A arte e a arte de Artur Bispo do Rosário

Artur Bispo do Rosário
Nasceu em Japaratuba – SE em 1909. Em 1925, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalha na Marinha Brasileira e na Companhia de Energia Elétrica do Rio de Janeiro – Light.

“O passado de Arthur Bispo do Rosário é praticamente desconhecido. Sabe-se apenas que era negro, marinheiro, pugilista, lavador de ônibus e guarda-costas.”Após um surto psicótico em 22 de dezembro de 1938, em que acreditou ter visto Cristo, descendo à terra, rodeado por uma côrte de anjos azuis, e afirmar ter recebido a missão de recriar o universo para apresentar a Deus no dia do Juízo Final, Bispo se abriga em um monastério que o encaminha ao Hospital dos Alienados na Praia Vermelha no Rio de Janeiro. Sem recuperar-se e, diagnosticado
esquizofrênico paranóide, foi internado na Colônia Juliano Moreira onde permaneceu até sua morte em 1989.

 

 

 

 

Michael Carson – Um Pintor expressionista

Michael Carson nasceu em Minneapolis, onde se formou no Institute of Art and Design em 1996.

Trabalhando como artista gráfico, ele pintou sua primeira pintura três anos após a formatura. Ele sabia que havia encontrado sua vocação e em 2001 começou a pintar em tempo integral.

Seu trabalho foi influenciado pelas pinturas de Toulouise Loutrec, John Singer Sargent, Norman Rockwell, Malcolm Liepke e Milt Kobayashi. Michael Carson é principalmente um artista figurativo que adora contar histórias.

Suas figuras costumam ser encontradas em bares, discotecas, bares e clubes de jazz; mesmo em casa em ambientes íntimos. Michael montou vários shows solo em Minneapolis e participou de vários shows coletivos.
O artista gosta de destacar as relações entre cor e luz e afirma a esse respeito: “Gosto do fato de que o rosto pode ser um assunto tão sutil e uma pincelada pode fazer a diferença na sensação de toda a peça. oportunidade de trabalhar em um único assunto e ainda descobrir que aprendo algo novo em cada pintura.
Amo incorporar meu amor por design, moda e arquitetura em meu trabalho. Meu ambiente anônimo me ajuda a criar um clima ou uma história que estou tentando transmitir por meio da minha pintura … Considero uma pintura um sucesso quando tiro algo novo dele que me segue em meu próximo trabalho . É apenas aprender como se tornar um pintor melhor.”
Sua vontade é enfatizar as relações de cor e luz e permitir que a textura de sua pincelada mova o olhar do observador através da arte.

Michael Carson é um novo talento ousado emergindo no cenário artístico e Jones and Terwilliger Galleries tem o orgulho de apresentar seu trabalho ao mercado de arte da costa oeste.

Frans Krajcberg: conheça as obras e o ativismo ambiental do artista

Artista plástico radicado no Brasil, Frans Krajcberg mostrou com suas obras que ainda existiam motivos para gritar em nome da natureza

Frans Krajcberg

A primeira forma de linguagem do homem foi o “grito da natureza”. De acordo com o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, os homens utilizavam sons para pedir socorro no perigo ou ao aliviar-se de dores violentas. O grito de Frans Krajcberg (1921 – 2017) foi semelhante a essa linguagem primitiva, na medida em que denunciou a violência do homem contra a natureza e expunha a dor das florestas devastadas. O artista plástico, premiado na Bienal de Veneza, na Bienal de São Paulo e no Salão de Arte Moderna, entre outros, foi muito importante no panorama da arte brasileira e desenvolveu um poderoso trabalho de ativismo com suas obras em pintura, escultura e fotografia.

Frans Krajcberg

Nascido em Kozienice, na Polônia, em 1921, o artista perdeu toda sua família para o holocausto. Nos quatro anos que passou na guerra, Frans Krajcberg se defrontou com a face mais obscura do ser humano, a violência. Após toda essa barbaridade, o artista plástico encontrou refúgio na beleza das formas da natureza. Ele se radicou no Brasil, onde chegou em 1948.

Na década de 1960, Krajcberg morou no interior de Minas Gerais, em uma caverna na região de mineração de Itabirito – lá ele extraia os pigmentos de suas tintas. Mas foi ao conhecer o sul da Bahia, mais precisamente Nova Viçosa, a convite do amigo e arquiteto Zanine Caldas, que o artista plástico encontrou seu refúgio para a vida. “Eu pensei: ‘Meu Deus, quanta riqueza que tem, movimento que tem, que a arte ignora. Eu fico aqui“, contou Frans Krajcberg no documentário “O grito da natureza”, produzido pela TV Brasil.

Frans Krajcberg viveu seus últimos anos em Nova Viçosa, onde mantinha seu ateliê no Sítio Natura, cercado pela única porção de Mata Atlântica remanescente na região. Ele faleceu no Rio de Janeiro, em 2017, deixando uma enorme quantidade de obras voltadas para a relação entre arte e meio ambiente.

O grito de Frans Krajcberg

Em um mundo em que o individualismo e a indiferença tornam o dia a dia frio e violento, o grito de Frans Krajcberg se mostra ainda e cada vez mais necessário. Ele lutou e gritou contra o que chamava de barbárie do homem contra o homem e da humanidade contra a natureza. “A minha vida é essa, gritar cada vez mais alto contra esse barbarismo que o homem pratica”, revelou. Ele fez da sua arte um grito de revolta ao transformar troncos e galhos calcinados em esculturas. “Quero que minhas obras sejam um reflexo das queimadas. Por isso uso as mesmas cores: vermelho e preto, fogo e morte.”

Frans Krajcberg
Foto: Cael Carvalho

Troncos e raízes calcinadas pelos incêndios que derrubam densas áreas verdes para transformá-las em pasto eram o material das obras de Frans Krajcberg. Ele recolhia o que o fogo deixou e transformava os materiais para que eles gritassem socorro em nome da Amazônia. “Procuro me exprimir com esse material quebrado, assassinado, tudo isso pra mostrar: veja, ontem foi uma bela árvore, hoje é um pau queimado”, dizia. Ele também registrou fotos das florestas e possuía milhares de fotos de queimadas e da destruição da natureza.

Obra de Frans Krajcberg
Obra de Frans Krajcberg

O artista plástico denunciou as queimadas no Paraná, a exploração dos minérios em Minas Gerais e o desmatamento na Amazônia. Além disso, defendeu as tartarugas de Nova Viçosa e se colocou na frente de um trator para evitar a construção de uma avenida na cidade. Sua militância em prol do meio ambiente foi de emocionar. Frans Krajcberg foi um artista que suscitou reflexões e diálogos com seus protestos. As ideias defendidas por suas obras viscerais continuam sendo importantes e necessárias em nossa sociedade.

Obra de Frans Krajcberg

“Quando eu vejo o material, eu vejo que ele vai gritar comigo, esse é o meu trabalho. Eu não posso ir na rua e começar a gritar, vão me botar na cadeia ou no hospital de doido”, explicava Krajcberg. O meio que o artista encontrou foi pegar esses pedaços que foram destruídos brutalmente, e com eles trabalhar, criar e lutar para que o ser humano reconhecesse que o planeta está doente.

As obras de Frans Krajcberg carregam uma forte dimensão ética que vai além de sua vida e da arte. Sua militância e seu ativismo com fervor revolucionário mostraram sua indignação contra o massacre de nossa biodiversidade. A mensagem do artista foi a de que precisamos interromper esse ciclo de destruição e impedir esses escandalosos crimes contra a natureza e a humanidade.

Obra de Frans Krajcberg
Obra de Frans Krajcberg

Saiba mais sobre o artista no documentário “O grito da natureza”, produzido pela TV Brasil:


Anne Magill – Pinturas

Anne Magill, pintora britânica nascida na Irlanda, está conquistando rapidamente um grande público entre um público internacional exclusivo, com obras em importantes coleções privadas e corporativas em todo o mundo.

Depois de estudar na St. Martin’s School of Art e obter sucesso precoce como uma artista comercial inovadora e premiada, os temas icônicos e o estilo narrativo de Magill fizeram uma transição fácil para as belas-artes, com sua primeira exposição individual ocorrendo em 1992.

O estilo de Anne desenvolveu-se constantemente, com exposições em galerias de prestígio em Londres, Europa e Estados Unidos.

Textura rica e atmosférica, silhuetas épicas, contexto atemporal e notas tonais infinitamente sutis, tornaram-se a assinatura criativa distinta de Magill.

Os retratos, paisagens e telas contextuais urbanas e rurais de Anne Magill evocam uma visão poderosa sem paralelo em seus contemporâneos.

A pintura de Jan Sluyters

Foi membro da Escola de Bergen, junto a Leo Gestel e Charley Toorop. Nas suas primeiras obras mostrou a influência de Van Gogh, Matisse, Toulouse-Lautrec e Breitner. Mais tarde orientou-se para o expressionismo e o cubismo, com um estilo pessoal de intenso colorido, focado na temática do despido