Estamos hipotecando nosso futuro ao Arquivo Internet

Cloud Computing,Internet,Tecnologia da Informação,Blog do MesquitaTodos nós somos atraídos pelos temas de agenda atual porque eles alteram a nossa maneira de ver as coisas. Existem, no entanto, assuntos que só vão afetar o nosso quotidiano daqui a alguns anos, mas estão sendo decididos hoje sem que a gente se dê conta.

Quando percebermos já será tarde demais e, se for necessário corrigir algum erro, o custo será muito maior, na melhor das hipóteses.

A internet está criando o maior acervo de dados e informações já reunido na história da humanidade.

Não se trata de um arquivo inerte, uma espécie de museu da informação, mas algo vivo que se altera sempre que alguém buscar algum dado.

Não é só um lugar onde se guardam números, histórias e documentos.

Sua principal e fundamental utilidade é alimentar o processo de criação de novos conhecimentos, a base sobre a qual se apoia a produção de inovações tecnológicas e sociais, o motor da economia digital.

Bem, tudo isto para conversar sobre o Internet Archive (Arquivo Internet) um projeto iniciado em 1996 por um visionário chamado Brewster Kahle (desculpem, mas o perfil dele está em inglês porque é o mais completo) e que está hoje no centro de uma polêmica sobre sua sobrevivência como iniciativa independente, descentralizada e diversificada.

Provavelmente muitos leitores estarão se perguntando: o que é que eu tenho a ver com isso? A pergunta faz sentido porque todos nós temos que tomar decisões sobre o que vai acontecer amanhã, como lidar com o aumento do preço da gasolina ou o que fazer com a nossa poupança. Mas o arquivamento das nossas mensagens de correio eletrônico, transações bancárias ou de nossas preferências em matéria de buscas na web são parte de um megaprocessamento de dados que sinaliza tendências que influirão nas nossas decisões sobre consumo e comportamento.

O futuro do Arquivo Internet está sendo decidido hoje porque ele cresceu muito e vai crescer ainda mais com o fenômeno dos Grandes Dados e a Internet das Coisas. A estrutura que viabilizou, até agora, a existência do projeto do engenheiro Kahle enfrenta uma crise de crescimento que pode causar o seu desaparecimento como projeto isento de pressões econômicas e politicas.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

O Arquivo Internet já não consegue mais quantificar o volume de dados que são acumulados por dia em toda a rede. Um número estimativo minimamente confiável é de 3,28 exabytes a cada 24 horas, o que equivale a 3,28 bilhões de gigabytes por dia ou quase cinco pilhas de CD-ROMs da altura da distância entre a Terra e a Lua.

É uma quantidade inimaginável de dados e informações que transforma a primeira biblioteca planetária, a Biblioteca de Alexandria, num grão de areia comparado ao que temos hoje em acervo documental. O Arquivo Internet foi criado por Kahle justamente para ser a versão 2.0 da biblioteca incendiada no Egito numa data imprecisa, possivelmente entre os anos 48 antes de Cristo e 640 depois de Cristo.

O crescimento vertiginoso do acervo do Arquivo Internet superou a capacidade das 32 universidades e instituições vinculadas ao projeto de administrar e gerenciar o armazenamento de dados. A solução que começou a ganhar adeptos foi a terceirização do processamento para organização Archive.It , vinculada ao Arquivo Internet.

O problema é que se a tendência se consolidar, o acervo planetário de informações ficará sob um controle centralizado – o que vai contra o princípio adotado por Brewster Kahle, para quem a descentralização e diversificação do armazenamento e acesso eram a condição indispensável para que o versão 2.0 da Biblioteca de Alexandria cumprisse a sua função de viabilizar a produção de conhecimento em todo o planeta.

A existência de um acervo mundial de dados e informações digitalizadas é condição obrigatória para que os pesquisadores de todo o mundo tenham acesso a dados que permitam recombinar conhecimentos para criar novos produtos, serviços, processos e teorias. O processo de inovação se expande em ritmo inédito na história da humanidade justamente porque dispõe de um manancial também inédito de dados para alimentar a criatividade humana, a principal matéria-prima da economia digital.

A tarefa de centralizar ou descentralizar o armazenamento e processamento dos dados e informações produzidos no planeta é uma decisão extremamente complexa, e suas consequências são tão relevantes que é extremamente arriscado deixá-la nas mãos de uma única organização, por mais idônea que seja. O sistema de buscas Google já controla boa parte desse acervo e o comercializa em benefício próprio.

Todos nós temos dezenas de problemas imediatos a resolver e só um número mínimo de leitores de jornal, telespectadores e internautas consegue achar alguns minutos para refletir sobre o uso futuro dos dados que nós estamos diariamente entregando ao Arquivo Internet. Trata-se do maior capital já transferido gratuitamente a uma empresa ou organização, em toda a história de humanidade. Um capital que alimentará as decisões planetárias nos próximos decênios e que definirá o nosso futuro, provavelmente sem que tenhamos a mínima participação.
Por Carlos Castilho/Observatório da Imprensa

Regulação de uso de dados será apenas o primeiro passo para o Brasil

Redes Sociais Privacidade Blog do MesquitaEsse tipo de ação já vem acontecendo nas redes sociais há muito tempo.

Psicólogos comportamentais, mesmo que primários, são capazes de traçar perfis e preferências de usuários, identificando posições políticas e até hábitos de consumo.

Acredito que nessa marcha em breve o “olho do grande irmão” será capaz de monitorar o ânimo de uma sociedade.
José Mesquita – Editor


A perda da implementação do data center do Google do Brasil para o Chile é um evento que deveria acender a luz vermelha no âmbito do governo. Não só o país deixou de receber US$ 150 milhões em investimentos, como isso envia um sinal de cautela para empreendedores que planejam fazer investimentos em tecnologia no país.

O receio faz sentido. Poucas são as empresas que, em sã consciência, assumem o “risco Brasil” derivado da falta de leis sobre internet no país, ainda mais com projetos tão grandes.

É só pensar. Um data center como esse armazena volumes g igantescos de dados pessoais, que incluem e-mails, fotos, vídeos, documentos, agenda, posicionamento geográfico e mais.

Sem leis que estabeleçam como os dados são protegidos, uma empresa com um volume de informações desse porte ficaria exposta a todo tipo de demandas judiciais e administrativas. Haveria uma fila de oficiais de justiça em busca de informações dos usuários ali armazenadas.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Mais do que isso, dada a inexistência de uma lei de proteção de dados no país, o data center não poderia receber dados vindos da Europa, ou mesmo da Argentina, países que têm leis exigindo padrões mínimos de proteção antes de permitir o acesso aos dados dos seus cidadãos.

Nesse cenário, o projeto de proteção aos dados pessoais é só o primeiro passo. Seria necessária também a aprovação do Marco Civil da Internet, lei que cria regras claras, por exemplo, com relação à requisição dos dados por oficiais de justiça. Ou ainda, repensar a lei de direitos autorais, tratando da questão do armazenamento de conteúdos gerados de terceiros, como acontece nas redes sociais ou no YouTube.

São mudanças legais que não custariam um centavo para o Tesouro nacional, mas que trariam impacto positivo imediato para a economia digital do país. Custa a acreditar que foi preciso uma década para se perceber a importância dessas mudanças e nosso atraso mesmo em relação a outros países latinos.

O futuro da criação de valor e conhecimento na rede está ligado à regulamentação desses pontos. A economia da internet gravita hoje em torno da computação em nuvem (“cloud computing“) e da onda emergente do “big data” (análise de grandes volumes de dados).

Nenhum deles encontra ambiente favorável para se desenvolver em nosso país.

Ronaldo Lemos/Folha de S.Paulo
Ronaldo Lemos é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV e do Creative Commons no Brasil. É professor titular e coordenador da área de Propriedade Intelectual da Escola de Direito da FGV-RJ. Foi professor visitante da Universidade de Princeton. Mestre em direito por Harvard e doutor em direito pela USP, é autor de livros como “Tecnobrega: o Pará Reiventando o Negócio da Música” (Aeroplano). Escreve às segundas na versão impressa de “Ilustrada”.

Dropbox do Google pode ser lançado em breve

Computação em nuvem - Cloud Computing

O Google pode estar mais próximo de lançar um sistema de armazenamento online de arquivos, semelhante ao Dropbox.

A informação foi publicada nesta terça-feira, 27, pelo blog GigaOm.

Fontes próximas do site disseram que o lançamento pode ocorrer já em abril.

O rumor sobre o serviço, que tem sido chamado de Google Drive ou GDrive, não é novo e se desenrola desde 2006.

Em janeiro, uma reportagem do Wall Street Journal retomou o assunto, alegando que o lançamento do serviço estava próximo.

Atualmente o Google já tem serviços que armazenam arquivos, mas eles não operam de forma sincronizada com o computador e integrados entre si, como seria a proposta do Google Drive.

O Picasa, por exemplo, permite guardar fotos online e o Google Docs também possibilita que o usuário faça o upload documentos e arquivos online.

“Se tudo ocorrer como planejado, desta vez devemos vê-lo (o GDrive) de verdade.

Eu ouvi que este grande dia será em algum momento na primeira semana de abril de 2012″, escreveu o jornalista Om Malik, fundador do GigaOm.

Segundo ele, o GDrive vai oferecer 1 gigabyte (GB) de espaço de armazenamento gratuitamente.

O Dropbox, um concorrente forte já estabelecido, oferece 2 GB gratuitamente.

Quem quiser mais espaço no GDrive, poderá comprar.

Ele também vai funcionar com o Google Apps, plataforma de aplicativos do Google para empresas, de acordo com o site.
O Estado de S.Paulo


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Segunda revolução da música digital começa a chegar ao Brasil

Baixar música da internet é coisa do século passado. O mercado brasileiro começa a viver a segunda revolução da música online, em que os downloads dão lugar a serviços de streaming, que oferecem ao cliente acesso ilimitado a um portfólio de áudio por uma assinatura mensal.

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Os arquivos ficam armazenados “na nuvem”, em servidores de internet em algum lugar, sem que as pessoas tenham de baixá-los. O serviço de streaming movimentou US$ 532 milhões no mundo todo em 2011, um volume equivalente a cerca de 8% do mercado de música online, segundo estimativas da consultoria Gartner. Mas, até 2015, o streaming vai mais que quadruplicar. Os serviços de assinatura devem faturar US$ 2,2 bilhões e responder por cerca de 30% do faturamento do setor, que deve chegar a US$ 7,7 bilhões.

O Brasil ainda está atrasado nesse processo. Enquanto no mundo todo os serviços digitais correspondem a 29% do faturamento do mercado fonográfico, no Brasil eles somaram apenas 15% em 2010, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD). “O potencial é altíssimo. Principalmente pelo aumento do número de usuários de internet e pelo o fato de que os maiores serviços de download e streaming de música em escala mundial ainda não iniciaram as operações aqui”, diz o presidente da ABPD, Paulo Rosa.

O pioneiro no streaming de áudio no Brasil é o Sonora, lançado há quase cinco anos pelo grupo Terra e que hoje detém 40% do mercado de música digital no País. O negócio cresceu 40% neste ano e deve se expandir mais 30% em 2012, segundo o diretor-geral do Terra, Paulo Castro. O Sonora tem 5,5 milhões de visitantes únicos por mês e 450 mil assinantes – que pagam uma mensalidade média de R$ 20.

“A multiplicação dos dispositivos para ouvir música dá uma vantagem aos serviços de streaming em relação ao download. As pessoas não precisam mais transferir seus arquivos para acessar sua playlist”, afirma Castro. Para ampliar o acesso ao serviço, o Sonora lançou uma versão para tablets e colocará no ar ainda neste ano um aplicativo para TV com internet.

Mas o Sonora deverá enfrentar concorrentes de peso no mercado brasileiro. Grandes players internacionais estudam o lançamento dos serviços no Brasil, muitos deles em parceria com empresas de telefonia móvel.

A Oi saiu na frente e lançou neste mês a primeira parceria com uma empresa estrangeira de música digital, a americana Rdio. Os clientes terão acesso a um portfólio de 12 milhões de músicas a um custo de até R$ 14,90. “A oferta é aberta inclusive para clientes de outras operadoras, mas será um diferencial para a Oi. Poderemos fazer promoções que envolvam esse produto”, disse o gerente de serviços de valor agregado da Oi, Gustavo Alvim.

A GVT também utiliza o streaming de música como um diferencial para oferecer aos clientes. Há pouco mais de um ano, a operadora lançou o serviço Power Music Club, que oferece um portfólio de 700 mil canções e 10 mil vídeos musicais de graça para os assinantes de internet rápida. Dos cerca de 1,5 milhão de clientes da banda larga da GVT, 100 mil são usuários do Power Music Club. A GVT pertence ao grupo francês Vivendi, que também é dono da gravadora Universal Music.

“O futuro da música digital é o conteúdo por streaming”, afirma Cristiano Salimen, gerente de marketing de produtos da GVT. “Quem tem uma boa conexão de banda larga não precisa ter as músicas na sua máquina.” Salimen vê com bons olhos a chegada dos concorrentes internacionais ao mercado brasileiro, porque eles acabam incentivando a demanda por banda larga.

Playlist no celular. A popularização dos smartphones vai aumentar a competição no mercado de música digital. Estimativas das operadoras de telefonia apontam que 70% dos clientes usam o celular para ouvir música. Mas, com a banda larga móvel, eles podem baixar músicas ou acessar suas playlists na rede, sem, necessariamente, comprar as faixas da própria operadora.

A TIM ainda não oferece streaming de música, mas estuda parcerias com empresas estrangeiras para lançar o produto no Brasil, segundo o gerente de serviços de valor agregado da TIM, Flávio Ferreira. “O smartphone muda a relação do cliente com o conteúdo. Os serviços das operadoras passam a competir com outras opções oferecidas na internet. Mas, na área de música, queremos lançar uma solução própria”, diz Ferreira. A empresa já é dona da TIM Music Store, uma loja que oferece download de faixas e ringtones – e faturou 39% mais até outubro de 2011 do que em todo o ano passado.

Já a gravadora Som Livre abortou um projeto próprio na área de assinatura para música. Depois de lançar o site Escute em fevereiro, a empresa tirou o portal do ar em maio. “Houve um reajuste na estratégia de música digital da empresa. Preferimos ser fornecedores de conteúdo do que concorrer com os sites que o oferecem ao consumidor”, disse o diretor-geral da Som Livre, Marcelo Soares. A empresa foi consultada neste ano por quatro players internacionais do setor que estudam entrar no mercado brasileiro, segundo ele.

“Para as gravadoras, a assinatura é um modelo melhor. Ela permite ter ganho real com a música online, o que o modelo de download não permitiu”, disse. O grande entrave para faturar com o download é a pirataria, a verdadeira líder neste mercado.

Marina Gazzoni/Renato Cruz/O Estado de S.Paulo<\Font>

Google – A Geek, Marissa Mayer, fala sobre o futuro do buscador e novos produtos

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Basicamente todo produto trabalhado pelo Google passa pelas mãos de Marissa Mayer, a responsável por decidir se ele já está pronto para ser lançado ou se precisa de melhorias. Inclusive, é ela quem aprova cada um dos Google Doodles (logotipo do Google que muda sempre em datas especiais) que enfeitam as homepages do buscador ao redor do mundo.

Mayer está no Google há quase 10 anos. “No começo nossa equipe era bastante reduzida, apenas 20 pessoas”, conta ela, agora vice-presidente do segmento de produtos de busca e experiência do usuário. “Empregamos uma tremenda quantidade de energia, esperança e empreendedorismo. Nós realmente sentíamos que estávamos trabalhando em algo que realmente poderia mudar o mundo. Estávamos todos muito excitados em trabalhar em um problema tão importante e pensávamos que isso seria realmente impactante. Mas não sabíamos ainda que tipo de impacto seria esse.”

Atualmente Mayer chefia 150 gerentes e todo mês de 10 a 12 produtos são passados a ela para checagem. Fora isso, quase 2 mil projetos também precisam ser revisados. Ela precisa tomar decisões o tempo todo. Geralmente, cada equipe de colaboradores não tem mais que 10 minutos para apresentar seus projetos, mas nesse tempo, eles contam com toda a atenção de Mayer, que não atende ligações ou checa e-mails.

Além das reuniões oficiais, a porta do escritório de Mayer fica aberta diariamente por uma hora, para que os membros da equipe possam entrar e tirar suas dúvidas sobre os projetos em andamento. Ela é absolutamente empenhada às necessidades do usuário final e frequentemente utiliza a própria mãe como referência para saber se a idéia é simples o bastante para funcionar.

Quais outros critérios ela leva em consideração quando decide se o produto é realmente bom? “Presto atenção no interior e na inovação que envolve a ideia”, explica Mayer. “Também reparo na força e energia do time que a está apresentando. Depois eu espalho a todos um sentimento de confiança, que é bom tanto para o produto quanto para a equipe, que demonstra interesse em desenvolvê-lo. Se esses dois itens entram em harmonia, com certeza o produto fará sucesso.”

Inovação é sua paixão. 20% do tempo de Mayer é dedicado a pensar como o gigante das buscas pode continuar inovando à medida que desenvolve novos produtos.

Busca personalizada é tendência

Viciada em buscas, como se autodenomina, Marissa Mayer diz que ainda há muita oportunidade de inovar, mudar e progredir no mercado de buscas. No entanto, ela não entrega qual serão os próximos passos do Google.

“Nós acreditamos ser realmente importante progredir e abrir espaço às pessoas para perguntarem e acessarem conteúdo com mais facilidade pelos celulares”, diz ela. “nós também estamos trabalhando em uma forma de colocar novas mídias nos portáteis e como traremos livros, vídeos e notícias para dentro do universo das buscas.”

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