Álvaro Dias: oito perguntas aguardando respostas

Ao longo da minha existência tenho observado que quase sempre são poucas as exceções às regras.

Quanto mais pregoeira irascível da moralidade se revela uma pessoa, mais próxima da amoralidade ela se encontra.

“Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Pois são semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos mortos e de toda a imundícia”. (Bíblia Sagrada, Mateus 23.27).
José Mesquita – Editor


Oito perguntas para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) sobre o aparecimento de sua fortuna de mais de R$ 16 milhões:

1) Tem cheque da organização de Cachoeira nos R$ 16 milhões da venda das casas, assim como aconteceu com o colega tucano Marconi Perillo? Afinal, por que Álvaro Dias votou contra o indiciamento de Cachoeira na CPI?[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

2) A grilagem de terrenos públicos em Brasília para especulação imobiliária sempre foi caso de polícia no Distrito Federal, principalmente nos governos de Joaquim Roriz, mas também há indícios durante o governo de José Roberto Arruda (o do mensalão do DEM). O senador tucano poderia divulgar a escritura pública de aquisição dos terrenos e a certidão no Registro de Imóveis? Ou o jornalismo investigativo terá que fazer busca nos cartórios?

3) Qual foi a empreiteira que construiu as casas? E por qual valor por metro quadrado?

4) Há lobistas ou corruptores atuantes no Senado entre os compradores das casas? O senador tucano poderia divulgar as escrituras públicas de venda das casas? Ou o jornalismo investigativo terá que fazer busca nos cartórios?

5) O senador tucano oferece seus sigilos bancários e fiscais para averiguação da origem da fortuna superior à R$ 16 milhões?

6) O senador tucano vai pedir para Comissão de Ética e Decoro parlamentar abrir uma investigação sobre si, já que votou no passado pela cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), por um problema de pensão semelhante, porém envolvendo valores muito mais baixos.

7) O senador tucano vai pedir para o Instituto de Criminalística da Polícia Federal fazer uma investigação sobre sua evolução patrimonial, semelhante à que foi solicitada no caso do senador Renan Calheiros?

8) O senador tucano vai pedir para o Procurador Geral da República abrir um inquérito sobre a origem dos R$ 16 milhões, da mesma forma que exigiu no caso do ex-ministro Palocci?
Por Maria Dirce/blog Luis Nassif

CPI do Cachoeira: a vitória da canalha

Leio estarrecido o vergonhoso, imoral, lastimável, corrupto, venal e demais adjetivos qualificativos depreciativos o relatório final da CPMI do Cachoeira.

A oposição também não tem interesse que ilustres, mas opacas, personagens fosse ouvidas, pois desmascarariam factoides plantados na mídia pelos tucanos e associados.

Exemplo: por que não houve desdobramentos do alardeado ‘grampo’ telefônico entre o ministro Gilmar Mendes e o cachoeirento Demóstenes Torres?

Teria que ser apurado! Afinal grampear as ligações telefônicas de um ministro do supremo é da maior gravidade. Ou não?

José Mesquita – Editor


O alto preço da covardia

O deputado Odair Cunha, relator da CPI do Cachoeira, é mineiro, mas nunca deve ter ouvido um velho ditado rural: onde passa um boi, passa uma boiada.

Cunha acabou atropelado por sua tibieza, associada à covardia da maioria da bancada petista na Câmara.

Acuado pelas críticas da oposição e, principalmente, pelas ameaças nos editoriais e colunas dos meios de comunicação, irmanados na defesa corporativa de um jornalista metido até o pescoço com o crime organizado, o parlamentar cedeu.[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

E pode pagar mais caro do que imaginava.

Na terça-feira 27, em nome da suposta busca de um consenso que permitisse a aprovação de seu relatório, Cunha aceitou a exclusão do texto das menções e pedidos de indiciamento de jornalistas envolvidos com o esquema.

Dessa forma, o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Jr., que entre outras solicitou aos arapongas a serviço de Cachoeira grampos ilegais de um parlamentar, não será obrigado a explicar suas relações incomuns e fora de qualquer parâmetro jornalístico com uma quadrilha de malfeitores.

Também sairá imune o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusado de prevaricação ao ter engavetado por um longo tempo as investigações contra o ex-senador Demóstenes Torres, um fiel serviçal do bicheiro.

Se imaginava aplacar os ânimos da oposição e de uma parte da bancada governista, o relator se enganou.

Diante do recuo, o PSDB sentiu-se fortalecido e decidiu batalhar pela exclusão do pedido de indiciamento do governador goiano Marconi Perillo, chefe de uma administração na qual Cachoeira tinha livre trânsito e poder desmedido.

E uma porção do PMDB trabalha para que também fique de fora a construtora Delta, maior beneficiária dos serviços da quadrilha. O objetivo é evitar que futuras investigações alcancem Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro e amigo de “baladas” de Fernando Cavendish, dono da empresa.

E há quem no Congresso fale na rejeição total do texto de Cunha, apesar da exclusão de longos trechos do relatório.
Leandro Fortes/Carta Capital

 

CPI do Cachoeira: a farsa anunciada desce o pano

CPI do Cachoeira chega ao final como uma comédia bufa, em que dois personagens são esquecidos: Sergio Cabral e Agnelo Queiroz

Hoje, Dia da Consciência Negra em importantes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, não é feriado em Brasília. Mesmo assim, os membros da CPI de Carlinhos Cachoeira decidiram adiar para quarta-feira a apresentação do relatório final do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Afinal, ninguém é de ferro e o fim de semana superprolongado acabou falando mais alto.

Sabe-se que o relator irá pedir o indiciamento do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), do governador goiano Marconi Perillo (PSDB) e de alguns prefeitos goianos, por envolvimento com o esquema operado por Carlos Augusto Ramos, o Cachoeira.

Outros dois governadores envolvidos com o esquema – Sergio Cabral (RJ) e Agnelo Queiroz (DF) – estão de fora do relatório oficial. Mas a CPI, criada para investigar as relações do empresário Carlinhos Cachoeira com políticos, deverá confirmar que a empreiteira Delta, que tem contratos com o governo federal, foi usada para dar aparência legal ao dinheiro do esquema, tudo com o apoio de políticos.

Leréia é a bola da vez, porque também está sendo investigado pelo Supremo e pela corregedoria da Câmara dos Deputados por suas relações com Cachoeira, o que pode levar a abertura de processo de cassação de mandato. Segundo informa Andreza Matais, da Folha de S. Paulo, Leréia será acusado pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência, formação de quadrilha, violação do sigilo funcional e crime contra a ordem tributária, vejam que se trata de um parlamentar de múltiplas qualidades.

Relatório Paralelo

Diante da omissão e da leniência do relator Odair Cunha (PT-MG), um grupo de parlamentares independentes resolveu apresentar um relatório paralelo, pedindo simultaneamente à Procuradoria-Geral que investigue as relações entre o presidente da Delta, Fernando Cavendish e os governadores Sérgio Cabral e Agnelo Queiróz.

Os parlamentares independentes pretendem uma fiscalização minuciosa nas obras realizadas pela construtora no estado do Rio de Janeiro, não apenas em contratos assinados com os Executivos governado por Cabral e, eventualmente, por Eduardo Paes e outros prefeitos, mas também do que foi contratado pelo Judiciário quando presidido por Luiz Zveiter e Manoel Alberto Rebêlo dos Santos. Querem investigar também o governador Agnelo Queiroz, que tem sofrido graves acusações que acabam caindo no esquecimento.

É louvável a atuação desse grupo, que inclui os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Pedro Taques (PDT-MT) e Pedro Simon (PMDB-RS) e os deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Anthony Garotinho (PR-RJ) e Miro Teixeira (PDT-RJ). Mas já sabe que, no final, quem pagará mesmo o pato será o próprio Cachoeira, que é uma espécie de Marcos Valério em versão goiana.

A Procuradoria-Geral da República está pedindo 80 anos de prisão para Cachoeira, o dobro da pena que Valério poderá pegar.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

STF autoriza Perillo a não depor na CPI do Cachoeira

Governado Marconi Perillo

O ministro Marco Aurélio Mello do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu nesta segunda-feira uma liminar para que o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, não seja obrigado a comparecer a uma convocação da CPI do Cachoeira.

A defesa do governador goiano quer usar a mesma decisão também para livrá-lo de um eventual indiciamento no relatório final da comissão parlamentar, que será apresentado na quarta-feira pelo deputado federal Odair Cunha (PT-MG).

A confusão em torno do futuro de Perillo, suspeito de ter favorecido o contraventor Carlinhos Cachoeira, se dá em relação ao alcance do recurso.

No mandado de segurança impetrado no STF, os advogados pedem a concessão da liminar para determinar à CPI que “se abstenha de o convocar, conduzir, investigar ou indiciar”.

No mérito do recurso, a defesa pede a confirmação da decisão liminar.

No despacho que assinou às 10h45 em sua casa, Marco Aurélio Mello acatou o pedido de liminar do governador tucano para assegurar a ele o direito a se recusar a comparecer à CPI do Cachoeira.

Contudo, o ministro do STF deixou de se pronunciar na decisão sobre os demais pedidos feitos pela defesa de Perillo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

“Para mim, a decisão do STF compreende tudo. Se o governador não pode sequer ser convocado, o indiciamento dele seria em razão de uma convocação dos elementos colhidos em relação a isso”, afirmou o advogado Marcos Mundim, um dos defensores de Perillo. “Como se pode fazer mais, se não pode menos?”, questionou.

Entretanto, Marco Aurélio Mello afirmou à Agência Estado que o teor da sua decisão é preventivo. Para o ministro, Perillo pode se recusar a comparecer a uma convocação da CPI, porque, no seu entendimento, ela não pode impor a vinda de um chefe do poder Executivo ao Congresso.

Marco Aurélio afirmou que, mesmo com a liminar, o governador pode ter o pedido de indiciamento feito no relatório final da CPI.

A defesa de Perillo discorda do entendimento do ministro do STF e disse que vai aguardar a apresentação do texto de Odair Cunha para decidir o que fazer.

Caso o relatório peça o indiciamento do governador, Marcos Mundim disse que pedirá ao Supremo que esclareça o alcance da decisão liminar. Assessores do relator da CPI afirmam que, mesmo com a decisão do STF, Cunha manterá a sugestão de indiciamento de Perillo.

O governador de Goiás depôs à comissão no dia 12 de junho e, na ocasião, negou ter beneficiado Carlinhos Cachoeira na sua gestão. Posteriormente, um novo pedido de convocação foi aprovado pela CPI.

“O propósito de indiciá-lo é político”, afirmou a defesa de Perillo.
Ricardo Brito/Agência Estado

Tópicos do dia – 03/09/2012

08:56:25
‘A imprensa nunca deu bola para o mensalão mineiro’, diz Joaquim Barbosa

O ministro Joaquim Barbosa, relator do “mensalão do PT” no STF (Supremo Tribunal Federal), segue atento ao “mensalão mineiro”, que envolve líderes do PSDB. Ele pretende deter-se em providências que levem à rápida localização de testemunha considerada chave nas investigações e que tomou chá de sumiço em Minas Gerais.

Barbosa, que defendeu o desmembramento nos dois casos e foi voto vencido, acredita que o risco de prescrição no “mensalão mineiro” é até maior do que havia no “mensalão do PT”. E diz a interlocutores que, se no caso petista tudo quase sempre foi aprovado por unanimidade no STF, no mineiro as dificuldades foram maiores.

Ele também questiona a imprensa. Quando procurado por repórteres para falar do processo contra petistas, provoca, ao fim da entrevista: “E sobre o outro, vocês não vão perguntar nada?”. Recebe como resposta “sorrisos amarelos”. “A imprensa nunca deu bola para o ‘mensalão mineiro'”, diz ele.
Mônica Bérgamo/Folha Online

10:16:11
Brasil: da série “a vida como não deveria ser”. Propaganda Eleitoral nas eleições 2012

Assistindo a propaganda política de candidatos a prefeito, constado, por parte dos ilustres, o reconhecimento de suas (deles) insignificâncias. Nenhum se apresenta por si só. Sempre há a fala de “referendum”, ou simplesmente a imagem de certificação de dependência, do “padrinho” ou assemelhados.
Ps. Todos prometendo espelhinhos e miçangas.

10:36:53
Ministro Joaquim Barbosa diz que não está empolgado com a notoriedade e que os políticos o odeiam por isso.

Digo eu!
Claro que está empolgado. Não estivesse não generalizaria. Aí, o tempo do verbo, mesmo no futuro condicional, é emblematicamente denunciador do que há dormitando sob a fogueira das vaidades.
Ps. Como já firmei aqui: Tenho muito medo, mas muito mesmo, quando o povo incensa heróis de um súbito e um único ato. Como vêm, vão. E fica o vazio até que a mídia, ou o capital, aliás, ambos, por siameses, fabriquem outro.

11:11:37
Cofundador do Pirate Bay é preso no Camboja

Um dos cofundadores do Pirate Bay, site sueco de downloads ilegais, foi detido em Phnom Penh a pedido das autoridades da Suécia, anunciou neste domingo a polícia do Camboja.
O sueco Gottfrid Svartholm Warg foi condenado em 2009 a um ano de prisão, mas não se apresentou para cumprir a pena.
“Não existe tratado de extradição com a Suécia, mas vamos estudar a lei e ver como tratamos este caso”, afirmou o porta-voz da polícia, Kirth Chantarith, antes de explicar que as autoridades suecas devem enviar documentos e informações complementares.
Criado no fim de 2003, o Pirate Bay, que tem mais de 35 milhões de usuários no mundo, permite o download, por meio da tecnologia BitTorrent, de filmes, músicas e jogos.
No fim de 2010, os outros dois cofundadores, Fredrik Neij e Peter Sunde, foram condenados respectivamente a dez e oito meses de prisão e a pagar uma multa de 4,6 milhões de euros (R$ 11,78 milhões).
Neij afirmou recentemente que apresentará um recurso à Corte Europeia de Justiça contra a condenação.
DA FRANCE PRESSE, EM PHNOM PENH (CAMBOJA)

11:46:21
Cachoeira tentou interferir no secretariado de Marconi Perillo
PF: Cachoeira teria tentado barrar indicação de Perillo para secretaria

Novas gravações da Polícia Federal remetidas à CPI do Cachoeira mostram que o contraventor e o ex-vereador de Goiânia, Wladimir Garcez (PSDB), articularam nomeações para o primeiro escalão do governo de Marconi Perillo em Goiás. De acordo com as ligações, o grupo teria tentado barrar a indicação de um promotor de Justiça para a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). Garcez e a então chefe de gabiente de Perillo, Eliane Pinheiro, articulavam indicação conjunta de um novo nome por parte dos três senadores goianos à época: Demóstenes Torres (ex-DEM), Lúcia Vânia e Cyro Miranda, ambos do PSDB. No entanto, os planos do grupo não prosperaram. Eles foram presos um dia depois na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Em resposta, a assessoria de imprensa de Perillo disse que “não existe na equipe de governo nen


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 29/08/2012

08:29:23
Coligações partidárias. Esqueçam a pantomima do julgamento do mensalão e os novos heróis da moralidade.

Mas vamos lá. Como é o sistema político brasileiro?
1. Permite coligações de partidos os mais heterogêneos ? Sim.
2 O financiamento de campanha eleitoral é exclusivamente público? Não.
3. Os partidos são obrigados a passar o chapéu no empresariado, se quiserem concorrer com chances? Sim
4. Os pautados pela mídia acreditam que o mensalão é coisa de agora? Sim

08:55:02
Com os pés no chão, pois toga não levita!

A lei não prevê caixa 2, é claro, mas trata caixa 2 como infração menor. Essa excrescência permite que essa corrupção domine todas as eleições desde Deodoro.
Por conta disso é que o mensalão tucano teria passado despercebido e estaria funcionando até hoje, se a bandalheira do Lula e asseclas não tivesse vindo a lume.
Só quando descobriram a existência do cínico Delubio Soares e seu imoral “recursos não contabilizados” é que descobriram, por tabela, o mensalão tucano (e mesmo assim, com uma enorme má vontade em aprofundar as investigações, com medo de atingir Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin).
A lei é assim. É uma porcaria de lei, porque empreiteiras, bancos e até bicheiros (!) financiam campanhas, em geral buscando vantagens futuras nos governos.
O mais é por que a selecinha não ganhou a olimpíada, e descobriram que o Neymar só tem topete.

10:00:01
Serra não consegue mais dormir: Paulo Preto vai depor na CPI e ameaça contar tudo

Não tem Lexotan que dê jeito. José Serra não consegue se livrar da insônia desde que o ex-diretor da estatal paulista Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido entre os tucanos como Paulo Preto, convocado para depor esta quarta-feira na CPI do Cachoeira, avisou que dirá à comissão que os seus atos à frente da empresa eram de conhecimento do então governador Serra, que hoje é candidato à Prefeitura de São Paulo.

Paulo Preto foi convocado pela CPI para esclarecer suspeitas de superfaturamento na obra de ampliação da marginal Tietê, uma das principais vias da capital paulista, contratada na gestão de Serra (2006-2010).
A ampliação da marginal era responsabilidade de consórcio liderado pela construtora Delta – empresa da qual o empresário Carlinhos Cachoeira é sócio oculto, de acordo com a Polícia Federal.

Reportagem de Cátia Seabra e Breno Costa, na Folha, revela que Paulo Preto antecipou a interlocutores a disposição de afirmar que Serra era sua “bússola” na Dersa e que, para comprovar, dispõe de documentos assinados por ele. Ele estaria também disposto a admitir que se valeu do prestígio entre empresários para ajudar a arrecadar, de forma legal, recursos para a campanha de Serra à Presidência, em 2010.

Além de se defender das acusações de que é alvo, o engenheiro decidiu dividir a responsabilidade de suas ações com o tucano após o fracasso de uma articulação com o PT para impedir que sua convocação fosse engavetada.
Há dois meses, petistas propuseram acordo pelo qual votariam contra a convocação de Paulo Preto desde que a oposição desistisse de chamar Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), rechaçou a oferta, segundo tucanos, sob orientação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), desafeto de José Serra, segundo a Folha.
Informados da disposição do ex-homem-forte da Dersa, emissários tucanos tentaram reabrir as negociações com o PT. Mas já era tarde.

O depoimento de Paulo Preto ocorrerá um dia após o de Pagot, outra testemunha potencialmente explosiva. Ou seja, a fala de Pagot pode vir a pautar os questionamentos ao ex-diretor da Dersa.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

13:15:02
Mensalão e Ordenações Filipinas

Voltando ao tempo das Ordenações Filipinas que previa aplicação de pena cruel:
Caso condenado, cada mensaleiro deve ser condenado a ler as obras completas de José Sarney.

19:41:26
Mensalão: Thomaz Bastos muda o tom, mas diz que nenhum mensaleiro será preso antes de 2013

Como os primeiros resultados do julgamento do mensalão, o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos mudou o tom, já não fala em absolvição da maioria. Em entrevista ao repórter Fernando Rodrigues, da TV Folha-UOL, o ex-ministro previu que o julgamento do mensalão só será concluído em 2013. E garantiu que, antes disso, nenhum dos réus, mesmo se condenado agora, será preso.

Bastos calcula o tamanho das penas

Em entrevista ao programa “Poder e Política”, projeto da Folha e do portal UOL, Thomaz Bastos calculou que no ritmo atual o julgamento tomará o mês de setembro e “poderia até entrar em outubro”.

Depois, só em “alguns meses” será publicado o acórdão –a compilação de todos os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal e com as eventuais penas para quem for condenado.

Traduzindo tudo isso: a Justiça brasileira precisa mudar suas práticas. Afinal, condenar um réu à prisão e deixá-lo solto, preparado para fugir, até a publicação da sentença (no caso, do acórdão), é um procedimento de uma estupidez sesquipedal, como se dizia antigamente.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 27/08/2012

08:28:19
Portaria que acaba com ‘independência’ das nações indígenas começa a valer dia 19 próximo.

A portaria da Advocacia-Geral da União (AGU) que põe fim à polêmica sobre a independência política e econômica das nações indígenas começa a valer no próximo dia 19.

A portaria já deveria estar em vigor desde o mês de julho, mas a nova data foi marcada a pedido da Fundação Nacional do Índio (Funai), que pediu para fazer consultas aos povos indígenas no período para, se for o caso, propor adendos ao texto.

A portaria foi publicada em 16 de julho e regulamenta a atuação dos advogados públicos e procuradores em processos judiciais envolvendo a demarcação de terras indígenas em todo o país. O texto aceita que o poder público intervenha em áreas demarcadas sem a necessidade de autorização das populações residentes.

Ele se baseia nas salvaguardas institucionais fixadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2009, na petição 3.388-Roraima, que trata do caso da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

Na ocasião, o Supremo determinou a retirada de não índios da reserva, condicionando-a a 19 medidas. De acordo com a Funai, a adoção em nível nacional deste parâmetro “restringe o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas, especialmente os direitos territoriais, consagrados pela Constituição Federal”.

A Funai afirma ainda que o julgamento da petição 3.388-Roraima ainda não foi encerrado, já que ainda “há existência de embargos de declaração pendentes que precisam ser esclarecidos”. Segundo a fundação, o STF já teria se manifestado no sentido de que a decisão proferida no caso da Terra Indígena Raposa Serra do Sol não poderia vigorar em outros casos de demarcação de terras indígenas no país.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

09:49:18
Mensalão: esta semana deve decidir destino de 6 dos 37 reús

O julgamento do mensalão entra nesta segunda-feira em nova fase, mais veloz e reveladora. Depois dos longos votos do relator, Joaquim Barbosa, e do revisor, Ricardo Lewandowski, pela primeira vez os outros nove ministros terão a chance de se pronunciar, trazendo à luz suas tendências para condenar ou absolver os réus.
O primeiro deixou claro um viés condenatório. O segundo condenou alguns crimes e absolveu outros. A partir da sessão desta segunda-feira, será possível saber se a Corte se dividirá em dois times: o do relator e o do revisor.
O ministro Luiz Fux tem conversado com cada um dos colegas para convencê-los a votar em até duas horas. Se o plano der certo, até quinta-feira estará traçado o destino de seis dos 37 réus. Embora preze pela celeridade do julgamento, o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, deixou a cargo dos colegas decidir por quanto tempo falarão. Nesta segunda-feira, o relator ainda falará por 20 minutos, e o revisor terá o mesmo tempo.
Carolina Brígido, Jaílton de Carvalho e Evandro Eboli, O Globo

10:21:39
Colegas do MP de Goiás pedem afastamento de Demóstenes.

O Conselho Nacional do Ministério Púbico (CNMP) recebe nesta segunda-feira um pedido de afastamento do ex-senador Demóstenes Torres da função de procurador de Justiça desempenhada no Ministério Público (MP) de Goiás. Pela primeira vez desde o retorno, em 20 de julho, um grupo de promotores de Justiça, procuradores da República e procuradores do Trabalho se manifesta oficialmente contra a permanência de Torres no cargo, enquanto durar a investigação aberta contra ele.

Integrantes do MP goiano protocolam pela manhã uma representação coletiva contra Demóstenes, com pedidos de investigação, suspensão do exercício funcional e afastamento cautelar. A representação deve ser assinada por 80 promotores e procuradores que se dizem constrangidos com o retorno de Demóstenes ao MP, depois da cassação por ter colocado o mandato a serviço do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Vinicius Sassine, O Globo 


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 23/08/2012

07:58:36
Mesmo sem ter sido anunciado, iPhone 5 já começa a ganhar acessórios

Empresa Spigen já possui em seu catálogo alguns produtos criados especialmente para o novo smartphone da Apple.
Por  em 20 de Agosto de 2012

 Se todos os rumores se confirmarem, em menos de um mês teremos o anúncio oficial dos novos smartphones da Apple. Mas mesmo sem qualquer confirmação, algumas empresas já começaram a produzir os acessórios especiais para o iPhone 5. O exemplo mais forte que temos até agora é a Spigen SGP, que está prometendo películas para o novo modelo.

No site da empresa, há inclusive algumas imagens que mostram o novo aparelho – não há confirmação, mas a probabilidade é de que se tratam de conceitos criados especialmente para os anúncios. Além de estarem no site oficial da Sigen SGP, os acessórios também estão disponíveis na loja virtual Amazon. Tentamos encontrar dicas que comprovassem os rumores das telas de 4 polegadas, mas as especificações do produto não colaboraram para isso.
Renan Hamann/TecMundo

08:50:57
Afinal, qual é o problema de Cezar Peluso antecipar seus votos?

Os advogados de defesa dos mensaleiros, liderados pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, fazem um escarcéu com o fato de o ministro Cezar Peluso ter de aposentar dia 3 de setembro e participar do julgamento do mensalão pela última vez dia 31 de agosto, que cai numa sexta-feira. A se acreditar nos ilustres causídicos, haveria até inconstitucionalidade se o ministro deixasse de votar as últimas fatias do caso do mensalão.

Afinal, por que o ministro Cezar Peluso não poderá antecipar suas últimos votos. Em que dispositivo do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal está determinada esta proibição?

É tudo uma grande conversa fiada, que faz parte do jus sperniandi de advogados insatisfeitos e sem argumentação válida para apresentar. Justamente por isso, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ayres Britto, já afirmou que “fica a critério” do ministro Cezar Peluso decidir se vai pedir para antecipar o seu voto sobre o mensalão.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

11:37:53
 Meu sais! Ou como dizia um cantor que não lembro o nome, lá nos anos 70: Parem o mundo que eu quero descer!

Paulo Preto, aquele personagem sombrio do ainda não explicado “rolo” de doações a partido político, oriundo dos contratos do RodoAnel de S.Paulo, da lavra de Serra e Alckimin, declara que agora que “sonha em aparecer em programas do PT”. E mais:
“…Acha que seu depoimento do dia 29, na CPI do Cachoeira, oferecerá farto material aos petistas. Diz que não fará acusações, mas explicará aos parlamentares que nada fez, na direção da estatal Dersa e arrecadando fundos para o PSDB, senão “seguir a ética do Serra”.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 21/08/2012

14:42:10
Eleições 2012: Erundina acusa PT de comprar apoio de Paulo Maluff.

Afirma a deputada Luiza Erundina do PSB de S. Paulo, que o partido dos trabalhadores fez a negociata para garantir maior tempo na propaganda eleitoral — que não é gratuita!Nós, os abestados é que pagamos. Em 8 anos, o horário eleitoral custou R$ 4 bilhões à União, e como a União vive de nossos impostos… —   TV. “Houve barganha: o Maluf exigiu a Secretaria de Habitação, que tem obras, no governo do Geraldo Alckmin em troca do apoio à candidatura do José Serra”, disse. “Como o Alckmin se negou a dar a secretaria, ele veio para o Haddad. A presidenta Dilma deu para o Maluf uma secretaria nacional com mais recursos orçamentários. Foi pago para que o Maluf se coligasse com o PT”, acusou.

16:33:26
PSDB terá voto em separado na CPI do Cachoeira.

Certos de que o relator da CPI mista do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), deverá pedir o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), os tucanos já estão preparando voto em separado, com acusações contra os contratos firmados entre o governo federal e a Delta Construções, ligada ao bicheiro. A ordem do partido aos membros da CPI é centrar fogo na Delta a partir desta semana.

CPI da Delta
O PSDB também concentra esforços no cruzamento de dados a fim de tentar descobrir vínculos da Delta com o governo federal.

Pior que está, fica
O PSDB pediu a convocação de Íris Rezende, mas nem toca em Sérgio Cabral. Sem força na CPI, não quer comprar briga com o PMDB.

Acordão
Em reação, o PMDB ameaça convocar governador Simão Jatene (PA), do PSDB, mas quer mesmo é colocar panos quentes na discussão.
coluna Claudio Humberto

16:56:20
Duas questões aguardam votação no Supremo Tribunal Federal (STF): o direito de greve dos policiais civis e o direito do governo de descontar dias parados do salário dos grevistas, ainda sem data marcada.

O primeiro passo para que os assuntos sejam colocados em votação já foi dado, a chamada repercussão geral.
No procedimento, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, manifesta que reconhece a importância do assunto e o coloca na espera para ser julgado.  No caso do direito de greve dos policiais civis, Lewandowski, lembrou que não há regras para a interrupção dos trabalhos da categoria, por isso, a Justiça deve se posicionar sobre o assunto.

“Diante da ausência de norma regulamentadora da matéria, fica demonstrada a relevância política e jurídica do tema”, disse o magistrado, ao decidir colocar o caso em julgamento.
coluna Claudio Humberto

17:50:32
Tasso e Luizianne almoçam juntos no Paço

A prefeita Luizianne Lins almoça nesse momento no Paço Municipal com o ex-senador Tasso Jereissati. A reunião foi acertada quando os dois conversaram ao participar do casamento do filho do dono da Marquise, José Carlos Ponte, em Guaramiranga, dois sábados atrás. Oficialmente, o pretexto é a apresentação, por Tasso, do projeto de expansão do Iguatemi.

O clima entre os dois, que no passado foi de muita turbulência, troca de críticas e confrontos políticos, há algum tempo que parece viver um novo momento. Mais tranquilo. Na segunda quinzena de abril, por exemplo, Tasso e Luizianne sentaram-se lado a lado no Teatro José de Alencar quando do evento organizado pela TV Jangadeiro para marcar sua volta à Rede Bandeirantes de Televisão. Em clima de bons amigos, conversando animadamente.

O almoço de hoje poderia ter acontecido sexta-feira passada, mas terminou adiado por incompatibilidade de agendas. Apesar do esforço, de parte a parte, de dar ao encontro caráter puramente empresarial ou meramente administrativo, é muito difícil que a petista e o tucano não dediquem uma parte do tempo de conversa para o cenário político.

O encontro, impensável quando se projetava a campanha eleitoral de Fortaleza no seu início, já consta entre os fatos mais surpreendentes da política de 2012. Fica a dúvida, que apenas o tempo permitirá uma resposta: será um evento isolado ou haverá desdobramentos?

Vale destacar que desde quando Ciro Gomes deixou o Paço Municipal para assumir o governo do Estado, muito tempo atrás, que Tasso Jereissati lá não pisava. E a responsável pela proeza de levá-lo de volta ao histórico local viria a ser, exatamente, uma das suas adversárias mais implacáveis. Coisas da política.
Guálter George/blog segunda leitura


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 17/08/2012

08:39:04
Ministério da Pesca: sempre é dia de pescaria!

Pesca gastou R$ 37 milhões com produtos que nunca foram entregues.
O Ministério da Pesca gastou R$ 37,4 milhões em máquinas de gelo que não foram entregues pelos fabricantes, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União. O TCU multou nove gestores da pasta por irregularidades nos contratos para a aquisição dos equipamentos. Os geradores deveriam ser instalados em comunidades pesqueiras para a conservação dos pescados. Em 2008, durante a gestão do ex-ministro Altemir Gregolin (PT), a pasta lançou concorrência para a escolha das empresas para o contrato, sem especificar qual a destinação dos aparelhos. A permissão para a compra do material foi dada pelo ex-secretário de Planejamento da Pesca, Karim Bacha, multado em R$ 10 mil pelo TCU. Também foram condenados a pagar o mesmo valor José Claudenor Vermohlen, então subsecretário, e João Dias Machado, à época coordenador-geral da Pesca Artesanal. Outros seis responsáveis, entre eles o ex-secretário-executivo Cleberson Carneiro Zabaski, foram multados em R$ 4 mil.
Informações do Estadão.

08:45:47
Ex-tesoureiro de Perillo deve ficar calado durante depoimento em CPI

O ex-tesoureiro da campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), Jayme Rincón, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus para garantir o direito de permanecer em silêncio durante seu depoimento na CPMI do Cachoeira. A audiência está marcada para a próxima quarta (22). Rincón atualmente é presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop). Ele já foi convocado outras duas vezes, mas apresentou atestado médico e não compareceu as sessões. O ex-tesoureiro foi citado em ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal e é acusado de ser sócio da empresa Rental Frota Ltda., que recebeu R$ 600 mil da quadrilha de Cachoeira.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]