Fim do Chavismo: Oposição venezuelana propõe encurtar o mandato de Maduro

Líderes da oposição querem reduzir de seis para quatro o tempo de mandato presidencial. Com isso, Nicolás Maduro deixaria o poder no final de 2017

Oposição venezuelana propõe encurtar o mandato de Maduro
A expectativa é livrar o país da crise gerada pelo regime chavista (Foto: Wikipedia)
Diferentes partidos de oposição da Venezuela se uniram para buscar formas de tirar do poder o presidente Nicolás Maduro, dando fim ao regime chavista no país.

A ideia é aproveitar o momento em que a oposição tem maioria na Assembleia Nacional para aprovar uma emenda constitucional reduzindo de seis para quatro o tempo de mandato presidencial.

Desta forma, Maduro deixaria o poder no final do ano que vem. A expectativa é livrar o país da crise gerada pelo chavismo.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]

A proposta vem ganhando o apoio de parlamentares nas redes sociais. “Maduro e seu regime têm de ir”, escreveu em sua página do Twitter a líder da oposição María Corina Machado.

O líder oposicionista Henrique Capriles também pede pela saída de Maduro. Semanalmente, ele usa seus perfis nas redes sociais para falar da substituição do presidente. “Chegou o momento constitucional para que os venezuelanos tomem uma decisão”, escreveu Capriles esta semana.

Há três formas estudadas para encurtar o mandato do presidente venezuelano. Uma é através do encurtamento de mandato presidencial. Outra seria por referendo popular, o que a oposição descarta, já que seria algo difícil de implemententar em tempos de crise e seriam necessários muitos votos para depor o presidente.

A última seria através do pedido renúncia, o que dificilmente será apresentado pelo governo de Maduro.

Por conta disso, a emenda para reduzir o mandato é a saída mais considerada pela oposição. Esta semana, representantes da Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão de partidos contra o governo, apresentou à Assembleia Nacional uma proposta para alterar quatro artigos da Constituição referentes ao tempo de mandato presidencial.

A proposta tem o apoio do presidente da Casa, Henry Ramos Allup, e deve ser votada em até duas semanas.

Venezuela tem novo dia de protestos contra e pró-governo

Venezuela de Maduro: Inflação, violência e desabastecimento fomentaram protestos iniciais

Protesto da oposição em Caracas neste sábado (AP)

Grandes protestos nas ruas venezuelanas continuaram neste sábado, convocados tanto pelo governo quanto pela oposição.

Em Caracas, dezenas de milhares de opositores saíram às ruas. Também na capital e em outras partes do país, outras milhares vestiram-se de vermelho em manifestações em favor do presidente Nicolás Maduro. Há relatos de enfrentamentos e de disparos de bombas de gás lacrimogêneo pela polícia.

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[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]O presidente, por sua vez, acusou “grupos fascistas” de fecharem ruas e avenidas do país e de tentarem destituí-lo do governo. “Caso eu não amanheça como presidente, saiam às ruas”, disse a simpatizantes.

Ele também acusou os EUA de interferência na Venezuela.

Já o líder opositor Henrique Capriles discursou em protestos contra o governo, dizendo que acompanhará, na segunda-feira, uma reunião convocada por Maduro com governadores (inclusive os da oposição) e que não aceitará “monólogos” do presidente.

Este sábado foi o 11º dia de protestos no país, que começaram em Caracas em 12 de fevereiro e se estenderam para outras partes do país.

O número de vítimas fatais dos enfrentamentos subiu para dez, com a confirmação, neste sábado, da morte da estudante Geraldine Moreno, de 23 anos, após ser atingida no rosto por balas de borracha na quarta-feira passada.

O anúncio de sua morte se somou à de Santiago Pedroza, 29, funcionário de um supermercado que morreu na noite de sexta-feira degolado, enquanto andava de moto, por um cabo colocado em uma barricada improvisada no leste de Caracas.

Crise

Originalmente, os protestos eram contra os altos índices de criminalidade. Mas problemas como a inflação, a falta de bens de consumo básicos, o mercado negro e os apagões também geraram mal-estar em alguns setores.

Isso sem falar da oposição de direita, que pretende mudar 15 anos de políticas “chavistas” – iniciadas pelo ex-líder Hugo Chávez e continuadas por Nicolás Maduro.

A Venezuela tem uma das taxas de homicídio mais altas do mundo. Grupos da sociedade civil denunciam a impunidade em relação aos infratores e acusam também as milícias armadas.

O país também sofre com a inflação mais alta na região – que chegou a 56,2% em 2013. Produtos básicos como leite, açúcar, medicamentos e até papel higiênico frequentemente não podem ser encontrados nos supermercados.
Fonte:BBC Brasil

Papa Francisco e populismo na América Latina

Wojtyla varreu pra baixo do tapete o comunismo no leste europeu.

Francisco fará o mesmo, varrendo para além da Patagônia, o Peronismo, o Chavismo, o Lulismo e outras pragas populistas que infernizam a América Latina. Sábio Vaticano.


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Twitter: Inglaterra quer censurar redes sociais

Ouço daqui os ruídos de Cromwell, Thomas Moore e Locke, entre outros, revirando-se na tumba com o avanço do Estado Fascista na velha Albion.

Justiça britânica pune com quatro anos de cadeia, jovens que usaram o Twitter para apoiar recentes distúrbios.

Sem emprego, economia em baixa, sem perspectivas à vista o que resta aos jovens senão protestar?

O governo quer autorização para censurar redes sociais.

Igualzinho a Cháves, Fidel, Hu Jintao, Mubarack, Kadafi… Querem tirar o sofá da sala.

Contra a censura. Sempre!

PS. Acusar as redes sociais de indutoras de rebeliões, além de uma estupidez patente do desconhecimento tecnológico, bem como é uma manobra para desviar a atenção da verdade dos fatos.

Já está provado, ver exemplos recentes no Irã, Egito, Líbia e agora na Síria, que tecnologia se combate com tecnologia, e não com polícia.

Dependessem as revoluções das ações das redes sociais a Revolução Francesa de 1789 ainda estaria aos pés da Bastilha.


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Eleições 2010: José Serra, diplomacia e comércio exterior

O uso de diplomatas como agentes de negócios entre as nações é uma pratica consagra há muito tempo pelas nações do chamado primeiro mundo. Nas últimas décadas o Brasil deu um salto quantitativo com a competente atuação dos diplomatas do Itamaraty para vender o país. Esse é um método vencedor e todos os países do primeiro mundo o utilizam de maneira agressiva. Não sei se será recomendável que os negócios internacionais geridos pelos embaixadores brasileiros tenham antes que passa antes por uma Camex.
O Editor


Com Serra, uma diplomacia clássica
A meta tucana é dar uma guinada, para longe do Irã, de Chávez, de Cuba. E com o comércio gerido por uma SuperCamex, sem o Itamaraty.

Rever o Mercosul, afastar-se de países não-democráticos como Cuba, Irã e ditaduras africanas, e abandonar o viés ideológico da política comercial são as linhas-mestras da plataforma de política externa do candidato José Serra (PSDB). Mas o assunto está longe de ter um grande destaque nas propostas de governo dos dois candidatos da oposição.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Mas, segundo apurou o Estado, as diretrizes do tucano vão propor a flexibilização do Mercosul, liberando o Brasil para buscar acordos bilaterais, e a criação de uma SuperCamex, nos moldes do United States Trade Representative (USTR), que daria à política comercial do País status de ministério, subordinado à Presidência. De quebra, seria uma maneira de “despolitizar” a política comercial e acabar com a grande influência do Itamaraty sobre o assunto.

Não existe um núcleo formal dentro da campanha de Serra para debater o assunto, mas há três nomes ouvidos pelo candidato e que apresentam sugestões. Na área de comércio exterior, Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil em Washington e atual presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP, e Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da FIESP e ex-secretário executivo da Camex no governo FHC. Para política externa, o mais ouvido é Sérgio Amaral, que foi porta-voz do governo FHC e cotado para ser chanceler em um eventual governo tucano. Xico Graziano, o coordenador do programa de governo de Serra, supervisiona.

Os tucanos minimizam a política de diversificar os destinos de exportação brasileira, uma das grandes bandeiras do governo Lula. Para os petistas, foi essa diversificação que permitiu ao Brasil passar quase incólume pela crise financeira mundial. Os tucanos afirmam que a estratégia seguiu motivos políticos e não trouxe benefícios concretos, pois as vendas para África e Oriente Médio, por exemplo, continuam sendo minúsculas. Uma aposta mais acertada, argumentam, seria aprofundar os acordos na América do Sul, liberar o Brasil para mais acordos bilaterais e intensificar as relações com os EUA.

Na visão dos tucanos, a diplomacia da era Lula associou o Brasil a nações não democráticas, prejudicando seu “soft power” e sua capacidade de liderança global. Serra já afirmou que o líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad, integra a “turma de ditadores” da história, como Adolf Hitler e Josef Stalin. “O que ganhamos com essa aproximação? Nada. E perdemos muito em imagem e credibilidade”, diz Sérgio Amaral. “Este governo tem a tendência de ver o mundo através de afinidades ideológicas, e nem sempre é assim.”

Para Amaral, apostar no G-20 é exemplo de atuação construtiva do Brasil, que deve se aprofundar, enquanto associar-se ao Irã na questão nuclear não é. Os tucanos minimizam o fato de o Brasil ter adquirido um destaque maior no cenário internacional durante o governo Lula. As diretrizes de Serra devem abordar o que a campanha chama de “falso protagonismo” do Brasil, ao se oferecer de mediador de assuntos polêmicos como o conflito do Oriente Médio e a questão nuclear no Irã.

Amaral admite que o carisma do presidente Lula ajudou o Brasil a conseguir mais espaço no cenário internacional, mas entende que os presidentes dos outros países são pragmáticos. “Se o novo presidente, seja quem for, levar adiante políticas que são importantes, será respeitado internacionalmente”, diz . Sua avaliação é que o Brasil tem a desempenhar, na América do Sul, um papel que até agora não conseguiu. “Se você não consegue propor uma visão para a América do Sul e atuar em conflitos aqui, como o das papeleiras (conflito entre Uruguai e Argentina por causa de instalação de indústrias de celulose na fronteira), qual é o sentido de tentar resolver o conflito no Oriente Médio?”

A cobrança já foi comentada por José Eduardo Dutra, presidente do PT. “O efeito principal da política externa se dá na economia, nas relações comerciais. Dizia-se que, se a gente não embarcasse na Alca, seria uma tragédia para o Brasil. A Alca já foi sepultada. E qual o resultado de nossa política externa? Até 2002, 60% das exportações brasileiras eram para a União Europeia, Estados Unidos e Japão. Hoje, esses três representam menos de 40%. Tivemos uma diversificação que permitiu um desempenho melhor durante a crise.”

Um dos projetos centrais dos tucanos, em um eventual governo Serra, é despolitizar a política comercial – criando uma SuperCamex, órgão com status de ministério dedicado a conduzir a política comercial do País. “Hoje em dia, o Itamaraty tem o controle da política comercial”, diz Rubens Barbosa.

“Queremos uma espécie de USTR, subordinado à Presidência, que seria uma Camex fortalecida.” Para Barbosa e Roberto Giannetti, a Camex vive relegada a um comando de terceiro escalão. Se fosse promovida a ministério, daria maior prioridade à política comercial. “Os outros ministérios como o da Agricultura e o Itamaraty, precisam se subordinar à Camex para decisões de comércio exterior”, diz Barbosa. “Se o Itamaraty, por exemplo, quer um acordo com a Rússia, precisa passar pela Camex.” Uma ideia seria o próprio Serra coordenar essa SuperCamex nos primeiros seis meses de governo.

O candidato tucano avalia que o Mercosul tem falhas graves. Define-o como “uma farsa” e “uma barreira para que o Brasil possa fazer acordos comerciais”. Não se trata de extingui-lo, avisa Rubens Barbosa, mas de flexibilizá-lo: “Precisamos liberar o País para procurar acordos bilaterais”. Hoje em dia, o Mercosul é uma união aduaneira, estrutura que exige concordância de todos os sócios para se fechar um acordo comercial, e uma tarifa externa comum para importação de terceiros países. Giannetti e Barbosa defendem retroceder a um estágio anterior, apenas de livre comércio, liberando os países do bloco para fazer acordos bilaterais.

Essa ideia de flexibilização deverá constar das diretrizes de política externa do programa de Serra. “Nos últimos cinco anos, 100 acordos bilaterais de comércio foram fechados no mundo, mas o Brasil fechou apenas um, com Israel”, diz o texto proposto.

Na relação com a Argentina, os tucanos pregam um endurecimento. Esse país, na avaliação de Barbosa, “está desrespeitando regras da Organização Mundial de Comércio (OMC), violando o tratado com as sucessivas medidas protecionistas contra produtos brasileiros”. A decisão do governo brasileiro de ceder ao Paraguai na renegociação das tarifas de energia excedente de Itaipu é para ele “outro exemplo da política de generosidade do governo”.

Serra também tem feito críticas ao governo do presidente boliviano Evo Morales: os bolivianos, em seu entender, estariam fazendo “corpo mole” em relação ao tráfico de drogas e o governo seria “cúmplice” disso. O governo Lula reagiu com ironias. “Serra está tentando ser o exterminador do futuro da política externa. Já destruiu o Mercosul, quer destruir nosso relacionamento com a Bolívia e já disse que Mahmoud Ahmadinejad é um Hitler”, comentou o assessor especial da Presidência Marco Aurélio Garcia.

O melhor caminho, segundo os tucanos, seria aprofundar os acordos existentes na América do Sul, enquanto se buscam novos acordos bilaterais. E Amaral diz que é preciso fazer valer as regras do bloco. “A Argentina impõe barreiras, nós entendemos. A Bolívia se apropria da Petrobrás, o Brasil entende. Não dá para só compreender e tolerar; sendo condescendentes com a violação das regras, nós estamos desfazendo as instituições do bloco”, diz o ex-porta-voz de FHC.

A Rodada Doha de negociações comerciais, outra prioridade no governo Lula, poderia ficar de molho em um governo tucano. “No governo Lula, ficaram oito anos preocupados com Doha e descuidaram do resto”, ataca Barbosa. “A ideia é esquecer Doha por enquanto e agilizar acordos bilaterais”, sugere Amaral. O governo atual, diz ele, orienta-se “por uma realidade ultrapassada, com uma mentalidade pré-fim da Guerra Fria”. Um exemplo disso, segundo ele, são as alianças de países de Terceiro Mundo para chegar a mudanças. A China fez outra coisa: “Abandonou essa visão norte e sul e atua em simbiose com os EUA. A Índia também, e foi reconhecida como potência nuclear ao assinar um acordo nuclear com Washington.”

Ele também acha que está na hora de o Brasil reativar o relacionamento com os EUA. “Por muito tempo os EUA foram vistos com desconfiança, e com motivo, por causa de suas ingerências em questões financeiras, de comércio e política interna dos países da região”, diz. “Mas hoje as circunstâncias são totalmente diferentes. O novo presidente tem uma proposta de não ingerência nos assuntos dos países, de multilateralismo. Ele representa muito do que nós queríamos. Podemos adotar uma política de confiança.”

A relação com a Casa Branca, que azedou após divergências no caso de Honduras e do Irã, precisa ser resgatada, acredita a oposição. O Brasil costurou com a Turquia um acordo para troca de combustível nuclear do Irã. Para os EUA, o acordo era insuficiente e ameaçava o consenso necessário à adoção de sanções contra os iranianos no Conselho de Segurança da ONU. A posição do Departamento de Estado era que o Brasil mostrava-se “ingênuo” e estava sendo usado pelo Irã – cujo objetivo, segundo eles, era apenas ganhar tempo. A secretária de Estado americana , Hillary Clinton, anunciou sanções um dia depois de o Itamaraty comemorar o acordo com a Turquia – o que irritou profundamente o governo brasileiro.

Essa decisão deu origem a várias críticas contra o presidente Barack Obama. O governo brasileiro se sentiu traído pela Casa Branca, que não esperou os resultados do acordo mediado pelo Brasil. Lula entendeu que Obama estava dando um tiro no pé ao endurecer contra o Irã. “Não foi uma atitude de quem ganhou o Nobel da Paz”, afirmou.

Outra divergência ocorre no caso de Honduras. Os americanos acham que o Brasil tem sido duro demais com o presidente eleito, Porfírio Lobo, e intransigente em sua defesa do líder deposto Manuel Zelaya – o que estaria atrapalhando a reconstrução da estabilidade política dos hondurenhos.

A Casa Branca vê os movimentos do Brasil com reservas. Uma das consequências disso é que a visita de Obama ao País deve ficar para o próximo governo. Amaral resume o impasse: “Não dá para ter uma política de defesa da democracia em Honduras, e uma diferente em Cuba”.

Patrícia Campos Mello/O Estado de S.Paulo

Irã será um novo Iraque?

Ainda existem os inocente(?) ou beócios que acreditam que o complexo industrial militar não conduz a política internacional. A historia está lotada de casos em que a panaceia de manutenção da paz escamoteia os reais interesses econômicos que permeiam as ações pseudo libertárias das grandes potências.

Apesar disso,e, por causa disso, não devem ser descartadas as reais más intenções dos maluquetes tipo Ahmadinejah, Chaves e cia.

O Editor


Assim como no Iraque…

A comunidade internacional dispõe de todos os motivos para desconfiar das intenções do Irã, que apesar de haver assinado acordo com o Brasil e a Turquia, continuará enriquecendo urânio a 20% ou mais em seu território. Desconfia-se, também, que o presidente Ahmadinejah permanece disposto a fazer a bomba atômica.

É preciso cuidado e vigilância, apesar de nenhuma reação registrar-se diante da evidência de que Israel possui artefatos nucleares.

Agora tem um problema: não fosse o país dos aiatolás um dos maiores produtores de petróleo do mundo, seria tão grande assim a má vontade das potências nucleares, com os Estados Unidos à frente?

Afinal, de verdade ou de mentirinha, o governo de Teerã assinou um tratado comprometendo-se a enviar 1.200 quilos de urânio pouco enriquecido para a Turquia e a receber, dentro de um ano, 120 quilos enriquecidos a 20%, de uso limitado a atividades energéticas e de medicina.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Estariam os gaviões atômicos empenhados apenas em impedir o Irã de ingressar no seu clubinho?

Ou andam de olho no petróleo do país, hoje exportado para o mundo inteiro, mas pode ser que amanhã, não, por iniciativa de um dirigente radical qualquer?

É bom não esquecer o que aconteceu no Iraque. Saddam Hussein teria sido deposto e condenado à morte por possuir armas de destruição em massa, que afinal não possuía, ou por haver prometido trocar o dólar pelo euro, nos negócios petrolíferos sob sua supervisão?

Hoje, quem comanda as operações de extração e comercialização do petróleo iraquiano, senão as grandes empresas americanas e inglesas?

Não cogitam, por enquanto, da invasão armada do Irã, mas que ela se encontra minuciosamente planejada, não há que duvidar. Assim como no caso da invasão do Iraque, argumentos e pretextos não faltam. Saddam invadiu os poços de petróleo do Kwait, foi posto para fora e ficou marcado para morrer. Ahmadinejah que se cuide.

Carlos Chagas/Tribuna da Imprensa

Henrique Meirelles, Dilma Rousseff e o Banco Central

A grande dúvida

[ad#Retangulo – Anuncios – Esquerda]Leio na imprensa que o presidente Lula tenta convencer o Henrique Meirelles a continuar no Banco Central. Alguns comentaristas chegam a dizer que não há substituto à altura. Aqui entre nós, esse não me parece ser o “X” do problema. Como diria Shakespeare, “the hole is more below = o buraco é mais embaixo).

O grande capital nacional e internacional, que se arrepia todas as vezes que o Lula vai a Havana para o beija mão dos Castros, morre de medo do que a Dilma venha a fazer na presidência do Brasil. Imaginem como seria uma América do Sul controlada por Dilma/Chávez/Morales/Kirchner/Correa?

Esta possibilidade, certamente já passou pela cabeça dos estrategistas do Pentágono, e não é sem outra razão, que rapidamente eles se apressaram em fazer o acordo militar com a Colômbia.

O Henrique Meirelles ficando no Banco Central, seria um fator de tranquilidade, uma garantia de que não haveria grandes mudanças na economia, câmbio, inflação, etc… Entretanto, o Meirelles está pensando no futuro dele, e com justa razão.

Deve estar se perguntando: e se a Dilma perde a eleição, eu sem mandato, vou fazer o que? Como me defender de ações judiciais que certamente cairão sobre mim? “Elementar meu caro Watson…”

por email: José Custódio Bastos Moraes
Xiquexique – BA

Zelaya, Cháves, tendas petrolíferas e democracia

A meia dúzia dos que me lêem aqui no blog, sabem que não tenho a menor simpatia pelos doidivanas tipo Cháves, Evo Morales, Rafael Correa e demais protótipos de déspotas que vicejam nas Caraíbas e arredores. Coloquemos aí, para atualizar a lista, o bigodudo Zelaya, recém chegado ao time dos candidatos a caudilho.

Acontece, que independente da minha insignificante antipatia, os referidos senhores fora eleitos em eleições democráticas, fiscalizadas por organismos internacionais e observadores idôneos, o que por si só já as validam.

O que tais figurinhas tentam é usando de referendos e/ou plebiscitos, alongarem os mandatos através de emendas à constituição de seus (deles) países. Usando de outros métodos mais sutis, o nosso sociólogo da entregação, FHC, conseguiu o feito de aprovar emenda constitucional inaugurando a reeleição na taba dos Tupiniquins.

Agora, o que realmente me incomoda é a carga que a mídia exerce somente sobre tais personagens. Aproveitam e batem também no carniceiro cubano, o provecto Fidel.

Deixam de lado os dirigentes de inúmeros países do oriente, que se perpetuam em dinastias, governando sem democracia, votos, liberdade de imprensa ou partidos políticos. Mantendo regimes autoritários, autocráticos e cruéis, reprimem quaisquer manifestações de oposição, impondo ao povo infelicitado todo tipo de agressão aos direitos humanos. Nesses feudos, a tortura, a mutilação e outras penas cruéis são aplicadas sem complacência. Isso sem contar o tratamento dado às mulheres. Nenhum governante ocidental, nem imprensa de nenhum matiz, escrevem uma linha contra tais senhores.

Aproveitem e insiram aí, em qualquer parágrafo, e adjetivo, a China com julgamentos secretos e execuções sumárias.

Alguém aí já ouviu o Obama chamando a China de ditadura? Quem já ouviu o Lula cobrando democracia de qualquer um desses países com faz agora com Honduras? Alguém ouviu os ‘Buschs‘ suspenderem relações diplomáticas e/ou comerciais com ditaduras assentadas sobre lençóis de petróleo até que por lá acontecessem eleições livres?

Fazemos qualquer negócio!

Viva o petróleo! Não é mesmo?

Vladimir Putin. O Cháves das estepes

O russo conseguiu o que o doidivanas do Caribe não consegue.

Rússia: o golpe do czar Vladimir Putin

A câmara alta do Parlamento russo (Conselho da Federação) aprovou ontem, por unanimidade, a emenda constitucional que amplia o mandato presidencial de 4 para 6 anos. A entrada em vigor da medida -nas próximas eleições, previstas para 2012- agora depende apenas de uma protocolar sanção do presidente Dmitri Medvedev, autor da proposta.
O texto, apresentado no começo de novembro, já havia sido aprovado pela Duma (câmara baixa) em três leituras, pela câmara alta em uma primeira votação e pelo mínimo de dois terços dos Legislativos dos 83 territórios e regiões que compõem a Federação Russa. Todos essas instâncias são, em sua larga maioria, pró-Kremlin.

A medida -primeira emenda à Constituição de 1993- é considerada por críticos e analistas parte de uma manobra que beneficiaria o ex-presidente e atual premiê Vladimir Putin em um eventual retorno ao poder. Eleito em 2000 e 2004, Putin deixou a Presidência em maio, quando expirou seu segundo mandato, e conseguiu eleger o aliado Medvedev.

Segundo essa versão, o atual presidente renunciaria ainda em 2009, provocando a antecipação do pleito, no qual Putin estaria desimpedido de concorrer devido ao interregno de meses entre o segundo e o terceiro termo. Confirmada uma provável vitória, o premiê assumiria com potenciais 12 anos de mandato, com término em 2021.

Em um programa anual de televisão, realizado no começo do mês, Putin não descartou voltar à Presidência, mas só em 2012. Na ocasião, o premiê elogiou a extensão do mandato. “Seis anos para o presidente em um país tão complicado é plenamente justificável”, afirmou.

Medvedev, porém, não negou nem admitiu a possibilidade quando indagado por jornalistas, no mês passado, sobre uma eventual renúncia. A emenda prevê também a ampliação do mandato dos parlamentares de 4 para 5 anos.

Mas os planos de Putin e Medvedev vêm enfrentando um revés com a precipitação da crise econômica global. Nos últimos dias, protestos têm sido registrados em várias cidades no leste do país devido ao anúncio de um aumento de tarifas de importação de carros, que visa preservar a indústria nacional.

da Folha Online