Armas,Violência,Crime Organizado,Blog do Mesquita

Armas contrabandeadas dos EUA fortalecem o crime organizado no Brasil

Fuzis que empoderam grupos criminosos brasileiros, do PCC às milícias, vêm traficados dos EUA. País teria conhecimento das vendas ilegais – e teve até um traficante brasileiro como informante (Parte 3 e final da série).    

Dezenas de armas e munições apreendidas por forças de segurança do Rio de Janeiro“Praticamente 100% das armas de alto calibre, como AK-47 e AR-15, nas mãos do crime organizado vieram dos EUA”

Armas de alta potência traficadas dos Estados Unidos empoderam massivamente grupos criminosos brasileiros – como o Primeiro Comando da Capital (PCC), as milícias e o Comando Vermelho (CV) – no controle do mercado de drogas no país, o segundo com maior número de consumidores de cocaína do mundo. Somente em 2018, isso custou a vida de 60 mil pessoas.

Esta é a terceira e última parte da minha série sobre o panorama do crime organizado no Brasil, onde a violência prevalece ano após ano devido à guerra entre organizações criminosas pelo controle do território e do apetitoso mercado dos usuários de drogas.

Segundo o pesquisador Gabriel Feltran, 94% das vítimas de homicídio doloso em 2018 no Brasil eram homens, sendo 72% deles negros. Além disso, 71% das mortes foram por arma de fogo.

O que pouco se menciona é que a maioria das armas de alta potência que fortalecem o crime organizado no Brasil, como os fuzis AK-47 e AR-15, não vem dos dois pontos conflituosos mais próximos das fronteiras do Brasil. Ou seja, não vem da Venezuela, tampouco das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), mas dos Estados Unidos.

Segundo dados oficiais do próprio governo brasileiro, 24% das armas ilegais que circulam entre os grupos de crime organizado vieram dos EUA. E praticamente 100% das armas de alto calibre, como AK-47 e AR-15, nas mãos do crime organizado vieram do território americano.

Em operações de apreensão foram encontradas armas de fabricantes e importadoras como a Safety Harbor Firearms Inc., com sede na Flórida, e a Golden State Arms Distributors Inc., entre outras.

De acordo com informações compartilhadas por funcionários do governo brasileiro, assim como informações que obtive de registros criminais abertos nos Estados Unidos, o tráfico de armas dos EUA para a América do Sul ocorre com facilidade. Além de ser um negócio muito rentável: um rifle como o AR-15, que a Safety Harbor Firearms Inc. vende em seu site por um valor entre 700 e 1.200 dólares, é negociado no mercado negro brasileiro por 15 mil a 20 mil dólares.

“Como é possível que uma única pessoa tenha conseguido contrabandear mais de mil armas dos Estados Unidos por via aérea?”, comentou um chefe da Polícia Federal (PF). Ele se referia a Frederik Barbieri, um cidadão brasileiro naturalizado americano e radicado na Flórida, que faturou mais de 3 milhões de dólares com envio de armas ao Brasil.

A indagação do chefe da PF chamou minha atenção, e resolvi investigar o caso Barbieri. Encontrei o registro criminal aberto contra ele no tribunal federal do Distrito Sul da Flórida.

Anabel Hernández é vencedora do Prêmio Liberdade de Expressão da DW

Anabel Hernández é vencedora do Prêmio Liberdade de Expressão da DW

Barbieri, que de forma macabra se autoproclamava “Senhor das Armas”, contrabandeou pistolas de alto calibre ao Brasil pelo menos entre 2013 e 2018. Ele e seus cúmplices apagavam os números de série das armas e as escondiam, juntamente com munição e acessórios para essas armas, em aquecedores de piscina, que eram exportados ao Brasil por meio de uma empresa de fachada. Enviadas por meio da companhia aérea Air Com International, as armas geralmente chegavam ao aeroporto internacional do Rio de Janeiro.

Com ajuda de três cúmplices, Barbieri vendia as armas para o crime organizado nas favelas do Rio (controladas pelo PCC, CV ou milícias), e os ganhos desse tráfico eram administrados por outro réu, que enviava o lucro para Barbieri.

Segundo o registro oficial, a conspiração incluía agentes alfandegários, um indivíduo em Copacabana e até um funcionário do alto escalão do governo, que o teriam extorquido para permitir que ele continuasse com o tráfico de armas.

Embora o governo dos Estados Unidos seja geralmente bastante rigoroso com as mercadorias que entram em seu território – supostamente para impedir o tráfico de drogas e a entrada de terroristas e suas armas letais –, ele não parece se importar com o que sai do país.

Não foi Washington que interrompeu a operação comandada por Barbieri, embora o traficante de armas fosse seu informante (conforme admitiu o próprio governo nos arquivos do caso), mas foi a Polícia Federal brasileira que detectou um dos carregamentos de armas de Barbieri no aeroporto internacional do Rio, em meados de 2017. Eram 60 fuzis AK-47 e AR-15 – apenas a ponta do iceberg. O governo brasileiro pediu ajuda aos EUA nas investigações.

“Durante as chamadas telefônicas controladas [interceptações telefônicas], o próprio réu afirmou que as armas de fogo foram vendidas a indivíduos nas favelas e que o pagamento foi feito em pequenas denominações monetárias porque as armas foram compradas com dinheiro das drogas”, diz um trecho do registro criminal. O dinheiro era depositado em contas do Bank of America.

Em 1º de março de 2018, Barbieri se entregou à Justiça americana. Das nove acusações, a promotoria acabou retirando sete, e Barbieri foi condenado a 12 anos de prisão por “tentativa de exportação de armas” – embora o contrabando de armas tenha ocorrido várias vezes – e “conspiração para defraudar os Estados Unidos”.

O mais chocante no caso: nos documentos judiciais que estão nas minhas mãos está descrito que o traficante de armas Barbieri foi informante do governo americano desde antes de 2014, ou seja, por mais de quatro anos, tempo em que comprou ao menos mil rifles AK-47 e AR-15.

Isso me fez lembrar que, de 2009 a 2011, o governo de Barack Obama, por meio da Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF), propiciou o tráfico de armas ao México através do programa “Velozes e Furiosos”, num dos momentos mais sangrentos da guerra entre os cartéis do narcotráfico.

A ATF permitiu que comerciantes de armas licenciados nos EUA vendessem para compradores ilegais mais de duas mil armas que foram traficadas para cartéis de drogas no México. O tráfico de armas foi monitorado pelo governo americano e não foi interrompido por anos, com a justificativa de querer rastrear o contrabando de armas e saber de onde chegavam.

Esse tráfico de armas que tanto incentivou a violência e a morte no México nunca importou a ninguém – até que um agente da patrulha fronteiriça dos EUA, Brian Terry, foi assassinado em 2010 com uma das armas traficadas sob a tolerância de Washington. Até então, o programa “Velozes e Furiosos” foi um escândalo mundial.

A jornalista e autora Anabel Hernández escreve há anos sobre cartéis de drogas e corrupção no México. Após ameaças de morte, teve que deixar o país e vive na Europa desde então. Por seu trabalho, recebeu o Prêmio Liberdade de Expressão da DW em 2019.

Brasil: da série “Só dói quando eu rio”

O que dá pra rir dá pra chorar
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“Só as polícias não darão conta das duas facções”, diz ex-líder do Comando Vermelho

Ex-traficante, agora pastor, prevê mais mortes nas cadeias e reflexo nas ruas com fim de pacto

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Quem assiste o pastor Aldidudima Salles, 53, pregando o evangelho com uma bíblia debaixo do braço não imagina que ele participou da fuga mais ousada da história do sistema carcerário brasileiro.

Em 31 de dezembro de 1985, ele, então conhecido como Ligeirinho, uma das lideranças do Comando Vermelho, estava no helicóptero que pousou no pátio do presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande, para resgatar José dos Carlos Reis Encina, vulgo Escadinha, fundador da organização.
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Fora do crime e convertido há 31 anos, Salles, que admite ter cometido mais de 26 homicídios e diz ter comandado mais de 6.000 traficantes no Rio de Janeiro, é taxativo ao falar sobre o fim da paz entre o Primeiro Comando da Capital e o CV, desencadeada após rebeliões em presídios no domingo: “Vai haver guerra”, disse ele, que sugeriu que as ações das polícias podem ser insuficientes para conter a reverberação do problema.

A frase soa dramática, mas não é muito distinta da dita pelo secretário da Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes, que disse ao site G1 nesta terça-feira que “a guerra recomeçou” _ainda que tenha frisado que, à diferença de outros Estados, não há “nenhuma insegurança” em São Paulo.
Pergunta. Você acha possível que o Comando Vermelho e o PCC retomem seu pacto de aliança?

Resposta. É difícil um acordo a essa altura, a não ser que os chefões das duas facções tentem controlar isso. Mas é difícil haver um acordo depois das mortes que ocorreram nos presídios de Roraima e Rondônia. Ainda mais naquelas circunstâncias [dia de visita, considerado o mais importante para os presos].

P. O que pode ter causado o rompimento?

R. Quando aconteceu a morte do rei da fronteira, o Rafaat [Jorge Rafaat Toumani, traficante assassinado em Juan Caballero, fronteira do Brasil com Paraguai, em junho deste ano], eu comentei que aquilo não ia dar boa coisa. Ele foi morto pelo PCC e pelo CV [há versões de que foi apenas o PCC que atuou na ação e outra de que foi uma ação conjunta, com posterior batalha pelo domínio da rota deixada pelo traficante]. É experiência de ter vivido dentro de uma facção. Eu acho que romperam por luta de poder: o CV não aceita receber ordem. O PCC idem. Então deve ter havido essa separação por um querer mandar mais que o outro. E no final de contas, o dinheiro sempre fala mais alto.

P. O que deve acontecer agora?

R. Eu acredito que não vai ficar barato, que vai ter uma guerra. Se o Governo Federal não colocar o Exército na rua, não vai ter jeito. Só as policias civil e militar dos Estados não dão conta de lidar com duas facções desse porte, com esse tipo de armamento que eles têm. E muita gente vai morrer.

P. E a situação das cadeias, você acha que acontecerão mais mortes?

R. Não acho, tenho certeza de que terão mais mortes nas cadeias. Se a Justiça não abrir o olho para controlar agora, pode ser que amanhã seja tarde.

P. Você mencionou o Rafaat. Na sua época de CV as conexões internacionais já eram importantes para o tráfico?

R. Naquela época as conexões internacionais já eram fundamentais. A droga entrava pelas fronteiras, Colômbia, Paraguai. Bolívia e Peru. Buscávamos de avião monomotor, voando bem baixo para não ser pego pelo radar. Fui treinado por Pablo Escobar Gaviria em Medellín, na Colômbia. O treinamento que recebi dele foi para mexer com droga, fazer ela render, dar mais dinheiro.

P. Quando você era do CV, a facção tinha alguma relação com criminosos paulistas?

R. Na minha época não existia PCC. Tinham traficantes de São Paulo para quem a gente repassava droga.

P. O CV de hoje em dia é diferente da facção da sua época?

R. Quando nós começamos o CV, nosso estatuto, era bem diferente. Tínhamos normas que eram cumpridas. Hoje em dia não tem mais norma, não. Respeitávamos pai e mãe, não violentávamos ninguém, não assaltávamos pobres… Não concordávamos com esse tipo de coisa. Nosso foco era droga e assalto a banco. Hoje se mata por cem reais, por um par de tênis.
ElPais

NYT’ destaca ameaça de terrorismo na Rio 2016

Reportagem também fala da criminalidade em ascensão na cidade The New York Times afirma que homens presos no Brasil por suposta combinação de ameça terrorista tem perfis semelhantes aos que cometeram massacres em Nice e Munique

O jornal norte-americano The New York Times traz na edição desta quinta-feira (4) uma matéria sobre a Olimpíada Rio 2016, que começa nesta sexta (5).

O editorial analisa que os líderes locais e a sociedade brasileira estão mal preparados para uma ameaça de ataque terrorista como aqueles em Munique, em 1972, e Atlanta, em 1996.

Eles não têm experiência com o problema e não têm recursos humanos e financeiros suficientes. Além disso, a estrutura da segurança pública no país é fraca.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A cooperação internacional está ajudando, mas o Brasil deve enfrentar o desafio e melhorar as suas instituições no futuro.

O texto do New York Times lembra que no dia 21 de julho a Polícia Federal prendeu 12 suspeitos sob a acusação de tentativa de estabelecer conexões com o Estado islâmico. As prisões foram realizadas sob uma nova lei antiterrorismo que entrou em vigor este ano. Os suspeitos, que se chamavam “Defensores da Shariah”, têm sido ridicularizados na mídia social por falta de armas militares ou de formação, e por nem sequer saber um do outro, além da utilização de serviços de mensagens móveis como WhatsApp e Telegram. Mas homens com perfis semelhantes cometeram massacres em Nice e Munique.

> > The New York Times No Game: The Olympics, Rio and Terror

The New York Times afirma que homens presos no Brasil por suposta combinação de ameça terrorista tem perfis semelhantes aos que cometeram massacres em Nice e Munique

Há uma razão histórica que torna difícil até mesmo discutir a questão do terrorismo no Brasil. Entre os anos 1964 e 1985 a ditadura usou a palavra “terroristas” para classificar grupos pacíficos que se opunham a ele. Desde então, sob o regime democrático, a liderança política tem evitado usar esta palavra.

Os grupos fundamentalistas, como a Al Qaeda ou o Estado islâmico, estão longe de ser a realidade dos brasileiros, que há mais de um século convivem com uma grande comunidade árabe – de sete a dez milhões, incluindo o presidente interino, Michel Temer, um filho de imigrantes libaneses – próspera e bem integrada, comenta o The New York Times.

Os brasileiros estão lidando não só com a inexperiência das autoridades com o terrorismo, mas também com a falta de recursos de segurança. O Rio de Janeiro está passando por um colapso financeiro; bombeiros, médicos, policiais e professores ficam sem receber seus salários. Às vezes, não há dinheiro para suprimentos básicos, como a gasolina para carros da polícia.

O New York Times acrescenta que a atual crise política, incluindo o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, e a pior recessão econômica em 25 anos fez com que um maioria da população se colocasse contra ou indiferente aos Jogos Olímpicos – apenas 40 por cento dos brasileiros acreditam que tal evento seja bom para o país.

O governo está focado no risco de lobos solitários, inspirado por grupos fundamentalistas, que pode se direcionar a delegações estrangeiras. Apesar da forte cooperação internacional, a polícia brasileira e os serviços de inteligência não têm agentes e especialistas com experiência sobre o modus operandi do Estado Islâmico, diz o The New York Times.

Há também uma preocupação com a taxa de homicídios em ascensão no Rio de Janeiro. O governo informou 2.100 assassinatos de janeiro a maio deste ano, um aumento de 13 por cento sobre o mesmo período em 2015. A cidade é dominada pelo crime, com a circulação descontrolada de armas automáticas e policiais despreparados.

A Força Nacional, que é encarregado de proteger instalações desportivas durante os Jogos Olímpicos, está sendo coagida pelos grupos paramilitares em áreas pobres, restringindo os movimentos dos oficiais e estabelecendo regras para o seu comportamento – por exemplo, proibindo-os de ir a bares nestes comunidades.

Para a maioria dos brasileiros, crime todos os dias é uma ameaça muito mais iminente do que o terrorismo. Mas isso não faz a ameaça do terrorismo menos perigoso ou real, finaliza o The New York Times.
JB

O papel dos militares na América Latina

As Forças Armadas perderam influência após os golpes do século XX e países da região não sabem o que fazer com seus militares.

O papel dos militares na América Latina
Brasil é um dos países que tem colaborado mais com as missões de paz da ONU (Foto: Wikipédia)
Tanques nas ruas fizeram parte da política da América Latina durante boa parte do século XX, mas hoje é difícil imaginar as Forças Armadas retomando o poder.
Em uma região livre de guerras, os governos latino-americanos ainda não resolveram como empregar seus militares.

As Forças Armadas perderam influência política rapidamente nas últimas décadas. Em apenas dois países – Venezuela e Cuba – militares continuam a desempenhar um papel político importante.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O atual presidente de Cuba, Raul Castro, foi durante muitos anos o general mais poderoso do país, e as Forças Armadas ainda controlam pelo menos metade da economia cubana.

Leia também: Motivos para apoiar a desmilitarização da Polícia Militar no Brasil

Na Venezuela, Chávez transformou o exército em uma filial do seu movimento político. Sob seu sucessor, Nicolás Maduro, oficiais militares mantêm muitos cargos no governo, e as Forças Armadas construíram um império de negócios.

Mas há sinais de que o exército está recuando para uma posição mais institucional.

A principal ameaça à segurança da região é o crime organizado. Vários governos enviam tropas para combater traficantes e outros criminosos comuns.

Mal preparados para a tarefa, eles muitas vezes acabam matando inocentes.

Os militares também estão respondendo a catástrofes naturais, que estão acontecendo com mais frequência devido às mudanças climáticas. Há, também, missões de paz da ONU, com as quais a região está colaborando mais.

Mas os exércitos estão inchados demais para esse papel limitado. O crescimento econômico acelerado da década de 2000 inflou orçamentos de defesa.

Para reforçar sua imagem de potência mundial, o Brasil embarcou numa farra de gastos que incluiu a compra de submarinos e caças sofisticados. Agora, seu orçamento está pressionado.

Os latino-americanos querem policiais mais bem equipados e remunerados. Já é tempo de um ajuste das prioridades e das despesas na área da segurança
Fontes:
The Economist – Of soldiers and citizens

Narcotráfico e a violência urbana.

Narcotráfico Cocaína Blog do Mesquita01Lembrem-se: aquele amigo que dá um “tapa” num aparentemente inocente cigarrinho de maconha, alimenta o tráfico.

Aquele mísero R$ que compra a trouxinha de maconha ou o papelote de cocaína, somado a tantos outros, permite que armas sejam compradas. Essas armas é que serão usadas nos assaltos. Literalmente a vítima pode ter contribuído para armar aquele que irá assaltá-la. O medo, a conivência e a omissão são os melhores companheiros do erro.

Contudo, as armas de grosso calibre como aquela metralhadora .30 que abateu um helicóptero da Polícia do Rio de Janeiro, não entram no Brasil de uma em uma, e muito menos sobem o morro embaixo da camiseta de alguém. Entram pelas fronteiras, portos e aeroportos.

Quem pode combater esse contrabando, exército, marinha e aeronáutica, estão completamente sucateados.

Aliás, esse processo de desmonte das forças armadas começou no desgoverno de FHC, e foi levado ao nível de penúria absoluta no atual governo do petista. Será que pretendem subir os morros a bordo de submarinos nucleares, ou caçar traficantes nos morros com caças supersônicos?

A Polícia Federal também não tem recursos suficientes para impedir a circulação dessas armas no território nacional. As polícias civis e militares, com policiais morando na mesma favela em que os bandidos dominam, e com policiais ganhando R$700,00, é impotente para travar esse combate.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A par disso, o código penal e código de processo penal, precisam ser revistos e atualizados para as novas realidades do crime organizado. Bem como alguém precisa avisar ao judiciário que já estamos no século XXI.

Sem sociologismos piegas – os esquerdistas de botequim vão dizer que isso é consequencia da desigualdade social, da pobreza, do bispo, etc. – esse tipo de ação criminosa em países como os Estados Unidos, levaria os criminosos para no mínimo, a prisão perpétua. Na taba dos Tupiniquins esses terroristas do pó, caso sejam presos, estarão livres após cumprirem 1/6 da pena.

Cabeças(sic) iluminadas(sic) em Brasília, sempre que fatos inomináveis ocorrem, correm para a ribalta anunciando apoio, ações, verbas e o ‘escabau’ para resolver a situação. Mas, passados alguns dias, tudo volta ao esquecimento. Tais seres surrealistas que habitam o planalto central esperam resolver o ‘pobrema’ com pajelanças ou discursos eleitoreiros? Há, claramente, um hiato entre a realidade e a ação do Estado Brasileiro.

O oba oba olímpico não consegue esconder a realidade aterrorizante que inferniza a população, que tem a sua parte de responsabilidade nesses descaminhos do crime.

Corrupção: uma doença que contamina a sociedade, cada vez mais descrente

Ratos de colarinho branco políticos Congresso nacional Blog do MesquitaEscândalos e impunidade fazem com que poder público perca o respeito da população

Historicamente, a trajetória política do país se mistura com escândalos de corrupção, farra com dinheiro público e descaso com a população carente. Notícias de falcatruas tendo como personagens autoridades e instituições públicas estão todos os dias nas manchetes dos jornais. Para quem lê e vê todos os dias os desmandos acontecerem, e sobretudo sem que os personagens sofram qualquer tipo de punição, a indignação e a falta de crença nas instituições do país são os sentimentos dominantes.

Para sociólogos, a questão é histórica, onde as autoridades – e também o povo – esqueceram como diferenciar o espaço público e o privado na hora de agir, gerando uma sociedade corrupta de diversas formas, nos mais diferentes núcleos.

Os casos de corrupção, ostentação e exageros se multiplicam: helicóptero do deputado estadual Gustavo Perrella transportando cocaína; lagostas e champanhes compradas com dinheiro público pelo governo de Roseane Sarney enquanto presos sofrem sem a mínima dignidade nos presídios do Maranhão; Delta, Carlinhos Cachoeira e Sérgio Cabral constantemente juntos nas manchetes. O Mensalão e seus presos. O atual governador do Rio, Pezão, e suas idas e vindas constantes em helicópteros do governo.

As testemunhas desses excessos são o próprio povo. Povo que muitas vezes trabalha como garçom ou cozinheiro em banquetes oferecidos nos palácios da esfera pública, regados a espumantes de R$ 100 cada, e jantares de quase R$ 200 por pessoa. Imaginem estes trabalhadores testemunhando negociatas milionárias brindadas a peso de ouro, enquanto recebem, no fim do dia, uma diária que corresponde a duas garrafas de champanhe… Que tipo de sentimento eles terão?[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Para Paulo Silvino Ribeiro, professor de sociologia da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, a corrupção e a falta de “sensibilidade moral” acontece quando se confunde as esferas públicas e privadas, coisa historicamente comum no Brasil. “As duas coisas, que deveriam ser distintas, onde aquilo que é de meu interesse é privado e o que é público é de interesse coletivo, se tornaram indistintas na nossa cultura. Hoje, entendemos melhor o privado e o publico, mas há um ranço histórico muito grande”, explica. “A sociedade civil foi constituída prescindindo o Estado, ela não entendia o que era o Estado. Foi formado por uma elite branca de 10% que comandava esse estado em seu propósito, e isso foi sendo assimilado culturalmente”, completa.

Para Marcos Otávio Bezerra, professor de sociologia e antropologia da Universidade Federal Fluminense, a formulação de falta de delimitação entre o público e privado pode ser fraca quando se pensa praticamente. “As pessoas que se apropriam dos recursos públicos sabem que estão fazendo isso. Inclusive, por serem públicos, elas acham que podem dar um outro destino, voltado para seu interesse”.

Segundo ele, a corrupção dentro das instituições públicas é agravada pelo exemplo que as autoridades deveriam dar e pela total consciência do que se está sendo feito. “Essas pessoas estão ocupando funções publicas, os políticos e pessoas que ocupam posições no executivo têm a obrigação de dar o exemplo. Elas estão numa posição que trabalham em prol do publico, pelo menos deveriam. E tem essa visibilidade. As pessoas pensam ‘se eles fazem eu vou fazer também’, então é um mau exemplo. Elas estão nas posições mais altas na hierarquia brasileira e funcionam como um contraponto para o cidadão”, critica.

“Além disso, as pessoas que ocupam essas posições tiveram as melhoras oportunidades de vida, moraram bem, estudaram, tem salários adequados para a vida delas, elas, em tese, não precisariam fazer o que elas fazem. Não é por falta de informação, recursos econômicos”, completa.

Para Silvino Ribeiro, a sensibilidade para saber o que é ou não importante se perde com o poder. “Tudo está dentro de uma chave que é a da moral e da ética”, comenta. A ação de Roseane Sarney, por exemplo, em comprar lagostas quando a população pobre do Maranhão sofre com um problema crítico nos presídios, não é corrupção, mas esbarra em dilemas morais. “É uma ação que é imoral, porque não era o melhor momento de se pensar isso. Tem uma questão moral que tem que ser pensada na perspectiva de alguém que lida com aquilo que é a demanda da sociedade. Essa sensibilidade, muitas vezes, é perdida porque eles [políticos] têm um sentimento de impunidade, porque se sentem donos de tudo mesmo”, completa.
Fonte:Jornal do Brasil

Crime organizado: Alckmin, o diletante

Mão Armada Blog do Mesquita

Conhecer o fenômeno representado pelo crime organizado é fundamental antes de legislar ou traçar políticas e estratégias para contrastá-lo.

Pablo Escobar, o maior narcotraficante de cocaína de todos os tempos e chefão do colombiano e transnacional Cartel de Medellín, mandou fuzilar e matar o ministro da Justiça, Rodrigo Lara Bonilla, e foi corresponsável pela eliminação, em ataque único, da metade dos magistrados da Suprema Corte de Justiça colombiana.

Salvatore Totò Riina, o chefe da Cosa Nostra siciliana, dinamitou, num arco de 49 dias, os magistrados italianos antimáfia Giovanni Falcone e Paolo Borsellino.

Somente após esses ataques as Nações Unidas começaram a se preocupar com a dimensão e a ousadia dessas organizações. E elas atuam sem limitação de fronteiras.

Têm controle social e territorial, difundem o medo, movimentam fortunas pelos sistemas bancário e financeiro internacional, atentam contra o Estado Democrático de Direito e as garantias fundamentais dos cidadãos.[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]

Em novembro de 1994, a ONU promoveu em Nápoles a primeira Conferência Mundial sobre Crime Transnacional. Estavam presentes chefes de Estado, de governo e ministros de 140 dos 189 Estados membros das Nações Unidas. Do documento de encerramento constou a recomendação para não se legislar ou executar medidas de contraste sem conhecimento do fenômeno.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Com diletantismo, o governador paulista Geraldo Alckmin fracassa no enfrentamento da organização criminosa denominada Primeiro Comando da Capital (PCC), uma pré-máfia que completou, em julho deste ano, 20 anos de idade. A cada ano, ela se torna mais bem organizada, ousada e poderosa financeiramente. Fatura 120 milhões de reais por ano, segundo o Ministério Público Paulista.

Não são necessários os cem olhos do mitológico príncipe de Argo, pintado em famosa tela de Velázquez exposta no madrilenho Museu do Prado, para se perceber a contradição na política e estratégia do governo Alckmin no combate ao PCC.

Alckmin repete nas mídias, com base em experiência italiana de sucesso no trato penitenciário com os chefões das quatro máfias peninsulares, ser necessário isolar em presídios de segurança máxima os líderes do crime organizado. Mas, em flagrante contradição lógica, o governador admite, nos presídios paulistas ditos de segurança máxima, o ingresso e o uso de telefones celulares.

Isso abre canal para a crème de la crème da delinquência se comunicar com o exterior e governar o PCC a distância. Essa estratégia consiste em permitir o ingresso de celulares para a polícia colher informações por meio de grampos.

Alckmin ainda não se deu conta dessa contradição lógica de querer isolar sem impedir a comunicação mediante o uso de celulares. No popular, “enxuga-se o gelo”. A esse tipo de contradição, os pretores romanos classificavam como contradictio in adiecto.

Na Itália, por emenda ao artigo 41 do Código Penitenciário, a nata da criminalidade é vigiada 24 horas por dia, em presídios especiais equipados com telecâmeras. Para se ter ideia, o mafioso Salvatore Lo Piccolo conseguiu, na Corte Suprema, uma ordem de retirada da câmera que captava imagens do banheiro da sua cela individual, com foco na privada.

Nesses presídios, atuam a polícia penitenciária e o seu núcleo de inteligência. As visitas, com vidro blindado a separar nas interlocuções, e comunicação por microfone e equipamento individual de áudio, são vigiadas. Nos presídios, não entram celulares e, em razão de bloqueadores de sinal, estes não funcionam.

A propósito de restrições, a Corte Europeia de Direitos Humanos já decidiu no sentido de um longo período de encarceramento, com as restrições voltadas a “desplugar” o mafioso da sua organização criminosa, o que não ofende os direitos fundamentais.

Isso quando o encarcerado representa grave perigo à sociedade e ao Estado. Como frisou o juiz Roberto Scarpinato, magistrado responsável por vultoso desfalque ao patrimônio da Cosa Nostra siciliana, o chefão mafioso, no sistema de cárcere-duro e isolado, passa a ter a certeza de não mais ser “chefe de nada”.

Os narcodiálogos grampeados nos presídios de Alckmin não resultam em apreensões significativas e não geram desfalque substancioso no “banco central” do PCC. Não se deve esquecer a vocação do crime organizado de se infiltrar no poder e da sua atuação parasitária, a sugar recursos e a força do Estado.

Num pano rápido, com o diletantismo de Alckmin, em cujo governo já se afirmou ora estar o PCC extinto, ora estar reduzido a poucos membros, ajuda na expansão do PCC, que já colocou o governo de joelhos.
WFM.
Walter Fanganiello Maierovitch/Carta Capital

PCC e Geraldo Alckmin

Alckmin perde para o PCC
por Wálter Fanganiello Maierovitch, em CartaCapital

Em maio de 2006, o Primeiro Comando da Capital (PCC), associação deliquencial paulistana nascida nos presídios como a italiana Sacra Corona Unita, apavorou a população com ataques espetaculares.

O medo tomou conta dos paulistanos, que se refugiaram nas suas residências.

Quando isso aconteceu, Geraldo Alckmin tinha renunciado ao governo do estado para concorrer à Presidência da república.

Como legado, Alckmin deixou uma canhestra política militarizada de segurança pública e a passar a falsa impressão de tranquilidade à população. Não bastasse, não desmentiu o seu chefe do Departamento de Investigações Criminais na afirmação, em entrevista coletiva, de que o PCC estava agonizante.Logo depois da saída da chefia do Executivo paulista, articulados ataques do PCC serviram para confirmar a falência da política militarizada de Alckmin, e o governador interino, Cláudio Lembo, foi apanhado de calças curtas. [ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Não bastasse, um avião oficial conduziu negociadores para fechar um “armistício”com o chefão do PCC, recolhido em estabelecimento prisional. De maio de 2006 em diante, excluída a curta passagem do pefelista Lembo, a política tucana para a segurança pública continuou calamitosa, com a agravante da manutenção do acordo celebrado com o PCC. Isso permitiu ao PCC difundir-se pela periferia e tecer uma potente e capilar rede criminal.

O PCC passou a ter controles territorial e social.

Para se ter uma ideia, um respeitado padre da zona leste enviou uma carta ao cardeal arcebispo a relatar pressões do PCC e o patrocínio, em paroquias que indicou, de quermesses e festas litúrgicas. Com a volta de Alckmin, colocou-se de lado a Polícia Civil, apesar das suas tradições e do respeito conquistado junto à população.

Num pano rápido, intensificaram-se as ações militarizadas, com todas as fichas apostadas na Polícia Militar. A propósito, basta lembrar o nihil obstat de Alckmin na ridícula tomada militar do campus da Universidade de São Paulo e por causa de três cigarros de maconha na posse de usuários.

E teve a desumana açã militar no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, que resultou na expulsão de famílias instaladas há anos nesse bairro operário. Não se deve olvidar, também, a desumana e atrapalhada tentativa, sempre com policiais armados e emprego de violência, de acabar com um velho confinamento de dependentes químicos na Cracolândia. Em todos esses casos, Alckmin, em panos de Capitão Nascimento, repetia, sem corar e em entrevistas, frases de matriz fascista.

Pois bem. O PCC voltou, desde agosto passado, a mostrar os músculos e a Polícia Militar partiu para a guerra, que já é de uma clareza solar. Por operar em rede difusa por todas as zonas da capital e da periferia, o PCC, com ataques de norte a sul e de leste a oeste, colocou Alckmin e sua polícia como “baratas tontas”.

Pouco antes do período eleitoral municipal, o governador paulista e os seus subordinados insistiam, com a esquecer o passado, na afirmação de que o PCC era supervalorizado pela mídia. Num dos embates sangrentos, Alckmin não poupou os paulistas ao soltar um “quem não reagiu não morreu”. A guerra em curso tem gerado mortes dos dois lados. Pior, cresceu o número de vítimas inocentes, de policiais e carcereiros mortos em dias de folga. Fora isso, grupos de extermínio entraram no embate e o crime organizado já impôs toque de recolher aos moradores de territórios controlados.

O confronto teria sido uma resposta à morte, em janeiro, num confronto com policiais militares em São Bernardo do Campo (no ABC paulista), de um líder de nó da rede criminal operada pelo PCC. Fala-se numa carta interceptada em presídio, no mês de maio, com ordem de eliminação de policiais militares. A versão que corre nos bastidores das delegacias é outra. Dá conta de uma quebra do modus vivendi acertado em maio de 2006, com a Rota (polícia especial) a ingressar em territórios da periferia dominados pelo PCC e perseguir vendedores de drogas ilícitas.

Nesta semana, depois de um bate-cabeça entre o secretário de Segurança paulista e o ministro da Justiça, a presidenta Dilma entrou em cena e acertou com o governador, além de auxílio financeiro, a constituição de uma agência de combate ao crime organizado e de reserva de vagas em presídios federais.

Alckmin não deixou de reclamar de ter o ministro Cardozo, da Justiça, se aproveitado da situação para abrir espaço para sair candidato ao governo em 2014. Como todos sabem, Alckmin pretende se reeleger e teme também ser coberto por uma pá de cal, como sucedeu a José Serra. Ainda não se sabe se haverá alteração na política militarizada de Alckmin.

Como serão repassadas informações do Banco Central e do órgão de inteligência financeira (Coaf), espera-se que se consiga atacar a economia movimentada pelo PCC, de modo a empobrecê-lo. Uma associação criminosa reticular, do porte do PCC, não sobrevive sem substancial lucro financeiro.

Tópicos do dia – 25/07/2042

10:28:31
Eleições 2012 – Brasil: da série ” A vida como não deveria ser” – Gustavo Fruet

Lembram dele?
Era o dedo mais incisivo, mordaz e implacável do PSDB na acusação contra a turma cliente do ‘Valerioduto’ na CPI do Mensalão. Não poupava ‘nadica de nada’ a turma do PT. Pois não é que agora sua Ex-celência se mostra petista desde criancinha?
Pulou do PSDB para o PDT – do inominável Carlos Luppi, lembram? – e está coligado ao PT na candidatura para prefeito de Curitiba. A exemplo do seu ex-guru FHC o senhor Fruet também entra para o time do que imploram “esqueçam o que eu disse”.

10:37:56
Crime organizado: lei determina medidas de segurança para juízes

O Ministério Público e os tribunais terão 90 dias para adotar uma série de medidas de segurança com o objetivo de garantir o andamento e julgamento dos processos envolvendo crimes praticados por organizações criminosas. A Lei aprovada pelo Congresso foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. O texto está publicado na edição desta quarta-feira (25) do Diário Oficial da União.  Segundo o texto,  os juízes, integrantes do Ministério Público e seus parentes poderão receber proteção especial, se considerarem que estão sob ameaça. A proteção especial poderá ser feita pela Polícia Judiciária, por órgãos de segurança institucional e agentes policiais.
coluna Claudio Humberto

10:51:50
Marcos Valério: a caixa preta do mensalão que é uma ameaça a Lula.

Lula precisa tratar com carinho a caixa preta mais perigosa do país
Como revelou a edição de VEJA desta semana, o grão-mensaleiro Marcos Valério comunicou a amigos de Lula que, se não fosse tratado com o carinho que merece a mais perigosa caixa-preta do país, poderia ceder à tentação de contar detalhes de conversas que teve com o ex-presidente antes da descoberta do mensalão.

Nesta segunda-feira, instado pelo portal Terra a comentar a reportagem, Valério confirmou a ameaça com duas frases grávidas de entrelinhas. “Eu sou igual ao doutor Delúbio, nunca endureci o dedo para ninguém e não vai ser agora, às vésperas do julgamento”, começou o declarante. “Eu não tenho nenhum confidente em Brasília, principalmente lá, onde não vou há anos”, terminou. Traduzidas as frases, o que se ouve são dois desmentidos que ratificam e ampliam as informações divulgadas por VEJA. A primeira lembra aos interessados que, como Delúbio Soares, Valério sabe muito e não contou nada, está pagando sozinho por pecados coletivos e espera que os danos morais e financeiros sejam devidamente compensados.

Ao frisar que nunca endureceu o dedo, está dizendo que poderia ter feito o contrário. O indicador só enrijece se existe algo ou alguém a apontar. Não fez isso e não fará às vésperas do julgamento, sublinha. Mas nada impede que faça depois. Depende do desfecho do caso.
Ao afirmar na segunda frase que não tem confidentes em Brasília e não aparece por lá há alguns anos, Valério confirma outra informação da reportagem: os encontros com Paulo Okamotto e Luiz Eduardo Greenhalgh, que repassaram o recado a Lula, ocorreram em São Paulo.
Não foi necessário reaparecer no local do crime. Antes da descoberta do esquema criminoso, ele passava mais tempo em Brasília do que em Belo Horizonte e entrava sem bater em gabinetes inacessíveis para a gente comum. Até ser reduzido a caso de polícia e descobrir como é passar a noite na cadeia.
Blog de Augusto Nunes/Veja


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