Homossexualidade: Bispo monta blog para combater gays

Sem ligar para a decisão homoafetiva do Supremo, o bispo de Guarulhos montou um blog na internet para lutar contra os gays.

“A ditadura gay não vai poupar ninguém, nem mesmo nossos filhos”, adverte o bispo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, da diocese de Guarulhos, que montou um blog na internet para lutar contra o movimento gay.

Num dos artigos, por exemplo, o bispo explica os “riscos” que as famílias correm com o “kit gay”, que seria distribuído em escolas pelo ministério da Educação.

O blog do religioso (www.domluizbergonzini.com.br) foi criado em 2010, quando ele resolveu intervir para valer na campanha presidencial, na esperança de evitar a vitória de Dilma Rousseff.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Aos 75 anos, ferrenho adversário do PT, que ele chama de “partido da morte”, Dom Luiz atua em três frentes:
no púlpito da diocese; no blog, que considera “um instrumento da voz do Reino de Deus”;
e nas páginas do jornal “Folha Diocesana”, do qual é fundador e diretor-responsável, na condição de jornalista profissional, com registro conquistado por atuar na função desde os tempos de padre, quando a profissão ainda não era regulamentada.

Misturando fé e política, o bispo é declaradamente homofóbico e costuma alertar que “uma conspiração da Unesco transformará metade do mundo em homossexuais”.

Sobre o chamado kit-gay que o ministro Haddad tentou distribuir e não conseguiu, diz Dom Luiz:
“Se [o kit] não é assédio, aliciamento e molestamento sexual pró-sodomia, então o que é?”, indaga o bispo católico, que não tem problemas em se unir aos pastores evangélicos nessa luta contra os gays, sem se importar também com a recente decisão homoafetiva do Supremo Tribunal Federal.

Se quer lutar contra os gays, na própria Igreja Católica não faltam adeptos dessa opção sexual, conforme é público e notório.

Melhor faria se lutasse contra o celibato.

Para arrefecer o radicalismo do bispo, agora circula na internet uma petição contra ele, a ser encaminhada ao Vaticano.

Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

Padre da Paraíba vai à web em cenas de orgia sexual

Será o Lugo do agreste?

Enquanto os escândalos envolvendo membros da Igreja Católica se sucedem, o Vaticano continua inflexível quanto a discutir a questão do celibato. Até quando? Atos individuais contaminam a pregação da Igreja, colocando-a no alvo das demais religiões.

A igreja católica, evidentemente, enquanto instituição, não pode ser responsabilizada nem tampouco cabe generalizar. Os homens que a fazem e a conduzem são falíveis. Os que se desviam do código canônico também não podem se contrapor às regras que já estavam postas quando resolveram abraçar o sacerdócio. Ninguém os obrigou a envergar a batina.

O editor

Padre Duarte, sacerdote da Igreja Católica residente na cidade paraibana de Santarém, foi à internet como protagonista de cenas inusitadas.

São três vídeos. Juntos, exibem 49 minutos de uma orgia sexual. A filmagem é atribuída ao próprio padre, que aparece nu, junto com um casal.

O caso sacode o interior da Paraíba desde a última sexta (8). Santarém fica a 468 km da capital, João Pessoa.

Nesta segunda (11), a Diocese de Cajazeiras viu-se compelida a divulgar uma nota. O episódio foi às manchetes do Correio da Paraíba, um dos principais diários do Estado.

O texto da diocese é assinado por três autoridades da Igreja local:

Dom José Gonzáles Alonso, bispo diocesano de Cajazeiras; Agripino Ferreira de Assis, vigário geral da Diocese; e Janilson Rolim Veríssimo, coordenador da Pastoral da Comunicação.

Na nota, disponível aqui, os três escrevem: “Pedimos perdão como Igreja pelo escândalo provocado”.

Acrescentam que notícias “envolvendo a vida moral de qualquer padre nos dói profundamente…”

“…Mostra a parte humana e pecadora dos membros da Igreja, sem tirar sua origem divina e santa (“Igreja santa e pecadora”)…”

“…E nos provoca a todos, que temos fé, a rezar pelos pecadores e pela santificação dos padres”.

A nota também informa que “padre Duarte não faz parte do clero da Diocese de Cajazeiras”.

Foi ordenado “em outra Diocese”. Embora continue padre, “há dez anos não tem o exercício do ministério sacerdotal”.

Segundo o texto, ele “apenas” dispõe de “licença para celebrar [missas] privadamente na capela de sua residência”.

Antes, em entrevista telefônica a um programa chamado “Boca Quente”, da Rádio Difusora de Cajazeiras, padre Duarte defendera-se.

Disse ter sido vítima de uma “armação“. Afirmou que teria sofrido um “assalto”. Os ladrões teriam levado o seu laptop.

Segundo ele, recolheram-se na máquina imagens que, “montadas”, resultaram nos vídeos que ganharam a web.

Padre Duarte disse ter acionada a Polícia Federal. Encareceu a retirada dos vídeos da internet.

As imagens estavam disponíveis num sítio chamado “Blog Padre Duarte”.

Depois de acionados à saciedade, os três vídeos foram retirados do ar por volta das 18h desta segunda-feira.

blog Josias de Souza

Bispo brasileiro troca a Teologia da Libertação pela Teologia da Inseminação e apóia Lugo, o fornicador de batina

Dom Tomás Balduino, bispo emérito de Goiás, é presidente da CPT (Comissão Pastoral da Terra). A CPT segue os ensinamentos da Escatologia da Libertação e é parceira do MST em alguns de seus crimes – além de apoiar todos os outros. A versão rural da Escatologia da Libertação é o que já batizei aqui de “Teologia Babuínica” – com todo respeito àqueles nossos parentes que têm a cara feia e o traseiro colorido.

Pois bem. Balduíno teve a coragem de enviar uma carta de solidariedade ao grande “pai” do Paraguai, o presidente rompedor Fernando Lugo. Assim, como a gente vê, Balduíno troca a Teologia da Libertação dos pobres pela Teologia da Inseminação (como disse um leitor) das “pobras”.

Acompanho política há um bom tempo. Lembro-me de poucos picaretas da estirpe deste tal Lugo. Ontem, como viram, distorceu o sentido de uma frase de Terêncio – “Sou homem: nada do que é humano me é estranho” – para tentar justificar as próprias imposturas. O dramaturgo e poeta latino nos deu um emblema de tolerância com as diferenças, não uma licença para a amoralidade. Mais: Lugo mergulhou fundo na canalhice: “pessoa humana imperfeita, resultado de processos históricos, perfil da minha cultura, assumirei com todas as responsabilidades as situações que me concernem”. Essa glossolalia quer dizer que o ex-bispo fornicador considera que todo o Paraguai – quiçá as “veias abertas” da América Latina… – é responsável por aquilo que ele faz com o seu bigolim, com a sua minhoquinha descuidada. Esse cara-de-pau, já coroa, já bispo, fez sexo com uma garota de 16 anos que ele havia crismado – ou que crismou depois… Não sei o que consegue ser pior.

A carta de Balduíno é pura pornografia moral. Elogia Lugo por ter reconhecido o filho (um deles…) e recomenda: “Continue assim, caro Irmão, coerente com a inspiração evangélica, ao testemunhar, com clarividência e humanidade, o inestimável valor do relacionamento entre o homem e a mulher”. Os bispos paraguaios pediram perdão à população do país pelos atos de Lugo – que, afinal de contas, era um deles. Balduíno trata assim a hierarquia católica: “receio que este pedido de perdão não se refira às omissões da Igreja com relação aos poderosos da política e ao sofrimento do povo durante os anos de tirania do governo paraguaio.” E, claro, culpa a “mídia” por tudo – sobra até para a “mídia brasileira”…

Os inimigos que estão fora de nossas fileiras inimigos são. Os que estão dentro são demônios. Balduíno se coloca como inimigo da Igreja e está dentro dela. Como se vê, as sandices do MST e da CPT no Brasil se explicam também pelas palavras de seu pastor. Essa gente corrói a Igreja por dentro. Segue a carta de Balduíno a Lugo, a quem ele abraça com “fraterna amizade” (cuidado com o estômago):

do blog do Reinaldo Azevedo

Caro Amigo Presidente Fernando Lugo,

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Igreja pega leve com Fernando Lugo

Palpiteira e dogmática em todo e qualquer assunto — até dos que não entende, por não praticar, como o casamento — a igreja católica, qual um PSDB teológico, opta pela dissimulação quando é chamada a se manifestar a respeito do seu (dela) ex-bispo. Nada contra, mas até que entre em vigor algum novo decreto canônico o celibato é questão fechada na taba de Herr Ratzinger.

Os Tupiniquins, que não perdem a chance de uma gaiatice, já apelidam o país vizinho de Pairaguai.

O editor

Igreja pega leve com Lugo

Filhos fora do casamento, todos nós os temos, não é mesmo? É o tipo de “acidente de percurso” que pega até os mais cautelosos na curva e que não faz distinção entre pessoas de bom ou mau caráter. E, muitas vezes, pela graça de Deus, o rebento não planejado acaba se tornando uma bênção na vida dos pais.

Neste nosso canto de mundo, não damos muita bola para o que as pessoas fazem entre os lençóis. Arrisco dizer que, se Bill Clinton tivesse sido presidente do Brasil ou do Paraguai, seu maior problema em relação ao affair Monica Lewinsky teria sido renovar a fleuma ao abrir o jornal a cada café da manhã, a fim de digerir as piadas do Zé Simão.

Vejo em uma pesquisa informal realizada por um site de notícias que a maioria dos internautas tapuias que se dispuseram a responder não vê nada de mais no fato de o presidente do Paraguai, o ex-bispo da Igreja Católica Fernando Lugo, 57, ser pai de um número até agora incerto de filhos bastardos.

Apenas 5,36% acham que ele deveria perder seus direitos políticos. A maioria, 34,18%, acredita que Lugo deve ser obrigado a pagar pensão e não se fala mais nisso. Bem, só faltaria o presidente, que está sendo chamado de “o pai do Paraguai”, não se ter conscientizado de que terá de fazer muita hora extra se quiser ver toda a prole na universidade.

Acontece que, além de presidente, Fernando Lugo é ex-clérigo. E que os filhos (aparentemente, existiriam até seis reivindicações conhecidas de paternidade até o momento) foram gerados quando ele ainda era representante da igreja.

Na quarta-feira, a terceira mulher veio a público para revelar que teve um filho com ele. A ex-coordenadora de uma pastoral paraguaia, Damiana Morán, 39, disse que um de seus meninos, de um ano, é fruto de “uma explosão de sentimento” perpetrada em sintonia com o ex-bispo. O nome do rebento? Juan Pablo, em homenagem ao papa João Paulo 2º.

Não é irônico que o bebê com o nome do santo padre tenha sido concebido no que a Igreja Católica define como pecado?

De minha parte, folgo em saber que um ex-bispo e uma mulher aparentemente mais devota do que a média são tão falíveis quanto o resto de nós, que, por mais que nos esforcemos, estamos sempre operando aquém das expectativas da igreja.

Essa mesma igreja que, na quarta-feira, por meio de dom Orani Tempesta, um dos porta-vozes da CNBB, emitiu a seguinte opinião sobre o caso: “Cada pessoa responde à fidelidade ou à infidelidade daquilo que promete. Acho que não cabe à igreja julgar ninguém, mas a cada um de nós, vendo as coisas, dizer se está sendo fiel àquilo com que se comprometeu”.

Êpa, ôpa! Sinto aí um certo corporativismo em defesa do ex-colega. Se entendi direito, o bispo que virou presidente pode errar e se arrepender e não caberá a ninguém julgá-lo. Mas, quando os africanos decidem ser fiéis à ideia de usar preservativos para se defenderem de doenças sexualmente transmissíveis, aí a danação do inferno cai sobre eles. Ou, quando a mãe de uma menina estuprada pelo padrasto decide que a filha deve abortar, ela corre o risco de ser excomungada. E, quando os gays… Bem, deixa para lá, não é preciso ser teólogo para entender que existe tratamento VIP para uns e cadeira na geral do inferno para os menos privilegiados.

blog da Barbara Gancia