Artes Plásticas – Pinturas

Viktor Vasnetsov
The Lake, 1902

Hanuman Kambli

Léon Spilliaert
Maison sur la digue Huis,1907

Alicia Scavino

Alicia Scavino

Alicia Scavino

Alicia Scavino

Alicia Scavino

Bee Bartlett

Claude Monet – Vaso de Flores, S/D

Artes Plásticas – Pinturas

Konstantin Korovin
Black Cat at a Windowsill (1902)


Anna Syperek  – Aquarela s/t


Édouard Vuillard “Il bacio”, 1890-92


Theo van Rysselberghe “Vase Of Flowers”


Johan Krouthén, The Farmhouse, 1915


Clarence Gagnon
“The pond, october” – ca 1921


Kathy Jones s/t


Axel Hjalmar Ender -1853/1920
“Woman on a Beach”,1901


Konstantin Alekseyevich Korovin s/t
(1861 – 1919)


Anders Zorn (Swedish, 1860 – 1920)


Ethel Walker – s/t


Claude Monet – Water Lily Pond-1899


Pieter Elder Brueguel
Summer,1568,61x41cm – Pena e ink s/ papel

Estampas Japonesas (Ukiyo-e)

As estampas japonesas, cujo nome original é ukiyo-e, são uns dos maiores legados culturais do Japão.

Acima, A Grande Onda de Kanagawa, do artista Katsushika Hokusai (1760–1849), é uma das imagens mais conhecidas do mundo.

O pintor holandês Vincent Van Gogh pendurou algumas estampas japonesas em seu quarto em Arles e fez uma versão da obra A ponte sob a chuva, do artista Hiroshige (1797-1858). Suas mais famosas pinturas — como Quarto em Arles e Autorretrato — possuem traços desta arte japonesa (cores chapadas, ondulações, etc).

O ukiyo-e também marcou o movimento impressionista. Claude Monet, fundador do movimento, inspirou-se nas cores das estampas para compor várias de suas obras; também construiu uma ponte japonesa nos jardins de sua propriedade e lhe dedicou seis quadros.

À esquerda, a obra Retrato Emile Zola, de Édouard Manet (1832-1883), exibe uma estampa ukiyo-e na parede. No lado direito, a obra La Japonaise, de Claude Monet (1840-1926): o autor retratou sua esposa em trajes japoneses.

O Japão passou três séculos isolado do ocidente, fato que favoreceu um estilo original de expressão artística. Após a abertura cultural e as exposições internacionais em Londres e Paris (entre 1862 e 1878), a influência cultural do Japão na arte ocidental foi expressiva, principalmente devido ao ukiyo-e. O crítico Jules Claretie criou o termo “japonismo” para se referir a esta influência.

Ukiyo-e: modo de produção

O ukiyo-e é um tipo de xilogravura. Por isso, a produção não se limita ao ilustrador, mas também ao gravurista, que talha a arte na madeira, e ao impressor, que a transfere para o papel ou tecido. A matriz de impressão em madeira permite criar uma linha de produção artesanal.

Ao observar A Grande Onda de Kanagawa – fot no topodo post – pode-se perceber nos traços do desenho a preocupação do ilustrador com o trabalho do gravurista (que fará a matriz de madeira) e do impressor (que irá depositar a tinta e pressionar a matriz no papel ou tecido).

Breve história do ukiyo-e

As origens estéticas do ukiyo-e estão ligadas às tradições da pintura japonesa, que remontam ao Período Heian (794 – 1185). Nessa época, o processo de xilogravura era utilizado apenas de forma religiosa para imprimir selos budistas; o ukiyo-e de fato ainda não existia. Contudo, a partir do século XVI surgiram as primeiras publicações de livros ilustrados com talha de madeira.

Gravura de Okumura Masanobu (1686 – 1764).

Inicialmente Okumura se dedicou à publicação de livros e posteriormente migrou para o ukiyo-e.

A partir do Período Edo (1603-1868), marcado pela prosperidade e surgimento de uma classe mercantil, a demanda por ilustrações impressas popularizou a xilogravura e consolidou o ukiyo-e como gênero artístico. O termo significa, literalmente, “mundo flutuante”, utilizado inicialmente para referir-se ao estilo de vida das classes abastadas da cidade de Edo, antigo nome de Tóquio.

O ukiyo-e se popularizou durante o Período Edo, marcado pela prosperidade e ascensão de uma elite econômica que desejava uma arte que retratasse seu estilo de vida.

Com o aumento da demanda e a exigência de ilustrações coloridas, os artistas passaram a dominar o uso das cores. As estampas coloridas exigiam vários blocos para impressão, entretanto, também permitiram variedade de estilos.

Ainda que o nome ukiyo-e se refira originalmente à forma de vida da elite econômica, posteriormente os artistas se dedicaram a retratar paisagens, batalhas, animais, folclore, cenas urbanas, guerras, beleza feminina e o teatro kabuki.

O trabalho do artista Kobayashi Kiyochika (1847-1915) mostra a evolução da técnica das estampas japonesas.

Durante o Período Meiji (1868-1912), marcado pela modernização e pelo contato com o Ocidente, o ukiyo-e declinou e a xilogravura voltou-se para o jornalismo, além de perder espaço para a fotografia. Assim, passou a ser visto como patrimônio cultural e arte tradicional japonesa.

Contudo, a abertura cultural ocorrida no século XIX permitiu ao Ocidente conhecer as estampas japonesas, que em grande medida foram responsáveis pelo imaginário do país mundo afora, além de influenciar artistas como Vincent Van Gogh, Paul Gauguin, Édouard Manet, Claude Monet e o movimento impressionista na França.

Existiram movimentos contemporâneos de ukiyo-e. O movimento Sōsaku-hanga (1912-1989) é um tipo de renascimento, primando pela individualidade da expressão artística, exigindo que o artista domine todas as fases de produção (ilustração, talha em madeira e impressão). O movimento Shin-hanga (1915 – 1942) foi uma revitalização inspirada nos artistas europeus.

Atualmente, o ukiyo-e não é apenas uma das (várias) identidades culturais do Japão: sua estética também marcou a produção dos animes e mangás que atraem jovens do mundo todo. A Viagem de Chihiro, animação ganhadora do Oscar de 2003, é considerado um dos cinquenta melhores filmes animados do mundo, sendo herdeiro da beleza e do imaginário transmitido pelas estampas japonesas.