Tópicos do dia – 15/06/2012

08:41:38
Desespero de causa: Demóstenes apela ao Supremo e alega que as fitas foram adulteradas.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que representa o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e carrega o apelido de Kakay, ingressou quinta-feira com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal para suspender o processo de cassação que tramita no Conselho de Ética do Senado.

Chama-se a isso “desespero de causa”, mostrando que o advogado Kakay se equilibra no espaço tentando evitar a queda do senador, que é mais do que esperada. A jogada do ilustre causídico é inteligente, mas delirante. Pretender que o Supremo interfira no Poder Legislativo é um sonho infantil.

Nem mesmo a provável decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que ameaça considerar ilegais as gravações telefônicas da Operação Monte Carlo, poderá interferir no Conselho de Ética do Senado. Seus efeitos serão internos, apenas no Poder Judiciário, anulando qualquer ação ou inquérito que esteja transcorrendo com base nas gravações.

Como se sabe, o desembargador Tourinho Neto, como relator no TRF da 1ª Região, considerou ilegais as gravações que servem de base de análise de integrantes da CPI. Para que as escutas sejam anuladas, a decisão dele ainda precisa ser aprovada por pelo menos outro juiz que integra a turma do tribunal, composta por três magistrados.

Em Brasília, especula-se que a composição da turma que julgará o tema é favorável ao voto que o desembargador e relator do caso, Tourinho Neto, já proferiu pela nulidade das escutas. A turma é composta por Tourinho, Cândido Ribeiro e o juiz convocado Marcos Augusto Souza.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

08:54:16
Quatro brasileiros em lista internacional de corrupção.

No momento em que os brasileiros acompanham o desenrolar de mais um escândalo de desvio de dinheiro público, o Banco Mundial lança um banco de dados em que cita 150 casos internacionais de corrupção.
São diversas ocorrências em todo o mundo.
E o Brasil não passa despercebido. Entre os representantes estão o deputado Paulo Maluf e o banqueiro Daniel Dantas.
Batizado de The Grand Corruption Cases Database Project, o projeto reúne informações de casos em que foram comprovadas movimentações bancárias de pelo menos US$ 1 milhão relacionados à corrupção e lavagem de dinheiro.
A ideia teve origem em um relatório publicado pelo Banco Mundial no fim do ano passado. Segundo o estudo, a corrupção movimenta cerca de US$ 40 bilhões por ano no mundo.
O banco de dados coloca à disposição documentos e informações dos processos de cada caso, mas não há um ranking dos mais corruptos ou de qual país concentra casos mais graves e onerosos aos cofres públicos.

Débora Alvares/Estadão.com.br
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09:14:34
Fermentando a Pizza. Já é massa pan. PT e PSDB fazem acordo e poupam Serra e Dilma.

O líder do PT, Jilmar Tatto (SP), costurou acordo com líder do PSDB, Bruno Araújo (PE), para anular requerimento pedindo explicações à presidenta Dilma Rousseff sobre obras da Delta com o DNIT. Em troca, o PT vai retirar pedido de convocação de José Serra para esclarecer, na CPI mista do Cachoeira, o aumento de contratos com a Delta em sua gestão à frente da prefeitura e do governo de São Paulo.”

09:46:29
Miro denuncia ‘tropa do cheque’ e encontro secreto com Cavendish

Dois dos integrantes da CPI do Cachoeira estiveram em um restaurante em Paris, na Semana Santa, com Fernando Cavendish, então presidente da Delta. O encontro reuniu o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL).
Estava com os dois o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que não faz parte da comissão de inquérito. Nesta quinta-feira, por 16 votos a 13, a CPI barrou a convocação de Cavendish numa sessão tumultuada. Ciro Nogueira fez discurso e votou contra a convocação. Maurício Quintella Lessa não estava presente.

O encontro do empreiteiro com parlamentares foi denunciado pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) e publicado em 1ª mão pelo site do GLOBO. Indignado com o adiamento da convocação do ex-presidente da Delta, Miro, sem citar nomes, pediu que a CPI investigasse se algum parlamentar tinha se encontrado com Cavendish na França. E alertou que poderia haver uma “tropa do cheque” em ação.
Demetrio Weber e Chico de Gois, O Globo
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10:42:18
Simon adverte Vaccarezza: ‘Você entrou para a História de forma maluca’

Logo depois do PT  conseguir adiar as convocações de Luiz Antônio Pagot e Fernando Cavendish na CPI – como antecipou o blog -, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) teve conversa séria com o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Simon disse que Vaccarezza entrou para a historia “de forma maluca”. “Vaccarezza,  para líder do governo, você não serve; mas para fazer essa defesa maluca para evitar o depoimento de Pagot, você serve. Isso é muito ruim para a sua biografia”, disse o senador. Simon ainda disse ao blog que conversou com Pagot por telefone e que ele tinha se colocado à disposição para prestar depoimento à CPI. De acordo com o senador, ele reafirmou essa disposição do ex-diretor do Dnit na conversa com Vaccarezza e reforçou que seria um erro a CPI evitar a convocação.

Simon também relatou que disse a Vaccarezza que, “com a votação de hoje, nascia um novo PT, que não tem nada a ver o PT das suas origens, com a ética e com sua história”.
blog do Camarotti/G1

20:36:56
Juiz manda soltar Cachoeira, mas ele fica preso. Operação Monte Carlo a um passo do lixo.

O desembargador Fernando Tourinho Neto, do TRF-1, tribunal sediado em Brasília, concedeu liminar num pedido de liberdade para Carlinhos Cachoeira. A ordem só não foi cumprida porque há outro decreto de prisão em vigor, expedido pela 5ª Vara do Tribunal de Justiça do DF.

A equipe do criminalista Márcio Thomaz Bastos, que cuida da defesa de Cachoeira, já trabalha para derrubar esse último obstáculo que impede o líder da quadriha de ganhar o meio-fio. A liberação de Cachoeira tornou-se uma questão de tempo.

A ordem de prisão revogada pelo desembargador Tourinho Neto fora expedida no processo da Operação Monte Carlo, que esquadrinhou a ação da quadrilha de Cachoeira. Esse processo corre na 11a Vara de Goiás.

A outra ordem de prisão, ainda em vigor, refere-se à Operação Saint Michel, espécie de filhote da Monte Carlo. Aqui, apura-se a ação da quadrilha num esquema para favorecer a Delta Construções em licitação do governo do DF.

No despacho em que mandou soltar Cachoeira, Tourinho Neto anotou que o motivo invocado para a prisão já não faz sentido: “Não há mais a potencialidade, dita no decreto de prisão preventiva, que traga perturbação à ordem pública.”

A juíza que comanda a 5ª Vara do DF pensa de outro modo. Tanto que negou, também nesta sexta (15), um pedido de habeas corpus protocolado em favor de Cachoeira. Munida do despacho do desembargador do TRF, a equipe de Thomaz Bastos já prepara um pedido de reconsideração da decisão da juíza.

O recurso será protocolado no plantão do final de semana. “A Operação Saint Michel é um desdobramento da Monte Carlo e estão relacionadas. Se o magistrado do TRF entende que a prisão não é necessária, também não seria no caso do Distrito Federal”, disse Augusto Botelho, um dos membros da equipe de defesa.

O advogado Thomaz Bastos vai além. Afirma que “a investigação está completamente esvaziada.” Como assim? Para ele, as escutas telefônicas que escoram as conclusões da Polícia Federal e do Ministério Público seriam ilegais.

Nesta semana, o desembargador Tourinho Neto votou a favor da anulação das provas, numa sessão da da 3a turma do TRF. Um outro magistrado pediu vista do processo. O julgamento sera retomado na semana que vem. A turma é composta de três desembargadores. Quer dizer: mais um voto e a Operação Monte Carlo vai ao lixo.


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Demóstenes Torres e a pizza

Senador Demóstenes TorresSenadores devem se ausentar para evitar cassação de Demóstenes.

Um grupo de senadores começou a se mobilizar nesta quinta-feira para evitar que o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) se livre da cassação do mandato no plenário da Casa. O temor de que o caso acabe em pizza cresceu desde o depoimento técnico que Demóstenes prestou terça-feira no Conselho de Ética, quando começou a aumentar o número de senadores que, reservadamente, afirmam que os delitos do goiano são menores do que pareciam e que, por isso, podem absolvê-lo. A estratégia desse grupo não é votar contra a cassação, mas se ausentar.

Nesta quinta-feira, os senadores Ana Amélia Lemos (PP-RS), Pedro Taques (PDT-MT), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e o relator do caso Demóstenes, Humberto Costa (PT-PE), reuniram-se no plenário do Senado para definir estratégias para evitar a pizza.

O grupo tem duas metas fundamentais: tentar uma alternativa que force os senadores a abrirem seus votos e combater as ausências no dia da votação em plenário. O voto para cassação de mandato é aberto no Conselho de Ética e fechado no plenário.

Para Demóstenes ser cassado, será preciso que 41 senadores apoiem o pedido de cassação. As ausências têm exatamente o mesmo efeito do voto pela absolvição. Rollemberg, Taques, Ana Amélia e Humberto Costa definiram que vão usar as redes sociais na internet para tentar irradiar o alerta de que o senador que se ausentar da votação estará ajudando Demóstenes.

— Há um movimento subterrâneo para incentivar a ausência — diz Rollemberg.

A meta do grupo ao alardear a situação na internet é evitar que os colegas busquem desculpas, como viagens profissionais e doenças de família, no dia da votação. Outra estratégia do grupo é tentar garantir a publicidade dos votos no plenário do senador que assim desejar.

Na quarta-feira, conforme antecipou a coluna Panorama Político do GLOBO, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) entrou no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança para que seu voto seja divulgado eletronicamente pelo Senado. O grupo de senadores reunidos nesta quinta-feira defende a divulgação dos votos, mas ainda não definiu qual é a melhor forma de fazê-la.

Tentativa de revelar os votos
O grupo incumbiu o senador Pedro Taques, que era procurador da República, de estudar qual a melhor forma jurídica de assegurar a publicidade dos votos. Como a votação deve ocorrer em cédula de papel, uma das possibilidades seria cada senador exibir o voto antes de colocá-lo na urna. Mas os colegas foram alertados por Taques que, de acordo com a Lei Eleitoral, a exibição da cédula anula o voto. Resta, portanto, um questionamento se isso se estende às votações do Senado.

— Estamos preocupados que esse julgamento coberto pelo voto secreto frustre a expectativa dos que querem preservar a instituição. Isso comprometeria o esforço do resgate do Legislativo — explicou Ana Amélia Lemos.

A expectativa é que Demóstenes seja julgado no Conselho de Ética em duas semanas.

Em seguida, o processo segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser analisado e só depois vai ao plenário. Demóstenes vem apostando todas suas fichas na votação secreta no plenário. A tendência é que o ato final do processo aconteça até meados de junho, antes do recesso parlamentar.
O Globo

Para que convocar Marconi, Agnelo, Cabral e Cavendish? Já está tudo claro

Brasil: da série “me engana que eu gosto”!
Parece haver uma intenção clara de difundir a ideia de que a CPMI do cachoeira irá terminar em pizza.

As ações e omissões de várias e variadas ex-celências permitem que seja feita essa leitura.

Esquecem esses senhores que a indignação popular é muito grande e pode pesar na balança.

É insuportável à maioria dos brasileiros, tão despudorada e continuada farra com o dinheiro público, bem como, a isso, a indiferença imoral da classe política.

José Mesquita – Editor


A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a extensão e sobretudo a profundidade das articulações sombrias de Carlos Ramos Cachoeira, sob o protesto do deputado Miro Teixeira, decidiu não convocar os governadores Marconi Perilo, Agnelo Queiroz e Sérgio Cabral, e também não o empresário Fernando Cavendish, segundo se apresenta, ex-proprietário da Delta Construções.

Alguns justamente revoltados com tal absurdo levantaram a hipótese de que tudo vai acabar em pizza. Não acredito.

Claro que, eticamente, seria importante ouvir os depoimentos dos governadores de Goiás, Brasília e do Rio de Janeiro sobre o desenrolar dos escândalos que ocupam as primeiras páginas dos grandes jornais. Como também a versão do veloz empresário Fernando Cavendish, cuja ex-empresa saltou, em poucos anos recentes, do meio do segundo plano para o topo do primeiro onde dominam as empreiteiras de maior porte do país.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Entretanto, francamente, não creio na necessidade urgente do comparecimento de todos estes personagens, por dois motivos. Primeiro porque as evidências já são suficientes contra todos eles. Como Nelson Rodrigues dizia do videotape, que pode ser burro mas não é mentiroso, o mesmo raciocínio cabe plenamente no caso das gravações telefônicas e nas fotografias publicadas. Inclusive as imagens de Paris e Monte Carlo.

A sociedade já formou sua opinião a respeito da tragicomédia protagonizada pelos atores do poder administrativo, do universo político e do mundo financeiro. O comprometimento entre a esfera pública e os interesses particulares é mais do que evidente.

Tanto assim que, por exemplo, o governador Sérgio Cabral sustentou a versão de que não tinha conhecimento das ligações entre seu companheiro de viagem, Fernando Cavendish e Carlos Cachoeira, por seu turno parceiro principalmente do senador Demóstenes Torres. Na CPMI do Congresso, claro, todos negariam tudo. Não iriam confessar verdadeiras razões e participações.

Marconi, Agnelo e Cabral, não vão ser condenados, não terão seus bens bloqueados, tampouco irão para a prisão. Mas isso não significa que tudo vá acabar na quarta-feira. Existe o tribunal da opinião pública, único que, no Brasil, leva os processos às decisões definitivas. Chico de Góis e Paulo Celso Pereira, no Globo, José Ernesto Credêncio e Andreza Matais, Folha de São Paulo, assinaram reportagens candentes nas respectivas edições de sexta-feira. No Globo, foto de André Coelho.

Revoltados, os repórteres, refletindo a sentimento popular, acentuaram estarmos, todos nós, próximos ao forno da pizza. Não é bem assim.

Em primeiro lugar, as cartas já estão na mesa, a evidência quanto aos comprometimentos é nítida. Porém não é só isso. CPIs, examinando-as bem, a partir de seus desfechos, nunca acabam em massas italianas repartidas.

A de Fernando Collor terminou com o impeachment e a queda do presidente da República. A do Mensalão culminou com a derrubada do ministro José Dirceu da Casa Civil e a cassação de seu mandato parlamentar. A CPI das Ambulâncias causou a demissão sumária de vários auxiliares diretos do presidente Lula e com a proibição de deputados buscarem a reeleição nas urnas.

O inquérito sobre a atuação da ex-ministra Erenice Guerra levou à sua exoneração. Era pessoa de confiança da presidente Dilma. Com a vitória nas urnas permaneceria à frente da Casa Civil. Perdeu o posto e a continuidade nele. O mesmo aconteceu com Antonio Palocci, demitido do Ministério da Fazenda no governo Lula. Demitido da Casa Civil do governo Dilma. O caso do ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi, outro exemplo. Há muitos na estrada. Não vale a pena citá-los um por um.

Todas as investigações começam com negativas e dispensa de depoimentos. Porém não terminam assim. Aprofundam-se. Um depoimento leva a outro. Marconi, Agnelo, Sérgio Cabral e Fernando Cavendish não se livram. Os desdobramentos da CPI vão acabar levando-os inevitavelmente ao Congresso. É sempre assim.
Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa

Tópicos do dia – 21/05/2012

08:15:38
Cavendish, o dono da Delta Construções, começa a falar. Por ora nos bastidores.
(…) Nos bastidores, Cavendish tem falado. E muito. Ele usou interlocutores de sua confiança para divulgar suas mensagens. Uma delas foi endereçada aos políticos. Seus soldados espalharam a versão de que a empreiteira destinou cerca de 100 milhões de reais nos últimos anos para o financiamento de campanhas eleitorais — e que o dinheiro, obviamente, percorreu o bom e velho escaninho dos “recursos não contabilizados”. Uma informação preciosa dessas deveria excitar o ânimo investigativo da CPI do Cachoeira. Os mensageiros de Cavendish também procuraram solidariedade na iniciativa privada. A arma foi ressaltar que o caixa dois da Delta, que serviu para financiar campanhas, segue um modelo idêntico ao de outras empreiteiras, inclusive usando os mesmos parceiros para forjar serviços e notas fiscais frias. A mensagem é: se atingida de morte, a Delta reagiria alvejando gente graúda. Como o navio nazista Bismarck, a Delta afundaria atirando. Faria, assim, um bem enorme ao interesse coletivo, mas seria mortal aos interesses privados. Os mensageiros de Cavendish têm espalhado que a mesma empresa fornecedora de notas frias da qual sua construtora se servia abastecia outras duas grandes empreiteiras.
Otávio Cabral e Daniel Pereira/Veja

08:30:22
Mesmo em primeira instância, mensalão ainda não teria sido julgado, diz ministra
A ministra Camen Lúcia, que preside o Tribunal Superior Eleitoral e integra o Supremo Tribunal Federal, negou demora em demasia para o início do julgamento do processo do mensalão. Ela acha inclsive que o julgamento ainda não teria sido realizado mesmo que o processo tramitasse em primeira instância, tendo em vista sua complexidade. Apesar disso, a ministra afirmou que tem estudado o caso e por isso está em condições de julgar. No total, são 38 réus, incluindo o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, parlamentares, digentes do PT e empresários, como Marcos Valeerio, que seria o operador do esquema de suborno a deputados e senadores para votar favoravelmente projetos de seu interesse. Segundo o ministro Carlos Ayres Britto, presdente do STF, se o julgamento do mensalão não for concluído até 30 de junho, ficará para o ano que vem.
coluna Claudio Humberto

08:59:10
Cachoeira tenta evitar novamente ida à CPMI
Está marcado para amanhã, terça feira, o depoimento do contraventor Calos Cachoeira à CPMI que apura as ligações perigosas com o senador Demóstenes Torres, e mais dúzias de políticos, empresários e figurões da República.
Acontece que o depoimento pode não acontecer.
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir hoje se mantém ou não a decisão que desobriga o bicheiro de falar à CPMI. Se o ministro mudar de ideia e determinar que Cachoeira compareça à comissão, o advogado do bicheiro (o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos) já avisou ontem que ele permanecerá calado.
Bastos quer mais três semanas de prazo, liberação das 90 mil horas de áudio, montagem de equipe de dez pessoas para analisar o material e acesso com mais liberdade a Cachoeira para avaliarem juntos os documentos. Integrantes da comissão, no entanto, dizem não haver motivo para o adiamento e reclamam do comportamento da defesa.
com informações do O Globo

12:42:49
Escritor curitibano Dalton Trevisan vence o Prêmio Camões 2012.
Organização divulgou nome do homenageado nesta segunda (21), em Lisboa.
Contista de hábito recluso e de prosa peculiar vai receber 100 mil euros.
O escritor curitibano Dalton Trevisan foi homenageado com o Prêmio Camões, o mais importante da Língua Portuguesa. A organização do prêmio divulgou a informação na manhã desta segunda-feira (21), em Lisboa, através do secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas. O autor vai receber 100 mil euros pela distinção (cerca de R$ 268 mil).

A escolha do autor de “O Vampiro de Curitiba“, de 1965, foi unânime pelo júri da 24ª edição do prêmio, formado por seis representantes de Portugal, Brasil, Moçambique e Angola. Foi por esta obra que o homenageado passou a ser chamado de Vampiro de Curitiba, associando também ao estilo de vida dele de reclusão. Trevisan não gosta de dar entrevistas nem de ser fotografado e dificilmente é visto nas ruas.
Ele é reconhecido por ser um dos grandes contistas da Língua Portuguesa e de ter uma prosa peculiar. Entre as obras mais conhecidas estão “Ah, é?”, “A Guerra Conjugal”, “A Polaquinha”, “Arara Bêbada”, “111 Ais”, “Pico na Veia” e “O Anão e a Ninfeta”, lançado em 2011.
G1

21:14:53
CPMI do Cachoeira: manobra para novo adiamento do depoimento do contraventor, não “cola”
Ministro Celso de Mello do Supremo Tribunal Federal autoriza depoimento de Cachoeira à CPI, reconsiderando a decisão tomada na última semana. Depoimento será amanhão, 22, terça.


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Destino da CPI está nas páginas dos jornais e revistas

O deputado Rui Falcão, presidente nacional do PT, transformou-se num personagem tragicômico da política brasileira por sua obsessão em violar a Constituição e controlar a imprensa, o que é impossível, e de se empenhar, contrariando a presidente Dilma Roussef, para que o Supremo absolva os réus do mensalão.

Para isso, sob o ângulo em que se coloca, inclui como degrau a ser galgado, direcionar os trabalhos da CPI que investiga as múltiplas atividades de Carlos Ramos Cachoeira no sentido de que focalize somente figuras do PSDB, e vôos de tucanos e pemedebistas nas asas de Fernando Cavendish. Ridículo.

A reportagem da Revista Veja que está nas bancas, revela que ele espalha notícias através dos meios existentes na internet. Não adianta nada. Trata-se de um combate político.

E os combates políticos são travados e decididos nas páginas dos jornais e revistas. Não nas telas eletrônicas.

As matérias para repercutir de fato na opinião pública têm que sair no Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo. E nas Revistas Veja e Época. No caso da Época porque ela pertence a O Globo.

Não funciona, como a Veja em reportagem não assinada publicou, espalhar insetos eletrônicos por aí. Como igualmente não surtem efeito blogs direcionados previamente.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Os leitores sentem e traduzem as intenções que se revelam na sombra. Isso enfraquece totalmente a comunicação dirigida. O que não for claro e livre de amarrações não imprime na consciência. É exatamente o caso da matéria paga. Quem vai comprar um espaço para ser isento em relação a si mesmo? Ninguém.

Os jornais da Band e da Rede Globo, noite de sábado, noticiaram que a CPI pediu ao STJ a quebra do sigilo bancário, fiscal e também telefônico de Carlos Cachoeira.

Trata-se de forte golpe contra todos os que se envolveram na teia que costurou no país, já que suas vinculações diretas e indiretas vão surgir.

Nesse propósito, cito frase famosa do cientista ítalo-americano Enrico Fermi, que integrou o Projeto Manhattan, da construção da bomba atômica: “O que existe aparece”, disse ele.

A afirmativa é simples e magistral. Se o que existe aparece, a maior parte da verdade vai emergir em decorrência da quebra de sigilo. Sobretudo a ação ilegal dos doleiros, sem os quais a corrupção perde a principal de suas estradas.

O mesmo raciocínio aplica-se ao Mensalão de 2005 que culminou com a demissão de José Dirceu da Casa Civil de Lula e a cassação de seu mandato parlamentar pela maioria absoluta da Câmara dos Deputados.

Uma questão de lógica, palavra para a qual não existe sinônimos. Se prestígio tivesse com o presidente da República, Dirceu não teria seus direitos políticos suspensos por oito anos.

Como digo sempre, não se pode ver apenas os fatos. Mas também nos fatos. E não adianta brigar com eles ou negá-los. Tem que se partir deles. Em todos os setores.

Tanto na arte, quanto na ciência e na política. O ser humano, personagem e analista de si mesmo, começa qualquer observação com base na realidade.

Nem Shakespeare e Chaplin escaparam dessa regra.

Não há de ser Rui Falcão, com seus insetos eletrônicos, que vai superar a lei da gravidade. Ela se impõe por si mesma. O palco são as páginas da imprensa escrita.

Não as telas da Internet.
Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa

Tópicos do dia – 10/05/2012

09:01:07
Mensalão: Gurgel tem cinco horas para apresentar denúncia contra réus
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quarta (9) que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, terá cinco horas para apresentar denúncia contra todos os réus envolvidos no processo do mensalão. O relator, ministro Joaquim Barbosa, levou ao plenário do Supremo uma questão de ordem, na qual afirmou que o tribunal precisa estabelecer algumas questões práticas antes que o julgamento aconteça.

09:10:16
Procurador Gurgel foi traído pela mulher, mas no bom sentido (apenas profissionalmente)

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tentou de todas as formas se livrar de depoimento na CPI do Cachoeira, mas terá de ser convocado. Sua própria dignidade agora está em jogo, devido às declarações do delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa, colocando gravíssimas dúvidas quanto à atuação do procurador.
A sessão era secreta, mas antes mesmo de o depoimento do delegado acabar já corria no Congresso a informação que desonra Roberto Gurgel. Ou ele era cúmplice ou foi traído profissionalmente pela própria mulher.

Os fatos são os seguintes, indesmentíveis:
1) O delegado enviou em setembro de 2009 um pedido para que Gurgel investigasse o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e outros deputados por suspeita de envolvimento com o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
2) As investigações da Operação Vegas, que apurou o esquema do contraventor entre 2008 e 2009, foi paralisada no momento em que se depararam com parlamentares. Eles detém foro privilegiado e, portanto, só podem ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
3) Quem paralisou a investigação foi a subprocuradora-geral da República Cláudia Sampaio, mulher de Gurgel, que ele designou para avaliar os elementos da investigação. E ela então informou não ter encontrado indícios de envolvimento dos parlamentares para justificar que se levasse adiante as investigações.
Caramba! O que será mesmo que essa procuradora classificaria de “indícios”? Que procuradoria é essa, Francelino Pereira? Com isso, é claro que voltará a ganhar força a disposição de se ouvir na CPI o procurador-geral.
Como se sabe, Gurgel só abriu investigação contra Demóstenes e três deputados federais envolvidos com Cachoeira, Sandes Junior (PP-GO), Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e Stephan Nercessian (PPS-RJ), quando o envolvimento dos quatro se tornou público a partir de escutas telefônicas divulgadas pela imprensa.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

09:37:57
Esquema era ‘verdadeira metástase’, afirma delegado da Operação Vegas
O delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Sousa classificou na noite de terça-feira, 8, no depoimento reservado à CPI do Cachoeira, como “verdadeira metástase” a atuação do grupo comandado pelo contraventor.
Nas seis horas de reunião com os parlamentares, Sousa detalhou a forma de agir do grupo, que, aos moldes das máfias, pagava regularmente propina a servidores públicos por informações e não admitia que os integrantes se apropriassem de recursos do esquema de jogos ilegais.

Segundo parlamentares que acompanharam o encontro, Sousa afirmou que a Operação Vegas, que comandou, teve 55 alvos entre 2008 e 2009. Foram realizadas 61.803 ligações, num total de 1.388 horas de gravação durante os 60 dias de interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.

Isso dá, nas contas do delegado, 1.030 ligações feitas por dia. O chefe do esquema, Carlinhos Cachoeira, teve 234 horas de conversas interceptadas, uma média de quatro horas diárias no período.

Segundo Sousa, o “grupo poderoso”, principalmente seu líder Carlinhos Cachoeira, tinha grande preocupação com o vazamento de informações. Por precaução, Cachoeira sempre trocava de telefones.

O delegado admitiu aos integrantes da comissão que essas constantes trocas dificultavam a continuidade das apurações. Mas a sorte virou quando o grupo passou a usar os famosos Nextel. Esses aparelhos não são imunes à interceptação dos áudios, apenas os registros das ligações são apagados.
Ricardo Brito, Estadão.com.br

11:27:45
Barrichello e Schumacher: a ultrapassagem polêmica no GP da Áustria de 2020
Nesta semana lembraremos dez anos de uma das mais polemicas chegadas de corridas de todos os tempos, quando no GP da Áustria de 2002, Rubens Barrichello foi obrigado a ceder a vitória para Michael Schumacher na pista de A1-Ring.

Na ocasião, o resultado foi exaustivamente contestado por torcedores, dirigentes e demais envolvidos com a categoria, sendo defendido pelo time italiano alegando que naquele momento pensava no campeonato. No pódio, Schumacher fez questão de colocar Barrichello no local destinado ao vencedor e este ato gerou uma ação da FIA, que rendeu uma multa de US$ 1 milhão, sendo que metade dela foi paga e a outra metade só seria cobrada se a atitude se repetisse.

Rubens Barrichello conversou com a revista Playboy e disse que durante as voltas finais da prova em Speilberg ouviu uma ameaça que o obrigaria a pensar na sua vida.

“Foram oito voltas de guerra. É muito raro eu perder a calma, mas, naquele rádio, saiu gritaria. Fui até o final, até a última curva, falando que não ia deixar ele passar. Até que eles falaram algo relacionado a alguma coisa mais ampla, não era contrato. Era uma situação que deixou no ar… Eu não posso contar o que eles falaram, mas foi uma forma de ameaça que me fez refletir se eu teria de repensar a minha vida, porque o grande barato para mim era guiar”, declarou o atual piloto da KV Racing na Fórmula Indy.
blog Amigos da velocidade


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