Economia. 35 milhões saem da pobreza no Brasil

Mais de 35 milhões saíram da pobreza, mas concentração de renda persiste

Mais de 35 milhões de pessoas ultrapassaram a faixa da pobreza no Brasil nos últimos 40 anos. O milagre econômico da década de 70, o aumento do nível educacional, o fim da inflação, os programas de transferência de renda e a valorização do mínimo fizeram a parcela de pobres baixar dos inacreditáveis 68,4% da população em 1970, com 61,1 milhões de pobres, para 14,1% nos dias atuais. Mas esse número poderia ser bem menor se não fosse a persistência da verdadeira chaga da sociedade brasileira: a extrema desigualdade de renda.

O modelo de crescimento dos anos 70, patrocinado pelo governo militar, aumentou a concentração de renda, e a hiperinflação cobrou dos mais pobres um imposto alto. Resultado: no século XXI ainda estamos correndo atrás dos indicadores de igualdade da década de 60. O Índice de Gini (quanto mais perto de zero, mais igualitário é o país), um dos principais medidores de desigualdade, mostra isso. Em 2009, a taxa estava em 0,543, ainda acima do índice de 0,537 encontrado em 1960.

Esse será um dos temas abordados no seminário “Cenários e Perspectivas para o Brasil”, realizado nesta segunda-feira no auditório do GLOBO, em comemoração aos 40 anos do caderno de Economia do jornal. O evento, que tem o patrocínio da CNI, será aberto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e os governadores do Rio e de Minas Gerais, Sérgio Cabral e Aécio Neves. No encontro, haverá debates com economistas e empresários.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

Em seu estudo sobre pobreza desde 1970, a economista Sonia Rocha, do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets), mostra que o aumento da desigualdade na década pôde ser constatado pela distância entre a renda dos não-pobres e dos pobres. Em 1970, a renda dos mais ricos equivalia a 2,83 vezes a dos pobres. Em 1980 sobe para 5,2 vezes. “Se o crescimento da renda tivesse sido neutro do ponto de vista distributivo, teria sido possível obter uma redução ainda mais acentuada da pobreza”, diz o estudo.

País mais inclusivo nos anos 80

Ana Saboia, chefe da Divisão de Indicadores Sociais do IBGE, lembra ainda o papel da queda da fecundidade, que mudou o perfil sócio-demográfico:

– Com a população crescendo mais devagar, as políticas de redução da pobreza e da desigualdade tornaram-se mais efetivas.

A desigualdade regional também se mantém elevada. O Nordeste, que tinha 90% da população abaixo da linha de pobreza, consegue reduzir o contingente para 28,3% em 2002. No entanto, a participação da região entre os pobres se mantém em 39% desde 70.

Segundo estudo do economista Marcelo Neri, chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), a distribuição de renda está mais equânime hoje do que em 1970, medida pelo Índice de Gini:

– Houve crescimento forte da economia, mas não se investiu em educação. A demanda por profissionais mais preparados aumentou com a expansão econômica, e a diferença entre os rendimentos cresceu. Foi o efeito colateral negativo do milagre, desde os anos 60.

O economista Marcelo Medeiros, que foi coordenador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no Centro Internacional de Pobreza da ONU, afirma que somente no fim dos anos 80 o país começou verdadeiramente a se preocupar com os grupos mais pobres, com o marco da Constituição Cidadã de 1988:

– Houve a universalização do sistema educacional, de saúde e de acesso à energia elétrica. Melhorou muito também a infraestrutura de transporte. Houve um movimento claro do Estado, que ficou mais ativo para os pobres.

Mesmo com os ganhos na qualidade de vida dos brasileiros, a mobilidade social ainda é muito baixa no Brasil, de acordo com Medeiros.

– A chance de uma pessoa que vem de família pobre sair da pobreza ainda é pequena.

Ele cita os ganhos com a democracia. Foi possível, com o fim da ditadura, cobrar melhorias:

– E isso não foi o trabalho de um governo, mas de milhares de prefeitos e governadores também.

Para o sociólogo do Iuperj, Adalberto Cardoso, que acabou de concluir livro sobre a concentração de renda no Brasil, a desigualdade se mantém a mesma há 200 anos:

– O Brasil é assim há 200 anos. E a concentração é maior no topo da pirâmide de renda. Se tirássemos os 20% mais ricos, teríamos um Índice de Gini sueco, o país mais igualitário. Tirando os 10% mais ricos, o Gini seria europeu.

É fácil perceber isso nas estatísticas. Enquanto o 1% mais rico, que está em 560 mil domicílios, detém 12,5% da renda familiar, os 50% mais pobres, que representam 28 milhões de domicílios, ficam com só um pouquinho mais: 14,7% do bolo.

Nordeste, o retrato da desigualdade

Isso fica mais flagrante no Nordeste. De um lado, centros de tecnologias avançadas, como o Porto Digital, que oferecem soluções em informática para as maiores empresas de telecomunicações do mundo. Do outro, as sedes do poder, inclusive da prefeitura. No meio, a comunidade do Pilar é o retrato da desigualdade que separa bairros sofisticados como o de Boa Viagem (na Zona Sul) da favela do Rato, como é mais conhecida a Comunidade do Pilar. É nessa favela que mora Mariluce de Vasconcelos. Desempregada, só teve carteira assinada uma vez na vida e, foi há 15 anos. Desde então, vive de biscates. Tem oito filhos e netos. Dinheiro fixo, só o do Bolsa Família: R$ 102 mensais, que complementa fazendo faxinas.

– O máximo que consigo são dois trabalhos por mês, com diária entre R$ 30 e R$ 40.

Ela mora numa construção improvisada com madeiras velhas, sem água e sem banheiro. A exemplo dos irmãos sertanejos – que andam da roça até açudes distantes em busca de água -, Mariluce perde uma hora por dia abastecendo a casa. Lata na cabeça, vai até um cano quebrado que serve a toda comunidade. Luz vem de uma ligação clandestina. De acordo com um levantamento da prefeitura, na comunidade de Mariluce, 62% dos moradores vivem com menos de um salário mínimo, e a taxa de analfabetismo supera 23%.

Cássia Almeida e Letícia Lins – O Globo

Justiça do Trabalho não cumpre seu papel jurisdicional, nem com uso de cartão de crédito

O uso do cartão de crédito, em convênio firmado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB), segundo seus idealizadores, traz a perspectiva de que poderá amenizar o problema crucial da Justiça do Trabalho, quanto o pagamento de dívidas já reconhecidas por decisão judicial. O novo mecanismo permitirá aos devedores o uso cartão de crédito ou de débito para quitar dívidas resultantes de condenação ou acordo conciliatório.

O que isso pode mudar?

Com a taxa de congestionamento de 78% na fase de execução, e mais da metade das ações, sendo questionadas nos tribunais, mas o problema central não consiste na agilidade do pagamento, e sim na solução final do conflito.

Temos que lembrar que não foram poucas às vezes, que os integrantes da especializada demoram meses para liberar um alvará de processo que não tem mais nada a discutir, reflexo do formalismo de serventuários, e o excesso de zelo do juiz nessa fase terminal processual.

Se a intenção do cartão de crédito é a de suplantar a intermediação judicial do pagamento, evitando, inclusive, fraudes, como a retirada de valores já depositados enquanto dura a burocracia de repasse para o credor, no entanto existem outras considerações para serem avaliadas.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

A síndrome da morosidade parece não ter fim na JT, muitas foram às inovações no sentido de agilizar a ação, sugeridas de dentro para fora do judiciário, este tem sido um dilema, nos 24 tribunais do país. Para cada alternativa indicada pelos seus juízes, não se veem resultados. Faz-se a lei, coloca em pratica e o número de ações e os problemas só aumentam. Ocorre que num primeiro momento parece que tudo será resolvido, mas com o passar do tempo, a ampulheta dá sinais de que é preciso inverter sua posição.

Temos notícia de que tramita no Senado Federal um projeto gerado no útero da entidade classista dos juízes Anamatra. A matéria altera os trâmites do processo de execução trabalhista previstos na Consolidação das Leis do Trabalho. A proposta introduz no processo de execução, entre outros, o meio para que o juiz aplique o Direito comum em lugar do Direito do Trabalho, como se fosse fácil, eis os que já adotam o direito comum, o fazem com muita dificuldade de interpretação.

É preciso ficar claro que o juiz não é o melhor indicado para legislar matéria de sua alçada, isso porque, ao fazê-lo, estaria produzindo o texto já definido, assim prejulgado, e data máxima vênia, não estamos aqui desintegrando o juiz do seu papel social quanto ao direito, estamos delimitando uma situação visível de passividade jurídica, formatada antes mesmo da aplicação da lei, ou seja, faz o texto e depois aceita, é o mesmo que determinar o futuro da ação, antes mesmo dela ser julgada.

O projeto já está sendo acompanhado de perto pela Ordem dos Advogados do Brasil, e a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A maior preocupação é a ingenuidade do legislador, o assédio e a pressão, na busca da liberdade de poder para o juiz decidir formas e prazos de penhora fora dos estabelecidos na legislação específica.

Um exemplo dessa estupidez jurídica é a cumplicidade com a mesma proposta que pretendia alterar o art. 618 da CLT, através da Lei 5.483/2001 do governo FHC, que dava poderes para os acordos coletivos suplantarem o texto legal, mas foi fulminada no Senado. Assim encontramos aqui, exatamente o formato da famigerada flexibilização. Causa indignação, o fato de o juiz ser remunerado para atuar como julgador, e não para se ocupar com a elaboração de textos legislativos, que não são de sua competência.

Piero Calamandrei ensina que “não basta que os magistrados conheçam com perfeição as leis tais como são escritas; seria necessário que conhecessem igualmente a sociedade em que essas leis devem viver”.

Fica aqui uma asseverada advertência, os magistrados trabalhistas não podem e não deveriam opinar na elaboração de textos de leis do trabalho, isso porque eles não representam a sociedade civil no Congresso, e ainda, é imoral o juiz que vai julgar decidir em texto que ele mesmo propôs a criação.
Roberto Monteiro Pinho/Tribuna da Imprensa

Dilma Rousseff: IBOPE encurrala a oposição

Os partidos de oposição, assim como os que estão no poder, não têm nenhum projeto para o Brasil. Lotados de aproveitadores e oportunistas de toda espécie, o espectro político brasileiro é uma vergonha.

No caldeirão das impropriedades, nepotismos e corrupção, estão todos no mesmo angú. Nenhum partido, governistas ou “oposicionistas” tem estofo moral para fazer coisa alguma.

O Editor


Ibope de Dilma não deixa oposição emergir no país

Reportagem de página inteira de Vera Rosa, O Estado de São Paulo de 01 de janeiro, com base em pesquisa realizada pelo Ibope, patrocinada pela CNI, revela que o sucesso do governo Dilma Rousseff no primeiro ano de mandato não deixa margem para a oposição emergir no cenário político do país.

Seu desempenho atinge 55% de bom e ótimo e uma aprovação geral da ordem de 70%, conforme o gráfico produzido pela Editora de Arte do jornal. Apenas uma fração de 9% a considera ruim e péssima.

Não é quase nada.

Os partidos de oposição como o PSDB, DEM e PPS não encontraram ainda um caminho.

Os números falam por si.

É possível, como invariavelmente acontece, que leitores deste site contestem os índices e repitam não acreditar em pesquisas. Mas se acreditarmos em levantamentos de opinião pública, em matéria política, vamos acreditar em quem?

Não há alternativa.

Nas eleições presidenciais de 2010, o Ibope e o Datafolha apontaram a vitória de Dilma sobre José Serra por 56 a 44 dos votos úteis. O acerto foi total.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Aliás, a respeito de eleições, as pesquisas são as únicas que podem ser comprovadas na prática. De um lado, as previsões. De outro os resultados. Se não houvesse precisão (de mais de 90%), os institutos já teriam fechado. Uma constatação lógica.O que ocorre com o executivo e a oposição?

A resposta tem que ser encontrada. Seis ministros, em doze meses, foram demitidos por corrupção. Nelson Jobim por insubordinação. O governo não se desgastou. Pelo contrário. Sua aprovação subiu 5 pontos depois da tempestade. Logo a corrupção não é – sem discutir o mérito da questão – um tema popular.

Popular é o panorama salarial. Tem sido móvel, especialmente o mínimo que, este ano, aumentou 14%, o dobro da taxa inflacionária apontada pelo IBGE.É evidente que o debate salarial não se restringe as piso, embora seja este responsável pelo pagamento de 27% da mão de obra ativa brasileira. Mas pesa no contexto e no conceito. Basta comparar a mobilidade salarial nos governos Lula e Dilma com a imobilidade nos oito anos de FHC. Aí, a meu ver, situa-se o ponto principal da questão. Outro o desemprego. A taxa, com FHC, passava de 10%. Hoje está em 6 pontos.

Houve descompressão social. Acrescente-se a isso o êxito (conservador, mas êxito) do programa Bolsa Família. Os que as recebem, é claro, não desejam perdê-las. Mesma coisa que, a partir de 1943, aconteceu com Vargas ao implantar a CLT. Antes dela, não havia férias remuneradas, descanso semanal, aviso prévio, horas extras, indenizações trabalhistas. Os trabalhadores, nas urnas, deveriam votar em quem? Acredito que estas colocações traduzem os números do Ibope-CNI e acrescentaram à reportagem de Vera Rosa.

Um outro assunto. Em sua página de domingo, O Globo e a FSP, Élio Gáspari referiu-se à atuação de Alexandre Tombini à frente do Banco Central confrontando seu estilo com o de Henrique Meireles, extremamente oposto. Gáspari cita o recuo da taxa dos juros pagos pelo governo aos bancos para rolar a dívida interna imobiliária, segundo o Diário Oficial de 30 de setembro do ano passado, na escala de 2,2 trilhões de dólares.

Cada ponto corresponde assim a 22 bilhões de reais. Recuaram (os juros) 2,5%. Diminuiu a despesa do país por causa disso? Não se pode ter certeza. Pois é preciso comparar se a queda da taxa ao aumento do volume de títulos no mercado. A despesa aparente diminuiu 50 bilhões por ano.

Porém – eis aí uma pergunta que a oposição deveria fazer – qual o aumento físico na colocação de novos papeis? Deveria fazer, mas não faz. Isso porque os oposicionistas não desejam, pois ocupam posição conservadora no processo político. E têm pânico em contrariar os banqueiros. Esta a verdade.
Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa 

Tópicos do dia – 17/12/2011

08:05:21
Ministro Fernando Pimentel a as “palestras”.
Só tem gaiato nesse ‘paiz’.
O Ministro Fernando Pimentel quer nos convencer que fechava, DE FORMA VERBAL, contratos para palestras no valor de R$ 450 MIL!!! Uáu!
Essa, nem Zé Bêdêu, o derradeiro abestado crédulo da praça do Ferreira, em Fortaleza – a angelical criatura acredita até no Ricardo Teixeira – “engole”.

08:15:28
Battisti: quando o crime compensa
O ‘pop star’  e ídolo dos esquerdetes de boutique Cesare Battisti, continua desfrutando das delícias da impunidade. A decisão do Presidente da República esta calcada na CF, legal, mas não moral, como pregava St. Agostinho. Assim o terrorista vai aproveitando o “far niente” dos Tupiniquins. A chance de devolvê-lo pras plagas da “mamma” estão agora na irregularidade da permanência dele aqui, pois como entrou com passaporte falsificado no Brasil, está em situação ilegal, e isso é crime. Veremos como D. Dilma irá resolver esse “imbroglio”. Pelo visto, em breve estará atuando como comentarista de TV, será destaque de alguma escola de samba – outra indecência, pois até as pedras sabem que são financiadas pelo narcotráfico e pelo crime organizado, mas os hipócritas que gostam de samba calam-se – e montará uma consultoria de qualquer coisa, apresentado, como soi ser nesses casos contumazes, uma renda estratosférica por palestra conferida, e aumento exponencial de patrimônio. Já ladrão de galinha amarga os rigores da lei em presídos que fariam outro Cesare, o Beccaria corar.

08:24:52
Dilma e pesquisas
Pesquisa do Ibope revela aumento da aprovação de Dilma Rousseff
A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria – e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A mais nova pesquisa Ibope sobre a avaliação do governo registrou um recorde histórico. A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff é a maior registrada durante o primeiro ano de um mandato presidencial.
A pesquisa foi encomendada pela Confederação Nacional da Indústria – e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Em março, 56% avaliavam o governo Dilma como ótimo ou bom. Em julho, o índice caiu para 48. Em setembro, foi a 51%. E, agora em dezembro, subiu para 56%.
Consideravam o governo regular 27%. Depois, 36%, 34% e agora 32%.
Os que consideravam o governo ruim ou péssimo eram 5%. Depois, 12%, 11% e agora 9%.
Não souberam ou não responderam 11% em março, 4% em julho e em setembro. E 3% em dezembro.

Em março, 73% aprovavam a maneira como a presidente governava o país. Em julho, a aprovação caiu para 67%. Em setembro, foi a 71% e em dezembro a 72%.
Desaprovavam, 12%. Depois, 25% e 21% nas duas últimas pesquisas.
Não souberam ou não responderam, 14% em março, 8% das duas pesquisas seguintes e agora 7%.
O Ibope ouviu 2002 eleitores em 142 municípios – do dia 2 ao dia 5 de dezembro.


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CNI reafirma compromisso com os trabalhadores

Diante da nota publicada por esse blog, reproduzindo matéria publicada no Blog do Noblat, sobre problemas com funcionários terceirizados, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) esclarece que:

Os mensageiros citados na nota publicada no Blog do Noblat em 11 de novembro de 2010 são funcionários da empresa BSI do Brasil.

A empresa, de abrangência nacional, que tem sede em Brasília e filiais em 11 estados, foi contratada pela CNI por licitação, da qual participaram nove companhias do setor.

O contrato com a BSI, que prevê a prestação de serviços de mensageiros, foi assinado em 8 de março de 2007. Tal contrato vinha sendo cumprido satisfatoriamente de tal forma que teve aditivos anuais.

Lamentavelmente, no início desta semana, a CNI foi surpreendida com a notícia de que a BSI do Brasil não havia feito o pagamento dos salários de outubro dos funcionários alocados para prestação de serviços na entidade no quinto dia útil do mês subsequente, como está previsto no contrato.

Desde então, a CNI tentou buscar uma solução junto à contratada. A situação se agravou ainda mais nesta quinta-feira, 11 de novembro, quando, inesperadamente, a BSI pediu o rompimento unilateral do contrato que mantinha com a CNI.

Diante disso, a CNI garantirá ainda nesta sexta-feira, 12 de novembro, uma parte do salário atrasado aos copeiros e mensageiros. A outra parte será paga na próxima semana.

Além disso, está providenciando a contratação desses trabalhadores por intermédio de outros prestadores de serviços e tomando todas as providências necessárias para que os trabalhadores não sejam prejudicados.

Em meio a esta lastimável situação, a CNI reafirma seu compromisso com todos os trabalhadores porque considera que o talento humano é o maior patrimônio das empresas.

A indústria brasileira tem a convicção de que a valorização dos trabalhadores é decisiva para elevar a produtividade das empresas, garantir a competitividade do produto nacional e promover o bem-estar social.

Meirelles seria o vice ideal para Dilma Rousseff

Falta somente combinar com o Michel Temer. Né? Além do mais, achar que a elite – conservadora? – menos de 5% da população, influencia no resultado de eleições é desconhecer a realidade os eleitores Tupiniquins. Ah!, e o Meirelles ainda está enrolado em processos judiciais. Se bem que de acordo com o andar da carruagem, estar indiciado em algum processo judicial pode ser passaporte para a fama.

O Editor


Henrique Meirelles pode atrair eleitorado conservador para Dilma, diz analista

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]A última pesquisa CNI/Ibope, segundo o analista político Luciano Dias, da CAC Consultoria, revela que a ministra Dilma consolidou sua candidatura ao absorver a parcela histórica do eleitorado petista: 30%. Agora, para ampliar seu potencial eleitoral, desafios reais se colocam diante da candidata. “Dilma está consolidada como candidata. Tornar-se favorita, é uma outra história”, lembra Dias.

O principal deles seria avançar sobre uma importante fatia do capital dos tucanos: os eleitores moderados e conservadores ligados aos setores financeiro e industrial. Eles compõem uma fatia pequena, mas decisiva do eleitorado. “A ministra agora precisa criar um fato novo, capaz de gerar entusiasmo e confiança nos que não são petistas nem simpatizantes, a exemplo do que fez Lula em 2002”, afirma o analista. Para se tornar palatável ao eleitorado empresarial conservador, Lula se uniu a José Alencar – numa aliança improvável para o PT da época e que surtiu efeito.

O mesmo efeito que se desejaria obter escolhendo Henrique Meirelles para o posto de vice presidente. O personagem cai como uma luva no papel: o presidente do Banco Central que tem cara, currículo e atitude de tucano. Para estes setores do eleitorado é garantia de que não haverá aventura na economia, nem estatização excessiva na gestão de Dilma. Além de representar um interlocutor confiável com acesso direto à eventual presidente. E, para completar, Meirelles está filiado ao PMDB – aliado preferencial no leque de partidos que prometem garantir governabilidade à gestão de Dilma.

A tese é embalada com carinho por petista que vêem com reservas a escolha de Michel Temer como candidato a vice da petista. Este grupo já tem pesadelos com a idéia de que o presidente do PMDB será acossado por denúncias envolvendo, por exemplo, a participação de integrantes do partido no escândalo do mensalão do DF. A torcida, entre estes petistas, é que Temer opte por não se arriscar a um destino parecido com o de José Sarney, cuja imagem foi arrasada por denúncias após insistir na candidatura à presidência do Senado.

blog Christina Lemos

Odebrecht defende terceiro mandato para Lula

Odebrecht: tempo maior para presidente. Proposta causa espanto em encontro de empresários. Para CNI, houve mal-entendido

Um encontro da nata empresarial brasileira ontem na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro do Rio, para debater oportunidades de negócios em tempos de crise econômica mundial, foi marcado por um comentário breve que provocou espanto entre os mais de 30 presentes. O presidente do Conselho de Administração do Grupo Odebrecht, Emílio Odebrecht, defendeu um mandato presidencial mais longo no país, o que foi entendido por parte dos empresários como defesa de um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

” Ele disse que o Brasil talvez devesse adotar no futuro um mandato mais longo e sem reeleição”

O encontro ocorreu a portas fechadas, das 15h às 17h30m, e foi organizado pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, que na última quarta-feira realizou encontro semelhante na Fiesp. Segundo um dos participantes, Emílio Odebrecht pediu a fala apenas duas vezes durante o encontro, quando defendeu mandato maior.

Presidente da CNI diz que houve um mal-entendido
Os participantes evitaram comentar as declarações do executivo, que comanda o Conselho de Administração de um dos maiores grupos empresariais do país, com faturamento de R$ 31,4 bilhões em 2007.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, tentou minimizar a declaração do executivo da Odebrecht. Segundo ele, Emílio Odebrecht teria defendido, na verdade, uma maior período do mandato presidencial, de quatro para cinco anos, eliminando qualquer possibilidade de reeleição. Monteiro Neto tentou ainda colocar panos quentes no assunto, afirmando que se trata de uma discussão antiga que frequentemente volta à tona no país.

– Emílio fez o comentário no contexto da reforma política. Ele disse que o Brasil talvez devesse adotar no futuro um mandato mais longo e sem reeleição. Isso poderia de certo modo estimular os governos a tomar iniciativas politicamente desgastantes, como as reformas. A reeleição obriga de certa forma os governantes a adotar medidas que favoreçam a reeleição – afirmou.

A reeleição obriga de certa forma os governantes a adotar medidas que favoreçam a reeleição
“Um outro participante do encontro disse que houve “um clima de espanto” entre os líderes ao ouvir a proposta de Odebrecht. Procurada pelo GLOBO, a empresa informou que Emílio Odebrecht não defendeu um terceiro mandato para Lula.

Em dezembro do ano passado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara barrou três propostas de emendas constitucionais que abriam brechas para a possível aprovação de um terceiro mandato presidencial. Em setembro, deputados da base aliada do governo chegaram a discutir uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para prorrogar o mandato presidencial. A ideia dos parlamentares era aumentar o mandato para cinco anos, sem direito a reeleição.

O Globo Online – Bruno Villas Bôas