Eleições 2016: A armadilha das coligações partidárias

O saldo da última reforma eleitoral é muito baixo diante das mudanças que poderiam ter sido implementadas. Uma vez que os deputados federais foram eleitos pelo modelo atual, que beneficia a maioria que assume os seus mandatos pelas distorções do sistema proporcional, não houve vontade para promover uma melhora no formato que os permite ocupar as cadeiras da Câmara.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Um exemplo disso é a manutenção da coligação proporcional, aquela que dará assentos aos vereadores eleitos em 2016. Sem qualquer viés ideológico ou coerência, as alianças partidárias se transformaram em aberrações que desafiam o crivo do eleitor, unindo propostas antagônicas em alguns estados, enquanto em outros esses mesmos partidos se apresentam como opositores.

Quando as coligações partidárias foram criadas, o intuito era possibilitar a união de associações com matrizes ideológicas afins, no entanto, a proliferação de partidos transformou as alianças genuínas em um balcão de negócios para angariar mais tempo nas campanhas de rádio e de televisão, além de secretarias municipais, estaduais/distritais e ministérios. Com isso, as coligações favorecem tanto os partidos maiores, que angariam exposição destacada nas campanhas majoritárias, quanto os pequenos e médios, que sobrevivem graças aos puxadores de votos nas campanhas proporcionais.

Prejudicada é a sociedade e o eleitorado que precisam conviver com diversos partidos criados para dar lugar a algumas lideranças políticas que não conseguem conviver com seus pares em uma mesma legenda. O Brasil não tem 35 líderes políticos de representatividade nacional, então não há razão para haver tantos partidos. Mesmo se houvesse, essas figuras deveriam se organizar em um número menor de legendas que dessem maior clareza ao eleitor a respeito de seus propósitos políticos.

Inflação de partidos políticos

Para um saneamento e uma melhora do sistema eleitoral e da atividade política, o Brasil precisa revisar a lei que permite as coligações. Somos hoje um país que vive uma inflação de partidos políticos. No entanto, poucos são os de matriz ideológica, pois uma grande parcela foi constituída para representar figuras políticas que já não tinham espaço em outro partido existente, para se beneficiar do fundo partidário, ou para servir como uma difusa base governista e usufruir de cargos importantes do poder executivo, independente de qual seja o governo.

Do modo como são criadas, as coligações partidárias que almejam espaço de exibição na televisão e no rádio são nocivas à estrutura política do Brasil, porque alimentam um modelo presidencialista de conchavos que se reproduz nos estados e municípios. Com uma revisão da distribuição do fundo partidário e se as coligações fossem proibidas nas eleições, cada partido poderia contar tão somente com as suas próprias forças.

A tendência é que o tempo se encarregasse de selecionar os partidos mais bem estruturados e com maior respaldo popular para seguirem existindo, enquanto os menores e os médios teriam de se fusionar, seriam incorporados ou rumariam para a extinção. Com esse artifício poderíamos limitar o número de partidos empregando a legitimação dada pelo povo nas urnas sem adotar uma antidemocrática e inconveniente medida de proibição de criação de novas legendas. A fundação de novos partidos continuaria sendo legal, mas a sua sustentação somente seria possível com real apoio popular.

Atualmente, dada a quantidade de 35 partidos com registro no TSE (além de mais de 20 outros que estão coletando assinaturas para oficializar a sua participação no jogo político), os mandatários do poder executivo nas três esferas (federal, estadual/distrital e municipal) precisam fazer concessões e alianças com diversas lideranças partidárias para garantir a governabilidade.

Está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, uma proposta de emenda constitucional (PEC 151/2015), de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que tenciona acabar com as coligações partidárias nas eleições proporcionais. Se aprovada, será um avanço, mas ainda insuficiente, pois mantém as alianças para as eleições para presidente, governadores, senadores e prefeitos. Ou seja, o tempo de propaganda na televisão e no rádio seguirá como poder de barganha para pequenos partidos com pouca representação na Câmara dos Deputados.

Porém, mais do que esperar por reformas de um Congresso distante dos anseios da população, o eleitorado precisa se educar sobre as regras democráticas. O eleitor que alega votar apenas na pessoa e não no partido está duplamente enganado, porque, primeiramente, o seu voto nas eleições proporcionais vai para o partido ou para a coligação pelo quociente eleitoral. Em segundo lugar, após eleito, é bastante comum o parlamentar ter de seguir um posicionamento partidário definido pelo diretório central em decisões no plenário, mesmo que ele tenha uma opinião adversa.

As três etapas

Na eleição para o poder legislativo (exceto para senador), o eleitor pode votar tanto no candidato quanto no partido ou na coligação, porém, o sistema proporcional que define os deputados estaduais/distritais, federais e vereadores computa, primeiramente, os votos para os partidos e coligações que obtiveram mais votos, e apenas em um segundo momento distribui as vagas disponíveis entre os candidatos mais votados de cada partido.

São três as etapas do sistema proporcional: inicialmente, calcula-se o quociente eleitoral, que determina a quantidade de vagas para cada partido. Posteriormente, define-se o quociente partidário, que estabelece os candidatos de cada partido ou coligação que ocuparão as vagas. A partir deste pleito, os ocupantes das vagas devem receber votos numa quantidade igual ou maior que 10% do quociente eleitoral.

Por último, quando há sobra de vagas, faz-se um novo cálculo para a obtenção de uma nova média que determinará qual partido ou coligação pode ocupar a(s) cadeira(s) não preenchida(s). Por isso, é muito mais fácil um candidato com poucos votos ser eleito por um grande partido do que outro com uma grande votação vir a ocupar uma cadeira na Câmara por um pequeno partido.

No romance “Ensaio sobre a lucidez”, José Saramago conta a história de uma população que vota maciçamente em branco no pleito. Entretanto, se a terra fictícia criada pelo autor português seguisse a legislação eleitoral brasileira, o quociente eleitoral seria tão baixo que beneficiaria os partidos e candidatos que receberiam os poucos votos válidos.

Não existe sistema eleitoral perfeito, pois todos os formatos podem apresentar distorções. O sistema distrital prioriza o candidato ligado à sua comunidade, mas não o ideológico. Isso pode se refletir em minorias menos representadas. Por esse modelo, teoricamente, existe a possibilidade de ocupação de todas as vagas por um único partido. O sistema misto, parcialmente distrital, parcialmente proporcional, tende a ser mais equilibrado, aproximando o representante do representado, bem como mantendo o voto de opinião.

Uma verdadeira reforma política que beneficie o povo e não a classe política é urgente. Se as lideranças partidárias não conseguem enxergar e se movimentar para promover mudanças, a descrença e a decepção dos cidadãos tende a permanecer e aumentar. É importante salientar que a mudança no sistema proporcional precisa de uma alteração na Constituição Federal, ou seja, sem um Congresso sensível a transformações em prol da população, o brasileiro seguirá caindo em uma armadilha.
* Pablo Antunes é psicólogo e escritor.

Eleições 2014 e “melange” de oportunismos

Política,Coligações,Blog do MesquitaContemplando – com um lenço protegendo nariz – o panorama político, especialmente o do Ceará, percebe-se ser essa atividade uma destilaria a fermentar o veneno do ódio e o fel da traição.

Na verdade, o partidarismo eleitoral e velhaco, pós-convenção, já começa a entrar em seu ciclo “fértil”. Agora os ajuntamentos, ou acasalamentos se revelam na esfera do tudo é possível e fazemos qualquer negócio. Nessas horas ressurgem os votos permutáveis por vantagens, via as mais espúrias negociatas, à margem dos interesses reais da população. São votos com suas próprias “regras” indecentes e amorais, capazes de promover o casamento de jacarés com piranhas.

Atividade que tal e qual uma moenda esmaga e destrói famílias, separa velhos amigos, cria novos inimigos e ao fim e ao cabo macula reputações, lapida a falta de caráter, aflora o que de pior e nefasto os homens escondem nas dobras de suas almas vendidas a Lúcifer.

Onde estão agora as juras eternas de fidelidade diuturnamente proclamadas à exaustão nos últimos anos? E as, sabe-se agora falsas juras, ante os novos amores seduzidos em troca do poder, e a decantada fraternidade de irmãos que prometiam ser para além da eternidade?

Foi-se a esperança de que apareça algo novo no cardápio. Estão servidos os mesmos pratos requentados.


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Tópicos do dia – 29/08/2012

08:29:23
Coligações partidárias. Esqueçam a pantomima do julgamento do mensalão e os novos heróis da moralidade.

Mas vamos lá. Como é o sistema político brasileiro?
1. Permite coligações de partidos os mais heterogêneos ? Sim.
2 O financiamento de campanha eleitoral é exclusivamente público? Não.
3. Os partidos são obrigados a passar o chapéu no empresariado, se quiserem concorrer com chances? Sim
4. Os pautados pela mídia acreditam que o mensalão é coisa de agora? Sim

08:55:02
Com os pés no chão, pois toga não levita!

A lei não prevê caixa 2, é claro, mas trata caixa 2 como infração menor. Essa excrescência permite que essa corrupção domine todas as eleições desde Deodoro.
Por conta disso é que o mensalão tucano teria passado despercebido e estaria funcionando até hoje, se a bandalheira do Lula e asseclas não tivesse vindo a lume.
Só quando descobriram a existência do cínico Delubio Soares e seu imoral “recursos não contabilizados” é que descobriram, por tabela, o mensalão tucano (e mesmo assim, com uma enorme má vontade em aprofundar as investigações, com medo de atingir Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin).
A lei é assim. É uma porcaria de lei, porque empreiteiras, bancos e até bicheiros (!) financiam campanhas, em geral buscando vantagens futuras nos governos.
O mais é por que a selecinha não ganhou a olimpíada, e descobriram que o Neymar só tem topete.

10:00:01
Serra não consegue mais dormir: Paulo Preto vai depor na CPI e ameaça contar tudo

Não tem Lexotan que dê jeito. José Serra não consegue se livrar da insônia desde que o ex-diretor da estatal paulista Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido entre os tucanos como Paulo Preto, convocado para depor esta quarta-feira na CPI do Cachoeira, avisou que dirá à comissão que os seus atos à frente da empresa eram de conhecimento do então governador Serra, que hoje é candidato à Prefeitura de São Paulo.

Paulo Preto foi convocado pela CPI para esclarecer suspeitas de superfaturamento na obra de ampliação da marginal Tietê, uma das principais vias da capital paulista, contratada na gestão de Serra (2006-2010).
A ampliação da marginal era responsabilidade de consórcio liderado pela construtora Delta – empresa da qual o empresário Carlinhos Cachoeira é sócio oculto, de acordo com a Polícia Federal.

Reportagem de Cátia Seabra e Breno Costa, na Folha, revela que Paulo Preto antecipou a interlocutores a disposição de afirmar que Serra era sua “bússola” na Dersa e que, para comprovar, dispõe de documentos assinados por ele. Ele estaria também disposto a admitir que se valeu do prestígio entre empresários para ajudar a arrecadar, de forma legal, recursos para a campanha de Serra à Presidência, em 2010.

Além de se defender das acusações de que é alvo, o engenheiro decidiu dividir a responsabilidade de suas ações com o tucano após o fracasso de uma articulação com o PT para impedir que sua convocação fosse engavetada.
Há dois meses, petistas propuseram acordo pelo qual votariam contra a convocação de Paulo Preto desde que a oposição desistisse de chamar Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), rechaçou a oferta, segundo tucanos, sob orientação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), desafeto de José Serra, segundo a Folha.
Informados da disposição do ex-homem-forte da Dersa, emissários tucanos tentaram reabrir as negociações com o PT. Mas já era tarde.

O depoimento de Paulo Preto ocorrerá um dia após o de Pagot, outra testemunha potencialmente explosiva. Ou seja, a fala de Pagot pode vir a pautar os questionamentos ao ex-diretor da Dersa.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

13:15:02
Mensalão e Ordenações Filipinas

Voltando ao tempo das Ordenações Filipinas que previa aplicação de pena cruel:
Caso condenado, cada mensaleiro deve ser condenado a ler as obras completas de José Sarney.

19:41:26
Mensalão: Thomaz Bastos muda o tom, mas diz que nenhum mensaleiro será preso antes de 2013

Como os primeiros resultados do julgamento do mensalão, o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos mudou o tom, já não fala em absolvição da maioria. Em entrevista ao repórter Fernando Rodrigues, da TV Folha-UOL, o ex-ministro previu que o julgamento do mensalão só será concluído em 2013. E garantiu que, antes disso, nenhum dos réus, mesmo se condenado agora, será preso.

Bastos calcula o tamanho das penas

Em entrevista ao programa “Poder e Política”, projeto da Folha e do portal UOL, Thomaz Bastos calculou que no ritmo atual o julgamento tomará o mês de setembro e “poderia até entrar em outubro”.

Depois, só em “alguns meses” será publicado o acórdão –a compilação de todos os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal e com as eventuais penas para quem for condenado.

Traduzindo tudo isso: a Justiça brasileira precisa mudar suas práticas. Afinal, condenar um réu à prisão e deixá-lo solto, preparado para fugir, até a publicação da sentença (no caso, do acórdão), é um procedimento de uma estupidez sesquipedal, como se dizia antigamente.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa


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Tópicos do dia – 03/07/2012

08:08:28
Somos todos iguais: família de Joaquim Roriz agora é PT desde criancinha.

A família do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, se aliou ao PT de Goiás na disputa pela Prefeitura de Luziania. Trata-se da pré-candidatura do deputado Cristóvão Tormin (PSD), que é primo de segundo grau do ex-governador, e que terá como vice na chapa o deputado estadual petista, Didi Viana. Despreocupado, Tormin afirmou nesta segunda (2) à Coluna que a aliança com o PT não prejudica sua imagem no município. “A realidade aqui é diferente em relação ao DF. Se a gente ficar pensando em picuinhas, é complicado. Temos que pensar grande”, disse o parlamentar. “Luziânia é maior que picuinhas políticas partidárias”, completou. A convenção do partido, que ocorreu no último final de semana, contou com a presença de alguns parlamentares do DF, entre eles, a deputada Liliane Roriz (PSD).
coluna Claudio Humberto

08:46:12
Brasil: da série “Ilações de um abestado”! Acordo comercial Usa-Paraguai

Dividir para reinar.
O previsto acordo de livre comércio USA/Paraguai, não é o que parece. O mercado Paraguaio é insignificante para os “abestados ” acima do rio Grande. O objetivo, sutil como um elefante em loja de louças é dividir o Mercusul. Simples, e maquiavélico assim!

09:51:16
Eleições 2012: Caixa 2. A volta dos que não foram

Vixe! Tem um certo DD operando caixa 2, ops, recursos não contabilizados, para a reeeeeleição do peba de Garanhuns.
Ps. Pq peba? Peba no nordeste, tatú nas demais regiões do Brasil, não sobe em árvore. Quando um for avistado no topo de uma árvore, já dizia o sábio político cearense Manoel de Castro, “é por que alguém colocou ele lá. Ou vai cair ou quem o colou vai derruba-lo de lá.”


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Política do PT: Contribuinte paga a cooptação

A ampla e eclética aliança político-partidária instituída por Lula a partir de 2003, no início de seus oito anos de poder, foi sedimentada com a farta distribuição de postos no primeiro escalão entre políticos da base parlamentar do governo.

Foram dois mandatos sem grandes sustos no Congresso, com exceção do fim da CPMF, no Senado, no final de 2007, quando ficou provado que, apesar de todo o controle exercido pelo Planalto sobre o Legislativo, existia espaço para o êxito de pressões legítimas da sociedade.

O grupo que chegou com Lula ao Planalto também colocou em prática um plano de manipulação da máquina e recursos públicos para retribuir apoio a aliados e como instrumento de cooptação.

Organizações como o MST (sem-terra) e similares passaram a ter grande influência no Ministério do Desenvolvimento Agrário e Incra, num estranho modelo de “privatização” de segmentos do Estado. O mesmo aconteceu no Ministério do Trabalho, cedido a sindicatos.

Preparou-se o terreno para desvios de vários tipos.

Não são poucos os casos de evidências do gasto de verbas públicas para financiar até mesmo manifestações violentas de sem-terra.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

No caso do Trabalho, há informações consistentes sobre a montagem de uma indústria de criação de sindicatos na gestão do pedetista Carlos Lupi, forma de se ter acesso ao dinheiro fácil do imposto sindical.

O próprio Lula, no final do segundo mandato, reconheceu oficialmente as centrais sindicais, permitindo-lhes também receber parte desses recursos, indo contra o que pregara a partir do final da década de 70, quando era a favor da desmontagem do aparato varguista na área trabalhista. Faria o contrário décadas depois.

Se o MST manteve seus programas de invasões de propriedades privadas — apenas suspensas em épocas eleitorais, para não prejudicar os amigos no poder —, os sindicatos foram mais compreensivos com o governo.

Até mesmo as manifestações em 1 de Maio terminaram substituídas por shows.

Os estudantes foram outro grupo domesticado com dinheiro público.

A União Nacional dos Estudantes (UNE), outrora aguerrida, deixou de protestar contra a corrupção no plano nacional, por exemplo. A não ser quando o alvo é algum adversário do PT/Lula.

Agora, como noticiado sexta pelo GLOBO, surgem provas de malversação de dinheiro do contribuinte distribuído com generosidade entre organizações de estudantes.

Além da UNE, a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (Umes), de São Paulo.

No final do mês passado, o procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Marinus Marsico, pediu ao TCU que examine a prestação de contas das duas entidades sobre o gasto de R$ 8 milhões recebidos, via convênios, dos ministérios da Cultura, Saúde, Esporte e Turismo.

O próprio MP encontrou notas fiscais frias entre as apresentadas pela UNE para justificar a despesa de R$ 2,8 milhões feita num convênio com o Ministério da Saúde.

Ao Ministério da Cultura foram encaminhadas notas de despesas sem qualquer ligação com a finalidade do convênio, como bebidas alcoólicas.

Há evidências, também, de leniência de ministérios na cobrança de prestação de contas.

Começa a ser contabilizado quanto o contribuinte pagou para Lula governar em paz.
O Globo

Serra pede voto para Expedito Junior, Senador ficha suja do PSDB, candidato ao governo de Rondônia

Senador Expedito Junior, cassado por compra de votos, e agora candidato (prêmio?) ao governo de Rondônia.Foto:Waldemir Barreto/Ag.Senado

Brasil: da série “me engana que eu gosto!”

Nada mais volúvel e desprovido do menir resquício de ética e moral que as relações partidárias no Brasil. Em troca de palanque, votos e espaços na propaganda eleitoral, partidos e candidatos, quais  Faustos da sarjeta, dedicam-se com afinco a praticar a máxima do “fazemos qualquer negócio”.

Ali é Lula que com a desfaçatez dos amorais, pede votos para o governador que horas depois vai algemado para o camburão da Polícia Federal.

Aqui é Serra que com o despudor dos indecentes ideológicos, pede votos para um vira casacas partidário envolto num sem números de processos.
Raros são os candidatos que não tenham feito um “estágio” na cadeia como curso preparatório para chegar às urnas.
“Asinus asinum fricat”!
O Editor


Serra e Alckmin pedem votos para ‘ficha suja’ em Roraima

Candidato ao governo de Rondônia, Expedito Júnior, um cristão novo no PSDB, levou à propaganda da TV os rostos de três prototucanos.

Gravaram declarações de apoio para Expedito: José Serra, Geraldo Alckmin e Alberto Goldman.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A repórter Estelita Hass Carazzai conta, na Folha, que Serra diz no vídeo ter conhecido Expedito na Constituinte.

Brinda-o com um par de adjetivos: “inteligente” e “combativo”. Goldman chama-o de “brilhante”.

Quanto a Alckmin, pede ao eleitor rondoniense que vote em Expedito “pelo desenvolvimento de Rondônia”.

Expedito elegeu-se senador em 2006. Nessa época, vestia a camisa do PPS. No curso do mandato, transferiu-se para o PR. Em outubro de 2009, sentou praça no PSDB.

Acusado de compra de votos e abuso do poder econômico, Expedito teve o mandato passado na lâmina. Decisão do TSE.

No mês passado, o TRE-RO enquadrou-o na lei da Ficha Limpa. Casou-lhe o registro da candidatura.

Hoje, Expedito é um candidato sub judice. Faz campanha pendurado em recursos que protocolou no TSE e no STF.

Serra, Alckmin e Goldman deveriam desperdiçar um naco do final de semana com a leitura do noticiário que vem do Amapá.

Ali, candidatos apoiados por Lula –governo e Senado— fazem uma escala na cadeia antes de chegar às urnas.

O grão-tucanos talvez não se animem a pedir de volta as gravações que fizeram para Expedito. Porém…

Porém, fica entendido desde logo que, na hipótese de sumiço do sabonete, perde-se o direito de lavar as mãos.

blog Josias de Souza

Tasso Jereissati irrita o PSDB e o DEM devido aliança com Cid Gomes nas eleições de 2010

Para Ruy Câmara, a articulação de Tasso conspira contra os interesses de José Serra, cuja candidatura o senador deveria fortalecer.

Arma-se no Ceará uma rebelião em torno do palanque que deveria servir à campanha presidencial de José Serra (PSDB).No centro da encrenca está o grão-tucano Tasso Jereissati.Lideranças locais do DEM e do próprio PSDB criticam o senador.

Candidato à reeleição para o Senado, Tasso costura uma aliança com o governador cearense Cid Gomes (PSB).

Foto:José Cruz/ABr

Vem a ser o irmão de Ciro Gomes, velho amigo de Tasso e suposto candidato à Presidência pelo PSB.

A movimentação de Tasso gerou uma onda de críticas. Vinham sendo pronunciadas nos subterrâneos. Mas começaram a ganhar o meio-fio.

Vice-presidente do diretório do DEM no Ceará, Ruy Câmara declara: “O Tasso terá de explicar claramente essa ambiguidade política.”

“…Como podemos ter uma oposição ao PT no plano nacional e, no plano estadual, dar apoio a um candidato da base de sustentação da Dilma?”[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A manifestação de Ruy Câmara ganha o noticiário como um desafio ao colega de partido Chiquinho Feitosa, presidente do DEM-CE.

Chiquinho é amigo e aliado político de Tasso. Assiste passivamente à costura do acordo do senador tucano com Cid Gomes.

Algo que deixa o vice-presidente do DEM cearense ainda mais abespinhado. Ele diz que Tasso “não tem o direito de levar o DEM de reboque no seu projeto”.

“É uma incoerência não ter um palanque sólido no Estado para o José Serra. Não podemos dar um palanque falso para ele subir”, afirma o líder ‘demo’.

Ruy Câmara não está só. Em declaração ao diário cearense “O Povo”, o presidente regional do PSDB, Marco Penaforte, clamou de “suicídio” a aliança com Cid.

No início do ano, Tasso reunira-se com Serra em São Paulo. Ouviu do colega paulista um apelo para que se candidatasse, ele próprio, ao governo do Ceará.

Tasso refugou o pedido. Mas disse a Serra que arrumaria um candidato para representar o PSDB na eleição de governador. Escolheria um empresário.

Simultaneamente, Tasso, opositor de Serra na política doméstica do tucanato, flertava com a candidatura alternativa de Aécio Neves.

Inviabilizado, Aécio sugeriu o nome de Tasso para vice de Serra. Uma forma de atenuar as pressões que se abatiam sobre Minas.

Pendurado no noticiário, o balão da candidatura de Tasso a vice foi furado pelo tucanato de São Paulo.

A direção nacional do PSDB deu carta branca a Tasso para fazer no Ceará o que lhe parecesse mais conveniente.

E Tasso intensificou o tricô com Cid Gomes. Um governador que, na briga para se reeleger, dará palanque a Ciro ou a Dilma, jamais a Serra.

Daí a irritação que toma conta de um pedaço do DEM e de um naco do PSDB do Ceará.

blog Josias de Souza