As esculturas teatralmente enigmáticas de Philip Jackson

Sua capacidade de transmitir a condição humana através do hábil uso da linguagem corporal tornou-se uma de suas características mais memoráveis.

Nascido em Inverness, Jackson agora vive e trabalha em West Sussex. Ele foi nomeado Comandante da Royal Victorian Order e esteve na lista de honra de aniversário da Rainha de 2009.

Ele cria figuras profundamente imponentes tanto pela mensagem que transmite quanto pela sua presença física no ambiente em que estão inseridas.

Poderosas e lindamente esculpidas, as posturas meticulosamente precisas que Jackson trabalha em cada peça criam uma enorme sensação de drama.

O assombroso, a elegância e o resultado teatralmente enigmático das esculturas de Philip Jackson são verdadeiramente inspiradores – nunca deixam de causar perplexidade em quem por elas tem o privilégio de passar.

Derlon Almeida e sua xilografia de concreto

O que a técnica de xilogravura, produzida como uma espécie de carimbo de madeira, e o grafite, que utiliza muros, podem ter em comum?

Derlon Almeida responde com sua arte característica, que mistura gravura popular e street art em desenhos que remetem às ilustrações de literatura de cordel.

Se você já passou por um muro com um grafite nesse estilo, com traços fortes que remetem à prática da xilogravura, certamente você já passou por uma obra de Derlon Almeida. Artista de 29 anos e natural de Recife (PE), ele imprime em muros, paredes e cartazes sua arte marcante que mistura arte popular e street art. Com traços fortes, muito contraste e grande valorização da cor branca, os grafites de Derlon fazem referência à cultura tradicional nordestina e são inspirados na xilogravura, método antigo de pintura, do qual pouco se sabe sobre a origem. Segundo historiadores, foi desenvolvida pelos chineses e já era praticada por este povo desde o século 6. No Brasil, a técnica se popularizou na região nordeste, onde era frequentemente utilizada para ilustração da literatura de cordel e se eternizou em nomes como J.Borges e Gilvan Samico.

Foi nessas raízes, uma das principais formas de comunicação impressa da cultura popular, tão presentes desde a infância no imaginário do artista, que Derlon encontrou a identidade que buscava para seu trabalho e transformou a prática quase primitiva em uma arte contemporânea a todos nós. Ao contrário do excesso de cores comum em grafites de muitos artistas de rua, o pernambucano escolheu o simples, o que fala mais perto ao ouvido das pessoas que estão nas ruas. Traços grossos e expressões fortes, muitas vezes sofridas, que transmitem as emoções de um povo que o artista conhece bem.

Em seu livro Antologia de Folclore Brasileiro, Américo Pellegini Filho, estudioso da cultura popular, afirma ainda no início da década de 80: “Já dizíamos em trabalho anterior que as xilogravuras populares tendiam a continuar existindo isoladamente dos próprios folhetos de cordel, em função dos quais tinham sido originadas”. O que Pellegini Filho talvez não imaginasse, é que esta arte faria história também em muros, sejam em centros urbanos ou em áreas rurais. Suas obras podem ser vistas principalmente em painéis e muros por Recife, mas em São Paulo e no Rio de Janeiro é possível esbarrar com um grafite do artista, além de trabalhos que realiza em exposições e galerias de arte, no Brasil e no exterior. A exposição Ouro Branco, seu mais recente trabalho, retrata famílias de agricultores no sertão nordestino.

O OURO BRANCO DO SERTÃO NORDESTINO

A Exposição Ouro Branco, que já teve intervenções em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, e chega a Paris em junho, é resultado da residência artística no distrito rural de Riacho do Meio, no município de Choró (CE). Derlon levou sua arte essencialmente de rua para o interior do sertão cearense e agora, traz o resultado deste trabalho de volta às ruas. O artista passou uma semana vendo de perto como é a vida dos agricultores do local e conhecendo melhor suas trajetórias e histórias de vida.

“Através de pinturas em casas da comunidade, retratei um pouco daquilo que vi, das pessoas que conheci e as histórias que ouvi. Minha intenção agora é valorizar a história dessa comunidade. Fazer com que outras pessoas conheçam um pouco mais do sertão. Ajudando a preservar a memória deste lugar para as gerações futuras”, explicou Derlon, no vídeo que apresenta o projeto, no Catarse.

A iniciativa veio da marca francesa VERT, que tem a proposta de produzir sapatos de modo sustentável, a partir dos conceitos de agroecologia e da preocupação social e com o meio ambiente. O que isso tudo tem a ver com Derlon? O local onde o artista fez sua residência a convite da marca é uma das comunidades que vende algodão agroecológico – o chamado ouro branco – para a empresa. O outro produto final dessa empreitada é uma linha de produtos desenvolvidos em parceria com o artista, toda feita em algodão orgânico produzido pela comunidade cearense.

A vida e o cotidiano de 72 famílias de algodoeiros do semiárido cearense foram representados em muros por Derlon.

Todo o trabalho foi registrado pelo fotógrafo Pablo Saborido e está reproduzido em cartazes gigantes na exposição Ouro Branco; em São Paulo as figuras estão coladas na praça Benedito Calixto; em Recife, na Loja Avesso; e no Rio de Janeiro, na Artur Fidalgo galeria. A exposição chega a Paris em junho, em muros próximos ao rio Sena.

Malcolm Martin & Gaynor Dowling – Esculturas

Malcolm Martin
& Gaynor Dowling

Trabalham esculturas em madeira, de formas monumentais de meia tonelada para um jardim particular, até vasos colados a partir de seções de verniz pesando algumas gramas.


O que todas as peças compartilham é o papel central da mão e das ferramentas manuais, principalmente através da escultura.

Esses dois escultores vivem e trabalham juntos em Stroud, Gloucestershire, nas colinas de Cotswold, na Inglaterra, desde 1997.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Artes Plásticas – Pinturas

Adelsteen Normann
Noorwegen 1848-1918

Jens Ferdinand Willumsen Holanda, 1863-1958
Café de Provence, 1943

Jules-Schyl
Swedish-1893-1977

Rene-Magritte
A-La-Rencontre-du-Plaisir-Towards-Pleasure,1950
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