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Coca-Cola é investigada por esquema bilionário para não pagar impostos

TRANSBORDANTE, VAZANDO altas cifras e nomes poderosos aos litros, um conjunto de denúncias teve efeito efervescente num gabinete da Receita Federal, no centro de Santa Maria, interior do Rio Grande Sul, no dia 9 de outubro de 2018. Depoimentos chegaram preparados para desnudar operações fiscais bilionárias (e suspeitas) embaladas pelo rótulo de uma das marcas mais conhecidas e influentes do planeta: a Coca-Cola.Economia,Corrupção,Coca-Cola,Imposto,Corrupção

Naquela data, o órgão fiscalizador recebeu testemunhos e documentos reveladores sobre misteriosas transações que envolvem o Imposto sobre Produtos Industrializados, o IPI, e a maior fabricante brasileira do concentrado de Coca-Cola, a Recofarma Indústria do Amazonas Ltda. Sim, o “xarope de Coca”, considerado o principal insumo da “receita mágica e secreta” do refrigerante que vende 1,7 bilhão de latas, copos ou garrafas por dia no mundo, também é produzido na Amazônia, mais precisamente na Zona Franca de Manaus.

O Intercept e O Joio e o Trigo conseguiram acesso aos documentos internos da Receita Federal em que constam depoimentos realizados nos anos de 2017 e 2018. Neles, ao menos duas testemunhas fizeram declarações e apresentaram material de denúncia do superfaturamento de preços de produtos do sistema Coca-Cola e evasão fiscal.

Há anos, auditores da Receita suspeitam de superfaturamento no preço do xarope fabricado em Manaus. Inicialmente, o concentrado era produzido pelas próprias engarrafadoras, empresas que diluem o xarope em água e gás, colocam nas embalagens e distribuem os refrigerantes. Porém, incentivos fiscais criados na década de 1990 abriram a brecha para que as corporações de bebidas açucaradas instalassem fábricas no estado do Amazonas – uma operação que dá mais dinheiro, já que são muitas as isenções tributárias. Com sede de lucros, a Recofarma começou a operar por lá em maio de 1990, centralizando a fabricação do concentrado e deixando as envasadoras com as outras etapas produtivas.

No esquema, quanto mais inflacionado o preço do xarope, mais a empresa recebe créditos.
Em média, as engarrafadoras pagam entre R$ 140 a R$ 200 pelo concentrado da Recofarma, enquanto o mesmo produto é exportado a outros países por 22 dólares, em torno de R$ 70, no máximo.

Essa é a origem da suspeita da Receita Federal: como as engarrafadoras da Coca são tão competitivas (a megaempresa lidera a participação de mercado de refrigerantes no Brasil) pagando preços tão altos pela principal matéria-prima? Quando o auditor fiscal responsável por tomar os depoimentos em Santa Maria despejou o conteúdo das denúncias, ele encaixou uma importante peça nesse quebra-cabeças, um exemplo específico de manobras das quais a equipe do órgão fiscalizador só suspeitava até aquele momento.

No esquema, quanto mais a empresa inflaciona artificialmente o valor do xarope no mercado interno, maior o volume de créditos de IPI revertidos para as transações do sistema Coca-Cola. Esse valor, bilionário, se considerado todo o universo de franquias da corporação, pode ser usado para pagar outros tributos federais.

De acordo com os depoimentos, somente uma das envasadoras e a fabricante do xarope da Coca-Cola cometeram, em um ano, irregularidades com o IPI que resultaram no valor de pelo menos R$ 21,5 milhões. O esquema opera com o que a Receita Federal chama, no Plano Anual de Fiscalização 2018, de “planejamento tributário abusivo“.

R$ 35 do seu bolso para a Coca-Cola
Tudo gira em torno dos subsídios fiscais da indústria. As fabricantes de refrigerantes recebem de R$ 0,15 a R$ 0,20 do governo para cada lata consumida. Em garrafas de dois litros, o valor fica entre R$ 0,45 e R$ 0,50. Todo contribuinte brasileiro, tome ou não Coca-Cola, repassa à indústria R$ 10 ao ano só em IPI. Entre o que deixa de entrar nos cofres públicos e o que sai, cada brasileiro arca com R$ 35 anualmente em incentivos transferidos especialmente às gigantes de bebidas Coca-Cola, Ambev e Brasil Kirin, que possuem fábricas de xaropes na Zona Franca.

Isso ocorre porque a Constituição determina que as empresas não paguem um imposto mais de uma vez entre uma etapa e outra da industrialização. Para evitar um efeito em cascata, o poder público cria uma compensação sobre o imposto que foi pago na etapa anterior. Na prática, isso significa que, se a engarrafadora compra o concentrado de Coca-Cola a R$ 100 a uma alíquota de 20%, tem direito a R$ 20 em créditos.

O problema é que o IPI é zero na Zona Franca de Manaus. Ainda assim, as engarrafadoras que compram o xarope da Recofarma cobram o crédito em cima do imposto cheio, o que, por si só, já é uma distorção tributária, de acordo com a legislação brasileira e avaliações da equipe da Receita.

Coca e Ambev recebem a maior parte dos R$ 2 bilhões saídos só do IPI dados anualmente a quem compra concentrados de refrigerantes, chás e sucos na Zona Franca. Esse não é o único incentivo: essas indústrias têm isenções de pelo menos outros quatro impostos. Em uma estimativa conservadora, elas deixam de recolher, por ano, mais de R$ 7 bilhões.

A peça que faltava
Os depoimentos realizados em Santa Maria mostraram em detalhes como a Recofarma e a engarrafadora CVI Refrigerantes, pertencente à Companhia Vontobel de Investimentos e franqueada da Coca-Cola no Rio Grande do Sul, superfaturaram os créditos. A denúncia dá exemplos práticos de como o superfaturamento na venda do concentrado e a consequente inflação artificial dos benefícios tributários são mantidos sem que a envasadora tenha prejuízos ou que o sistema de preços da Coca-Cola Brasil entre em colapso.

De acordo com os documentos aos quais tivemos acesso, ocorre um “acerto por fora” entre a Recofarma e a CVI, o que garante que todas as partes envolvidas ganhem – menos o consumidor e os cofres públicos, claro. Por meio de uma expressão contábil que aparece nos depoimentos como “encontro de contas bancárias”, é descrito que a CVI e a Coca-Cola inflacionam os créditos de IPI via notas fiscais superfaturadas pela fabricante do xarope, a Recofarma.

‘O repasse é realizado sem emissão de qualquer NF’, disse um dos depoentes à Receita.
A CVI, na outra ponta, recebe as notas fiscais como se fosse uma operação normal. Mas não as paga de fato (total ou parcialmente), já que o dinheiro retorna por meio de transferências bancárias, garantindo a devolução da grana que a compradora “pagou” a mais pelo xarope.

Os denunciantes dizem que as empresas dividem meio a meio os créditos gerados artificialmente com o IPI. Segundo a denúncia, a manipulação financeira é coordenada pela Recofarma e, geralmente, envolve quantias milionárias, transferidas sistematicamente no dia 20 de cada mês. “O repasse é realizado sem emissão de qualquer NF. Apenas uma planilha transmite a composição dos valores”, disse um dos depoentes à Receita. As empresas simulariam a entrada de recursos como reembolso de despesa de propaganda e até manutenção de geladeiras e freezers, de acordo com os depoimentos. “Essa sistemática, com certeza, é realizada por todo o sistema Coca-Cola no Brasil”, enfatiza uma testemunha.

Recofarma se instalou confortavelmente na Zona Franca de Manaus. Foto: reprodução/Google Street View
A CVI é uma das menores fabricantes da marca no Brasil em termos de volume produzido e faturamento entre as 42 operadas por 16 grupos empresariais franqueados, todos coordenados pela Coca-Cola Indústrias. Ou seja: há a possibilidade de esse esquema ser muito maior.

A denúncia abriu uma nova linha de investigação na Receita. A partir da transação entre Recofarma e CVI, os auditores agora querem analisar as demais operações da Coca-Cola no Brasil.

Por dentro da fábrica de créditosCoca Cola,Blog do Mesquita,Sonegação Fiscal,Crimes,Economia,Blog do Mesquita 1xadas às declarações, denominadas de “espelhos de lançamento contábil”, compreendem quase 12 anos, de agosto de 2002 a abril de 2014. Elas contabilizam o “encontro de contas Recofarma x CVI” em vários períodos. Somente a mais recente, de maio de 2013 a abril de 2014, torna cristalina a dimensão dos valores desse “ajuste”. O cruzamento de dados que fizemos mostra que a empresa gaúcha recebeu mais de R$ 21,5 milhões em apenas 12 meses no “caixa 2” do IPI.

As transações são investigadas ao menos desde 19 de novembro de 2017, data de um depoimento fundamental. Nele, o auditor fiscal perguntou a um dos denunciantes qual o parâmetro de determinação dos valores reembolsados e recebeu a afirmativa de que a base é calculada de acordo com “o volume proporcional de compras de concentrado realizadas pelos franqueados junto da Recofarma”. É o indício que evidenciou o tipo de relação da empresa com a franqueada.

Empresa tinha liberdade para usar os recursos como quisesse.
Mas uma parte do diálogo entre o fiscal e o depoente chamou atenção. Perguntado como os recursos do esquema são usados pela fabricante, a testemunha revelou que “uma vez que os recursos foram recebidos pela CVI, ela tinha total liberdade para dispor deles como melhor lhe aprouvesse”.

A Coca-Cola Brasil respondeu à reportagem. Foi econômica, mas admitiu a existência da investigação. Por meio da assessoria prestada pela Agência Textual, a megaempresa afirmou que, em 28 anos na Zona Franca de Manaus, “mantém a mesma política de preços, e a forma de operação segue o modelo estabelecido por lei para todas as empresas do Polo de Concentrados”. Segundo a empresa, “o caso mencionado está na esfera administrativa, em fase de recurso”.

O responsável pela contabilidade da CVI, Vicente Piccinini, se comportou de forma ainda mais sucinta e evasiva: “esta demanda [as perguntas da reportagem] foi respondida ontem, pela Textual, agência do Sistema Coca-Cola Brasil”, disse.

Tráfico de influência
A CVI não tem exatamente um bom histórico quando se trata de tributos. Em 2012, foi citada num escândalo de tráfico de influência na Receita Federal. Documentos obtidos com exclusividade pela revista Época indicavam irregularidades cometidas dentro do órgão. O autor dos desvios de conduta era o auditor fiscal Pedro dos Santos Anceles, que hoje não trabalha mais na Receita.

Anceles foi demitido no final de 2011 por ter repassado informações sigilosas a empresas. A demissão por improbidade administrativa partiu do então ministro da Fazenda Guido Mantega, no primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff.

Pedro Anceles dava palestras e cursos e chegava a se ausentar do trabalho para dar consultorias ao setor privado, além de participar, como funcionário da Receita, do julgamento de um recurso movido contra multas recebidas por um cliente a quem prestava serviços. E lá estava a CVI, acusada de envolvimento num dos casos mais graves de que o ex-auditor participou. Em 2007, a fabricante de refrigerantes do Rio Grande do Sul havia sido autuada em três processos distintos por sonegação de tributos, incluindo PIS e Cofins.

CVI deve mais de R$ 15 milhões em impostos.
Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a PGFN, Anceles prestou consultoria para a empresa. “Constata-se que a natureza do trabalho prestado é incompatível com o cargo de auditor fiscal e de delegado de julgamento, haja vista que foi verdadeira consultoria tributária, atividade que configura patente conflito de interesses”, ressaltaram os procuradores. Nessa época, Anceles era delegado de julgamento do Fisco justamente no município de Santa Maria.

Nas bases de dados da Receita, a empresa também não está bem na foto. Em registros deste ano, do dia 29 de março, a CVI constava da lista da dívida ativa federal como uma das maiores devedoras de ICMS da décima região fiscal, com mais de R$ 15 milhões não recolhidos, que estavam na fase de discussão judicial.

Recofarma: sinônimo de Coca-Cola e lobby
A Coca-Cola Brasil é uma subsidiária da matriz americana, a The Coca-Cola Company. Atuante por meio de uma divisão nacional, ela controla o sistema da marca no país e possui duas fábricas engarrafadoras próprias, a Coca-Cola Indústrias Ltda e a Recofarma Indústrias do Amazonas Ltda, produtora de xarope que abastece todas as fabricantes no Brasil e também Argentina, Colômbia, Paraguai, Venezuela, Uruguai e Bolívia.

No Brasil, nomes de peso da política são parte do sistema. O segundo maior engarrafador de Coca por aqui é o senador tucano Tasso Jereissati, atrás apenas da própria Coca-Cola. A empresa dele, Solar, figura também entre as 20 maiores envasadoras da marca no mundo, graças ao monopólio que exerce no Nordeste.

Por influência ou não de políticos como Jereissati, a Coca tem conseguido manter os incentivos à compra de concentrados da Zona Franca. Para que se tenha uma ideia, a receita da Coca na América Latina em 2015 foi de US$ 1,023 bilhão – cerca de R$ 3 bi, segundo a cotação atual.

Governo tentou acabar com a farra dos créditos. Senadores reagiram.
Em 2018, o governo federal aprovou um decreto para reduzir de 20% para 4% as alíquotas de IPI – na prática, a medida daria fim à farra dos créditos. Mas os senadores, não à toa, atuaram firmemente para revogar a medida – em 11 de julho, aprovaram um projeto para tentar restituir os subsídios públicos à indústria.

A iniciativa foi encabeçada por três senadores do Amazonas – Vanessa Grazziotin, do PCdoB, Eduardo Braga, do MDB, e Omar Aziz, do PSD, eliminando a divisão por legendas e criando, por motivações nada nobres, um bloco suprapartidário que unificou parlamentares conectados à Zona Franca de Manaus e às corporações de refrigerantes. Na Câmara dos Deputados, o projeto chegou a avançar, mas foi arquivado após votação contrária na Comissão de Finanças e Tributação.

O caso é um novo episódio de um ano complexo para a empresa. No mundo todo, impostos sobre bebidas adoçadas foram adotados para coibir o consumo de refrigerantes e foram acumuladas mais e mais evidências dos danos à saúde provocados pelo produto carro-chefe da The Coca-Cola Company. O Brasil ofereceu uma temporada particular de dissabores.

Agora, o verão promete ser quente para a Coca.
João Peres, Moriti Neto

Aqüifero Guarani – Coca Cola – Nestlé

As Águas Vão Rolar, enquanto vocês se engalfinham, feito abestados, defendendo todos os ladrões de todas as espécies nos três podres poderes dessa “Essaporraquistão.”Aqüifero Guarani,Coca Cola,,Brasil,Soberania,Nestlé

O Aqüifero Guarani será “doado” – doado, sim, pois como lerão abaixo, tal riqueza não pode ser valorada – por Temer à Coca Cola ou à Nestlé. O aqüífero abrange partes dos territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e, principalmente, Brasil, ocupando 1 200 000 km².

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Seca no Amazonas

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Capaz de abastecer a população brasileira durante 2. 500 anos, ou a população mundial por 200 anos. É o segundo maior do mundo. O maior é o Aquífero Alter do Chão – situado sob os Estados do Pará, Amazonas e Amapá – com o dobro do volume do Aquífero Guarani.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Duplo”]

Offshores escondem milhões de multinacionais norte-americanas

As 50 maiores empresas dos EUA terão enviado cerca de 1,4 biliões de dólares (1,2 biliões de euros) para paraísos fiscais entre 2008 e 2014.

Offshores escondem milhões de multinacionais norte-americanas

O montante, superior ao Produto Interno Bruto de Espanha, México e Austrália, foi colocado a salvo de tributação através de uma rede secreta de cerca de 1600 sociedades criadas em offshores, afirma a Oxfam.

Num relatório divulgado faz hoje uma semana, a organização não-governamental acusa as principais beneficiárias de apoio dos contribuintes norte-americanos de estarem no topo deste opaco esquema, e recorda que, no mesmo período, entre garantias públicas e ajudas federais, as multinacionais em causa receberam do erário público qualquer coisa como 11 biliões de dólares.

Aquela evasão fiscal custa às finanças dos EUA aproximadamente 111 mil milhões de dólares, calcula ainda a Oxfam.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

De acordo com a mesma fonte, citada por agências internacionais, a Apple (181 mil milhões de dólares), General Electric (119 mil milhões), Microsoft (108 milhões) e Pfizer (74 mil milhões) encabeçam a lista, mas nela encontram-se igualmente gigantes financeiras como o Bank of America, Citigroup, JPMorgan Chase ou Goldman Sachs, a construtora automóvel Ford e a aeronáutica Boeing, a Exxon-Mobil, a Coca-Cola, a Intel e a IBM.

Favorecimento

Sublinhando que o fosso entre ricos e pobres tem vindo a agravar-se continuamente nos últimos anos, a Oxfam considera que para tal contribui o facto de os ganhos de crescimento económico não estarem a ser distribuídos por quem cria riqueza.

“Não podemos continuar numa situação em que os ricos e poderosos evadem impostos deixando para os restantes o pagamento da factura», frisou o principal consultor fiscal da organização, Robbie Silverman.”

Nos EUA, as 50 maiores empresas suportaram apenas, entre 2008 e 2014, um bilião de dólares em impostos, tendo sido favorecidas por uma taxa média 8,5 pontos percentuais inferiores à taxa legal, e tendo recebido 337 milhões de dólares em incentivos fiscais.

A Oxfam alerta, porém, que este não é um cenário exclusivo das companhias sediadas em território norte-americano, mas, antes, generalizado e extensível a cerca de 90 por cento das grandes empresas mundiais, estima a ONG, para quem o prejuízo causado em países pobres custa 100 mil milhões de dólares em receitas tributárias por ano.
Osvaldo Bertolino

Tópicos do dia – 30/04/2012

12:34:47
Código Florestal
Lamento remar contra esperanças, mas a batalha está perdida. Jamais o ambiente vencerá o capital. Até as cinzas, o desastre é inexorável. Os descendentes dos atuais e futuros predadores haverão de amaldiçoar seus ancestrais que lhes legará uma terra arrasada.

12:38:20
Brasil: da série “só doi quando eu rio”! Coca Cola e Obesidade
“A Coca Cola foi o patrocinador da exposição contra a obesidade “Emagrece, Brasil”, que terminou na quinta (26), na sede, em Brasília.”

12:39:33
Brasil: segundo propagando dos governos o paraíso é aqui
Tenho dois filhos trabalhando e morando na Europa há 10 anos. Dublin e Londres. Ontem, em estado de torpor intelectual, talvez rescaldo da virose, fiquei assitindo TV aberta. Ante a maravilha de país vendido pelas diversas propagandas dos mais diferentes entes federativos, irei recomendar a meus filhos que abandonem a porcaria dessa Europa e venha habitar aqui no paraíso Tupiniquim.

12:41:14
STF e cotas raciais
O voto mais chinfrim dado no STF sobre a ADI das cotas raciais foi disparadamente, a meu sentir, a do ministro Lewandowski.
Argumentou, entre outras “boutades” politicamente corretas, ARGH!” que “o princípio da igualdade evoluiu do simplesmente declaratório para a fase em que se trabalha para a construção de um país menos desigual.”
Uáu! Caldo de xuxú! Pelo verbo de sua (dele) excelência o mérito será linear.
Como disse Oscar Wilde, “As boas intenções têm sido a ruína do mundo. As únicas pessoas que realizaram qualquer coisa foram as que não tiveram intenção alguma.”
A China investe maciçamente em educação de base com o intuito de preparar as gerações futuras.
O Brasil como sempre tenta dar um “jeitinho”.
A verdade sobre a questão é uma só: havendo excelência na educação de base, as cotas tornam-se desnecessárias, pois TODOS estarão competindo em pé de igualdade.
O sistema de cotas é demagogo.
É um procedimento tão insano como tentar enxugar gelo.
Sofismam séculos de desgovernos e descaso institucional para com a educação pública.
Ps. Faltam cotas para obesos, não cabem nas carteiras escolares, videntes, impedidos de fazer provas por acusação de saber por meios incomuns os gabaritos das provas, marcianos, por não apresentar atestado local de residência…

13:11:47
A cachoeira, a pizza e a parcialidade
Os culpados? Só os outros!
Marconi Perillo, Beto Richa, Demóstenes Torres, não são do PT.
São do PSDB e do DEM, nem eu sou, nem nunca fui de porcaria de partido político nenhum.
A melhor maneira de alimentar o forno da pizza é ser parcial e continuar achando que somente os adversários são culpados.

18:09:12
Campanha: Gandula do Engenhão para o STF.
Ví a pouco, Globo News, a gandula que agiu rapidamente para colocar a bola em jogo em uma partida de futebol, o que permitiu que um gol fosse assinalado. Considerando que:
1. a senhorinha em questão é formada em educação física.
2. a constituição não exige bacharelado em direito para o cargo de Ministro do Supremo Tribunal.
3. os brasileiros precisamos da mesma agilidade naquela corte, antes que o jogo do mensalão vá pra prorrogação.
Inicio a campanha para que a competente e ágil profissional seja indicada para a próxima vaga na suprema corte.

19:11:13
Governo opera para restringir CPI a Perillo e tirar empreiteira Delta do foco
Por Eugênia Lopes,  no Estadão:
Centralizar tudo nas mãos de poucos para evitar eventuais vazamentos de documentos sigilosos, poupar a Delta Construções, limitar a apuração aos funcionários da empreiteira com participação no esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e tentar pôr o foco das investigações em cima do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. Esta é a estratégia que começou a ser montada pelos partidos aliados do governo, em especial o PT, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira.

Incentivados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os petistas buscarão tirar o foco das investigações de cima da Delta Construções, principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A ideia é impedir a convocação de empregados da empresa que não têm relação com o esquema de Cachoeira, como defende a oposição. A oposição estuda elaborar requerimentos, que os governistas tentarão derrubar, propondo a convocação dos diretores e gerentes da Delta dos 23 Estados onde existem obras da empresa.

Ao mesmo tempo em que tentam restringir as investigações em torno da Delta, a orientação é procurar incriminar o governador tucano no esquema ilegal de Carlinhos Cachoeira. A tática dos governistas é verbalizada pelo líder do partido na Câmara, Jilmar Tatto (SP), e será posta em prática tão logo sejam analisados os documentos das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal.
Parlamentares do PT estão convencidos de que a atividade criminosa em Goiás tinha como parceira a Segurança Pública do Estado. Ou seja, em última instância, contava com o aval do governador Marconi Perillo. Em relação ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que teve seu nome citado por integrantes do esquema de Cachoeira, os petistas tentarão poupá-lo neste primeiro momento de trabalhos da CPI.

Porém, nos bastidores já avisaram que, se for necessário, não vão titubear em entregar a “cabeça de Agnelo”. “O envolvimento neste momento é muito maior do governador do PSDB”, diz Tatto, para quem está claro que Perillo tem uma “relação muito próxima com Cachoeira”.
Controle. Para conseguir manter as rédeas da CPI, os governistas também já decidiram que não vão ceder ao apelo da oposição para criar sub-relatorias por temas dentro da comissão. Dessa forma, estão certos de que evitaram vazamentos de informações e o esvaziamento do relator Odair Cunha (PT-MG). O temor é que as sub-relatorias ganhem “vida própria” e acabem se tornando mais importantes do que o trabalho do relator.

A blindagem da CPI tem a anuência do presidente da comissão, Vital do Rego (PMDB-PB), que já avisou ser contrário às sub-relatorias.

Reticente em relação à criação da CPI, o PMDB participa da comissão com parcimônia, com nomes apontados como de “segundo escalão” dentro da hierarquia partidária. Bem diferente do PT que reforçou a CPI com suas estrelas partidárias.


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Design – Reinventando a garrafa da Coca Cola

Design de Andrew Kim
O conceito “Eco Coke” é um incentivo à reciclagem e à ecologia.
Simples e elegante a proposta é de substituir o plástico das garrafas ‘Pet’ por matérias-primas recicláveis.
O formato retangular visa melhor eficácia de armazenamento, aproveitando melhor o espaço nas geladeiras otimizando o consumo de energia.
Clique nas imagens para ampliar



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Pintura de Andy Warhol é arrematada por 35 milhões de dólares

A obra “Coca-Cola (4) (Large Coca-Cola)” do artista plástico americano Andy Warhol foi vendida por US$ 35,36 milhões nesta terça-feira (9).

A venda foi parte de um leilão de arte contemporânea e pós-guerra realizado pela Sotheby’s.

Estimativas iniciais eram de que peça arrecadasse US$ 25 milhões.

As vendas de 54 trabalhos, dos quais cerca de 91% encontraram compradores, acumulou no total US$ 222,4 milhões, superando as expectativas de US$ 214 milhões.

Liderada por “Coca-Cola (4) (Large Coca-Cola)”, que superou as estimativas iniciais de US$ 25 milhões, a venda mostra o apetite crescente por trabalhos do período pós-guerra.

O mercado para esse tipo de arte tem crescido nos últimos anos.

Na segunda-feira (8), a obra “Men in her life”, trabalho de Warhol com múltiplas imagens de Elizabeth Taylor, atingiu a cifra de US$ 63,4 milhões na Phillips.

Reuters


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Copa do Mundo de Futebol: Redes sociais ganham força no marketing da Copa

A Copa do Mundo da África do Sul não é só o maior evento do calendário esportivo de 2010, é também a maior oportunidade de marketing do ano.

Oito de cada dez pessoas no mundo devem assistir ao torneio, que dura quatro semanas, e só os direitos de transmissão são avaliados em US$ 2,7 bilhões. E as marcas mundiais devem gastar outros bilhões para patrocinar o evento, numa aposta de que o torneio vai propiciar um impulso muito bem-vindo à receita.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Embora o público acumulado de 40 bilhões de espectadores para as transmissões dos jogos já garanta uma série de acordos publicitários lucrativos antes de o torneio começar, a internet e o celular também devem ter um papel inédito na experiência dos torcedores na Copa da África do Sul. Para oferecer seus produtos aos torcedores, os patrocinadores da Fifa estão se afastando cada vez mais das campanhas tradicionais na televisão e em outdoor e rumo a sites de relacionamento social.

A Sony Ericsson – cuja matriz Sony gastou US$ 305 milhões para se tornar um dos seis patrocinadores de longo prazo da Fifa, juntamente com Adidas, Coca-Cola, Emirates, Hyundai e Visa – usará seu patrocínio da competição para criar uma comunidade na internet de torcedores que ajude a disseminar sua mensagem.

A fabricante de telefone celular planeja usar sites como Twitter e Facebook para atingir diretamente e individualmente os torcedores, em vez de transmitir propagandas para milhões ao mesmo tempo. Calum MacDougall, diretor de parcerias de marketing mundial da Sony Ericsson, diz que 2010 será a primeira “Copa do Mundo dos sites de relacionamento social”.

“A Copa do Mundo da Fifa de 2010 é o primeiro investimento da Sony Ericsson em futebol, então procuramos onde nos encaixaríamos melhor como marca e decidimos evitar os métodos tradicionais”, diz ele.

“Os sites de relacionamento social estarão no coração da Copa de 2010 – você só precisa ver o crescimento enorme do número de pessoas usando sites como Facebook, YouTube e Twitter para entender isso”, diz. “Queremos nos concentrar nos torcedores, oferecendo algo e conquistando-os nos sites de relacionamento social. Enfiar um logotipo ao lado de uma propaganda não necessariamente permite isso, então optamos por não fazê-lo.”

O principal elemento da campanha será o lançamento de um aplicativo que permite aos torcedores acessar vídeos dos amistosos e da fase de classificação. A Sony Ericsson também lançou o Twitter Cup, um torneio online que incentiva os torcedores dos países participantes a usar suas atualizações no site para concorrer num torneio virtual.

Além disso, os torcedores poderão compartilhar seus lances favoritos diretamente com os amigos por meio de aplicativos dos sites de relacionamento social instalados em seus celulares Sony Ericsson, como o WorldCupedia, que se autodescreve como o primeiro site de buscas só sobre futebol.

“Os sites de relacionamento social estão se tornando cada vez mais importantes para todas as marcas”, diz MacDougall. “Certamente é importante para nós e uma grande plataforma para apoiar nossa estratégia de conquistar os torcedores.”

Os especialistas em patrocínio concordam que a Copa da África do Sul terá uma mudança significativa para campanhas centradas no consumidor e com estratégias virais, enquanto mais e mais marcas usam os sites de relacionamento social como a base de suas iniciativas de marketing.

“Se você tem uma marca de massa e quer dialogar com muitos clientes, precisa usar os sites de relacionamento social porque é onde as pessoas estão”, diz Tim Crow, diretor-presidente da consultoria britânica de patrocínio esportivo Synergy.

“Também já surge uma mudança no estilo que as campanhas estão adotando. Antigamente era só propaganda, agora tem mais a ver com participar das conversas e deixar que as pessoas brinquem com nossa campanha.”

Apesar da queda nos custos dos espaços publicitários, as campanhas que giram em torno dos sites de relacionamento social são mais atraentes porque são mais baratas que as propagandas em vários meios, que num evento como a Copa do Mundo custam milhões às empresas.

Num momento em que os publicitários estão sob pressão para provar que suas campanhas dão resultado, Crow diz que as grandes marcas devem se afastar cada vez mais da abordagem massificada para algo mais concentrado e eficiente.

“Atingir muitas pessoas é muito mais barato do que antigamente, quando você tinha de produzir um comercial para a televisão, um anúncio impresso ou um pôster. Não custa nada criar uma identidade no Twitter”, diz ele.

Mas alguns analistas alertam que campanhas baseadas em sites de relacionamento social podem expor patrocinadores importantes ao risco de emboscadas de marketing, quando marcas concorrentes tentam fazer com que as pessoas acreditem que elas são patrocinadoras oficiais de um evento.

“Essas emboscadas estão se tornando um problema geral – não apenas em torno da Copa do Mundo – e são muito difíceis de controlar”, diz Simon Chadwick, professor de marketing e estratégia de negócios esportivos da Universidade de Coventry, na Inglaterra.

Jonathan Clegg/The Wall Street Journal/VALOR

Google – A marca que mais vale no mundo

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Pelo segundo ano consecutivo, o Google levou o título de marca mais valiosa do mundo em 2009, segundo um levantamento da Millward Brown Optimor. A empresa vale US$ 100 bilhões, de acordo com a pesquisa.

O ranking que elege as 100 maiores marcas do mundo conta com a presença de várias empresas de tecnologia, como a Microsoft, que ficou com o segundo lugar, com o valor de US$ 76,2 bilhões, e a IBMque ficou em quarta, logo após a Coca-Cola, valendo US$ 66,5 bilhões.

Outras marcas de tecnologia aparecem entre as dez primeiras posições do ranking, entre elas a Apple (6º lugar, US$ 63,1 bilhões), GE (8º lugar, US$ 59,7 bilhões) e Vodafone (9º lugar, US$ 53,7 bilhões).

Marcas como Blackberry, HP, SAP, Intel, Oracle, Amazon e Cisco também apareceram no ranking, em posições mais distantes do pódio.

Juntas, as 100 marcas mais valiosas do mundo somaram US$ 1,95 trilhão, um leve crescimento sobre montante de US$ 1,7 trilhão registrado ano passado.

Fonte: Saiu no Jornal