Repúdio à visita do presidente do Irã Ahmadinejad

É compreensível o repúdio da comunidade judaica à visita do presidente do Irã, Ahmadinejad, ao Brasil.

Ahmadinejad prega a aniquilação de Israel, o que é inaceitável.

Sob o comando de Ahmadinejad, o governo do Irã, secretamente para evitar protestos, enforcou uma jovem artista plástica de 23 anos, condenada por um crime, cujas provas periciais indicam que ela não cometeu o crime.

Os judeus, os democratas e os humanistas, têm todo o direito, e o dever, de repudiarem pacificamente, a visita do “himileriano” presidente anti-semita iraniano.

O Brasil é um país democrático, membro da ONU e obedece às normas diplomáticas internacionais. O Presidente do Irã é o chefe de um estado com o qual o Brasil, e mais dezenas de outros países, matêm relações diplomáticas.

O Irã é um estado assassino, sensório, que enforca homossexuais e quaisquer outros dissidentes.

Portanto, não é compreensível que o Brasil receba com deferências exageradas, além das meramente exigidas pela diplomacia, um dirigente incendiário, que nega o holocausto e prega a aniquilação do Estado de Israel, esse, o único país democrático na conturbada região do oriente médio.

O editor

Comentando a notícia – Futuro presidente do TSE condena terceiro mandato

Os assanhadinhos, petralhas, aloprados e curriola – ansiosos para não perderem a boquinha – se articulam e se revesam, na insensata e anti-democrárica tarefa de manter a lume a aventura de um terceiro mandato, argh!, para o chefe dos Tupiniquins.

Os caciques estrelados parecem (sic) não ouvir a “ulyssiana voz rouca das ruas” que deseja um exercício salutar da alternância do poder.

Acontece, cambada, prá desespero “docêis”, que na taba dos Tapuias existem outros caciques em condições legítimas de barrar tal aventura.

Deu em O Globo
De Carolina Brígido:

Defensores do terceiro mandato para presidente da República ganharam ontem mais um inimigo público. Prestes a assumir a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Carlos Ayres Britto, também ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou não concordar com a tese. E afirmou que, se ela for aprovada pelo Congresso na forma de emenda constitucional, muito provavelmente será derrubada pelo Supremo, se for questionada.

Recentemente, o futuro presidente do STF, Gilmar Mendes, também disse que o assunto acabaria na Corte.

Ayres Britto lembrou que, quando foi instituída a reeleição, no governo Fernando Henrique Cardoso, já foi difícil encontrar embasamento jurídico sólido para legitimar a idéia. E que sustentar três mandatos consecutivos será muito mais difícil.

O ministro defendeu a alternância de poder como conceito fundamental para garantir uma democracia republicana.

Comentando a notícia – Justiça, eleições e internet

Ouço – Rádio CBN – notícia sobre um parecer técnico da assessoria especial do TSE proibindo (?), uso da internet para campanhas eleitorais, para os candidatos às eleições municipais deste ano. A notícia informa que, “estão vedados a publicação de blogs, o envio de “spams” com as propostas dos candidatos, e-mail marketing, a participação do político no “Second Life”, o uso do telemarketing, o envio de mensagens por celular e a veiculação de vídeos em sites como o You Tube”.

Uáu! Caso a informação proceda¹, como é que será feito este controle?

Quem conhece o mínimo de internet e de tecnologia da informação, se pergunta como o TSE irá fazer para cumprir tal disparate. A rede é incontrolável e, por si só, permite inúmeros recursos e artifícios, capazes de a colocarem ao largo da legislação.

É perfeitamente possível, e elementar, que adversários políticos, ou mesmo simpatizantes deste ou daquele candidato criem sites e blogs, divulguem vídeos, etc. No intuito de prejudicar a candidatura, e à revelia do candidato, terceiros podem hospedar o site ou blog, em provedores estrangeiros. Assim o candidato levará a culpa por algo que não fez, não tem a menor noção que exista, e, conseqüentemente, não tenha nenhuma participação na ilicitude?

Os legisladores precisam de acessoria técnica. Aliás, duvido que um candidato que use o antipático “spam” consiga algum voto por esse meio. É mais provável que se espalhe na rede uma campanha de aversão a tal candidato.

Novamente assistimos a tentativa, insana e inglória, de controlar tecnologia com polícia. Volto a repetir: tecnologia se combate com tecnologia. Na internet, nem assim!

A web foi criada de forma a evitar que alguém possa controla-la ou interrompe-la. Ela, a internet, é a primeira e única invenção do homem que não tem dono e não tem o botão de desligar.

¹Aliás, no site do TSE, o sistema de pesquisas é extremamente complexo, dificultando aos mais leigos em navegação de sites, encontrar com facilidade os assuntos desejados. Não existe um box único para pesquisas na página principal. Falha imperdoável de programação, considerando-se a importância do site do TSE como instrumento de pesquisa e de cidadania.

Comentando a notícia – Faça o que eu digo…

Apesar da postura de vestais de uns, tucanalhas, ou de alegadas inocentes vítimas de disputa política de outros, petralhas, os dois bandos somam-se  ao “magote” de inconseqüentes que vorejam no Congresso Nacional, contaminando a representatividade do legislativo. Ao lado dos demais partidecos, tão inúmeros e inúteis quantos são os ministérios de aloprados do apedeuta em chefe, a canalha, é uma só.

Do blog do Noblat
Dias cutuca Dirceu e poupa tucano.
É tiro n’água o pedido de explicações do Senado ao Itamaraty sobre um carro da embaixada em Madri que transportou o ex-ministro José Dirceu. A lei não restringe o uso do carro de representação a servidores, como sabe o autor do pedido, Alvaro Dias (PSDB-PR), titular de carrão placa preta do Senado. Ele devia pedir explicações ao líder tucano na Câmara, José Aníbal (SP), que fez turismo nos Lençóis maranhenses, há dias, a bordo de um helicóptero da PM que só pode ser usado em serviço.

Comentando a notícia – Receita barra imposto maior para cigarro

Cigarro: cilindro branco que em um ponta tem uma brasa e na outra um insensato.

Enquanto a sociedade como um todo está cada dia mais consciente dos malefícios do cigarro e correlatos, o “lobby do fumacê”, age nos bastidores para manter de pé a indústria da morte. Está mais que provado que o imposto arrecadado sobre a venda de cigarro – para cada R$1,00 arrecadado o Estado gasta R$3,00 com tratamento médico hospitalar para os fumantes, sem contar o custo das horas não trabalhadas – no plano meramente financeiro, é deficitário.

Abaixo matéria da Folha de São Paulo

De Mário César Carvalho:

Projeto de forte aumento no preço dos maços é defendido pelo Ministério da Saúde como forma de reduzir o consumo. No país, enquanto o Instituto Nacional de Câncer quer o maço a cerca de R$ 5, a Receita defende um valor bem menor -de R$ 1,74.

O projeto do Ministério da Saúde de aumentar o preço do cigarro para reduzir o consumo bateu numa barreira. A Receita Federal não quer abrir mão de seu papel de criador da política tributária. A Receita acredita que um aumento forte de preços, da ordem de 100%, por exemplo, elevaria ainda mais o mercado ilícito de cigarros.

Há um abismo a separar os preços que a Receita e a área de saúde querem. Enquanto o Inca (Instituto Nacional de Câncer) quer o maço a R$ 4, R$ 5, a Receita defende um valor bem menor -R$ 1,74.

No ano passado, o Brasil consumiu cerca de 150 milhões de cigarros. Cerca de 40% desse volume não pagou impostos: 39 milhões foram cigarros contrabandeados e 20 milhões foram produzidos por empresas brasileiras que não pagam impostos, segundo a Receita.

Aumento de preços é a forma mais simples e eficaz de reduzir o consumo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Uma elevação de 10% nos preços provoca uma queda de 8% no consumo em países como o Brasil, segundo o órgão.

Comentando a notícia – Tem gringa no samba

Depois de assistir na televisão reportagem sobre a visita da ocupadíssima secretária de estado norte-americana Condoleezza Rice à Bahia – nos terreiros baianos, sua (dela) excelência, tocou pandeiro com o serelepe e sempre gaiato Ministro Gil, acompanhou com palmas uma roda de capoeira e sambou (ela samba, nós dançamos?) com o inacreditável Carlinhos Brown (Brau?) – o sempre lacônico Zé Bêdêu – o derradeiro abestado crédulo da Praça do Ferreira, “lascou:
“aí tem!”

Opinião – Comentando a notícia – Bush e a tortura

Campeões mundiais no nefando hábito de apontar o dedão acusatório contra tudo e todos que não rezem pela cartilha doutrinária elaborada acima do Rio Grande, o grande irmão do norte se vê, agora, às voltas com a reveladora verdade. O xerife mundial, pratica às escancaras métodos de tortura que acreditávamos existir somente nos totatlitários regimes terceiro-mundistas.

Tio Sam, que sempre foi um adepto do “joga pedra na Geni” é colocado, agora, na incômoda posição de alvo.

Ave, Busch, Morituri te salutem!

Abaixo artigo de André Petry na Veja que circula neste fim de semana

Os porões do norte

“A última novidade é que Bush deixará entalhado seu nome na história como o presidente da mais celebrada democracia do mundo a autorizar o uso da tortura”. Ricardo Noblat

O presidente George W. Bush, de quem o mundo há de se livrar dentro de nove meses, é um homem de superlativos. Presidiu a economia americana indo para a recessão durante o mais longo período de prosperidade que o capitalismo já produziu. Promoveu uma guerra no Iraque, calçada em mentiras hoje deslavadamente comprovadas, durante o mais longo período de paz que a humanidade já teve. A última novidade é que Bush deixará entalhado seu nome na história como o presidente da mais celebrada democracia do mundo a autorizar o uso da tortura.

No dia 8 de março, Bush vetou uma lei aprovada no Congresso que proibia a CIA de torturar seus capturados com simulação de afogamento. A prática é velha nos porões da ditadura brasileira e nas prisões da democracia brasileira: pode ser aplicada pelo método simples (mergulhando a cabeça do sujeito na água até o limite do afogamento) ou pelo método elaborado (com a cabeça envolta num pano, para que o sujeito tenha a sensação de que não pode respirar mesmo fora da água). Mal aplicada, a técnica leva à morte. Bem aplicada, ao desespero. Aplicada no limite, ao desmaio. Pode-se usar o eufemismo que se quiser, mas o nome disso é tortura.

Três dias depois do veto de Bush, o Departamento de Estado americano lançou seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo em 2007. Corretamente, acusa o Brasil pelas torturas e mortes provocadas pelas polícias nos estados, atrocidades em que o caso de Carlos Rodrigues Júnior é lapidar. O adolescente de 15 anos morreu depois de ser torturado com choques elétricos por policiais dentro de sua própria casa, em Bauru, no interior de São Paulo. Corretamente, também denuncia o caso da menina que dividiu cela com homens numa prisão do interior do Pará.

Qualquer um é livre para elogiar um país que aprova lei para torturar, à luz de tantos outros que torturam sem lei. Mas quem acha que isso não é retrocesso pode conferir o rol de técnicas medievais usadas pelos inquisidores católicos para punir suas presas. Entre o veto do dia 8 e a divulgação do relatório no dia 11, Bush, agindo como um Pinochet do norte, derrubou mais um tijolo da autoridade moral dos Estados Unidos para discutir direitos humanos.

No relatório, o governo americano corretamente censura o Brasil por ter enviado aqueles dois boxeadores cubanos de volta para Havana, entregando vítimas para o algoz. O governo brasileiro não protegia um interesse brasileiro com a deportação, só bancava a cafetina de Fidel Castro. Claro que isso não é coisa que país sério faça.

Em 2002, o cidadão canadense Maher Arar, nascido na Síria, passava pelo aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, para pegar um avião para voltar para sua casa no Canadá, quando foi detido sob suspeita de terrorismo. Ficou duas semanas preso sem acusação nem advogado. Sem poderem torturá-lo, as autoridades americanas terceirizaram o serviço. Puseram o sujeito dentro de um avião e mandaram-no para a Síria, onde foi torturado e ficou preso por um ano. Maher Arar era inocente. É um caso diferente do dos boxeadores cubanos, mas nele também se largou a vítima na mão do algoz, e isso não é coisa que país sério faça.

Da série: “cuméquié?” – O Padre, as drogas e as Farc

Ouço, como o faço sempre que posso, o programa Debates do Povo – Rádio O Povo/CBN – no qual um jurássico, ideologicamente falando, Padre Haroldo – membro da Igreja Católica, instituição estacionada no cretáceo inferior – incensa os “patrióticos e heróicos membros das Farc”.

Uáu!

Que dizer, eminência, que mesmo sendo testemunha diária da calamidade que as drogas provocam na juventude do bairro – Pirambú, Fortaleza – , onde o senhor exerce louvável trabalho pastoral, e mesmo sabendo (ou não?) que os “heróicos e patrióticos” membros das Farc formam hoje um dos maiores grupos de narcotraficantes do mundo, V.Rvdma., ainda os saúda?

Argh!

Opinião – Narciso acha feio o que não é espelho

O PT, que só aceita opinião a favor, entrou com ação contra o Ministro Marco Aurélio Mello – é Ministro do STF e Presidente do Superior Tribunal Eleitoral – pelo fato do mesmo ter externado opinião sobre as ações do Governo Federal em ano eleitoral.

O líder do PT na Câmara Federal, argumenta que o Ministro infringiu o que está disposto na Lei Orgânica da Magistratura (LOMA).

Com a ação impetrada, o PT afronta o direito constitucional – Título II, Dos Direito e Garantias Fundamentais, Artigo 5º, IV, “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”.

Sua (dele) ex-celência desconhece – coisa que até o Zé Mané da esquina sabe – que uma norma constitucional tem prevalência sobre qualquer outra lei, portaria, decreto, ato, poule de jogo de bicho, bilhete de acabar namoro e coisas outras.

A LOMA é uma lei ordinária – o ordinária aí é termo jurídico – e portando, por ser simples lei ordinária, não tem prevalência sobre qualquer norma constitucional.

Caminhamos difíceis tempos, até chegarmos ao estabelecimento no Brasil de um Estado Democrático de Direito.

Causa espanto que um “esquerdete de boutique” queira aplicar na terra dos tupiniquins, as práticas ditatoriais de cerceamento ao direito de livre manifestação de opinião e de pensamento de qualquer cidadão. Ministros, e Juízes, aí inclusos.

Sua (dele) ex-celência esquece que não estamos na ilha emparedada do “coma-andante caribenho” e nem na selva ditatorial do patético protótipo de ditador Venezuelano.

O nefando líder petista deve procurar enquadrar nos rigores da lei as promíscuas relações entre a Ong gerida por seu (dele) irmão e a Universidade Federal de Pernambuco

O Ministro, antes de Ministro, ou além de, é cidadão. Como qualquer outro brasileiro, tem direito a liberdade de expressão garantida pela Constituição.

Simples assim!

Contra a censura. Sempre! Antes que Cháves.