Operação Saqueador: Justiça nega soltura por falta de tornozeleira eletrônica

Crise financeira do Estado do Rio de Janeiro provoca insuficiência no número de tornozeleiras eletrônicas, condição imposta para que a prisão especial fosse concedida.

Prisão,Justiça,Tornozeleira eletrônica,Blog do Mesquita

Equipamento só deve chegar ao Rio na próxima quinta-feira (7) A Justiça negou no início da tarde deste sábado (2) pedidos de prisão domiciliar para cinco presos da Operação Saqueador que não receberam tornozeleiras eletrônicas.

O despacho é do Plantão Judiciário da Justiça Federal no Rio de Janeiro, em mais um desdobramento da investigação sobre um esquema de lavagem de verbas públicas desvendado pela Polícia Federal.[ad name=”Retangulo – Anuncios – Direita”]Deflagrada na última quinta-feira (30) pela Polícia Federal, a ação tem mais de 20 pessoas como alvos, entre eles o bicheiro Carlinhos Cachoeira – conhecido pela trama que levou à cassação, em 2012, do  então senador Demóstenes Torres (DEM-GO) – e o ex-proprietário da Delta Engenharia Fernando Cavendish. Como este site mostrou mais cedo, Cavendish foi preso ao desembarcar na manhã de hoje no Aeroporto Internacional Tom Jobim.

Ontem (sexta, 1º), o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região Antonio Ivan Athié concedeu prisão domiciliar para Cachoeira, Cavendish, Adir Assad (este, já condenado na Operação Lava Jato por lavagem de dinheiro e associação criminosa), Marcelo Abbud e Cláudio Abreu, outros que estão entre os principais investigados pela Saqueador.

Mas a ordem judicial não pôde ser cumprida em razão da crise financeira que acomete o governo fluminense, que provocou até insuficiência de tornozeleiras eletrônicas. Como por enquanto não há como cumprir a decisão judicial em sua plenitude – o uso do equipamento é uma das exigências principais –, o habeas corpus de soltura foi negado.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio, os presos foram transferidos do presídio Ary Franco, na zona norte do estado, para o presídio Bangu 8, na zona oeste, onde são mantidos os presos com curso superior. A Seap informou ainda que novas tornozeleiras devem ser fornecidas aos detentos apenas na próxima quinta-feira (7).

Advogado de Marcelo José Abbud e Adir Assad, Miguel Pereira Neto informou que ainda está pendente de decisão uma petição simples no Plantão Judiciário. Miguel disse ter esperanças de que seus clientes deixem o presídio ainda neste sábado. “Ainda acredito que, por uma questão de coerência e razoabilidade, o tribunal vai decidir ainda hoje que eles devem esperar em casa pelas tornozeleiras.

Mas se o tribunal proibir, cabe uma reclamação, quando uma instância originária descumpre uma decisão do tribunal, que é uma instância superior”, disse o advogado, acrescentando que Assad está em situação peculiar, uma vez que já possui tornozeleiras desde a condenação na Lava Jato. E, em tese, poderia ser imediatamente solto.

O esquema

A Operação Saqueador investiga mais 20 pessoas por envolvimento no esquema de corrupção. Segundo o procurador da República Leandro Mitidieri, cerca de R$ 370 milhões foram desviados de obras públicas tocadas pela Delta e lavados por intermédio de 18 empresas de fachada forjadas por Cachoeira, Assad e Marcelo Abbud, outro preso.

O dinheiro em seguida era sacado em espécie e repassado a agentes públicos, de maneira a dificultar seu rastreamento. Abbud e o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste e Distrito Federal Claudio Abreu também receberam o benefício da prisão domiciliar.

De acordo com os investigadores, entre 2007 e 2012, Delta Construções teve mais de 96% de seu faturamento proveniente de verbas públicas, uma soma de aproximadamente R$ 11 bilhões. Segundo o MPF, os operadores do esquema “lavaram” R$ 370 milhões por meio de 18 empresas de fachada – sem funcionários nem receita compatível com a despesa.

Os envolvidos realizavam pagamentos a agentes públicos para manter o esquema em segredo. Boa parte da propina era depositada em dinheiro e, principalmente, em ano de eleição.
Congresso em Foco

Bananas correm risco de extinção

A banana é a fruta mais popular do mundo. E além dos seus predicados gastronômicos, ela já foi usada tanto para designar governos corruptos em países tropicais – as Repúblicas das Bananas – quanto para sinalizar algum comportamento estranho – no inglês “going bananas”.

Foto: Getty
Lavoura devastada pela Doença do Panamá, que ameaça espécie mais popular da banana. Image copyright Getty

Também tem se mostrado útil a atletas, como repositora de nutrientes. Quem não lembra do tenista Gustavo Kuerten comendo bananas no intervalos de jogos?

Atualmente, mais de 100 milhões de bananas são consumidas anualmente no planeta.

Mas agora o mundo enfrenta uma nova ameaça que pode provocar, segundo especialistas, a extinção da variedade mais comum da banana, a Cavendish (no Brasil, banana d’água e/ou nanica). E talvez da fruta em todas as suas espécies.

Tal possibilidade tem a ver com uma propriedade rural no condado de Derbyshire, Inglaterra. Ali, há 180 anos, foi desenvolvida a variação da fruta que se tornaria a mais consumida no mundo.

‘Planta exótica’

O jardineiro da propriedade de Chatsworth, Joseph Paxton, recebeu, em 1830, um cacho de bananas importadas das Ilhas Maurício. Paxton havia visto bananas em um papel de paredes de um dos 175 quartos da propriedade. Na esperança de cultivar o fruto, o jardineiro plantou o que seria a primeira bananeira daquela propriedade.

“Paxton sempre esteve atento a novas plantas exóticas e era bem relacionado, o que lhe permitiu saber que bananas haviam chegado à Inglaterra”, comenta o atual jardineiro-chefe da propriedade, Steve Porter.

Em novembro de 1835 a bananeira de Paxton finalmente deu frutos. Mais de 100, o que rendeu ao jardineiro a medalha durante a exposição da Sociedade Horticultural britânica.

A banana acabou batizada pelos empregados da propriedade de Cavendishii, já que Cavendish era o nome de família dos donos do local, a duquesa e o duque de Devonshire.

“Naquela época, era muito interessante para uma família inglesa plantar bananas e servir a fruta a seus visitantes”, diz Porter. “E ainda é”, comenta.

Foto: GettyBanana é fruta mais consumida no mundo. O Maior produtor é o Equador.
Image copyright Getty

Missionários acabaram levando as bananas Cavendish para o Pacífico e Ilhas Canárias. Com a epidemia da Doença do Panamá, que dizimou as plantações de outros tipos de bananas a partir de 1950, mas não afetou a Cavendish, esta variação da fruta passou a ser a preferida de agricultores mundo afora.

A Cavendish era imune ao fungo assassino. E acabou sendo o tipo-exportação. A fruta rendeu, em 2014, US$ 11 bilhões em exportações da fruta, sendo o Equador o principal vendedor. O Brasil é o sexto maior produtor, com mais de 7 milhões de toneladas produzidas, mas consome quase toda a banana que produz.

O problema é que, enquanto produtores aperfeiçoavam a banana Cavendish, encontrada em supermercados do Ocidente quase sempre com o mesmo tamanho e sem manchas, o fungo da Doença do Panamá também evoluiu. E, agora, ameaça seriamente as Cavendish.

O novo fungo é ainda mais poderoso do que o que atacou o tipo mais popular de banana antes dos anos 50, a Gros Michel, e agora afeta plantações em diversos lugares no mundo. Mais de 10 mil hectares de plantações foram destruídos.

Como o todas as Cavendish produzidas atualmente são clones daquela plantada pelo jardineiro Joseph Paxton há quase dois séculos, se uma for atingida, as demais também serão.

Perigo

O fungo foi redescoberto em 1992, no Panamá, e detectado desde então na China, Indonésia, Malasia e Filipinas. E, de acordo com a Panama Disease.org, – entidade formada por pesquisadores holandeses para alertar sobre o perigo da doença- afetará logo, e em larga escala, plantações da América do Sul e África.

“O problema é que não temos outra variação da banana que seja imune à doença e que possa substituir a Cavendish”, diz Gert Kema, especialista e produção da planta na Wageningen University and Research Centre, na Holanda, e um dos membros do Panama Didease.org.

Pesquisadores trabalham com duas linhas de ação para salvar a banana. Primeiro, conter o avanço da doença através de campanhas.

Mas é mais fácil falar do que fazer, alerta Alistair Smith, coordenador internacional da organização Banana Link, que reúne cooperativas de agricultores ao redor do mundo.

“É mais ou menos possível conter (o fungo) com medidas severas, mas isso não significa que a doença não será transmitida”, diz.

Temos tecnologias mais avançadas agora do que tínhamos quando perdemos a Gros Michel”, complementa Kema. “Podemos detectar e rastrear o fungo muito melhor do que antes, mas o problema persiste, pelo fato de que a Cavendish é muito vulnerável à doença”.

Outra banana

Daí surge a segunda linha de atuação: achar uma banana não vulnerável ao fungo.

“Continuar plantando a mesma banana é burrice”, alerta Kema. “Podemos tentar aperfeiçoar a Cavendish geneticamente. Mas, em paralelo, precisamos aumentar a diversidade”.

A eventual extinção da banana traria impacto severo para a economia e a dieta de vários países, lembram os pesquisadores.

Enquanto isso, ainda distante da crise, a plantação de bananas iniciada por Joseph Paxton em 1830 segue firme em Chatsworth, na Inglaterra, onde são colhidos de 30 a 100 cachos por ano.

“Elas parecem mais com plântano, mais densas e não tão doces”, comenta o atual jardineiro, Steve Porter. “Mas ficam bonitas na decoração e são usadas também em alguns pratos da casa. Equanto pudermos, vamos manter nossa plantação”.

Cachoeira diz que vai colocar a boca no trombone

Impressionante como tudo parece modismo na taba dos Tupiniquins.

Agora todo e qualquer malfeitor – Cachoeira, Marcos Valério… – têm algo a dizer sobre a sujeira sob os tapetes da política brasileira.

Mas nenhum fala nada dos corruptores. Parece até que todo esse ervanário caiu de paraquedas no bolso dos políticos.

Simultaneamente, como que por milagre, alguns nominhos fatos e versões quase não se houve o sussurro nas sarjetas – Perillo, Policarpo Jr, Azeredo, Arruda, a pasta rosa, a fita da Veja, o grampo Gilmar Mendes X Demóstenes Torres…

Apesar das denúncias do Senado Fernando Collor, não percebo nenhum movimento do neopaladino da moralidade brasileira para investigar as relações do procurador Roberto Gurgel com a revista Veja.

Se essa Cachoeira desaguar, o PSDB e demais partidos correm o risco de afogamento.
José Mesquita – Editor


Cachoeira ameaça: “Sou o Garganta Profunda do PT”

Enigmático, contraventor deixa prisão em Goiânia dizendo que revelará tudo que sabe “amanhã”, após conversar com seu advogado.

Ele também prometeu revelações sobre a Delta.

“Vou falar de alguns personagens que a Delta tem participado da vida deles (sic). Esses personagens estão na CPI”, disparou[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

O contraventor Carlinhos Cachoeira adotou um tom enigmático e ameaçou fazer revelações bombásticas ainda esta semana ao deixar a prisão em Goiânia por volta das 18h50 desta terça-feira.

De dentro do carro, em rápido contato com os jornalistas, disse que é o “Garganta profunda do PT”.

Ele também afirmou que vai falar quem está envolvido em negócios da Delta. A informação é do jornal O Popular, de Goiânia.

Garganta profunda é como ficou conhecido um informante do jornal The Washington Post na década de 70 no escândalo de Watergate que acabou derrubando o presidente dos EUA Richard Nixon.

Posteriormente foi revelado que o tal “Garganta Profunda” era o então vice-presidente do FBI W. Mark Felt.

Cachoeira tinha um sorriso meio amarrado no rosto e disse que a justiça foi feita. Sua liberação foi concedida pelo desembargador federal Tourinho Neto.

“Justiça foi feita né… este processo vai ser trancado, pois as provas foram colhidas ilegalmente”, disse Cachoeira.
Brasil247

Tópicos do dia – 08/07/2012

12:19:03
CPI do Cachoeira e os argumentos para a convocação de Pagot e Cavendish.

Para quebrar a forte resistência do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) em aprovar na CPI do Cachoeira os requerimentos de convocação do ex-presidente da Delta, Fernando Cavendish, e do ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, houve um encontro inusitado.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) alertaram que o adiamento desses depoimentos poderiam trazer desgaste a CPI. Vaccarezza aceitou o argumento. Mas ficou acertado que não seria marcada uma data para a convocação dos dois.
blog do Camarotti/G1

13:02:50
Serra pagou R$ 400 mil por ‘eu quero tchu, tcha’.

Candidato a prefeito de São Paulo, o tucano José Serra pagou R$ 400 mil reais para usar a música “Eu quero tchu, eu quero tcha” como jingle de campanha, segundo a assessoria da dupla João Lucas e Marcelo, que apresentou o sucesso para o Brasil. O valor foi firmado com a gravadora Som Livre, que detém os direitos autorais. O jingle ”Eu quero Serra, eu quero já” foi apresentado na convenção PSDB-PSD, sexta.

Direito de todos
Segundo assessoria da dupla, Serra está fazendo de tudo para ser o único a usar a música. A gravadora se nega a dar exclusividade.

Busca inserção
A escolha do jingle foi uma tentativa de Serra de se livrar da pecha de “candidato da elite”, e por maior inserção nas classes médias e baixas.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Tópicos do dia – 05/07/2012

09:13:39
Paraguai pode, enfim, aprovar base dos EUA

Questão controversa há anos no Paraguai, a instalação de uma base militar no país poderá agitar as eleições marcadas para abril. Suspenso da Unasul e do Mercosul, além de abrir caminho para alianças econômicas com Europa, China e EUA, o Paraguai cederia espaço estratégico na fronteira da Tríplice Aliança, “reduto terrorista”, segundo os americanos. O Mercosul vetava qualquer discussão sobre o tema.
Olho no Aquífero
Com a pretendida base no Paraguai, os EUA pretendem monitorar a maior reserva de água subterrânea do mundo, o Aquífero Guarani.
Sonho antigo
O Paraguai tem acordo de treinamento militar com os EUA, mas o ex-presidente Fernando Lugo resistia à instalação da base militar.

11:43:59
CPI do cachoeira aprova convocação de Pagot, Cavendish, Paulo Preto e Raul Filho. Vixe!!!

Entre os convocados, também se encontra engenheiro acusado de fazer caixa dois para campanhas do PSDB pulista com recursos públicos.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira aprovou em bloco, por unanimidade (28 votos), diversos requerimentos de convocação de testemunhas, entre elas o ex-presidente da empreiteira Delta Fernando Cavendish, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot e o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT).

Também foi aprovada a convocação do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo “Preto”, acusado por Pagot de tentar fazer caixa dois para o PSDB paulista com recursos do Dnit; do empresário paulista Adir Assad, que atua nos segmentos de construção civil e eventos, dono de empresas pelas quais teriam transitado recursos da Delta; e a ex-mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprigio.

Conheça as denúncias contra os convocados

Foi aprovado ainda convite ao juiz federal Paulo Moreira Lima, que deixou o processo contra Cachoeira depois de ter sofrido ameaças.

A única convocação polêmica foi a de Paulo “Preto”. O PSDB disse que só concordaria se fosse convocado também o deputado federal José de Filippi Junior (PT-SP), que teria procurado Pagot para que ele ajudasse na arrecadação de recursos junto a empreiteiras para financiar a campanha presidencial da então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

Novamente, o PSDB acusou o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), de partidarizar as investigações e de desmoralizar a comissão. Cunha se defendeu, afirmando que a convocação de Filippi seria votada em seguida à votação do bloco de requerimentos.

Cunha defendeu a convocação de Paulo Vieira de Souza, apontado como arrecadador de campanhas do PSDB, com base em entrevista de Pagot à revista IstoÉ, em abril. “O Pagot imputa ao Paulo ‘Preto’ a prática de um crime. No caso do deputado José de Filippi não há imputação de prática de crimes”, afirmou.

A comissão está reunida na sala 2 da ala Nilo Coelho, no Senado.
JB on line


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Pedro Simon cobra Pagot na CPI do Cachoeira

Falando na tribuna do senado, O Senador Pedro Simon cobrou o que o Brasil, exceto os partidos políticos, quer: depoimento de Luiz Pagot, ex-chefão do DNIT na CPI que investiga as maracutaias da quadrilha do Cachoeira.

Aliás, saliente-se que desde o começo das denúncias , Pagot se ofereceu para ir depor.

Mas os parlamentares de todos o todos os partidos fogem de Pagot como o diabo da cruz.
José Mesquita – Editor


Pedro Simon cobra convocação de Pagot e Cavendish pela CPI
Senador mencionou notícias de que teria havido um acordo com vários partidos pra evitar a convocação do ex-diretor do Dnit e do dono da Delta…

Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (4), o senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu a convocação imediata de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), e de Fernando Cavendish, dono da empresa Delta Construções, para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as conexões políticas e empresariais de Carlinhos Cachoeira.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Pagot se colocou à disposição para ir à CPI para revelar detalhes sobre pressões da Delta para obter contratos do Dnit. A Delta – empreiteira de Cavendish, além de uma das maiores participantes de contratos do PAC – foi apontada pela Polícia Federal como envolvida com o esquema de Carlinhos Cachoeira, para o qual transfereria recursos por meio de empresas fantasmas.

Pedro Simon mencionou notícias que teria havido um acordo com vários partidos pra evitar a convocação de Pagot e Cavendish e, assim, encerrar os trabalhos da CPI.

O senador pediu ao presidente, ao relator e aos membros da CPI que não façam esse suposto acordo, pois isso seria uma humilhação para o Congresso Nacional.

– Uma decisão como essa é algo que eu não posso acreditar – lamentou Simon.

O senador disse que, com a repercussão das notícias sobre o acordo, talvez a CPI não reúna quórum para a sessão prevista para esta quinta-feira (5).

Ele chegou a dizer que pode pedir o fim da CPI e a fiscalização sobre sua atuação, se o acordo se confirmar. Simon lembrou que a CPI não foi pedida pela oposição, mas foi ideia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agência Senado

Tópicos do dia – 24/06/2012

13:42:37
Egito: eleições apontam para mais um Estado teocrático?

Islamita ganha eleição no Egito, e os palestinos comemoram
A Junta Militar respeitou as pesquisas. Seu chefe, marechal Hussein Tantawi, anunciou neste domingo a vitória do candidato da Irmandade Muçulmana Mohammed Mursi nas eleições presidenciais.

“O marechal Hussein Tantawi parabeniza o doutor Mohammed Mursi por conquistar a presidência da república”, afirmou a rede de televisão estatal, fazendo com que milhares de egípcios lotassem a famosa praça Tahrir, no centro do Cairo, onde se concentraram as manifestações da chamada Primavera Árabe.

Militantes comemoraram a vitória de Mursi, agitando bandeiras e cartazes do líder islâmico. Segundo as agências de notícias France Press e Associated Press, “Deus é o maior” e “abaixo o regime militar” eram alguns dos slogans entoados pelos manifestantes, enquanto fogos de artifício eram lançados, depois que a comissão eleitoral declarou formalmente o candidato da Irmandade Muçulmana como vencedor.

A vitória de Mursi também foi comemorada pelos palestinos em Gaza, e o movimento islamita Hamas afirmou que era um “momento histórico”, porque o ex-ditador egípcio Hosni Mubarak colaborava com Israel no bloqueio de Gaza.

Agora, os palestinos estão otimistas de que o novo líder egípcio vai melhorar as relações com o empobrecido território de.Gaza, que tem uma faixa de 15 km de fronteira com o Egito no deserto do Sinai.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

13:51:31
Julgamento do mensalão só depende de Lewandowski, o ministro do Supremo que é amigo pessoal de Lula

Segundo o repórter Tiago Rogero, da Agência Estado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou  que acredita na conclusão do julgamento do processo do mensalão ainda no mês de agosto. O cronograma prevê o início do julgamento no primeiro dia do mês, desde que o revisor do processo, ministro Ricardo Lewandowski, libere a tempo os documentos para votação. Ayres Britto disse não teme nenhum tipo de atraso.
“É possível que o julgamento termine no próprio mês de agosto, se tudo correr normalmente e dentro do cronograma que estabelecemos. Aquele calendário estabelecido já levou em consideração a complexidade do caso”, disse o ministro.

A prorrogação do STF prevê sessões diárias da Côrte, de cinco horas, entre 1 e 14 de agosto, para ouvir a acusação do Ministério Público Federal e as defesas dos 38 acusados de envolvimento no principal escândalo de corrupção do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir do dia 15 começarão a ser revelados os votos dos ministros.

Ayres Britto tem motivos para estar animado, porque  o ministro-revisor Ricardo Lewandowski, que é amigo íntimo de Lula,  reafirmou que concluirá seu voto até o final deste mês, pois em julho o Supremo entra em recesso e os ministros não têm a dignidade cívica de fazer uma exceção e trabalhar extraordinariamente nesse período.
Se Lewandowski não concluir o voto em junho, só o fará em agosto, o que atrasará a votação. Mas espera-se que ele conclua. E  lembremos que no final de agosto Cezar Peluso deixa o Supremo, por completar 70 anos. Ou seja, o prazo fatal para julgar o mensalão é 30 de agosto. E depois, em outubro, quem sai é o próprio Ayres Britto, ficando o STF com apenas 9 ministros, se até lá não for nomeado o substituto de Peluso.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

14:52:49
Cavendish: pau que nasce torto…

O empresário Fernando Cavendish será julgado amanhã na CVM, num caso antigo.
O inquérito CVM 13/2005 investiga operações de “dólar futuro” do dono da Delta em sete pregões da BM&F, em 2003.

14:56:50
Ex-funcionária processa o FBI por ter sido perseguida por ser ‘sexy’.

Ex-funcionária do FBI (polícia federal americana) no estado do Novo México e cantora profissional, Erika Bonilla entrou com um processo contra o órgão, alegando que sofreu assédio e discriminação, porque vários de seus ex-colegas tinham inveja de sua aparência sexy e de sua carreira como cantora latina, segundo a emissora de TV “ABC News”.
G1

15:01:55
Ministério da Fazenda multa Banco Rural que financiou o mensalão.

O Ministério da Fazenda manteve uma multa de R$ 1,6 milhão aplicada ao Banco Rural por ocultar as evidências de lavagem de dinheiro nas transações do mensalão. A condenação administrativa, imposta em primeira instância pelo Banco Central, atingiu ainda dois ex-diretores do banco que são réus no processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal). Os ex-dirigentes José Roberto Salgado e Ayanna Tenório Tôrres de Jesus foram multados e proibidos de ocupar cargos de direção em instituições financeiras.
Folha.com


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]

Cachoeira e Cavendish revivem os esquemas do PC Farias e do Mensalão

A excelente reportagem de Cássio Bruno e Maiá Menezes, manchete principal da edição de O Globo de sexta-feira, revela em cores impressionantes e impressionistas o que Carlos Ramos Cachoeira e Fernando Cavendish, que aparentemente renunciou à presidência da Delta Construções, reviveram em 2012 esquemas fraudulentos montados por Paulo Cesar Farias, em 90, e do Mensalão, escândalo que explodiu em 2005. São semelhantes na essência.

Os três casos, como o noticiário de 25 de maio destacou, usavam pessoas e CPFS fictícios na tentativa (vã) de escapar da fiscalização da Controladoria Geral da União e do Imposto de Renda. Foram desastrosos, todos eles. As belas e dramáticas fotos são de Marcelo Piu. Obra de arte.

A dupla Cachoeira-Delta seguiu a trilha de recorrer a personagens laranjas. Não deu certo. Tampouco poderia dar. Pois como é possível que pessoas de renda menor, faxineiras e auxiliares de serviços, como é o caso de Cristina Lacerda de Almeida, Tatiana Correia Rodrigues e Maria Aparecida Correa, poderiam tornar-se do dia para noite em sócias de subsidiárias da Delta? Um crime usar trabalhadoras às vezes desempregadas para ocultar pagamentos entre os surpreendentes empresários.

Um novo propinoduto, sem dúvida. Um canal pluvial de corrupção. O mais impressionante é que as manobras financeiras eram realizadas – claro – através de procurações que deixavam assinadas nas mãos de agentes da desonestidade. Não há outro caminho possível. Cavendish e Cachoeira movimentavam contas entre si, pagavam e recebiam, repassavam recursos evidentemente para terceiros, ocultando-se atrás das faces das três mulheres identificadas pelos repórteres de O Globo.[ad#Retangulo – Anuncios – Direita]

Além de as terem iludido sordidamente e as utilizarem, os responsáveis pela fraude ainda por cima as lançaram nos dentes afiados do leão do Imposto de Renda. Uma coisa inominável. Isto sob o aspecto moral. Sob o ângulo tributário, a corrupção sem rosto causou desvios enormes à arrecadação pública. Inclusive porque lesavam o Tesouro Público há algum tempo.

O sistema fraudulento não passou a existir a partir de agora. Nada disso. Já vinha funcionando correntemente há algum tempo. Esquemas dessa ordem, que causam desordem financeira, não são montados do dia para a noite ou da noite para o dia.

Tem que haver coincidências. Como, por exemplo, identificar e chegar a pessoas humildes que perderam seus documentos. Com o envolvimento de pelo menos uma autoridade oficial, outras identidades e CPFS eram emitidos. O que surpreende. Pois a Receita Federal e o Banco Central possuem a relação de todos os CPFS existentes.

Assim, para que pagamentos fossem concretizados através do propinoduto 2012 tornava-se insubstituível a conivência de funcionários de bancos, tanto estatais quanto particulares. Sim. Porque das duas uma: ou o CPF do laranja, no caso a laranja, era inexistente, ou falso o CPF de quem usava a respectiva procuração falsificada.

Neste plano, as atenções voltam-se para a Corregedoria da Justiça Estadual que tem como uma de suas obrigações a de fiscalizar os trabalhos dos cartórios e o reconhecimento de firmas. O setor não pode funcionar à deriva absoluta do Tribunal de Justiça. Em outro plano, falhou a visão sobre movimentos bancários suspeitos. E, na sequência, escaparam as ações ilegais dos doleiros. Estes personagens, inclusive, são responsáveis por remessas ilegais de recursos para o exterior, e de lavagem de dinheiro.

Impressionante o estágio em que se encontra a corrupção no país. E a falta de controle. Porque, neste último degrau, deveria chamar atenção do Banco Central e da Receita o movimento alto de contas de valor baixo. O que, por si, já ilumina, pelo menos, o desenrolar de operações atípicas. Como os especialistas chamam no fundo, a falta de explicação para a procedência do dinheiro pela corrupção e pelos ladrões.
Pedro do Coutto/Tribuna da Imprensa

Tópicos do dia – 19/04/2012

08:29:48
Ministro Joaquim Barbosa: “Peluso se acha”
O ministro Joaquim Barbosa, que nesta quinta-feira toma posse na vice-presidência do Supremo Triunal Federal, criticou duramente o colega Cezar Peluso, que passa a presidência ao ministro Carlos Ayres Britto.

Ao comentar entrevista de Peluso ao site Consultor Jurídico, onde o prsidente do STF disse que após a denúncia do mensalão ter sido aceita, em 2007, ele chegou a ser aplaudido em um bar no Rio e pensou em tomar um rumo político, Barbosa desabafou a jornalistas,: “O Peluso se acha. Ele não sabe perder.” A Eliana [Calmon] ganhou todas. E ele diz que ela não fez. E ela fez muito, não obstante os inúmeros obstáculos que ele tentou criar. Na verdade, ele [Peluso] tem uma amargura.

Em relação a mim, então…”, afirmou, após a solenidade de posse da ministra Carmen Lúcia na presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Os jornalistas quiseram saber se há mesmo planos políticos, e Joaquim Barbosa respondeu: “Eles [que aventam a possibilidade] que sabem. Estão inventando essa história. Jamais falei com qualquer pessoa sobre candidatura.”

11:13:26
Como previsto PT já tenta “melar” – solicitando questão de ordem absurda –  a CPI do C.
C de Cachoeira, C de Cavendish, C de Concluio.
Você não inclui os meus que eu não denincio os seus.

12:06:56
Brasil: da série “me engana que eu gosto”, ou olha a CPMI aí! Onde? Onde? Onde?
Na quarta-feira estiveram com Lula e Sarney no hospital:
vice-presidente da República, Michel Temer, presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), ministro da Previdência, Garibaldi Alves.
Na segunda-feira:
líderes no Senado do PMDB, Renan Calheiros (AL),  PTB, Gim Argelo (DF), do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-líder Cândido Vaccarezza (PT-SP).

13:59:33
Versailles, o rei, e balas para elefantes.
A primeira vez que vi Versalhes entendi, de pronto, por que haviam cortado a cabeça de Maria Antonieta e demais inúteis.
Agora leio que o inútil – tanto quanto todos os demais – rei da Espanha fraturou a bacia durante uma caçada no Quênia. Inacreditável! Em pleno sec.XXI um parasita desses, vivendo à custa de um povo desempregado e de um país falido, se dá à barbárie de ir matar elefantes. A humanidade continua refém de duas inutilidades: Papas e Reis.
“Era uma vez um czar naturalista que caçava homens. Quando lhe disseram que também caçam borboletas e andorinhas, ficou muito espantado e achou uma barbaridade.” Carlos Drummond de Andrade.

15:40:20
Incomodam-me sobremaneira silêncios silentes e omissos, parcialidades solertes e cínicas.
Assim é em relação ao silêncio mundial a respeito do míssil balístico intercontinental, capaz de atingir alvos a 5mil km com precisão cirúrgica e conduzindo ogiva nuclear, testado ontem, com sucesso, pela Índia. Não esqueçam que a aparentemente dócil terra dos mil deuses, foi e continua sendo uma das mais belicosas nações do planeta. Somente contra o Paquistão, outro membro nuclear do clube do apocalipse, foram três guerras nos últimos anos.


[ad#Retangulo – Anuncios – Duplo]