensa que imprensa revela um ou outro piado esquisito. Mas, que diabos, a vida não é feita só de poesia. Falta matéria prima para o noticiário 100% a favor.

blog Josias de Souza

Dilma desautoriza militantes do PT em manifestações contra Obama

Quem sairia ganhando com um constrangimento imposto à presidente Dilma Rousseff?

Apesar de ser um partido com mais alas que uma escola de samba, e estar lotado de maluquetes de todas as vertentes, cores e oportunistas, fica difícil crer que o PT pretenda colocar sua principal estrela em uma literal saia justa.

Aliás, o que se esperar de qualquer coisa organizada (?) por um cidadão cujo nome é um erro de registro?
O Editor


Dilma se irrita e PT desautoriza protesto anti-Obama

Dilma Rousseff abespinhou-se com a notícia de que havia digitais do PT no protesto que os movimentos sociais organizam contra Barack Obama.

Anfitriã do presidente dos EUA, ela considerou inaceitável que houvesse digitais do petismo em ação que tacha o convidado de ‘persona non grata’.

A irritação da presidente levou o diretório do PT do Rio a veicular em sua página na web, nesta quarta (16), um texto sobre a visita de Obama.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A peça tem quatro parágrafos.

No último, lê-se: “Sobre uma possível manifestação contra a vinda do presidente americano à cidade carioca…”

“…O PT do Rio de Janeiro, através do seu presidente, Jorge Florêncio, em nome de toda Executiva partidária, informa…”

“…Que qualquer manifestação contra a vinda de Barack Obama ao Rio, não está autorizada e, portanto, não reflete a posição do partido”.

Deve-se a irritação de Dilma e a emissão da nota ao comportamento do secretário de Movimentos Populares do PT-RJ, Indalécio Wanderley Silva.

Ele enviara e-mails convocando a reunião na qual o protesto contra Obama foi planejado.

O constrangimento foi maior porque Indalécio é filiado a um diretório que, até 2010, era presidido pelo hoje ministro Luiz Sérgio, coordenador político de Dilma.

A despeito da nota, Indalécio foi à reunião anti-Obama.

Deu-se na noite desta quarta (16), no Sindicato dos Petroleiros do Rio.

Desautorizado, Indalécio alegou que deu as caras no encontro como membro da CUT, não do PT.

Na contramão dos movimentos sociais, o governador Sérgio Cabral (PMDB) deflagrou uma operação para tentar encher a Cinelândia no próximo domingo (20).

A Cinelândia foi o local escolhido para o discurso em que Obama dirigirá uma “mensagem ao povo brasileiro”.

Cabral acionou prefeitos de municípios do interior do Rio –do PMDB e de legendas aliadas— para levar caravanas à capital carioca.

Nunca antes na história desse país a máquina estatal havia sido mobilizada para prover povo a um “comício” ianque.

De resto, a julgar pelo esquema montado pela prefeitura do Rio, os manifestantes que se organizam para vociferar contra Obama terão de fazê-lo à distância.

As ruas que rodeiam a Cinelândia começam a ser fechadas nesta quinta (17), em movimento que se estenderá até o domingo do discurso.

O comércio terá de fechar as portas à meia-noite de sábado (19).

Agentes de segurança vão filtrar as pessoas que terão acesso ao local

blog Josias de Souza

PT e a censura disfarçada em “controle social da mídia”

Imprensa livre só mesmo os blogs independentes, que não estejam embaixo de guarda-chuva de grupos de comunicação. Não há meios, tecnológicos inclusos, de controlar as redes sociais
Quanto a órgão oficiais de comunicação, têm a credibilidade de uma velhinha colocando fronha em um travesseiro. Ou seja, nenhuma. Vide a TV do Lula que, acho, nem ele assiste.
Contudo é um perigo se deixar levar por esse lengalenga petista de democratização dos meios de comunicação. Aí, o menos desprovido de faro já fareja o odor stalinista da censura. A liberdade de imprensa é um direito conquistado por todos nós.
Aliás, democracia não precisa de adjetivos. É democracia só. E basta! O resto é querer controlar/calar a palavra de quem discorda do dono do poder.
Contra a censura. Sempre!
O Editor


Obsessão

Os últimos dias foram plenos de informações sobre o que o governo brasileiro pensa sobre os meios de comunicação e seus projetos para implementar o que chama de “controle social” da mídia. Tudo o que se disse sobre o assunto indica uma comunhão de intenções entre o que já acontece em outros países da América do Sul, como a Argentina e a Venezuela, e o projeto de um futuro governo petista.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Na recente reunião do Foro de São Paulo realizada na Argentina, o grupo criado por Lula e Fidel Castro que reúne a esquerda da América Latina regozijou-se porque “setores sociais do Brasil, da Argentina e do Paraguai” conseguiram colocar em questão a credibilidade dos grandes meios de comunicação, provocando redução nos níveis de venda e audiência dos jornais impressos e da TV.

Mesmo que se trate de uma bravata juvenil, a comemoração evidencia o real objetivo desses esquerdistas regionais, entre eles o dirigente petista Valter Pomar: tentar desmoralizar os meios de comunicação independentes, para controlar a opinião pública.

Na mesma resolução, as medidas de diversos países da região para reforçar o controle do Estado no setor de comunicação social foram elogiadas, especialmente a lei de Serviços de Comunicação Audiovisual, a chamada “Lei da Mídia”, aprovada na Argentina em 2009, que foi considerada inconstitucional pela Justiça.

Essa legislação deve ser uma “referência imprescindível” para os demais países, decidiu o Foro de São Paulo.

Ela faz parte de uma ampla campanha do governo de Cristina Kirchner para cercear a atuação dos jornais e televisões de maneira geral, mas muito especificamente do grupo Clarín, o mais importante do país.

A “Lei da Mídia” divide as concessões igualmente entre o Estado, movimentos sociais e o setor privado, levando em consequência o Grupo Clarín a ter que se desfazer de concessões de TV e rádio.

O mais novo lance dessa disputa é a intervenção do governo na fábrica de papel de imprensa do país, cujo maior sócio privado é o grupo Clarín, numa clara tentativa de impor sanções econômicas aos jornais.

Na segunda-feira, o presidente Lula, inaugurando um canal de televisão do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, disse em discurso lido — isto é, preparado por sua assessoria, sem os perigos dos improvisos — que a emissora evitará que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de expressão” e que “o brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é distorção dos fatos”.

Como se uma emissora que representa um grupo social específico não tenha interesses de classe a defender e discursos políticos a divulgar.

Já o ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, repetiu sua obsessiva cantilena contra os órgãos de comunicação independentes, afirmando que a televisão dos metalúrgicos e a internet farão com que os jornais e as emissoras de TV percam o controle do noticiário levado à opinião pública.

Tirar o poder dos “aquários”, um jargão jornalístico para as salas das chefias das redações dos jornais, parece ser a fixação de Franklin, um movimento, segundo ele, “irreversível, e que está apenas começando”.

Em acordo com as diretrizes emanadas do Foro de São Paulo, o ministro da Comunicação Social do governo Lula pretende que sejam aprovados antes do final do mandato diversos projetos de lei originados na Conferência Nacional das Comunicações (Confecom), convocada por ele.

Com a participação de organizações da sociedade civil, da CUT e de representações de entidades empresariais, a Confecom produziu uma infinidade de propostas que podem se transformar em leis com o objetivo central de implantar o tal “controle social da mídia”.

Uma das propostas prevê “mecanismo de fiscalização, com controle social e participação popular”, em todos os processos dos meios de comunicação, como financiamento, acompanhamento das obrigações fiscais e trabalhistas das emissoras, conteúdos de promoções de cidadania, inclusão, igualdade e justiça, cumprimento de percentuais educativos, produções nacionais.

Merval Pereira/O Globo

Reinaldo Azevedo e o patético censor Franklin Martins

A fúria censória dos atuais detentores do poder, e seus aliados, vide o “tesoura” Hélio Costa querendo censurar blog, tem origem atávica, e mal, muito mal, intencionada. Os stalinistas do PT esquecem que somente a liberdade de imprensa e a democracia é que permitem a figuras patéticas como Franklin Martins — foi membro do grupo que sequestrou o embaixador americano no Brasil nos anos do regime militar — ter o direito de falar todo tipo de asneira. Esse mesmo ex-global comentarista, e atual ‘ministro da propaganda’ de Lula, tem o desplante e o descaramento de mandar bilhetinhos para a turma do Casseta, “recomendando” o não uso do presidente Lula em piadas nos programas de TV. Imaginem o que virá se dona Dilma, outra stalinista, for eleita.
Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves!
O Editor
PS. Hélio Costa e Franklin Martins são ‘ex-poentes’ da TV Globo. Como não acredito em coincidência…


Franklin não se cansa nem descansa: ele quer vingança

Lembram-se do siricutico de Franklin Martins quando o presidenciável José Serra apontou as iniciativas do governo Lula de censurar a imprensa?

Franklin Martins Ministro da Comunicação Social do Governo Lula

Pois é… O tucano fez uma intervenção realmente perfeita no seminário da ANJ (Associação Nacional de Jornais) ao apontar três frentes de ataque à liberdade de expressão: a) tentativa de censura legal; b) tentativa de asfixia econômica; c) patrulha e assédio moral por intermédio de entidades ligadas ao PT. Leiam o que vai na Folha. Volto em seguida:

“Ao lado do presidente, Franklin critica mídia
Em discurso ao lado do presidente Lula, o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) criticou a imprensa e disse que os jornais e emissoras de TV vão perder o controle sobre as notícias levadas à opinião pública.

Eles participaram ontem do lançamento da TVT, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A cerimônia reuniu cinco ministros em clima de campanha para a presidenciável Dilma Rousseff (PT), que não compareceu.
Franklin disse que o canal ajudará a internet a quebrar o poder dos “aquários”, jargão que identifica a chefia das redações dos grandes veículos nacionais. “Isso é uma revolução e incomoda muita gente que ficava no Olimpo. Mas é irreversível, e está apenas começando”.
O diretor do sindicato, Valter Sanches, disse ter planos ambiciosos para competir com as grandes redes: “Queremos fazer jornalismo investigativo de fato, sem atender interesses políticos”.
O sindicato é filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), ligada ao PT.
A TVT estréia com uma hora e meia de produção própria no canal 46 UHF na Grande SP, em outros dez Estados e na internet.
Em discurso lido, Lula disse que a emissora evita que os trabalhadores “continuem impedidos de exercer a liberdade de expressão”. “O brasileiro sabe distinguir o que é informação e o que é distorção dos fatos”, disse.
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Comento

A única boa notícia relativa a esse assunto, que não vai no texto, é esta: eles — petistas e governo — são incompetentes demais para fazer uma televisão que preste. Vejam a TV Brasil. Com uma estrutura infinitamente maior do que a do sindicato, só produziu mistificações. Como costumo dizer, fez-se uma televisão com a cara de Tereza Cruvinel e a alma de… Franklin Martins! Resultado: torrou-se uma montanha fabulosa de dinheiro e não se conseguiu sair do traço. É o que vai acontecer também com a tal TVT, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

O mais fascinante no discurso dos três valentes é a “aparente” suposição de que a TV sindical não teria viés nenhum. Escrevo que a suposição é só aparente porque idiotas eles não são. Sabem que o veículo será um mero braço do sindicato e, pois, do PT. Dinheiro não vai faltar. Afinal, o sindicato tem garantida a bufunfa do Imposto Sindical, que surrupia até mesmo dos trabalhadores não-sindicalizados. E pode gastar sem prestar contas a nenhum órgão público. Para esses bravos, o Estado tem legitimidade para bater o porrete na mesa e obrigar todo mundo a pagar o imposto, mas não a tem para verificar onde o dinheiro está sendo gasto.

A fala de Franklin é a evidência do acerto do discurso de Serra. Eis aí o terceiro item apontado pelo candidato tucano: assédio moral e patrulha, exercidos por intermédio de entidades ligadas ao PT. Nunca um partido e um governo contaram com tantas emissoras, jornais e revistas servis. Não em fase democrática ao menos. Mas Franklin ainda acha pouco. Os petistas precisam exercer permanentemente esse discurso da vítima para que possam fazer a “denúncia da manipulação”, na esperança de que os alvos da patrulha tentem provar que seus críticos estão errados — ao fazê-lo, atendem, então, à pauta do PT.

A gente sabe que Franklin é determinado no confronto com o “inimigo”. Quando lutava para implantar uma ditadura comunista no Brasil, seqüestrou um embaixador e ameaçou matá-lo caso algumas exigências não fossem atendidas. A ameaça está na carta que ele redigiu, de que tanto se orgulha. Tem em comum com Dilma o indisfarçável orgulho de ter pertencido a um grupo terrorista. Sua guerrilha, agora, é outra: quer minar o poder da “mídia”, dos “aquários”, com o apoio aos meios “independentes” de divulgação da notícia. O interessante é que essa “independência” é financiada com dinheiro público e é sempre favorável ao governo. O “sistema” aluga até blogueiros…

Dado o ânimo, caso Dilma vença a eleição, podem esperar uma penca de procedimentos oblíquos para minar a credibilidade dos grandes veículos de comunicação — não de todos; só daqueles que “atrapalharem” e insistirem em fazer jornalismo.

Nota final – A fala de Franklin acontece dois dias depois de o PT ter liderado, no Foro de São Paulo, uma verdadeira cruzada contra a imprensa livre.

blog Reinaldo Azevedo

Eleições 2010: na despedida Serra critica lero lero do Lula

Nada melhor para Serra, no dia em que se despede do governo de São Paulo e assume oficiosamente sua (dele) candidatura à presidência da república, do que uma greve comandada pela CUT petista.

Ao contrário do que pensam, os “aloprados” das tropas do PT, ao infernizarem a vida dos paulistanos que estavam voltando pra casa após um dia dando duro, o movimento grevista dos professores contribui para angariar simpatias para o Serra.

O Editor


Em SP, ao se despedir, Serra critica bravatas de Lula

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Programado como ato administrativo, a “prestação de contas” de José Serra ganhou ares de comício.

O candidato tucano à sucessão de Lula injetou no discurso ataques ao presidente e ao governo petista.

Esquivou-se de mencionar o nome de seu alvo. Mas o endereço das frases, por indisfarçável, resultou claro.

“Já fui governo e já fui oposição, mas de um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas“, disse Serra a certa altura.

“O nosso governo serve ao interesse público, e não à máquina partidária. Nós governamos para o povo”, vociferou mais adiante.

“Repudiamos sempre a espetacularização, a busca pela notícia fácil, o protagonismo sem substância”, vergastou noutro trecho.

Serra falou para uma plateia estimada entre 4 mil e 5 mil pessoas. Gente amistosa, como convém. Além de servidores, políticos do PSDB, DEM e PPS.

Parte da claque foi ao Palácio dos Bandeirantes, local da despedida, conduzida pelas rodas de 60 ônibus.

Quem pagou? Não havia catracas. Nenhum convidado levou a mão ao bolso. Portanto, é de supor que o contribuinte paulista custeou os aplausos.

As palmas soaram mais fortes no instante em que Serra declarou: “Vamos juntos que o Brasil pode mais”.

No pedaço do discurso em que empilhou os “feitos” de governador, Serra fez uma defesa do controle de gastos. “Austeridade não é mesquinharia”, disse.

Disse que, na composição dos cargos técnicos, privilegiou o currículo, não a indicação política. “Sempre tive aversão à tese do ‘dividir para governar”.

Mimetizando Lula, Serra declarou que, ao distribuir verbas, não olhou o partido do prefeito:

“No meu governo, nunca se olhou a cor da camisa partidária. Eu exerci o poder neste Estado sem discriminar ninguém”.

Serra falou também de um tema que não sai de moda, a corrupção: “Aqui não se cultivam escândalos, malfeitos ou roubalheiras”.

Soou como se desejasse dizer: “Essas são coisas mais encontradiças lá de Brasília”.

Enquanto o governador tucano se despedia em palácio, desfilava pela região da Avenida Paulista uma passeata de “bota-fora” para Serra. Foto/Sérgio Andrade

Coisa organizada por 40 entidades sindicais. A maioria delas filiada à CUT, o braço sindical do petismo.

Os manifestantes interditaram a via e hostilizaram jornalistas.

À frente do protesto, o sindicato dos professores de São Paulo. “Vilania”, no dizer de Serra.

Em resposta aos professores, de braços cruzados desde 8 de março, Serra disse: “Os professores e servidores irão ganhar mais segundo o seu próprio esforço”.

Serra declarou-se preparado para o novo desafio. Enrolou-se na bandeira de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Citou a inscrição latina que pendia do pavilhão até 1932: Non Ducor Duco (“Não sou conduzido, conduzo”).

E realçou a expressão que tremula na bandeira do Estado hoje: Pro Brasilia Fiant Eximia (“Pelo Brasil, façam-se as grandes coisas”).

Emendou: “Esta é também a nossa missão. Vamos juntos, o Brasil pode mais”.

Disse que vai à campanha, tratada no discurso como “nova etapa”, munido de “muita disposição, muita força, muita confiança, muita sinceridade e muito trabalho”.

A exemplo da Dilma Rousseff das últimas 48 horas –lançamento do PAC 2 e despida do ministério—, Serra embargou a voz.

Mas, como Dilma, não produziu senão um choro à Nardoni, sem lágrimas.

blog Josias de Souza

Tesoureiro do PT, envolvido em denúncias da Bancoop, é membro do conselho da Itaipu Binacional

Brasil: da série “só dói quando eu rio!”

Apesar de enrolado até o pescoço, em denúncias na roubalheira da Bancoop, esse senhor João Vaccari Neto, faz dos Tupiniquins, autênticas vacas de presépio. Que tipo de aconselhamento tal personagem pode oferecer?[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Esses cabides de ‘conselheiros’ servem para abrigar as mais estranhas criaturas, nos mais estranhos cargos, nas mais inacreditáveis parcerias. Por exemplo: o ex — um monte de coisas — Roberto Freire, aquele que é(?), era(?), nunca foi(?) comunista de carteirinha, morando em Pernambuco, é hoje conselheiro no governo José Serra, embolsando a bagatela de R$20Mil mensais, para aconselhar as impolutas penas tucanas na paulicéia desvairada.

Já esse senhor Vaccari,  — ganha R$13Mil por mês para ir a uma reunião a cada 2 meses — já foi defenestrado da Caixa Econômica Federal, habitual cabide de muitos “cumpanheiros”, e agora é o tesoureiro da campanha da “cumpanheira” Dilma. Uáu!

Será essa prática, o que o PT costuma chamar de “criar um Estado forte”?

O PT não precisa de adversários. Externos, bem entendido, pois, internos, já os tem em demasia.

O editor


Caixa do PT, Vaccari continua no ‘conselho’ de Itaipu

Guindado à função de Secretário de Finanças do PT federal, João Vaccari Netto deixou a presidência da Bancoop. Mas reteve um contracheque de Itaipu.

O novo gestor das arcas do PT ocupa, desde 2003, uma cadeira no conselho administrativo da hidrelétrica.

Em texto veiculado no seu portal na web, Itaipu Binacional informa que o conselho “reúne-se a cada dois meses ou em convocação extraordinária”. Para quê?

“Definir as diretrizes fundamentais da administração da empresa e seu regimento interno; aprovar o orçamento para cada exercício; e examinar o relatório anual”.

O trabalho dos conselheiros não chega a ser extenuante. Mas rende remuneração mensal não negligenciável: pouco mais de R$ 13 mil.

Vaccari recebeu a sinecura do amigo Lula. Foi uma espécie de prêmio de consolação. Vale recordar o que se passou.

No alvorecer do primeiro mandato de Lula, Vaccari era presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e secretário de Finanças da CUT, braço sindical do PT.

Na fase de composição do governo, o petismo cogitou acomodá-lo num posto vistoso, a presidência da Caixa Econômica Federal.

Vaccari foi barrado por dois obstáculos: uma barricada de Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, e a falta de diploma universitário.

Os estatutos da Caixa exigem que o presidente tenha frequentado os bancos de uma universidade. E Vaccari não preenchia esse quesito.

Lula ordenou, então, que fosse providenciado outro cargo para Vaccari. Foi à mesa a sugestão de acomodá-lo em Itaipu. O presidente aprovou prontamente.

O contato do bancário Vaccari com o mundo da energia era, então, exíguo. Achegava-se ao tema só no instante em que precisava tatear o interruptor de luz.

O tempo passou. Vaccari migrou do sindicato para a Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários paulistas. Só não deixou Itaipu.

Na Bancoop, Vaccari respondeu, primeiro, pela área financeira. Depois, pela presidência. Dali, escalou o controle das arcas do PT.

Pediu desligamento da Bancoop. Mas reteve a cadeira de “conselheiro” de Itaipu. Tornou-se um conselheiro incômodo.

Acusado de malfeitos na cooperativa, Vaccari é alvo do Ministério Público de São Paulo e dos partidos de oposição. Nega as irregularidades que lhe atribuem.

A despeito disso, não será o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff. Optou-se por separar as arcas do comitê eleitoral dos cofres da legenda.

Dilma vai escolher seu próprio tesoureiro. Há sete anos, a mesma Dilma respondia pelo ministério das Minas e Energia, de cujo organograma pende Itaipu.

Nessa época, a ministra não viu problemas confiar a Vaccari a cadeira no conselho da estatal binacional.

blog Josias de Souza

Eleições 2010: Lula, o filme a familia Barretão e centrais sindicais

Campeão de bilheteria
da coluna Painel, na Folha, editado por Renata Lo Prete

Produtor de “Lula, o Filho do Brasil“, Luiz Carlos Barreto procurou na semana passada as duas principais centrais sindicais, CUT e Força, para pedir que elas se mobilizem de modo a garantir que a cinebiografia, com lançamento previsto para o início de 2010, seja vista pelo público de baixa renda -segundo Barreto, uma preocupação do próprio presidente.

O produtor fez duas propostas, não necessariamente excludentes: a) os sindicalistas procurariam grandes empresas dispostas a bancar metade do valor dos ingressos do filme; b) as próprias centrais comprariam bilhetes antecipadamente e os revenderiam por um preço acessível aos trabalhadores. Aqui.

Comentário do blog do Reinaldo Azevedo

Bem, o fato fala por si mesmo e não requer grande acuidade interpretativa, não é? Lula pretende mesmo fazer do filme sobre a sua vida a peça de resistência da campanha eleitoral de 2010. E ninguém melhor do que a família Barretão para tocar esse projeto. Só estou sentindo falta de algum banco público na jogada. Em breve, deve entrar. Vamos fazer uma aposta? Se bem que o sindicalismo no Brasil, como sabemos, tem um lado estatal. Não se esqueçam de que as centrais sindicais ficam com uma fatia do imposto sindical obrigatório – obra do companheiro Lula.

Tio Rei vai fazer um pouco de arqueologia. Em 1981 – Jesus! 28 anos!!! -, realizou-se no país o primeiro Conclat, o Congresso das Classes Trabalhadoras. Este que vos fala participou do movimento… Eram os primeiros passos das centrais sindicais no Brasil. Daquele encontro saiu o núcleo de duas delas: CUT e CGT. A CUT continua nas mãos do lulismo. A CGT, inicialmente, era comandada por Joaquinzão, símbolo do que se chamava “peleguismo” e principal adversário de Lula no movimento sindical. Já sob o comando de Luiz Antonio de Medeiros, do mesmo grupo do deputado Paulinho da Força (PDT-SP), a CGT passou a se chamar Força Sindical. Outras centrais surgiram. Por que a lembrança? Porque uma das questões que dividiam a turma da CUT e da CGT era o fim do imposto sindical obrigatório. Os cutistas eram favoráveis. Mudaram de idéia, como se sabe, e passaram a ser defensores da cobrança. Seu líder máximo, Lula, apoiou a lei que transfere para as centrais uma parte da grana, o que transforma as centrais numa espécie de cartório.

Pois bem, alimentadas pelo leite de pata, vão agora ajudar Barretão a cantar as glórias de Lula. A questão é saber se o filme ajuda Dilma Rousseff, como imaginam alguns.

Não sei, não… Parece-me que quanto mais Lula investe na própria mitologia, tanto pior para Dilma, que vai tendo a sua figura esmaecida no efeito-comparação. Segundo o Ibope, o presidente conta com a simpatia de 80% dos brasileiros. Para alguém sem superego, como ele, 80% é café pequeno. Certamente não entende que não seja 100%; não pode aceitar que exista quem resista a seu charme – daí a sua fúria quando se refere a adversários. Lula acredita firmemente que só não é lulista quem está movido por inarredável má-fé ou por inveja.

Há uma possibilidade – e é evidente que torço para que seja assim, não escondo – de que o filme, em vez de ser um elemento de mobilização, sirva apenas como uma celebração ou apoteose de algo que já foi, que passou, que não pode ser reproduzido no futuro. Quem pode dar seqüência ao lulismo? Dilma? Parece difícil. Ao investir na própria mitologia, corre o risco de evidenciar a, como chamarei?, modéstia da pessoa escolhida para lhe continuar a obra.

Se Lula tivesse um pouco de pudor, só um pouquinho, deixaria o lançamento do filme para 2011. Mas, nesse caso, ele não seria Lula.

Senado pagou R$70 mil pra senadora Ideli fazer “cursos” no exterior

Brasil: da série “só dói quando eu rio!”

Segurai os bolsos Tupiniquins! Mais um “distrupiço” cometido com o seu, o meu, o nosso sofrido dinheirinho.

A súcia instalada no senado desta pobre, depauperada e expoliada nação, não nos deixa passar um dia sem que emerjam da lama falcatruas diversas.

Aparece agora a senadora Ideli Salvati, PT – SC, fazendo curso para executivos. Estará sua (dela) ex-celência, já temendo a não reeleição, afinal pode ser que os catarinenses acordem, pavimentando o caminho para atividades empresariais?

O discurso dessa turma é recheado de ética, transparência e idoneidade. Que a senadora, no mínimo — já que o conselhinho de ética atua na base do “fazemos qualquer negócio”, vide Sarney e Arthur Virgílio — assim como o fez o líder tucano devolva a grana aos depauperados bolsos da viúva.

Como essa turma gosta de viajar, né? Eu também. Só que o faço com meu dinheiro.

O editor


Senado gastou R$ 70 mil em curso de Ideli em 3 países

Senadora e assessor fizeram treinamento de empresa fundada no Brasil por filiado ao PT

“Grandes executivos” são os principais clientes do evento, diz representante no país; etapas foram no México, na Argentina e na Espanha

O Senado gastou pelo menos R$ 70 mil para a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e um assessor participarem de um curso voltado para a capacitação de executivos realizado em três etapas, no México, na Argentina e na Espanha, entre abril de 2007 e janeiro de 2008.

Chamado “The Art of Business Coaching“, o evento foi promovido pela empresa Newfield Consulting, cujo fundador no Brasil é Luiz Sérgio Gomes da Silva, ex-funcionário do Palácio do Planalto e ex-assessor da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e filiado ao PT.

Luiz Sérgio afirmou que o curso é mais voltado para executivos de empresas privadas, com técnicas e estratégias para capacitá-los a liderar equipes. “O principal cliente nosso é o gerente da grande empresa privada, em nível nacional e internacional. São os grandes executivos”, disse.

Atual líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti foi acompanhada no curso pelo assessor Paulo André Argenta. Os dados das viagens constam na Tomada de Contas do Senado de 2008 enviada ao TCU (Tribunal de Contas da União).

Para os dois participarem do curso, o Senado desembolsou R$ 35.530 com as inscrições. Com diárias, a senadora gastou R$ 11.837,40 nas cidades onde o curso ocorreu: Cidade do México, Buenos Aires e Sevilha.

Além de participar das três etapas do curso com Ideli, o assessor Argenta fez mais três viagens sozinho para Buenos Aires, São Paulo e Florianópolis, entre julho e novembro de 2007. Recebeu R$ 15.208 para pagamento de diárias.

Argenta disse que ele e Ideli também tiveram as passagens aéreas pagas pelo Senado. A Folha fez uma estimativa e os dois teriam gasto, em valores atualizados, ao menos R$ 7.500 para comprar os bilhetes.

Adriano Ceolin e Andreza Matais – Folha de S. Paulo

CPI da Petrobras – Editorial do Jornal Valor

No caso Petrobras, melhor é evitar o maniqueísmo: “a fúria moralizadora com que a oposição se lançou para criar uma CPI é suspeita”

É um assunto delicado. De um lado a Petrobras, estatal e maior empresa do país, que ganhou cada vez mais autonomia nos últimos governos sob a justificativa de que precisa agilidade para enfrentar a abertura da economia brasileira. É uma empresa cujos cargos são preenchidos também por critérios políticos, como qualquer empresa pública, mas que tem uma autonomia de decisão quase igual ao de uma empresa privada. De outro, estão os políticos da base aliada excluídos das decisões da estatal e uma oposição para a qual, eleitoralmente, interessa imobilizar esse recurso político hoje disponível ao PT.

Nesse caso, como em todos os outros que envolvem a gestão de recursos públicos, o pior caminho é ceder ao maniqueísmo. É importante que a Petrobras esclareça os critérios para a distribuição e o destino de centenas de milhões de reais que pousam nos caixas de ONGs e programas sociais afinados com o petismo. E, em uma empresa gigante como a Petrobras, os controles internos podem falhar, propiciando espaço para corrupção, licitações dirigidas, favoritismo, como em qualquer empresa pública. Não há nada de mais em investigar a empresa e esclarecer o que requer esclarecimentos. Resta saber se a correta apuração dos fatos é melhor servida com a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado.

O Legislativo atravessa uma grave crise de credibilidade e a fúria moralizadora com que a oposição se lançou para criar uma CPI é suspeita. As últimas CPIs foram um fiasco e uma sobre a Petrobras tem tudo para ter o mesmo destino. É preciso lembrar que, comercialmente, a empresa tem obtido sucesso, dá enormes lucros ao Estado brasileiro e aos seus demais acionistas, mantém um quadro técnico de qualidade e tem relações estreitas com o mercado internacional.

A relativa autonomia da Petrobras remonta ao governo passado. Em 1998, após a entrada em vigor da Lei do Petróleo, um decreto presidencial isentou-a de fazer licitações para contratação de obras e serviços. O decreto tem sido desde então contestado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que, todavia, tem sido impedido por liminares do Supremo Tribunal Federal (STF) de paralisar as atividades da empresa. Quando o ato foi assinado, era parte de um plano do governo de profissionalização da empresa, que incorporou sistemas contábeis internacionalmente aceitos como transparentes e novas regras de ascensão do quadro funcional.

A Petrobras, todavia, desde então e até hoje, mantém várias contradições. A empresa tem um quadro funcional estável, técnico, mas altamente politizado – politização, aliás, que ocorreu na luta sindical, e que manteve a categoria dos petroleiros, na maior parte da história recente, na órbita de influência da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT. Se, no passado, quadros técnicos importantes da Petrobras não conseguiram subir na escala funcional por ligações com a CUT e o PT, no atual governo essa vinculação é um dado positivo para a ascensão profissional.

O grupo de técnicos com vínculo mais orgânico com a CUT e o PT também faz uma “blindagem” contra ameaças “de fora”. O PMDB não conseguiu influência na Petrobras por causa disso; e foi assim que a exigência do ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, de indicar alguém para “aquela diretoria que fura poço e acha petróleo”, tornou-se só uma piada. A ação do PMDB no episódio de criação da CPI inspira temores de que esteja tentando valorizar seus votos na comissão, trocando-os mais para frente por uma diretoria. E a do PSDB, de que a intenção não seja a de realmente apurar irregularidades ou colocar a Petrobras numa rota “republicana”, mas transformar o episódio num mero fato político-eleitoral.

A melhor solução seria fugir das armadilhas político-partidárias. Uma auditoria independente pode ter o poder de detectar usos e abusos do caixa da empresa, mas tirando a discussão do cenário político-eleitoral. O TCU e o Ministério Público já fazem investigações sobre suspeitas de procedimentos inadequados na estatal, cujos resultados devem ser divulgados amplamente. E só a Justiça pode definir se é legal a decisão da empresa que gerou o pedido de CPI – a contabilização da variação cambial que resultou em redução do valor de imposto a pagar. Esses caminhos, menos espetaculares que uma CPI, parecem mais produtivos.