Tópicos do dia – 30/07/2012

11:02:39
Educação: Indianos e leitura

Não chega a ser um consolo, mas serve como alerta e ajuda a controlar um pouco a paranóia de muitos diante da internet: a maior parte dos golpes praticados com identidades falsas, seja o talão de cheques, o cartão de crédito ou o RG de terceiros, ocorre com o computador desligado.
Familiares, amigos, empregados e companheiros de trabalho podem ser mais perigosos e causar mais prejuízos aos nossos bolsos do que a internet, mesmo com a quantidade absurda de iscas e armadilhas existentes no mundo virtual.
Quem duvida basta dar uma olhada no Identity Fraud Survey Report, produzido pela Javelin Strategy Research.
O documento completo tem 150 páginas, está disponível em www.javelinstrategy.com e está sendo oferecido a bancos, empresas de crédito e shoppings eletrônicos por US$ 2.500.

16:43:55
PF detém a senhora Cachoeira para depoimento após tentativa de subornar o juiz da Monte Carlo

Na semana passada, ao inquirir Carlinhos Cachoeira, o juiz Alderico Rocha Santos perguntou se era casado ou solteiro. Voltando-se para Andressa Mendonça, a lindinha que o chama de “meu amor”, o réu prometeu-lhe casamento. “É só o Ministério Público me liberar. No primeiro dia, tá?” Ali, sob refletores, Andressa brindou a audiência com um “também te amo”.

Longe dos holofotes, Andressa trocava a meiguice pelo jogo bruto. Antes do matrimônio, preocupava-se com o patrimônio. Para tentar livrar o companheiro da encrenca que conspurca os negócios, a senhora Cachoeira teve uma conversa atravessada com o magistrado Alderico Santos.

Lero vai, lero vem o juiz da Monte Carlo entendeu que Andressa tentava suborná-lo para que aliviasse a situação de Carlinhos Cachoeira. Pior: a companheira do bicheiro insinuou que a quadrilha dispunha de um dossiê contra o juiz. Disse que a peça iria às manchetes. E ofereceu-se para bloquear a publicação em troca de uma sentença que inocentasse Cachoeira, devolvendo-o ao meio-fio.

O doutor informou ao Ministério Público sobre o ocorrido. Juntou imagens da entrada e saída de Andressa no prédio da Justiça Federal, em Goiânia. Nesta segunda-feira (30), cinco agentes da Polícia Federal bateram à porta de madame. Estavam munidos de dois mandados judiciais. Detiveram-na para prestar depoimento e varejaram-lhe o domicílio. Levaram computadores, tablets e papéis.

O inquérito que levou Cachoeira à cadeia revelara que o bicheiro prosperou na indústria da jogatina ilegal comprando a conivência de autoridades. A bela apenas tentou mimetizar a fera. Às vezes dá certo. Noutras ocasiões dá bolo. De simples bibelô do escândalo, Andressa passou à condição de protagonista de um inquérito. Foi proibida de manter contatos com os investigados da Monte Carlo, entre eles o ‘amado’ Cachoeira. Para não ir em cana, madame terá de pagar fiança de R$ 100 mil. Nesse ritmo, o Brasil corre enorme risco de tornar-se um país sério.
blog Josias de Souza 


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Internet ameaça a mídia tradicional

Se há algo que nunca consegui assimilar, por ser absolutamente incoerente, é o fato de jornalistas que escrevem furibundamente sobre, e contra, a corrupção do governo do PT, e que têem – enquanto tiver poder sobre o que escrevo, não adotarei reforma ortográfica determinada por decreto – seus salários pagos, em parte, ou no todo, por veículos de comunicação que possuem significativa parte de suas receitas oriundas de publicidades de órgãos e empresas desse mesmo governo corrupto. Por dedução lógica, devo concluir que parte dos salários desses jornalistas, é dinheiro fruto da corrupção que denunciam. Assim, fica estranho que tais jornalistas tenham o discurso midiático apartado do que praticam.
José Mesquita – Editor

PS. 1 – Essas são questões avessas, ou mesmo rebeldes, à confrontação meramente analítica, mais próximas do embate dialético e à persuasão retórica.
PS. 2 – Estou exercendo o mesmo direito constitucional de livre expressão que os jornalistas citados.
PS. 3 – Não há no ordenamento jurídico brasileiro nenhuma norma que obrigue jornalistas e órgãos de imprensa a ser coerentes.
PS. 4 – A corrupção no governo do PT e o aparelhamento do Estado são fatos incontestáveis. 


Força da internet já assusta mídia tradicional

Foto: Edição 274

Nesta semana, Veja circula com oito páginas do Ministério da Educação e uma dos Correios; no entanto, blogueiro da Abril, Reinaldo Azevedo, condena publicidade em meios que fazem “um troço parecido com jornalismo”; nesta quarta-feira, foi arquivado o inquérito contra Erenice Guerra, aquela que Veja ajudou a detonar, com um amontoado de mentiras

José Serra comprou uma briga inglória. Ao propor uma ação judicial contra a publicidade oficial em blogs de dois jornalistas que o criticam, Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif, tudo o que ele conseguiu foi uma hashtag #SerraCensor que despontou entre os assuntos mais comentados do dia, além de um artigo de seu porta-voz informal, Reinaldo Azevedo.

O blogueiro da Abril publicou artigo em que condena publicidade em sites que fazem “um troço parecido com jornalismo” (leia mais aqui). Mas disse, no entanto, que veículos tradicionais, como Veja, por exemplo, não devem renunciar à publicidade oficial – já que ela está aí. Veja, de fato, não renuncia a ela. Na edição desta semana, seu maior anunciante é o Ministério da Educação, com oito páginas. Além disso, há também uma página dos Correios.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O movimento de Serra e Reinaldo, na verdade, não ocorre isoladamente. Trata-se de algo organizado. Antes deles, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tratou do tema numa coluna no Estado de S. Paulo. Depois, foi seguido por Eugênio Bucci, que, além de consultor de Roberto Civita, presidente da Abril, foi também citado na decisão do juiz Tourinho Neto que quase soltou Carlos Cachoeira – na decisão, Tourinho, sabe-se lá por que, determinou que o contraventor, em liberdade, não poderia se aproximar de dois jornalistas: Policarpo Júnior e o próprio Bucci.

Enquanto estiveram no poder, os tucanos jamais se incomodaram com a questão da publicidade oficial. Andrea Matarazzo, braço direito de Serra, foi um ministro da Secretaria de Comunicação de FHC muito querido por donos de empresas de mídia. Reinaldo Azevedo, quando foi empresário, teve apoio da Nossa Caixa e do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, mas o projeto da revista Primeira Leitura acabou naufragando.

O que os incomoda, na verdade, é a nova realidade da informação no Brasil e no mundo. Antes, havia quatro ou cinco famílias relevantes no jogo da informação no Brasil. E os barões da mídia mantinham uma postura aristocrática, cuja cornucópia era alimentada por boas relações no setor público.

Hoje, com a internet, há muito mais vozes. O novo mundo é polifônico. E não apenas os governos, mas também as empresas privadas, já estão abraçando essa nova realidade. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, por exemplo, a publicidade na web é muito maior do que nos jornais impressos. Na rede, a relação investimento/retorno é muito mais eficiente, além de mais transparente.

Um troço parecido com jornalismo

A investida do PSDB, com apoio de Reinaldo Azevedo, no entanto, veio em má hora. Nesta quarta-feira, os jornais noticiaram o arquivamento da denúncia contra a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, por absoluta falta de provas.

Antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2010, Veja fez uma denúncia sobre a entrega de malas de dinheiro na Casa Civil, a partir de um diz-que-diz em off, e a Folha de S. Paulo denunciou um lobby bilionário no BNDES feito por um personagem que não passaria pela catraca de segurança da sede do banco na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.

Não era jornalismo. Era um troço parecido com jornalismo, que ajudou a levar as eleições presidenciais de 2010 para o segundo turno.

Pode-se discutir a qualidade do jornalismo na internet, assim como nos veículos impressos.

Mas o que a mídia tradicional busca é apenas uma reserva de mercado. E demonstra medo crescente diante da força da internet.

O resto é conversa fiada.
blog 274 

E ainda restam 19 Demóstenes no Senado

Não houve como a ex-vestal do DEM evitar a cassação.

Cassaram o Catão dos Catões que infestam o cenário da política brasileira.
A pergunta que não quer calar, e que não querem responder é: como é que o ex-senador da moralidade absoluta, Demóstenes Torres, conseguiu enganar, toda a imprensa, aqui nem tanta surpresa assim, e seus colegas por tanto tempo?
Agora assume um desses inexpressivos suplentes, que, por ironia? Capricho? Destino zombeteiro? É nada mais nada menos que o ex-marido da atual mulher de Carlos Cachoeira.
José Mesquita – Editor


Bastavam 41, mas foram 56 votos a favor da cassação do mandato do senador Demóstenes Torres, eleito pelo DEM de Goiás.

Agora só resta descobrir quem foram os 19 senadores que votaram contra a cassação. Ou seja, acharam que ele era inocente e não fez nada de errado nas suas relaçoes especiais com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Cinco outros ficaram na dúvida e se abstiveram de votar, beneficiando o denunciado.

Só um, Cloris Fecury (DEM-MA), faltou à sessão.

Embora o voto seja secreto, gostaria muito de saber quem são, o que pensam e o que levou quase um quarto dos nossos representantes no Senado Federal a votar pela manutenção do mandato de Demóstenes Torres, depois de tudo o que foi investigado e provado contra ele pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.

Devem pensar e agir como ele.

Restaram, portanto, 19 outros Demóstenes.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Ao ouvir a bem fundamentada acusação feita pelo relator da comissão de ética, Humberto Costa (PT-PE), e os argumentos usados nos discursos dos senadores que se manifestaram na tribuna, todos a favor da cassação e em defesa da credibilidade da instituição, fiquei me perguntando: como Demóstenes conseguiu enganar toda a impresa e seus colegas por tanto tempo, desde que assumiu seu primeiro mandato em 2003?

Entre muitas outras, este episódio nos ensinou uma singela lição: os advogados, por melhores e mais caros que sejam, não podem tudo.

Quatro meses após o escândalo estourar, graças a um tal de rádio Nextel descoberto pela Polícia Federal, Demóstenes foi cassado e Carlinhos Cachoeira continua preso.

Não fosse isso, e Demóstenes continuaria pontificando no Senado até 2018.

Já no desespero, sabendo que nem mesmo Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, seria capaz de salvá-lo, Demóstenes tomou o lugar do advogado na tribuna para fazer a sua própria defesa.

Depois de aparentar a humildade dos injustiçados e perseguidos, partiu para o ataque contra o relator Humberto Costa, querendo provar que são todos iguais.

Demóstenes não soube cair de pé. No final do seu discurso, foi duas vezes ingrato.

Rifou o parceiro Carlinhos Cachoeira e se queixou da imprensa, justamente as duas entidades que tanto o ajudaram a se tornar o paladino da ética, o maior e o último dos homens públicos honestos na República.

Foram três horas que vão ficar na história das nossas instituições democráticas.

O Senado Federal lavou a alma e a sociedade brasileira ressuscitou por alguns instantes velhas esperanças de um dia poder viver num Brasil mais decente e mais justo.
blog Balaio do Kotscho

Tópicos do dia – 27/06/2012

11:20:46
Paraguay, Brasil, Cuba e o princípio da não interveção em assuntos internos de outros países.

Brasil: da série “perguntar não ofende”!
1. Quando é instado sobre ‘distrupiços’ nos governos de Cuba, Venezuela, Equador, Irã e Bolívia, o governo brasileiro, na era petista, argumenta, muito acertamente, o princípio da não interferência nos assuntos internos daqueles países.
2. Por que então, no caso do golepe parlamentar que derrubou o presidente do Paraguai, o reprodutor Lugo, o Estado Brasileiro não só interferiu, deu opinião, palpites, articulou boicotes e demais manobras anti-diplomáticas, mandado aos pantanos da Laguna – lembrar a retirada da Laguna, aqui é pertinente – o princípio da não intervenção?

11:25:24
Sorvete chamado de Viagra faz sucesso na praia de Canoa Quebrada no Ceará.

A receita, do, digamos, gelado erótico, mas que promete manter o fogo acesso, leva, sem trocadilhos, por favor, mel de rapadura, giseng, catuaba, açaí, e outras misturas secretas.
Como perguntar não ofende, será que amolece ao sol?

11:33:59
Cachoeira administra crise conjugal de dentro do presídio da Papuda.

A privação da liberdade e as investigações da CPI não são os únicos problemas do contraventor Carlinhos Cachoeira. Dentro do presídio da Papuda, onde está preso, o contraventor tem que administrar uma crise familiar.

Sua atual mulher, Andressa Mendoça, tem reclamado de Cachoeira sobre as frequentes visitas feitas pela ex-mulher Andréa Aprígio de Souza. Além de ser sócia de uma empresa farmacêutica ligada ao bicheiro, Andréa tem carteira da OAB e pode visitar o ex-marido na condição de advogada. Ela já esteve na Papuda pelo menos seis vezes.

Segundo interlocutores da família Cachoeira, Andressa reclamou diretamente com o bicheiro por causa da presença constante de Andréa no presídio. Isso porque desde que ele chegou à Papuda, Andréa tem tido mais acesso à Cachoeira do que a própria Andressa. Ela só pode entrar no presídio em dia permitido para visita dos familiares.
blog do Camarotti/G1

11:42:50
Ministros do STF avaliam impedimento de Toffoli no mensalão

De forma reservada, alguns ministros do próprio Supremo Tribunal Federal já avaliam que o ministro José Antônio Dias Toffoli deveria tomar a iniciativa e se declarar impedido de participar do julgamento do mensalão.
Principalmente, porque ele foi assessor direto do ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu, no Palácio do Planalto.

Toffoli tem afirmado que não decidirá agora se vai ou não se declarar impedido. Mas, segundo avaliação de um ministro do STF ao Blog, ele teria dado uma sinalização de que analisa a possibilidade de impedimento ao não participar da reunião administrativa no início do mês que marcou para o dia 1º de agosto o início do julgamento do mensalão. Só Toffoli e Ricardo Lewandowski não participaram dessa reunião.

Nos bastidores, já há pressão de procuradores da República para que o procurador-geral, Roberto Gurgel,peça o impedimento do ministro Dias Toffoli no julgamento do mensalão. Para esse ministro, isso causaria um desconforto para o STF.

18:48:28
CPI do Cachoeira: jornalista admite ter recebido dinheiro de caixa dois de Perillo.

O jornalista Luiz Carlos Bordoni admitiu há pouco, em depoimento prestado à CPI do Cachoeira, que recebeu dinheiro de caixa dois durante a campanha do governador Marcoini Perillo (PSDB-GO), em 2010. Segundo ele, parte do valor foi pago pessoalmente por Perillo. O jornalista mostrou um documento da Artmidia onde revela que não foi contratado pela empresa para a campanha do tucano.

“Se os senhores identificarem em qual lugar desse papel está escrito o meu nome eu engulo essa folha”, desafiou. A declaração vai de encontro com a de Perillo, que afirmou que o pagamento do jornalista foi feito por meio da empresa. “Acertei pessoalmente com ele, contrato verbal entre amigos”, explicou Bordoni. “O que existiu, de fato, foi um pagamento de caixa dois […] esperava ter sido pago com dinheiro limpo, não com dinheiro da contravenção, de caixa dois”, completou. Pelo depoimento do jornalista, foram pagos a ele R$ 120 mil mais R$ 40 mil de bônus pela vitória de Perillo na eleição.


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