Tópicos do dia – 14/08/2012

09:26:47
Julgamento do Mensalão: “Se fosse o Collor, estaria preso, mas no Lula não pega”.

Um abatido Roberto Jefferson, em seu apartamento, na Barra da Tijuca, fez esse comentário no momento em que seu advogado no caso do mensalão, Luiz Francisco Barbosa, disse que o ex-presidente Lula deveria estar entre os réus.
Apesar da aparente contradição entre a versão que sustentou durante sete anos – a de que Lula era inocente –, Jefferson mantém o discurso de que, em sua opinião, o petista não tinha conhecimento do mensalão.

12:17:44
Não escapa ninguém: Declarada inidônea empresa ligada ao PSDB

Em razão de “ações ilícitas”, a empresa Diana Paoluci S/A foi declarada inidônea pelos Correios e Telégrafos e proibida de participar de novas licitações na estatal. Essa e outras duas, Mercosul Comercial e Capricónio, controlam o milionário negócio de fornecimento de uniformes escolares ao governo paulista, que lhes rendeu mais de R$ 200 milhões, com evidências de superturamento, quando era secretário de Educação Alexandre Schneider, o “vice problema” de José Serra.

Máfia da Mooca
As empresas que monopolizam o fornecimento de uniformes ao governo são conhecidas no mercado como a “máfia da Mooca”.

Investigação
Reportagem de Claudio Dantas Sequeira, para a revista IstoÉ desta semana, revela que a Policia Federal investiga a Máfia da Mooca”.

Gastos elevados
Segundo as investigações, só um contrato com aval de Alexandre Schneider pode ter custado R$ 33,5 milhões a mais ao Estado.

Doações eleitorais
Consulta ao TSE revelou que sócios de empresas da “Máfia da Mooca” fizeram doações expressivas em dinheiro ao PSDB nacional.
coluna Claudio Humberto

15:39:53
Marconi Perillo: STJ autoriza diligências contra o governador de Goiás.

O ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça, autorizou diligências do inquérito para apurar as relações do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o empresário Carlinhos Cachoeira. A decisão de Martins atende a solicitação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, baseando-se em gravações telefônicas feitas durante a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigou Cachoeira e esbarrou em suas relações com políticos. Perillo alega que ele pediu a investigação da Procuradoria e reafirma não ter relações com Cachoeira.

16:15:12
Lula mensalão e miragens.

Então fica acertado assim:
As pirâmides do Egito são uma miragem, o homem na Lua é truque que a Nasa encomendou a Hollywood, e o Lula não fazia a menor ideia que existia o mensalão.


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Mensalão e o julgamento: e os outros?

Ou todos ou nenhum.
A parcialidade conspira contra os fatos e arruína a verdade.
São 42: Eduardo Azeredo,PSDB, mensalão mineiro, e já indiciado no STF, e Roberto Arruda, DEM, pelo mensalão de Brasília, denunciado pelo Procurador Geral da República, e aguardando decisão de acatamento da denúncia.

José Mesquita – Editor


Devem os mensaleiros ser punidos?

Claro, se possível todos os 38. No caso, com pena de cadeia, aquela que pode não recuperar, mas desmoraliza.

E o Carlinhos Cachoeira e sua quadrilha, deveriam receber sentenças acordes com suas lambanças, continuando por longo tempo na prisão, agora por decisão da Justiça de Goiás, sem direito a filigranas e subterfúgios que a lei penal faculta?

Positivo, também.

Ficaria a voz rouca das ruas satisfeita com esses resultados, não fosse a indagação que emergirá em seguida ao primeiro impacto dos julgamentos, se é que as expectativas se cumprirão: e os outros?

Os outros, infelizmente, vão muito bem, obrigado. [ad#Retangulo – Anuncios – Direita]Porque jamais se viu nação tão corrompida como a nossa. Em qualquer atividade prevalecem os vigaristas.

Dos grandes, daqueles que enviaram 520 bilhões de dólares para os paraísos fiscais, até os pequenos, os que roubam no peso do pão ou os que vendem o voto por um par de chinelos.

Por força de um poder público deteriorado desde o Descobrimento, formamos uma sociedade cruel, que de algumas décadas para cá apodreceu.

Vence quem pode tirar vantagem em tudo, aliás, uma injustiça para com o grande craque do passado, que em campo jamais deixou de dar o máximo de seus esforços.

É essa a realidade com que nos defrontamos.

Quem pode burla o fisco, sabendo não ficarem atrás os coletores de impostos. Os encarregados de fazer leis procuram primeiro saber onde e como elas irão beneficiá-los. Aqueles que apelam para a ilusão de uma outra vida distorcem a fé para locupletar-se nesta vida mesmo.

Dos julgadores, nem haverá que falar, boa parte empenhada tanto na venda de sentenças quanto no aumento de suas remunerações. Quem planta preocupa-se muito menos em aplacar a fome do consumidor do que com a elevação dos preços, mesmo às custas de quem compra.

Quem se dedica ao comercio dá preferência à falsa escassez de produtos, visando mantê-los estocados, sempre de acordo com o maior dos embustes da Humanidade, o tal Mercado.

Quem adota a industria avança na produção do supérfluo em detrimento do necessário, tomando-se como parâmetro os carros, de um lado, e os ônibus, de outro.

Na arte, nos esportes, na ciência e na administração, a fórmula é a mesma: lucrar primeiro, antes que outros o façam.

Fazer o quê, nem vindo ao caso, hoje, lembrar da imensa legião que por má inclinação ou por necessidade, lança-se ao crime e à violência? Só tem uma solução: começar tudo de novo…

NÃO DEU OUTRA

Antes mesmo de se iniciar o julgamento do mensalão já começaram a canibalizar-se os 38 réus e seus advogados.

Será fascinante assistir no plenário do Supremo as acusações que os mensaleiros se fazem esta semana através da mídia, cada um tentando saltar de banda às custas do antigo parceiro de tramóia.

No fundo, estão colaborando com o Ministério Público.
Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa