FARCs: até o PSDB pede a intervenção de Lula

Ora, ora, ora! Quando eu penso que já vi e ouvi de tudo, os caciques que batem o bumbo nas tabas dos Tupiniquins, sempre surpreendem. Na maioria das vezes, pra pior. Em outras, o oportunismo ou simplesmente o interesse eleitoreiro chega às raias do surrealismo.
O Editor


Agora todos querem que Lula vá conversar com Chávez

Há pelo menos oito anos nossa mídia calhorda, em perfeita sintonia com os interesses estratégicos dos Estados Unidos, tenta demonizar Hugo Chávez.
Até certo ponto conseguiu, sendo certo que o presidente venezuelano é realmente uma figura difícil.
Mas não é só isso: durante este mesmo período jornalistas brasileiros pouco confiáveis e tucanos idiotizados por um neoliberalismo desvairado criticaram a amizade de Lula com o líder bolivariano.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O PSDB , pela voz de seus principais líderes, inclusive José Serra, tentaram torpedear o ingresso da Venezuela no MERCOSUL, ignorando a noção elementar de que este tratado de livre comércio é indissociável da UNASUL (União Sulamericana), assim como o Mercado Comum Europeu é indissociável e foi o embrião da União Européia.

Pois agora, a mídia e os tucanos, inclusive o senador Eduardo Azeredo, presidente da Comissão das Relações Exteriores do Senado, um dos maiores adversários do ingresso de Caracas no MERCOSUL, exigem que Lula se utiliza da amizade com Chávez para evitar um conflito com a Colômbia.

No mais, é preciso esclarecer que os gestos agressivos, tanto de Uribe quanto de Chávez,são apenas isto, gestos para o público interno.

E é a segunda vez que isto acontece em menos de 24 meses. Álvaro Uribe resolve endurecer, quando faltam dez dias para que ele deixe o poder.

E Chávez encontrou um bom pretexto para, ao lado de Maradona, melhorar sua posição nas eleições legislativas que se aproximam.

Assim, o rompimento de relações entre os dois países pode ser considerado uma farsa.

Por: Francisco Barreira
blog FatosNovos Novas Ideias

Insensatez de Chávez beneficia Lula, diz colunista do ‘El País

O maluquete das Caraíbas, continua o mais ferrenho adepto da insensatez. Permanece com o ditatorial hábito, de querer decidir tuto e por todos. Por sua vez, o grande chefe dos Tupiniquins, contrariando o temperamento “caliente” típico do agreste nordestino, de onde migrou pra terra da garoa, vai, mineiramente, como politicava Tancredo Neves, “comendo pelas beiradas”.

Da BBC Latino América

As iniciativas de Lula parecem mais sensatas e ajuizadas
O presidente Luis Inácio Lula da Silva se beneficia no cenário internacional com a “falta de bom senso” do líder venezuelano Hugo Chávez, na opinião de um proeminente colunista do jornal espanhol “El País“.
“Com a insensatez do líder bolivariano, as iniciativas de Lula acabam parecendo exemplos de bom senso e moderação”, diz a coluna de Miguel Angel Bastenier, publicada nesta quarta-feira no jornal El País.

O comportamento de Chávez acabaria reforçando, também, segundo Bastenier, “o sentimento coletivo na América Latina de que o Brasil se tornará “uma grande potência”.

“Se Hugo Chávez não existisse, o presidente brasileiro Lula da Silva teria que inventá-lo”, diz o texto.

De acordo com o colunista, essa discrepância entre as imagens dos dois líderes ajuda a criar a conjuntura ideal para que o Brasil “capitalize” o sentimento coletivo na região, que “não se mostrava com tanta força desde os mil Vietnãs de Che”.

Bastenier afirma que a Constituição da Unasul (União das Nações Sul-americanas) seria a convocação de Lula para a união do mundo sul-americano e reforçaria ainda mais a imagem do Brasil na região.

Global

O artigo destaca também episódios da política internacional que ajudam a estabelecer essa imagem positiva do Brasil como grande potência.

Segundo o diário, a “seqüência de preocupações e desgostos para os Estados Unidos” seria uma das razões. Isso porque a crise gerada pela política exterior americana com questões relacionadas ao Irã, Afeganistão e Iraque teria afastado Washington da América Latina, que, enquanto isso, “elegia um número crescente de governos contrários ao neoliberalismo”.

De acordo com o El País, combinadas, as conjunturas regional e internacional favorecem a ascensão do sentimento público acerca do potencial brasileiro e reforçam o “convencimento nacional de que o país está destinado a ser uma grande potência”.

“Essa conjunção astral da geopolítica mundial e regional tem as características do Brasil e favorecem Lula da Silva”, conclui o texto.